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sábado, 14 de setembro de 2013

Carta da Educação ao Prefeito Álvaro Cabral.



Ofício n.26 do SEPE ao Prefeito de Valença suspendendo a greve de 81 dias da Rede Municipal de Ensino, em 14 de Agosto de 2013.

Ao:

Excelentíssimo Prefeito de Valença/RJ, Sr. Álvaro Cabral,


Agradecemos Vossa Excelência pela oportunidade de receber a representação eleita dos Profissionais Estatutários e Contratados da Educação Municipal (professores, orientadores, diretores, agentes educadores, merendeiras, secretárias, monitores, monitores de inclusão, inspetores, vigias, psicopedagogos), pois, antes mesmo de nos lembrar, via atenciosa Carta, que és um “amigo da Educação”, nós somos sabedores de que todos que estão na política por um ideal progressista, também o são.

Assim como V. Ex.ª, a categoria vem num crescente e histórico debate sobre o que é ser um “amigo da Educação”. Antes de tecermos comentários sobre isso, cabe assinalar que o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação – SEPE – é sim o órgão autônomo, independente e ESCOLHIDO pelo trabalhador para representá-lo; e que dentro da nossa configuração política não existe a figura do Presidente, como V. Ex.ª imaginara, mas sim, de Coordenadores Gerais eleitos pelo voto direto e proporcional da categoria.

Voltando à nossa defesa da concepção de Educação Pública de Qualidade, vale lembrar que as lutas e grandes conquistas das(os) Educadoras(es) de Valença vem de longa data. O SEPE tem 36 anos de história na cidade, mas vamos nos ater às mais recentes. Em 2007 conseguimos aprovar a Lei do Plano de Carreira, no Governo Fábio Vieira, e em 2010, o Estatuto do Profissional da Educação, com Fernandinho Graça. Hoje, com uma clareza imensa, nós enxergamos que essas leis são as leis educacionais de carreira mais avançadas do País. Mérito de uma cidade que sempre foi rica em Arte, Cultura e Festas, mas também num avançado pensamento político e pedagógico, que transformou Valença no centro de talentos e inteligência que é para o Estado do RJ.

Nossos Documentos Legais, conquistados com muita luta e algumas GREVES, são os mais avançados do país porque garantem, entre outras coisas: 1) a Eleição Direta de diretor da escola pela comunidade escolar (gestão democrática); 2) Bolsas de Estudo superior 100% gratuita para quem trabalha na Educação (formação continuada); 3) a Progressão na Carreira através de ganhos proporcionais ao tempo de serviço e a escolarização e 4) Garantia da reposição salarial anual que todo trabalhador tem direito (Data-Base).

A partir da reserva legal (e moral) que estas leis nos proporcionam, junto com a Constituição Federal, a gente inicia nosso diálogo sobre as condições que a categoria, em assembléia soberana, decidiu para por fim a uma greve que já dura 77 (setenta e sete) dias. A pauta de reivindicações, que já é conhecida pelo governo através de ofício do SEPE de 16 de Abril de 2013, é: 1 – Recomposição da inflação mais ganho real; 2 - Chamamento de Aprovados em Concurso Público; 3 - Pagamento dos salários atrasados dos “contratados”; 4 - Repasse do vale-transporte dentro do prazo previsto na lei; 5 - Cumprimento das demais normativas do Estatuto (bolsa de estudo, eleição direta para diretores, concessão de licença-prêmio vencida, etc.); 6 - Cumprimento do Plano de Carreira; e 7 -, Pagamento da Insalubridade para quem trabalha em creches.

Daremos o solicitado “voto de confiança” ao governo municipal a partir do momento que o gestor público se comprometer a confiar também em quem mais sabe e se interessa pelo o assunto: o Profissional da Educação. Desta feita, tendo em vista nossa pauta, que é necessária e extensa, tiramos dois eixos básicos para negociação imediata, condicionada ao retorno dos grevistas às escolas e creches do município e o cumprimento integral do ano letivo. Nossos pontos são:

1.      Plano Emergencial de Recuperação das Estruturas Físicas e Pedagógicas das Escolas e Creches;

2.      Calendário do pagamento retroativo da data base da categoria, vencida em 1º de Maio de 2013.

No Ponto 1, a categoria decidiu dar mais 30 (TRINTA) DIAS de prazo, a partir do dia 19 de Agosto de 2013, para que sejam pelo menos planejadas e elaboradas ações emergenciais de recuperação das nossas Escolas e Creches, como pode perceber em fotos que estão em apenso. Inclusive com a projeção de novas obras públicas, pois estamos no limite de elaboração do Plano Plurianual de Investimentos (PPA), dispositivo constitucional que tem que ser aprovado até o fim do ano, assim como a Lei do Orçamento.

No Ponto 2, achamos pouco detalhada a resposta encaminhada pelo Poder Executivo, dizendo que a “receita está caindo vertiginosamente”. Caindo por que, onde e quanto? Onde está o erro de estimativa nas receitas do orçamento? Quais as categorias e fontes foram mais prejudicadas? Receitas próprias ou transferidas? Como está o processo de recolhimento da Dívida Ativa do Município? Qual proporção da “dívida de R$ 40.000.000,00” da Prefeitura é dívida flutuante e dívida fundada? Qual a proporção dessas despesas (liquidadas, empenhadas e dívida de exercício anterior)? Quais as ações sugeridas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, quando o ente apresenta baixa arrecadação, estão sendo tomadas pela PMV, como por exemplo, corte de cargos comissionados? Quantos funcionários têm hoje a Prefeitura de Valença, entre efetivos estatutários, celetistas, contratos temporários de excepcional interesse público e cargos de livre nomeação do chefe do Poder Executivo? Além dessas questões, achamos também que 30 (TRINTA) DIAS é um prazo razoável para que haja uma resposta com data estabelecida sobre a nossa Data Base Retroativa, garantida por lei.

Em relação à reposição de aulas, a categoria se comprometeu em assembléia que nenhum filho ou filha de Valença vai ficar sem receber o CONTEÚDO que foi deixado de ser passado durante a greve, e que se necessário for repor os dias parados, o calendário será elaborado em conjunto pelas Direções de Escola junto aos profissionais e os pais de alunos (comunidade escolar), para que seja feita uma reposição efetiva de acordo com a realidade e a diversidade de cada unidade e comunidade valenciana.

Assim informamos muito respeitosamente que acatada essa nova formulação e respondida as pertinentes questões, a categoria está SUSPENDENDO a Greve a partir de segunda feira, dia 19 de Agosto de 2013, num voto de confiança e compromisso democrático às alegações iniciais do Poder Executivo, e preocupados que estamos com a possibilidade de não encerramento do ano letivo para parte de nossos alunos(as), uma vez que para outros tantos, o ano letivo já está comprometido, pois estão desde o começo do ano sem professor, agente educador e estrutura mínima para o processo ensino-aprendizagem.

Sem mais, agradecemos a oportunidade e reiteramos votos de confiança e trabalho honesto.



Respeitosamente,



Assembleia da Educação de Valença/RJ
SINDICATO ESTADUAL DOS PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO - SEPE


(Anexo)
Escolas e Creches de Valença/RJ no ano de 2013



















quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Jornal Diário do Vale - Volta Redonda - 8/8/13


Audiência Pública pela Educação de Valença/RJ - Agosto de 2013

 "A greve não adianta nada", "Estão a serviço do vereador tal", "Eles são tudo(sic) uns baderneiros"... (com Professor Danilo Serafim e Deputados(As) Comte Bittencourt, Clarissa Garotinho, Ines Pandeló, Marcelo Freixo, Robson Leite, Andre Corrêa e Nelson Golçalves) 


Mídia NINJA Valença. Quase ao vivo da Ocupação da PMV. ‪#‎OcupaCabral‬, Álvaro Cabral!



Discurso do Dep. Marcelo Freixo (Psol) em Valença

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sobre a GREVE da Educação de Valença pelos Salários Atrasados e outros:

"Não há nenhuma razão para que alguns colegas retornem ao trabalho a não ser o seu próprio temor. Isso porém significa abrir mão de lutar pelos seus direitos, e sucumbir a resignação e amargar o parcelamento dos salários que irá de março a junho.

Não oferecemos aos profissionais da educação o paraíso,pelo contrário, trabalhamos sempre pela incerteza, pois a única garantia que damos é de lutar com toda a nossa energia em defesa dos interesses e objetivos imediatos e históricos dos educadores(as)!

Estamos fazendo a nossa parte: a nossa ação já voltou do MP para Valença e já está nas mãos do Juiz da Comarca. Esperemos que ele de uma sentença na segunda feira. E faça Justiça!Vários colegas tem procurado o Sepe desde ontem, solicitando cesta básica, estamos atendendo com recursos próprios ou seja, do nosso Sindicato, a todos(as) que nos tem procurado.

Amanhã faremos uma ato e distribuiremos para a população pão e água , na ceia da miséria que realizaremos as 10 horas na rua dos mineiros! Sem salários de dezembro muitos estão a base de pão e água!

A nosso dedicação é integral! Acreditamos assim estar cumprindo com a nossa parte! Porém não podemos pegar ninguém à laço e nem obrigar as pessoas aderirem ao movimento. É livre arbítrio! No entanto, afirmamos: neste momento mais fundamental é a nossa coesão e união! Força Pessoal!!!"

Por Danilo Serafim.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Rede estadual de educação fará paralisação nesta terça feira

Iniciando a campanha salarial de 2012, o SEPE (sindicato estadual dos profissionais da educação) aprovou em assembléia a paralisação de 24 para o dia 28/02. Os professores querem um reajuste de 36% e a incorporação de todas as parcelas do programa Nova Escola.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Só quem luta, vence. Rede municipal de ensino.

Os educadores(as) de rede municipal reunidos em assembléia hoje no Clube dos Democráticos depois de um longo e equilibrado debate, votaram por ampla maioria pela aceitação da proposta do governo que é de 19,73%/22,38% para os professores e de 10,00%/12,52% para os não docentes.


O movimento dos profissinais da rede municipal como é de conhecimento de todos, começou em 26/11/11, com a aclosão de uma greve que se iniciou em 30/11 e teve a sua suspensão em 12/12/11. 



Durante todo este período a cidade vivenciou uma verdadeira "revolução" com centenas e em alguns momentos com milhares de professores e educadores em assembléias ao ar livre no Adro da Catedral, ou em passeatas pelas ruas da cidade, ou ocupando a Câmara de Vereadores ou, cercando a PMV, efrentando sem temor todos os aparatos do governo e dos "poderosos" da cidade. 



Algumas destas(es) educadoras(es), inclusive não tiveram férias em janeiro, pois, se reuniram todas as terças feiras no sepe,elaborando as ações, pois havia a iminência de uma nova greve e o não inicio do ano letivo. Que graças a nossa força não foi necessária.



Acima de tudo, a categoria deu uma demonstração de maturidade politica, de compreensão que a correlação de forças é o que determina o resultado da luta. Que poderá levar a vitória ou a derrota. 



Neste sentido, podemos dizer que os profissionais da rede municipal sairam vitoriosos. Até agora nenhuma prefeitura concedeu um reajuste deste porte e esta é a primeira vitória do ano das redes municipais filiádas ao SEPE, que iniciaram suas campanhas salariais. E esperamos e torcemos que nossos colegas de outros municipios consigam se espelhar em nossa experiência e lograr êxito! 



Com o aumento, o piso salarial dos docentes da rede municipal de Valença, suprerará o da rede estadual, das redes municiapais de Volta Redonda, Barra do Pirai, Rio das Flores,Vassouras e Barra Mansa, Três Rios, etc.. Ou seja, a luta da rede não só elevou os salários, como passa a ser referência em toda esta região. Isso é muito importante, pois somente a luta traz a vitória!



Por ultimo é importante frisar que os profissionais da educação não podem e não devem fazer somente a luta corporativa por melhores salários. A defesa da educação e da escola de qualidade tem que estar na ordem do dia. Pois senão nada terá sentido. Temos quer ser os mais comprometidos e responsáveis na defesa da escola pública de qualidade. Temos que dar bons exemplos para os estudantes e seus familiares. Temos que lutar e sonhar, com uma sociedade onde todos tenham vez e voz! 



É por isso que eu luto! Acredito na UTOPIA! Tenho a esperança de que poderemos alcançar uma sociedade muito mais justa e igualitária! Pra mim apesar de minha longa caminhada é sempre um novo aprendizado. Tenho muito orgulho de poder viver e lutar com essa vanguarda combativa e tenaz da rede municipal de Valença. Força a todos(as)!



Agora com esta página praticamente virada vamos juntos com os policiais, os bombeiros, e com a maltratada rede estadual. A luta continua!



Por Danilo Serafim

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mais uma vez o prefeito Vicente Guedes tenta dar o golpe nos educadores:

COLEGAS, ACABAMOS DE SAIR DA CÂMARA AGORA! NÃO FOI VOTADO O REAJUSTE DE 14%, POIS O PREFEITO VICENTE GURDES ESTÁ TENDANDO DAR UM GOLPE E JOGAR O REAJUSTE PARA O ANO QUE VEM! CONSEGUIMOS IMPEDIR QUE A VOTAÇÃO ACONTECESSE, PORÉM, ESTAMOS CONVOCANDO TODA A CATEGORIA PARA UMA ASSEMBLÉIA DIA 21/12, ÀS 17 HORAS, NA CÂMARA MUNICPAL! NÃO PODEMOS DAR MOLEZA! ESSE É UM CHAMADO URGENTE! A TODOS(AS )! TEM QUE AVISAR E MOBILIZAR A TODOS(AS)! TODA A ATENÇÃO É POUCA! ALERTA TOTAL!

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, 
amanhã, quarta,17:00, em frente à Câmara dos Vereadores

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A CALÚNIA COMEÇOU!!! PREFEITO VICENTE GUEDES MENTE À POPULAÇÃO

Vincula na Radio Alternativa Sul uma nota mentirosa e caluniosa da P.M.V. sobre o movimento pacífico dos professores e funcionários de escolas de Valença.

O prefeito Guedes diz que teve que suspender o serviço da Prefeitura (inclusive os atendimentos de SAÚDE) pois haveria "a possibilidade" de uma invasão ao centro administrativo. 
Ora, prefeito, como haveria invasão se vossa excelencia tinha acabado de receber pacifica e democraticamente o SEPE e uma comissão de educadores menos de 48 horas antes, inclusive com oficio recebido e assinado com o punho de vossa excelência?

Os mais de 500 educadores que estiveram na nossa Assembleia pela manhã sabem o que de fato aconteceu e as medidas cabiveis já estão sendo tomadas.

Alertamos mais uma vez a população de Valença contra a tática suja, mentirosa e sórdida do prefeito Guedes. E deixamos uma pergunta: em quem o valenciano(a) acredita? Naquele que entregou a cidade para Cedae, botou o parque de exposição ao chão, prometeu que ia escutar a população no seu governo ou no professor e funcionário de creche que cuida dos filhos e filhas da cidade, para ganhar no fim do mês 600 reais?? Saibam responder, cidadãos(ãs) de Valença!

Todos às ruas junto com os professores amanhã (sábado) em repúdio ao prefeito e sua turma nojenta. 9 horas na escadaria da Catedral

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Escolas e creches de Valença param na Quarta Feira, dia 30/11, e podem entrar em greve por tempo indeterminado.

Os educadores das escolas e creches municipais de Valença decidiram, em Assembleia realizada no último sábado (26) na Catedral, parar por 24 horas as suas atividades.

A decisão foi tomada após o anuncio do Prefeito Vicente Guedes em aumentar o piso salarial dos servidores da PMV e excluir os servidores da educação da proposta. Outra pauta é o ataque da Secretaria Municipal de Educação e dos vereadores à gestão democracia, mudando as regras da eleição direta para diretores, impedindo a participação de muitos servidores no processo, o que abre perigoso precedente para as malfadadas indicações políticas nas escolas.

Na mesma quarta (30/11) será realizada nova assembleia na Catedral, onde a categoria poderá entrar em GREVE POR TEMPO INDETERMINADO e não entregar as notas do último bimestre, se os abusos não forem corrigidos.

Fonte: SEPE de Valença

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quarta-feira, dia 21 de setembro, a Rede Estadual de Ensino vai parar e não aplicará o malfadado Saerjinho







Conforme deliberação da assembleia da rede estadual, os profissionais das escolas estaduais farão paralisação de 24 horas na quarta-feira (dia 21 de setembro), dia de aplicação do Saerjinho. A assembleia decidiu que, neste dia, iremos parar as escolas para boicotar o exame e que, portanto, os profissionais não irão trabalhar, nem aplicar as provas para os alunos. O Sepe esclarece a categoria que as ameaças de algumas direções de escola sobre a aplicação de código de falta (30) para os profissionais que fizerem a paralisação e não aplicarem as provas não procede, já que o código de paralisação para estes casos deve ser o 61 conforme a legislação em vigor, que garante o direito da greve para o funcionalismo público, determina.

A próxima assembleia da rede estadual será realizada no próximo sábado (dia 24/9), na Associação Cristã de Moços (ACM - Rua da Lapa 86 - Centro)


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Governo do Estado diz que são só 240 em greve. Que mundo é esse que o governo mente pras pessoas e você continua sentado(a) com a bunda na cadeira?!?

Após reunião na Alerj, projeto de reajuste a professores terá emendas

Professores da rede estadual decidiram manter greve nesta quarta-feira (3).
Eles fizeram uma passeata e se concentraram em frente à Alerj.

Carolina Lauriano Do G1 RJ
Professores e bombeiros protestam na Alerj (Foto: Carolina Lauriano/G1)Professores e bombeiros protestaram na Alerj acompanhados por policiais (Foto: Carolina Lauriano/G1)

Após passeata e um ato no Centro do Rio, a comissão do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) foi recebida por deputados e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo, na tarde desta quarta-feira (3). A reunião resultou em um avanço para a categoria. Segundo o Sepe, o presidente da casa autorizou o acrécimo de emendas no projeto de lei que a Secretaria de Educação enviou à Alerj na segunda-feira (1º), no qual propôs um aumento de 3,5% para os professores.

Ainda de acordo com o Sepe, dessa forma, na quinta-feira (4) as duas mensagens enviadas pela secretaria entrarão em votação, como já agendado, mas em seguida sairão de pauta para receber emendas. Os profissionais das escolas estaduais do Rio de Janeiro, parados há 58 dias, decidiram manter a greve da categoria após assembleia realizada nesta quarta-feira (3) na Fundição Progresso, no Centro do Rio.

"Amanhã vamos visitar os gabinetes de cada deputado, para apresentar as nossas propostas", disse o coordenador-geral do Sepe, Danilo Serafim.

Mais cedo, os profissionais da rede estadual de educação fizeram uma passeata e se concentraram em frente à Alerj, onde já se encontrava um grupo de bombeiros que também protestava por reajuste salarial. Nesta quarta-feira, faz dois meses da invasão ao quartel central em protesto por melhores salários.
 
Alguns professores estavam vestidos simbolizando a morte e encenaram um campo de morte. Uma grande faixa foi estendida na escadaria da Alerj, onde estava escrito SOS Educação. Um grupo de professores segue acampado na Rua da Ajuda, no Centro da Cidade.

Protesto professores (Foto: Carolina Lauriano/G1)Professores encenam um campo de morte em protesto no Centro do Rio 
(Foto: Carolina Lauriano/G1)
faixa protesto (Foto: Carolina Lauriano/G1) 
Faixa SOS Educação instalada na escadaria da Alerj 
(Foto: Carolina Lauriano/G1)
Na segunda-feira (1º) o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, havia informado o reajuste de 3,5% a partir de setembro - valor distante dos 26% que a classe reivindicava. Ele informou também que a partir de segunda-feira quem permanecer em greve será descontado no salário.

Bombeiros

De acordo com Vera Nepamuceno, diretora do Sepe, o protesto foi combinado entre professores e bombeiros. Os militares cantaram hinos e gritos como "o bombeiro voltou". "Eles foram criminalizados pelo movimento deles, isso é um absurdo", disse ela.

Dois meses apos a invasão do quartel, bombeiros afirmam que o governo ainda não os recebeu.

Bombeiros em protesto (Foto: Carolina Lauriano/G1) 
Bombeiros em protesto junto com professores 
(Foto: Carolina Lauriano/G1)

Segundo a diretora do Sepe, 50% dos professores do estado estão em greve. "Estamos em greve ainda, o governador ofereceu uma proposta vergonhosa de 3,5%. Não vamos aceitar 3,5%. Queremos parar a greve, mas não vamos recuar".

Ela criticou a afirmação do governo de que apenas 1% dos profissionais de educação estão em greve. "Ele disse que vai chamar quatro mil para substituir os grevistas. Como que é 1%?".

Nova Escola
Também faz parte do projeto de lei apresentado na tarde de segunda-feira pelo secretário à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a antecipação em um ano da gratificação do Nova Escola para os professores da rede; o anúncio de um novo concurso para docentes, com 1.500 vagas em 2011 e 500 vagas em 2012; e também o descongelamento da carreira (aumento da variação entre os níveis de salários dos profissionais) para os servidores técnico-administrativos.

Wilson Risolia explicou que somando a antecipação do Nova Escola com o novo reajuste (que será feito em cima do salário já com a gratificação incorporada) o aumento real será de 13,02%. Os inativos estão incluídos nas novas medidas.

O reajuste anunciado significa um aumento de R$ 99,70 no salário base do profissional com 16 horas semanais, que passará de R$ 765,66 para R$ 865,36.

Além disso, o secretário disse que, dentro de 15 dias, 4.441 novos professores chegarão à rede estadual para suprir as atuais carências nas escolas.

professores acampados (Foto: Carolina Lauriano / G1) 
Grevistas classificaram o aumento como "deboche" 
(Foto: Carolina Lauriano / G1)

'É um deboche', dizem professores
O grupo classificou como "deboche" o reajuste apresentado pelo governo.

"Acho muito legal ele (secretário) ter se mexido e dado um passo, mas isso é um deboche", definiu Roberto Simões, professor de educação física do Colégio estadual João Alfredo, em Vila Isabel, na Zona Norte da cidade. Com 27 anos na escola, o salário atual dele é de R$ 1.204,78. Alunos também protestam no local.

A greve continua

Professores da rede estadual e bombeiros protestam na Alerj

Nesta quarta-feira, professores decidiram manter greve.
Nesta quarta, faz 2 meses da invasão dos bombeiros a quartel central.

Carolina Lauriano Do G1 RJ
Professores e bombeiros protestam na Alerj (Foto: Carolina Lauriano/G1)Professores e bombeiros protestam na Alerj (Foto: Carolina Lauriano/G1)

Os profissionais da rede estadual de educação que dicidiram manter a greve nesta quarta-feira (3) fizeram uma passeata e se concentram em frente à Assembleia Legislativa do Rio, na tarde desta quarta-feira (3), onde já se encontra um grupo de bombeiros que também protesta por reajuste salarial. Nesta quarta-feira, faz dois meses da invasão ao quartel central em protesto por melhores salários.

Os professores estão vestidos de preto e com faixas e bandeiras. Alguns estão vestidos simbolizando a morte e encenaram um campo de morte. Uma grande faixa foi estendida na escadaria da Alerj, onde estava escrito SOS Educação.

Protesto professores (Foto: Carolina Lauriano/G1)Professores encenam um campo de morte em protesto no Centro do Rio (Foto: Carolina Lauriano/G1)

Eles saíram da Fundição Progresso, após a assembleia nesta quarta que decidiu pela continuação da greve, que já dura dois meses. A Avenida Primeiro de Março, está interditada. Dois carros da Polícia Militar estão no local.

Os profissionais das escolas estaduais do Rio de Janeiro, parados há 58 dias, decidiram manter a greve da categoria após assembleia realizada nesta quarta-feira (3) na Fundição Progresso, no Centro do Rio. Eles rejeitaram a proposta do governo estadual de reajuste de 3,5% para os professores.

faixa protesto (Foto: Carolina Lauriano/G1) 
Faixa SOS Educação instalada na escadaria da Alerj
(Foto: Carolina Lauriano/G1)
 
Na segunda-feira (1º) o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, havia informado o reajuste de 3,5% a partir de setembro - valor distante dos 26% que a classe reivindicava. Ele informou também que a partir de segunda-feira quem permanecer em greve será descontado no salário.

Bombeiros

De acordo com Vera Nepamuceno, diretora do Sepe, o protesto foi combinado entre professores e bombeiros. Os militares cantaram hinos e gritos como "o bombeiro voltou". "Eles foram criminalizados pelo movimento deles, isso é um absurdo", disse ela.

Dois meses apos a invasão do quartel, bombeiros afirmam que o governo ainda não os recebeu.

Bombeiros em protesto (Foto: Carolina Lauriano/G1) 
Bombeiros em protesto junto com professores
(Foto: Carolina Lauriano/G1)

Segundo a diretora do Sepe, 50% dos professores do estado estão em greve. "Estamos em greve ainda, o governador ofereceu uma proposta vergonhosa de 3,5%. Não vamos aceitar 3,5%. Queremos parar a greve, mas não vamos recuar".

Ela criticou a afirmação do governo de que apenas 1% dos profissionais de educação estão em greve. "Ele disse que vai chamar quatro mil para substituir os grevistas. Como que é 1%?".
O Sepe afirmou que chama todo o funcionalismo público para o protesto. Bombeiros, policias militares, profissionais da Educação e também da Saúde estão no local.
 
Nova Escola
Também faz parte do projeto de lei apresentado na tarde de segunda-feira pelo secretário à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a antecipação em um ano da gratificação do Nova Escola para os professores da rede; o anúncio de um novo concurso para docentes, com 1.500 vagas em 2011 e 500 vagas em 2012; e também o descongelamento da carreia (aumento da variação entre os níveis de salários dos profissionais) para os servidores técnico-administrativos.

Wilson Risolia explicou que somando a antecipação do Nova Escola com o novo reajuste (que será feito em cima do salário já com a gratificação incorporada) o aumento real será de 13,02%. Os inativos estão incluídos nas novas medidas.

O reajuste anunciado significa um aumento de R$ 99,70 no salário base do profissional com 16 horas semanais, que passará de R$ 765,66 para R$ 865,36.
Além disso, o secretário disse que, dentro de 15 dias, 4.441 novos professores chegarão à rede estadual para suprir as atuais carências nas escolas.

professores acampados (Foto: Carolina Lauriano / G1) 
Grevistas classificaram o aumento como "deboche"
(Foto: Carolina Lauriano / G1)
 
'É um deboche', dizem professores
Mais de 20 barracas seguiam montadas na Rua da Ajuda na segunda-feira (1º). O grupo classificou como "deboche" o reajuste apresentado pelo governo.

"Acho muito legal ele (secretário) ter se mexido e dado um passo, mas isso é um deboche", definiu Roberto Simões, professor de educação física do Colégio estadual João Alfredo, em Vila Isabel, na Zona Norte da cidade. Com 27 anos na escola, o salário atual dele é de R$ 1.204,78. Alunos também protestam no local.
Segundo a categoria, a greve vai continuar apesar do anúncio do corte do ponto. "A gente não pode andar para trás, vamos continuar a greve", disse a professora de matemática Fabiana Gonzaga, acrescentando que a escola João Alfredo está sem água.

Ao saber do reajuste de 3,5%, a diretora do Sepe-RJ, Maria Oliveira da Penha, professora aposentada, fez duras críticas ao secretário. "Ele não cumpriu uma promessa feita. Com esse reajuste, vai continuar o acampamento até 2014, pode ter certeza".

Greve há quase 2 meses
A categoria paralisou as atividades em sala de aula no dia 7 de junho. O ápice da greve foi no dia 12 de julho, quando um grupo invadiu o prédio da Secretaria de Educação, no Centro da cidade. O tumulto foi contido pelo Batalhão de Choque, que chegou a jogar gás de pimenta para dispersar a multidão.
Do lado de fora do prédio, um grupo decidiu, em protesto, ficar acampado até ser recebido pelo secretário de Educação.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tenho vergonha do meu Estado, por isso estou EM GREVE e não me acovardo

Terceirizados nas escolas estaduais do Rio de Janeiro custam o dobro dos concursados
.
Jornal O Globo

RIO - A rede estadual de ensino conta com 13 mil trabalhadores terceirizados. São faxineiros, vigias e merendeiras. Para a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (Alerj), eles custam mais ao estado (R$ 1.300 cada) do que os concursados nestes mesmos setores (que ganham salário inferior a R$ 550).

A Secretaria estadual de Educação reconhece que estes funcionários de apoio custam mais caro se forem terceirizados - apesar de não ter divulgado quanto custam aos cofres os servidores concursados destas áreas. O subsecretário de Gestão de Ensino Antonio Neto acredita, no entanto, que vale mais a pena ter faxineiros, vigias e merendeiras contratados de empresas privadas.

- Estes funcionários não precisam ser de carreira pública. Dá para exigir das empresas um perfil específico para o que se espera. Ganha-se flexibilidade e rapidez. E eles não precisam ter uma base pedagógica, já que estes serviços são muito específicos - aponta o subsecretário.

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Beatriz Lugão, porém, discorda da visão do subsecretário:

- Qualquer um que trabalha dentro de uma escola precisa ter uma visão pedagógica. Merendeiras e vigias estão no pátio, no corredor e no refeitório o tempo todo, lidando com os alunos. Estes não devem ser serviços de alta rotatividade.

O presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt (PPS), disse que vai entrar com representação no Ministério Público contra o estado, pela falta de concursos públicos para trabalhadores de apoio:

- O último concurso para pessoal de apoio foi em 1994. As últimas gestões têm uma visão de que estes profissionais não têm compromisso com o ambiente escolar.
O subsecretário, no entanto, rebateu as críticas:

- Uma merendeira só precisa manusear os alimentos. A maneira de se oferecer a comida deve ser vista pela diretora.

Meu comentário: Que absurdo! Todos que trabalham dentro da escola tem um papel educacional a cumprir, desde o porteiro, que é o primeiro a receber o aluno, até a merendeira, passando pelos professores, é claro. Apelo mais uma vez aos colegas de Valença que não aderiram à greve: não deixem que transformem as escolas em fábricas, daqui a pouco o Theodorico e o José Fonseca vão virar uma Richard´s ou uma Metalúrgica, onde o empregado (professor) tem três minutos pra ir ao banheiro. NÃO SE OMITAM, NÃO SE ACOVARDEM!

"O que me assusta não é a gritaria dos maus, mas sim o silêncio dos bons!"