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terça-feira, 6 de abril de 2010

Conjuve lança campanha pela PEC da juventude


Do site do Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens

O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) lançou uma campanha no twitter pela aprovação da emenda constitucional 42/2008, conhecida como PEC da Juventude. De acordo com o Conjuve o objetivo é que o maior número possível de twitteiros enviem mensagens para os senadores de seus estados pedindo a votação da PEC. “Pensamos no twitter como uma ferramenta para exercer uma pressão positiva e direta nos senadores”, afirma Danilo Moreira, presidente do Conselho.
Segundo Moreira, o projeto de emenda se tornou uma bandeira dos movimentos de juventude desde maio de 2008, quando aconteceu a Conferência Nacional de Juventude. “De lá para cá utilizamos vários canais de mobilização: ocupamos galeria no Congresso, participamos de audiências públicas. Agora, com o twitter, queremos dar a todo jovem, mesmo aquele que não é ligado ao Conjuve, a possibilidade de contribuir com a aprovação da PEC”, explica ele.
A campanha tem o objetivo de garantir a votação da PEC que insere a referência ao jovem noTítulo VIII (capítulo VII) da Constituição Federal. Neste trecho a Constituição cita e garante direitos para crianças, adolescentes e idosos. A emenda incluiria os jovens entre os já citados. Para Moreira, trata-se do reconhecimento da luta da juventude, mas também é uma forma de garantir direitos desta fração da sociedade. “A lei tem um duplo valor. Primeiro o valor simbólico porque inclui o jovem como sujeito de direito na constituição, mas também um valor prático. Ela dá segurança jurídica para que os governantes invistam na juventude. É importante também porque o texto da PEC prevê a criação do Plano Nacional de Juventude e o Estatuto da Juventude”, explica o presidente do Conjuve.
Danilo Moreira, presidente do Conjuve
Danilo Moreira, presidente do Conjuve
Ele acrescenta que o ambiente no Senado Federal é favorável à aprovação da emenda. A questão agora é garantir que a PEC da Juventude entre na pauta e que além disso haja quórum para a votação, pois como se trata de uma emenda à constituição é preciso que pelo menos dois terços dos senadores estejam presentes. Por isso, a campanha no twitter é voltada para os líderes do Senado, pois são eles que definem as matérias a serem voltadas. Mas também para os demais senadores, afim de que compareçam para a votação.

Como participar da campanha

Para participar da campanha é preciso estar cadastrado na página e possuir um perfil no twitter. Aqueles que já acessam a rede social devem procurar o perfil dos senadores do seu Estado no link: www.twitter.com/senadoresbrasil Após encontrar o senador, é só enviar uma mensagem pedindo que ele participe e ajude a agilizar a votação da PEC 42/2008. É importante incluir a palavra (tag) que faça referência à campanha no final da mensagem: #pecdajuventude.
Não deixe de votar e ajude a divulgar entre outros jovens. Qualquer dúvida procure o Observatório de Favelas no twitter (www.twitter.com/defavelas) ou o Conselho Nacional de Juventude (www.twitter.com/conjuve).

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Universitário valenciano preso com drogas na Rocinha

Dois estudantes de odontologia foram presos nesta segunda-feira (10), na Favela da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, sob suspeita de vender drogas em universidade. Segundo a Polícia Militar, com eles, os policiais apreenderam três tabletes de maconha e duas trouxinhas de haxixe.

Policiais militares do 23º BPM (Leblon) faziam patrulhamento de rotina, quando desconfiaram dos dois jovens que estavam dentro de um veículo. Um dos estudantes é morador da Tijuca, na Zona Norte. O outro é do município de Valença, na Região Sul Fluminense.

De acordo com a polícia, os suspeitos teriam confessado que compraram as drogas para revender na universidade. Eles foram levados para a 14ª DP (Leblon), onde o caso foi registrado.

Fonte: G1

domingo, 26 de julho de 2009

Juventude e mercado de trabalho

O mercado de trabalho para os jovens brasileiros é marcado por altos índices de informalidade e de desemprego, de acordo com estudo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O relatório "Trabalho Decente e Juventude no Brasil", revela que 67,5% dos jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados ou na informalidade em 2006.

Os dados, que têm como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 1992 a 2006, apontam que o déficit era maior entre mulheres jovens (70,1%) do que entre homens jovens (65,6%). O índice também era mais acentuado entre jovens negros (74,7%) do que para jovens brancos (59,6%). As jovens mulheres negras vivem o que a OIT considera "situação de dupla discriminação" - de gênero e raça. O desemprego e a informalidade alcançavam 77,9% das integrantes desse grupo.

Para a diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, os números podem se agravar ainda mais diante da crise econômica. Ela lembra que o Brasil vive, atualmente, um processo de geração de empregos formais, mas em ritmo muito inferior ao que vinha sendo registrado nos últimos anos.

Segundo ela, os avanços na agenda de emprego para a juventude foram importantes, mas as desigualdades regionais, de gênero e de raça permanecem. Laís acredita que o desafio consiste não apenas em elevar os graus de escolaridade no país, mas em melhorar a qualidade da educação.

A pesquisa indica que 7% dos jovens brancos tinham baixa escolaridade e que o número mais do que dobrava (16%) para os jovens negros. Em relação à jornada de trabalho dos 22 milhões de jovens economicamente ativos, 30% trabalhavam mais de 20 horas semanais, o que, em muitos casos, prejudicava o desempenho escolar.

"Há uma espécie de círculo vicioso: o jovem não entra no mercado porque não tem experiência, mas para ter experiência ele precisa estar dentro do mercado. Medidas de aprendizagem são importantes para romper essa barreira", diz Laís.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 21 de julho de 2009

Estudo mostra mais de 33 mil assassinatos de adolescentes até 2012

BRASÍLIA - Um estudo sobre assassinatos de jovens de 12 a 18 anos - com base em projeções feitas a partir de 2006 - indica que 33.404 jovens nessa faixa etária serão mortos até o fim de 2012 nas 267 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

Os homicídios foram responsáveis por 46% das mortes entre adolescentes (12 a 18) registradas em 2006. As armas de fogo são o principal instrumento para matar e os autores do estudo reforçam a necessidade de controle deste tipo de armamento.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), em parceria com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Observatório de Favelas e Secretaria Especial de Direitos Humanos.

Entre as causas dos homicídios, a subsecretária de Promoção dos Diretos da Criança e dos Adolescentes, Carmen Oliveira, cita os problemas associados ao consumo de drogas, dívidas com traficantes, conflitos envolvendo meninas vítima de exploração sexual e brigas de gangues.

O estudo calcula o chamado índice de homicídios na adolescência, que registra o número de assassinatos para cada grupo de mil jovens de 12 a 18 anos. Com base no índice, o estudo faz uma projeção dos assassinatos contra jovens de 2006 a 2012, somando por base os dados coletados em 2006. Segundo os autores do estudo, o índice deveria ser inferior a um. Na média, dos 267 municípios analisados, o índice ficou em 2,03. Já nas capitais subiu para 4,16.


Três cidades do RJ entre as 5 com maior índice

O município de Foz do Iguaçu (PR) tem o índice mais alto, com taxa de homicídio de 9,7 em 2006, o que representaria o assassinato de 446 jovens na cidade - de 12 aos 18 anos - no período de 2006 a 2012. Governador Valadares (MG) vem logo atrás com índice de 8,5, seguido de Cariacica (ES) com 7,3.

Três municípios fluminenses estão entre as cinco cidades com o mais alto índice de homicídio de adolescentes: Duque de Caxias, Itaboraí e Cabo Frio.

Segundo o estudo, o risco de ser assassinato por arma de fogo é 3, 29 maior do que por outros meios. No Rio de Janeiro, essa taxa é quase o dobro: o risco de assassinato por arma é 6,2 vezes maior.


Negro tem 2,6 vezes mais risco de ser assassinado que branco

O estudo mostra também que o risco de ser assassinado não é o mesmo para toda população jovem. Rapazes têm risco 11,91 vezes maior de serem mostos do que moças. E negros têm risco 2,6 vezes maior do que brancos.


Trechos extraídos do sítio do jornal O Globo. Para ver a matéria completa, clique AQUI