quinta-feira, 30 de agosto de 2012

6º CineMúsica em Conservatória

Evento que reúne exibições de filmes dedicados à música acontece de 6 a 9 de setembro, em Conservatória

Conservatória, o distrito de Valença conhecido como “cidade da seresta”, recebe em 2012 a sexta eidção do CineMúsica, que acontece de 6 a 9 de setembro. A temática desta edição é a música instrumental brasileira.

Com curadoria de Hernani Heffner e Ruy Gardnier, o CineMúsica conta com quatro pontos de exibição: a Praça da Matriz, o Cine Tela Brasil, o Cine Centímetro e o Cine Milímetro.

Este ano o principal homenageado será Wagner Tiso. Ele receberá o troféu Personalidade Sonora e ainda fará uma apresentação em praça pública na sexta-feira, 7 de setembro.

O Festival é promovido pela Associação Casa da Cultura de Conservatória.

PROGRAMAÇÃO


6 DE SETEMBRO – Quinta Feira


HORA

CINE PRAÇA

CINE-TELA BRASIL

CINE CENTÍMETRO

CINE MILÍMETRO
9h


Sessão Infantil 01
§  31 minutos – O filme
Diretores: Álvaro Díaz e Pedro Peirano




10h30


Formacine
§  Oficina “Pintando o Som, Criando a Arte”
Musicista: Flávia Sobrinho




14h


Sessão Juvenil 01
§  Capitães da Areia
Diretores: Cecília Amado e Guy Gonçalves
Homenagem -100 anos de Jorge Amado

Sessão Audiodescrição
§  Vida de Menina
Diretora: Helena Solberg
(Portadores de deficiência visual)


15h30


Formacine
§  Oficina “Conversando a Gente se Entende”
Terapeuta: GiúliaTrepim
(Trabalhando o filme Capitães de Areia)



Formacine
§ Oficina“Transformando o Som em Arte”
Musicista: Flávia Sobrinho



16h



Sessão UGB
  • Morada
Diretora: Joana Oliveira


19h


Curtas Polo de Cinema de Barra do Piraí - Projeto Luz, Câmara, educação!
  • O maníaco do matadouro
    Diretor: Pablo Oliveira
  • Os Gonzales
    Diretor: Alex Fagundes Maia
  • Beato
    Diretores: Jeferson de Paula Santos e Larissa Purcina da Silva


20:30h

Abertura Oficial do Festival 2012
Troféu CineMúsica
§  Personalidade Sonora 2012 - Wagner Tiso
§  Grandes Homenageados - Nelson Pereira dos Santos e Eduardo Coutinho
§  Cerimônia de Homenagem: “Personalidade que faz o CineMúsica Acontecer”  Patrocinadores, Apoiadores e Beneméritos




21h

Filme de Abertura
§  A Luz do Tom
Diretor: Nelson Pereira dos Santos





23h

Show
§  Ricardo Herz
Apresentação do CD "Aqui é o Meu Lá".







7 DE SETEMBRO – Sexta Feira



HORA

PRAÇA


CINE-TELA BRASIL

CINE CENTÍMETRO

   MILÍMETRO

9h


Sessão Infantil 2
§  Uma professora muito Maluquinha

Diretores: César Rodrigues e André Alves Pinto




10h



Arte & Negócios
§  Mesa 01- Novos Formatos e Narrativas: conteúdos Transmídia possibilidades de produtos a partir de uma boa história.


10h30

Formacine
§  Oficina "A Arte de Criar e Brincar"
Musicista Flávia Sobrinho




11h30




Direto do Set
§ Wagner Tiso



14h



Sessão Juvenil 02
§  Rânia
Diretora:Roberta Marques

Geografias musicais
§  Lira Paulistana e a vanguarda paulista
Diretora: Riba de Castro

Horizontes
§ Girimunho
Diretores: Helvécio Marins e Clarissa Campolina

16h
Formacine
§  Apresentação do Grupo Encantarte –Musicalização Infantil


Premiado
§  Trabalhar Cansa
Diretores: Juliana Rojas e Marco Dutra

Geografias musicais
§  A Nave – Uma Viagem com a Jazz Sinfônica de São Paulo
Diretor: Luís Otávio de Santi

Horizontes
§ Desassossego
Diretores: Helvécio Marins Jr, Clarissa Campolina, Carolina Durão, Andrea Capella, Ivo Lopes Araújo, Marco Dutra, Juliana Rojas, Marina Meliande, Caetano Gotardo, Raphael Mesquita, Leonardo Levis, Gustavo Bragança, Felipe Bragança, KarimAïnouz


18h



Premiado
§  2 coelhos
Diretor: Afonso Poyart

Curtas Experimentais
§  Monocelular
Diretor: Felipe Cataldo
§   Senhorita Fotografia
Diretor: EtaAquarídea
§  Plus Aucune Memoire Vive...
Diretores: Cédric Dupire e Marie Richeux
§  Daqui Tudo Parece Pequeno
Diretora: Larissa Siqueira
§  Maçã com sabor de gasolina
Diretora: Cristiana Miranda


Horizontes
§  A cidade é uma só?
Diretor: Adirley Queiroz
19h




Pré-estreia
§ No Lugar Errado
Diretores: Ricardo e Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Guto Parente





20h

Homenagem
§  A música segundo Tom Jobim
Diretor: Nelson Pereira dos Santos


Premiado
§  Heleno
Diretor: João Henrique Fonseca



Horizontes
§  Histórias que só existem quando lembradas
Diretora: Júlia Murat

21h




Pré-estreia
§  Abismo Prateado
Diretor: Karim Aïnouz




22h


Cultura Integrada
§  Show Wagner Tiso
Personalidade Sonora 2012
Participação de violoncelista Marcio Malard



Homenagem
§  Os desafinados
Diretor: Walter Lima Júnior





23 h


§  Seresta de Conservatória












8 DE SETEMBRO – Sábado


HORA

PRAÇA – CINE-SESC

CINE-TELA BRASIL

CINE CENTÍMETRO

 MILÍMETRO

9h

Sessão Infantil 3
§  Tainá – Uma aventura na Amazônia
Diretores: Tânia Lamarca e Sérgio Bloch




10h




Artes & Negócios
§   Mesa 02- Música, Cinema e as Redes Sociais - O uso criativo na comercialização e distribuição.



10h30

Formacine
§  Oficina “Soltando os Bichos”
Hugo José





11h30





Direto do Set
§   Nelson Pereira dos Santos e Eduardo Coutinho




14h



Sessão Juvenil 03
§  Corda Bamba, História de uma Menina Equilibrista
Diretor: Eduardo Goldenstein

Geografias musicais
§  Argus Montenegro e a instabilidade do tempo forte
Diretor: Pedro Lucas


Horizontes
§ Santos, 100 anos de futebol arte
Diretora: Lina Chamie

15h30

Formacine
§  Oficina “A Música que Ouço, a Arte que Crio”
Musicista Flávia Sobrinho





16h



Premiado
§  Paraísos artificiais
Diretor: Marcos Prado

Geografias musicais
§ Projeto Pixinguinha
Diretor: André Sampaio
§ Nunca mais vou filmar
Diretor: Leandro Afonso

Horizontes
§  Nenhuma fórmula para a contemporânea visão do mundo
Diretor: Luís Rocha Melo


18h



Premiado
§  Raul, o início, o fim e o meio
Diretor: Walter Carvalho


Curta Light
§  Os Mortos-vivos
Diretora: Anita Rocha da Silveira
§  Memórias externas de uma mulher serrilhada
Diretor: Eduardo Kishimoto
§  Com vista para o céu
Diretor: Allan Ribeiro


Horizontes
§ Vou Rifar meu Coração
Diretora: Ana Rieper

19h

Cerimônia de Premiação
§  Melhor Som
§  Melhor Desenho de Som
§  Melhor Música e Melhor Mixagem - Melhor Captação de Som
§  Melhor Seleção Musical
§  Melhor Edição de Som
§  Melhores Efeitos Sonoros
§  Melhores Ruídos de Sala (Foley)



Pré-estreia
§  País do Desejo
Diretor: Paulo Caldas


20h


Homenagem
§  As Canções
Diretor: Eduardo Coutinho
§  Crisálida (versão de trabalho)
Diretores: Rafael Saar e Thiago Brito



§ Jorge Mautner, o filho do Holocausto
Diretores: Pedro Bial e Heitor D'Alincourt

21h





Pré-estreia
§  Sudoeste
 Diretor: Eduardo Nunes



22h

Cultura Integrada
§  Banda Sinfônica Campesina Friburgense
Regência: Marcus Almeida
Solistas: Patrícia Monção, André Cunha e Mauro Martz.


Premiado
§  Luz nas Trevas - A Volta do Bandido da Luz Vermelha
Diretores: Helena Ignez e Ícaro C. Martins




23h

§  Seresta de Conservatória pelo Centro Histórico



Homenagem a Carlos Reichenbach
§  Performance - Grupo EtaAquarídea


24h






                                           

9 DE SETEMBRO – Domingo


HORA

PRAÇA – CINE-SESC

CINE-TELA BRASIL

CINE CENTÍMETRO

MILÍMETRO

10h30

§  Encerramento Oficial do VI CINEMÚSICA - Conservatória 2012




11h
Cultura Integrada
§  Cortejo Dançante com a animada ORLEANS JAZZ BAND.
Participação especial das crianças do Programa Formacine e dos seresteiros de Conservatória - Centro Histórico




PROGRAMAÇÃO CULTURAL
Quinta, dia 6 de setembro
Ricardo Herz e seu 'violino popular brasileiro'
Berklee College of Music, EUA
Centre des Musiques, França

Sexta, dia 7 de setembro
Wagner Tiso

Sábado, dia 8 de setembro
Banda Sinfônica Campesina Friburgense

Domingo, dia 9 de setembro
Cortejo, com Orleans Jazz Band

Para mais informações, acesse a página do Festival
www.festivalcinemusica.com.br

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Pílulas de Sabedoria - Aprenda o que é Capitalismo Global em 20 segundos...


Programação Cine Glória 31/08 a 06/07

O VINGADOR DO FUTURO
Classificação: 12 anos
Gênero: Ação
Horários: 17:00 e 19:15 Dub.
21:30 Leg. / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira.

PARA ROMA COM AMOR
Classificação: 12 anos
Gênero: Comedia Romântica / Leg.

Horários: 19:00 / Sala 1*
*Obs: Não haverá sessão na sala 1 terça-feira.

O QUE ESPERAR QUANDO VOCÊ ESTÁ ESPERANDO
Classificação: 12 anos
Gênero: Comedia / Leg.

Horários: 21:00 / Sala 1*
*Obs: Não haverá sessão na sala 1 terça-feira.

Mais informações:
cinegloria.com.br
facebook.com/CineGloriaValenca
(24) 2453 3040 / (24) 81341249

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Poesia // Por Geovane Alves dos Reis

Recebemos a contribuição abaixo para o nosso Blog. O poema é de autoria de Geovane Alves dos Reis, de 14 anos, aluno da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis. GEovane é autor do blog Palavras do Coração [www.palavraasdocoracao.blogspot.com.br]

Um doce pra quem identificar de que tipo de gente ele se refere.

Raposas e raposinhas

Quatro anos se passaram
e raposa e raposinhas
começaram a sair de suas tocas.

lá vem a raposa tentando roubar o queijo do corvo.
lá vem a raposa tentando roubar uvas da vinha do povo.

Mas o povo não corre para cima das árvores
para fugir das raposas
preferem serem enganados, hipnotizados
depois que as raposas terminam suas caças
elas voltam para as sua tocas
para hibernarem em cima
do dinheiro público.
e as raposas só voltam após quatro anos
enquanto o povo
reclama das uvas roubadas
mas daqui a quatro esquecerão
que são as raposas as verdadeiras culpadas...


Geovane Alves dos reis

TV Cultura "veta" participação do redator-chefe da revista Trip no 'Roda Viva'

Do Comunique-se

Convidado para participar do 'Roda Viva' desta segunda-feira, 20, o criador do blog 'Falha de São Paulo' e redator-chefe da revista Trip, Lino Bocchini, foi "vetado" do programa. De acordo com as informações do jornalista, a emissora informou que ele tinha sido cortado da lista nesta manhã. A exibição, que vai ao ar às 22h, entrevistará Diogo Mainardi, ex-Veja.
lino2008
Bocchini não participará do 'Roda Viva' de hoje
(Imagem: Arquivo pessoal)
Ao Comunique-se, o jornalista explicou que na última sexta-feira, 17, recebeu formalmente o convite para participar do programa e o livro de Mainardi, que será abordado como tema durante o encontro. Além disso, hoje pela manhã a produção confirmou o carro que o pegaria na revista Trip. "Logo depois me ligaram dizendo que tinham cancelado a minha participação, pois o programa só poderia ter cinco participantes. Então questionei, pois na lista só tinha cinco mesmo".

No release divulgado pela TV Cultura, o nome de Bocchini aparece junto de outros quatro profissionais - Rodrigo Levino, editor-assistente do caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo; Rinaldo Gama, editor do caderno Sabático, do jornal O Estado de S. Paulo; Michel Laub, jornalista e escritor; e Mona Dorf, colunista do portal IG.

O redator da Trip conta que, logo depois, o nome de Joyce Pascowitch foi cotado para participar da atração. "Me senti desrespeitado e pedi para que alguém do canal me ligasse", contou. O apresentador do 'Roda Viva', Mario Sergio Conti, entrou em contato com o jornalista do impresso e explicou que, para a entrevista de hoje, Joyce "seria mais adequada" e deixaria o encontro mais plural. 

Bocchini, em parceria com o irmão, é criador do blog Falha de S.Paulo, que foi censurado peloo impressa Folha de São Paulo há dois anos. À época, o site fazia crítica bem-humorada do conteúdo publicado pelo jornal e foi tirado do ar  por meio de uma liminar que cassou o domínio registrado. Depois do caso, os irmãos criaram o 'Desculpe a nossa Falha', onde o caso é explicado com detalhes.
O Comunique-se falou com a TV Cultura, que confirmou a troca de jornalistas para o programa de hoje, mas não informou os motivos.

Programação Cine Glória 24 a 30 de agosto

O QUE ESPERAR QUANDO VOCÊ ESTÁ ESPERANDO Classificação: 12 anos Gênero: Comedia / Leg. Horários: 19:00 / Sala 1* *Obs: Não haverá sessão na sala 1 terça-feira. KATY PERRY: PART OF ME (3D) Classificação: Livre Gênero: Documentário / Leg. Horários: 19:30 / Sala 2* *Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira. VALENTE (3D) Classificação: Livre Gênero: Animação / Dub. Horários: 17:30 / Sala 2* *Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira. A BEIRA DO CAMINHO (nacional) – Esse filme aceita ingressos do projeto Cinema Para Todos Classificação: 12 anos Gênero: Drama / Nacional Horários: 21:20 / Sala 2* *Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira. BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (2D) – Últimos dias! Classificação: 12 anos Gênero: Ação / Dub. Horários: 21:10 / Sala 1* *Obs: Não haverá sessão na sala 1 terça-feira.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

VQ // nº 43 // Quadrinhos

Quadrinhos dos anos 10

Por André Dahmer


VQ // nº 43 // Poesia

Um grito de socorro silencioso

Por Jaqueline Cristina*

Quando nasci era um bebê rosinha
Cresci uma pícara sonhadora
Queria ser grande, importante e sozinha
Tal como executiva valenciana.

Os anos foram passando
A adolescência surgindo
Responsabilidades aumentando
E as expectativas diminuindo.

Hoje na maturidade
Constato avessa ao ideal a realidade
Pois não depende só do sonhador,
Mas de toda a sociedade

Em meus tempos de infância
Não havia malícia como atualmente
Mas em meu pensamento
Minha Valença parou no tempo.

Ah minha terra querida!
Estais ferida!
Oxalá que todos olhem para ti
E devolvam-lhe à vida!

* Jaqueline escreve no blog Deliciosa Ilusão [deliciosailusao.blogspot.com.br]
 

VQ // nº 43 // Navegando

A dica da vez é de culinária:

www.falecomanutricionista.com.br

O blog é mantido pela nutricionista Carol Morais e, como ela mesmo explica, tem o objetivo de divulgar informações sobre saúde, nutrição e bem-estar. Lá, a Carol partilha dicas sobre alimentação, receitas e indica hábitos e comidas mais saudáveis.

As dicas da nutricionista, claro, não substituem a ida ao médico. Mas o serviço oferecido pelo blog pode ser útil do dia a dia. Um bom exemplo é a tabela de sazonalidade de frutas e verduras que foi postado recentemente. Com ela, é possível saber a época certa de buscar cada produto na feira ou no hortifruti.

A sessão de receitas chama a atenção porque elas são sempre bem didáticas e com lindas fotos (a exemplo da que ilustra este texto). E, claro, são sempre saudáveis. O VQ já testou e aprovou algumas delas. Se você gosta de cozinhar, visite, teste e nos conte como foi. Mas mesmo se não leva jeito pra cozinha, vale a pena conhecer as dicas da nutricionista para uma vida mais saudável.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

VQ // nº 43 // Entrevista

‘Ser professor é pensar para além da sala de aula’

Foto Vandré Fraga

O entrevistado do VQ deste mês é Gilson Luiz Gabriel, um personagem que construiu uma história de luta contra as oligarquias que dominam e dominaram Valença. Afinal, foi cofundador do PT em Valença em 1986 (então um partido pequeno e que se sustentava nos movimentos sociais), participou das primeiras greves das indústrias valencianas de 1988, e foi candidato a prefeito em 1992. Formou-se em ciências sociais em 2002 e em história em 2004 (ambos os cursos na Faculdade Dom André Arcoverde). Desde 2005 é professor de sociologia da rede pública estadual. Permanece lutando contra os interesses privados que se apropriam daquilo que é público. Mas hoje o seu campo de ação não é mais as portas das fábricas e, sim, a sala de aula e tudo que envolve a educação pública. Leia a seguir os principais trechos da entrevista realizada por Sanger Nogueira e Rafael Monteiro.

Lutas populares
Minha primeira relação com lutas contra as condições de trabalho foi quando trabalhava no antigo supermercado Merval, em 1980. Lutávamos pelo que se chamava de semana inglesa, que é a semana que o comércio deveria parar 12 horas e o supermercado deveria começar na segunda-feira a partir do meio dia, exatamente para compensar a extensão que se fazia no sábado. Depois que conseguimos implementar a semana inglesa nos supermercados, eu e meu irmão continuamos fazendo denúncias e reivindicações de melhores condições de trabalho nas reuniões do sindicado. Logo depois fomos mandados embora. O interessante é que só eu e meu irmão fomos demitidos.

Greve de 88
Na greve de 1988 foi feita uma conversa com a diretoria da fábrica para se trabalhar 8 horas de segunda a sexta e só um turno no sábado, ou seja, 4 horas. Eu era da Santa Rosa Máquinas (setor de metalurgia da indústria) e decidimos em assembleia pela greve, já que a diretoria da fábrica negou as propostas que fizemos. Éramos cento e poucos trabalhadores nesta indústria metalúrgica. Mas percebíamos que o setor têxtil tinha muito mais a reivindicar do que nós e continha uma efervescência muito grande. Com isso começamos a tentar organizá-los. A greve durou 10 dias e num primeiro momento não conseguimos ganhos materiais, mas conseguimos estabelecer um ganho político enorme, pois organizamos os trabalhadores e, assim, fizemos oposição à direção do sindicato e ganhamos as eleições no ano seguinte.

Mas só vou participar do sindicato mesmo quando volto de uma tentativa frustrada de ganhar a vida em São Paulo. No começo da década de 1990 sou convidado a ser assessor do sindicato para contribuir na organização dos trabalhadores e de suas lutas.

Fundação do PT
O grupo que queria fundar o PT, do qual eu participei, começou a estabelecer discussões com este objetivo antes de 1986. Era um grupo bastante heterogêneo, havia pessoas ligadas ao PDT, tinha gente ligada ao grupo que queria falar com o PSB, gente que não sabia o que queria e gente de várias categorias organizadas. Após o processo eleitoral de 86 (para a Assembleia Constituinte) voltamos à discussão da fundação do PT em Valença.

Em 92, a base da campanha do PT para a prefeitura foi o sindicato dos têxteis, uma campanha marcada pela total falta de grana. Hoje vejo que há condições mais favoráveis para uma eleição de um partido sem estrutura, pois há outros meios de comunicação – como a internet – que podem ser utilizados e que naquela época eram inviáveis.

O fim das indústrias têxteis em Valença
Muitos da elite valenciana gostam de dizer que o sindicato e os trabalhadores foram os principais responsáveis pelo fim destas indústrias em Valença. Mas quem conhece um pouco a história de lutas e a forma como estas empresas eram gerenciadas sabe que essa afirmação é um grande absurdo. Afinal, no começo da década de 1990 houve a abertura econômica dos mercados brasileiros e houve um protecionismo muito grande por parte dos Estados Unidos com relação aos produtos de indústrias brasileiras. Assim, estas indústrias com capitais externos e que tinham uma tecnologia de ponta tiveram que voltar sua produção para o mercado interno, o que levou a pequenas empresas como as da Santa Rosa a perderem o mercado, já que suas máquinas eram sucateadas e não tinham como competir. O sindicato, depois que a Santa Rosa havia decretado a sua falência, ainda tentou criar mecanismos de autogestão para manter a empresa funcionando, mas o Julio Vito [Pentagna] não acreditou nas propostas que apresentamos, de alugar o espaço e as máquinas e fazermos a empresa voltar a funcionar. Ou seja, os trabalhadores buscaram a todo momento restabelecer as empresas falidas.

Por que Ciências Sociais
Durante o período de sindicato eu consegui fazer o curso do Núcleo 13 de Maio de formação política dos trabalhadores para atuar dentro dos movimentos sociais. O curso era ministrado em São Paulo e tinha duração de dois anos. Fazer o curso me estimulou a seguir a carreira de professor. A grande vantagem do curso de ciências sociais é que o currículo me permite fazer certas discussões com os alunos dentro da sala de aula. Além de ciências sociais, eu sou formado em História, também pela FAA.

Magistério
Entrei no concurso de 2004 para professor do estado em Sociologia. Foi um ano bastante complicado, já que a primeira prova do concurso foi anulada. Lembro que além de mim entraram o Samir Resende e a Beth Delai. A minha segunda matrícula foi em 2007. Nesse ano também tivemos a primeira prova do concurso. Entramos eu e o Cícero Tauil.  Na segunda matrícula eu fui dar aula no colégio Barão do Rio Bonito em Barra do Piraí.

O meu primeiro ano no chão da escola foi em um CIEP de Pinheiral. Eu não tinha a menor ideia do que era dar aula numa escola pública. Era uma escola boa pra trabalhar. Eles desenvolviam vários projetos pedagógicos. No entanto, percebi que os professores não tinham nenhum envolvimento com a luta dos profissionais de educação. Não existia nenhuma mobilização.

Lá em Pinheiral eu pude perceber como os professores priorizavam o relacionamento pessoal em detrimento de suas reivindicações. Tanto na categoria dos profissionais de educação como a categoria do funcionalismo público é muito individualista. Comparando os professores e a minha experiência na fábrica, percebo uma extrema dificuldade do professor em perceber que todos estão no mesmo barco. É muito difícil criar uma identidade de classe entre os professores.

Educação pública
O problema da educação é a forma como se administra o setor. Como questionar a falta de compromisso do professor sem observar que as exigências partem sempre de cima pra baixo, quando  o professor quase nunca é chamado pra opinar? Fica difícil falar do não comprometimento quando se está colocando um projeto de educação que os profissionais de educação não concordam. Eu não tenho comprometimento com algo que me é imposto.

Hoje o estado está implementando um projeto que olha a escola como uma empresa que tem que dar lucro. Eles não querem melhorar a qualidade da educação. Isso fica muito claro já que eles não abrem espaço pra discussão., ignoravam nossas reivindicações e não nos escutam quando dizemos que o projeto deles está cheio de falhas.

Problemas na educação
A questão do envolvimento da comunidade escolar passa pela participação da mesma nos assuntos escolares. Portanto, é necessário a eleição dos diretores de escolas. Transformaram o cargo de diretor em um cargo “técnico”. Ora, nas aulas de ciências sociais estudamos que todo cargo técnico exprime uma visão de mundo. Técnico não quer dizer bom. Até porque a única diferença entre a indicação política para diretor e o concurso é a exigência da prova. Nos dois casos, o diretor tem que ser favorável ao projeto de educação do Estado. Se ele se opor, ele é exonerado do cargo. Quando levantamos a bandeira da eleição para diretores, a secretaria finge que esta reivindicação não existe.

Outro exemplo é a implementação na Gide (Gestão Integrada da Escola). As pessoas que trabalham no Gide trazem as respostas prontas. Muitas delas nunca entraram numa sala de aula para experimentar aquilo que elas propõem. A questão da escola não é uma questão de elevar percentuais. Temos que perceber que a escola está integrada com a sociedade. A escola recebe um conjunto de alunos oriundos de uma sociedade preconceituosa, machista e com sérios problemas de drogas. Toda essa complexidade não é vista pela Secretaria de Educação.

Esse discurso de que é preciso extinguir disciplinas como Sociologia e Filosofia para ter mais carga horária de Português e Matemática está alinhado ao pensamento que quer projetar o Brasil no rumo do ‘desenvolvimento industrial’. É um discurso velho do tempo em que se falava do ‘Brasil grande’. Essa ideia de que “não precisamos de filósofos ou sociólogos, precisamos de engenheiros”, é  uma visão tecnicista que evita discutir quais são os rumos do nosso país. Um grupo de administradores que evitam fazer a pergunta  de que Brasil queremos? Em sala de aula observo que, muitas vezes, aquele aluno que desenvolve uma paixão com a área de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) também desenvolve um conflito interior com a ideia de que ele precisa fazer algo para ganhar dinheiro.

Sexo, política e religião se discute na escola?
Não é questão de querer. São coisas que estão colocadas pela sociedade. A escola não está separada da sociedade. É melhor repensar a pergunta: quem quer que o professor não discuta isso? Acho que esse tabu é uma forma de algumas pessoas de “protegerem” seus filhos. Acreditam nesse tabu com o receio de perder o controle sobre os jovens. Se a escola não consegue fazer esse debate, a escola deve ser fechada.

Papel do professor
Não devemos ter medo de expor nossas opiniões. Por exemplo, não tenho receio em afirmar que o marxismo é o melhor instrumento para compreender a sociedade. Mesmo tendo que mostrar aos alunos várias abordagens, isso não me impede de divulgar a minha preferência.
Ser professor é pensar para além da sala de aula. É uma profissão curiosa porque você não a deixa em seu local de trabalho. Ao ler um jornal, ver um filme ou ouvir uma música, você está sempre pensando em como trazer aquilo para a sala de aula.

domingo, 19 de agosto de 2012

VQ // nº 43 // Memória

Memórias de meus tempos de fábrica

Hoje a grande maioria das fábricas está fechada e a cidade sem perspectivas de crescimento econômico. O que as fábricas representaram para a população valenciana?

Por Carlos Bruno S. Barbosa*
Ilustrações Vitor Castro


Não que eu seja uma daquelas pessoas que só vê o lado negativo das coisas; nem fica bem pra um ser humano ser assim, né? Mas confesso que às vezes me dá uma sensação estranha, meio que uma tristeza, quando vejo todas essas fábricas têxteis fechadas aqui em Valença. Elas fazem parte de minha história, de minhas memórias. Sou de um tempo em que essas fábricas moviam a economia da cidade; você saía de uma delas e logo em seguida já arrumava emprego em outra.

Me lembro bem de meu início de trabalho nessas fábricas. Acho que foi nos idos de 1969 quando comecei a trabalhar em fábrica (me desculpe, mas faz muito tempo e a gente sabe como é a nossa memória: às vezes ela engana a gente e recria as nossas histórias). Fazia um ano que papai tinha morrido, éramos 11 pessoas na família numa casa grande na roça e precisávamos ajudar nas finanças da casa. Como eu já tinha completado 14 anos, mamãe conseguira uma vaga na Fábrica da Chueke pra mim (sim, é aquela mesma onde fica a Richards hoje em dia).

Eu morava no Cambota. Naquele tempo, o bairro não era asfaltado; ainda havia até os trilhos de trem na estrada. Como não havia mais trem por lá, colocaram até um ferro pra impedir a passagem deles nos trilhos – minha irmã Maria e eu já nos machucamos passando por ali naquela época. Tenho a cicatriz até hoje, bem aqui nessa perna, veja só. Pra chegar na Chueke, andava quatro quilômetros e meio e trabalhava na noveleira – aquela que fazia os rolos - das cinco da manhã até uma da tarde. Trabalhei apenas um mês lá, pois mamãe achava ruim eu caminhar tão mocinha pela estrada de madrugada.

De fábrica em fábrica
Mamãe optou por me colocar na Fábrica de Renda e Bordado, em frente ao que hoje é a Metamorfose, pois minha irmã mais velha, a Yara (na época com 20 anos de idade) trabalhava lá e assim poderíamos sempre ir juntas ao trabalho. Lá trabalhei na máquina automática de fiação durante um ano e pouco. Todas as meninas da família, minhas irmãs, trabalharam lá, com exceção da Dinah, minha irmã mais nova. Como eu dissera antes, a história dessas fábricas fazia parte da trajetória de trabalho de nossa família, de nossa luta pela sobrevivência sem papai aqui para nos amparar – tínhamos que manter nossa casa, dar boas condições para mamãe e para nós mesmas.
E deu tudo certo, graças a Deus! Após a Fábrica de Renda e Bordado, trabalhei na Fábrica Progresso e na Santa Rosa. Não faltava trabalho em fábrica naquela época.

Como os tempos mudam. Hoje, se você não quer ficar desempregado, tem que buscar vaga no comércio, que, naquela época, era quase inexistente. As pessoas saíam de Valença pra comprar as coisas, nenhuma loja grande durava na cidade por muito tempo. Agora, está tudo mudado: o comércio cresceu muito e todas as fábricas nas quais trabalhei fecharam. Fico impressionada com essas mudanças bruscas; se bem que eu adoro passar no centro e poder fazer minhas comprinhas sem ter que sair da cidade. Como disse, não se pode ver só o lado negativo das coisas.

Sindicato tem culpa?
Ah, mas tinha uma coisa que eu não gostava nem um pouquinho da época em que trabalhava em fábrica: como eu era menor de idade, meu salário era muito mais baixo que de um trabalhador maior de idade. E tinha que dar a mesma produção [atingir as metas] que os mais velhos, veja só! Era uma pressão danada, eu me virava, até dava produção, mas não passava da meta. As colegas que davam produção maior às vezes me ajudavam. Não posso esquecer jamais da minha amiga Zilma, que, na época da Santa Rosa, dava produção e ainda me ajudava pra que eu alcançasse a minha meta.

Atitudes como essa não acontecem muito hoje em dia, com todas essas câmeras internas, com todo esse desespero para se manter no emprego. Hoje é mais cada um por si. Mas acaba que, pensando nas fábricas de Valença hoje em dia, não há nem união, nem cada um por si, afinal, não há mais fábricas como antigamente por aqui. Às vezes, vem gente me dizer que foi por causa do sindicato que as fábricas fecharam, mas eu não sou boba: na década de 1990, a Santa Rosa, por exemplo, muito antes das brigas com o sindicato, já funcionava meia boca, pagava os funcionários com atraso; esse negócio de ficar culpando os outros pelos nossos próprios erros é uma atitude que eu não aceito, sempre fui muito honrada e não gosto de mentira e covardia. Que cada um admita o seu defeito, conviva com seus pecados e arrume um jeito de encontrar a sua redenção.

É... parece que pecamos demais como cidadãos valencianos e nada de acharmos uma redenção. Continuamos votando errado, trocando voto por saco de cimento, dentadura, um dinheirinho e quem paga a conta somos nós mesmos: aí estão as fábricas fechadas, Valença estagnada, um cenário triste que não me deixa mentir. A cidade tinha tudo pra dar certo, não tinha? Mas não dá. Ver as fábricas fechadas me faz pensar em tudo isso, me faz relembrar – se a gente não tiver memória, como vamos conquistar um futuro melhor para nossa terrinha? Mas, já disse isso e nunca custa lembrar, não devemos trazer na cabeça só coisas negativas, a gente fica até doente assim, não é verdade? Tenho fé em Deus que um dia Ele vai iluminar a cabeça da minha gente e o povo vai se conscientizar. Sim, um dia, a gente vai usar a memória pra funcionar, aprender com nossos erros e ver nossa cidade voltar a crescer!

* Carlos Brunno é poeta e professor, e escreveu este texto baseado nas memórias de sua mãe, Vanda Silva Barbosa, de 56 anos

sábado, 18 de agosto de 2012

VQ // nº 43 // Política

O que pode e o que não pode nas eleições

Outdoors, brindes como camisetas, bonés e canetas, a doação de cestas básicas, sacos de cimento ou qualquer outro bem que possa trazer vantagens para o eleitor é proibido e constitui crime eleitoral. Showmícios e trio elétrico, entre outras atividades, também são proibidos

Já foi dada a largada para as campanhas eleitorais. No próximo dia 7 de outubro teremos eleições municipais em Valença – agora sem risco de cancelamento. Serão eleitos um prefeito e 12 vereadores – dois a mais do que nos pleitos anteriores, quando elegíamos 10 candidatos.

Desde o dia 6 de agosto que está permitido a propaganda dos candidatos. E já na próxima terça-feira, dia 21 de agosto, começa também o período das campanhas eleitorais na TV e no rádio.
Em Valença, para o cargo de prefeito, seis candidaturas foram registradas: Álvaro Cabral, Chico Lima, Fábio Ramos, Fernandinho Graça, Rômulo Milagres e Saulo Correa. Como as campanhas estão nas ruas, o VQ fez uma lista dos procedimentos que são permitidos – e os que não são permitidos – durante a campanha eleitoral.

No caso de presenciar alguma irregularidade, o eleitor pode denunciar junto ao Cartório Eleitoral de Valença, que fica na Rua Araújo Leite, 166, Edifício do Fórum , Sala 1, térreo. A denúncia também pode ser feita por telefone: (24) 2452-4560. O procedimento pode ser feito ainda no site do Tribunal Regional Eleitoral (www.tre.rj.gov.br), através do Clique Denúncia disponível na página. Ao fazer pela internet é possível acompanhar o andamento do processo. No caso de irregularidade, o candidato e o partido são os responsabilizados.

O QUE NÃO PODE
- Outdoors (Multa de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50)

- Confecção, utilização e distribuição, por candidato, comitê, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor.

- Showmício ou evento assemelhado para a promoção de candidato e a apresentação, remunerada ou não, de artistas com o objetivo de animar comício e reunião eleitoral. A proibição se estende aos candidatos profissionais da classe artística.

- Trio elétrico, exceto para sonorização de comícios entre 8h e 24h.

- A propaganda sob qualquer forma (inclusive a pichação, inscrição a tinta, fixação de placas, estandartes, faixas e assemelhados) em bens públicos; nos bens de uso comum, ou seja, os definidos pelo código civil e também aqueles a que a população em geral tem acesso (cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios e estádios, ainda que de propriedade privada); em postes de iluminação pública e de sinalização de tráfego; em árvores e jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, cercas e tapumes divisórios; em viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos.

O QUE PODE
- Fixação de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições até o limite de 4m² e que não contrariem a legislação eleitoral, em bens particulares, desde que autorizado pelo proprietário. Deve ser espontânea e gratuita, vedado qualquer pagamento em troca do espaço.

- Colocação de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas, desde que não dificulte o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos. A mobilidade estará caracterizada pela colocação e retirada entre 6h e 22h.

- Realização de comícios com utilização de aparelhagem de sonorização fixa e trio elétrico (entre 8h e 24h), passeatas, carreatas e caminhada - até as 22 horas da véspera da eleição.

- Distribuição de volantes, folhetos, santinhos e outros impressos, até as 22 horas da véspera da eleição.

- Uso de alto-falantes entre 8h e 22h, mantida distância maior que 200m de hospitais, escolas, igrejas, bibliotecas públicas e teatros quando em funcionamento, até a véspera da eleição.

- Comercialização de material institucional (do partido) desde que não contenha nome e número de candidato, bem como cargo em disputa.

- No dia da eleição é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos.

- Em jornal impresso, até 48 horas antes da eleição, é permitida a divulgação paga e a reprodução na internet de jornal impresso, de até 10 anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tablóide.

Acima expomos o que pode e não pode em termos de propaganda eleitoral. Porém, o mais importante é que as candidaturas parem de gravitar em torno de lideranças individuais e famílias tradicionais, como disse o professor Paulo Roberto Leal em nossa última edição. Não podemos mais esperar que a solução para os problemas e a busca por oportunidades de desenvolvimento venham da “iluminação” de uma única pessoa. Precisamos – e queremos – um projeto de município, com políticas públicas claras e construídas junto com a sociedade.

É claro que votamos em indivíduos, mas é nossa obrigação conhecer os ideais de seus partidos, suas plataformas políticas, sua visão da coisa pública. O candidato deve ser o representante de uma ideologia e prática partidária, construídas por um coletivo de pessoas interessadas no bem comum. E isso não se faz da noite para o dia...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

VQ // nº 43 // Editorial

Conhecer o passado para pensar o futuro

As memórias sobre o nosso passado podem nos ajudar a refletir sobre o que queremos para as novas gerações

A matéria que ilustra a capa desta edição do VQ remete às recordações do ‘tempo das fábricas’ em Valença. Para a geração que nasceu a partir da década de 1990 pode parecer como uma novidade, mas Valença foi por muitos anos um importante polo têxtil. Hoje o que vemos são os galpões abandonados em péssimas condições estruturais, muitos deles tombados como patrimônio – mas sem qualquer finalidade promissora, infelizmente.

O texto de Carlos Brunno, baseado nas memórias de sua mãe Vanda, uma das muitas trabalhadoras das fábricas de Valença, nos faz refletir sobre o nosso passado recente, e com isso podemos pensar  – ou repensar – o nosso futuro. Ainda sobre as fábricas e as lutas dos trabalhadores, o entrevistado da edição, o professor Gilson Luiz Gabriel, também relembra algumas passagens em que esteve presente, especialmente quando participou ativamente da greve das fábricas de Valença em 1988. Gilson faz um paralelo entre as lutas dos trabalhadores das fábricas e a sua atual luta junto à categoria dos profissionais da educação. Para ele, há uma dificuldade em criar uma identidade de classe entre os professores – diferente do que acontecia com os trabalhadores das fábricas.

Mas Gilson fala também das suas lutas atuais, da sala de aula, dos problemas da educação brasileira e do papel do professor.

O que não poderia deixar de ser tratado nesta edição são as eleições municipais, que já iniciaram suas campanhas pelas ruas da cidade. Fizemos uma lista do que é permitido e do que não é permitido durante a campanha eleitoral. Por exemplo, pagar para que alguém coloque um cartaz na sua casa é crime. Oferecer aos eleitores qualquer bem material também, como sacos de cimento, tijolos etc. Nada disso é permitido, embora seja mais comum do que gostaríamos em nossa cidade. Um político que se presta a esse papel não merece o voto de ninguém. No caso de presenciar alguma irregularidade, qualquer pessoa pode denunciar junto à justiça eleitoral.

Em nossa última página, a dica da seção Navegando é o blog da nutricionista Carol Morais, que mantém a página na internet para divulgar informações sobre saúde, nutrição e bem-estar. André Dahmer nos brinda com mais uma tirinha dos Quadrinhos dos anos 10, e a poetisa desta edição é Jaqueline Cristina, que grita para que acudam nossa Valença.

Vale destacar ainda a contribuição de mais uma empresa parceira, a Vidraçaria Princesa da Serra, que junto ao Jopag Supermercado e à Miriam Lajes, colabora decisivamente para a manutenção da edição impressa. Caso queira colaborar, entre em nosso blog e veja como pode ajudar na construção e manutenção do VQ.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sábado, dia 18, lançamento do VQ 43

Será neste sábado, dia 18 de agosto, o lançamento da edição 43 do VQ. Claro, o lançamento será acompanhado do Sarau Solidões Coletivas - ou seria o contrário, o VQ acompanha o Sarau?

Estão todos mais que convidados para compartilhar essas solidões e desejos de uma outra Valença.

Lançamento do VQ 43 com Sarau Solidões Coletivas
18 de agosto de 2012
Costelão - Rua Getúlio Vargas (em frente ao Oswaldo Terra)
A partir das 18 horas, sem hora pra acabar.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Programação Cine Glória 17 a 23 agosto

KATY PERRY: PART OF ME (3D)
Classificação: Livre
Gênero: Documentário / Legendado
Horários: 19:30 / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira.

VALENTE (3D)
Classificação: Livre
Gênero: Animação / Dublado
Horários: 17:30 / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira.

A BEIRA DO CAMINHO (nacional) – Esse filme aceita ingressos do projeto Cinema Para Todos
Classificação: 12 anos
Gênero: Drama / Nacional
Horários: 21:20 / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira.

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (2D)
Classificação: 12 anos
Gênero: Ação / Dublado

Horários: 18:00 e 21:10 / Sala 1*
*Obs: Não haverá sessão na sala 1 terça-feira.

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Cine Glória Valença
cinegloria.com.br
facebook.com/CineGloriaValenca
Tel: (24) 2453 3040 / (24) 81341249

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Sábado, dia 18, tem Sarau Solidões Coletivas e lançamento da edição 43 do VQ

No último lançamento do VQ, realizado no dia 21 de julho no Costelão (na Rua Getúlio Vargas), além do sarau Solidões Coletivas tivemos a ilustre presença de João Paulo Maia, autor das caricaturas que ilustram o topo de nosso blog e a capa de nossa última edição. Abaixo reproduzimos alguns esboços que João Paulo fez durante o último sarau, que retiramos descaradamente do blog Diários de Solidões Coletivas, do entrevistado da nossa última edição impressa Carlos Brunno.

E no próximo sábado, dia 18, tem o lançamento da edição 43 do VQ, com o Sarau Solidões Coletivas a todo vapor, no Costelão, a partir das 18 horas. Estão todos convidados.
















sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Programação da Festa de N. S. da Glória - 2012

Dia 10/08 (Sex)


19h – Missa com o Rito Oriental e Sexto Dia da Novena

20h – Jantar Italiano – Colônia Italiana

• SHOWS

Felipe Trindade – 21:30 horas

Silvana – 23:00 horas




Dia 11/08 (Sáb)

19h – Missa e Sétimo Dia da Novena

20h – Jantar Árabe – Senhoras da Comunidade Valenciana

• SHOWS

Beatles Forever – 21:30 horas

SD14 – 23:00 horas




Dia 12/08 (Dom)

7h30 – Missa

9h30 – Missa

12h – Almoço Caseiro – Pastoral Afro Valenciana, Associação de Grupos de Folias de Reis de Valença, Núcleo de Evangelização Nossa Senhora do Rosário, Catequese Paroquial e Conselho Paroquial de Pastoral.

19h – Missa e Oitavo Dia da Novena

20h – Noite das Tortas – Renovação Católica e Pastoral da Saúde

• SHOWS

Paulinho Lima/Marcus Prado – 21:30 horas

Biscoito Fino – 23:00 horas

Breno Boaretto – 00:30 horas




Dia 13/08 (Seg)

19h – Missa e Nono Dia da Novena
20h – Jantar – Caldo Verde – Equipes de Nossa Senhora.

• SHOWS

Razão de Ser – 21:30 horas

Dignidade A+ – 23:00 horas





Dia 14/08 (Ter)

Vigília da Assunção de Maria

19h – Procissão de Nossa Senhora da Boa Morte e Missa: Pe. Medoro de Oliveira Souza Neto e Paróquia de São José Operário de Três Rios.

20h – Jantar – Strogonoff – Pastoral da Sobriedade, Núcleo de Evangelização São Cristóvão, Paroquianos do Cruzeiro e Rua Araújo Leite, e Conselho Paroquial de Pastoral.

SHOWS

Evandro Costa e Rafael (Projeto som, movimento e cidadania) – 21:30horas

Negro Leo – 23:00 horas

Baiano – 00:30 horas




Dia 15/08 (Qua)

Assunção de Maria

Dia da Padroeira

6h – Alvorada Festiva – Repicar dos Sinos da Catedral e Fogos

10h – Missa Solene presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Elias Manning. Comemoração Paroquial dos 50 anos do Concílio Vaticano II e dos 100 anos de vida de Irmã Paulina da Rocha, do Colégio Sagrado Coração de Jesus.

12h – Almoço Caseiro: Amigos Vicentinos e movimento do Cursilho de Cristandade.

16h – Procissão de Nossa Senhora da Glória, Homenagem à Padroeira e missa Campal
Após a Missa: Show Pirotécnico e Leilão de Prendas: Devotos de Nossa Senhora da Glória, Colégios e Escolas Particulares, Estaduais e Municipais de Valença, Paroquianos do Bairro Hotel dos Engenheiros, Movimento Focolares e Clube da Alegria.

• SHOWS

Evandro Costa e Rafael (Projeto som, movimento e cidadania) – 21:30 horas

Yuri Sander, Caju e Castanha – 21:30 horas

Sonho Meu – 23:00 horas

SOS Concórdia

"Em momento algum nós da AMA-Médio Paraíba estaremos deixando o Parque Natural Municipal do Açude da Concórdia ser abandonado, como parece ser a vontade do atual Governo Municipal. Para isso, estamos lutando com a ajuda de voluntários civis e de empresas parceiras e estaremos seguindo o nosso lema: "Se a força faz vencedores, a Concórdia faz invencíveis!" - provérbio português."

Em setembro deste ano, o Parque Natural Municipal do Açude da Concórdia completará dez anos desde sua abertura para visitas. No entanto, a coordenação do Parque passa por situação nunca antes vista: desde janeiro deste ano, o repasse mensal para manutenção não tem sido feito pelo Poder Público, o que culmina para uma crise generalizada.

A Associação de Defesa do Meio Ambiente do Médio Paraíba (Ama) e a Prefeitura Municipal de Valença (PMV) possuem convênio de cooperação técnica, no qual o Poder Público repassa à instituição o valor mensal de R$ 6 mil para manutenção do parque, destinado à remuneração de funcionários, contabilidade e telefonia. As dificuldades iniciaram neste ano, após dívidas acumuladas sem o repasse de alguns meses de 2010 e 2011. A Associação também não recebeu nenhuma verba em 2012, totalizando débito da PMV com a Associação em mais de R$ 120 mil. Sem condições para manter seus funcionários, a situação gerou a demissão de três guardiões, que entraram com ações trabalhistas contra o Parque.

O Parque só está funcionando devido a apoio e empenho dos voluntários. Os voluntários André e Felipe, e o único funcionário do Parque, Adail da Silva

Sem verba para manutenções mais simples, como a troca de telhas quebradas, gerada pela chuva de granizo de 2011

Fonte: site do Jornal Local

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A farsa do mérito na educação do Brasil

Retirado do blog Catatau

Volta e meia retornam os artigos pregando certa noção muito curiosa de “meritocracia” na educação. As vítimas são sempre os professores, eternos judas da grande festa junina brasileira. No caso de hoje, os judas são os professores universitários federais. Seriam eles os judas de verdade? O artigo da vez é a entrevista de Simon Schwartzman ao Estadão.

Ela faz passar ao leitor uma série de hipóteses que, a julgar a insistência com que são apresentadas, parecem aquele velho dito da propaganda nazista: uma mentira repetida mil vezes se torna verdade. Vamos a elas:
  • Segundo o catedrático, as universidades brasileiras se concentram unicamente na remuneração por titulação; a titulação seria um critério importante para medir o “desempenho”, mas insuficiente;
  • para haver suficiência seriam precisos critérios externos (para não dizer quantitativos);
  • em todos os lugares onde a educação dá certo é o “desempenho” o que avalia uma boa universidade, não isso que é feito no Brasil;
  • aqui, buscar a isonomia dos professores é um tiro no pé, pois favoreceria a acomodação dos docentes e reforçaria, via o único critério da titulação, certa acomodação;
  • para cortar esse círculo seria necessário negociar os salários via mérito, e “até individualmente”, selecionando e promovendo os melhores
  • os melhores não aderem às greves, basta entrar numa universidade durante a greve para vê-los trabalhar. Eles não aceitam essas coisas de sindicato, “Aliás, acham essas assembleias muito chatas, com aquele blablablá e sem solução”
  • a pesquisa no Brasil é ruim, concentrada em algumas universidades e rarefeitas em outras (pois enfim, há coleguismo e acomodação dos professores)
  • esse sistema de diferenças na pesquisa deve ser mantido ou reforçado ou mesmo gerido, pois nem tudo se volta à pesquisa. Devem haver universidades de pesquisa, mas boa parte deve se deter no ensino
  • para o ensino que exclui a articulação necessária com a pesquisa, os professores devem trabalhar parcialmente no “mercado”, para passar sua “experiência” aos alunos.
Olhadas à primeira vista, muitas dessas teses parecem auto-evidentes e muito corretas. Quem há de negar que as universidades devem ser avaliadas pelo desempenho? Quem duvida que elas devem ter um bom desempenho? Ninguém, nem o sindicato dos grevistas (tão atacado pelo catedrático) negaria que seria muito correto recompensar os meritosos e solucionar as carências internas…

Mas infelizmente tais teses comprometem muito mais. Em primeiro lugar pelo que o sociólogo pressupõe, olhando para as universidades estrangeiras “ideais” (segundo ele): elas captam inúmeras séries de recursos, há avaliação de desempenho, não há isonomia…

Espere aí: não há isonomia? A tese da entrevista é a seguinte: nos países ricos os bons são recompensados e no Brasil deve ser assim. Ele só esquece de passar ao leitor um pequeno detalhe: nos países ricos cada professor dispõe de cadeiras, mesas, computadores, impressoras, salas de aula, eventualmente laboratórios… Resumindo: cada professor tem estrutura física e recursos materiais disponíveis para que seu “desempenho” seja propício.

E no Brasil? Não é difícil encontrar reportagens que mostram não haver por aqui aquilo que o entrevistado supõe para o “sucesso” do mérito das melhores universidades gringas. As universidades estão sucateadas, e mesmo diversos dos “novos” institutos federais padecem de sucateamento. Enfim, são apenas 3 links, há inúmeros outros no google.

Nisso tudo parece estranha a comparação do brasileiro com o gringo. No mundo do entrevistado, o gringo possui por baixo condições mínimas e iguais  para um bom desempenho acadêmico e educativo. O sistema de “desempenho” ou “mérito” se apoia nessa condição mínima da igualdade. Como isso se chama? Isonomia de condições, ora bolas.

E no Brasil? Se um campus possui estrutura apropriada e recursos materiais e pedagógicos abundantes e outro não, parece difícil empurrar goela abaixo o discurso da “meritocracia”. É só comparar dois professores, um em um campus com gabinete próprio, equipamentos mínimos (mesa, cadeira, impressora, computador, tinta, papel, estantes, até eventualmente uma janela!) e recursos de trabalho (laboratórios, salas de atendimento etc.), e o outro professor tendo que imprimir material de aula em casa, encontrar alunos na cantina porque não tem sala própria, ou emprestar apenas um instrumento velho no laboratório para fazer 30 alunos aprenderem sobre seu uso, quando em situação pedagógica mínima deveria haver um instrumento para cada aluno. Enfim, os exemplos são inúmeros e não parece difícil encontrá-los.

O entrevistado e o Estadão sabem de algo que a reportagem propositalmente não mostrou ao leitor: só há meritocracia em um sistema previamente isonômico. Tudo o mais é exploração travestida por nomes da moda.

E tanto o entrevistado sabe que não há isonomia que ele mesmo discrimina ensino e pesquisa: para ele, algumas universidades devem ser polos de pesquisa, e “às outras” restaria o ensino.
Isso é curioso, pois Schwartzman e o Estadão esquecem de dizer para o leitor que existe o artigo 207 da Constituição:
Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
No Brasil as universidades obedecem aos princípios de ensino, pesquisa e extensão. O Estadão não informou isso ao leitor, mas isso grosso modo significa uma coisa: não há separação entre teoria e prática, pois a universidade deve ser completa. E outra: a palavra “prática” não se reduz a “mercado”, pois não é difícil encontrar assuntos com relevância científica ou social que não possuem qualquer interesse para o mercado.

Mais ainda: a reportagem deixou de dizer que nas grandes universidades gringas “ideais” há suficiente liberdade de pesquisa e iniciativa que não se atrelam ao mercado, por um princípio muito básico: um grande país não se faz por mera implementação de tecnologia, mas por livre criação. Um país só possui um grande “mercado” – esse ideal tão grande – porque grosso modo o mercado não interfere na liberdade de pesquisa. Não é o mercado que gere absolutamente a pesquisa, mas é a variedade de pesquisa que fornece inovações ao mercado (que pode ou não financiar pesquisa e ela pode ou não ser voltada ao mercado). É preciso dizer que entre isso e o que a entrevista de Schwartzman supõe a diferença é decisiva?
Resumindo, o famoso “mérito” e a avaliação por desempenho só são possíveis em um sistema 1) igualitário e 2) livre à iniciativa.

Quando Sschwartzman diz que algumas universidades devem apenas pesquisar e outras ensinar articuladas com o mercado, ele está pregando uma ideologia educacional com procedência bastante clara no Brasil. E é da natureza dessa ideologia – compartilhada hoje inclusive pelo PT – conter debaixo do tapete uma série de pressupostos não ditos.

Mas nisso tudo há algo muito mais grave: essa insistência em fazer o leitor engolir teses cheias de preconceitos escondidos.

Os professores são acomodados buscando uma isonomia acomodada, cega ao mercado e avessa à meritocracia? Ler isso parece o oposto do que dizem os próprios professores e os grevistas de hoje.
É incrível ler a entrevista, ver o jornal, e depois retornar aos professores e ver que não era bem aquilo, às vezes nada daquilo. Querem nos fazer pensar de certo jeito bastante perigoso, e o perigo reside nisso: a ousadia em empurrar goela abaixo o que deveríamos pensar.

Programação Cine Glória 10 a 16 agosto

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (2D)
Classificação: 12 anos
Gênero: Ação
Horários: 18:00 e 21:10 Dublado / Sala 1*
Sábado sessão extra às 15:00
*Obs: Não haverá sessão na sala 1 terça-feira.

A ERA DO GELO 4 (3D) – SÓ 7,00 TODOS OS DIAS! Em cartaz só até 16/08!
Classificação: Livre
Gênero: Animação
Horários: 17:30 Dublado / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira.

VALENTE (3D) – Em cartaz só até 16/08!
Classificação: Livre
Gênero: Animação / Dublado
Horários: 19:30 / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 1 segunda-feira.

O ESPETACULAR HOMEM ARANHA (3D) – Em cartaz só até 16/08!
Classificação: 10 anos
Gênero: Aventura, Ação
Horários: 21:30 Dublado / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira.

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Cine Glória Valença
cinegloria.com.br
facebook.com/CineGloriaValenca
Tel: (24) 2453 3040 / (24) 81341249

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Conheçam Ferréz

 Ferréz é foda. Considero um dos maiores escritores vivos do Brasil. Pena que ele não é valorizado como deveria.



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Avenida Brasil

Passados 12 anos do admirável século novo (21), a Nação Brasileira ainda engatinha na construção de um Estado de Bem Estar Social minimamente adequado às necessidades da maioria de seu povo. A efetivação do sonho de uma modernização aos moldes do “primeiro mundo” se dá mais por questões seletivas - ligadas a projetos de poder - do que realmente por demandas advindas da sociedade e das classes populares.


Felizmente (ou infelizmente) os passos desta transição, embora lentos, acontecem sem um estado de exceção formal ou processo revolucionário instalado. A única ditadura implementada no Brasil que conta com o apoio do povão é a ditadura dos meios de comunicação. Taí a Carminha (“me serve, vadia”) que não me deixa mentir.



Uma saída para combater a manipulação da informação é compartilhar diretamente (sem mediação) as nossas dores nas redes sociais, despidas das vestes partidárias e interesseiras do Deus Mercado. Na morte do jovem Rodrigo Fagundes, assassinado na GetúlioVargas, foi o Facebook que primeiro reverberou a tragédia e a dor lancinante e indignada da violência “pacificada” que nos empulham. Foi a rede social que ajudou a família do Rodrigo mobilizar população e amigos para “cercar” a Delegacia e exigir justiça.



No caso da PM Fabiana de Souza, valenciana assassinada no Complexo do Alemão, a tragédia que nossa sociedade está envolvida se completa. A sorridente Fabiana, soldado recém formada que trazia sonhos e a admiração dos seus vizinhos no Parque Pentagna, foi alvejada com um tiro de fuzil de uso exclusivo (?) que perfurou o colete a prova de balas (??) que a corporação usa. Logo, os grandes jornais (O Globo e O Dia) trataram de realçar que Fabiana foi a primeira PM mulher a ser morta em serviço nas UPP´s. Infelizmente estes jornalões, em tom editorial, deram a noticia não no sentido da indignação que a morte de qualquer trabalhador merece, mas sim como a política de pacificação do Governo do Estado é estatisticamente eficiente. Porcos. 



De Londres, o governador Sérgio Cabral divulgou nota em que “se solidariza com a família da PM”. A nota diz ainda que “a marginalidade vem perdendo força” e que “ações como estas demonstram o desespero de organizações criminosas”. De Washington, o secretário de Segurança, José Beltrame, garantiu que “o processo de pacificação continuará”. No Cemitério do Riachuelo, oficiais estrelados davam declaração ressaltando a óbvia periculosidade do serviço policial. Diferente destes, outra militar se destacava no meio das desculpas e obviedades: Luciana, irmã da vítima que também é PM, e que mesmo obstada pela dor fez declarações lúcidas sobre alguns detalhes sobre a tal “pacificação”, por exemplo, colocar praças recém formados em áreas em declarado conflito. Luciana foi muito corajosa, provavelmente vai ser advertida a até punida na surdina pelo Comando da PMERJ, assim como foram punidos os PM´s de Valença que em legítimo movimento se recusaram a patrulhar a cidade com as viaturas irregulares. Patético.



Outros PM´s que por óbvios motivos preferem não se identificar, reclamam da precariedade do serviço, do armamento e da “emoção” que é ficar trancado dentro de um caixote de isopor e aço patrulhando áreas onde morre mais gente que no Iraque (uma triste coincidência: estes caixotes são vendidos/faturados na fábrica que não fabrica em Valença). O governador trata os bombeiros como vândalos, os médicos como vagabundos e os professores como lixo. Transforma alunos, doentes e mortos em estatística. E aqui na Judiadinha da Serra, quem é o candidato de Sergio Cabral? Resposta: um monte! Pelo menos um declarado (ungido) e outros dois que fazem parte da base de sustentação partidária. Depois não diga que não foi avisado.

*

Dica de Filme: Tropa de Elite 2


- Coluna publicada originalmente no Jornal Local 2/8/12

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Prática de prefeito itinerante é inconstitucional, diz STF

Mas maioria diz que a decisão não pode retroagir e é válida somente para casos novos

Retirado do jornal O Globo (seguindo dica de um comentarista anônimo)

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) se posicionou nesta quarta-feira contra a prática do prefeito itinerante, ou seja, do candidato que, já tendo cumprido dois mandatos em seu município, troca de domicílio eleitoral para poder concorrer pela terceira vez consecutiva. A decisão tem repercussão geral, ou seja, daqui para frente terá que ser aplicada também pelas instâncias inferiores em casos idênticos. Mas, em nome da segurança jurídica, não poderá retroagir para prefeitos que conseguiram se eleger dessa forma nas eleições passadas.


A decisão foi tomada em julgamento de recurso de Vicente de Paula de Souza Guedes, prefeito de Valença, no estado do Rio de Janeiro. Ele foi eleito em 2008, após dois mandatos à frente da administração do município vizinho de Rio das Flores. Guedes, no entanto, não precisará deixar o cargo. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, entendeu que, em 2008, Guedes concorreu com aval da Justiça Eleitoral. Na época, destacou Mendes, ainda não havia jurisprudência vedando a prática.

- Apesar de entender que é correto declarar inelegível o cidadão que exerceu dois mandatos consecutivos em município diverso, não pode retroagir para incindir sobre diploma regularmente concedido ao recorrente (Guedes) - disse o relator, ministro Gilmar Mendes.

Alguns ministros concordaram apenas com a inconstitucionalidade da prática, negando o recurso do prefeito. Outros acataram o recurso, mas sem ver inconstitucionalidade em sua conduta. Mas, no final, houve maioria para que o voto de Gilmar Mendes fosse aceito na íntegra.

Alguns ministros - Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia - foram favoráveis à manutenção da decisão tomada em maio de 2010 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na época, Guedes foi considerado inelegível porque tinha sido eleito pela terceira vez consecutiva para o mesmo cargo, embora em municípios diferentes. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também se opôs ao recurso do prefeito.

- A troca de domicílio eleitoral (para uma segunda reeleição) constitui burla (à Constituição) - disse Gurgel.

Apesar da decisão contrária do TSE, Vicente de Paula de Souza Guedes vinha se mantendo no poder graças a uma liminar de Gilmar Mendes, concedida em fevereiro do ano passado, a dois dias da eleição que estava marcada para escolher o novo prefeito de Valença. Na época, o relator deu ao prefeito, que estava afastado do cargo, o direito de reassumir a prefeitura até o julgamento final do imbróglio na Corte.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Programação Cine Glória 3 a 9 de agosto

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (2D)
Classificação: 12 anos
Gênero: Ação
Horários: 15:00 (só 5,00 todos os dias)
18:00 e 21:10 Dublado / Sala 1*
*Obs: Não haverá sessão na sala 1 terça-feira.

VALENTE (3D)
Classificação: Livre
Gênero: Animação / Dublado
Horários: 17:15 e 19:15 / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 1 segunda-feira.

O ESPETACULAR HOMEM ARANHA (3D) – Últimos dias
Classificação: 10 anos
Gênero: Aventura, Ação
Horários: 21h30 Dublado / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira.

A ERA DO GELO 4 (3D) – Últimos dias
Classificação: Livre
Gênero: Animação
Horários: 15h15 Dublado / Sala 2*
*Obs: Não haverá sessão na sala 2 segunda-feira.

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Cine Glória Valença
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Tel: (24) 2453 3040 / (24) 81341249