Ladislau Dowbor**
A realidade brasileira nos oferece excelente base para analisarmos a evolução do papel do espaço urbano. Em 1950, o país era esmagadoramente rural. Em pouco mais de uma geração, de forma intensa e caótica, tornámo-nos um país de quase 80% de população urbana. Provocada mais pela expulsão do campo do que pela atração das cidades, este êxodo urbano obedeceu à tripla dinâmica da tecnificação, da expansão da monocultura e do uso da terra como reserva de valor. Nunca é demais lembrar que temos 371 milhões de hectares classificados pelo IBGE como terra ótima, boa e regular, enquanto utilizamos cerca de 60 milhões de hectares na lavoura, pouco mais de 15%. Este dramático desperdício do solo agrícola, quando temos dezenas de milhões de esfomeados, tem nome e endereço. Os 61 mega-estabelecimentos agrícolas, de mais de 100.000 hectares, cultivam 0,14% da área disponível, enquanto as pequenas propriedades cultivam 65%. Os grandes estabelecimentos estabelecimentos espalham cabeças de gado nestas áreas, no que tem sido pudicamente chamado de pecuária extensiva, e explicam que não se trata de terra improdutiva, mas de pasto. Imagine-se o que seria da Europa com este tipo de intensidade de uso do solo.
(...)
O mesmo processo que gera esta situação explosiva abre oportunidades. A população urbanizada é organizável, e os espaços locais podem abrir uma grande oportunidade para a sociedade retomar as redeas do seu próprio desenvolvimento. O mundo urbano moderno está literalmente fervilhando com as novas iniciativas de organização social e com as novas tecnologias urbanas. Desde as iniciativas pioneiras de Lajes, passando a experiências consolidadas como as formas descentralizadas de gestão de saúde, a elaboração participativa dos orçamentos municipais, particularmente amadurecidas em Porto Alegre, os terminais de Londrina que permitem a qualquer cidadão controlar as despesas da cidade, a recuperação do centro de Recife em parceria com os diversos atores sociais da cidade, as experiências de educação na cidade de são Paulo, o sistema de garantia de renda mínima em Campinas, os sistemas descentralizados de gestão em Santos, assistimos a um processo onde as cidades aboliram a visão de administrações limitadas à cosmética urbana, e buscam parcerias e novas reengenharias sociais para recuperar o seu espaço econômico, a cidadania local.
Não que as iniciativas locais sejam suficientes. No entanto, sem sólidas estruturas locais participativas e democratizadas, não há financiamentos externos ou de instituições centrais que produzam resultados. De certa forma, a cidade está recuperando gradualmente um espaço de decisão direta sobre a "polis", recuperando a dimensão mais expressiva da política e da democracia. é significativo neste sentido que tenhamos pela primeira vez uma Cúpula das Cidades, conferência mundial de Istambul destinada a avaliar as novas dimensões das políticas urbanas.
As cidades, por sua vez, têm de ser recolocadas no espaço rural a que pertencem. Desta maneira, seria mais correto falar em espaço local do que espaço urbano. Empolgado com a sua recente urbanização, o ser humano esquece a que ponto está vinculado ao campo que cerca as cidades, e um elemento essencial do desenvolvimento urbano será a reconstrução da relação cidade campo, já não a partir do campo, na visão clássica da reforma agrária, mas a partir da própria cidade.
A tendência para um reforço generalizado da gestão política nas próprias cidades representa uma importante evolução da democracia representativa, onde se é cidadão uma vez a cada quatro anos, para uma democracia participativa, onde grande parte das opções concretas relacionadas com as condições de vida e a organização do nosso cotidiano passam a ser geridas pelos próprios cidadãos.
Numa série de países com formas mais avançadas de organização politica, como os paises escandinavos, dois terços ou mais dos recursos públicos são geridos pela própria sociedade, de forma participativa, ao nível dos municípios. Isto implica, uma vaz mais, mudanças institucionais: além do prefeito e de uma câmara de vereadores, as cidades passam a se dotar de formas diretas de articulação dos atores sociais do município, com a criação de um forum de desenvolvimento, participação de empresários, de sindicatos, de colégios ou universidades e assim por diante.
Ultrapassando a tradicional dicotomia entre o Estado e a empresa, o público e o privado, surge assim com força o espaço público comunitário, e as nossas opções se enriquecem. Na excelente formulação do relatório das Nações Unidas, "Na prática, tanto o Estado como o mercado são frequentemente dominados pelas mesmas estruturas de poder. Isso sugere uma terceira opção mais pragmática: que o povo deveria controlar tanto o Estado como o mercado, que precisam trabalhar articulados, com as populações recuperando suficiente poder para exercer uma influência mais efetiva sobre ambos."
Em outros termos, a cidade aparece hoje como foco de uma profunda reformulação política no sentido mais amplo. Não que o nível local de organização política substitua transformações nas formas de gestão política que têm de ser levadas a efeito nos níveis do Estado-nação e mundial: mas comunidades fortemente estruturadas podem constituir um lastro de sociedade organizada capaz de viabilizar as transformações necessárias nos níveis mais amplos. Não há democracia que funcione com a sociedade atomizada.
*Trecho do livro "A reprodução do Social", de Ladislau Dowbor – para a íntegra do capítulo “Da globalização ao poder local: a nova hierarquia dos espaços”, acesse:
http://dowbor.org/5espaco.asp
Para ver o livro completo, em PDF, acesse:
http://dowbor.org/artigos/01repsoc1.pdf
** Ladislau Dowbor é formado em economia política pela Universidade de Lausanne, Suiça; Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia (1976). Atualmente é professor titular no departamento de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, nas áreas de economia e administração. Continua com o trabalho de consultoria para diversas agencias das Nações Unidas, governos e municípios, bem como do Senac. Atua como Conselheiro na Fundação Abrinq, Instituto Polis, Transparência Brasil e outras instituições.
Para saber mais, acesse o site http://dowbor.org/
segunda-feira, 30 de junho de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
Rádio VQ
Galera,
Estamos em fase de testes da nossa Rádio VQ (Podcast) aqui no nosso blog.
Na janela ao lado basta escolher o que quiser ouvir e clicar no play (>).
Caso queira enviar alguma música própria ou até mesmo um programa gravado na sua casa, basta mandar pelo e-mail valencaemquestao@yahoo.com.br
Vamos agitar essa rádio aí. Será o primeiro passo para nossa rádio comunitária em Valença.
Abração,
Bebeto
Estamos em fase de testes da nossa Rádio VQ (Podcast) aqui no nosso blog.
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Vamos agitar essa rádio aí. Será o primeiro passo para nossa rádio comunitária em Valença.
Abração,
Bebeto
sexta-feira, 20 de junho de 2008
A. Lins Babá e os quarenta ladrões
Texto retirado da última edição do VQ (VQ 31)
Polícia Federal e Ministério Público fecham o cerca contra a cúpula do PMDB do Rio. Cabral não vê nada, não ouve nada, não sabe de nada
“Ter na Assembléia Legislativa um deputado com a inteligência, a vibração, a energia, o caráter de Álvaro Lins para mim é fundamental como governador do estado do Rio de Janeiro. Fundamental, Álvaro. Fundamental”.
Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, durante a campanha de 2006, em evento no Tijuca Tênis Clube, no Rio
****
Texto de Marianna Araujo, jornalista
Na sua edição de 31 de maio, o jornal carioca O Dia noticiou que uma de suas equipes de reportagem foi presa e torturada pela milícia que domina a Favela do Batan, no bairro de Realengo. A agressão sofrida pelos jornalistas, assim como todo tipo de tortura que é praticado diariamente neste país, deixa claro como estamos longe de viver em uma democracia e que há muita luta pela frente para que possamos alcançar um patamar que vá além do sufrágio universal.
A cobertura da mídia sobre o caso, como é comum acontecer na cobertura de crimes bárbaros e hediondos, tendeu a espetacularização (esse assunto foi abordado por mim em artigo publicado neste jornal sobre a cobertura do assassinato de João Hélio na edição número 24, de julho de 2007). A exploração absurda e enfadonha dos 6 anos da morte de Tim Lopes só vem a comprovar isso. Não houve telejornal ou periódico impresso que não tenha ligado um acontecimento ao outro. Não que os dois casos não tenham pontos em comum, mas certas analogias são descabidas, uma vez que foram dois crimes cometidos em épocas distintas, por criminosos de origens diferentes e por razões que pouco têm em comum. Vale sublinhar que a equipe do jornal O Dia foi torturada, durante mais de 7 horas, por um grupo de policiais. No entanto, a mídia não perdeu a chance de aproveitar o apelo emocional que a morte de Tim Lopes tem junto ao imaginário social. Com isso, reforça-se o cenário de medo que, entre diversas funções, exerce uma que é fundamental para a atual conjuntura político-social da cidade: legitimar a política de extermínio adotada pelo Estado como política de segurança pública.
Por outro lado, a mídia se mostra incapaz de tecer uma crítica mais profunda - ou nem isso – de fazer uma cobertura mais abrangente e próxima do real, sobre o surgimento e atuação das milícias. No Rio de Janeiro, é de pleno conhecimento da população as comunidades que são comandadas por milícias e, muitas vezes, quem são seus chefes. A Secretaria de Segurança do Estado e os meios de comunicação, ao que parece, são exceções. Desconhecem nomes e fatos.
As milícias e o Estado
Dois dias antes de o jornal O Dia divulgar o que aconteceu com sua equipe, a Polícia Federal cumpria 7 mandatos de prisão na cidade. No dia 29 do maio, foram presos entre outras pessoas, o ex-chefe da polícia civil (durante o governo Garotinho) Álvaro Lins e seu sogro. No mesmo dia o ex-governador Anthony Garotinho foi denunciado pelo Ministério Público, pelos mesmos motivos que levaram o deputado à prisão: lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada. Álvaro Lins ainda vai responder por contrabando e corrupção. Garotinho é presidente do PMDB no estado, mesmo partido do atual governador, Sérgio Cabral, do presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani e de Lins, deputado estadual.
A lista de deputados e vereadores do Rio envolvidos com as diversas denúncias do Ministério Público, sobre o esquema que envolve Lins e Garotinho, contém nomes de boa parte da bancada do PMDB e do DEM (partido do atual prefeito da capital, César Maia). Bancada esta, que em um ato de completa falta de bom senso e de vergonha perante a sociedade, votou a favor da revogação da prisão do deputado, solto no mesmo dia. De novo, a imprensa foi incapaz de cobrir os fatos com o mínimo de criticidade. Pelo contrário, quando estourou o escândalo, o jornal O Globo dedicou 6 páginas ao tema e destacou 25 repórteres para a cobertura. Em nenhum dos 11 títulos nas seis páginas aparece a sigla PMDB. E apenas um dos 14 subtítulos continha a legenda. No dia seguinte foram 9 títulos e 12 subtítulos, sem que a sigla PMDB aparecesse em nenhum deles. Apenas notas ocasionais como a do colunista Merval Pereira, no dia 3 de junho, que cita Leonardo Picciani (PMDB) como um dos envolvidos com o esquema de Álvaro Lins. No mesmo dia da coluna do Merval, o também colunista Ancelmo Gois noticiou que há políticos ligados à milícia da comunidade do Batan. Nada de surpreendente. Estranho é constatar que o Ancelmo sabe quem são, a Secretaria de Segurança não.*
Sobre a relação entre milícias, políticos e mais especificamente, entre aquelas e as recentes denúncias do Ministério Público, nenhum comentário na mídia e nenhuma atitude ou declaração por parte da Secretaria de Segurança Pública. O secretário se restringe a afirmar, em bom gauchês, que a quantidade de milícias no Rio caiu de 120 para menos de 100. Falta informar à população quais são as comunidades do Rio que eram dominadas por milícia e deixaram de ser, pois ninguém conhece. São sim de conhecimento geral, aquelas em que a milícia local repassou o comando a outra, por um valor considerável.
Fica claro que acabar com a violência na cidade não é, nem nunca foi interessante para o Estado. O plano de matança nas favelas, travestido de política de segurança pública, e de reorganização urbana (leia-se PAC) estão ligados à necessidade de conter a pressão que emana destes lugares e aprofundar o controle sobre os “pobres baderneiros”.
Se por um lado o Estado se omite e se transforma em uma máquina de extermínio, por outro, a mídia se anula e trata de informar parcialmente, uma vez que há interesses financeiros e de ordem política que vão além das vidas daqueles que estão sujeitos à violência. O acontecido com a equipe de O Dia merece ampla cobertura midiática e total dedicação da polícia carioca. Mas tratamento bem diferente é destinado aos moradores de comunidades e demais cidadãos que, diariamente, estão submetidos a situações similares - protagonizadas pelos milicianos ligados a políticos - ou à violência praticada pela própria polícia.
Não há como não recordar a professora Adriana Facina, que em artigo sobre a política de segurança pública, afirma que, atualmente, “matar é preciso”, já que "as promessas do maravilhoso mundo das mercadorias, que agregam valor aos que as possuem, são uma realidade cada vez mais distante para bilhões de pessoas”. É lamentável constatar, mas vivemos um tempo em que o pior dos crimes é ser pobre e em que o valor da vida é medido em papel moeda.
*Os dados sobre a cobertura do jornal O Globo foram obtidos com o jornal Fazendo Media – www.fazendomedia.com
Quarenta deputados estaduais votaram a favor do decreto legislativo que determinou a imediata revogação da prisão do deputado Álvaro Lins (PMDB), acusado, na operação Segurança Pública S/A, de chefiar um esquema de corrupção em delegacias. Outros 15 parlamentares votaram não, contra a medida. Saiba como cada deputado votou:
Pela libertação de Álvaro
ALESSANDRO CALAZANS (PMN)
ANABAL (PHS)
APARECIDA GAMA (PMDB)
ÁTILA NUNES (DEM)
AUDIR SANTANA (PSC)
BEATRIZ SANTOS (PRB)
CHIQUINHO DA MANGUEIRA (PMDB)
CORONEL JAIRO (PSC)
DÉLIO LEAL (PMDB)
DIONÍSIO LINS (PP)
DOMINGOS BRAZÃO (PMDB)
DR. WILSON CABRAL (PSB)
ÉDINO FONSECA (Prona)
EDSON ALBERTASSI (PMDB)
FÁBIO SILVA (PMDB)
GERALDO MOREIRA (PMN)
GERSON BERGHER (PSDB)
GLAUCO LOPES (PSDB)
GRAÇA MATOS (PMDB)
IRANILDO CAMPOS (PTB)
JOÃO PEDRO (DEM)
JOÃO PEIXOTO (PSDC)
JORGE BABU (PT)
JORGE PICCIANI (PMDB)
LUIZ PAULO (PSDB)
MARCELO SIMÃO (PHS)
MARCO FIGUEIREDO (PSC)
MARCUS VINICIUS (PTB)
MÁRIO MARQUES (PSDB)
NATALINO (DEM)
PAULO MELO (PMDB)
PEDRO PAULO (PSDB)
RAFAEL ALOISIO FREITAS (DEM)
ROGÉRIO CABRAL (PSB)
RONALDO MEDEIROS (PSB)
SHEILA GAMA (PDT)
SULA DO CARMO (PMDB)
TUCALO (PSC)
WALDETH BRASIEL (PL)
WILSON CABRAL (PSB)
Pela permanência de Álvaro na prisão
ALESSANDRO MOLON (PT)
CIDINHA CAMPOS (PDT)
COMTE BITTENCOURT (PPS)
DR. ALCIDES ROLIM (PT)
FERNANDO GUSMÃO (PCdoB)
FLÁVIO BOLSONARO (PP)
GILBERTO PALMARES (PT)
INÊS PANDELÓ (PT)
MARCELO FREIXO (PSOL)
NILTON SALOMÃO (PMDB)
OLNEY BOTELHO (PDT)
PAULO RAMOS (PDT)
RODRIGO NEVES (PT)
SABINO (PSC)
WAGNER MONTES (PDT)
Faltaram à votação
ÁLVARO LINS (PMDB) - o acusado
ALAIR CORRÊA (PMDB)
ALTINEU CORTES (PT)
ANDRÉ CORRÊA (PPS)
ANDRÉ DO PV (PV)
ARMANDO JOSÉ (PSB)
GRAÇA PEREIRA (DEM)
JODENIR SOARES (PTdoB)
JOSÉ NADER (PTB)
JOSÉ TÁVORA (DEM)
MARCOS ABRAHÃO (PSL)
NELSON GONÇALVES (PMDB)
PEDRO AUGUSTO (PMDB)
ROBERTO DINAMITE (PMDB)
ZITO (PSDB)
Polícia Federal e Ministério Público fecham o cerca contra a cúpula do PMDB do Rio. Cabral não vê nada, não ouve nada, não sabe de nada
“Ter na Assembléia Legislativa um deputado com a inteligência, a vibração, a energia, o caráter de Álvaro Lins para mim é fundamental como governador do estado do Rio de Janeiro. Fundamental, Álvaro. Fundamental”.
Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, durante a campanha de 2006, em evento no Tijuca Tênis Clube, no Rio
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Texto de Marianna Araujo, jornalista
Na sua edição de 31 de maio, o jornal carioca O Dia noticiou que uma de suas equipes de reportagem foi presa e torturada pela milícia que domina a Favela do Batan, no bairro de Realengo. A agressão sofrida pelos jornalistas, assim como todo tipo de tortura que é praticado diariamente neste país, deixa claro como estamos longe de viver em uma democracia e que há muita luta pela frente para que possamos alcançar um patamar que vá além do sufrágio universal.
A cobertura da mídia sobre o caso, como é comum acontecer na cobertura de crimes bárbaros e hediondos, tendeu a espetacularização (esse assunto foi abordado por mim em artigo publicado neste jornal sobre a cobertura do assassinato de João Hélio na edição número 24, de julho de 2007). A exploração absurda e enfadonha dos 6 anos da morte de Tim Lopes só vem a comprovar isso. Não houve telejornal ou periódico impresso que não tenha ligado um acontecimento ao outro. Não que os dois casos não tenham pontos em comum, mas certas analogias são descabidas, uma vez que foram dois crimes cometidos em épocas distintas, por criminosos de origens diferentes e por razões que pouco têm em comum. Vale sublinhar que a equipe do jornal O Dia foi torturada, durante mais de 7 horas, por um grupo de policiais. No entanto, a mídia não perdeu a chance de aproveitar o apelo emocional que a morte de Tim Lopes tem junto ao imaginário social. Com isso, reforça-se o cenário de medo que, entre diversas funções, exerce uma que é fundamental para a atual conjuntura político-social da cidade: legitimar a política de extermínio adotada pelo Estado como política de segurança pública.
Por outro lado, a mídia se mostra incapaz de tecer uma crítica mais profunda - ou nem isso – de fazer uma cobertura mais abrangente e próxima do real, sobre o surgimento e atuação das milícias. No Rio de Janeiro, é de pleno conhecimento da população as comunidades que são comandadas por milícias e, muitas vezes, quem são seus chefes. A Secretaria de Segurança do Estado e os meios de comunicação, ao que parece, são exceções. Desconhecem nomes e fatos.
As milícias e o Estado
Dois dias antes de o jornal O Dia divulgar o que aconteceu com sua equipe, a Polícia Federal cumpria 7 mandatos de prisão na cidade. No dia 29 do maio, foram presos entre outras pessoas, o ex-chefe da polícia civil (durante o governo Garotinho) Álvaro Lins e seu sogro. No mesmo dia o ex-governador Anthony Garotinho foi denunciado pelo Ministério Público, pelos mesmos motivos que levaram o deputado à prisão: lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada. Álvaro Lins ainda vai responder por contrabando e corrupção. Garotinho é presidente do PMDB no estado, mesmo partido do atual governador, Sérgio Cabral, do presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani e de Lins, deputado estadual.
A lista de deputados e vereadores do Rio envolvidos com as diversas denúncias do Ministério Público, sobre o esquema que envolve Lins e Garotinho, contém nomes de boa parte da bancada do PMDB e do DEM (partido do atual prefeito da capital, César Maia). Bancada esta, que em um ato de completa falta de bom senso e de vergonha perante a sociedade, votou a favor da revogação da prisão do deputado, solto no mesmo dia. De novo, a imprensa foi incapaz de cobrir os fatos com o mínimo de criticidade. Pelo contrário, quando estourou o escândalo, o jornal O Globo dedicou 6 páginas ao tema e destacou 25 repórteres para a cobertura. Em nenhum dos 11 títulos nas seis páginas aparece a sigla PMDB. E apenas um dos 14 subtítulos continha a legenda. No dia seguinte foram 9 títulos e 12 subtítulos, sem que a sigla PMDB aparecesse em nenhum deles. Apenas notas ocasionais como a do colunista Merval Pereira, no dia 3 de junho, que cita Leonardo Picciani (PMDB) como um dos envolvidos com o esquema de Álvaro Lins. No mesmo dia da coluna do Merval, o também colunista Ancelmo Gois noticiou que há políticos ligados à milícia da comunidade do Batan. Nada de surpreendente. Estranho é constatar que o Ancelmo sabe quem são, a Secretaria de Segurança não.*
Sobre a relação entre milícias, políticos e mais especificamente, entre aquelas e as recentes denúncias do Ministério Público, nenhum comentário na mídia e nenhuma atitude ou declaração por parte da Secretaria de Segurança Pública. O secretário se restringe a afirmar, em bom gauchês, que a quantidade de milícias no Rio caiu de 120 para menos de 100. Falta informar à população quais são as comunidades do Rio que eram dominadas por milícia e deixaram de ser, pois ninguém conhece. São sim de conhecimento geral, aquelas em que a milícia local repassou o comando a outra, por um valor considerável.
Fica claro que acabar com a violência na cidade não é, nem nunca foi interessante para o Estado. O plano de matança nas favelas, travestido de política de segurança pública, e de reorganização urbana (leia-se PAC) estão ligados à necessidade de conter a pressão que emana destes lugares e aprofundar o controle sobre os “pobres baderneiros”.
Se por um lado o Estado se omite e se transforma em uma máquina de extermínio, por outro, a mídia se anula e trata de informar parcialmente, uma vez que há interesses financeiros e de ordem política que vão além das vidas daqueles que estão sujeitos à violência. O acontecido com a equipe de O Dia merece ampla cobertura midiática e total dedicação da polícia carioca. Mas tratamento bem diferente é destinado aos moradores de comunidades e demais cidadãos que, diariamente, estão submetidos a situações similares - protagonizadas pelos milicianos ligados a políticos - ou à violência praticada pela própria polícia.
Não há como não recordar a professora Adriana Facina, que em artigo sobre a política de segurança pública, afirma que, atualmente, “matar é preciso”, já que "as promessas do maravilhoso mundo das mercadorias, que agregam valor aos que as possuem, são uma realidade cada vez mais distante para bilhões de pessoas”. É lamentável constatar, mas vivemos um tempo em que o pior dos crimes é ser pobre e em que o valor da vida é medido em papel moeda.
*Os dados sobre a cobertura do jornal O Globo foram obtidos com o jornal Fazendo Media – www.fazendomedia.com
Quarenta deputados estaduais votaram a favor do decreto legislativo que determinou a imediata revogação da prisão do deputado Álvaro Lins (PMDB), acusado, na operação Segurança Pública S/A, de chefiar um esquema de corrupção em delegacias. Outros 15 parlamentares votaram não, contra a medida. Saiba como cada deputado votou:
Pela libertação de Álvaro
ALESSANDRO CALAZANS (PMN)
ANABAL (PHS)
APARECIDA GAMA (PMDB)
ÁTILA NUNES (DEM)
AUDIR SANTANA (PSC)
BEATRIZ SANTOS (PRB)
CHIQUINHO DA MANGUEIRA (PMDB)
CORONEL JAIRO (PSC)
DÉLIO LEAL (PMDB)
DIONÍSIO LINS (PP)
DOMINGOS BRAZÃO (PMDB)
DR. WILSON CABRAL (PSB)
ÉDINO FONSECA (Prona)
EDSON ALBERTASSI (PMDB)
FÁBIO SILVA (PMDB)
GERALDO MOREIRA (PMN)
GERSON BERGHER (PSDB)
GLAUCO LOPES (PSDB)
GRAÇA MATOS (PMDB)
IRANILDO CAMPOS (PTB)
JOÃO PEDRO (DEM)
JOÃO PEIXOTO (PSDC)
JORGE BABU (PT)
JORGE PICCIANI (PMDB)
LUIZ PAULO (PSDB)
MARCELO SIMÃO (PHS)
MARCO FIGUEIREDO (PSC)
MARCUS VINICIUS (PTB)
MÁRIO MARQUES (PSDB)
NATALINO (DEM)
PAULO MELO (PMDB)
PEDRO PAULO (PSDB)
RAFAEL ALOISIO FREITAS (DEM)
ROGÉRIO CABRAL (PSB)
RONALDO MEDEIROS (PSB)
SHEILA GAMA (PDT)
SULA DO CARMO (PMDB)
TUCALO (PSC)
WALDETH BRASIEL (PL)
WILSON CABRAL (PSB)
Pela permanência de Álvaro na prisão
ALESSANDRO MOLON (PT)
CIDINHA CAMPOS (PDT)
COMTE BITTENCOURT (PPS)
DR. ALCIDES ROLIM (PT)
FERNANDO GUSMÃO (PCdoB)
FLÁVIO BOLSONARO (PP)
GILBERTO PALMARES (PT)
INÊS PANDELÓ (PT)
MARCELO FREIXO (PSOL)
NILTON SALOMÃO (PMDB)
OLNEY BOTELHO (PDT)
PAULO RAMOS (PDT)
RODRIGO NEVES (PT)
SABINO (PSC)
WAGNER MONTES (PDT)
Faltaram à votação
ÁLVARO LINS (PMDB) - o acusado
ALAIR CORRÊA (PMDB)
ALTINEU CORTES (PT)
ANDRÉ CORRÊA (PPS)
ANDRÉ DO PV (PV)
ARMANDO JOSÉ (PSB)
GRAÇA PEREIRA (DEM)
JODENIR SOARES (PTdoB)
JOSÉ NADER (PTB)
JOSÉ TÁVORA (DEM)
MARCOS ABRAHÃO (PSL)
NELSON GONÇALVES (PMDB)
PEDRO AUGUSTO (PMDB)
ROBERTO DINAMITE (PMDB)
ZITO (PSDB)
sábado, 14 de junho de 2008
MEC supervisiona Medicina de Valença
Por baixo rendimento no Enade, o curso de medicina do Centro de Ensino Superior de Valença será supervisionado pelo MEC
O curso de medicina do Centro de Ensino Superior de Valença ficou com conceito 2 na última avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Por esse motivo, segundo anúncio do Ministro da Educação, Fernando Haddad, veiculado na imprensa no dia 29 de abril, todas as instituições cujos cursos de medicina apresentaram resultados insatisfatórios nos processos avaliativos terão de oferecer diagnóstico sobre o desempenho, com medidas para sanar as deficiências identificadas.
O diagnóstico deve abordar a organização didático-pedagógica; a integração do curso com os sistemas local e regional de saúde; o perfil do quadro discente; a oferta de vagas nos processos seletivos de 2008, com especificação daquelas ocupadas nos referidos processos e o número de concluintes em 2007; o perfil do quadro docente, incluindo titulação e regime de trabalho, composição e atuação do núcleo docente estruturante, colegiado e coordenação de curso; a infra-estrutura, com identificação das condições de oferta das disciplinas de práticas médicas, em especial o estágio curricular, condições da biblioteca e produção científica.
O que pode acontecer
A FAA já recebeu o relatório do MEC e está preparando um documento para propor as medidas a serem tomadas pela Faculdade de Medicina de Valença, com a proposição de melhorar o curso nos quesitos em que a avaliação detectou como frágeis.
Caso a Secretaria de Educação Superior(SESu/MEC) considere as medidas apresentadas suficientes para corrigir as deficiências, poderá celebrar termo de saneamento com a instituição de ensino. Porém, se esta discordar do diagnóstico sobre os problemas identificados pela avaliação, o MEC poderá realizar visita ao curso e instaurar processo administrativo para aplicação de penalidades.
As sanções incluem desativação de cursos e habilitações, suspensão temporária de prerrogativas de autonomia e da abertura de processo seletivo de cursos de graduação ou cassação do reconhecimento de curso.
Na lista das Instituições de Ensino Superior que terão o curso de medicina avaliadas pelo MEC estão, além do Centro de Ensino Superior de Valença, o Centro Universitário de Volta Redonda, a Universidade Severino Sombra, de Vassouras e mais 14 entidades. No total foram avaliados 103 cursos em instituições públicas e privadas.
O curso de medicina do Centro de Ensino Superior de Valença ficou com conceito 2 na última avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Por esse motivo, segundo anúncio do Ministro da Educação, Fernando Haddad, veiculado na imprensa no dia 29 de abril, todas as instituições cujos cursos de medicina apresentaram resultados insatisfatórios nos processos avaliativos terão de oferecer diagnóstico sobre o desempenho, com medidas para sanar as deficiências identificadas.
O diagnóstico deve abordar a organização didático-pedagógica; a integração do curso com os sistemas local e regional de saúde; o perfil do quadro discente; a oferta de vagas nos processos seletivos de 2008, com especificação daquelas ocupadas nos referidos processos e o número de concluintes em 2007; o perfil do quadro docente, incluindo titulação e regime de trabalho, composição e atuação do núcleo docente estruturante, colegiado e coordenação de curso; a infra-estrutura, com identificação das condições de oferta das disciplinas de práticas médicas, em especial o estágio curricular, condições da biblioteca e produção científica.
O que pode acontecer
A FAA já recebeu o relatório do MEC e está preparando um documento para propor as medidas a serem tomadas pela Faculdade de Medicina de Valença, com a proposição de melhorar o curso nos quesitos em que a avaliação detectou como frágeis.
Caso a Secretaria de Educação Superior(SESu/MEC) considere as medidas apresentadas suficientes para corrigir as deficiências, poderá celebrar termo de saneamento com a instituição de ensino. Porém, se esta discordar do diagnóstico sobre os problemas identificados pela avaliação, o MEC poderá realizar visita ao curso e instaurar processo administrativo para aplicação de penalidades.
As sanções incluem desativação de cursos e habilitações, suspensão temporária de prerrogativas de autonomia e da abertura de processo seletivo de cursos de graduação ou cassação do reconhecimento de curso.
Na lista das Instituições de Ensino Superior que terão o curso de medicina avaliadas pelo MEC estão, além do Centro de Ensino Superior de Valença, o Centro Universitário de Volta Redonda, a Universidade Severino Sombra, de Vassouras e mais 14 entidades. No total foram avaliados 103 cursos em instituições públicas e privadas.
Marcadores:
Educação
sábado, 7 de junho de 2008
Feira Internacional da Cachaça
A Barril 39, cachaça feita em Valença (perto do Ronco D´Água) participará, juntamente com as Cachaças Chacrinha e Vilarejo e com o apoio da Prefeitura Municipal de Valença, da 2ª FEICA - Feira Internacional da Cachaça - que ocorrerá durante os dias 12, 13 e 14 de junho, das 16 às 22 horas na cidade do Samba, no Rio de Janeiro.
Você pode encontrar mais detalhes no site: http://www.feica.com.br/Venha prestigiar o evento e tomar uma cachaça conosco!
Um abraço,
Sergio Azevedo Jr.
Cachaça Barril 39
(24) 8138-6392
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Estelionato Eleitoral
Este é o texto na íntegra, que foi cortado e só utilizado uma frase, fora do contexto. A frase usada e o panfleto político ainda não tenho, mas em breve coloco aqui também.
O processo eleitoral em Valença mal começou e já se pode afirmar que uma parcela do eleitorado valenciano não está recebendo as devidas informações sobre o que realmente significam algumas candidaturas: ou seja, o eleitor pode estar comprando gato por lebre. Aquela velha máxima de Marx ainda é muito atual: a história sempre se repete ou como farsa ou como tragédia.
Em 2000, na eleição de Luiz Antônio, o ex-governador Antony Garotinho veio a Valença, discursou e prometeu a construção de mil casas populares, emprego e indústria para a cidade etc. O candidato à prefeitura prometeu dobrar os salários dos professores, prometeu orçamento participativo, prometeu melhorar o atendimento público etc. Nada disso aconteceu.
Agora a história se repete, com outro personagem. Vicente Guedes, prefeito de Rio das Flores, vem apoiado pelo governador Sérgio Cabral e pelo conselheiro do Tribunal de Contas José Graciosa. Apresenta-se como salvador da pátria - do mesmo modo que Luiz Antônio em 2000 e Fernando Graça em 2004. Mais uma vez Valença pode ser vítima de um estelionato eleitoral.
AS MENTIRAS DE CABRAL E A REALIDADE DE RIO DAS FLORES
O governador Sérgio Cabral em 2006, no auge da campanha no segundo turno contra a juíza Denise Frossard, enviou para casa de mais de CEM MIL professores e funcionários da educação estadual uma carta comprometendo-se com as reivindicações dos educadores (incorporar as gratificações do Programa Nova Escola, eleição para diretores de escolas, inclusão dos docentes I e II de 40 horas no Plano de Cargos e Salários, fim das terceirizações etc.). Prometeu e não cumpriu! O mesmo Sérgio Cabral em discurso em Rio das Flores, disse em alto e bom som que Valença precisa de uma figura como a de Vicente Guedes.
Segundo seus apoiadores, é que o prefeito revolucionou aquele município. Será que o eleitor valenciano sabe que somente 25% da água desta cidade é tratada? Será que a população de Valença sabe que quem fica doente naquela cidade tem que ser tratado em Valença? Será que o cidadão valenciano sabe que lá existe UM FUNCIONÁRIO PÚBLICO PARA UMA MÉDIA DE QUATORZE HABITANTES?
O LEGADO DOS EX-PREFEITOS
Nesta eleição estão na disputa pelo menos quatro ex-prefeitos/prefeitos. Álvaro Cabral, que foi apoiado à época por Luiz Antonio, teve dois momentos que não devem ser esquecidos: primeiro colocou o funcionalismo para receber em praça pública (mesmo discurso de Fernando Collor) e terminou seu mandato deixando a cidade com lixo acumulado por três meses e o funcionalismo e os fornecedores também por três meses sem receber....
O outro candidato é o atual prefeito Fábio Vieira, que poderia reunir melhores condições. Mas também não consegue, em função de equívocos irreparáveis, como por exemplo a privatização da água. No lugar de corrigir a situação herdada do governo anterior, o atual prefeito manteve o processo dando a concessão para outro empresário. Ou seja, nada mudou. Cercado, em muitos momentos de seu governo, pelos mesmos de sempre, Fábio não representou a ruptura que alguns esperavam.
É por isso que o eleitor deve ficar atento às promessas mirabolantes e aos esquemas das elites políticas da cidade. A solução pra Valença não passará por nenhuma proposta mirabolante ou salvadora. Todo o programa terá que ser elaborado com os setores da sociedade civil organizada. Valença não precisa de salvadores e sim de um projeto que tenha como prioridade o povo pobre de nossa cidade!
O processo eleitoral em Valença mal começou e já se pode afirmar que uma parcela do eleitorado valenciano não está recebendo as devidas informações sobre o que realmente significam algumas candidaturas: ou seja, o eleitor pode estar comprando gato por lebre. Aquela velha máxima de Marx ainda é muito atual: a história sempre se repete ou como farsa ou como tragédia.
Em 2000, na eleição de Luiz Antônio, o ex-governador Antony Garotinho veio a Valença, discursou e prometeu a construção de mil casas populares, emprego e indústria para a cidade etc. O candidato à prefeitura prometeu dobrar os salários dos professores, prometeu orçamento participativo, prometeu melhorar o atendimento público etc. Nada disso aconteceu.
Agora a história se repete, com outro personagem. Vicente Guedes, prefeito de Rio das Flores, vem apoiado pelo governador Sérgio Cabral e pelo conselheiro do Tribunal de Contas José Graciosa. Apresenta-se como salvador da pátria - do mesmo modo que Luiz Antônio em 2000 e Fernando Graça em 2004. Mais uma vez Valença pode ser vítima de um estelionato eleitoral.
AS MENTIRAS DE CABRAL E A REALIDADE DE RIO DAS FLORES
O governador Sérgio Cabral em 2006, no auge da campanha no segundo turno contra a juíza Denise Frossard, enviou para casa de mais de CEM MIL professores e funcionários da educação estadual uma carta comprometendo-se com as reivindicações dos educadores (incorporar as gratificações do Programa Nova Escola, eleição para diretores de escolas, inclusão dos docentes I e II de 40 horas no Plano de Cargos e Salários, fim das terceirizações etc.). Prometeu e não cumpriu! O mesmo Sérgio Cabral em discurso em Rio das Flores, disse em alto e bom som que Valença precisa de uma figura como a de Vicente Guedes.
Segundo seus apoiadores, é que o prefeito revolucionou aquele município. Será que o eleitor valenciano sabe que somente 25% da água desta cidade é tratada? Será que a população de Valença sabe que quem fica doente naquela cidade tem que ser tratado em Valença? Será que o cidadão valenciano sabe que lá existe UM FUNCIONÁRIO PÚBLICO PARA UMA MÉDIA DE QUATORZE HABITANTES?
O LEGADO DOS EX-PREFEITOS
Nesta eleição estão na disputa pelo menos quatro ex-prefeitos/prefeitos. Álvaro Cabral, que foi apoiado à época por Luiz Antonio, teve dois momentos que não devem ser esquecidos: primeiro colocou o funcionalismo para receber em praça pública (mesmo discurso de Fernando Collor) e terminou seu mandato deixando a cidade com lixo acumulado por três meses e o funcionalismo e os fornecedores também por três meses sem receber....
O outro candidato é o atual prefeito Fábio Vieira, que poderia reunir melhores condições. Mas também não consegue, em função de equívocos irreparáveis, como por exemplo a privatização da água. No lugar de corrigir a situação herdada do governo anterior, o atual prefeito manteve o processo dando a concessão para outro empresário. Ou seja, nada mudou. Cercado, em muitos momentos de seu governo, pelos mesmos de sempre, Fábio não representou a ruptura que alguns esperavam.
É por isso que o eleitor deve ficar atento às promessas mirabolantes e aos esquemas das elites políticas da cidade. A solução pra Valença não passará por nenhuma proposta mirabolante ou salvadora. Todo o programa terá que ser elaborado com os setores da sociedade civil organizada. Valença não precisa de salvadores e sim de um projeto que tenha como prioridade o povo pobre de nossa cidade!
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Eleições 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Esclarecimentos ao "jornal" Gazeta do Sul e outros panfletos.
Valença/RJ, 3 de Junho de 2008,
Nota de Esclarecimento sobre opiniões minhas reproduzidas, sem autorização, pelo panfleto “Gazeta do Sul”, que circulou na cidade no Sábado, 1º de Junho.
Tais opiniões, que versam sobre o cenário eleitoral de Valença, foram postadas originalmente no sítio de relacionamento “Orkut”, no dia 14 de Abril de 2008. Para quem não sabe, o “Orkut” é uma pagina da Internet acessada por mais de 30.000.000 de brasileiros(as) e, talvez, seja o espaço mais democrático de opiniões do planeta, assertivas ou não.
Assim, não tenho a ingenuidade de crer que aquilo que eu digo lá não vá chegar ao ouvido de quem interessa; e mais, cônscio disto, não furto assumir as responsabilidades sobre aquilo que falo e escrevo. Todavia, quando minhas palavras são editadas, sufocadas e/ou suprimidas, não me resta alternativa, a não ser socorrer-me aos veículos de informação sérios e responsáveis.
Sei que é insignificante para a sociedade esta pretensiosa nota de esclarecimento, mas, como cidadão de um estado de direitos, senti-me desrespeitado com a reprodução das minhas palavras, sem a minha consciência.
No citado impresso, é reproduzida somente a avaliação contrária a uma das pré-candidaturas ao executivo municipal, mas, quem lê o texto na íntegra, percebe que a minha crítica também se estende ao método de mais outros três pré-candidatos. E estas e outras informações foram suprimidas e/ou inseridas num contexto maniqueísta pela tal “Gazeta do Sul”.
Sem querer tomar mais o espaço destinado a assuntos infinitamente mais importantes do que os meus, envio em anexo a íntegra do comentário publicado e despeço-me renovando os votos de estima e admiração pelo trabalho. Boa sorte!
Íntegra do Texto publicado:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=131822&tid=2594132870684030768&start=1
Samir Resende G. Souza, cidadão valenciano
Nota de Esclarecimento sobre opiniões minhas reproduzidas, sem autorização, pelo panfleto “Gazeta do Sul”, que circulou na cidade no Sábado, 1º de Junho.
Tais opiniões, que versam sobre o cenário eleitoral de Valença, foram postadas originalmente no sítio de relacionamento “Orkut”, no dia 14 de Abril de 2008. Para quem não sabe, o “Orkut” é uma pagina da Internet acessada por mais de 30.000.000 de brasileiros(as) e, talvez, seja o espaço mais democrático de opiniões do planeta, assertivas ou não.
Assim, não tenho a ingenuidade de crer que aquilo que eu digo lá não vá chegar ao ouvido de quem interessa; e mais, cônscio disto, não furto assumir as responsabilidades sobre aquilo que falo e escrevo. Todavia, quando minhas palavras são editadas, sufocadas e/ou suprimidas, não me resta alternativa, a não ser socorrer-me aos veículos de informação sérios e responsáveis.
Sei que é insignificante para a sociedade esta pretensiosa nota de esclarecimento, mas, como cidadão de um estado de direitos, senti-me desrespeitado com a reprodução das minhas palavras, sem a minha consciência.
No citado impresso, é reproduzida somente a avaliação contrária a uma das pré-candidaturas ao executivo municipal, mas, quem lê o texto na íntegra, percebe que a minha crítica também se estende ao método de mais outros três pré-candidatos. E estas e outras informações foram suprimidas e/ou inseridas num contexto maniqueísta pela tal “Gazeta do Sul”.
Sem querer tomar mais o espaço destinado a assuntos infinitamente mais importantes do que os meus, envio em anexo a íntegra do comentário publicado e despeço-me renovando os votos de estima e admiração pelo trabalho. Boa sorte!
Íntegra do Texto publicado:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=131822&tid=2594132870684030768&start=1
Samir Resende G. Souza, cidadão valenciano
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Curso História do Cristianismo na FAA
A FAA está com inscrições abertas para o curso de pós-graduação em História do Cristianismo, voltado para profissionais de nível superior, em especial graduados em história e ciências humanas.
O curso será ministrado aos sábados e tem início em agosto. A coordenação é do professor Gilberto Angelozzi, mestre em história social pela Universidade Federal Fluminense e professor da FAA.
A proposta do curso é conhecer o nascimento e o desenvolvimento do pensamento cristão desde o século I até os nossos dias; analisar as relações entre o cristianismo, o Estado e a Economia, as culturas e religiões através dos séculos; compreender as transformações sofridas pelo pensamento cristão através da sua história; estudar a história do Cristianismo, que se enraizou no Ocidente e no Oriente na Antigüidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.
Mais informações e inscrições aqui
O curso será ministrado aos sábados e tem início em agosto. A coordenação é do professor Gilberto Angelozzi, mestre em história social pela Universidade Federal Fluminense e professor da FAA.
A proposta do curso é conhecer o nascimento e o desenvolvimento do pensamento cristão desde o século I até os nossos dias; analisar as relações entre o cristianismo, o Estado e a Economia, as culturas e religiões através dos séculos; compreender as transformações sofridas pelo pensamento cristão através da sua história; estudar a história do Cristianismo, que se enraizou no Ocidente e no Oriente na Antigüidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.
Mais informações e inscrições aqui
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Educação
Maradona: 'O Fluminense me fascina'

Maior ídolo da história do Boca Juniors revela admiração pelo rival da próxima quarta-feira
GLOBOESPORTE.COM
No Rio de Janeiro
Maior ídolo da história do Boca Juniors, Diego Maradona revelou hoje ao GLOBOESPORTE.COM o fascínio que tem pelo Fluminense. Segundo ele, a mágica que exerce a torcida tricolor quando o time entra em campo, produzindo uma verdadeira nuvem de pó-de-arroz no Maracanã, é capaz de enlouquecer qualquer um.
- Todo aquele pó branco, aquela mágica da torcida tricolor me fascina. É realmente impressionante toda aquela mística do Fluminense, uma coisa que só se encontra no Maracanã - afirmou o ídolo Xeneize.
Don Diego ainda revelou um sonho não realizado: atuar pelo Tricolor das Laranjeiras. "Sempre sonhei entrar em campo rodeado por toda aquela névoa branca. É realmente fascinante". Além disso, Maradona revelou a grande admiração que nutre pelo hoje coordenador de futebol do Fluminense Branco.
- Branco é sensacional, sempre gostei muito dele. Ele era capaz de deixar qualquer um maluco com suas magníficas atuações nas noites italianas - disse o ídolo argentino se referindo ao tempo em que ambos atuavam no futebol italiano.
sábado, 24 de maio de 2008
Produção musical em Valença! Dá-lhe rapaziada!
Nada melhor do que ver a galera produzir música em Valença, independente, na vontade, na esperança e com muita qualidade e alegria.
Abrimos espaço aqui no VQ para divulgar uma rapaziada de peso (menos que eu) e que faz muito sucesso pela área.
Elemento Akústico , lançamento do 2º CD - O Troco
Local: Fábrica
Dia 13 de junho
A partir das 23 horas
Não sei ainda o preço, mas deve ser R$ 5,00
O CD já está a venda pelo telefone (24) 8118-4270
Bagatela de R$10,00.

E a segunda atração é o nosso "showman" Baiano. O cara anima até velório! Não tem como ficar parado!

Jefferson Marques "O Baiano"
Essa capa é do disco "A minha vida", gravado ao vivo no Clube dos Fenianos
Produção: Douglas Lacerda
Participação especial: Elemento Akústico
Para comprar o CD basta ligar para (24)2452-0943 / 9822-6803.
Precinho de R$ 10,00.
Dá uma força aí! O troco é pouco, é quase nada...
Abrimos espaço aqui no VQ para divulgar uma rapaziada de peso (menos que eu) e que faz muito sucesso pela área.
Elemento Akústico , lançamento do 2º CD - O Troco
Local: Fábrica
Dia 13 de junho
A partir das 23 horas
Não sei ainda o preço, mas deve ser R$ 5,00
O CD já está a venda pelo telefone (24) 8118-4270
Bagatela de R$10,00.

E a segunda atração é o nosso "showman" Baiano. O cara anima até velório! Não tem como ficar parado!

Jefferson Marques "O Baiano"
Essa capa é do disco "A minha vida", gravado ao vivo no Clube dos Fenianos
Produção: Douglas Lacerda
Participação especial: Elemento Akústico
Para comprar o CD basta ligar para (24)2452-0943 / 9822-6803.
Precinho de R$ 10,00.
Dá uma força aí! O troco é pouco, é quase nada...
terça-feira, 20 de maio de 2008
Palestra para corretores de imóveis
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ) promove amanhã, dia 21, no Rotary Club de Valença, o Creci Cultural, “para aperfeiçoamento dos profissionais da intermediação imobiliária”.
O evento, gratuito, tem duas palestras e começa às sete da noite. Os temas são Aspectos Relevantes da Corretagem Imobiliária (apresentado por Fatima Santoro e Vera Senra) e Nova Garantia de Aluguel – produto que substitui o fiador (apresentado por Wellington Costa). No final do evento, coquetel para os participantes.
Os interessados em participar podem fazer as inscrições on-line - www.creci-rj.org.br - ou pelos telefones (24) 2453-4332 ou (21) 2509-6242, ramal 247.
O Rotary Club fica na Rua Bernardo Viana 38, Centro.
O evento, gratuito, tem duas palestras e começa às sete da noite. Os temas são Aspectos Relevantes da Corretagem Imobiliária (apresentado por Fatima Santoro e Vera Senra) e Nova Garantia de Aluguel – produto que substitui o fiador (apresentado por Wellington Costa). No final do evento, coquetel para os participantes.
Os interessados em participar podem fazer as inscrições on-line - www.creci-rj.org.br - ou pelos telefones (24) 2453-4332 ou (21) 2509-6242, ramal 247.
O Rotary Club fica na Rua Bernardo Viana 38, Centro.
sábado, 10 de maio de 2008
Trabalho e renda em Valença - a necessidade de uma revolução
Parte 2
Ensinos superior e técnico e a incubadora de empresas operárias
Apesar dos diversos problemas educacionais causados pelos políticos neoliberais e suas políticas de estado mínimo, Valença ainda pode se orgulhar de ter um dos melhores ensinos públicos do Estado do Rio, mesmo estando longe do ideal. Contudo, encontramos um grande gargalo quando falamos em acesso e manutenção no ensino superior.
Já que a única opção no município para o universitário é uma instituição privada, fica a pergunta: e os jovens que não têm condições de pagar pelos estudos e/ou morar em cidades com universidades públicas?
Uma das saídas aponta para o ensino técnico. Além de formar jovens qualificados para o mercado de trabalho, os centros técnicos são grandes motivadores da capacidade de inovação dos jovens. Inovação representada pela vontade de mudar sua realidade,
através de negócios que gerem renda, emprego e uma melhoria de suas condições de vida e da sociedade por conseqüência.
Percebemos assim que a educação está intimamente ligada aos fatores emprego e renda. Portanto, devemos atentar para o seguinte fato: num município empobrecido como o nosso, o jovem está sendo estimulado em seu ambiente de estudos para a criação de novos negócios? A resposta é clara: não! “Se nem há dinheiro circulando em Valença, imagine pensar em criar mais um negócio!”, dirão alguns. Então, está mais que na hora de sairmos da mesmice, pensarmos alternativas e colocá-las em prática!
Em breve teremos o CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) com alguns cursos que supostamente atenderão às necessidades da região. Porém, apesar de ser uma excelente escola, sabemos que não adianta formar empregados se não há fomento e condições para geração de novos postos de trabalho. Logo, precisamos que esses jovens não só saiam formados do CEFET, como também recebam estímulo e estrutura para gerar novos negócios no município.
E neste ponto entrariam dois atores fundamentais: FAA e Prefeitura. A Fundação articulando o ensino superior com o técnico, através de uma incubadora de empresas operárias, sendo estas geridas pelos próprios alunos-trabalhadores. E a Prefeitura conseguindo aporte financeiro e parcerias com instituições de fomento (SEBRAE, FINEP, Banco do Brasil etc), incentivando a pesquisa, divulgando as empresas e buscando novas oportunidades de negócio em Valença e região.
Desenvolver nos alunos a capacidade de criar negócios é um grande passo para resolver os problemas do primeiro emprego e da circulação de renda. Portanto, estaríamos, ao mesmo tempo, incluindo o jovem no mercado de trabalho e desenvolvendo tecnologias capazes de, por exemplo, estimular o fortalecimento e desenvolvimento das culturas populares e a criação de um centro de inovação tecnológica do manejo do solo e de práticas agroecológicas.
Enfim, uma gama enorme de oportunidades que podem ser descobertas apenas oferecendo condições aos jovens de decidirem seu próprio destino e construí-lo com suas mãos.
Bebeto
Engenheiro de Produção
cafo83@yahoo.com.br
Ensinos superior e técnico e a incubadora de empresas operárias
Apesar dos diversos problemas educacionais causados pelos políticos neoliberais e suas políticas de estado mínimo, Valença ainda pode se orgulhar de ter um dos melhores ensinos públicos do Estado do Rio, mesmo estando longe do ideal. Contudo, encontramos um grande gargalo quando falamos em acesso e manutenção no ensino superior.
Já que a única opção no município para o universitário é uma instituição privada, fica a pergunta: e os jovens que não têm condições de pagar pelos estudos e/ou morar em cidades com universidades públicas?
Uma das saídas aponta para o ensino técnico. Além de formar jovens qualificados para o mercado de trabalho, os centros técnicos são grandes motivadores da capacidade de inovação dos jovens. Inovação representada pela vontade de mudar sua realidade,
Percebemos assim que a educação está intimamente ligada aos fatores emprego e renda. Portanto, devemos atentar para o seguinte fato: num município empobrecido como o nosso, o jovem está sendo estimulado em seu ambiente de estudos para a criação de novos negócios? A resposta é clara: não! “Se nem há dinheiro circulando em Valença, imagine pensar em criar mais um negócio!”, dirão alguns. Então, está mais que na hora de sairmos da mesmice, pensarmos alternativas e colocá-las em prática!
Em breve teremos o CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) com alguns cursos que supostamente atenderão às necessidades da região. Porém, apesar de ser uma excelente escola, sabemos que não adianta formar empregados se não há fomento e condições para geração de novos postos de trabalho. Logo, precisamos que esses jovens não só saiam formados do CEFET, como também recebam estímulo e estrutura para gerar novos negócios no município.
E neste ponto entrariam dois atores fundamentais: FAA e Prefeitura. A Fundação articulando o ensino superior com o técnico, através de uma incubadora de empresas operárias, sendo estas geridas pelos próprios alunos-trabalhadores. E a Prefeitura conseguindo aporte financeiro e parcerias com instituições de fomento (SEBRAE, FINEP, Banco do Brasil etc), incentivando a pesquisa, divulgando as empresas e buscando novas oportunidades de negócio em Valença e região.
Desenvolver nos alunos a capacidade de criar negócios é um grande passo para resolver os problemas do primeiro emprego e da circulação de renda. Portanto, estaríamos, ao mesmo tempo, incluindo o jovem no mercado de trabalho e desenvolvendo tecnologias capazes de, por exemplo, estimular o fortalecimento e desenvolvimento das culturas populares e a criação de um centro de inovação tecnológica do manejo do solo e de práticas agroecológicas.
Enfim, uma gama enorme de oportunidades que podem ser descobertas apenas oferecendo condições aos jovens de decidirem seu próprio destino e construí-lo com suas mãos.
Bebeto
Engenheiro de Produção
cafo83@yahoo.com.br
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Créééuuu
Mesmo para aqueles que não gostam de política, eis aqui um momento memorável que em nada lembra a imunda e inerte politicagem brasileira. Trata-se da resposta dada por Dilma Roussef ao DEMOcrata José Agripino na CPI dos cartões corporativos. A fala é emocionada e concluída de forma brilhante, para não nos deixar esquecer que mesmo a indiferença é uma tomada de posição:
- Eu acredito, senador, que nós estávamos em momento diversos da nossa vida em 70. Eu asseguro para o senhor que eu tinha entre 19 e 21 anos e de fato combati a ditadura.
Como bem disse um amigo no bar ontem, o problema da Dilma é só um: ela é PT.
Leia aqui
- Eu acredito, senador, que nós estávamos em momento diversos da nossa vida em 70. Eu asseguro para o senhor que eu tinha entre 19 e 21 anos e de fato combati a ditadura.
Como bem disse um amigo no bar ontem, o problema da Dilma é só um: ela é PT.
Leia aqui
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Trabalho e renda em Valença – a necessidade de uma revolução
Parte 1
Vivemos em Valença mais uma crise. Desta vez, aliada ao colapso econômico provocado pelas políticas neoliberais dos últimos anos - que causaram o fechamento da maioria de nossas fábricas -, acompanhamos o definhar dos latifúndios e das famílias “tradicionais” valencianas, os grandes mantenedores do conservadorismo político, do aparelhamento das instituições públicas e privadas e, porque não dizer, do atraso econômico ao qual estamos habituados. E, para que este período seja logo superado, uma revolução precisa ser iniciada se realmente quisermos ver Valença em novos rumos.
Elites e reforma agrária
Falar “trabalho e renda” em Valença passa necessariamente pelo fim da importância que se deu até hoje às elites político-fundiárias e suas práticas antiquadas de produção e comercialização, além dos abusos nas relações com os trabalhadores e com o meio ambiente. Precisamos, ainda, impedir que estas elites continuem a se apropriar dos recursos da educação pública e que finquem suas raízes em nossa instituição de ensino superior. Basta!
Num município rural, empobrecido e com poucos recursos financeiros como Valença, há a necessidade de criarmos uma nova relação trabalho-terra. Enquanto os latifúndios ocupam centenas de hectares com meia dúzia de gado, os jovens são praticamente obrigados a buscar oportunidades em outras cidades.
Por isso, lutar pela reforma agrária em Valença significa solução não apenas para os setores do campo, mas para toda a sociedade. Reforma agrária é verdadeiramente um fator de geração de emprego e renda, de redução do êxodo rural e da superlotação das cidades.
Somos o segundo maior município em extensão territorial do Estado do Rio de Janeiro e compramos a maioria dos nossos alimentos em Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Quebrar o latifúndio e motivar a ocupação do campo por cooperativas familiares, com práticas responsáveis de produção (sem agrotóxicos, sem sementes modificadas geneticamente, com o manejo correto do solo) e em sintonia com a preservação ambiental, propiciará uma verdadeira revolução econômica e social em Valença e região.
Uma revolução porque junto a toda essa motivação para a ocupação do espaço rural, haverá a necessidade de um novo modelo de educação voltada ao emprego: a criação de centros públicos de inovação tecnológica e de centros de ensino popular libertários (universidades e escolas técnicas populares). Afinal, quem disse que queremos escola que ensine AGRONEGÓCIO?
Bebeto
Vivemos em Valença mais uma crise. Desta vez, aliada ao colapso econômico provocado pelas políticas neoliberais dos últimos anos - que causaram o fechamento da maioria de nossas fábricas -, acompanhamos o definhar dos latifúndios e das famílias “tradicionais” valencianas, os grandes mantenedores do conservadorismo político, do aparelhamento das instituições públicas e privadas e, porque não dizer, do atraso econômico ao qual estamos habituados. E, para que este período seja logo superado, uma revolução precisa ser iniciada se realmente quisermos ver Valença em novos rumos.
Elites e reforma agrária
Falar “trabalho e renda” em Valença passa necessariamente pelo fim da importância que se deu até hoje às elites político-fundiárias e suas práticas antiquadas de produção e comercialização, além dos abusos nas relações com os trabalhadores e com o meio ambiente. Precisamos, ainda, impedir que estas elites continuem a se apropriar dos recursos da educação pública e que finquem suas raízes em nossa instituição de ensino superior. Basta!
Num município rural, empobrecido e com poucos recursos financeiros como Valença, há a necessidade de criarmos uma nova relação trabalho-terra. Enquanto os latifúndios ocupam centenas de hectares com meia dúzia de gado, os jovens são praticamente obrigados a buscar oportunidades em outras cidades.
Por isso, lutar pela reforma agrária em Valença significa solução não apenas para os setores do campo, mas para toda a sociedade. Reforma agrária é verdadeiramente um fator de geração de emprego e renda, de redução do êxodo rural e da superlotação das cidades.
Somos o segundo maior município em extensão territorial do Estado do Rio de Janeiro e compramos a maioria dos nossos alimentos em Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Quebrar o latifúndio e motivar a ocupação do campo por cooperativas familiares, com práticas responsáveis de produção (sem agrotóxicos, sem sementes modificadas geneticamente, com o manejo correto do solo) e em sintonia com a preservação ambiental, propiciará uma verdadeira revolução econômica e social em Valença e região.
Uma revolução porque junto a toda essa motivação para a ocupação do espaço rural, haverá a necessidade de um novo modelo de educação voltada ao emprego: a criação de centros públicos de inovação tecnológica e de centros de ensino popular libertários (universidades e escolas técnicas populares). Afinal, quem disse que queremos escola que ensine AGRONEGÓCIO?
Bebeto
quarta-feira, 30 de abril de 2008
I Conferência Nacional de Juventude
Hoje terminou a I Conferência Nacional de Juventude, em Brasília (que começou no domingo dia 27 de abril). Dela, foram deliberadas 22 prioridades, que listo abaixo. Mais informações sobre a Conferência em www.juventude.gov.br/conferencia.
Prioridades da Conferência Nacional de Juventude
1
Jovens negros e negras
Reconhecimento e aplicação, pelo poder público, transformando em políticas públicas de juventude as resoluções do 1º Encontro Nacional de Juventude Negra (ENJUNE), priorizando as mesmas como diretrizes étnico/raciais de/para/com as juventudes.
634 Votos
Jovens negros e negras
Reconhecimento e aplicação, pelo poder público, transformando em políticas públicas de juventude as resoluções do 1º Encontro Nacional de Juventude Negra (ENJUNE), priorizando as mesmas como diretrizes étnico/raciais de/para/com as juventudes.
634 Votos
2
Educação básica – elevação da escolaridade
Destinar parte da verba da educação no ensino básico para o modelo integral e pedagógico do CIEP’s ( Centros Integrados de Educação Pública).
547 Votos
Educação básica – elevação da escolaridade
Destinar parte da verba da educação no ensino básico para o modelo integral e pedagógico do CIEP’s ( Centros Integrados de Educação Pública).
547 Votos
3
Fortalecimento institucional
Aprovação pelo Congresso Nacional do marco legal da juventude: regime de urgência da PEC n.º 138-B/2003, Plano Nacional de Juventude e Estatuto dos Direitos da Juventude PL 27/2007.
531 Votos
Fortalecimento institucional
Aprovação pelo Congresso Nacional do marco legal da juventude: regime de urgência da PEC n.º 138-B/2003, Plano Nacional de Juventude e Estatuto dos Direitos da Juventude PL 27/2007.
531 Votos
4
Meio Ambiente
Criar uma política nacional de juventude e meio ambiente que inclua o “Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente”, institucionalizado em PPA (Plano Plurianual), com a participação dos jovens nos processos de construção, execução, avaliação e decisão, bem como da Agenda 21 da Juventude que fortaleça os movimentos juvenis no enfrentamento da grave crise ambiental global e planetária, com a construção de sociedades sustentáveis.
521 Votos
Meio Ambiente
Criar uma política nacional de juventude e meio ambiente que inclua o “Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente”, institucionalizado em PPA (Plano Plurianual), com a participação dos jovens nos processos de construção, execução, avaliação e decisão, bem como da Agenda 21 da Juventude que fortaleça os movimentos juvenis no enfrentamento da grave crise ambiental global e planetária, com a construção de sociedades sustentáveis.
521 Votos
5
Esporte
Ampliar e qualificar os programas e projetos de esporte, em todas as esferas públicas, enquanto políticas de Estado, tais como os programas Esporte e Lazer da Cidade, Bolsa Atleta e Segundo Tempo com núcleos nas escolas, universidades e comunidades, democratizando o acesso ao esporte e ao lazer a jovens, articulados com outros programas existentes.
520 Votos
Esporte
Ampliar e qualificar os programas e projetos de esporte, em todas as esferas públicas, enquanto políticas de Estado, tais como os programas Esporte e Lazer da Cidade, Bolsa Atleta e Segundo Tempo com núcleos nas escolas, universidades e comunidades, democratizando o acesso ao esporte e ao lazer a jovens, articulados com outros programas existentes.
520 Votos
6
Juventude do campo
Garantir o acesso à terra ao jovem e à jovem rural, na faixa etária de 16 a 32 anos, independente do estado civil, por meio da reforma agrária, priorizando este segmento nas metas do Programa de Reforma Agrária do Governo Federal, atendendo a sua diversidade de identidades sociais, e, em especial aos remanescentes de trabalho escravo. É fundamental a revisão dos índices de produtividade e o estabelecimento do limite da propriedade para 35 módulos fiscais.
515 Votos
Juventude do campo
Garantir o acesso à terra ao jovem e à jovem rural, na faixa etária de 16 a 32 anos, independente do estado civil, por meio da reforma agrária, priorizando este segmento nas metas do Programa de Reforma Agrária do Governo Federal, atendendo a sua diversidade de identidades sociais, e, em especial aos remanescentes de trabalho escravo. É fundamental a revisão dos índices de produtividade e o estabelecimento do limite da propriedade para 35 módulos fiscais.
515 Votos
7
Trabalho
Reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários, conforme campanha nacional unificada promovida pelas centrais sindicais.
471 Votos
Trabalho
Reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários, conforme campanha nacional unificada promovida pelas centrais sindicais.
471 Votos
8
Educação Superior
Defendemos que a ampliação do investimento em educação é fator imprescindível para construirmos uma educação de qualidade para todos e todas e que consiga contribuir para o desenvolvimento do País. Para tanto, defendemos o investimento de 10% do PIB em educação. Para atingir este percentual reivindicamos o fim da desvinculação das receitas da união (DRU) e a derrubada dos vetos ao PNE (Plano Nacional de Educação). Reivindicamos que 14% dos recursos destinado as universidades federais seja destinado exclusivamente à assistência estudantil por meio da criação de uma rubrica específica. Defendemos também a ampliação dos recursos em assistência estudantil para estudantes do PROUNI e para estudantes de baixa renda de universidades privadas. Garantir a transparência e democracia na aplicação dos recursos.
455 Votos
Educação Superior
Defendemos que a ampliação do investimento em educação é fator imprescindível para construirmos uma educação de qualidade para todos e todas e que consiga contribuir para o desenvolvimento do País. Para tanto, defendemos o investimento de 10% do PIB em educação. Para atingir este percentual reivindicamos o fim da desvinculação das receitas da união (DRU) e a derrubada dos vetos ao PNE (Plano Nacional de Educação). Reivindicamos que 14% dos recursos destinado as universidades federais seja destinado exclusivamente à assistência estudantil por meio da criação de uma rubrica específica. Defendemos também a ampliação dos recursos em assistência estudantil para estudantes do PROUNI e para estudantes de baixa renda de universidades privadas. Garantir a transparência e democracia na aplicação dos recursos.
455 Votos
9
Cultura
Criação, em todos os municípios, de espaços culturais públicos, descentralizados, com gestão compartilhada e financiamento direto do estado, que atendam às especificidades dos jovens e que tenham programação permanente e de qualidade. Os espaços, sejam eles construções novas, desapropriações de imóveis desocupados ou organizações da sociedade civil já estabelecidas, devem ter condições de abrigar as mais diversas manifestações artísticas e culturais, possibilitando o aprendizado, a fruição e a apresentação da produção cultural da juventude. Reconhecer e incentivar o hip hop como manifestação cultural e artística.
453 Votos
Cultura
Criação, em todos os municípios, de espaços culturais públicos, descentralizados, com gestão compartilhada e financiamento direto do estado, que atendam às especificidades dos jovens e que tenham programação permanente e de qualidade. Os espaços, sejam eles construções novas, desapropriações de imóveis desocupados ou organizações da sociedade civil já estabelecidas, devem ter condições de abrigar as mais diversas manifestações artísticas e culturais, possibilitando o aprendizado, a fruição e a apresentação da produção cultural da juventude. Reconhecer e incentivar o hip hop como manifestação cultural e artística.
453 Votos
10
Política e Participação
Criar o Sistema Nacional de Juventude, composto por Órgãos de Juventude (Secretarias/coordenadorias e outros) nas três esferas do Governo, com dotação orçamentária específica; Conselhos de Juventude eleitos democraticamente, com caráter deliberativo, com a garantia de recursos financeiros, físicos e humanos; Fundos Nacional, estaduais e municipais de Juventude, com acompanhamento e controle social, ficando condicionado o repasse de verbas federais de programas de projetos de juventude à adesão dos estados e municípios a esse Sistema.
428 Votos
Política e Participação
Criar o Sistema Nacional de Juventude, composto por Órgãos de Juventude (Secretarias/coordenadorias e outros) nas três esferas do Governo, com dotação orçamentária específica; Conselhos de Juventude eleitos democraticamente, com caráter deliberativo, com a garantia de recursos financeiros, físicos e humanos; Fundos Nacional, estaduais e municipais de Juventude, com acompanhamento e controle social, ficando condicionado o repasse de verbas federais de programas de projetos de juventude à adesão dos estados e municípios a esse Sistema.
428 Votos
11
Jovens mulheres
Implementar políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto.
378 Votos
Jovens mulheres
Implementar políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto.
378 Votos
12
Segurança
Contra a redução da maioridade penal, pela aplicação efetiva do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA
365 Votos
Segurança
Contra a redução da maioridade penal, pela aplicação efetiva do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA
365 Votos
13
Política e participação
Garantir uma ampla reforma política que, além do financiamento público de campanha, assegure a participação massiva da Juventude nos partidos políticos, com garantia de cota mínima de 15% para jovens de 18 a 29 anos nas coligações, com respeito ao recorte étnico-racial e garantindo a paridade de gênero; Mudança na faixa-etária da elegibilidade garantindo como idade mínima de 18 anos para vereador, prefeito, deputados estaduais, distritais e federais e 27 anos para senador, governador e presidente da República.
360 Votos
Política e participação
Garantir uma ampla reforma política que, além do financiamento público de campanha, assegure a participação massiva da Juventude nos partidos políticos, com garantia de cota mínima de 15% para jovens de 18 a 29 anos nas coligações, com respeito ao recorte étnico-racial e garantindo a paridade de gênero; Mudança na faixa-etária da elegibilidade garantindo como idade mínima de 18 anos para vereador, prefeito, deputados estaduais, distritais e federais e 27 anos para senador, governador e presidente da República.
360 Votos
14
Outros temas
Fim da obrigatoriedade do serviço militar, e criação de programas alternativos de serviços sociais não obrigatórios.
336 Votos
Outros temas
Fim da obrigatoriedade do serviço militar, e criação de programas alternativos de serviços sociais não obrigatórios.
336 Votos
15
Fortaleci-mento institucional
Criar o Sistema Nacional de Políticas Públicas de Juventude que confira status de Ministério à Secretaria Nacional de Juventude, exigindo que a adesão de estados e municípios seja condicionada à existência de órgão gestor específico e respectivo conselho de juventude. A partir de dezembro de 2009, os recursos do Fundo Nacional de Juventude, do ProJovem e demais programas de juventude, apenas continuarão a ser repassados aos estados e municípios que aderirem ao Sistema.
313 Votos
Fortaleci-mento institucional
Criar o Sistema Nacional de Políticas Públicas de Juventude que confira status de Ministério à Secretaria Nacional de Juventude, exigindo que a adesão de estados e municípios seja condicionada à existência de órgão gestor específico e respectivo conselho de juventude. A partir de dezembro de 2009, os recursos do Fundo Nacional de Juventude, do ProJovem e demais programas de juventude, apenas continuarão a ser repassados aos estados e municípios que aderirem ao Sistema.
313 Votos
16
Povos e comunidades tradicionais
Assegurar os direitos dos povos e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, ciganos, comunidades de terreiros, pescadores artesanais, caiçaras, faxinalenses, pomeranos, pantaneiros, quebradeiras de coco babaçu, caboclos, mestiços, agroextrativistas, seringueiros, fundos de pasto, dentre outros que buscam ser reconhecidos), em especial da juventude, preservando suas culturas, línguas e costumes, combatendo todas as práticas exploratórias e discriminatórias quanto a seus territórios, integrantes, saberes, práticas culturais e religiosas tradicionais.
303 Votos
17
Cultura
Estabelecimento de políticas públicas culturais permanentes direcionadas à juventude, tendo ética, estética e economia como pilares, em gestão compartilhada com a sociedade civil, a exemplo dos Pontos de Cultura, que possibilitem o acesso a recursos de maneira desburocratizada, levando em consideração a diversidade cultural de cada região e o diálogo intergeracional. Criação de um mecanismo específico de apoio e incentivo financeiro aos jovens (bolsas) para formação e capacitação como artistas, animadores e agentes culturais multiplicadores.
283 Votos
Cultura
Estabelecimento de políticas públicas culturais permanentes direcionadas à juventude, tendo ética, estética e economia como pilares, em gestão compartilhada com a sociedade civil, a exemplo dos Pontos de Cultura, que possibilitem o acesso a recursos de maneira desburocratizada, levando em consideração a diversidade cultural de cada região e o diálogo intergeracional. Criação de um mecanismo específico de apoio e incentivo financeiro aos jovens (bolsas) para formação e capacitação como artistas, animadores e agentes culturais multiplicadores.
283 Votos
18
Cidadania GLBT
Incentivar e garantir a SENASP/MJ a incluir em todas as esferas dos cursos de formação dos operadores/as de segurança pública e privada em nível nacional, estadual e municipal no atendimento e abordagem e no aprendizado ao respeito à livre orientação afetivo-sexual e de identidade de gênero com ampliação do DECRADI – Delegacia de Crimes Raciais e Intolerância.
280 Votos
Cidadania GLBT
Incentivar e garantir a SENASP/MJ a incluir em todas as esferas dos cursos de formação dos operadores/as de segurança pública e privada em nível nacional, estadual e municipal no atendimento e abordagem e no aprendizado ao respeito à livre orientação afetivo-sexual e de identidade de gênero com ampliação do DECRADI – Delegacia de Crimes Raciais e Intolerância.
280 Votos
19
Jovens com deficiência
Ratificação imediata da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU como emenda constitucional.
239 Votos
Jovens com deficiência
Ratificação imediata da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU como emenda constitucional.
239 Votos
20
Jovem do Campo
Garantia de políticas públicas integradas que promovam a geração de trabalho e renda para o jovem e a jovem do campo, com participação da juventude na sua elaboração e gestão. Assegurando o acesso a terra, à capacitação e ao desenvolvimento de tecnologia sustentável apropriada à agricultura familiar e camponesa voltada para a mudança de matriz tecnológica. Transformar o Pronaf Jovem em uma linha de crédito para produção agrícola e não agrícola.
274 Votos
Jovem do Campo
Garantia de políticas públicas integradas que promovam a geração de trabalho e renda para o jovem e a jovem do campo, com participação da juventude na sua elaboração e gestão. Assegurando o acesso a terra, à capacitação e ao desenvolvimento de tecnologia sustentável apropriada à agricultura familiar e camponesa voltada para a mudança de matriz tecnológica. Transformar o Pronaf Jovem em uma linha de crédito para produção agrícola e não agrícola.
274 Votos
21
Segurança
Assegurar, no âmbito das Políticas Públicas de Segurança, prioridade às ações de prevenção, promoção da cidadania e controle social, reforçando a pratica do policiamento comunitário, priorizando áreas com altas taxas de violência, promovendo a melhoria da infra-estrutura local, adequadas condições de trabalho policial, remuneração digna e a formação nas áreas de Direitos Humanos e Mediação de Conflitos, conforme as diretrizes apontadas pelo PRONASCI.
277 Votos
Segurança
Assegurar, no âmbito das Políticas Públicas de Segurança, prioridade às ações de prevenção, promoção da cidadania e controle social, reforçando a pratica do policiamento comunitário, priorizando áreas com altas taxas de violência, promovendo a melhoria da infra-estrutura local, adequadas condições de trabalho policial, remuneração digna e a formação nas áreas de Direitos Humanos e Mediação de Conflitos, conforme as diretrizes apontadas pelo PRONASCI.
277 Votos
22
Cultura
Estabelecimento de cotas de exibição e programação de 50% para a produção cultural Brasileira, sendo 15% produção independente e 20% produção regional em todos os meios de comunicação (TV aberta e paga, rádios e cinemas). Valorização dos artistas locais garantindo a preferência nas apresentações e prioridade no pagamento. Entender os cineclubes como espaços privilegiados de democratização do áudio visual.
247 Votos
Cultura
Estabelecimento de cotas de exibição e programação de 50% para a produção cultural Brasileira, sendo 15% produção independente e 20% produção regional em todos os meios de comunicação (TV aberta e paga, rádios e cinemas). Valorização dos artistas locais garantindo a preferência nas apresentações e prioridade no pagamento. Entender os cineclubes como espaços privilegiados de democratização do áudio visual.
247 Votos
Cinema na Varginha
A escolha do local se dá também pela parceria do movimento Valença em Questão com os moradores da ocupação Gisele Lima, que na sua localidade não têm nenhuma atividade próximade entretenimento. Uma das propostas é despertar um novo olhar sobre os movimentos populares na cidade de Valença.
Estão todos convidados para as sessões, que são gratuitas ecom direito a pipocade graça.
O evento é uma parceria do Valença em Questão com o Observatório de Favelas, instituição do Rio de Janeiro que trabalha com comunicação, direitos humanos e desenvolvimento territorial.
Mais informações: (21) 8187 7533 -Vitor
terça-feira, 29 de abril de 2008
Resumo de livros pra você ser "hype" - (Postagem não seria!)
Pra vc que quer dar aquele ráipe literário mas não tem paciência pra ler aqueles livros chatérrimos(rsrs), eis a solução!
1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse. 1.200 paginas.
Resumo:
Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.
Fim.
----------------------------------------------------------------------------
2) Marcel Proust: À La recherche du temps perdu. (Em Busca o Tempo Perdido). Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.
Resumo:
Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486, vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1.344, vol. VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol.VII) onde estão todos muito velhinhos e pronto.
Fim.
----------------------------------------------------------------------------
3) Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitania.
Resumo:
Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas.
Fim.
----------------------------------------------------------------------------
4) Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.
Resumo:
Uma dona-de-casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.
Fim.
5) William Shakespeare: Romeo and Juliet. Londres, Oxford Press.
Resumo:
Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então, um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero.
Fim
----------------------------------------------------------------------------
6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press.
Resumo:
Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo,quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que, entretanto, se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado.
Fim
----------------------------------------------------------------------------
7) Sófocles: Édipo-Rei ? tragédia grega. Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.
Fim.
----------------------------------------------------------------------------
8) William Shakespeare: Othelo.
Resumo:
Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho.
Fim.
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1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse. 1.200 paginas.
Resumo:
Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.
Fim.
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2) Marcel Proust: À La recherche du temps perdu. (Em Busca o Tempo Perdido). Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.
Resumo:
Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486, vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1.344, vol. VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol.VII) onde estão todos muito velhinhos e pronto.
Fim.
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3) Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitania.
Resumo:
Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas.
Fim.
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4) Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.
Resumo:
Uma dona-de-casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.
Fim.
5) William Shakespeare: Romeo and Juliet. Londres, Oxford Press.
Resumo:
Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então, um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero.
Fim
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6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press.
Resumo:
Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo,quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que, entretanto, se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado.
Fim
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7) Sófocles: Édipo-Rei ? tragédia grega. Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.
Fim.
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8) William Shakespeare: Othelo.
Resumo:
Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho.
Fim.
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