terça-feira, 30 de setembro de 2008
SEPE-RJ-RJ: esclarecimentos à sociedade valenciana
Camaradas,
Não tenho hábito de entrar no blog. Ou por falta de tempo ou mesmo por falta de manejo. Fiquei estarrecido com alguns comentários, em particular aqueles anônimos que fazem ataques ao SEPE-RJ, do tipo “carta feita pelas coxas”, “o SEPE-RJ não se importa com a formação continuada dos professores, com a cultura, etc.”.
Ao longo destes vinte anos, aprendi na luta de massas que o melhor debate, o melhor confronto, é aquele que se faz abertamente, sem estar escondido no anonimato. Assim temos enfrentado todas as polêmicas que surgem de forma aberta sem ter medo de perder ou ganhar. Mas isso não é o principal.
Fico perplexo aos ataques desferidos (anonimamente) aos debatedores que se identificam, inclusive de cunho torpe e pessoal. O SEPE-RJ-RJ possui trinta anos de existência. Nasceu combatendo a ditadura militar. Enfrentou diversos governos e fez greve contra todos eles, Brizola, Saturnino, Moreira Franco, Brizola de novo, Marcelo Alencar, Cesar Maia, Garotinho, Rosinha, Bené, Sérgio Cabral. Aqui em Valença enfrentamos os governos e denunciamos Fernando Graça, Álvaro Cabral (que aliás colocou no primeiro dia de mandato o funcionalismo municipal para receber em praça pública, perseguiu professores - como o caso do Colégio Pedro Paulo em Juparanã - e terminou o governo com os funcionários sem receber salário por três meses e mais o décimo terceiro).
O problema é a memória curta do pessoal! Fizemos duas greves contra o governo de Luiz Antônio, pois este prometeu dobrar os salários dos professores e tantas outras coisas que nada cumpriu. No governo Fábio fizemos um plebiscito na qual a maioria dos profissionais de educação deram nota zero pra ele. E somente aí conseguimos avançar e aprovar o plano de carreira, reajuste salarial, eleição de diretores - que acabou suspensa pelo juiz através de um mandado de segurança impetrado por Munir Assis, sei lá a serviço de quem! Aliás, a serviço do Cento e Vinte que é cabo eleitoral e candidato a vereador do Luiz Antonio.
Nunca ninguém do SEPE-RJ se dignou a arrumar boquinha em governos municipais, quer seja do Fernando, Alvaro, Fábio ou Luis Antonio. É essa exatamente a diferença do SEPE-RJ para os outros e também para anônimos que tem medo de colocar a bunda na janela.
Por fim, a carta aos candidatos é uma prerrogativa da direção do SEPE-RJ/Valença, que foi eleita com os votos de 71% dos professores e funcionários das redes municipal e estadual num processo onde concorreram duas chapas.
A defesa da educação de qualidade para nós passa fundamentalmente em primeiro lugar pela valorização dos educadores, isso significa bons salários e boas condições de trabalho - e obviamente a formação continuada. Mas não é só isso! Defendemos uma escola pública de qualidade para os de baixo. Isso significa que a população pobre e marginalizada de Valença tem o direito a ter acesso a uma escola de tempo integral com todos os insumos necessários: professor, aula de reforço, sala de leitura, cultura, teatro, animação cultural, educação física, laboratório de informática, aula de língua estrangeira, alimentação de qualidade, café da manhã, almoço, lanche, jantar, médico pediatra e dentista.
Estamos no século XXI, e queremos para o povo pobre uma escola do século XXI! Quem será contra essas propostas?
Um abraço,
Danilo Serafim
Coordenador geral do SEPE-RJ
Questionem, mas sem baixaria*
O boom do blog nos motivou um bocado, uma espécie de reconhecimento do trabalho que fazemos a mais de três anos. Com seriedade – super questionada por vários comentários. E esses questionamentos, de pessoas que pouco nos conhecem, e não se identificam, perdem o valor. Um falar por falar. Discordância não é motivo para agressão, mas para discussão. Se surgirem argumentos – como surgiram vários (mas uma minoria entre os mais de 800 comentários) – podemos todos mudar de idéia, repensar o que pensamos. Estamos aqui pra isso.
O grupo/movimento está sempre em construção. Agregar novas pessoas é difícil – sem grana as pessoas não se mobilizam. Nem as que querem muitas vezes não podem porque o trabalho suga toda sua disposição. O jornal Valença em Questão por exemplo, não “aceita” apenas artigos desse grupo. Qualquer um aqui pode contribuir. Sempre pôde. Existe sim uma edição, do que deve ou não entrar, que pode inclusive ser questionada pela pessoa, ela pode expor aqui no blog sua insatisfação. Estamos aí pra isso. Para questionar e para sermos questionados. Poucos nos questionam com argumentos.
Alguns comentários poderiam, se minimamente melhorados (no sentido de que um comentário não tem o cuidado de um artigo em sua preparação) entrar no Valença em Questão. Perfeitamente possível. Era alguém enviar por email uma contribuição – não propagandística -que estaria em nossas páginas. Sem problemas, sem ressentimentos, sem rivalidades. A seção de cartas dos leitores, por exemplo, funcionam como os comentários – talvez com limitação de espaço, sem qualquer tipo de censura (a não ser a palavras de muito baixo calão, que seriam suprimidas).
Estamos aí. Abertos – no bom sentido – à discussão e à reflexão. Sempre.
* O título foi alterado - paixão por baixaria - com uma dica anônima, que entendeu e colaborou para o melhor entendimento dos demais.
domingo, 28 de setembro de 2008
Para baixar o VQ
Ao clicar, aparece uma mensagem de confirmação, que deverá ser enviada para o email do solicitante.
Você receberá a seguinte mensagem em seu email:
Aí é só clicar em "Entrar no grupo". Vai abrir uma página do Yahoo para você entrar com sua conta do Yahoo (login e senha). Vai dar na página indicada abaixo, e é preciso realizar um "reconhecimento de caracteres".
Depois é só confirmar e...
... ter acesso aos arquivos do grupo Blog do VQ:
Cabos eleitorais: ao ataque!
Já sabemos que toda esta onda de ataques é dos cabos eleitorais, indivíduos que venderam a sua capacidade de raciocínio próprio por alguns reais, que não suportam que exista uma opinião, organizada, que critique a forma como é feita a política em nossa cidade.
“Como assim, esses jovens estão querendo criticar o nosso jeito de fazer política? Quem eles pensam que são”.
Somos todos valencianos, pergunta cretina, resposta cretina. No entanto, nossa geração não agüenta mais o atraso de nossa cidade nas mãos dos mesmos grupos políticos. Pensamos que a Democracia não é apenas o direito/obrigação de votar. Ela é exercida diariamente.
Um dos nossos crucificadores comentou que o nosso Blog só está fazendo sucesso porque eles, os cabos eleitorais, estão postando comentários. Eu discordo, acredito que as pessoas têm coisas mais importantes a fazer do que entrar numa página da Internet para ver uma pessoa, anonimamente, como de praxe, xingar outras pessoas e criar falsas notícias. Na minha interpretação, a nossa geração está contribuindo para mostrar que a sociedade valenciana não agüenta mais a “política rasteira” de sempre. A questão não se resume em escolher “X” ou ”Y” se, em ambos, as praticas eleitoreiras marcam o passo de suas campanhas.
“Essa turma aí é um bando de pseudo-intelectual, não sabem nada da vida prática”.
Parece-me que os cabos eleitorais não gostam muito de ler. No entanto, nossa geração deve a oportunidade/privilégio, infelizmente, de estudar fora de Valença. Fomos para as Universidades (Uff, Uerj, Ufrj....). Estudamos os autores que trabalham com a política. Posso falar que a “política rasteira”, que vocês são mandados a executar, não levará a nossa cidade para nenhum lugar. Valença vai continuar sendo um “curral político”. No máximo, vocês vão conseguir instalar, em pleno século XXI, o “curral político digital”.
A critica que possui mais consistência, em minha opinião, e aquela que reclama de nós uma maior participação na realidade valenciana. Vamos pensar um pouco sobre isso. Com a “vida prática” não quero dizer aqui aquele vício, que nós temos, de negar a importância da reflexão. É aquela velha história: “deixa comigo que eu resolvo”, “na hora a gente dá um jeito”, “tá ruim, mas tá bom”. Esta espécie de mentalidade permite o aparecimento do messias político. Todos os nossos problemas vão se resolver se elegermos o “cara”. Como as eleições são de 4 em 4 anos, os “messias” mudam mas a situação de nossa cidade só piora. A eleição de 2008 foi marcante, pois o “messias” de muitos dos cabos eleitorais foi trocado faltando duas semanas para as eleições. Ficamos com a sensação de estarmos sendo manipulados.
Sobre a critica que vale a pena ser feita é o fato de não estarmos mais presentes na vida valenciana. Dou o exemplo de como nós poderíamos fiscalizar as ações do Prefeito e da Câmara dos Vereadores, claro, desde que elas tenham a “vontade política” e não “barganha política”. Realmente é uma critica que tem fundamento.
Deixo um último recado para os cabos eleitorais que estão insatisfeitos com o nível das postagens dos “Boboblogs”: a porta da rua, digital, é serventia do site! Elas devem ser sado-masoquistas, pois eles odeiam tanto o nosso blog, contudo, eles acessam várias vezes ao dia e ainda postam comentários! A cobiça realmente transforma as pessoas...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O que se passa na cabeça de um Cabo Eleitoral
Pergunta difícil de se responder, nos últimos dias o Blog do Valença em Questão ganhou uma notoriedade enorme. Olhem as últimas postagens e verão o grande número de comentários. Está é uma situação muito estranha já que a discussão sobre a política não está entre os hobbies dos brasileiros e, muito menos, dos valencianos.
De onde saiu, então, tantos comentários a respeito das notícias colocadas no blog? Minha opinião é que elas saíram, na sua esmagadora maioria, dos cabos eleitorais, em sua roupagem virtual. Cabo Eleitoral é a pessoa que ganha um benefício (dinheiro) ou uma promessa de, se o político apoiado ganhar a eleição, um emprego dentro da prefeitura. Eles são tão antigos que não possuo as informações para contar a origem dos cabos eleitorais. No entanto, a política valenciana é dependente dessa espécie de “serviço”.
“Farinha pouca, meu pirão primeiro” Esse é o velho ditado de como nós fazemos política em nossa cidade. Aos leitores do artigo, já imaginaram em como convencer um cabo eleitoral a votar num político que não o tenha “comprado” e que não o tenha “prometido” nada? É uma tarefa impossível...
Se antes, os cabos eleitorais eram uma parcela diminuta da população, hoje, com o abuso do poder econômico, tenho sérias dúvidas sobre a porcentagem de cabos eleitorais existentes em nossa cidade. Atualmente não se vê mais a chamada militância. Os militantes também faziam a distribuição dos santinhos, defendiam as propostas dos seus candidatos sabendo, realmente, das suas propostas. Uma diferença fundamental aqui é o fazer “por acreditar”, muito diferente do fazer porque foi “comprado”.
A diminuição da militância está em relação direta com o aumento dos cabos eleitorais. Agora, em sua roupagem virtual, o objetivo dos cabos eleitorais, pelo menos aqui nesse blog e no Orkut, me parece ser duas: a primeira é de plantar informações com o objetivo de prejudicar o candidato adversário; a segunda consiste em confundir/menosprezar as discussões realizadas aqui no Blog.
Sobre a realização do primeiro objetivo vemos “notícias” de esquemas de corrupção, maletas, renúncias de candidatos, xingamentos. Os cabos eleitorais sempre postam como Anônimos, isto é, jogam a opinião deles e, os mais ingênuos, reproduzem aquilo ad infinitum. O segundo objetivo consiste em desconversar o debate sobre a política proposto pelo Blog. Não é essa política rasteira que estamos querendo para nossa cidade. Dou um exemplo: peço aos eleitores que percebam se há alguma relação entre a postagem original e a quantidade de comentários que, teoricamente, seriam para a discussão da postagem. Na verdade, a maioria dos comentários não tem nada a ver com a postagem, os comentários são utilizados para fazer fofoca e espalhar boatos.
A principal forma de confusão utilizada pelos cabos eleitorais para enganar o leitor consiste em colocar o VALENÇA EM QUESTÃO como defensor da candidatura do Vicente Guedes. Isso acontece porque publicamos a recusa de um candidato de assinar o Compromisso pela Educação. Achei até engraçado os cabos eleitorais nos cobrarem resistência frente ao suborno do poder econômico, também queria que eles tivessem a mesma solidez do VALENÇA EM QUESTÃO com o compromisso de desenvolvimento da nossa cidade que beneficie a todos.
Seguramente, o que se passa na cabeça dos Cabos eleitorais não é aquilo que desejamos para nossa cidade. Infelizmente, hoje, eles são a infantaria dos chefes políticos regionais. Vida que segue...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
VQ 34 - Já disponível em PDF
Boa leitura a todos.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
AFONSO também assina COMPROMISSO
O prazo para manifestação sobre o COMPROMISSO e publicação em Boletim a ser entregue à categoria termina nesta quinta, e até o momento somente a candidatura Álvaro Cabral/Aderly Valente recusa-se a assumir este compromisso perante os profissionais de educação.
SS.
VIVILI assina COMPROMISSO PELA EDUCAÇÃO
Porém, a campanha da candidata não possui recursos para registrar o mesmo em cartório, o que não diminui em nada o gesto de comprometimento e respeito aos profissionais de educação.
A categoria agradece a VIVILI (uma educadora) pelo ato de boa fé com nossos compromissos.
Bem, agora só falta um. Após segunda feira, o SEPE estará soltando um boletim nas escolas com a cópia de todos os candidatos que se comprometeram com o Documento.
S.S.
Sobre o COMPROMISSO ELEITORAL PELA EDUCAÇÃO


Se negou em assumir o compromisso
Infelizmente, o único candidato que assumiu e registrou em cartório este compromisso foi Vicente Guedes. Diante deste fato, o SEPE decidiu enviar outro ofício aos candidatos solicitando resposta para a Carta de Compromisso enviada, pois o SEPE ficou receoso de enviar em seu boletim esta informação e acabar tornando um ato de reivindicação uma propaganda para uma das candidaturas.
Foi então novamente entregado para os candidatos Afonso Diniz e Vivili. Para a surpresa do SEPE, quando procurada, através de seu coordenador de campanha conhecido como Santos, a candidatura de Álvaro Cabral se recusou em receber o ofício e a Carta. O coordenador de campanha simplesmente se negou em receber o ofício, o qual tinha o intuito de relembrar a candidatura de Álvaro sobre a importância de se assumir um compromisso sério com os profissionais da educação. Pois o SEPE e, pode-se dizer, a sociedade como um todo está cansada e completamente descrente das promessas que são feitas em palanques, as quais não apresentam nenhum comprometimento.
Tendo em vista que esta atitude foi tomada pelo coordenador de campanha da candidatura de Álvaro Cabral, que é uma peça chave dentro da candidatura, observa-se por este fato a total falta de comprometimento do candidato com os profissionais da educação. Porque ao negar registrar o seu comprometimento, só nos faz pensar que o candidato prioriza o discurso que não assume responsabilidade em detrimento do firme propósito de governar junto aos setores organizados da sociedade civil.
Só resta ao SEPE dizer que é lastimável a postura da candidatura Álvaro Cabral, a qual representou um desrespeito a uma instituição de histórica importância e, principalmente, aos profissionais da educação que esta representa. Cabe dizer que, com razão, o SEPE exigiu o registro do comprometimento, já que estes acontecimentos só nos revelam o porquê da total falta de credibilidade que as palavras dos políticos têm na sociedade.
VQ 34 - Sábado em Valença
Dia 27 de setembro, sábado, edição especial Eleições 2008 do Valença em Questão, nos pontos de distribuição.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Pedido de Desculpas do VQ à candidata Vivili!
Obs: O VQ ser um blog/jornal/movimento de opinião não justifica este erro, pois a opinião se baseia sempre na veracidade dos fatos e vamos continuar adotando a transparaencia e a verdade nas nossas publicações.
Vamos em frente!
E agora?
Candidatos a vereadores ficam órfãos, aspirantes a cargos comissionados se lamuriam, um clima sinistro ronda a chamada “Princesinha da Serra”. Em Conservatória escuta-se rumores de alianças contra o “forasteiro”. Em Juparanã atribui-se a retirada daqueles por pendengas judiciais. Em Parapeúna se fala de derrotas assumidas. No distrito de Santa Isabel concluem que há falta de dinheiro nos investimentos de campanha. Já em Pentagna fala-se em acordos com comerciantes. Afinal, o que há?
Escassez de emprego, cultura, educação, saúde e transparência oriunda de décadas de exploração por uma pequena elite dominante orientam a cidade a um possível colapso. Resta aguardamos o desfecho dessa trama que pode ser a “messianização” dos candidatos que ainda restam ou a mobilização popular negativa ou positiva por parte das massas. A negativa teria como conseqüência um aumento generalizado da violência por parte da camada menos abastada (jovens, principalmente) contra a classe média valenciana e a elite dominante da cidade. Essas duas últimas se caracterizam principalmente pelo seu grau de dependência, sendo a classe média como alicerce do poder da elite impondo aos mais humildes uma estigmatização que os deixa a parte da sociedade em todas as faixas etárias e atividades “culturais” da cidade. Como se pode atestar, alguns atos antes tidos como bizarros começam a ser “cotidianizados” como: assaltos, invasões domiciliares, brigas entre pessoas de classes diferentes e até assassinatos. Tudo isso reflexo de anos de opressão por esse pequeno grupo de estabelecidos que se utilizam de mecanismos como a Igreja, Escolas, fofocas apreciativas em meios de comunicação locais, troca de favores, dentre outros para submeter os explorados. Essa mobilização negativa viria justamente formar gangues juvenis na cidade assemelhando-se a muitas cidades pequenas da América Latina que sofreram um processo parecido com Valença.
Por outro lado, a mobilização positiva seria um clima de insatisfação por parte do povo que orientasse a uma junção de todos os explorados como camponeses, profissionais da educação e trabalhadores do comércio. O resultado disso seria algo mais profundo como o ocorrido em Oaxaca no México (união de diversos setores contra uma repressão imposta pelo Estado aos professores) ou apenas uma coisa mais branda com uma conscientização coletiva que desembocaria em apenas alguns atos paliativos.
Cabe a nós aguardamos o final dessas eleições que influenciará diretamente a sociedade valenciana. A elite agora deposita toda sua confiança nos últimos candidatos para que esses angariem votos em torno de suas falácias e da personificação de “mudança”, quando afinal são só “mais do mesmo”.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
A moda não pegou (ainda bem): Vivili continua na corrida eleitoral
Menos um ponto pro Blog do VQ que foi afoito demais. E ponto pra Vivili, que ao que parece, nem está pensando em renunciar, como os boatos de Valença insistem em anunciar.
domingo, 21 de setembro de 2008
Cadê a Política?
Como explicar que, faltando duas semanas para a eleição, um forte aspirante ao cargo de prefeito desista da campanha? Vocês conseguem elaborar alguma? Fico imaginando aqueles que, realmente, acreditavam na capacidade do ex-candidato de conduzir o desenvolvimento de nossa cidade por 4 anos.
O “realmente” do parágrafo anterior exclui, conseqüentemente, os cabos eleitorais. Essas pessoas venderam sua autonomia de pensamento em troca do dinheiro. São eles agora que vão falar bem do candidato do “povo”. O que antes fazia parte das promessas do Luiz Antônio, vão passar, como num passe de mágica, a ser parte do discurso do candidato Álvaro Cabral. Percebam só as mudanças das placas eleitorais e a proporção de cabos eleitorais entre os concorrentes ao cargo de prefeito.
Vamos ficar com as pessoas do “realmente”. O que elas vão fazer? Vão se convencer que o Luiz Antônio tem a autoridade para fazê-los votar no Álvaro? Vão anular o Voto? Tentarão olhar com novos olhos para o Vicente Guedes?
Todos esses três caminhos nos levam para a pergunta: são os valencianos que estão decidindo a política da nossa cidade? Em outras palavras, os nossos candidatos a prefeito estão preocupados com a nossa opinião ou com as pessoas que financiam as suas campanhas?
O caso de Valença mostra que eles estão preocupados com os financiadores das campanhas. Não possuem nenhuma autonomia, são marionetes no teatro dos fantoches. Por que então não fazemos uma campanha intitulada “fora intermediários”? Vamos chamar um Picciani e um Graciosa para disputarem a eleição, já que eles, infelizmente, comandam a política de nossa cidade. Pelo menos não vamos perder tempo com marionetes e vamos assistir aos “verdadeiros” atores desta novela, péssima, da política de nossa cidade.
Nova enquete no ar
sábado, 20 de setembro de 2008
Virou moda: Luiz Antonio também renuncia à candidatura
Ao que parece, a pesquisa aqui ao lado, em que o Luiz Antonio está à frente, não está refletindo as pesquisas realizadas pelos candidatos nas ruas.
É o vale tudo pelo poder
Fábio renuncia à candidatura
Creio que houve diversos fatores envolvidos para tal decisão. Porque embora muitos possam dizer que ele tomou essa atitude para evitar ter sua candidatura cassada judicialmente, eu não acredito que tenha sido este o único fator, mesmo que seja o mais importante. Afinal, se ele estivesse bem nas pesquisas, tenho minhas dúvidas se ele não lutaria para não ser cassado e enfrentaria até o fim o desgaste físico e psicológico que uma campanha traz.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Com licença...
Ou não!
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A ditadura da utilidade
A burguesia criou um universo onde todo gesto tem que ser útil. Tudo tem que ter um para quê, desde que os mercadores, com a Revolução Mercantil, Francesa e Industrial, substituíram no poder aquela nobreza cultivadora de inúteis heráldicas, pompas não rentábeis e ostentosas cerimônias intransitivas. Parecia coisa de índio. Ou de negro. O pragmatismo de empresários, vendedores e compradores, mete preço em cima de tudo. Porque tudo tem que dar lucro. Há trezentos anos, pelo menos, a ditadura da utilidade é unha e carne com o lucrocentrismo de toda essa nossa civilização. E o princípio da utilidade corrompe todos os setores da vida, nos fazendo crer que a própria vida tem que dar lucro. Vida é o dom dos deuses, para ser saboreada intensamente até que a Bomba de Nêutrons ou o vazamento da usina nuclear nos separe deste pedaço de carne pulsante, único bem de que temos certeza.
Além da utilidade
O amor. A amizade. O convívio. O júbilo do gol. A festa. A embriaguez. A poesia. A rebeldia. Os estados de graça. A possessão diabólica. A plenitude da carne. O orgasmo. Estas coisas não precisam de justificação nem de justificativas.
Todos sabemos que elas são a própria finalidade da vida. (...) Vivemos num mundo contra a vida. A verdadeira vida. Que é feita de júbilo, liberdade e fulgor animal.
(...)
A poesia é um principio do prazer no uso da linguagem. E os poderes deste mundo não suportam o prazer. A sociedade industrial, centrada no trabalho servo-mecânico, dos USA à URSS, compra, por salário, o potencial erótico das pessoas em troca de performances produtivas, numericamente calculáveis.
A função da poesia é a função do prazer na vida humana.
(...) Existe uma política na poesia que não se confunde com a política que vai na cabeça dos políticos. Uma política mais complexa, mais rarefeita, uma luz política ultra-violeta ou infra-vermelha. Uma política profunda, que é crítica da própria política, enquanto modo limitado de ver a vida.
Paulo Leminski
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Política infra-vermelha. Ou ultra-violeta.
Qual a sua cor?
Viva a crítica da política.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Se o que dá ibope é política, lá vai um desafio
O Swall vai mais longe, diz que a pesquisa é falsa. Antes eu já tinha dito aqui que era uma pesquisa na internet, e que não tinha caráter de pesquisa oficial das eleições municipais em Valença. E não vou repetir isso (quem quiser, vai lendo aí pra baixo as postagens que uma hora aparece). Mas ele diz ainda que colocaria qualquer um na frente. Lanço aqui o desafio de colocar o Tadeu na frente, que é quem teve menos votos (não que eu duvide do Swall, nem o conheço, mas que seria interessante, seria).
Em relação ao script do site, ele pode ter razão, mas aí a reclamação dele tem que ser com o blogspot, Google, esses caras aí, que a gente apenas se aproveitou da ferramenta disponibilizada por eles.