terça-feira, 19 de julho de 2011

Tenho vergonha do meu Estado, por isso estou EM GREVE e não me acovardo

Terceirizados nas escolas estaduais do Rio de Janeiro custam o dobro dos concursados
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Jornal O Globo

RIO - A rede estadual de ensino conta com 13 mil trabalhadores terceirizados. São faxineiros, vigias e merendeiras. Para a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (Alerj), eles custam mais ao estado (R$ 1.300 cada) do que os concursados nestes mesmos setores (que ganham salário inferior a R$ 550).

A Secretaria estadual de Educação reconhece que estes funcionários de apoio custam mais caro se forem terceirizados - apesar de não ter divulgado quanto custam aos cofres os servidores concursados destas áreas. O subsecretário de Gestão de Ensino Antonio Neto acredita, no entanto, que vale mais a pena ter faxineiros, vigias e merendeiras contratados de empresas privadas.

- Estes funcionários não precisam ser de carreira pública. Dá para exigir das empresas um perfil específico para o que se espera. Ganha-se flexibilidade e rapidez. E eles não precisam ter uma base pedagógica, já que estes serviços são muito específicos - aponta o subsecretário.

A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Beatriz Lugão, porém, discorda da visão do subsecretário:

- Qualquer um que trabalha dentro de uma escola precisa ter uma visão pedagógica. Merendeiras e vigias estão no pátio, no corredor e no refeitório o tempo todo, lidando com os alunos. Estes não devem ser serviços de alta rotatividade.

O presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt (PPS), disse que vai entrar com representação no Ministério Público contra o estado, pela falta de concursos públicos para trabalhadores de apoio:

- O último concurso para pessoal de apoio foi em 1994. As últimas gestões têm uma visão de que estes profissionais não têm compromisso com o ambiente escolar.
O subsecretário, no entanto, rebateu as críticas:

- Uma merendeira só precisa manusear os alimentos. A maneira de se oferecer a comida deve ser vista pela diretora.

Meu comentário: Que absurdo! Todos que trabalham dentro da escola tem um papel educacional a cumprir, desde o porteiro, que é o primeiro a receber o aluno, até a merendeira, passando pelos professores, é claro. Apelo mais uma vez aos colegas de Valença que não aderiram à greve: não deixem que transformem as escolas em fábricas, daqui a pouco o Theodorico e o José Fonseca vão virar uma Richard´s ou uma Metalúrgica, onde o empregado (professor) tem três minutos pra ir ao banheiro. NÃO SE OMITAM, NÃO SE ACOVARDEM!

"O que me assusta não é a gritaria dos maus, mas sim o silêncio dos bons!"






3 comentários:

Anônimo disse...

De fato, só a categoria unida é capaz de por freio a tantos desmandos. Contudo, como fazer frente a esse pessoal terceirizado sendo, como são, oriundos de indicações políticas sem-vergonhas. As postagens que leio aqui contendo declarações do secretário estadual de educação dão bem uma amostra do que se tem do outro lado da mesa: um secretário equivocado e boçal plantado na seara da educação. Isso porque pensa e age como alguém que já sabe e já tem solução para tudo. Não precisa ouvir as bases. É o Secretário e fim de papo. A única linguagem que se conhece nesse governo é a corrupção. Como fazer frente às tercerizadas dos pittiannis? Tá tudo dominado. Somente o profissional de educação, cruzando os braços, haja o que houver, poderá demolir essas muralhas.

Anônimo disse...

São treze mil trabalhadores e seus familiares que lhes garantem alguns votos. Por aqui no nosso micro também é assim. Montes de terceirizados ganhando mais que os efetivos, além de outro monte que não cumpre jornada de trabalho.

Felipe disse...

Trabalhei com o Antonio no CIEMS em Campo Gande e fui coordenador da eleição, a ultima aliás, em que foi eleito diretor.
Era um professor medíocre, mais interessado em maracutaias políticas. Mas chama atenção a defesa dos terceirizados, pois, se bem me lembro, ele era radicalmente contra.
É mais um palhaço travestido de professor.