sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eleições 2010: Relembre os 28 candidatos mais votados para Deputado Estadual no ano de 2006 no nosso município.

ANDRÉ GUSTAVO PEREIRA CORRÊA DA SILVA PPS 9.253

RÔMULO MILAGRES RIBEIRO PV 8.799

NELSON DOS SANTOS GONÇALVES FILHO PMDB 2.839

DELIO CESAR LEAL PMDB 1.954

RODRIGO CARVALHO RIBEIRO DANTAS PFL 1.191

CARLOS ALBERTO LAVRADO CUPELLO PV 1.272

TANIA DE SOUZA LIMA DUQUE FONSECA PMN 814

EDSON ALBERTASSI PMDB 711

FABRICIO VASCONCELLOS SOARES PTB 679

JORGE SAYED PICCIANI PMDB 571

CHRISTINO AUREO DA SILVA PMN 525

EDNA MARIA RODRIGUES DE OLIVEIRA PMDB 476

MARIA INES PANDELO CERQUEIRA PT 401

JOSE RENATO DE JESUS PMDB 398

GUSTAVO REIS FERREIRA PMN 397

MÁRCIA MARIOTINI LARANJEIRA PMDB 380

AFONSO MARIA DINIZ PCB 366

WILLIANS ALBERTO CAMPOS ROCHA PT 348

WAGNER MONTES DOS SANTOS PDT 277

PEDRO AUGUSTO PALARETI PMDB 255

MARCOS BEZERRA RIBEIRO SOARES PDT 242

CLAUDIO MURILLO CAVALCANTI PFL 112

CARLOS MINC BAUMFELD PT 106

CARLOS MORAES COSTA PSC 101

ALVARO LINS DOS SANTOS PMDB 101

AGUILAR RIBEIRO DA SILVA PC do B 98

ALESSANDRO LUCCIOLA MOLON PT 98

CARLOS ROBERTO DINAMITE DE OLIVEIRA PMDB 98


Veja a lista completa no site do TSE

Troféu PORCÃO 2010: Largam na frente Sérgio Cabral e Jorge Picciani.

TRE-RJ recolhe diariamente toneladas de publicidades irregulares

Foto: Rafael MoraesGaris recolhem material Foto: Rafael Moraes
Claudio Nogueira, Jornal do Brasil

RIO E BRASÍLIA - Já se passaram três semanas de campanha eleitoral liberada nas ruas, e o peso das propagandas irregulares que emporcalham a cidade já pode ser visto – e medido. Em dez dias de fiscalização, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio já recolheu, só na capital, cerca de dez toneladas de material proibido.

Quinta-feira a ação foi concentrada na zona oeste da cidade, passando pelos bairros da Barra da Tijuca, Recreio, Grota Funda e Mato Alto. Em três horas e meia de trabalho, os fiscais do TRE recolheram quase uma tonelada de cartazes, placas e galhardetes, instalados em áreas públicas ou com tamanhos maiores que o permitido. A maior parte do material de campanha era dos candidatos ao governo Sérgio Cabral e ao Senado, Jorge Picciani, ambos do PMDB. Também havia material de candidatos a deputado federal e estadual, como Rodrigo Bethlem, Pedro Paulo Carvalho e Domingos Brazão, todos do PMDB, e de Stepan Nercessian, do PPS. (...)

Leia a matéria completa do JB Online CLICANDO AQUI

quinta-feira, 29 de julho de 2010

SOBRE A MEMÓRIA DE GENTE QUE FEZ VALENÇA VALER A PENA*


* Paulo Roberto Figueira Leal, jornalista e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) - Artigo publicado no Jornal local de 29/7/10

Já há alguns meses, os amigos Gustavo e Paulo Henrique (do Jornal Local) e Vítor e Samir (do Valença em Questão) me solicitaram artigos sobre a realidade política de nossa cidade. A eles expliquei que, por conta de cargos administrativos que assumi na Universidade Federal de Juiz de Fora, onde leciono, estava vindo menos a Valença (o que implicava não estar acompanhando tão de perto a política local). Nesse sentido, pedi não somente um adiamento nas datas de entrega do material como sugeri também escrever mais sobre a política nacional do que sobre a municipal.

Esse continua sendo meu intento para as próximas ocasiões, mas me permito fugir à minha própria proposição para tratar agora de perdas recentes (e dolorosas), sobre as quais só neste momento estou conseguindo escrever: a de pessoas que eram, em graus diferentes, parcelas de minha história de vida nessa cidade. De uma pessoa central na minha trajetória pessoal, certamente uma das mais queridas com quem já convivi (minha tia Marise Resende Figueira) e de um ex-professor e amigo cuja inquietação intelectual sempre me serviu de estímulo (Steve French). Uma valenciana meio mineira, um inglês meio valenciano. Ambos nos deixaram nos últimos meses.

Da importância de Marise – ou melhor, da Tuca –  para mim e minha família é difícil falar: daquela que ajudou a nos criar, que estudava matemática comigo quando estava no primário, da tia querida presente em todos os momentos. Para não falar de sua importância para outros tantos amigos e mesmo para a cidade, como ex-professora do Instituto de Educação e da Faculdade de Economia, onde formou gerações de valencianos.

Ou de Steve, a quem conheci como professor de inglês, com sua proverbial cultura e seu ácido humor britânico, e com quem tive a honra de aprender tanto em sala de aula quanto fora dela (nas muitas conversas sobre política do cientista social refinado que ele foi). Do amigo a quem, infelizmente, vi muito menos do que gostaria nos últimos anos. Do professor de curso de línguas e da Faculdade de Letras que, tal como Marise, deixou os filhos dessa cidade um pouco mais inteligentes do que eram antes de conhecê-los.

Mais do que rememorar a tia querida e o amigo ex-professor, este artigo serve para lembrar que cidades não são lugares construídos de ruas e prédios: são, antes, lugares de gente, de afeto e de memória. Nas calçadas pelas quais andaram e nas casas que habitaram em Valença, Marise e Steve deixaram a cidade melhor, porque deixaram melhores as pessoas que partilharam suas vidas com eles. Se isso é verdade – e creio ser  –, Valença tem futuro: apesar das muitas incompreensões (e ambos, por vezes, foram vítimas delas), uma cidade que produziu ou que conviveu com gente como esta tem o dever de não se conformar com os muitos problemas que enfrentou e que enfrenta. 

Nestes momentos novamente turbulentos, em que muitos têm dificuldade em acreditar que Valença pode ter sucesso na superação de seus problemas econômicos e políticos de décadas, agarro-me à proposição de Antonio Gramsci: com o “pessimismo da razão”, mas com o “otimismo da vontade”. E o fato de que minha vida em Valença implicou a convivência com gente como Marise e Steve (e com muitas outras pessoas queridas e admiráveis que ainda estão entre nós) serve de alento e de combustível para este “otimismo da vontade”.  A Valença de Marise e Steve vale a pena, e não apenas como lembrança, mas como inspiração para o futuro.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Marcelo Freixo (50123) fala sobre UPP´s

Quem ofereceu o macaco pro Stallone?!?

Retirado do Blog "Abala, mas não Imobiliza"

"Certamente vocês já leram as declarações do senhor Sylvester Stallone sobre o Brasil. O diretor de "Os Mercenários" deu a seguinte declaração durante a Comic-Con 2010: "Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado e leve um macaco!". E o ator ainda acrescentou mais umas "palavrinhas delicadas": "Explodimos vários prédios e todos ficaram felizes e ainda trouxeram cachorros-quentes para aproveitar o fogo". O astro de filmes de pancadaria ironizou até o Batalhão de Operações Especiais (BOPE): "Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro. Já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar"

Sem mais comentários..."
 
Mas fica a dica (a dica é minha mesmo):
 
 


domingo, 25 de julho de 2010

Parabéns Samir!

Hoje, 25/07, nosso companheiro Samir Resende, vulgo Fernando Pessoa, completa mais um carnaval.

Nosso abraço e parabéns camarada!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Deputado Jorge Picciani e família VIOLAM a lei eleitoral [Agora conta uma novidade!]

Fotos feitas por Ricardo Gama no dia 22 de julho de 2010.





A família Picciani, digo Jorge Picciani, Leonardo Picciani, e Rafael Picciani violam a lei eleitoral na cara dura, e colocam placa de propaganda eleitoral em comércio, o que é proibido (art. 37 da Lei 9.504/97), precisamente na Av. Brasil nº 6.728.

Ilegal e daí ?

Se a família Picciani não respeita a lei, vai respeitar o eleitor ?

É correto o político se eleger violando as leis ?

Alô TRE, alô MP eleitoral cadê vocês ?



Diz a Lei 9.504 de 1997, no seu art. 37:

Art. 37. Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do Poder Público, ou que a ele pertençam, e nos de uso comum, inclusive postes de iluminação pública e sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta, fixação de placas, estandartes, faixas e assemelhados.

§ 1o A veiculação de propaganda em desacordo com o disposto no caput deste artigo sujeita o responsável, após a notificação e comprovação, à restauração do bem e, caso não cumprida no prazo, a multa no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) a R$ 8.000,00 (oito mil reais).

Conexão do professor: Data-limite para o lançamento das notas do Segundo bimestre

Fonte: Diário oficial do dia 22/07. Página 11

SUBSECRETARIA EXECUTIVA

ATO DO SUBSECRETÁRIO EXECUTIVO

PORTARIA SEEDUC/SUBEX Nº 78 DE 20 DE JULHO DE 2010

ESTABELECE PROCEDIMENTOS PARA O REGISTRO DAS NOTAS BIMESTRAIS, DOS ALUNOS MATRICULADOS NAS UNIDADES ESCOLARES DA SECRETARIA DE ESTADO DE
EDUCAÇÃO, NO ANO LETIVO DE 2010.

O SUBSECRETÁRIO EXECUTIVO, no uso de suas atribuições legais, considerando o art. 5º da Resolução SEEDUC nº 4455, de 05 de maio de 2010, publicado no Diário Oficial de 07 de maio de 2010, e o que consta no processo administrativo nº E-03/6.103/2010,
RESOLVE:

Art. 1º - Os professores das unidades escolares deverão realizar o registro das notas bimestrais dos alunos, utilizando o sistema Conexão Educação, no módulo Docente Online.

Parágrafo Único - As notas do 2º bimestre deverão ser lançadas até o dia 13 de agosto de 2010.

Art. 2º - Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Rio de janeiro, 20 de julho de 2010

JÚLIO CESAR DA HORA

Subsecretário Executivo

Devemos, ou não, lançar as notas? Veja uma opinião aqui

quinta-feira, 22 de julho de 2010

[108 anos ] Parabéns Fluzão, um dos times com menos ocorrência policial do Futebol Carioca!

O aniversário de 108 anos do Fluminense foi tema no blog do jornalista Ricardo Perrone. Torcedor são paulino, ele publicou um post para lá de emocionante sobre a história do Tricolor. Não deixe de conferir abaixo:

“Se queres saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória“, disse Nelson Rodrigues.

Seria otimismo de torcedor, não fossem os fatos. E se os fatos estão contra ele, azar dos fatos. Eis que surge o primeiro grande clube de futebol do Rio de Janeiro. O primeiro, pois os outros ainda eram regatas.

Luta pela formação da Liga, vence as primeiras, muda de cores e consegue a combinação mais rara de todas: Verde, branco e grená.

Único por ignorar as massas, o torcedor do Flu tem orgulho de ser “elite”. Enquanto todos brigam para também fazer parte do “povão”, o Tricolor se orgulha de não dividir esta paixão. Senti uma única vez o que é ser Fluminense. E não mais esquecerei.

Era Libertadores de 2008, e por um acaso do destino resolvi subir pra arquibancada do Maracanã aos 44 do segundo tempo para ver o meu São Paulo confirmar a vaga nas semifinais. Quando subi, olhei em volta e me assustei. Eles não estavam “torcendo” pelo gol milagroso, mas sim “esperando” por ele.

Nunca vi tanta certeza diante do improvável. E ali, cabisbaixo, fui confundido com um deles e fiz parte da comemoração da eliminação do meu time. Levei 10 segundos pra sentir raiva da situação, outros 10 pra ver o quanto fui sortudo de subir ali. 

Afinal, de longe, não teria condições de notar o quanto eles queriam isso. Não poderia estar perto e sentir a alegria daquela multidão em conseguir aquela vitória épica. Mas eu vi, entre eles, e quando desci pra cabine não tinha mais nenhuma sensação de tristeza.

A contagiante alegria de sua torcida simplesmente neutralizou a dor da derrota do meu time. Ali, entendi: “Era a vez deles”.Nos últimos anos o Fluminense tem conseguido fazer espetáculos com sua torcida no Maracanã. Seja pra não cair, seja pra levar um caneco, lá está ela, surgindo do nada, entupindo o maior do mundo e fazendo festas memoráveis.

“Nas situações de rotina, um `pó-de-arroz’ pode ficar em casa abanando-se com a Revista do Rádio". Mas quando o Fluminense precisa de número, acontece o suave milagre: os tricolores vivos, doentes e mortos aparecem. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas.”, disse Nelson.

Dizem que o clube sujou sua camisa ao “virar a mesa” para subir no Brasileirão. Mas não, não é por ai. Todos já fizeram uso de politicagem para conseguir vantagens no futebol. Um clube de 108 anos e tantas glórias não pode ser marcado por um presidente estúpido que eternizou o ato com uma champagne na tv.

Dizem que há anos o Fluminense não conquista nada. E eu fico com Nelson, novamente: “O que são 100 anos pro Fluminense?”.O que pode ser maior ou mais relevante do que ter seu clube fazendo parte de 50% do jogo mais famoso do planeta? O estádio do futebol é o Maracanã. Seu cartão postal é o Fla-Flu, e isso basta a qualquer credencial de grandeza. Não bastasse, ainda tem os feitos, as glórias, os ídolos e as lindas derrotas. 

Sim, lindas derrotas. Como as diante da LDU na Libertadores e na Sulamericana. Belíssimas partidas perdidas onde seu clube sai aplaudido, forte, limpo.

O futebol é feito de paixão. E paixão vive de altos e baixos. Não há paixão só na alegria, nem apenas na dor.

Ir a série C foi o fundo do poço pra um grande clube como o Flu. Mas, quantos sairiam deste fundo do poço? Ele saiu. E saiu pra levar a Copa do Brasil, para disputar Libertadores, ser finalista, chegar a decisões e voltar ao cenário do futebol montando grandes times e escrevendo, em 2008, as mais belas páginas do futebol brasileiro.

Hoje, com Fred, Conca e Muricy, é um dos favoritos ao Brasileirão.

Não, não são muitos os clubes que conseguem ir ao fundo do poço e voltar sem cerimônias.

Nesta data especial, onde rivais tentarão diminuir o aniversariante, o torcedor do Flu pode olhar para trás e sentir orgulho.

Orgulho de Assis, Romerito, Branco, Thiago Silva, Edinho, Gérson, Renato, Rivelino, Washington e Castilho.

Orgulho do time campeão brasileiro de 84, do derrotado time de 2008, e do guerreiro time que evitou uma tragédia em 2009.

O Fluzão conhece, como poucos, todas as sensações que o futebol é capaz de nos dar. Do vexame a glória, da arrogância a humilhação. Mas conhece, sobreviveu a todas.

“Grandes são os outros, o Fluminense é enorme.”, disse Nelson Rodrigues, eufórico, apaixonado, cego, mas… verdadeiro.

Parabéns, Fluzão! 108 anos sendo protagonista do maior futebol do mundo.

Aceitem esta pequena homenagem de um jornalista apaixonado por futebol, mas que torce pelo “tricolor paulista”. Porque eu sei, em respeito a história, que tricolor só tem um. O resto tem três cores."






quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cabral diz que não vai comparecer aos debates


O governador do Rio, Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, disse nesta quarta-feira que não participará dos debates nos meios de comunicação. A afirmação de Cabral foi dada na chegada dele a um encontro com 500 empresários na Zona Oeste, promovido pela Associação Comercial e Empresarial da Região de Bangu (ACERB).
- Avaliamos que neste primeiro turno, a principio não (vou participar dos debates). A população nos conhece. Há uma avaliação nesta eleição se este governo merece continuar ou não. E eu estou me colocando à disposição para entrevistas, com o objetivo de debater e discutir as nossas propostas, mas, em questão de debates (com adversários), a principio não - anunciou Cabral, sinalizando também sobre a possibilidade de não participar dos debates do segundo (...)

O governador rebateu ainda as críticas de seu adversário do PV, o deputado federal Fernando Gabeira. O parlamentar havia criticado a operação da PM que terminou com a morte do menino Wesley de Andrade , de 11 anos, que estava na sala de aula quando foi atingido por um tiro no peito, num Ciep em Costa Barros.

- O candidato parece mais na linha do quanto pior, melhor, e o Rio vive um momento maravilhoso (???) , que é exatamente o oposto desta postura. Há problemas? Há. Mas a agenda do Rio é muito positiva - disse Cabral.
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Leia a Matéria Completa em O Globo 
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Podcast do Vq: parte 2

Neste podcast os professores Sanger Nogueira e Rafael Monteiro conversam com os professores Alexandre Fonseca e Cícero Tauil sobre a educação na escola pública brasileira. Dividimos a conversa em três partes. Nesta segunda parte, o grupo de professores tenta responder a seguinte pergunta: quais as razões para o Estado do Rio de Janeiro ocupar o penúltimo lugar no Ideb?

Esperamos os comentários de vocês!

Clique aqui para ouvir a primeira parte


Abraços


Passo a passo:

1: Clique no “podcast Valença mp3”


2: Você será redirecionado para o site four shared. Se quiser escutar on line, clique no play. Caso queira fazer um download, clique na opção “Download now”. Espere 30 segundos e clique “Download file now”.

Bastidores do comício milionário (e fracassado) de Cabral, Picciani, Lula e Dilma no RJ

O vídeo mostra os bastidores do comício realizado no Centro do Rio de Janeiro, no dia 16/7/10. O evento foi um fracasso completo, apesar dos milhões gastos com o material de campanha e com o pagamento dos participantes. Cada moça recebe entre R$ 50,00 e R$ 40,00 por dia, valor superior ao que Sérgio Cabral (PMDB) paga no Rio para os PM´s e Bombeiros Militares. Conheçam um pouco desse mundo milionário. (postado pelo Cel. PM Paulo R. Paul)

Agora abaixo, o vídeo mais absurdo: o material de campanha estava sendo distribuído por uma KOMBI A SERVIÇO DA PREFEITURA DO RIO QUE É GOVERNADO PELO PMDB!!!
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O MAIOR CRIME ELEITORAL DA HISTÓRIA DO ESTADO, BEM DEBAIXO DOS NARIZES DE PROMOTORES E JUÍZES NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO! VERGONHA!!! 
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terça-feira, 20 de julho de 2010

Novidade: Valença em Questão reinaugura o seu podcast.


O blog do Valença em Questão reativou o seu podcast. Para quem não sabe o que é, o podcast é uma ferramenta para estimular o diálogo entre os autores do blog e o público leitor. Trata-se de uma conversa gravada cujo tema gira em torno das preocupações dos valencianos em relação a nossa cidade/Estado/mundo.


O nosso recomeço não poderia ter um tema mais especial do que a educação. Os recentes resultados das escolas valencianas no Ideb e no Enem colocaram a educação no centro das atenções. Governadores são chamados a dar explicações, especialistas elaboram diagnósticos. Em meio ao oceano de informações, resta a pergunta: e a opinião dos professores?


Neste podcast os professores Sanger Nogueira e Rafael Monteiro conversam com os professores Alexandre Fonseca e Cícero Tauil sobre a educação na escola pública brasileira. Dividimos a conversa em três partes. A primeira tenta responder a seguinte pergunta: o Ideb serve para medir a qualidade da educação?

Esperamos os comentários de vocês!


Abraços


Passo a passo:

1: Clique no “podcast Valença mp3”


2: Você será redirecionado para o site four shared. Se quiser escutar on line, clique no play. Caso queira fazer um download, clique na opção “Download now”. Espere 30 segundos e clique “Download file now”.

Sérgio Cabral, o governador fanfarrão, culpa antecessores pelo fracasso das escolas estaduais no ENEM.

Ele só esqueceu de falar que: a) não assumiu o governo semana passada;  b) nos últimos quatro anos as coisas só pioraram;  c) antes de ser governador, ele foi senador e presidente da Alerj por mais de 10 anos, sempre apoiando os governos; d) ele foi eleito pelo mesmo partido que governava o estado (o PMDB) e apoiado pelos governadores anteriores (Garotinho e Rosinha)

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), culpou os governos passados pelo fracasso dos colégios estaduais no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) de 2009. Ele disse que a expectativa é de melhora no desempenho dos alunos. Entre as 50 melhores instituições da capital do estado, há apenas uma estadual, o Colégio de Aplicação da Uerj. 

- Ter alguns colégios que tiveram pior desempenho numa rede de 1.300 unidades, com o nível de carência com que assumimos a educação no nosso estado... Temos uma expectativa de, a cada ano, ir avançando. Temos uma política clara de reposição salarial para os professores, de recuperação física das unidades escolares. E tivemos 700 colégios com nota de ensino regular, acima da média do MEC. Mas longe do ideal. Longe - disse Cabral, em Brasília, onde esteve para assistir à assinatura da MP que aumenta o limite de endividamento das cidades-sedes da Copa de 2014. 

Veja vídeo em que Cabral fala dos problemas da educação no Rio

Cabral, que tenta a reeleição, afirmou que é preciso tempo para resolver o problema:
- O ideal é política de médio e longo prazo. Educação não tem mágica. Foram mais de 30 anos de destruição. Mas estamos recuperando. 

Cabral frisou que o colégio da Uerj é o primeiro colocado no Brasil entre todos os estaduais. Esse colégio ocupa, no ranking nacional, o 17º lugar. É o primeiro estadual na lista da elite do ensino médio brasileiro.
Gabeira propõe reformular currículo escolar
Adversário de Cabral na disputa pelo governo estadual, o deputado Fernando Gabeira (PV) criticou o desempenho das escolas estaduais no Enem e propôs reformular o currículo escolar no ensino médio fluminense para resgatar o interesse dos alunos e melhorar o desempenho: 

- O desempenho das escolas estaduais no Enem foi fraco. Esses estabelecimentos já tiveram um péssimo desempenho no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Em contrapartida, tivemos, assim como no Ideb, escolas públicas com desempenho excelente, por causa do empenho particular dos professores. Temos que pegar os bons exemplos e criar meios de universalizá-los. 

Sobre a ideia de alterar o currículo do ensino médio, Gabeira propõe criar uma fórmula na grade escolar em que cada aluno tenha a chance de escolher disciplinas com as quais tem mais afinidade.
- A proposta é reexaminar o currículo e criar, junto com as disciplinas obrigatórias, matérias opcionais, como já ocorre hoje nos Estados Unidos. 

Em seu programa de governo, Gabeira acusa a atual gestão de nomear diretores para cargos nas coordenadorias regionais da Secretaria de Educação "quase sempre" com critérios político-partidários. Na lista de promessas para a educação, há também na pauta do candidato elevar o salário dos professores para o mesmo nível de São Paulo e Minas. Para aproximar o ambiente familiar das escolas, Gabeira é a favor de ideias como abrir os estabelecimentos nos fins de semana para atividades extraclasse. Outra proposta é tornar o treinamento de professores mais objetivo. 

- Os cursos de formação de professores são muito voltados para disciplinas como filosofia e sociologia da educação, e não para a o ensino da matéria que terão que passar objetivamente em classe. 

Para presidente da OAB, resultados do Enem assustam
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti, divulgou nota classificando os resultados do Enem de assustadores. Para ele, isso se reflete na advocacia. "No exame de Ordem, essa constatação fica muito mais clara pois muitos egressos do ensino público também prestam as provas, e o índice de reprovação é bastante semelhante ao do Enem. A educação no Brasil está na UTI e precisa de um choque efetivo".


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Enem: veja aqui o desempenho das escolas valencianas.

Modalidade Ensino médio regular

Nome da escola Média Total

COLEGIO LAF 646.54

COL VALENCIANO SAO JOSE DE APLICACAO 606.16

I E DEP LUIZ PINTO 592.16

C E CORONEL BENJAMIN GUIMARAES 583.15

C E ALFREDO GOMES 563.07

C E THEODORICO FONSECA 554.44

C E DR OSWALDO TERRA 552.99

C I A MONSENHOR TOMAS TEJERINA DE PRADO C E JOSE FONSECA 505.1

C E BARAO DE JUPARANA 498.72

C E PADRE SEBASTIAO DA S PEREIRA 472.16

COL SAGRADO CORACAO DE JESUS Sem nota

C E DAURA SILVA BARBOSA Sem nota

C E ARNOR SILVESTRE VIEIRA Sem nota

C E DR GUILHERME MILWARD C Sem nota


Modalidade: Ensino de jovens e adultos

C E THEODORICO FONSECA 506.76

C E BARAO DE JUPARANA Sem nota

CES DR OSWALDO DA CUNHA FONSECA 502.03

domingo, 18 de julho de 2010

TRE marca eleições em Valença para 3 de outubro

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu marcar a nova eleição para a prefeitura de Valença para o dia 3 de outubro, mesma data do pleito que vai eleger Presidente da República, Senadores, Governadores e Deputados. A data, que já vinha sendo estudada pelo tribunal, deve reduzir os custos para a Justiça Eleitoral e visa também evitar um alto número de abstenção.

A coincidência nas datas vai permitir, ainda, que todos os eleitores inscritos até cinco de maio deste ano estejam aptos a votar também para prefeito. Pela legislação eleitoral, só participa de um pleito quem estiver alistado até 151 dias antes da eleição.

A decisão foi tomada anteontem [11/07], através da aprovação de uma Resolução que regulamenta a eleição suplementar. De acordo com o texto, duas urnas vão ser instaladas em cada seção eleitoral de Valença, uma delas exclusivamente para eleger o novo prefeito.

O prefeito em exercício, Fernandinho Graça (PP), já declarou que deve disputar as eleições. Graça está no posto provisoriamente depois que Vicente Guedes foi cassado, por decisão do TSE. Guedes ainda está recorrendo da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).


Calendário

A Resolução também estabeleceu um calendário eleitoral para o município: as convenções partidárias vão ser realizadas entre os dias 14 e 18 de agosto e os pedidos do registro de candidatura devem ser requeridos por partidos e coligações até as 19 horas do dia 19 de agosto. Caso o partido deixe de fazer o pedido, os candidatos escolhidos em convenção podem fazê-lo, individualmente, até 23 de agosto.

A propaganda eleitoral vai ser permitida a partir de 20 de agosto e o horário eleitoral gratuito no rádio e televisão pode ocorrer a partir de dois de setembro.

Fonte: sítio do Diário do Vale

Depois do penúltimo lugar em Educação (só perde pro Piauí), estado do Rio "comemora" primeiro lugar em crimes eleitorais nos últimos quatro anos.


Terceiro maior colégio eleitoral do país, o Rio de Janeiro lidera um inédito ranking da Polícia Federal sobre crimes eleitorais. 

Nos últimos quatro anos, a polícia fez mais de 3.400 investigações no Estado para apurar delitos como compra de votos, caixa dois, inscrição e transporte irregular de eleitores e boca de urna. Desde 2006, a Polícia Federal abriu mais de 20 mil inquéritos em todo o país para apurar crimes relacionados às eleições, desde os pequenos até os mais graves, o que resultou no indiciamento de mais de 5.500 pessoas.

Alguns dos políticos que tiveram os mandatos cassados no período foram alvos dessas investigações. Em segundo lugar no ranking está Minas Gerais, segundo maior Estado em número de eleitores e onde a PF abriu 1.912 inquéritos nos últimos quatro anos. O Estado de São Paulo, onde se concentra 22% do eleitorado, o maior do país, vem logo abaixo, na terceira posição, quase empatado com o Rio Grande do Norte, que tem 1,6% do eleitorado do país e que é o caso mais representativo do Nordeste.

O principal crime, considerado o mais grave para procuradores, juízes federais e policiais ouvidos pela, é a compra de votos. Em seguida, dentre os delitos mais investigados pela PF, está o cadastramento irregular de eleitores, prática que é mais comum durante as eleições municipais. "A compra de votos é um reflexo da falta de credibilidade e desesperança da população com os políticos", diz Sandra Cureau, vice-procuradora-geral eleitoral.

O balanço da Polícia Federal deve ser uma das ferramentas para tentar diminuir, no pleito deste ano, a ocorrência desses delitos. A Polícia Federal, responsável por investigar crimes eleitorais, o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral deverão atuar em conjunto --um convênio entre esses órgãos ainda deve ser formalizado. Segundo a Folha apurou, o esforço é para tentar obter provas e propor ações antes da diplomação dos políticos, e não depois, durante a vigência do mandato, o que dificulta a punição. 

ATRASO

Região onde se concentra a maior parte dos inquéritos da PF, o Sudeste tem a liderança garantida pelo grande número de investigações no Rio de Janeiro. "Ainda há muitos currais eleitorais, principalmente no interior. A política no Estado é feita de uma forma antiga e anacrônica", diz Silvana Batini, procuradora regional eleitoral do Rio.

Apesar da liderança do Rio nos inquéritos, o maior número de indiciamentos por crimes eleitorais ocorreu em Tocantins, (841 nos últimos quatro anos), Estado cujo governador foi cassado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico e político ao usar a máquina do Estado para se reeleger, em 2006. 

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo


sábado, 17 de julho de 2010

"Altruísmo" do vereador Naldo (PMDB) dura dois dias.

Durou dois dias a decisão do vereador Naldo (sim, ele voltou!) em abrir mão do cargo de 2º Secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Vereadores de Valença.

Consta na ata do dia 5 de Julho de 2010 que, depois de refletir por dois meses no presídio de Bangu, o vereador "prefere renunciar ao cargo de 2º. Secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Valença, continuando apenas como Vereador" (pg. 4). Já na ata do dia 7 de Julho, atendendo aos apelos do novo presidente da Câmara, vereador Dodô, Naldo reconsiderou a decisão anterior e "aceitou o desafio"  (pg. 2) de ocupar mais uma vez o cargo na Mesa Diretora.

Leia as Atas:

- Dia 5/7/10 - http://www.cmvalenca.rj.gov.br/atas/2010/Ata%20de%2005.07.10.pdf

- Dia 7/7/10 - http://www.cmvalenca.rj.gov.br/atas/2010/Ata%20de%2007.07.10.pdf

Bom Sábado! Posto aqui a melhor música da Música Popular Brasileira! Ou uma delas!!!

Pau de Arara

 

Luíz Gonzaga

Composição: Luiz Gonzaga e Guio de Moraes
Quando eu vim do sertão,
seu môço, do meu Bodocó
A maloca era um saco
e o cadeado era um nó
Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau-de-arara
Eu penei, mas aqui cheguei (bis)
Trouxe um triângulo, no matolão
Trouxe um gonguê, no matolão
Trouxe um zabumba dentro do matolão
Xóte, maracatu e baião
Tudo isso eu trouxe no meu matolão

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Mais um flagrante de crime eleitoral do PT de Lula e do PMDB de Cabral e Paes, hoje a tarde na Cinelândia - Se aqui fosse um país sério e existisse Justiça, teriam as candidaturas impugnadas por abuso de poder e uso da máquina.

Clique e vejam o CRIME ELEITORAL cometido pelo PT, Dilma Rousseff e Prefeito Eduardo Paes.


Hoje em torno das 15:30 horas, flagrei um CRIME ELEITORAL na Cinelandia, onde vai ocorrer o comício de Sérgio Cabral, Lula, e Dilma Rousseff.

Um carro da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Cinelandia, em frente ao Restaurante Amarelinho, chegando cheio de material de propaganda do PT, e da Dilma Rousseff.

Ou seja, o povo do Rio de Janeiro pagando o transporte da propaganda do PT.

O motorista do carro ficou tão desesperado que tentou tirar a PLACA da Prefeitura do Rio de Janeiro.

E ai ?

O povo do Rio pagando a conta do PT e Dilma Rousseff ?

Cadê a justiça eleitoral ?

Em tempo, se o carro era da Prefeitura isso não interessa, já que se estava a "serviço da Prefeitura do Rio", conclui-se que estava sendo pago pelo Sr. Eduardo Paes através do dinheiro do povo !!!

Isso é uma vergonha !!!




O melhor dos melhores!


Boa sexta-feira!

Douglas Lacerda: um pacato cidadão!

Onde eu compro o cd do projeto "Vôo"?"

ps: Em 3´:50´´ arregou.rs

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Suspensão temporária dos pagamentos do município de Valença

DECRETO Nº. 154 DE 09 DE JULHO DE 2010

“Dispõe sobre a suspensão temporária de pagamentos realizados pelo Município de Valença, e dá outras correlatas providências”

O Prefeito Municipal de Valença no uso de suas atribuições. CONSIDERANDO a assunção da Chefia do Poder Executivo, de forma interina em razão de decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral, que cassou os diplomas do Sr. Vicente de Paula de Souza Guedes e Dilma Dantas Moreira Mazzeo.

CONSIDERANDO a necessidade de se verificar as disponibilidades financeiras e orçamentárias do município.

CONSIDERANDO a substituição de grande parte da equipe de governo.

CONSIDERANDO o elevado número de processos administrativos existentes na tesouraria.

CONSIDERANDO o elevado valor das dívidas contraídas pelo município, segundo levantamento parcial realizado.

D E C R E T A

Artigo 1º - Ficam suspensos, pelo prazo máximo de 30 (trinta) dias, os pagamentos de quaisquer fornecedores ou prestadores de serviços contratados pelo Município, até que os processos sejam revisados pela equipe de governo atual.

Parágrafo Único – Após verificação da legitimidade e efetiva conclusão da despesa contratada, ouvido os órgãos competentes, o pagamento poderá ser realizado sem a observância do prazo previsto no caput.

Artigo 2º - Os fornecedores deverão comparecer na tesouraria para prestar as informações por ventura necessárias, bem como, para obter as informações acerca dos pagamentos contratados.

Artigo 3º - Ficam excluídos da regra prevista no artigo 1º, os pagamentos a concessionários de serviços públicos essenciais.

Artigo 4º- Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito, 09 de julho de 2010.
Luiz Fernando Furtado da Graça
Prefeito Interino

quarta-feira, 14 de julho de 2010

''O professor é um protótipo do aluno'', diz José Pacheco


Retirado do site: O aprendiz da Uol

Um modelo que parece inaplicável funciona há 34 anos na pequena Vila das Aves, a 40 quilômetros da cidade portuguesa do Porto. Lá está instalada a Escola da Ponte, uma instituição pública com todas as etapas da educação básica onde não há divisão por séries, nem professores de uma determinada disciplina. Os alunos decidem por quais áreas se interessam e desenvolvem projetos de pesquisa. Eles votam regras de convivência, seguidas inclusive por professores e pai.

“Se o aluno vê no professor autonomia e responsabilidade, ele aprende autonomia e responsabilidade. Se vê uma pessoa capaz de construir projetos, ele aprende a construir projetos”, avalia o idealizador da Escola da Ponte, José Pacheco, que dirigiu a instituição pública desde sua criação, em 1976 até 2008. Ele participou da 8ª Conferência Internacional de Avaliação na Educação, realizada entre 12 e 14 de julho, em São Paulo (SP).

Em entrevista ao Portal Aprendiz, José Pacheco fala das bases da Escola da Ponte, defende o uso de tecnologia e avalia o papel do professor na formação. “Ele deve ajudar os alunos a fazer um planejamento, porque senão o aluno nunca vai aprender a planejar”.

Portal Aprendiz - O que motivou a criação da Escola da Ponte?

José Pacheco - Tentar ser feliz. Para isso, crianças não podem que fazer aquilo que não entendem ou que são forçadas. Fui para o magistério por vingança porque nasci em uma favela, fui excluído e marginalizado, sofri muito quando jovem e jurei que nunca nenhum aluno meu reprovaria ou passaria por aquilo que eu passei. Pensei que ou conseguiria dar resposta a cada um ou deixaria de ser professor.

Aprendiz - Qual o perfil do aluno da Escola da Ponte?

Pacheco - É aluno de formação integral. Ele consegue partir de questionamentos e pensar em ideias, construir projetos e preparar planejamentos. Faz pesquisa, partilha informação em grupo, sabe fazer auto-avaliação e sabe pensar sobre o pensar.

Aprendiz - E como são os professores?

Pacheco - A mesma coisa. Há um principio na formação que se chama Isomorfismo. O modo como o professor aprende é o modo como o professor ensina. Ele é um protótipo do aluno. Se o aluno vê no professor atitudes de autonomia e responsabilidade, ele aprende autonomia e responsabilidade; se vê no professor uma pessoa capaz de construir projetos, ele aprende a construir projetos.

Aprendiz - O que um aluno da escola da Ponte pode levar para a sociedade diferente do aluno de uma escola convencional?

Pacheco - Temos ex-alunos já com 50 anos de idade e há estudos para avaliar as histórias de vida deles. À vista desarmada, eles não diferem dos outros. Mas participam muito em termos sociais, têm grande senso de solidariedade, se envolvem em programas e em política e mantêm uma ligação forte com a escola e com o seu tutor, mesmo 30 anos depois. Eu sou muito professor coruja, só falo do bem e não do lado errado.

Aprendiz - E qual o lado errado da Escola da Ponte?

Pacheco - Tem por trás uma história de muito sofrimento. Uma dor oriunda da transformação, da re-elaboração da cultura pessoal, que não é fácil. E também a dor de viver com os outros, que significa viver em conflito permanente. Outras questões têm a ver com política educativa. Nós sofremos muitos ataques de políticos e de Ministérios. Mas isto foi um sofrimento inerente a qualquer mudança. Tudo o que é diferente perturba.

Aprendiz - Como é o dia-a-dia da escola?

Pacheco - É impossível explicar. Cada criança tem seu percurso diário, não há duas com o mesmo planejamento nem com o mesmo projeto. Cada um tem seu caminho subjetivo. Para auxiliá-las realizamos comissões de ajuda, assembleias semanais, uma caixa dos segredos e lugares para dizer o que já sei e no que preciso de ajuda.

Aprendiz – Além de definir as atividades, os alunos podem eleger normas de funcionamento da escola?

Pacheco - Sim, são eles que definem. Por isso que nós acolhemos jovens jogados fora por outras escolas, que são expulsos por bater em professores. Eles se dão muito bem na Escola da Ponte, porque não há castigos nem punições. Eles fazem as regras e as respeitam.

Aprendiz - O que é mais relevante entre esses direitos e deveres estipulados pelos alunos?

Pacheco - Para mim é o fato dos deveres não começarem com a palavra ‘não’. Nas escolas convencionais ‘não pode correr’, ‘não pode falar’ e na minha escola pode.

Aprendiz - Na Ponte os alunos fazem pesquisa. A escola suprimiu instrução?

Pacheco - De modo algum. O professor é necessário tanto na Escola da Ponte quanto em um modelo tradicional. Ele só não pode ser papagaio e dizer aquilo que está nos livros e que os alunos poderiam ler sozinhos. Na minha escola o professor tem outras funções. Ele não prepara um projeto para os alunos, mas os ajuda a elaborar projetos, ele não transmite conteúdo, mas ensina o aluno a pesquisar a informação e a partilhá-la. Ele deve ajudar os alunos a fazer um planejamento, porque se o professor faz para o aluno ele nunca vai aprender a planejar.

Aprendiz – Os alunos encontram dificuldade de estudarem em outras escolas?

Pacheco - Alguns dos estudos acompanham os jovens que foram para outras escolas. Eles tiveram, sim, alguns problemas, mas não tanto quanto eu imaginava. Educamos para as duas realidades. Preparar os alunos pra a autonomia, para aprender a fazer projetos, mas também para seguir projetos dos outros. Eles aprendem a gerir seu tempo, mas também devem saber andar a toque de sineta em outras escolas, aprendem a fazer planejamento, mas têm que respeitar o planejamento dos outros, aprendem a ajudar, mas têm que respeitar um lugar onde se trabalha cada um por si.

Aprendiz - Qual a relação da comunidade com a escola?

Pacheco - Há duas comunidades. Uma que está com a Ponte, que é bem maior, e outra que está agarrada a vícios sociais e a coronelismos locais. E quando a segunda observa que nós fazemos diferente e que nossos resultados são os melhores, ela se fecha em suas conchas, porque nós perturbamos. Existem mais escolas que trabalham no método tradicional, aquele modelo epistemológico que faliu, e nós respeitamos.

Aprendiz - Quais são esses resultados em que a Escola da Ponte tanto se destaca?

Pacheco - São as provas nacionais, as provas de nono ano e os processos seletivos de universidades. Quando há visibilidade social, nossos alunos manifestam resultados melhores tanto na aprendizagem quanto nas atitudes. Mas eu não quero saber nada de provas e dos critérios que utilizam para comparar escolas. Cada criança é única e ela não pode ser comparada com ninguém, que dirá uma comparação entre escolas. Mas as pessoas pensam que as provas que valem são aquelas de matemática e de português e nossos alunos são muito bons nisso também. Também! Porque o mais importante são os aprendizados no caminho da cidadania e uma educação moral, coisas que ninguém avalia.

Aprendiz - Como a Escola da Ponte dialoga com as novas tecnologias?

Pacheco - Não estamos ficando ultrapassados, nem fazendo dos alunos bichinhos de computador que não enxergam quem está ao lado. Mas o computador, por exemplo, não pode ser só para colher informações da Internet ou fazer um PowerPoint. Ele é para produzir, para criar. Temos aparelhos espalhados por todas as escolas e o aluno usa quando quer. Não se pode pensar em uma escola sem as novas tecnologias, mas é preciso ter cuidado com elas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Sergio Cabral: só vota quem é otário!

Campeã em vendas sem licitação para Saúde do Rio é investigada pelo MP

Secretaria de Saúde diz que não sabia da situação da empresa.
Endereço da empresa fica em Delaware, nos EUA, um paraíso fiscal.

Do RJTV

A reportagem do RJTV foi à procura dos donos da empresa campeã em vendas sem licitação para a Secretaria de Saúde do Rio. A Barrier Service vende remédios e material médico hospitalar a preços muito mais altos que os de mercado. Em alguns casos, cobrou quase o triplo do valor.
O principal dono da Barrier, com 99,9 % das ações, é uma outra empresa: a Sommar Investments -- que não fica no Brasil. É uma offshore, com sede no estado americano de Delaware, considerado um paraíso fiscal.
O RJTV foi até o endereço da Sommar, segundo os registros oficiais. Mas a viagem foi em vão. Lá funciona outra empresa. O homem que fala inglês é porteiro do prédio onde deveria funcionar a Sommar. Ele não conhece a empresa. Nem o administrador do lugar sabe dar alguma informação. "Nunca houvi falar deles, " diz pelo interfone o americano ao porteiro.
A Sommar tem um procurador no Brasil, segundo documento registrado na junta comercial do Rio. José Joaquim dos Santos Mansur responde pela controladora da Barrier Service. Apesar da movimentação milionária da empresa que ele representa, Mansur não vive com luxo. Longe disso. Ele mora num apartamento simples neste conjunto, em Colubandê, São Gonçalo.
A reportagem foi até lá e foi recebida pela mulher de Mansur. Sem saber que estava sendo filmada, ela se surpreendeu ao saber que o marido era tão importante na empresa. E negou que ele fosse o procurador ou responsável por ela. Sobre o salário, disse que ele recebia uma comissão de vendas.
Contratos
Em 2009, os contratos sem licitação entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Barrier Service Ltda somaram R$ 17 milhões. A empresa também participa de pregões eletrônicos: Nessa modalidade, vendeu R$ 24 milhões no ano passado. De cada R$ 100  que a secretaria gasta em todas as compras que faz de remédios e material, R$ 13 são com dispensa de licitação. Mas quando compra da Barrier, de cada R$ 100 o estado gasta R$ 41 dispensando licitação.
Além da Sommar Investments, a Barrier tem um segundo sócio. Leandro Pinto Coccaro, dono de apenas 0,1 % das ações da empresa. Leandro aceitou dar explicações sobre os negócios da Barrier com a secretaria. Ele disse que a empresa fornece medicamentos também para hospitais federais, Marinha, Exército, Aeronáutica e prefeituras municipais.
'Muito sacrifício'
Segundo Leandro, a falta de matéria prima fez subir os preços de medicamentos. E cita outros motivos que levaram a secretaria a pagar mais caro. "Depende de quem está fornecendo, se é  direto do fabricante ou se são duistribuidores iguais a mim."
Ao ser perguntado sobre se para quem compra o que importava era o preço, ele concordou. "Sim, mas quem tá participando? Se o laboratório tá participando, eles vão ter melhor preço, por que é quem produz. Então vai ter melhor preços do que eu que vou compras deles pra entregar".
No caso da gaze, em novembro de 2008 a Barrier vendeu o pacote a R$ 0,59. A prefeitura de São Paulo, um ano depois pagou R$ 0,29 a outra empresa.
A secretaria do Rio não conseguiu desconto nem mesmo numa compra de mais de 7 milhões de unidades. Ao ser perguntado sobre se o preço não deveria ter caído, Leandro explicou: "mas não tem, e aí como faz? Entreguei com muito sacrificio. Eu não tinha o produto."
Depois de muita insistência, Leandro diz o nome do principal dono da Barrier, só o nome. Fernando Trambauer. Segundo Leandro, ele mora nos Estados Unidos. "Como toda sociedade, quem tem dinheiro entra com dinheiro, quem não tem dinheiro entra com trabalho. Correto?" tenta explicar.
A reportagem pesquisou na internet, e o único Fernando Trambauer que aparece é o sócio de um escritório de advocacia no Uruguai. Entre as especialidades do escritório está a abertura de offshores. O sócio brasileiro diz que a controladora da Barrier funciona normalmente nos Estados Unidos. Ao saber que a reportagem do RJTV foi ao local e não encontrou a empresa, ele diz que estavam no lugar errado.
Investigação pelo MP
Desde 2008, a Barrier é investigada pelo Ministério Público Estadual por movimentação financeira atípica e suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo os promotores, os débitos e créditos nas contas bancárias da empresa podem "configurar artifício para burlar a identificação dos responsáveis pelos depósitos e saques".
O Ministério Público investiga ainda "suposto envolvimento em cobrança de comissões ilícitas efetuadas por servidores da secretaria estadual de saúde".
Resposta da secretaria
A Secretaria estadual de Saúde nega que a Barrier seja favorecida nas compras emergenciais. "A empresa que se lança na emergencial é aquela que vai garantir a entrega, então não temos escolha. É aquela que ofereceu o melhor preço. Então aqui não indicamos a empresa que nós vamos comprar na emergencial. Nós fazemos tipo um pregão emergencial onde a sempresas vão apresentar suas ofertas," explicou Maurício Passos, subsecretario executivo da secretaria.
Ao ser perguntado sobre o fato de a secretaria fechar contrato com uma mepresa que não se sabe quem é o dono, explicou: "sempre verificamos os documentos que são estebelecidos na lei. Essa questão que ela é empresa com sede em outro país, isso não compete à secretaria.  Fazemos os atos da nossa competência."
Ao ser informado sobre o fato de que é uma empresa investigada pelo MP, respondeu que não tinha conhecimento.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

FLOYD POR BULLETS: DERRUBANDO OS MUROS DE VALENÇA *

Lamento pelos que não quiseram ou não puderam ir. Os felizardos que estiveram presentes na noite/madrugada de sábado (10) para domingo (11) no salão principal do Clube dos Coroados assistiram, embasbacados, um espetáculo grandioso, digno dos melhores eventos culturais metropolitanos que raramente visitam esta nossa desafortunada e provinciana terra de “barões” e “marqueses” falidos. No palco, a banda valenciana The Black Bullets prestou tributo à inglesa Pink Floyd, uma das mais seminais da história do rock.
Sobre os homenageados, muito já foi dito e escrito. Concentremos nos homenageadores. São cinco jovens – João, Felipe, Rômulo, Fred e Cristiano - que, como quaisquer cidadãos comuns, trabalham e estudam, enfrentando as trincheiras da vida cotidiana e traçando planos pessoais para o futuro. Nisto em nada se diferem de nós, podres mortais. Porém quem, como este que ora escreve, costuma frequentar as poucas casas noturnas de Valença onde se pode encontrar boa música, especialmente o pesqueiro (seria melhor dizer “oásis”) do Vitinho, já os ouviu interpretar versões arrebatadoras de grandes clássicos do rock´n´roll, para gáudio dos amantes do gênero.
Ano passado, os meninos do Bullets ousaram estremecer as pilastras do auditório Paulo Demarchi Gomes e – mais importante – abalar as estruturas carcomidas do “aristocrático” festival promovido pela Associação Balbina Fonseca. Não se classificaram entre os melhores. Ainda bem!!!. Um dia, um vetusto executivo de uma tradicional gravadora britânica recusou taxativamente uma então desconhecida banda formada por quatro moleques meio petulantes, alegando que ninguém se interessaria pela música que faziam. O nome da banda?... The Beatles. Curiosamente, vinham de uma cidade que, tal como Valença,  era assolada pela decadência econômica e pela modorrência cultural. Anos depois, um deles, Paul McCartney, já famoso, quando perambulava pelos clubes do underground londrino, descobriu outra banda iniciante, igualmente formada por quatro moleques meio petulantes, e deve ter recordado os tempos em que ele e seus amigos eram rejeitados pelos que se arrogavam detentores da cultura. Resolveu apoiá-los. O nome desta outra banda? ... Pink Floyd.
Mas... chega de curiosidades sobre a história do rock’n’roll. Voltemos aos Bullets. Eles também já andaram representando Valença, sem apoio algum e pouco reconhecimento local, exceto do seu séqüito de amigos e admiradores, em eventos ocorridos em outras praças, como o Canta Rio Sul e o Festival de Bandas Jovens de Juiz de Fora. Pois bem, estes cinco jovens, movidos pelo poder do sonho e pelo amor à música, idealizaram um projeto ambicioso: o de reproduzir ao vivo – com maior fidelidade ao original quanto possível – o som teatral e espacial que a banda liderada por Roger Waters criava e executava.
Contudo, sabiam que apenas o poder do sonho não lhes bastaria, perspicazes que são para desconfiarem destes slogans baratos de autoajuda que bobagens do tipo “O Segredo” andam destilando por aí. O projeto “Pink Floyd” custou-lhes não apenas capacidade de sonhar, mas também – e sobretudo - trabalho. Trabalho incansável. Por quatro meses, os meninos abriram mão de horas que poderiam ter sido direcionadas ao lazer ou ao sono para dedicarem-se metodicamente a ensaios intermináveis, nos quais cada verso e acorde das composições de Waters e companhia, cada solo da guitarra de David Gilmor, cada virada da bateria de Nick Mason, cada nota das harmonias vocais floydianas eram minuciosamente estudadas e praticadas à exaustão. Perfeição era a meta. Um trabalho hercúleo. Trabalho coletivo. Além dos cinco Bullets, agregaram-se o competentíssimo Cláudio Morgado nos teclados e as maravilhosas Cíbila e Sheila nos backing vocals, além de outros companheiros da equipe técnica.  Também cuidaram do marketing e, junto à diretoria do clube, da organização do espetáculo. Tudo pensado e planejado profissionalmente, em seus mínimos detalhes, como é raro se ver em Valença.
O resultado?... Bem, o resultado foi descrito no primeiro parágrafo. Foi como se a nossa frente estivesse o próprio Floyd com suas alucinantes viagens musicais. Quando a banda inglesa conquistou o mundo, nos anos 70, Valença ainda gozava das benesses materiais que a indústria têxtil e um comércio relativamente forte propiciavam. Será possível à cidade reviver o passado, tal como The Black Bullets fez reviver o Pink Floyd? Creio que não. O passado pode ser representado. Não ressuscitado.
Mas os meninos do Bullets nos deram uma lição: demonstraram que há uma Valença capaz de reagir à pasmaceira que hoje a cerca. Que está ao nosso alcance, com uma combinação de ousadia, planejamento, trabalho, talento e companheirismo destruir as amarras que nos prendem ao fundo do poço. Que se forem oferecidas condições, oportunidades e  voz aos jovens valencianos, serão capazes de libertar nossa cultura das mãos de meia dúzia de “instituições tradicionais” que a querem monopolizar. Porque cultura não tem dono. Do contrário, a música britanicamente universal do Floyd não poderia ter sido tão bem executada neste esquecido sertão fluminense. E há outros meninos fazendo rock´n´roll, samba, hip-hop, capoeira, teatro, poesia, escondidos nos porões do submundo desta cidade. Pudera ser eu um Paul McCartney daqui para descobri-los.
            Vários representantes do setor empresarial de Valença compareceram ao tributo do Black Bullets ao Floyd. Espero que tenham aprendido um pouco. Como educador, aprendi muito, embora os roqueiros ingleses tenham cantado “we don´t need no education” em um dos seus maiores sucessos. Infelizmente, não vi muitos representantes da nossa “classe política” no Coroados. Talvez não gostem de rock´n’roll. Ou talvez tenham preferido aproveitar as horas da calada da noite para costurarem suas tramas maquiavélicas sobre como eleger prefeitos por vias inconstitucionais para depois serem derrubados no meio do mandato e deixarem o município acéfalo; ou como destruir patrimônios públicos sem o consentimento da sociedade; ou como cometer arruaças pela cidade à noite e, apesar de preso, preservar seu cargo; ou como entregar negligentemente serviços públicos de primeira necessidade aos mandos e desmandos de empresas concessionárias de competência e interesses duvidosos.
            Eles se acham os donos de Valença, protegidos que são por seus muros de arrogância e impunidade. Mas a história mostra que muros caem, como tão bem teatralizou a ópera-rock “The Wall”, do homenageado de sábado. Muros caem. Balas pretas neles.
            Thanks, Bullets.
            Syd Barret agradece.

fotos: Tiago Xisto