quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Farra em Brasília: veja a posição dos deputados cariocas sobre o aumento de seus salários no valor de 60%

Resultado da votação

Sim:

279

Não:

35

Abstenção:

3

Total da Votação:

317

Indio da Costa Partido: DEM Favorável

Rodrigo Maia Partido: DEM Favorável

Solange Amaral Partido DEM Favorável

Edmilson Valentim Partido: PCdoB Favorável

Alexandre Santos Partido: PMDB Favorável

Bernardo Ariston Partido: PMDB Favorável

Edson Ezequiel Partido: PMDB Favorável

Eduardo Cunha Partido: PMDB Favorável

Nelson Bornier Partido: PMDB Favorável

Paulo Rattes Partido: PMDB Favorável

Solange Almeida Partido: PMDB Favorável

Jair Bolsonaro Partido: PP Favorável

Simão Sessim Partido: PP Favorável

Adilson Soares Partido: PR Favorável

Paulo Cesar Partido: PR Favorável

Geraldo Pudim Partido: PR Favorável

Léo Vivas Partido: PRB Favorável

Filipi Pereira Partido: PSC Favorável

Hugo Leal Partido: PSC Favorável

Sílvio Lopes Partido: PSDB Abstenção

Chico Alencar Partido: PSOL Contrário

Antonio Carlos Biscaia Partido: PT Favorável

Carlos Santana Partido: PT Favorável

Cida Diogo Partido: PT Contrário

Vinícius Carvalho Partido: PTdoB Favorável

Fernando Gabeira Partido: PV Contrário

Ps: Veja a lista completa clicando aqui

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vereador Zan envia email com sua posição sobre projeto de alteração da Lei Orgânica Municipal que torna o presidente da Câmara prefeito de Valença.



VEREADORES ELEITOS PELO POVO E CONTRA O POVO

No dia 17 de novembro deste ano, entrou na Câmara Municipal de Valença um Projeto de Emenda à Lei Orgânica que com desculpa de adequá-la Constituição Federal, retira do povo o direito de escolher nosso próximo Prefeito. Seu autor é o Vereador Paulo Celso Alves Pena (Celsinho do Bar), sendo assinado por 05 (cinco) vereadores.

O referido Projeto foi distribuído à Comissão de Justiça e Redação, recebendo parecer favorável à sua regular tramitação. Parecer este que me neguei assinar, pois sempre achei a matéria ilegal e imoral. No dia 22/11/10 foi remetido à Consultoria Jurídica, onde recebeu outro parecer favorável.

Já no dia 01/12/10 a proposição foi colocada em discussão única e votada, recebendo o voto contrário de 03 Vereadores, sendo eles: Zan, Zé Otavio e Dodô. Entrei com requerimento, pois tal votação é nula de pleno direito, uma vez que contraria o artigo 75 do Regimento Interno que diz: “São obrigações e deveres do vereador: V – votar as proposições, submetidas à deliberação da Câmara, salvo quando tenha interesse pessoal na mesma, caso em que estará impedido de votar, sob pena de nulidade da votação, se seu voto houver sido decisivo”.  

O vereador Paulinho da Farmácia tomou parte na mesma e proferiu voto decisivo. Excluindo o voto deste, a propositura não seria aprovada, pois o quorum para aprovação de emenda à Lei Orgânica é de 2/3 dos membros da Câmara Municipal, ou seja, 07 votos.

A emenda retira do povo o direito de eleger seu novo representante e concede ao Paulinho da Farmácia o direito de ser prefeito nos próximos 02 anos sem concorrer ao pleito. Além disso, a mencionada votação foi prejudicada pelo fato de ter sido realizada com discussão única, o que só é permitido pelo Regimento Interno em caso de Requerimento ou Moção. No dia 13/12/10 teremos a "2ª votação" do mesmo, conforme exigência da Lei Orgânica respeitando o interstício mínimo de 10 dias, entre uma votação e outra.

Esta proposição fere de morte alguns dos princípios basilares da constituição Federal, entre eles: o da Moralidade, Impessoalidade e Supremacia do Interesse Público. Esses princípios traduzem a idéia de que toda atuação da administração deve visar ao interesse público, deve ter como finalidade a satisfação do interesse público e existindo conflito entre o interesse público e o particular, deverá prevalecer o primeiro, respeitados, os direitos e garantias individuais expressos na Constituição. É vedado também por estes Princípios, a pessoalização e promoção pessoal de agentes públicos. E é público e notório que a alteração à Lei foi direcionada a uma única pessoa, beneficiando-a.

Diante do exposto, não há assertiva melhor que combater em todas as frentes a matéria. É o que busca o Vereador Zan, que ingressou com Mandado Judicial, buscando garantir ao cidadão o direito de escolher quem estará à frente da Prefeitura. De forma DEMOCRATICA!

HOMENAGEM A AFONSO MARIA DINIZ

Afonso Maria Diniz, um dos mais conhecidos advogados do Município faleceu em 11/12/2010, um dia depois da comemoração dos 62 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Sempre advogou para os reconhecidamente pobres, por esse motivo chamado de advogado dos pobres.

Militante comunista, várias vezes candidato a prefeito pelo PCB - Partido Comunista Brasileiro, não deixou dúvidas quanto à sua opção ideológica. Sempre empunhou a bandeira da classe trabalhadora. Jeito simples, humilde, de expressão tranquila, fez muitos amigos. Não havia na sua trajetória política nenhum interesse de cunho pessoal, eleitoreiro. Ao contrário, acreditava na luta coletiva pela transformação radical da sociedade. Nunca se mostrou desanimado, mesmo quando fazia suas campanhas com pouca estrutura partidária e nenhuma financeira. Estava sempre firme, entusiasmado, criticando as mazelas do sistema capitalista e a classe política dominante, principalmente essa, tão presente no nosso Município. Não tinha receios de expor suas idéias onde quer que estivesse.

Como companheiro de profissão, sempre teve uma postura ética e de profundo respeito aos colegas. Porém, não se calava diante de injustiças! O grande número de presentes na sua despedida foi o reconhecimento de sua trajetória vitoriosa de vida. A OAB/Valença deve uma explicação aos advogado(a)s de Valença e aos valencianos por não ter homenageado o grande companheiro com uma bonita coroa de flores e por não ter decretado luto na Entidade. Afonso Maria Diniz não sairá de nossas memórias!

Francisco Lima - Presidente da Comissão Provisória do PSOL/Valença

Parlamentares voltam a plenário e querem aumentar próprios salários

Retirado do site do Bom dia Brasil

A proposta em discussão é igualar os salários de deputados e senadores aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que ganham 26,7 mil.

Antes de entrar de férias, o Congresso discute silenciosamente um aumento de salário de mais de 60%. A votação pode ocorrer nesta quarta-feira (15). Faltando nove dias para o Natal, os parlamentares trabalham para se dar um presente que, sem dúvida, muita gente gostaria de ganhar: esse superaumento.

Explicação eles têm: equiparar os salários aos vencimentos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso só depende deles. É botar em votação, aprovar e começar a receber. Papais Noeis em causa própria mesmo.

O aumento do salário dos deputados e senadores está em discussão, mas é um assunto entre eles. “Não há decisão sobre reajuste. A reunião foi suspensa sem uma deliberação definitiva sobre o assunto”, afirmou o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (PSDB-BA).

Os deputados que negociam o reajuste não querem falar. “O presidente da casa é quem fala”, disse o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), quatro secretário da Câmara.

A proposta em discussão é igualar os salários de deputados e senadores aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que ganham 26,7 mil. Se for aprovado, será um reajuste de mais de 60%.

O projeto deve ser votado nesta quarta-feira (15) na Câmara. Só o PSOL é contra. “Nivelar por cima é algo que não é explicável e não é aceitável para a população”, defende o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

Para entrar em vigor, o reajuste também tem de ser votado pelos senadores. “Parlamentar ganha razoavelmente. Não ganha muito, nem ganha pouco, mas eu acho correto fazer a correção pela inflação do salário a cada quatro anos”, declarou o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

Para valer já em 2011, o aumento tem de ser votado na Câmara e no Senado ainda este ano. Se aprovado, vira lei. Não depende da sanção do presidente Lula.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Chico Alencar (Psol) e Deley (PSC) estão na lista dos deputados do Rio que conseguiram doações de entidades que receberam recursos da Cota parlamentar

O deputado Federal Chico Alencar recebeu 3.000,00 reais de Monique Cruz Andrade. A mesma Monique recebeu o valor de 23.100,00 reais da cota do deputado federal.

O deputado Deley recebeu 4.119,87 reais da empresa APF Distribuidora de Combustíveis LTDA. A empresa recebeu cerca de 65.529,91 da cota parlamentar do deputado Deley.

Chico Alencar conseguiu sua reeleição para o cargo de deputado federal. O deputado Deley não conseguiu. Esperamos um pronunciamento de Chico sobre o caso.

Entenda o caso clicando aqui

Parte da cota parlamentar retornou como financiamento de campanhas

Milton Júnior
Do Contas Abertas

Parte da verba indenizatória gasta por pelo menos 42 deputados federais entre 2009 e 2010 voltou para o bolso dos parlamentares como doação nas eleições deste ano. Alguns fornecedores chegaram a doar aos candidatos a quantia exata recebida por serviços prestados em favor da atividade parlamentar. Ao todo, quase R$ 2 bilhões foram pagos nos dois últimos anos a empresas que financiaram parte das campanhas dos deputados que tentaram a reeleição em 2010.

Dos deputados que receberam doações de fornecedores, apenas 12 não conseguiram se reeleger. Entre os demais, 32 voltarão para a Câmara dos Deputados em 2011 e outros dois assumirão uma vaga no Senado. Gráficas, agências de comunicação e postos de combustível foram os estabelecimentos que mais dividiram a via de mão dupla. Mais de 80% dos R$ 636 milhões “devolvidos” na forma de doação partiram de empresas que prestaram serviços de manutenção de escritório, divulgação da atividade parlamentar e fornecimentos de combustíveis e lubrificantes.

O caso mais intrigante é o do deputado suplente Íris Simões (PTB/PR), que recebeu uma doação de R$ 8 mil da empresa de locação de veículos Cotrans. O valor, embora não esteja entre os maiores, é exatamente igual ao valor pago pelo deputado a empresa em fevereiro de 2010. Simões, que assumiu temporariamente a vaga do deputado Ricardo Barros (PP/PR), entre dezembro de 2009 e abril deste ano, não conseguiu se eleger por ter o registro de candidatura negado com base na lei da Ficha Limpa. Procurado pela equipe de reportagem, o parlamentar não retornou às ligações até o fechamento da matéria.

Quem também teve o valor da doação muito próximo ao da despesa foi a deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), que recebeu R$ 40 mil da agência baiana de publicidade Código 5. Alice aparece no topo da lista de principais clientes da empresa, que desde 2009 recebeu da deputada cerca de R$ 42,5 mil, segundo informações do portal de transparência da Câmara dos Deputados. A deputada, reeleita em outubro, também não esclareceu a relação com a agência até o fechamento da matéria.

Ao todo, nove deputados tiveram mais de 50% da verba indenizatória aplicada em dois anos devolvida via doação. Além de Íris Simões e Alice Portugal, também aparecem na lista os deputados Wandenkolk Gonçalves (PSDB/PA), Jurandil Juarez (PMDB/AP), Wilson Santiago (PMDB/PB), Leonardo Quintão (PMDB/MG), Eduardo Barbosa (PSDB/MG) e João Almeida (PSDB/BA). Clique aqui para ver a lista completa.

O levantamento produzido pelo Contas Abertas foi apresentado ao procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Marinus Marsico, que no fim do ano passado entrou com uma representação no tribunal para apurar o suposto uso irregular da verba indenizatória do deputado Edmar Moreira. Marsico, que entrou em recesso na semana passada, garantiu que irá analisar, a partir do início do próximo ano, todas as despesas registradas no relatório apresentado pela ONG.

Todas as despesas com a cota parlamentar citadas na matéria foram coletadas no Portal de Transparência da Câmara dos Deputados e confrontadas com as prestações de contas finais dos candidatos apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 1º de dezembro.

Uso irregular da verba indenizatória

Em 2009, a Corregedoria da Câmara dos Deputados instaurou investigações sobre as denúncias de que 25 parlamentares teriam utilizado a cota parlamentar de forma irregular. Após quase um ano de apurações, segundo informa o corregedor Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM/BA), apenas três casos exigiram aprofundamento de investigação e instauração de processo formal na Corregedoria.

“Estes processos envolvem os parlamentares Severiano Alves (PMDB/BA), Uldurico Pinto (PHS/BA) e Marcio Junqueira (DEM/RR) e estão sendo conduzidos pelo corregedor substituto, deputado Odair Cunha (PT/MG). Como se trata de dois deputados da Bahia e um do Democratas, eu não podia conduzir as investigações”, afirma.

Na época, Magalhães Neto foi questionado se o uso da verba indenizatória em campanhas eleitorais seria irregular, ao que preferiu não se pronunciar sobre denúncias genéricas. “Só farei isso no momento adequado, nos autos da investigação, sobre casos concretos. Meu compromisso é concentrar esforços para apresentar resultados, e não haver sentimentos de impunidade, respeitados, é claro, o contraditório e a ampla defesa”, disse.

“A Câmara recebe 30 mil notas fiscais por mês e faz uma análise do ponto de vista formal das notas, identificando se aquilo que é solicitado para reembolso tem adequação com ato da Mesa Diretora que definiu essa questão, e se a nota é perfeita do ponto de vista formal”, afirmou Magalhães Neto na ocasião.


PF volta a investigar TCE do Rio e de Minas

Graças a um estimado - e atento - anônimo, publicamos esta notícia do dia 24 de novembro de 2010.


BRASÍLIA - Com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e sem fazer alarde, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal recomeçaram as investigações sobre o suposto envolvimento de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Rio de Janeiro com desvios de verbas públicas. O ministro Castro Meira, relator do caso no STJ, já até autorizou a polícia a intimar os conselheiros José Gomes Graciosa, Jonas Lopes de Carvalho Júnior, o ex-conselheiro José Nader e o filho dele, o deputado estadual José Nader Filho (PTB).

O delegado Rodrigo Moraes Fernandes, novo encarregado das investigações, deve expedir intimação para ouvir os conselheiros e o deputado na próxima semana. Os conselheiros têm prerrogativa de marcar data, horário e local dos depoimentos. Moraes começou nesta terça-feira a interrogar funcionários ligados aos conselheiros que poderiam explicar supostas irregularidades nas condutas das autoridades encarregadas de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.

O delegado pretende ouvir ainda esta semana pelo menos 13 servidores. O STJ também autorizou a Polícia Federal a interrogar três conselheiros do Tribunal de Contas de Minas Gerais: Wanderly Ávila, Antônio Carlos Doorgal e Elmo Braz.

Os conselheiros de Minas e do Rio começaram a ser investigados a partir de documentos apreendidos na Operação Pasárgada, da PF. Iniciada há dois anos, a operação apontou suposto envolvimento de conselheiros com manobras da consultoria SIM para favorecer prefeitos suspeitos de desvios de dinheiro. A PF e o MPF investigam se conselheiros receberam vantagens para aprovar contas irregulares dos prefeitos.

No Rio de Janeiro, as denúncias levaram a criação de uma CPI na Alerj, mas as investigações da polícia e da assembleia acabaram limitadas por decisões do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Castro Meira, que assumiu a relatoria, atendeu pedido do MPF e em agosto autorizou a PF a interrogar conselheiros e servidores do TCE. No despacho, o ministro pede que a polícia o mantenha informado de cada etapa da investigação.

O Globo

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Valença perde o advogado Afonso Diniz

A notícia da morte do advogado Afonso Maria Diniz, de 60 anos, pegou de surpresa e deixou triste a população valenciana no sábado, dia 11. O advogado Afonso Diniz, como era conhecido, era um advogado combativo e como membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) foi por muitas eleições candidato a prefeito de Valença.

Defensor de várias idéias que mexiam com os políticos valencianos, Afonso Diniz gostava de uma boa conversa, quando ouvia as tendências políticas e defendia as suas teses. Recentemente, Afonso Diniz sofreu duas isquemias e precisou ser internado em um hospital de Juiz de Fora, Minas Gerais, onde familiares, parentes e amigos o estavam visitando, com a esperança de que melhorasse e retornasse ao convívio da população valenciana, o que lamentavelmente, não foi possível.

Na manhã desse domingo, dia 12 de dezembro, o seu corpo foi sepultado no cemitério Riachuelo, no bairro do Barroso, aqui em Valença, e o cortejo foi acompanhado por grande número de pessoas.

Rádio Cultura AM

Fábula para professores e cidadãos: o conselho de classe


Último dia do ano letivo e a sala está cheia. A expectativa de todo mundo é que seja feito um conselho de classe rápido. Todos estão planejando os presentes e as festividades do fim do ano. A coordenadora do conselho inicia os trabalhos:

Coordenadora: Mais um ano se passou. As regras todos já sabem. O aluno que não conseguir 20 pontos nos 4 bimestres vai para a decisão do conselho. Escolheremos em conjunto se tais alunos vão passar de ano. Temos aqui uma gestão democrática.

Ouvindo tudo e a todos, havia um professor cujas palavras ficavam mais nas suas idéias do que na sua boca. Pensando sobre tudo que havia visto e ouvido, suas palavras começavam a se projetar no seu mundo das idéias.

Professor (em pensamento): Gestão democrática!? Se dizem que a esperança é a última que morre, a democracia deve ser a primeira. Não escolhemos o secretário de educação, o coordenador da nossa região e, muito menos, o nosso diretor. Agora volta o discurso da democracia no momento que temos um monte de analfabetos funcionais correndo o risco de serem reprovados. Será que a coordenadora do conselho acredita mesmo no que está fazendo?

O nosso professor ficava divagando sobre o grau de alienação da coordenadora. Ele nem pôde perceber que os seus pares estavam com muitos diários escritos a lápis. Junto com a fala da coordenadora do conselho, a conversa de pé de ouvido entre os professores girava em torno das coisas mais distintas: novas receitas sobre a ceia de Natal, manifestações de alegria em relação ao time do coração, as alianças de professores com políticos para o próximo ano. Falava-se sobre tudo, menos sobre o ano trabalhado.

Coordenadora: Temos aqui a situação do fulano de tal. Ele ficou com 18 pontos em português, 18 em Matemática, 17 em Física e 16 em História. Vamos lá então: professores das áreas citadas, o aluno merece ganhar os pontos necessários em cada uma das matérias?

Professor de Português: olha, o menino aí não quer nada com nada. Acho que é um erro passá-lo.
Professor de Matemática: concordo com a opinião da colega
Professor de Físicas: idem
Professor de História: idem

Coordenadora: Olhe professores, a nossa escola tem uma gestão democrática. A questão é que se reprovar os alunos, muito provavelmente, eles deixarão a escola. Com isso, a escola perde recursos e perde turmas. Pode ocorrer que alguns professores tenham que sair da escola. Aqui nós somos uma família, uma família democrática. A decisão é de vocês.

Tinha-se substituído o conselho de classe e inaugurado a fábrica da materialização dos pontos. Quase ninguém percebeu a sutileza do discurso da coordenadora. Dizendo-se pensar no bem estar de todos os professores, a coordenadora cumpria as ordens de passar todo mundo. Contudo, nem todos estavam encantados pelo discurso da sereia.

Professor ( em pensamento): É incrível! O autoritarismo brasileiro é de uma mistura de paternalismo com individualismo. Quem quer correr o risco de reprovar alunos e parar em Santa Isabel do Rio Preto? Ainda bem que Hitler e Mussolini não nasceram no Brasil. Será que os meus pares perceberam a estratégia do afeto autoritário?

Professor de Português: Pensando melhor, acho que posso dar os 2 pontos pra ele...
Professor de Matemática: Não serei eu que prejudicarei algum companheiro meu, darei os pontos.
Professor de Física: A coordenadora falou muito bem. Família protege seus membros. O aluno tem os meus pontos e a senhora coordenadora tem a minha admiração.
Professor de História: Eu não darei ponto algum. O aluno em questão não possui as competências necessárias para passar de ano.

A sala dos professores foi tomada por um silêncio sepulcral. Daqueles silêncios que ocorrem quando se comete uma descortesia enorme. Os professores olhavam uns para os outros com a cara de preocupados. Sabiam que o professor de História não vestia a camisa da escola. O silêncio fora quebrado pela fala da coordenadora.

Coordenadora: Meu querido professor de História, eu sei que pode parecer que estou pedindo para passar o menino. O que eu desejo é a melhor solução pra todos: para o aluno, para a escola e para o professor. Se o senhor não concordar eu terei que chamar a decisão para o conselho de classe.
Professor de Física: Meu amigo, você sabe que os tempos são outros. Não vamos aqui ficar segurando o aluno. Ele é como um pássaro que deve aprender a voar sozinho.

Lá estava então o nosso professor de História. Ele, mais uma vez, não tinha conseguido ficar calado. Era o centro das atenções, Ele podia ouvir os comentários dos outros professores sobre a sua postura, podia sentir os olhares de reprovação, podia ver os relógios sendo olhados pelos seus colegas de profissão. Ele só sabia fazer uma coisa na vida. Quisera Deus que ele fosse bom no que fazia. E ele era.

Professor de História: Meus colegas de profissão. A nossa discussão não é se aprovamos ou não o aluno em questão. O aluno é o cara errado na hora errada. Ano que vem teremos outro e outro. O que devemos discutir é se aceitamos que o Estado forneça a pior educação possível para nossos alunos. Todos nós sabemos que ajudamos, e muito, os alunos para passarem de ano. Qual é o sentido em passarmos um aluno que não tem condições de prosseguir seus estudos? Será que ele aprenderá a voar sozinho? O que pensávamos quando conseguimos nossos diplomas de licenciatura? Passar todos sem distinção ou ensinar algo a alguém? Não estaríamos traindo o ideal da educação quando nos rebaixamos e fazemos o jogo sujo do Estado que acha que passar todo mundo é a solução?

Coordenadora: Tudo o que o senhor falou é muito bonito. Deixe-me ensinar uma coisa pra você. Eu já estou nisso há muito anos. Já vi vários idealistas como você reconhecerem que idéias não garantem a comida na mesa. Faço o que me mandam fazer. Ganho para isso. A única coisa que quero é me aposentar e jogar tudo isso para o alto. O senhor não é burro, sabe que não pode vencer o Estado. Sabe que não pode vencer o sistema educacional. Sendo assim, por que continua reclamando sobre o que é inevitável? Por que não dá os pontos do sujeito e vamos todos curtir as nossas merecidas férias?

Professor de História: Faço tudo isso porque posso, porque agüento. Não sou o que o Estado quer que eu seja. Saudações ao seu chefe e diga pra ele que nem todos têm preço.

Ao fim do conselho de classe, todos os alunos tinham sido aprovados. O professor de História tinha sido o único a voltar contra a doação dos pontos. Os termos "educação" e "enrolação" tinham se tornados a mesma coisa. A vida voltava ao normal e a educação continuava sendo aquela coisa apreciadas por muitos e compreendida por poucos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Retrospectiva Valença em Questão: Fevereiro 2010

CEFET em Valença. Será que agora vai?


Abertura do ano letivo no município de Valença. Nós, os professores hipopótamos


CPI do TCE enviará informações sobre Graciosa ao Ministério público


Retrospectiva Valença de cara nova

Educação municipal em debate

Lei que tenta impedir eleição de Valença é aprovada em primeira votação por 7 vereadores

Fonte: Diário do Vale

A emenda 02/2010, que altera a Lei Orgânica do Município (LOM) e impede as eleições diretas para escolha do próximo prefeito, foi aprovada em primeira votação na última semana. Apesar de não haver confusão, na porta da Câmara Municipal foi feito um reforço policial. A emenda com a alteração tramita no Legislativo desde 17 de novembro.
 
- Qualquer artifício neste sentido se chocaria com a Constituição. A nossa legislação diz que, quando a vacância é no segundo ano de mandato, o que foi o caso de Valença, a eleição tem que ser direta. O presidente do TRE já reforçou isso e nenhuma lei é superior à Constituição - explicou a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral, na ocasião.

De acordo com o TRE, a eleição em Valença deve acontecer em fevereiro.
Mesmo assim, a alteração foi aprovada por sete votos a um na última quarta-feira. A sessão foi acompanhada por jovens, com apito, movimentos comunitários, e idosos que foram à Câmara, mas sequer puderam entrar por causa do reforço policial.


O presidente da Câmara e prefeito interino, Luiz Fernando Graça, o Fernandinho Graça (PP), disse acreditar que o grupo tem assessoria jurídica para seguir com o procedimento. Mas ressaltou que a lei, mesmo aprovada, não condiz com a realidade do município, já que a vacância do cargo não ocorreu em 2011 e sim em 2010.


Paulinho da Farmácia diz que Valença ganhará com alteração

O vereador Paulinho da Farmácia (PPS), que se tornaria o prefeito de Valença nos próximos dois anos com a aprovação da emenda 02/2010, disse que não será o único beneficiado com a alteração da lei. "Tão achando que vai trazer benefício ao vereador Paulinho da Farmácia, mas não vai trazer benefício a ninguém e sim a Valença", afirmou.

Ele disse que os vereadores contrários à alteração insinuam que Valença vai "sofrer" com sua posse.

- O problema maior é que parece que o pessoal está querendo mostrar que Valença está sofrendo porque o Paulinho pode tomar posse. Mas a lei é para beneficiar Valença, para que tenha um prefeito só, foi com boa intenção que a criaram - defendeu.

- Não foi iniciativa minha, mas de um grupo de vereadores que estão adequando a lei do município à Constituição. Fui procurado e disseram que tinha que ter cinco assinaturas. Eu disse que não assinaria e não concordei, mas pertenço a um grupo político e votei com eles, mas não assinei - disse Paulinho.

Segundo Paulinho da Farmácia, a segunda votação do projeto deve acontecer dentro de dez dias, conforme o Regimento Interno da Casa.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Acharam que eu tinha esquecido, né?


Na verdade, o Fluminense não tem mesmo tantos títulos quanto seus maiores adversários.

Nossa especialidade mesmo é estragar "centenários" (sem ter nada). Em 1995 a barriga de Renato fez uma nação de urubus chorar feito criancinha. Agora, em 2010, o tornozelo inchado do Sheik fez a mesma coisa cus mano du curinthians.
.
Pra isso existe o Fluminense!

Retrospectiva Valença em Questão: Janeiro 2010

Os investimentos da CEDAE em Valença

Ministério Público Eleitoral pede a cassação de Vicente Guedes

Veja a atuação do seu vereador na doação de parte do terreno do pólo agrícola.

Câmara Municipal de Vereadores devolve 1 milhão ao poder Executivo

Valença também sofre com as chuvas

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

CINEMA PARA TODOS - Últimos Dias!

ATENÇÃO!


Você que ainda tem ingressos do programa "CINEMA PARA TODOS"
vá ao Cine Glória para trocar esses ingressos por um novo com uma
validade maior. Para você não perde-los, pois os atuais ingressos só
serão aceitos até o fim desse ano.

8/12/2010: 30 anos sem John Lennon

Faz muita falta.

Nota do SEPE


Nota de Esclarecimento da direção do SEPE de Valença

Desfazendo o fetiche criado pelo vereador Naldo



Nós do SEPE fomos surpreendidos com a matéria paga publicada pelo Jornal Local (25/11) de autoria do vereador Naldo (PMDB), sob o título: "Câmara Municipal aprova o absurdo". Surpreendidos não pela autoria da nota, mas sim pelo conteúdo, que tenta criar uma falsa polêmica jurídica.

Caros(as) leitores(as), não estamos aqui para discorrer sobre a vida pregressa de ninguém, embora o teor da mesma deva ser sempre colocado em relevância quando tratamos de pessoas que ocupam cargos públicos. Viemos mui respeitosamente, por meio deste significativo semanário, esclarecer e fazer justiça ao conjunto dos vereadores que acabaram de aprovar com todo o mérito o Estatuto dos Profissionais da Educação do Município de Valença.

Pois sim, nossos vereadores acabaram de aprovar duas mensagens (nº 63 e nº 64) vindas do Executivo e que tratam de matérias que fizeram parte da recente pauta de reivindicações dos profissionais de ensino de Valença, a saber: o referido Estatuto e a incorporação do abono aos profissionais da educação para o mês de novembro de 2010. O SEPE, em nome dos profissionais da rede municipal, agradece publicamente aos nobres edis, pela sensibilidade e pelo reconhecimento da importância dos trabalhadores de educação com o ensino público de nossa cidade.

A nossa surpresa vem do estardalhaço com que o vereador Naldo acusa publicamente os seus pares de terem cometido um gravíssimo erro ao votar e aprovar a emenda encaminhada pelo vereador José Otávio (DEM), que dá possibilidade aos educadores de nível médio de se candidatarem ao cargo de diretor de escola. Não enxergamos nenhuma ignomínia em acatar um encaminhamento que foi respaldado pelo sindicato da categoria. Se não vejamos: no marco legal, a gestão democrática está estabelecida na Constituição Federal do Brasil de 1988, como um dos princípios que deve nortear o ensino público. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, lei nº 9394/96), no mesmo sentido, indica que o ensino será ministrado com base, entre outros princípios, na "gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino" (art.3º). Mesmo que de forma tímida, a LDB também determina alguns parâmetros para a gestão democrática, dentre os quais: participação dos profissionais da educação (professores e funcionários) na elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. A partir da legislação federal, os sistemas  de ensino (estaduais, municipais e DF) constituem suas normas próprias, objetivando a implantação da gestão democrática nas escolas sob sua jurisdição.

E é exatamente isto que a Câmara de Valença acabou de promover. Uma normatização que pode ter diferentes denominações: gestão democrática, gestão participativa, gestão compartilhada, co-gestão, eleição direta para diretores das escolas, entre outras. Portanto, a Emenda do vereador José Otávio vai no seguinte sentido: inúmeras escolas e creches do município de Valença encontram-se na periferia e zona rural responsáveis pela educação infantil e primeiro segmento do ensino fundamental (de 1º ao 5º ano), onde a exigência legal é que estes professores tenham como requisito mínimo o curso normal. Ou seja, a formação em nível médio (magistério) de ensino.

Uma parte significativa dos nossos profissionais ainda não conseguiu adquirir formação de nível superior, pois não temos uma política clara e obrigatória neste sentido. Tudo que houve de avanço em Valença foi através da luta do SEPE e dos educadores, contida no atual Estatuto, em convênio com a FAFIVA, e que mesmo assim vive dando problema por atrasos de pagamento por parte da PMV. Justamente para evitar que naquelas escolas não haja eleições para dirigentes e para que os diretores não sejam indicados por políticos (como o vereador Naldo) é que foi encaminhada esta emenda.  

E é exatamente em função de elevar a qualificação destes profissionais que também acabamos de aprovar, no Art.72 do Estatuto dos Profissionais da Educação, a resolução que diz caber ao Município incentivar os Profissionais da Educação buscarem formação universitária através de bolsas de estudos integral. O objetivo é que todos que estão nas escolas, sem exceção, possam ter condições de alcançar uma formação continuada e superior. E não é só isto, o Estatuto aprovado pela maioria dos vereadores também tem o objetivo de:

a) contribuir efetivamente para que as ações pedagógicas tenham impacto direto na qualidade de ensino, considerando que os professores e os funcionários das escolas são servidores públicos que atendem uma demanda social, no caso, a Educação;

b) avançar numa concepção de educação que considere a ação pedagógica como uma relação direta entre professor e aluno, mas que, ao mesmo tempo, seja ampliada de tal forma que a atividade dos demais profissionais da escola, não-docentes, seja intrínseca ao processo ensino-aprendizagem dos educandos;

c) propiciar uma concepção mais ampla de educação, de forma a se entender que os funcionários de apoio e administrativos (secretárias, merendeiras, serventes, inspetores, jardineiros e outros) também têm compromisso com a atividade educacional.

São estes os objetivos contidos no novo Estatuto Unificado dos Profissionais da Educação. Quem lucrará com isso? Certamente os filhos e filhas de Valença!

Por fim, alertamos ao nobre vereador que ele está sim sendo extremamente preconceituoso. Pois da maneira como se comporta acaba tratando os trabalhadores não-decentes das escolas como subalternos. E ele assim os trata, ele e outras eminências pardas que estão urdindo em seus ouvidos tal invectiva.

O absurdo desta estória toda é que o vereador Naldo, junto a outros, outro dia mesmo propôs um golpe na população valenciana ao tentar alterar a Lei Orgânica para que não houvesse eleições diretas para prefeito, criando um mandato tampão na prefeitura para o próximo presidente da Câmara. Aí está o fetiche! Coincidência? Não! Os dois temas tratam de gestão democrática! De DEMOCRACIA! E essa palavra faz mal àqueles que vivem de sugar a população e a outros reacionários.


Valença, novembro de 2010
Direção do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) de Valença

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Brasil é o terceiro que mais cresceu na década em educação básica

Retirado do site do Portal do Mec

O Brasil aparece entre os três países que mais evoluíram na educação básica nesta década. A informação consta do relatório preliminar do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2009, divulgado nesta terça-feira, 7, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

A educação brasileira evoluiu 33 pontos entre os exames realizados no período 2000-2009. Em 2000, a média brasileira das notas em leitura, matemática e ciências era de 368 pontos. Em 2009, a média subiu para 401 pontos. Com isso, o país atingiu a meta do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que era média de 395 pontos nas três disciplinas.

Na avaliação do ministro da Educação, Fernando Haddad, diversos fatores produziram esses resultados. Ele destaca o crescimento do investimento em educação, o foco na aprendizagem das crianças, a definição de metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) por escolas. A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) também é responsável pelo impacto positivo nos resultados, em sua avaliação.

Para Haddad, o “sistema educacional brasileiro está reagindo aos estímulos”. O resultado do Pisa no último triênio revela, segundo o ministro, que o país está no rumo certo e que há espaço para crescer. “A meta para 2012 é subir mais 16 pontos e chegar a 417.” Para alcançar essa meta, é prioritário investir em educação infantil e na valorização do magistério, em formação e remuneração, afirmou.

Crescimento – O Brasil teve o terceiro maior avanço entre todos os países, sendo superado apenas pelo Chile, que cresceu 37 pontos, e por Luxemburgo, com avanço de 38 pontos. Na tabela geral, o Brasil está na 53ª posição. Entre as nações latino-americanas, superou a Argentina e a Colômbia. Está 19 pontos atrás do México, que ocupa o 49º lugar; a 26 pontos do Uruguai (47º), e a 38 pontos do Chile (45º).
A avaliação foi realizada em 65 países, 34 deles da OCDE. Participaram 470 mil estudantes, sendo 20 mil brasileiros, das 27 unidades da Federação, de escolas urbanas e rurais, públicas e privadas. Responderam as provas de leitura, matemática e ciências estudantes nascidos em 1993.

Na média nacional, o Brasil cresceu principalmente em matemática, passando de 334 pontos, em 2000, para 386 pontos em 2009; em ciências, passou de 375 para 405, e em leitura, de 396 para 412.

Na avaliação do Pisa por unidades da Federação, o Distrito Federal aparece com as melhores notas, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás, todos com média superior à média nacional. (Assessoria de Comunicação Social)

Confira a integra das tabelas. Ouça a entrevista com o Ministro.

Brasil é reprovado, de novo, em matemática e leitura

Retirado do site da Folha
ANTÔNIO GOIS
da Folha de S.Paulo, no Rio
ANGELA PINHO da Folha de S.Paulo, em Brasília

A péssima posição do Brasil no ranking de aprendizado em ciências se repetiu nas provas de matemática e leitura. Os resultados do Pisa (sigla, em inglês, para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), divulgados ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), mostram que os alunos brasileiros obtiveram em 2006 médias que os colocam na 53ª posição em matemática (entre 57 países) e na 48ª em leitura (entre 56).

O objetivo do Pisa é comparar o desempenho dos países na educação. Para isso, são aplicados de três em três anos testes a alunos de 15 anos em nações que participam do programa. O ranking de ciências, divulgado na semana passada, colocava o Brasil na 52ª posição.

Além de estarem entre os piores nas três provas nessa lista de países, a maioria dos estudantes brasileiros atinge, no máximo, o menor nível de aprendizado nas disciplinas.

O pior resultado aparece em matemática. Numa escala que vai até seis, 73% dos brasileiros estão situados no nível um ou abaixo disso. Significa, por exemplo, que só conseguem responder questões com contextos familiares e perguntas definidas de forma clara.

Em leitura, 56% dos jovens estão apenas no nível um ou abaixo dele. Na escala, que vai até cinco nessa prova, significa que são capazes apenas de localizar informações explícitas no texto e fazer conexões simples.

Em ciências, 61% tiveram desempenho que os colocam abaixo ou somente no nível um de uma escala que vai até seis. Isso significa que seu conhecimento científico é limitado e aplicado somente a poucas situações familiares.

Nos três casos, a proporção de alunos nos níveis mais baixos é muito maior do que a média da OCDE, que congrega, em sua maioria, países ricos.

Comparando o desempenho do Brasil no exame 2003 (que já era ruim) com o de 2006, as notas pioraram em leitura, ficaram estáveis em ciências e melhoraram em matemática.

Uma melhoria insuficiente, porém, para tirar o país das últimas posições, já que foi em matemática que o país se saiu pior em 2006, com médias superiores apenas às de Quirguistão, Qatar e Tunísia e semelhantes às da Colômbia.

Como há uma margem de erro para cada país, a colocação brasileira pode variar da 53ª, no melhor cenário, para a 55ª, no pior. O mesmo ocorre para as provas de leitura e ciências. No de leitura, varia da 46ª à 51ª. Em ciência, da 50ª à 54ª.

A secretária de Educação do governo José Serra (PSDB-SP), Maria Helena de Castro, diz que o resultado em leitura é lamentável. "Essa é uma macrocompetência, básica para que os alunos desenvolvam as outras, como matemática, raciocínio crítico." Nos exames, São Paulo ficou abaixo da média nacional nas três áreas avaliadas.

Suely Druck, da Sociedade Brasileira de Matemática, diz que, em geral, os alunos de outros países, assim como os do Brasil, tiveram desempenho pior em matemática na comparação com as outras disciplinas.

"A matemática se distingue das outras porque desde cedo a criança já tem que ter conhecimento teórico e é um aprendizado seqüencial, ou seja, antes de aprender a multiplicar, tem que saber somar." Por isso, defende que se exija um conteúdo mínimo em matemática para o professor dos primeiros anos do ensino fundamental, quando todas as matérias são ainda ensinadas pela mesma pessoa.

O Pisa permite também comparar meninos e meninas. Em matemática e ciências, no Brasil, eles se saíram melhor. Em leitura, elas foram melhor.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Baixe CD de banda de Valença!

O Celeiro das Rochas, banda valenciana de Southern Rock, disponibilizou seu primeiro EP (Capítulo I).

Entre no blogue da banda e faça o download - AQUI

sábado, 4 de dezembro de 2010

TRE divulga calendário eleitoral de Valença

Depois de aprovar por unanimidade a Resolução que marcou para o dia 6 de fevereiro as eleições suplementares em Valença, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) divulgou hoje o calendário eleitoral para o pleito no município.

As convenções partidárias para deliberação sobre coligações e escolha de candidatos a prefeito e vice-prefeito devem ser realizadas de 15 a 19 de dezembro. Os partidos e coligações têm de apresentar o requerimento de registro de seus candidatos no cartório eleitoral do município, a 111ª ZE, até as 19h do dia 20 de dezembro.

O cartório deve publicar a lista com a relação dos pedidos de registro apresentados pelos partidos e coligações impreterivelmente até o dia 22 de dezembro. Todos os pedidos de registro, mesmo os impugnados, devem ser julgados pelo juiz eleitoral, bem como as respectivas decisões publicas, até 17 de janeiro.

A partir do dia 21 de dezembro, será permitida a propaganda eleitoral, inclusive por meio da internet. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão,se for o caso, terá início em seis de janeiro e encerramento em três de fevereiro. Essa é também a data limite para que todos os recursos sobre pedidos de registro sejam julgados pelo TRE e para que sejam publicadas as respectivas decisões.

Também em 3 de fevereiro, termina o prazo para a propaganda política mediante comícios ou reuniões públicas e para a realização de debates. Às 22h do dia 5 de fevereiro, véspera do pleito, se encerra o prazo para distribuição de material gráfico e a promoção de caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade, divulgando jingles ou mensagens de candidatos.

Eleitores que se inscreveram ou fizeram a transferência do título até o dia oito de setembro de 2010 poderão participar do pleito. Os eleitores que requererem 2ª via do título poderão retirar o documento na zona eleitoral até cinco de fevereiro, véspera da eleição.

Processo zerado

Conforme explicou a assessoria do TRE ao DIÁRIO DO VALE, o processo eleitoral de Valença foi ‘zerado’ e mesmo os políticos que se candidataram ao pleito que seria realizado no dia 3 de outubro, junto com as eleições gerais, terão que se registrar novamente, depois de novas convenções partidárias.

Cinco candidatos já haviam se registrado na Justiça Eleitoral para disputar as eleições suplementares. A disputa, desde o início, foi polarizada por dois nomes: o ex-prefeito Álvaro Cabral da Silva (PR) e prefeito interino Luiz Fernando Furtado da Graça, o Fernandinho Graça (PP). Completavam a lista de candidatos, João Batista Leite da Cruz (PTdoB), Francisco de Paula dos Reis Lima (PSOL) e Afonso Maria Diniz (PCB).

Diário do Vale

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eleição para Prefeito de Valença será dia 6 de Fevereiro de 2011

O TRE-RJ aprovou hoje (2), por unanimidade, a Resolução que disciplina a eleição para a Prefeitura do município de Valença, no Sul Fluminense. A decisão confirma o dia 6 de fevereiro como a data da votação.
 

Após a cassação do prefeito e da vice da cidade, em agosto, sob acusação de exercerem um terceiro mandato consecutivo, o presidente da Câmara de Vereadores, Fernandinho Graça (PP), assumiu o Executivo interinamente. Ele ficaria no cargo até outubro, quando um novo prefeito seria escolhido ao mesmo tempo em que aconteceriam as eleições presidenciais.

Mesmo com as campanhas eleitorais já em andamento, a eleição foi suspensa e seria marcada para o próximo ano. Com isso, Fernandinho ficaria no cargo até dezembro, quando o novo presidente da Casa, Paulinho da Farmácia (PPS), assumiria o cargo até a escolha do novo prefeito.

As eleições correram o risco de serem inclusive suspensas, quando Paulinho e outros cinco parlamentares tentaram entrar com uma emenda à Lei Orgânica do município, que determinava que o próprio Paulinho, por ser o próximo presidente da Câmara, administraria o município até o fim do mandato.
 

Na última semana, o TSE enviou uma nota autorizando o TRE-RJ a realizar as eleições, mas solicitando que a mesma aconteça ainda este ano.

Fonte: Diário do Vale.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sociedade do Espetáculo - A "Guerra" do Rio

 

"É pro Fantástico?" - Por Michel Blanco


Quem esperava um “pega pra capar” na tomada do Complexo do Alemão pelas forças de segurança sentiu-se frustrado. Anticlimática, a ação não correspondeu ao prenunciado em manchetes da véspera, como a do Globo: “Intenso tiroteio entre Exército e tráfico abre Batalha do Alemão”. Assim, com batalha em maiúscula, o diário reforçava a alusão absurda ao desembarque das tropas aliadas na Normandia, inaugurada na manchete da última sexta-feira (“O Dia D da guerra ao tráfico”). Esse é só um exemplo.

Entre o triunfalismo e o sensacionalismo, a cobertura jornalística da operação policial serviu de sela ao discurso oficial, mas também montou sobre um clamor coletivo por justiçamento, desatado em fãs da escola Capitão Nascimento. O que se viu na mídia – digital, eletrônica e impressa – foi a espetacularização dos fatos, em uma busca pelo protagonista de “Tropa de Elite” entre os homens das polícias e das Forças Armadas que subiam o morro, clicados em posição de combate. Acuado pelo fogo cruzado, o pessoal do morro, como de costume, não coube na foto.

Sintoma da disposição da imprensa para o espetáculo revelou-se na escolha das fontes. E lá estava o cineasta José Padilha a comentar a onda de violência que assola o Rio de Janeiro. Sem entrar no mérito da reconhecida competência profissional, a análise de Padilha é tão válida quanto uma palestra de Steven Spielberg sobre a extinção dos dinossauros, como disse uma amiga.

Se havia dúvidas sobre uma excessiva dramatização na cobertura jornalística, elas se desfizeram com as imagens dos bandidos presos no Alemão, exibidos na TV como troféus. Caso de Eliseu Felício de Souza, o Zeu, um dos condenados pelo assassinato do repórter Tim Lopes, em 2002. O finado “Aqui Agora”, do SBT, pareceu servir de referência ao autoelogiado padrão Globo de jornalismo. Revanchismo? Outras emissoras seguiram o mesmo caminho, e algumas se lambuzaram a valer, como a Band.

A chegada dos blindados das Forças Armadas foi saudada nos jornais com manchetes de uma guerra a ser vencida, em meio a um tom geral de “agora sim”. O emprego dos militares foi decisivo para o sucesso da operação, inclusive para que não se transformasse em um banho de sangue. Fato. Mas a participação do militares não é inédita no Rio e falta uma discussão séria sobre eventuais riscos do envolvimento das Forças Armadas em ações policiais. Alguém lembrou o que aconteceu no morro da Providência, há apenas dois anos, quando militares entregaram três rapazes para traficantes do morro da Mineira?

Jogando pra galera, a imprensa escolheu o caminho fácil da luta do “bem” contra o “mal”: forças de segurança de um lado, bandidos do outro. Atribuiu a onda de arrastões e carros incendiados a uma reação de traficantes às Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), ignorando que as milícias — policiais, bombeiros e até soldados envolvidos em tráfico de drogas e armas, extorsão e ‘gatos‘ de toda espécie, de gás a TV a cabo — são  tão ou mais resistentes que os traficantes às UPPs (um ótimo projeto, diga-se).

O problema é que, no confronto do Rio, não existe a polaridade entre bem e mal apregoada na dramatização midiática, ante o elevado grau de corrupção e envolvimento de agentes da lei com o crime organizado – noves fora a perpetuação de métodos truculentos. A ficha caiu até para o Capitão Nascimento. Mas na cobertura do tal “Dia D”…

Infelizmente, não começamos a vencer o crime no último domingo, como festejou a imprensa. Estamos longe, e só chegaremos lá quando soubermos dizer quem realmente é polícia e quem é bandido. Ou pelo menos identificarmos entre os mortos da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão quem portava um fuzil ou apenas carregava um guarda-chuva.

P.S.: E alguém acha que depois da apreensão de 44 toneladas de maconha no Complexo do Alemão vai faltar erva no Carnaval?

Luiz Eduardo Soares: por ora, nada mudou nos morros do Rio

Do blog de Augusto Nunes

A retumbante cobertura jornalística e a visão triunfalista da ocupação de morros do Rio escondem distorções gravíssimas e crônicas do esquema de segurança pública, adverte no Roda Viva desta segunda-feira o antropólogo Luiz Eduardo Soares.

No programa que a TV Cultura de São Paulo transmite a partir das 10h da noite, o entrevistado lembra que a necessidade de envolvimento das Forças Armadas, embora necessária e positiva, comprova o fracasso da política de combate à violência. E afirma que não faz sentido deduzir que, desde o fim de semana, o Estado Democrático de Direito recuperou o controle sobre as zonas conflagradas.

Por enquanto, reitera Luiz Eduardo, nada mudou nas favelas amputadas do mapa da União. E nada mudará de essencial se não forem removidos velhos tumores.

“O principal problema continua sendo a corrupção endêmica que afeta a polícia há muitos anos”, diz o entrevistado, que foi coordenador da área de segurança do governo Anthony Garotinho em 1999 e 2000, secretário nacional de Segurança Pública em 2003 e é um dos autores dos livros Elite da Tropa e Elite da Tropa 2, origem dos filmes que fizeram do Capitão Nascimento um herói brasileiro.

Como nos livros, que misturam alguma ficção e muitos fatos reais, o contingente de policiais honestos é de bom tamanho. Mas a “banda podre” predomina. Sobretudo por isso, acha perigosamente equivocado supor que se consumou a vitória do Bem contra o Mal e imaginar que tudo está resolvido. Embora sem a mesma magnitude, ressalva, operações semelhantes já ocorreram nos morros cariocas, com efeitos invariavelmente efêmeros.

“Espero que desta vez seja diferente”, diz, traindo na voz e na fisionomia o pessimismo de quem combate a “banda podre” desde a virada do século. “De lá para cá, a situação piorou”, constata.

Para Luiz Eduardo, o fenômeno mais alarmante é a multiplicação das “milícias”, grupos criminosos formados por policiais. “As milícias são mais eficientes e perigosas que as quadrilhas do narcotráfico”, compara. Segundo o especialista, não existe uma política nacional de segurança pública. “Tentamos fazer isso em 2003, mas o núcleo duro do Planalto convenceu o presidente Lula de que, se assumisse a administração desse setor, teria problemas com os índices de popularidade”.

Das várias ideias que apresentou, uma das poucas encampadas pelo governo foi a Força Nacional de Segurança Pública. Que acabou deformada por interesses políticos e virou um exército fantasma.

Luiz Eduardo descarta a hipótese segundo a qual os ataques do narcotráfico ocorreram em resposta à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. Ele se limita a informar que a verdade surgirá ao fim de investigações que correm em segredo de Justiça.

Uma fonte da coluna revelou que uma das versões investigadas atribui a onda de violência a um impasse nas negociações entre policiais e bandidos que tentavam atualizar a tabela de propinas.