domingo, 21 de novembro de 2010

Quem quer ser prefeito de Valença?

Última atualização em 20/11/2010, às 19h02
Angélica Arieira

Desde que Vicente Guedes foi cassado em junho deste ano e retirado da prefeitura de Valença (por conta da acusação de estar em seu terceiro mandato consecutivo), o município vive um verdadeiro estado de instabilidade. O presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Fernando Furtado da Graça, o Fernandinho Graça (PP), assumiu o cargo de prefeito, que ocuparia até a eleição do novo chefe do Executivo. O pleito foi marcado para o último mês de outubro pelo TRE (Tribunal Regional eleitoral); no entanto, a eleição acabou sendo cancelada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), prolongando, assim, o mandato substitutivo de Graça.

Dessa forma, existe a possibilidade de o município ver não apenas três, mas quatro pessoas diferentes sentadas na cadeira do Executivo em menos de um ano. Acontece que Fernandinho Graça é presidente da Câmara até 31 de dezembro; a partir de primeiro de janeiro o presidente da Casa será Paulo Jorge César, o Paulinho da Farmácia (PPS), que assumirá o comando do Legislativo no último biênio da legislatura. Sendo assim, há quem diga que, com a mudança da presidência, o que mudará é o prefeito da cidade por mais uma vez. Paulinho da Farmácia teria, assim, um mandato relâmpago, já que se espera que até março novas eleições sejam marcadas na cidade.
A possibilidade de ter que entregar a prefeitura a um colega de Câmara não assusta o atual prefeito. Ele diz, porém, que o que o TSE tem feito com Valença é um absurdo já que, segundo ele, o município está um caos. - Assumi a prefeitura interinamente e, por conta de todos saberem disso, os fornecedores se negam a prestar os serviços à prefeitura por medo de o prefeito seguinte não honrar as dívidas feitas por mim e por Guedes. As pessoas temem fazer planejamento por conta de acharem que tudo pode acontecer na cidade. É um período de instabilidade, e somente quem perde é o município. Esta situação já deveria ter sido resolvida - afirmou.

Graça afirma que tem um relacionamento positivo com Paulinho da Farmácia desde que foram vereadores e que não se importaria em passar todos os detalhes do período em que a gestão do município esteve sob seu comando, mas teme que, por conta do troca-troca de prefeitos, a cidade perca ainda mais. - Eu e Paulinho conversamos sempre. Temos um bom relacionamento. Mas a questão não é passar as informações para ele, mas passar toda uma administração para mais uma pessoa que terá um mandato tampão. O que queríamos - e pedimos - é que o TRE e o TSE resolvam a questão o mais rápido possível e que esclareça a mim, ao Paulinho e à população o que deveremos fazer no dia primeiro de janeiro - argumentou.

O prefeito em exercício disse que no final da última semana mandou mais um documento ao TSE solicitando informações de como ele deve proceder no dia primeiro de janeiro de 2011, já que não há nenhuma informação a esse respeito sendo repassada a ele e aos demais vereadores. - Eu e o Paulinho da Farmácia não sabemos realmente se terei de passar o cargo no dia primeiro. O documento que me intimou a assumir a prefeitura estabelece que eu fique no cargo até a execução das eleições por eu ser o presidente da Câmara. No entanto, esta situação seria até dezembro, depois será outro. Neste sentido mandamos um documento ao TRE questionando esta questão - explicou Graça, ressaltando ainda que até a última sexta-feira ainda não teria recebido informação nenhuma sobre os questionamentos.

Eleição pode ocorrer em dezembro, mas não tem data confirmada
A assessoria do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) foi procurada pela reportagem, e informou somente que já teria solicitado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dois ofícios questionando a possibilidade de realização das eleições. No entanto, não teria recebido confirmações de nenhuma data.

Já a assessoria do TSE disse que, para que a eleição seja marcada realmente, é o TRE do Rio que teria que sugerir uma data a ser aprovada pelo colegiado superior. No entanto, como o processo é administrativo, a intenção do TSE é que as eleições aconteçam ainda no mês de dezembro. A assessoria informou, no entanto, que verificaria se o pedido de nova data já havia sido feito. Porém, até o fechamento desta edição, o TSE não repassou a informação.

Quanto ao futuro ocupante da prefeitura (caso a eleição não ocorra até dezembro), uma fonte ligada ao órgão afirmou que, pela legislação, o mais coerente seria que o novo presidente da Câmara assumisse o governo municipal de forma interina.

‘Terceiro prefeito' diz que receberia gestão ‘capenga'
O vereador Paulo Jorge César, o Paulinho da Farmácia (PPS), confirmou que possui um bom relacionamento com Fernandinho Graça, prefeito adjunto de Valença. No entanto, não hesitou em falar, que ainda assim, se for prefeito, receberá a prefeitura capenga: "uma verdadeira bomba".

- O Graça fez um trato com a empresa de ônibus da cidade e já estabeleceu uma dívida para ser paga até 2022. Era uma dívida que se arrestava, mas me deixará uma dívida. Isso é um exemplo. Mas uma prefeitura que a cada hora tem um prefeito é uma bagunça. Esta história já começou errada, é uma gestão capenga - analisou o vereador.

Embora o TSE não descarte que a eleição possa acontecer até dezembro, Paulinho acha que ela não vai acontecer com tempo hábil e que, por conta do troca-troca de prefeitos, é possível que o TSE mantenha-o no cargo até 2012, quando haveria novas eleições em período normal.

- O juiz eleitoral da cidade me disse que o TSE pode me manter até 2012 na prefeitura, aproveitando as novas eleições municipais em todo o país para definir novo prefeito. Se isso ocorrer não digo que não será um desafio, mas estarei preparado para assumir o cargo - disse ele, que informou também estar no terceiro mandato de vereador e ter sido vice-prefeito na gestão de Luiz Antônio Correa.


Diário do Vale

sábado, 20 de novembro de 2010

Retrospectiva Valença em Questão: Veja a posição de cada vereador sobre temas polêmicos

Tema 1: Pensão da Viúva

Tema 2: Previdência de Valença

Tema 3: Rejeição da prestação de contas do prefeito Fábio Vieira

Tema 4: Audiência Pública sobre a CEDAE

Nome

Tema1

Tema2

Tema3

Tema4

Fernandinho Graça

Não manifestou opinião

Contrário

Favorável

Não manifestou opinião

Pedro Graça

Favorável

Favorável

Favorável

Contrário

Celsinho do Bar

Não manifestou opinião

Favorável

Favorável

Contrário

Carlinhos de Osório

Não manifestou opinião

Favorável

Favorável

Contrário

Jose Otávio

Contrário

Contrário

Favorável

Favorável

ZAN

Não manifestou opinião

Contrário

Favorável

Favorável

Felipe Faria

Favorável

Favorável

Favorável

Contrário

Paulinho da Farmácia

Favorável

Favorável

Favorável

Contrário

Naldo

Favorável

Favorável

Favorável

Estava preso

Dodô

Favorável

Favorável

Contrário

Contrári0

Obs2: O tema 2, Previdência de Valença, foi criado ainda em 2009, mais especificamente na sessão do dia 25/11/2009.

Base de sustentação do ex-prefeito Vicente Guedes: Pedro Graça, Fernandinho Graça, Celsinho do Bar, Carlinhos de Osório, Felipe Faria, Paulinho da Farmácia, Dodô.

Oposição ao governo: ZAN e José Otávio

Nova prova do Enem será na primeira quinzena de dezembro

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será aplicada na primeira quinzena de dezembro, e a data oficial será anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) até quarta-feira (24). Hoje (19), o ministro da Educação, Fernando Haddad e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim Soares Neto, se reuniram com representantes do consórcio Cespe/Cesgranrio, responsável pela aplicação da prova.

O consórcio continua até a próxima semana o trabalho de análise das 116 mil atas dos locais de prova que vão indicar quais são os estudantes que terão direito a refazer o exame. Esse documento é usado pelos fiscais para relatar qualquer problema ocorrido durante a aplicação da prova. Por meio dele, serão identificados os candidatos prejudicados por erros na prova. Eles serão convocados por e-mail, telefonema, carta e SMS e vão decidir se querem refazer o exame.

Vinte e um mil cadernos de prova amarelos apresentaram erro de montagem e não continham todas as 90 questões. Inicialmente, o MEC estimou que 10% dos alunos que receberam o material com defeito não teriam conseguido trocar os cadernos. Haddad disse que não apenas os prejudicados pelo erro nas provas amarelas terão direito a participar do novo Enem, mas também os que tiveram outro tipo de problema e foram identificados nas atas.

Além do problema nos cadernos amarelos, a folha em que os candidatos marcam as respostas também apresentou um erro de impressão. As questões de 1 a 45 eram de ciências da natureza e as de 46 a 90, de ciências humanas, mas estavam identificadas de forma invertida. O erro ocorreu em todos os cartões distribuídos aos 3,3 milhões de participantes. O MEC ofereceu aos alunos que marcaram as respostas ao contrário a possibilidade de solicitar a correção invertida, pelo site do Enem (www.enem.inep.gov.br). O prazo termina às 23h59 de hoje.

Retirado da Agência Brasil

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Eleição em Valença continua indefinida

O Cartório Eleitoral de Valença não tem qualquer informação sobre a realização de eleição para a prefeitura de Valença. Mesmo sem data definida, seria importante que o Tribunal Regional Eleitoral, em respeito aos eleitores e cidadãos valencianos tivessem a mínima preocupação em deixar a população informada sobre os acontecimentos. De fato, o que nos parece é que nem mesmo o TRE sabe o que deve/será feito. Com o recesso da Justiça nesse final de ano, as eleições estão cada vez mais longe do horizonte valenciano. E fica tudo por isso mesmo.

O ex-prefeito Vicente Guedes foi cassado em maio deste ano. Já estamos chegando em um semestre de indecisão.

Serjão Loroza lança CD em Valença

O cantor Serjão Loroza lança seu novo CD no próximo sábado, dia 20, no Clube dos Coroados. O clube abre suas portas às 23:30h para o público. Os ingressos estão à venda nas lojas Trip e Penélope, na Total Video Locadora e no Posto JR.

Preconceito e raiva de comentarista da RBS/Globo

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ajudando a ententer Tropa de Elite 2: texto publicado no "falecido" Jornal Valença em Questão, n.31, em junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008


A. Lins Babá e os quarenta ladrões

Texto retirado da última edição do VQ (VQ 31)
























Polícia Federal e Ministério Público fecham o cerca contra a cúpula do PMDB do Rio. Cabral não vê nada, não ouve nada, não sabe de nada

“Ter na Assembléia Legislativa um deputado com a inteligência, a vibração, a energia, o caráter de Álvaro Lins para mim é fundamental como governador do estado do Rio de Janeiro. Fundamental, Álvaro. Fundamental”.
Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, durante a campanha de 2006, em evento no Tijuca Tênis Clube, no Rio

****
Texto de Marianna Araujo, jornalista

Na sua edição de 31 de maio, o jornal carioca O Dia noticiou que uma de suas equipes de reportagem foi presa e torturada pela milícia que domina a Favela do Batan, no bairro de Realengo. A agressão sofrida pelos jornalistas, assim como todo tipo de tortura que é praticado diariamente neste país, deixa claro como estamos longe de viver em uma democracia e que há muita luta pela frente para que possamos alcançar um patamar que vá além do sufrágio universal.

A cobertura da mídia sobre o caso, como é comum acontecer na cobertura de crimes bárbaros e hediondos, tendeu a espetacularização (esse assunto foi abordado por mim em artigo publicado neste jornal sobre a cobertura do assassinato de João Hélio na edição número 24, de julho de 2007). A exploração absurda e enfadonha dos 6 anos da morte de Tim Lopes só vem a comprovar isso. Não houve telejornal ou periódico impresso que não tenha ligado um acontecimento ao outro. Não que os dois casos não tenham pontos em comum, mas certas analogias são descabidas, uma vez que foram dois crimes cometidos em épocas distintas, por criminosos de origens diferentes e por razões que pouco têm em comum. Vale sublinhar que a equipe do jornal O Dia foi torturada, durante mais de 7 horas, por um grupo de policiais. No entanto, a mídia não perdeu a chance de aproveitar o apelo emocional que a morte de Tim Lopes tem junto ao imaginário social. Com isso, reforça-se o cenário de medo que, entre diversas funções, exerce uma que é fundamental para a atual conjuntura político-social da cidade: legitimar a política de extermínio adotada pelo Estado como política de segurança pública.

Por outro lado, a mídia se mostra incapaz de tecer uma crítica mais profunda - ou nem isso – de fazer uma cobertura mais abrangente e próxima do real, sobre o surgimento e atuação das milícias. No Rio de Janeiro, é de pleno conhecimento da população as comunidades que são comandadas por milícias e, muitas vezes, quem são seus chefes. A Secretaria de Segurança do Estado e os meios de comunicação, ao que parece, são exceções. Desconhecem nomes e fatos.

As milícias e o Estado
Dois dias antes de o jornal O Dia divulgar o que aconteceu com sua equipe, a Polícia Federal cumpria 7 mandatos de prisão na cidade. No dia 29 do maio, foram presos entre outras pessoas, o ex-chefe da polícia civil (durante o governo Garotinho) Álvaro Lins e seu sogro. No mesmo dia o ex-governador Anthony Garotinho foi denunciado pelo Ministério Público, pelos mesmos motivos que levaram o deputado à prisão: lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada. Álvaro Lins ainda vai responder por contrabando e corrupção. Garotinho é presidente do PMDB no estado, mesmo partido do atual governador, Sérgio Cabral, do presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani e de Lins, deputado estadual.

A lista de deputados e vereadores do Rio envolvidos com as diversas denúncias do Ministério Público, sobre o esquema que envolve Lins e Garotinho, contém nomes de boa parte da bancada do PMDB e do DEM (partido do atual prefeito da capital, César Maia). Bancada esta, que em um ato de completa falta de bom senso e de vergonha perante a sociedade, votou a favor da revogação da prisão do deputado, solto no mesmo dia. De novo, a imprensa foi incapaz de cobrir os fatos com o mínimo de criticidade. Pelo contrário, quando estourou o escândalo, o jornal O Globo dedicou 6 páginas ao tema e destacou 25 repórteres para a cobertura. Em nenhum dos 11 títulos nas seis páginas aparece a sigla PMDB. E apenas um dos 14 subtítulos continha a legenda. No dia seguinte foram 9 títulos e 12 subtítulos, sem que a sigla PMDB aparecesse em nenhum deles. Apenas notas ocasionais como a do colunista Merval Pereira, no dia 3 de junho, que cita Leonardo Picciani (PMDB) como um dos envolvidos com o esquema de Álvaro Lins. No mesmo dia da coluna do Merval, o também colunista Ancelmo Gois noticiou que há políticos ligados à milícia da comunidade do Batan. Nada de surpreendente. Estranho é constatar que o Ancelmo sabe quem são, a Secretaria de Segurança não.*

Sobre a relação entre milícias, políticos e mais especificamente, entre aquelas e as recentes denúncias do Ministério Público, nenhum comentário na mídia e nenhuma atitude ou declaração por parte da Secretaria de Segurança Pública. O secretário se restringe a afirmar, em bom gauchês, que a quantidade de milícias no Rio caiu de 120 para menos de 100. Falta informar à população quais são as comunidades do Rio que eram dominadas por milícia e deixaram de ser, pois ninguém conhece. São sim de conhecimento geral, aquelas em que a milícia local repassou o comando a outra, por um valor considerável.

Fica claro que acabar com a violência na cidade não é, nem nunca foi interessante para o Estado. O plano de matança nas favelas, travestido de política de segurança pública, e de reorganização urbana (leia-se PAC) estão ligados à necessidade de conter a pressão que emana destes lugares e aprofundar o controle sobre os “pobres baderneiros”.

Se por um lado o Estado se omite e se transforma em uma máquina de extermínio, por outro, a mídia se anula e trata de informar parcialmente, uma vez que há interesses financeiros e de ordem política que vão além das vidas daqueles que estão sujeitos à violência. O acontecido com a equipe de O Dia merece ampla cobertura midiática e total dedicação da polícia carioca. Mas tratamento bem diferente é destinado aos moradores de comunidades e demais cidadãos que, diariamente, estão submetidos a situações similares - protagonizadas pelos milicianos ligados a políticos - ou à violência praticada pela própria polícia.

Não há como não recordar a professora Adriana Facina, que em artigo sobre a política de segurança pública, afirma que, atualmente, “matar é preciso”, já que "as promessas do maravilhoso mundo das mercadorias, que agregam valor aos que as possuem, são uma realidade cada vez mais distante para bilhões de pessoas”. É lamentável constatar, mas vivemos um tempo em que o pior dos crimes é ser pobre e em que o valor da vida é medido em papel moeda.

*Os dados sobre a cobertura do jornal O Globo foram obtidos com o jornal Fazendo Media – www.fazendomedia.com
Quarenta deputados estaduais votaram a favor do decreto legislativo que determinou a imediata revogação da prisão do deputado Álvaro Lins (PMDB), acusado, na operação Segurança Pública S/A, de chefiar um esquema de corrupção em delegacias. Outros 15 parlamentares votaram não, contra a medida. Saiba como cada deputado votou:

Pela libertação de Álvaro

ALESSANDRO CALAZANS (PMN)

ANABAL (PHS)

APARECIDA GAMA (PMDB)

ÁTILA NUNES (DEM)

AUDIR SANTANA (PSC)

BEATRIZ SANTOS (PRB)

CHIQUINHO DA MANGUEIRA (PMDB)

CORONEL JAIRO (PSC)

DÉLIO LEAL (PMDB)

DIONÍSIO LINS (PP)

DOMINGOS BRAZÃO (PMDB)

DR. WILSON CABRAL (PSB)

ÉDINO FONSECA (Prona)

EDSON ALBERTASSI (PMDB)

FÁBIO SILVA (PMDB)

GERALDO MOREIRA (PMN)

GERSON BERGHER (PSDB)

GLAUCO LOPES (PSDB)

GRAÇA MATOS (PMDB)

IRANILDO CAMPOS (PTB)

JOÃO PEDRO (DEM)

JOÃO PEIXOTO (PSDC)

JORGE BABU (PT)

JORGE PICCIANI (PMDB)

LUIZ PAULO (PSDB)

MARCELO SIMÃO (PHS)

MARCO FIGUEIREDO (PSC)

MARCUS VINICIUS (PTB)

MÁRIO MARQUES (PSDB)

NATALINO (DEM)

PAULO MELO (PMDB)

PEDRO PAULO (PSDB)

RAFAEL ALOISIO FREITAS (DEM)

ROGÉRIO CABRAL (PSB)

RONALDO MEDEIROS (PSB)

SHEILA GAMA (PDT)

SULA DO CARMO (PMDB)

TUCALO (PSC)

WALDETH BRASIEL (PL)

WILSON CABRAL (PSB)

Pela permanência de Álvaro na prisão

ALESSANDRO MOLON (PT)

CIDINHA CAMPOS (PDT)

COMTE BITTENCOURT (PPS)

DR. ALCIDES ROLIM (PT)

FERNANDO GUSMÃO (PCdoB)

FLÁVIO BOLSONARO (PP)

GILBERTO PALMARES (PT)

INÊS PANDELÓ (PT)

MARCELO FREIXO (PSOL)

NILTON SALOMÃO (PMDB)

OLNEY BOTELHO (PDT)

PAULO RAMOS (PDT)

RODRIGO NEVES (PT)

SABINO (PSC)

WAGNER MONTES (PDT)

Faltaram à votação

ÁLVARO LINS (PMDB) - o acusado

ALAIR CORRÊA (PMDB)

ALTINEU CORTES (PT)

ANDRÉ CORRÊA (PPS)

ANDRÉ DO PV (PV)

ARMANDO JOSÉ (PSB)

GRAÇA PEREIRA (DEM)

JODENIR SOARES (PTdoB)

JOSÉ NADER (PTB)

JOSÉ TÁVORA (DEM)

MARCOS ABRAHÃO (PSL)

NELSON GONÇALVES (PMDB)

PEDRO AUGUSTO (PMDB)

ROBERTO DINAMITE (PMDB)

ZITO (PSDB)

Em cartaz, no Cine Glória de Valença. Não deixe de assistir:


Pra quem já assistiu, lembramos que o filme é uma obra de FICÇÃO. Qualquer semelhança com a vida real É MERA COINCIDÊNCIA!!!




(Governador do Estado em 2007 confraternizando com o Natalino (deputado) e Jerominho (vereador) ambos chefes de milícia no Rio e hoje presos em Bangu I, graças à CPI das Milícias, presidida pelo deputado est. Marcelo Freixo, Psol)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Livros de história completos para download

O Centro Acadêmico Livre de História Eunaldo Verdi, da Universidade de Joinville (UNIVILLE) criou uma lista de livros on line ou para baixar. Entre os livros estão, por exemplo, A Era do Extremos, A Era Das Revoluções e A Era do Capital, de Eric Hobsbawn; Deus e o Estado, de Bakunin; 1808 de Laurentino Gomes; A Microfísica do Poder, A Arqueologia do Saber e A História da Sexualidade, de Michel Foucault; O que é Ideologia e Brasil: Mito Fundador e Sociedade, de Marilena Chaui; O Capital (volumes 1 e 2), de Karl Marx; O Anticristo, Para Além do Bem e do Mal e Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche; Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire; A Questão da Ideologia, de Leandro Konder; A Revolução Burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica, de Florestan Fernandes, Formação Econômica do Brasil, de Celso Furtado; História Concisa da Literatura Brasileira, de Alfredo Bosi, Homens, Engenharias e Rumos Sociais, de Gilberto Freyre; Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda; entre muitos outros.

Vale a pena conferir: http://calhev.blogspot.com/2010/03/livros-de-historia-completos-em-pdf.html

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Barra do Piraí em Questão (pra gente esquecer das nossas desgraças, nada melhor que as desgraças do vizinho)

  CPI CRIADA PARA SOMAR DOIS MAIS DOIS*

 * Retirado do Blog do Jeff Castro 


Na semana que vem os vereadores barrenses dirão sim ou não ao parecer favorável à aprovação das contas da “boate do Guy” apresentadas pelo vereador Guy na Comissão Parlamentar de Inquérito criada para somar dois mais dois. Difícil será o vereador Guy conseguir convencer alguém que a Light S/A incentivou o “palco cultural” sem a interferência do titio e vice-governador Pezão, que o próprio vereador declarou na sessão de terça-feira (26-10), como sobrinho orgulhoso pretender seguir os passos daquele que ele considera como maior homem público da região Sul Fluminense de todos os tempos, que o diga o ex-governador Garotinho.

A CPI foi aberta na Câmara Municipal de Barra do Piraí após a minha denúncia sobre o tráfico de influência no projeto cultural com apoio da Light.

ENTENDA OS ACONTECIMENTOS
Cerca de quinze dias antes da realização da 61ª Expo/BP em julho de 2009, os vereadores barrenses discutiram subvenção municipal de até R$ 100 mil à festa tradicional da Associação Rural Sul Fluminense (ARSF). No projeto de subvenção de até R$ 100 mil levado ao plenário da Câmara pelo vereador Joel Tinoco (PP), atendendo sugestão do vereador Cléber do Areal (PV), o valor foi reduzido autorizando o prefeito Zé Luiz (PMDB) o repasse de até R$ 30 mil ao evento. Como o projeto apenas autorizava o repasse, o prefeito Zé Luiz decidiu não conceder a subvenção de até R$ 30 mil alegando momento financeiro inapropriado.

Muito se falou que o Poder Público poderia ter feito mais para evitar o fracasso e inevitáveis prejuízos financeiros de todos que investiram na 61ª Expo/BP, evento privado, onde segundo comentários unânimes, a “boate do Guy”, quebrando à regra, tinha faturado alto com casa cheia e ingressos variando entre R$ 15 e R$ 30 nas quatro noites.

Aí um “passarinho” cantou pra mim: você sabia que o titio Pezão incentivou a boate do sobrinho e vereador Guy?”

Procura daqui, dali, até que na página 23 do D.O. do Estado do Rio - 30/06/2009, eu encontrei o que o “passarinho” tentava me contar. O vereador Gustavo “Guy” de Carvalho Horta Jardim, sobrinho do vice-governador Luiz Fernando Pezão, tinha conseguido na Light S/A e Governo do Estado, um incentivo de até R$ 240 mil para montar uma barraca de lona com aproximadamente 150 metros quadrados, onde funcionou a “boate do Guy” nas quatro noites de festa no parque de exposições.

Repito que os vereadores discutiram e votaram autorizando subvenção oficial de até R$ 30 mil do Governo Municipal para toda a festa, sendo que, naquela oportunidade, o próprio vereador Guy tinha sido favorável, segundo seu pronunciamento, a uma subvenção de até R$ 100 mil, como mais adequada a grandeza e importância do evento mais popular do município.

Por que então o vereador Guy não informou aos vereadores e ao povo que ele havia conseguido R$ 240 mil de incentivo apoiado pelo titio Pezão na Light?

Se a idéia era promover a Cultura e se os vereadores discutiam subvenção de até R$ 100 mil ao evento, por que então o vereador Guy não dedicou o incentivo de até R$ 240 mil a 61ª Expo/BP, que poderia, com tal magnitude do apoio, abrir os portões ao povo?

Causou-me asco perceber a época, que a cultura tinha servido de fachada nesse processo familiar de incentivo aprovado pelo Governo do Estado em parceria com a Light S/A, empresa que deveria apoiar eventos dedicados ao povo de Barra do Piraí, dono das terras de onde a empresa suga há décadas a principal matéria prima para sua energia.
A “boate do Guy”, apelidada pelo vereador de “palco cultural”, apresentou Julinho Marassi & Gutemberg, Raniere e os pintos e mais duas atrações locais debaixo de um palco de lona que não justifica sequer 5% do maldito incentivo.

Quando uma gambiarra semelhante provoca incidentes graves as autoridades revelam que os empresários serão investigados e que poderão ser indiciados por isso e aquilo mais. Pergunto ao Corpo de Bombeiros e a quem mais de direito sobre o processo autorizando a arapuca de lona no Parque de Exposições de Barra do Piraí.

Quem passou em frente à “boate do Guy” durante as noites de festa percebeu que à presença ostensiva da Polícia Militar, aliada aos trajes pretos dos leões-de-chácara contratados, presumiam que o anfitrião não aguardava público cativo em eventos culturais.

Da série: "porque o Rio de Janeiro é penúltimo lugar no IDEB"


Aulas a distância para suprir falta de professor no estado

 

Escolas da Faetec adotarão aula por teleconferência já em fevereiro. Tecnologia para compensar carência de mestres poderá ser estendida à toda rede estadual de ensino


Rio - Para suprir a carência de professores na rede pública de ensino, o Rio de Janeiro vai recorrer à tecnologia. Um só mestre se comunicará com até quatro turmas espalhadas pelo estado por um telão especial e câmeras que captam som e imagem. A novidade começa em fevereiro nos Centros de Vocação Tecnológica (CVTs), escolas técnicas da Faetec, como informou, em outubro, a coluna ‘Informe do Dia’. A iniciativa pode ser estendida à toda rede estadual.
O Rio é pioneiro na adoção da telepresença nas escolas, que será empregada em aulas de Química, Física, Biologia, Matemática e Geografia — áreas em que professores são artigo de luxo. Os nove CVTs que deverão receber a modernidade no Ensino Médio e profissionalizante são: Caxias, Belford Roxo, São João de Meriti, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Manguinhos, Cidade de Deus e Nilópolis.

Remuneração extra

As aulas serão ministradas do CVT de Quintino. As quatro turmas, com cerca de 40 alunos cada, participarão simultaneamente, e monitores ficarão em sala. Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, a interação entre os ambientes é total e não está descartado salário diferencial devido ao maior volume de provas.

“É uma medida de teste e emergencial para suprir a carência de professores. Alunos receberão pen-drives para assistir à aula depois”, explica.

Câmeras darão ‘close’ no aluno que perguntar e, em todos os ambientes, a dúvida será ouvida. Detalhes como estudantes cochilando, passando cola ou conversando também serão captados. Segundo Amos Maidantchik, diretor da empresa Cisco, fornecedora da telepresença, o aparelho custa R$ 250 mil e a transmissão da imagem é feita por sinal de Internet.

Para a doutora em Educação pela Universidade de Columbia, Regina de Assis, melhor do que investir em tecnologia é aumentar o salário do professor e concretizar o plano de carreira. “Economizar professor não é o melhor método. Além disso, aulas práticas de Química e Física não podem ser abandonadas”, alerta.

Segundo a Secretaria de Ciência e Tecnologia, em Química, Física, Biologia, Matemática e Geografia só 10% dos alunos ingressos chegam ao fim da faculdade e poucos optam pelo magistério.

Para reverter este quadro, Cardoso quer pagar, a partir do 2º semestre de 2011, R$ 200 mensais para incentivar alunos de faculdades. Em troca, eles terão que assinar contrato para trabalhar 3 anos na rede pública. “Se agora formam 4, ano que vem vão estar formando zero. Fizemos levantamento informal na Faetec e apenas 3% dos professores queriam que os filhos seguissem a mesma carreira”.
Em Química, só quatro formados na Uerj há 2 anos

Resultado de levantamento do número de ingressos e formandos para carreiras de magistério em universidades do estado é desanimador. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), de 2007 a 2009, entraram 512 alunos no Curso de Física, porém só se formaram 129 (25%). Já o curso de Química registrou apenas quatro concluintes em 2008, contra 44 matriculados no mesmo ano.

O curso que forma professores de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro registra queda de formandos desde 2007, quando se formaram 36 pessoas. Os índices dos anos seguintes foram 18 e 11. Para a professora Valcir Santos, diretora do Instituto de Matemática da UFRJ, a falta de valorização dos professores e os baixos salários são a principal causa de abandono do magistério.
Ela cita ainda que alunos não aprovados em Engenharia, por exemplo, acabam optando por Matemática, mas conseguem transferência no meio do curso. “Há famílias que se opõem à licenciatura, mas digo aos alunos para fazerem o que gostam”, aconselha.

Na UniRio, em 2008, houve mais concluintes do curso de Música (22) do que no de Ciências Biológicas (15). Dados do vestibular da Universidade Federal Fluminense (UFF) comprovam a baixa procura. Química registrou 264 inscritos em 2009, contra 1.109 em História e 7,4 mil em Medicina.

Curso forma 4 mestres em 1

Visando a suprir a carência de professores nas escolas, a UniRio abriu, este ano, o curso de Licenciatura em Ciências da Natureza, que forma mestres em Química, Física, Matemática e Biologia. O curso dura 4 anos e oferece 30 vagas.

Para Loreine Hermida da Silva e Silva, pró-reitora de Graduação da Unirio, um professor apto a ministrar 4 disciplinas diferentes pode ter uma matrícula em cada matéria e, assim, beneficiar a rede pública: “Há necessidade em todo País de professores de certas disciplinas. Cursar uma faculdade é caro, mas o professor não tem este retorno no trabalho, ganha mal”.

Física tem poucos alunos e alguns não querem dar aulas
Depois de enfrentar seis anos de cálculos, fórmulas e desgaste em escolas, Paula Nascimento, 23 anos, concluirá o curso de Física na Uerj este ano. A cerimônia, porém, não terá muitos colegas que ingressaram com a jovem em 2005. “Muitos foram para Engenharia. Quero ser professora, mas de ensino superior, pois paga melhor”, afirma.

Colega de classe, Alex Muniz Rodrigues, 23, desistiu do magistério após dar aula para estudantes do Ensino Médio. “Há muitas salas de aula lotadas, com muitos alunos conversando e sem interesse. Quero fazer pesquisas em Geofísica”, declara.

Já Dayana Siqueira, 25, dá aulas de Química em cursinhos de pré-vestibular desde o 2º período da faculdade. A jovem conclui o curso na UFF este ano e pensa em fazer concurso para a Faetec e Pedro II.

“Amo dar aula e quando o professor se impõe, a turma respeita. Há lugares que pagam bem e é possível tirar R$ 2 mil por mês”, conta, entusiasmada.


domingo, 14 de novembro de 2010

Aos 67 anos ‘Doutor Kuratudo’ ajuda as crianças hospitalizadas

"Um xarope de esperança, uma dose de alegria e um caminhão de amor": estes são alguns dos principais ingredientes de Pedro Paulo Garcia, ou melhor, do "Doutor Kuratudo", que desde 1997 faz trabalhos voluntários em hospitais, escolas e creches de Valença.

Hoje, aos 67 anos e com uma longa estrada no voluntariado, o doutor Kuratudo está afastado do trabalho, devido a uma cirurgia cardíaca feita recentemente; mesmo assim, ainda fala com orgulho e brilho nos olhos sobre o seu belo trabalho e suas boas experiências.

Essa história começou em 1980, quando Pedro Paulo teve um câncer no sistema linfático e precisou ficar internado, ficando sozinho em um quarto e sem receber muita atenção. Vivendo essa agonia, Pedro se colocou no lugar de outras pessoas que, assim como ele, não recebiam visitas e nenhum tipo de atenção.

- Resolvi então que, no dia que eu ficasse curado e tivesse tempo, iria aos hospitais pelo menos para dar boa tarde às pessoas e demonstrar preocupação com elas - disse.

E a promessa foi cumprida. Ele começou a ir toda semana aos hospitais, conversar com as pessoas, cumprimentá-las e passar um pouco de sua experiência com o câncer para quem precisava. Com o passar do tempo, Pedro Paulo foi chamado para trabalhar com crianças.

- Fiquei um pouco assustado, pois nunca havia lidado com crianças - confessou, afirmando que não sabia como iria fazer essa nova atividade.

Mesmo assim, ele aceitou o desafio e resolveu aprender a conviver e a levar alegria às crianças do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Foi então que surgiu o "Doutor Kuratudo", um misto de médico e palhaço que, com seus instrumentos de proporção exagerada, levavam alegria e distração a quem precisava. Crianças que ficavam no hospital tristes e com medo passaram a ter uma energia a mais para superarem a doença.

O trabalho em Valença

Pedro resolveu levar o trabalho para sua cidade, Valença. Trabalhando como voluntário nos hospitais da cidade, recebeu a ajuda de mais algumas pessoas apaixonadas pelo voluntarismo. Sempre com o lema "a boa vontade e amor é tudo, sem amor não somos nada", o teatro cresceu e recebeu o reforço de Alex e Jean (os palhaços Perebas), Ana Elise (Enfermeira Ai Ai), Tayana Calmon (Laila, a Fiscal), além de Marcelo e Gilbertinho, que atuam assistentes do palhaço. Segundo Pedro Paulo, a alegria e o amor das pessoas ajudam - e muito - na recuperação dos pacientes.

- É muito comum eu chegar aos hospitais e ver as crianças tristes e desanimadas, mas basta me verem chegando com o personagem para logo esbanjarem o sorriso no rosto e o brilho nos olhos - afirma, ressaltando que a receptividade é grande, tanto dos pacientes quanto dos pais e demais familiares.

- Trabalhei por muitos anos como administrador e fui diretor de uma grande empresa, mas o que me realiza de verdade é ser voluntário. Eu amo fazer isso.

Em Valença, o trabalho é mais voltado para as crianças, porém os adultos também não ficam de fora: Pedro Paulo corta cabelo, faz barba e se torna amigo e ouvinte de vários adultos que precisam de uma boa companhia.

- Faço todo esse trabalho sem o apoio ou patrocínio de ninguém, tudo que faço é por minha conta. Eu sinto falta de mais pessoas que se importem com esse trabalho e se disponham em ajudar - desabafa.

Sempre no final de ano, Pedro Paulo ainda arrecada brinquedos e doa à crianças carentes no Natal. Este ano, porém, ele não poderá fazer as doações devido à recuperação da cirurgia.

Fonte: sítio do Diário do Vale

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Hoje no Vitinho: Os cara velhos

Ps: Comemorando o aniversário do professor Alexandre Fonseca.
Horário: 23:00

Banda de Rock'n Roll e Southern Rock, com um repertório composto por músicas próprias e covers de Allman Brothers, Neil Young, Creedence, Clapton e outros.

Marcello Monte - Vocal
Leo Cadinelli - Guitarra
Renato Nunes - Baixo
Rodrigo Dment - Bateria



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tropa de Elite: o inimigo é sempre o mesmo *

Trata-se do mesmo inimigo, aquele que se alimenta dos narcodólares, o mesmo que vive do tráfico de armas, que faz com que as vidas humanas sejam supérfluas

* Por Marianna Araújo (Publicado no Brasil de Fato)

José Padilha lançou seu primeiro longa de ficção, Tropa de Elite, em 2007, em meio a um furor causado pelo tema, mas também pelas milhares de cópias piratas vendidas antes da estreia. Muito pode se falar sobre Tropa de Elite, mas não dá para negar que a expectativa criada em torno dele foi correspondida na sala de cinema. O que se viu foi um filme arrebatador – hão de concordar mesmo aqueles que nutrem as críticas cabíveis –, que provocou debate e trouxe inovações para o circuito nacional. Não por acaso, Padilha saiu do Festival de Berlim em 2008, com o Urso de Ouro nas mãos.

O mesmo não se pode falar da continuação da saga do Capitão Nascimento. “Tropa de Elite 2 – o inimigo agora é outro” estreou rodeado de uma expectativa similar ao primeiro, mas a impressão que deixa quando saímos do cinema é bastante distinta. Na tela, um filme frio com um enredo que tenta colocar em paralelo a vida pessoal do policial e sua trajetória profissional. Não se sabe ao certo se Nascimento combate pela vida do filho ou pelos ideais que aprendeu no Bope. O que parece, é que na falta de uma história para contar, passa-se a contar a história do personagem que fez sucesso, fazendo dele um artifício para viabilizar aquilo que o diretor “realmente” gostaria de mostrar. E o que o Padilha queria contar? Aquilo que já anuncia no título de Tropa 2: o inimigo é outro em relação ao primeiro filme.

O diretor sempre teve sua obra rasgada por um viés que podemos chamar de “social”. Em seu longa de estreia, o documentário “Ônibus 174”, ele se projetou por ir na contracorrente do que se falava sobre Sandro, o sequestrador do ônibus. Enquanto boa parte da mídia tratava de transformar o seqüestro em espetáculo e a morte de Sandro era celebrada como sinal de eficácia da operação policial, Padilha pautou seu filme de forma bastante diferente. O esforço dele foi traçar a trajetória de Sandro, sobrevivente da chacina da Candelária, não para justificar o sequestro, mas para mostrar o homem por detrás do encapuzado e a sociedade na qual ele se criou, a mesma onde se insere seu crime.

Tropa de Elite foi o segundo longa do cineasta. Com ele vieram não só os louros, mas também muitas críticas. A principal delas diz respeito a uma dada apologia à política de confronto e o desprezo dos direitos humanos, características do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Para que não se diga que há exagero nesta definição, nunca é demais lembrar que a tortura e o blindado conhecido como “Caveirão” são recursos usuais do Bope. O filme foi taxado de “fascista” e ainda que consideravelmente premiado, a obra nunca conseguiu se desvincular das críticas.

O que há que se considerar nisso tudo é que Padilha foi questionado entre espectadores e em um meio onde era tido com certa expectativa por conta de “Ônibus 174”. O olhar humanista do primeiro longa do diretor foi absolutamente esquecido depois das cenas de tortura da sua primeira ficção.

E o que fez Padilha depois das críticas? Filmou Garapa. Um filme engajado, com um viés social bastante forte. Garapa é um documentário duro, sobre a fome, que abusa de imagens sensibilizadoras em sua estética preto e branco. O filme, no entanto, mostra-se revelador no que diz respeito ao cineasta. Em mais de um momento é possível sentir certa fricção entre ele e os entrevistados. Um exemplo é quando ele pergunta a uma mulher: “Se você não tem condições, por que continua a ter filhos”? Ela, desconcertada, se mostra sem resposta. O cineasta aparece durante todo o documentário com excelentes diagnósticos para a problemática que se propõe a colocar. Garapa mostra que Padilha tinha mais que uma ideia na cabeça, ele tinha certezas e usa sua câmera apenas para ilustrá-las. A câmera deixa que isso transpareça nitidamente quando revela os embates do diretor com os homens e mulheres que retrata, famintos e sem resposta.

Depois de Garapa veio Tropa 2 e o que parece é que o desejo dele era mostrar que as críticas não lhe eram cabíveis, nem a seu filme. Por que não? Porque o problema da violência na sociedade carioca não é responsabilidade do Bope. O Bope faz o que pode: mata. O Bope, esta instituição incorruptível, apenas reprime todo o mal que emana na cidade. Mas isso, Tropa 1 já dizia. O problema é que os “militantes de direitos humanos” não gostam que se mate traficantes. Em resposta a isso, Padilha colocou os “direitos humanos” no segundo filme.

Toda a construção de Tropa 2 é bastante simplória. De cara, o roteiro coloca um deputado ligado aos direitos humanos no centro do universo criado no primeiro filme. Em seguida, liga o mesmo deputado à vida pessoal do protagonista, o agora tenente-coronel Nascimento. Para então promover a reviravolta central do roteiro: Nascimento torna-se subsecretário de segurança pública. Ele já era um homem honesto, disposto a matar pelo “bem” da sociedade, mas do Bope via apenas os traficantes como inimigos. Da secretaria de segurança pública o protagonista pode enfim ver a verdade: seus inimigos não são apenas os traficantes, mas estão na própria polícia – os corruptos milicianos – e, principalmente, no governo. É quando percebe que matar pessoas apenas não é o suficiente para construir uma sociedade mais justa, que Nascimento começa a “combater” de outra forma. O filme existe para fazer com que o tenente-coronel enxergue o óbvio, critique as alianças entre milícias e governantes e colabore com uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

A simplicidade do roteiro só não surpreende mais do que o tom catequético do longa. Pelo menos um quarto dele alça-se na narração do próprio protagonista. A todo tempo Nascimento reafirma seu compromisso com a justiça, busca apontar culpados e ensina ao espectador que a política é uma coisa muito suja e culpada por boa parte do que existe de ruim na sociedade.

A impressão que se tem é que José Padilha tenta responder a seus críticos. Assim como em Garapa, sente-se que o diretor tinha uma certeza. No caso de Tropa 2, o perigo representado pelos milicianos. O recurso da narração serve para afirmar essa certeza. E a cena final, não deixa dúvidas: o plano aéreo que vai fechando no Congresso Nacional enquanto Nascimento pergunta quem são os culpados enfatiza para o espectador o mal que representam nossos políticos.

Possivelmente José Padilha não esteja errado em nenhuma das afirmações que faz em Tropa de Elite 2. A questão é o tom professoral que o filme assume e suas fracas conclusões que o levam a fazer um filme igualmente fraco.

José Padilha equivoca-se desde o princípio, simplesmente porque o inimigo não é “outro”. Trata-se do mesmo inimigo, aquele que se alimenta dos narcodólares – negócio tão lucrativo quanto o petróleo –, o mesmo que vive do tráfico de armas, que faz com que as vidas humanas sejam supérfluas. O inimigo de vidas sem subjetividades, desempregadas e desnecessárias. O inimigo é o capital e as vidas que ele faz girar, nunca ao caso, sempre em função do lucro.

Marianna Araújo é jornalista.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Justiça Federal do Ceará suspende divulgação do gabarito do Enem 2010

Retirado do site do Jornal O Globo

Autores da matéria: Leonardo Gazes e Rodrigo Gomes.

RIO - A divulgação do gabarito do Enem 2010 foi suspensa, nesta terça-feira (9), por determinação da Justiça Federal do Ceará, por meio da juíza da 7º Vara Federal, Karla de Almeida Miranda Maia. Segundo a juíza, a liminar que suspendeu o exame em todo país, nesta segunda-feira (8) também proibia a divulgação do gabarito da prova. De acordo com cronograma que havia sido divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), as respostas da avaliação seriam divulgadas nesta tarde. A Advocacia-Geral da União informou que irá recorrer contra a suspensão do Enem até a próxima segunda-feira

De acordo com a decisão da juíza, também estão suspensos os pedidos de correção invertida, que teria início via internet a partir desta quarta, para alunos prejudicados pelo cabeçalho invertido do cartão de respostas da prova de sábado. A correção e as análises dos cartões de respostas de candidatos de todo o país também estão sob embargo.

(Leia mais: Tema da redação teria vazado antes da prova)

A determinação da Justiça pela suspensão do exame partiu da ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal no Ceará, quando o procurador da República Oscar Costa Filho questionou a segurança do Enem.

Erros no Enem

O Enem 2010 foi aplicado neste fim de semana, em todo o país. No sábado (6), estudantes reclamaram de erros na impressão da folha de respostas e da prova amarela. O MEC já admitiu as falhas.

O ministério informou que vai abrir uma página na internet, na quarta-feira (10), para receber reclamações de estudantes prejudicados com o problema da folha de respostas. No gabarito, houve uma troca nos nomes das áreas de conhecimento e alguns alunos alegam que seguiram os enunciados e preencheram as respostas de forma errada. De acordo com o MEC, os inscritos poderão pedir a correção invertida da prova.

Em relação à prova amarela, a estimativa é que cerca de 2 mil estudantes fizeram a prova que apresentava questões repetidas, sequência numérica errada e até algumas questões de um outro modelo aplicado, a prova branca. O ministério havia informado que avaliava a possibilidade de realizar um novo exame para esse grupo de alunos. (Veja também: Haddad nega que Inep tenha falhado no Enem)

A juíza Karla de Almeida Miranda Maia, entretanto, entendeu que a nova prova pode beneficiar alguns estudantes. "A disponibilização de requerimento àqueles estudantes prejudicados pela prova correspondente ao caderno amarelo, e a intenção de realizar provas apenas para os que reclamarem administrativamente não resolve o problema. Novas provas poriam em desigualdade todos os candidatos remanescentes. Do mesmo modo, novas provas não solucionaram o problema da segurança na aplicação do exame", diz trecho da liminar.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Você Não Sabe o Que é Amor! (?) *


* Coluna publicada no Jornal Local de 4/11/10

Valença acordou outro dia mesmo e estava sem prefeito, sem médico, sem CEDAE, sem chaminé e sem 700 empregos na cooperativa que presta serviço ao poder municipal. Lamento por estas famílias, pois era maioria assalariada, mas vendo por outro lado, se mandam 700 embora e a Prefeitura não para, é sinal que tem gente sobrando por ali (pelo menos na conta dos burocratas de plantão). Um passarinho me contou que grande parte destes cargos era indicação de políticos e figurões da cidade, e que ele inclusive tava dando graças a Deus por não ter rodado nesta história, pois é contratado(a), mas não da Multiproof.

Cabe assinalar que trocar emprego público por voto é um golpe político muito poderoso, pro bem e pro mal, pois a carreira na administração pública, quando ocupada de maneira legal, impessoal e limpa, é essencial na vida democrática e na garantia dos direitos básicos, e a deturpação destes princípios acaba sendo lesiva aos interesses nacionais. Por isso é crime sujeito à prisão. Mas isso todos nós já estamos “carecas de saber” (eu mais do que vocês!) Espero que o próximo prefeito (ou quem sabe o atual) lembre de fazer concursos públicos, e espero que os 700 que foram mandados embora briguem por isso. Não só por isso, mas lutem também por: 

1) Um estado democrático de fato e de direito, com respeito aos conselhos municipais, representação e participação dos setores populares e progressistas da sociedade, e não só a ação dos mausoléus da política valenciana;

2) A revisão de todos os contratos, recibos, dívidas, licitações, pagamentos e procedimentos contábeis da Prefeitura, afim de renegociar, pagar, cancelar, adiar, e até declarar moratória das dívidas abusivas e dos contratos espúrios; 

3) O fim da terceirização nos setores públicos essenciais, acabando com a farra dos cargos comissionados. Concurso público já (e sempre!)

De inicio estas três ações políticas fechariam o focinho de muita ratazana que se infiltrou no esgoto da administração pública. Valença não precisa ressuscitar nenhum “pai dos pobres”, pois a miséria e a pobreza por aqui já atingiram a maioridade; e muito menos precisamos de super-homem de capa (ou jaleco), pois até o Super-Man de Hollywood já bateu as botas... 

Queremos propostas coerentes, solidárias, científicas e democráticas, a biografia vem depois, como conseqüência destas. Não adianta ter prefeito que “traz recursos” se os recursos não caem onde o povo precisa, ou pior: caem onde não devem. Nossa geração já perdeu tempo demais, e mesmo eu não acreditando tanto neste duvidoso sistema eleitoral, este ano ainda tem eleições gerais, onde somos convidados compulsórios da “Festa da Democracia”.

 A cidade, o estado, o país e o planeta tão se ferrando há bastante tempo com o atual sistema político e econômico, que é assassino e excludente. Será que perdemos o sentido da vida coletiva? Ou como diz o Luan Santana: Você não sabe o que é amoooor(?)! Se alguém apresentar minimamente as três propostas acima tem meu apoio e quem sabe meu voto. E o teu? Saudações a quem tem coragem!