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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Barra do Piraí em Questão (pra gente esquecer das nossas desgraças, nada melhor que as desgraças do vizinho)

  CPI CRIADA PARA SOMAR DOIS MAIS DOIS*

 * Retirado do Blog do Jeff Castro 


Na semana que vem os vereadores barrenses dirão sim ou não ao parecer favorável à aprovação das contas da “boate do Guy” apresentadas pelo vereador Guy na Comissão Parlamentar de Inquérito criada para somar dois mais dois. Difícil será o vereador Guy conseguir convencer alguém que a Light S/A incentivou o “palco cultural” sem a interferência do titio e vice-governador Pezão, que o próprio vereador declarou na sessão de terça-feira (26-10), como sobrinho orgulhoso pretender seguir os passos daquele que ele considera como maior homem público da região Sul Fluminense de todos os tempos, que o diga o ex-governador Garotinho.

A CPI foi aberta na Câmara Municipal de Barra do Piraí após a minha denúncia sobre o tráfico de influência no projeto cultural com apoio da Light.

ENTENDA OS ACONTECIMENTOS
Cerca de quinze dias antes da realização da 61ª Expo/BP em julho de 2009, os vereadores barrenses discutiram subvenção municipal de até R$ 100 mil à festa tradicional da Associação Rural Sul Fluminense (ARSF). No projeto de subvenção de até R$ 100 mil levado ao plenário da Câmara pelo vereador Joel Tinoco (PP), atendendo sugestão do vereador Cléber do Areal (PV), o valor foi reduzido autorizando o prefeito Zé Luiz (PMDB) o repasse de até R$ 30 mil ao evento. Como o projeto apenas autorizava o repasse, o prefeito Zé Luiz decidiu não conceder a subvenção de até R$ 30 mil alegando momento financeiro inapropriado.

Muito se falou que o Poder Público poderia ter feito mais para evitar o fracasso e inevitáveis prejuízos financeiros de todos que investiram na 61ª Expo/BP, evento privado, onde segundo comentários unânimes, a “boate do Guy”, quebrando à regra, tinha faturado alto com casa cheia e ingressos variando entre R$ 15 e R$ 30 nas quatro noites.

Aí um “passarinho” cantou pra mim: você sabia que o titio Pezão incentivou a boate do sobrinho e vereador Guy?”

Procura daqui, dali, até que na página 23 do D.O. do Estado do Rio - 30/06/2009, eu encontrei o que o “passarinho” tentava me contar. O vereador Gustavo “Guy” de Carvalho Horta Jardim, sobrinho do vice-governador Luiz Fernando Pezão, tinha conseguido na Light S/A e Governo do Estado, um incentivo de até R$ 240 mil para montar uma barraca de lona com aproximadamente 150 metros quadrados, onde funcionou a “boate do Guy” nas quatro noites de festa no parque de exposições.

Repito que os vereadores discutiram e votaram autorizando subvenção oficial de até R$ 30 mil do Governo Municipal para toda a festa, sendo que, naquela oportunidade, o próprio vereador Guy tinha sido favorável, segundo seu pronunciamento, a uma subvenção de até R$ 100 mil, como mais adequada a grandeza e importância do evento mais popular do município.

Por que então o vereador Guy não informou aos vereadores e ao povo que ele havia conseguido R$ 240 mil de incentivo apoiado pelo titio Pezão na Light?

Se a idéia era promover a Cultura e se os vereadores discutiam subvenção de até R$ 100 mil ao evento, por que então o vereador Guy não dedicou o incentivo de até R$ 240 mil a 61ª Expo/BP, que poderia, com tal magnitude do apoio, abrir os portões ao povo?

Causou-me asco perceber a época, que a cultura tinha servido de fachada nesse processo familiar de incentivo aprovado pelo Governo do Estado em parceria com a Light S/A, empresa que deveria apoiar eventos dedicados ao povo de Barra do Piraí, dono das terras de onde a empresa suga há décadas a principal matéria prima para sua energia.
A “boate do Guy”, apelidada pelo vereador de “palco cultural”, apresentou Julinho Marassi & Gutemberg, Raniere e os pintos e mais duas atrações locais debaixo de um palco de lona que não justifica sequer 5% do maldito incentivo.

Quando uma gambiarra semelhante provoca incidentes graves as autoridades revelam que os empresários serão investigados e que poderão ser indiciados por isso e aquilo mais. Pergunto ao Corpo de Bombeiros e a quem mais de direito sobre o processo autorizando a arapuca de lona no Parque de Exposições de Barra do Piraí.

Quem passou em frente à “boate do Guy” durante as noites de festa percebeu que à presença ostensiva da Polícia Militar, aliada aos trajes pretos dos leões-de-chácara contratados, presumiam que o anfitrião não aguardava público cativo em eventos culturais.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Turistas italianos presos em Valença por estelionato

Dois turistas italianos foram presos em Valença, no Sul Fluminense, acusados de aplicarem golpe em um comerciante da cidade. De acordo com a polícias, eles apresentaram para a vítima telefones celulares que estavam dentro de uma bolsa e pediam R$ 800 para vender os aparelhos. No entanto, depois que o comerciante pagou a quantia, eles entregaram outra bolsa com um quilo de sal.

Franco Della Torre, de 38 anos, e Raffaele Moliterno, de 27, chegaram a fugir em um carro alugado, mas acabaram presos por policias militares de Barra do Piraí (10º BPM), na estrada que liga Valença a Rio Preto (MG).

Eles foram autuados por estelionato e deverão ser levados nesta quarta-feira (27) para a sede da Polinter, no Rio.

Com informações do site do jornal O Globo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Montadoras contratam 1400 no Sul Fluminense

As duas grandes montadoras do Rio anunciaram ontem novas contratações no Sul Fluminense. A PSA Peogeout Citröen e a MAN Latin American irão criar, cada uma, 700 vagas.

Com estimativa de crescimento de 30% nas vendas, o presidente da Peugeot Citroën para a América Latina, Vincent Rambaud, se mostrou otimista, já que em 2009 o crescimento foi de apenas 1,5%. Segundo Rambaud, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros durante a crise "foi o que se fez de mais inteligente no mundo" e revelou preocupação com o final do benefício, previsto para março.

Já a MAN Latin American, empresa que adquiriu a Volkswagen Ônibus e Caminhões em 2008, anunciou em cerimônia no Rio, o aumento de 30% na sua produção da fábrica de Resende. "Nós vamos passar de uma capacidadde que hoje varia de 50 a 55 mil caminhões por ano, para 72 mil, disse o presidente da empresa Roberto Cortes.

Com informações do jornal O Globo e do site do Sidney Resende

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

[Tragédia em Angra] - Sergio Cabral é um Fanfarrão!




“O que aconteceu aqui foi a crônica de uma tragédia anunciada. (...) Não se pode brincar com o solo. Com a natureza não se brinca.” - Sérgio Cabral

Tem toda a razão o governador. Pena que suas últimas atitudes tenham sido o oposto do que prega. Ao contrário do que afirmou o governador na Ilha Grande no último dia 02, após a tragédia que matou dezenas de pessoas, seu último movimento foi o de afrouxar as regras de proteção ambiental na região da Ilha Grande, que fica na Área de Proteção Ambiental de Tamoios (APA-Tamoios), em vez de torná-las mais rígidas. Foi isso o que o governador fez ao baixar o decreto n. 41.921 (leia anexo abaixo), em 19 de junho do ano passado. Um decreto prejudicial à preservação ambiental e à proteção da vida humana, como a tragédia do dia 01 de janeiro deixou evidente...

Veja o vídeo do pronunciamento de Molon, na sessão plenária do dia 22 de outubro de 2009, sobre o decreto do governador Sérgio Cabral.



Cabral deu aval para construção de imóveis em encostas de Angra


Embora o governador do Rio, Sérgio Cabral, tenha defendido a “radicalização” contra a ocupação desordenada das encostas de Angra dos Reis, moradores e ambientalistas de Ilha Grande recolhem, há quatro meses, assinaturas contra um decreto de Cabral que abriu brecha para novos imóveis na região. O Decreto n° 41.921/09, publicado em junho de 2009, autoriza a construção em áreas não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios, que inclui um faixa de mais de 80 quilômetros do litoral de Angra, a face da Ilha Grande voltada para o continente e as mais de 90 ilhas da baía. A pousada Sankay e outras sete casas soterradas, na tragédia que matou 29 pessoas, ficam na região...

Leia a íntegra da matéria do jornal Estado de São Paulo aqui.



- Para ler a matéria de hoje na íntegra

CLIQUE AQUI

- Para ler a matéria de segunda-feira (04/01) CLIQUE AQUI

- Para ler a matéria do jornal Estado de São Paulo de ontem (05/01) CLIQUE AQUI

- Para conhecer o projeto de Molon CLIQUE AQUI

- Para saber mais sobre a Audiência Pública realizada em novembro na ALERJ, CLIQUE AQUI

- Para assistir ao pronunciamento de Molon na Alerj sobre o absurdo do decreto 41.921 CLIQUE AQUI



Embora o governador do Rio, Sérgio Cabral, tenha defendido a “radicalização” contra a ocupação desordenada das encostas de Angra dos Reis, moradores e ambientalistas de Ilha Grande recolhem, há quatro meses, assinaturas contra um decreto de Cabral que abriu brecha para novos imóveis na região. O Decreto n° 41.921/09, publicado em junho de 2009, autoriza a construção em áreas não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios, que inclui um faixa de mais de 80 quilômetros do litoral de Angra, a face da Ilha Grande voltada para o continente e as mais de 90 ilhas da baía. A pousada Sankay e outras sete casas soterradas, na tragédia que matou 29 pessoas, ficam na região.

Segundo o decreto – que, para ambientalistas, atende à especulação imobiliária – -, residências e empreendimentos turísticos poderão ser construídos em áreas da chamada zona de conservação de vida silvestre que já tenham sido degradadas, limitando-se a 10% do terreno. Até então, só era licenciada a expansão de imóveis construídos antes de 1994, quando a APA foi regulamentada. Donos dos terrenos vazios não podiam construir. O decreto foi publicado sem debate com líderes locais ou órgãos consultivos. Com as críticas, o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) comprometeu-se em não conceder licenças com base no decreto, mas ambientalistas querem a sua revogação.

“O governador demonstra desapreço pela área ambiental. Estimula a especulação imobiliária e dará cabo das poucas e bem preservadas áreas que compõem a Baía da Ilha Grande”, diz um manifesto que busca assinaturas na internet. Segundo o presidente do Comitê de Defesa da Ilha Grande, Alexandre Oliveira e Silva, o documento já tem 6 mil assinaturas.

“O decreto entrega à especulação imobiliária o filé mignon da Ilha Grande. Qualquer um sabe que não é difícil, ainda mais quando se tem boas relações com quem licencia, apresentar laudo de que o terreno já foi degradado”, afirma Silva. “Acho que ele (Cabral) está mordendo a língua, sendo demagogo. A pousada atingida fica nessa área, que é toda parecida geologicamente. Há risco.”

SUSPENSÃO

O deputado estadual Alessandro Molon (PT) propôs um projeto de lei que suspende o decreto. “Alteração de zoneamento ambiental tem de passar pelo Legislativo. O projeto tramita devagar, talvez a tragédia sensibilize a Assembleia”, disse Molon, que estranhou a veemência de Cabral. “O rigor que ele pregou foi o que não teve ao baixar esse decreto.” O Ministério Público Federal avalia questionar a constitucionalidade do decreto.

Procurada, a assessoria de Cabral informou que só a Secretaria de Estado do Meio-Ambiente falaria sobre o decreto. A secretária Marilene Ramos disse que a legislação anterior limitava ampliações a 50% da construção existente, desde que não ultrapasse os 20% do terreno. “Essa regra acabou ensejando a falsificação de documentos sobre o tamanho. Por isso, reduzimos a área edificada a 10%. Referindo-se ao decreto como “famigerado”, ela afirmou que o ato não trata de áreas de risco e encostas. “Queremos seguir com o licenciamento das construções que já existem, o que não é o caso da Sankay nem do Morro Carioca. Misturar as duas coisas é de um oportunismo nefasto”.

O diretor de Áreas Protegidas do Inea, André Ilha, informou que uma reunião ontem definiu que o decreto não será revogado, mas substituído por um plano de manejo, que será debatido e terá áreas definidas por critérios ambientais e de risco.

Autores: Alexandre Rodrigues e Clarissa Thomé

ANÁLISE – por Alexandre Rodrigues (jornalista)

Reação de Cabral reforça contradições

A reação do governador Sérgio Cabral (PMDB) ao drama de Angra dos Reis foi marcada por erros de avaliação e incontinência verbal. Embora tenha informado que passara o réveillon em sua casa de veraneio num condomínio de luxo de Mangaratiba, a menos de 60 Km do cenário da tragédia, não esticou até lá no primeiro dia. Deixou para o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que chegou ao local ainda pela manhã.

O cochilo de Cabral ajudou a consolidar a idéia recorrente no Rio de que o vice é o principal executivo do governo.

Ao pôr os pés na lama da destruição no segundo dia, Cabral falou demais. Chamado a examinar as causas do deslizamento, gerou expectativas difíceis de cumprir. Bradou que “orçamento não é problema” para a obrigação de dar casas dignas a quem vive nos morros de Angra, mas não apresentou iniciativas nesse sentido de seu governo, que já conta três anos.

Distribuiu culpas denunciando o “populismo dos governantes”, alfinetando antecessores como o casal Garotinho, a quem conduziu ao PMDB e sustentou como presidente da Assembleia. Também respingou nos políticos de Angra, administrada nos últimos anos por seu partido e pelo PT. Um dos ex-prefeitos da cidade é o deputado federal Luiz Sérgio, que acaba de assumir a presidência regional do PT com a missão de conduzir um partido dividido à chapa de reeleição de Cabral.

O governador quer ser o candidato único do presidente Lula para se reeleger com tranqüilidade, mas precisa ajudar.

Fonte: O Estado de São Paulo


terça-feira, 30 de junho de 2009

Pressão no alto-forno 3 espalha fuligem em bairros de Volta Redonda

Por volta das 7h50min de hoje (30), moradores de Volta Redonda ouviram por cerca de três minutos um intenso barulho vindo do alto-forno 3 da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Pouco tempo depois, um pó preto foi espalhado para vários bairros da cidade.

Uma equipe da Secretaria de Serviços Públicos de Volta Redonda realiza a limpeza das ruas da Vila Santa Cecília e outros agentes estão percorrendo a cidade para ver se outros bairros foram atingidos pela fuligem. Alguns comerciantes e moradores realizaram a limpeza das calçadas na manhã de hoje.

Genivaldo Machado, 38 anos, é taxista e estava em um ponto da Vila Santa Cecília na hora da emissão do “pó preto”. “Fiquei assustado. O barulho não era tão alto, mas era contínuo, como se eu estivesse ao lado de uma panela de pressão. Meu carro ficou coberto do pó preto, tive até que mandar lavar. A maioria dos taxistas tiveram que lavar seus carros. Mas o pior é que sei que essa fuligem é prejudicial a saúde”, relatou Genivaldo.

Em nota, a CSN informou que uma sobrepressão no topo do Alto-forno 3, provocou a abertura dos bleeders (válvulas de alívio), na manhã de hoje, durante dois minutos e dezenove segundos. “A ação automática das válvulas de alívio garantiu o retorno à operação normal do AF#3, mas provocou emissão fugitiva normal para estas condições. A CSN está apurando as causa da sobrepressão do AF#3”, diz a empresa.

O secretário de Meio Ambiente, Carlos Amaro Chicarino, está esperando um relatório da CSN, e informou que uma equipe do Inea (Instituto Nacional do Ambiente) está neste momento na siderúrgica. “Posso dizer que a empresa será multada por causar danos ao meio ambiente, não só pelo município, mas também pelo estado. Estamos investigando para saber o quanto prejudicial ao meio ambiente foi, e se houve, além da emissão da fuligem, emissão de gases tóxicos”, informou Carlos Amaro.

Fonte: sítio do Diário do Vale