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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Pergunta

O Governo Federal acaba de anunciar o corte de R$ 55 bilhões no Orçamento de 2012.

O maior corte foi em Saúde: R$ 5,4 bilhões, nas ditas despesas discricionárias.

Segundo a Enciclopédia virtual do Ministério do Planejamento - MP [wiki] - despesas descricionárias, também chamadas de custeio e investimento, são as despesas que o governo pode ou não executar, de acordo com a previsão de receitas. É sobre as despesas discricionárias que recai os cortes realizados no orçamento quando cai a previsão de receitas arrecadadas para o ano.

Eu só queria enteder como a Saúde, tão deficitária, pode aceitar um corte de 5,4 bilhões. Tudo bem que a verba original recebe uma série de desvios, mas esse valor de corte é pesado demais. Ou não?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Notícia "velha"

Como não houve uma postagem sobre o assunto, coloco a mesma que saiu no sítio do O Globo para nossa reflexão, melancólica reflexão...

Santa Casa de Valença fecha por falta de verba

A Santa Casa de Valença, que foi fundada há 173 anos, fechou por falta de verba e, desde quarta-feira, deixou de atender 400 internações, além dos atendimentos de urgência. O provedor da instituição, Paulo Bittencourt, disse que o hospital tem atualmente uma dívida de R$ 6 milhões.

Ele explicou que não tinha mais como investir na estrutura do prédio da Santa Casa e pagar os salários atrasados dos funcionários. Segundo o provedor, por causa das dívidas fiscais e trabalhistas, o hospital não atendia mais os pacientes, fato que o impedia de receber a verba do Sistema Único de Saúde.

- Isso agravava ainda mais a situação – diz o provedor.

Luiz Eduardo dos Reis, técnico em mobilização ortopédica, disse que os funcionários não receberam o 13º salário em 2009, 2010 e 2011. Ele diz ainda que, em 2010, não houve o recebimento de pagamentos de outubro e novembro, e, em 2011, de outubro, novembro e dezembro.

- Estamos desempregados e com família para cuidar. Tem funcionário passando fome – disse Luiz Eduardo, da TV RIO SUL, afiliada à Rede Globo.

Já a técnica de enfermagem, Sandra Guimarães da Cruz, disse que trabalhava apenas na Santa Casa, que está passando por dificuldades financeiras e que seu nome está no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Para o auxiliar de administração da instituição Antônio Carlos Ricardo dos Santos, o fechamento da Santa Casa de Misericórdia é uma perda não só para Valença, mas para toda a região por ser um hospital referência. A previsão é de que ocorra um acúmulo de serviço no Hospital Escola do município, que passará a receber os pacientes da Santa Casa.

domingo, 14 de novembro de 2010

Aos 67 anos ‘Doutor Kuratudo’ ajuda as crianças hospitalizadas

"Um xarope de esperança, uma dose de alegria e um caminhão de amor": estes são alguns dos principais ingredientes de Pedro Paulo Garcia, ou melhor, do "Doutor Kuratudo", que desde 1997 faz trabalhos voluntários em hospitais, escolas e creches de Valença.

Hoje, aos 67 anos e com uma longa estrada no voluntariado, o doutor Kuratudo está afastado do trabalho, devido a uma cirurgia cardíaca feita recentemente; mesmo assim, ainda fala com orgulho e brilho nos olhos sobre o seu belo trabalho e suas boas experiências.

Essa história começou em 1980, quando Pedro Paulo teve um câncer no sistema linfático e precisou ficar internado, ficando sozinho em um quarto e sem receber muita atenção. Vivendo essa agonia, Pedro se colocou no lugar de outras pessoas que, assim como ele, não recebiam visitas e nenhum tipo de atenção.

- Resolvi então que, no dia que eu ficasse curado e tivesse tempo, iria aos hospitais pelo menos para dar boa tarde às pessoas e demonstrar preocupação com elas - disse.

E a promessa foi cumprida. Ele começou a ir toda semana aos hospitais, conversar com as pessoas, cumprimentá-las e passar um pouco de sua experiência com o câncer para quem precisava. Com o passar do tempo, Pedro Paulo foi chamado para trabalhar com crianças.

- Fiquei um pouco assustado, pois nunca havia lidado com crianças - confessou, afirmando que não sabia como iria fazer essa nova atividade.

Mesmo assim, ele aceitou o desafio e resolveu aprender a conviver e a levar alegria às crianças do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Foi então que surgiu o "Doutor Kuratudo", um misto de médico e palhaço que, com seus instrumentos de proporção exagerada, levavam alegria e distração a quem precisava. Crianças que ficavam no hospital tristes e com medo passaram a ter uma energia a mais para superarem a doença.

O trabalho em Valença

Pedro resolveu levar o trabalho para sua cidade, Valença. Trabalhando como voluntário nos hospitais da cidade, recebeu a ajuda de mais algumas pessoas apaixonadas pelo voluntarismo. Sempre com o lema "a boa vontade e amor é tudo, sem amor não somos nada", o teatro cresceu e recebeu o reforço de Alex e Jean (os palhaços Perebas), Ana Elise (Enfermeira Ai Ai), Tayana Calmon (Laila, a Fiscal), além de Marcelo e Gilbertinho, que atuam assistentes do palhaço. Segundo Pedro Paulo, a alegria e o amor das pessoas ajudam - e muito - na recuperação dos pacientes.

- É muito comum eu chegar aos hospitais e ver as crianças tristes e desanimadas, mas basta me verem chegando com o personagem para logo esbanjarem o sorriso no rosto e o brilho nos olhos - afirma, ressaltando que a receptividade é grande, tanto dos pacientes quanto dos pais e demais familiares.

- Trabalhei por muitos anos como administrador e fui diretor de uma grande empresa, mas o que me realiza de verdade é ser voluntário. Eu amo fazer isso.

Em Valença, o trabalho é mais voltado para as crianças, porém os adultos também não ficam de fora: Pedro Paulo corta cabelo, faz barba e se torna amigo e ouvinte de vários adultos que precisam de uma boa companhia.

- Faço todo esse trabalho sem o apoio ou patrocínio de ninguém, tudo que faço é por minha conta. Eu sinto falta de mais pessoas que se importem com esse trabalho e se disponham em ajudar - desabafa.

Sempre no final de ano, Pedro Paulo ainda arrecada brinquedos e doa à crianças carentes no Natal. Este ano, porém, ele não poderá fazer as doações devido à recuperação da cirurgia.

Fonte: sítio do Diário do Vale

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Médicos residentes de Valença mantêm greve

Os médicos residentes do Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi estão em greve. Eles aderiram à paralisação, de âmbito nacional, liderada pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), reunindo mais de 22 mil médicos espalhados por todo o país. A greve, iniciada no dia 17 (terça-feira), é de tempo indeterminado. A principal reivindicação dos profissionais é o reajuste da bolsa-auxílio, que não recebe aumento há cerca de três anos.

Os residentes rejeitaram proposta do governo federal de reajuste de 20% da bolsa-auxílio e decidiram manter a greve deflagrada na última terça-feira, dia 17. A Comissão Nacional de Greve, coordenada pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), que reúne representantes de todos os estados e do Distrito Federal, tomou decisão a partir de assembleias realizadas pela categoria e por considerar o índice distante da reivindicação de 38,7% de aumento. A bolsa, hoje em R$ 1.916,45, está congelada desde 2007. A paralisação atinge mais de 80% dos 22 mil residentes que fazem a formação no País. Em Valença, 14 profissionais, residentes do Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi, estão paralisados.

“A categoria mantém canal de negociação com os Ministérios da Educação e da Saúde e aguarda nova proposta. Se a oferta for adequada ao nosso pleito, voltamos imediatamente às nossas atividades”, esclareceu o presidente da ANMR, Nívio Moreira Junior, destacando que o movimento ganhará mais força com adesões de grandes hospitais em São Paulo a partir desta quinta-feira, entre eles, o Santa Marcelina, Hospital das Clínicas e Hospital do Servidor. Também ocorrerão novas assembleias no estado nesta quinta. “Esta greve já é uma das maiores da história do movimento. Lutamos pela valorização da nossa formação, que beneficiará toda a população brasileira”, projeta Moreira.

Moreira informou que comunicou a decisão à representante do MEC na Comissão Nacional de Residência Médica, Jeanne Michel, durante a tarde. A entidade formaliza, em documento a ser enviado ainda nesta quarta, a decisão ao governo federal. Sobre o impacto da paralisação para a assistência à população, o presidente da ANMR ressaltou que os residentes não atuam sozinhos, mas sempre com supervisão de outros médicos.
“As instituições de saúde devem assegurar atendimento (consultas, cirurgias e demais procedimentos) com profissionais contratados. A greve está expondo o que se tornou uma prática: usar os estudantes que fazem sua formação como mão de obra barata em vez de garantir mais médicos na assistência”. Nos serviços de urgência e emergência está sendo mantido número de 30% de residentes, acrescenta Moreira.

Nesta quarta, a categoria manteve protestos e ações junto a autoridades, com audiências com secretários estaduais de Saúde e parlamentares. No Rio Grande do Sul, residentes de Porto Alegre fizeram passeata até a Assembleia Legislativa, onde pediram apoio às reivindicações. A Comissão Nacional de Greve definirá novo calendário de ações para intensificar a mobilização.

A ANMR denuncia diversas irregularidades na condução dos programas de residência nos hospitais, como sobrecarga de trabalho e carga horária além das 60 horas semanais e falta de médicos preceptores (que fazem a supervisão dos residentes). A entidade criou o e-mail denuncia@anmr.org para receber queixas da categoria em todo o País, incluindo represálias de gestores e preceptores a quem aderiu à greve. Os relatos serão encaminhados aos órgãos competentes.

De acordo com a médica Carolina de Freitas Narciso Martins, representante dos médicos residentes do Hospital Escola e residente da Clínica de Ginecologia e Obstetrícia, o problema é antigo: em 2006, houve uma paralisação de âmbito nacional, de mais de vinte dias, onde foi solicitado esse reajuste. Mas apesar da promessa do Ministério da Educação de acréscimo, o que motivou os residentes a voltarem às suas funções, o reajuste acabou sendo concedido parcialmente, com o repasse de apenas uma parcela, ficando os profissionais sem a segunda.

Segundo a médica, a residência é uma especialização, uma pós-graduação médica, onde o residente presta um concurso e recebe um auxílio, uma bolsa, para trabalhar sessenta horas semanais. “A gente pede um reajuste de 38,7% dessa bolsa e, além disso, uma data-base para, daqui para frente, a gente ter uma data e um índice para ser reajustado, para não haver necessidade de outras greves como essa”.

Fonte: sítio do Jornal Local - Parte 1 e Parte 2

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

No Rio de Janeiro, tá tudo dominado!


EXECUTIVO:



- Mulher do governador Sérgio Cabral (PMDB) é advogada da empresa que administra o METRÔ RIO em ações contra o próprio governo do estado. (CLIQUE AQUI - Blog do Ricardo Gama).

JUDICIÁRIO:

- Conselho Nacional de Justiça afasta Roberto Wider, Corregedor* da justiça estadual por envolvimento com empresário acusado de tráfico de influência e favorecimento em sentenças (CLIQUE AQUI - Jornal O Globo).

LEGISLATIVO:

- Dom Delio Leal (PMDB/RJ), deputado que o outro DOM trouxe à Valença pra pedir teu voto, foi o único contra a investigação pela CPI (CLIQUE AQUI - Jornal O Globo).


* Corregedor é aquele que tema função de fiscalizar a justiça, ou seja, é a raposa tomando conta do galinheiro, rsrs.

domingo, 12 de julho de 2009

Falta de estrutura prejudica hemonúcleo de Valença

Um problema comum enfrentado pelos hemonúcleos da região é a falta de doadores. Mas em Valença a coleta está prejudicada por outro motivo: a falta de estrutura.

O atendimento só está sendo feito em dois dias na semana, porque um equipamento está quebrado há 6 meses.

Cada bolsa coletada tem em média 450 ml de sangue, uma quantidade capaz de salvar a vida de até quatro pessoas. Daí a importância dessa centrífuga para normalizar o atendimento diário no hemonúcleo de Valença.











Fonte: sítio da TV Rio Sul

terça-feira, 30 de junho de 2009

"MACONHA É PORTA DE ENTRADA PARA A COCAÍNA E CRACK"!


O Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (Vivavoz), organizado pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, revela: a maconha é a porta de entrada para o uso de cocaína e de crack no país. De acordo com o levantamento, 49% dos usuários de droga que ligam para o serviço afirmam que entram nas drogas ilícitas através da maconha e, depois, resolvem partir para drogas mais pesadas, como cocaína e crack. - Eles (usuários da maconha) dizem que isso é um processo natural. Quando usam a maconha, têm maior facilidade em adquirir o crack ou a cocaína. Sabem que já estão na ilegalidade e resolvem experimentar, - diz a professora Helena Barros, coordenadora do Vivavoz.


Minha opinião:

- Só os profetas enxergam o óbvio, já dizia o jornalista sem-diploma Nélson Rodrigues.

É claro que do jeito que a coisa é hoje, a maconha é porta de entrada para drogas mais pesadas: a população que "trabalha" vendendo maconha é a mesma que "trabalha" com o crack e a cocaína. Fazem parte do "mix" de produtos de um mesmo fornecedor, fora da lei e, na maioria das vezes, armado.

A pergunta é: enquanto a alternativa for o salário mínimo é ou não é compreensível que uma parcela da sociedade - principalmente a pobre e destemida juventude dos 15 aos 24 anos - se aventurem no rentável mercado clandestino de tóxicos?!? É negócio, principalmente pra quem proíbe!





(entrevista com o ex-chefe de polícia, delegado Hélio Luz, em cena do documentário "Notícias de uma Guerra Particular" de 1998)
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Não seria mais racional o Estado promover o comércio como faz com a bebida? Taxar impostos, vender sob receita... ou alguem acha que devemos crucificar de vez a torpez humana? Sei não, mas segundo pesquisas aí, o álcool mata muito mais que a maconha e o princípio ativo desta ainda pode ser manipulado, diminuindo a incidência dos problemas pulmonares da queima convencional. Isso sem falar na poderosa e barata fibra do cânhamo, flor do agreste brasileiro, que tenderia a diminuir o preço praticado no mercado pelo cartel corporativo- do algodão brasileiro.

Enfim, e aí? Qual é a sua opinião sobre isso?!? Mesmo quando aceditamos na virtuosidade do ser humano livre sem as muletas das drogas, uma grande maioria dos nossos, dado ao estágio socio-cultural de isolamento e individualismo que o mundo chegou, encontrou terreno "precipício" para o consumo abuso (e letal) dos "psicotróços".

A proibição da planta cria um dano muito maior: o sangue violento que escorre do contato ilegal dos usuários com os monopoliários do negócio. "Liberada", esta "erva sem-vergonha", ná prática, já está. principalmente pra juventude adulta "classe-média" brasileira... será que não chegou a hora de tirar o monopólio da mão dos traficantes armados e implementar uma política real de redução de danos à saúde!?
Hoje, o pequeno traficante é preso, cai numa penitênciária, tem contato com uma variedade de bandidos e descobre o "canal" pra ampliar o seu horizonte no plano de carreira do tráfico. É uma espécie de faculdade do crime. Até quando a gente vai dormir com um barulho desses?!?

domingo, 1 de março de 2009

Barra do Piraí e Angra registram número alto de casos de dengue

A Secretaria Estadual de Saúde do do Rio de Janeiro notificou 2.297 casos e 12 mortes suspeitas de dengue no estado do Rio até o dia 18 de fevereiro. Foram notificados 1.918 casos no mês de janeiro e 379 em fevereiro. Na região Sul Fluminense, Barra do Piraí é a cidade com maior índice da doença, com 142 casos.

Apesar da epidemia no ano de 2008 e dos números este ano serem menores do que no mesmo período do ano passado (2.297 em 2009 contra 25.416), ainda há risco de nova epidemia em 2009. Todo cuidado é pouco. Como Barra do Piraí está ao lado de Valença, por aqui temos que manter a prevenção.

Foram registrados mortes pela doença nas cidades de Queimados, Magé, São João de Meriti e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Barra do Piraí, no Sul Fluminense, Itaguaí, Itaboraí e São Gonçalo, na Região Metropolitana, além do Rio de Janeiro.

Em todo o ano de 2008, o número de casos de dengue chegou a 259.392, com 240 óbitos confirmados e 50 em investigação. De acordo com a Secretaria, os municípios com maior número de casos em 2009 são Rio de Janeiro (783), Itaboraí (230), Niterói (204), Angra dos Reis (142) e Barra do Piraí (142). A faixa etária com maior número de notificações (69%) é a de 15 a 49 anos.

Veja como previnir a proliferação da doença AQUI

Veja a cartilha sobre a dengue do Ministério da Saúde AQUI

Acesse a página do Ministério da Saúde sobre a dengue AQUI

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Moradores de Valença sofrem com falta d'água

A falta d'água vem se tornando um problema cada vez maior em Valença. Segundo o Conselho das Associações de Moradores, o abastecimento está longe de ser normalizado
Fonte: TV Rio Sul