quinta-feira, 15 de março de 2012

Programação Cine Glória (16 a 22/03)

ANJOS DA NOITE 4: O DESPERTAR (3D)
Classificação: 16 anos
Gênero: Ação, Fantasia, Terror
Horários: 21h00* e 22h30* - / Sala 2
*Não haverá sessão na sala 2 terça-feira

PEQUENOS ESPIÕES 4 (3D)
Classificação: Livre
Gênero: Ação, Aventura, Comédia
Horários: 15h00*, 17h00* e 19h00* –/ Sala 2
*Não haverá sessão na sala 2 terça-feira

CADA UM TEM A GÊMEA QUE MERECE
Classificação: 10 anos
Gênero: Comédia
Horários: 16h30* e 20h30 * - Dublado / Sala 1
*Não haverá sessão na sala 1 segunda-feira

DRIVE
Classificação: 16 anos
Gênero: Ação
Horários: 18h30 e 20h20 * - Legendado / Sala 1
Não haverá sessão na sala 1 segunda-feira

quarta-feira, 14 de março de 2012

Saúde "Nota Sem": Valença tem 67 casos de dengue confirmados

Devido ao aumento progressivo de casos confirmados de dengue em nosso município, a Vigilância em Saúde enviou ofício para o Setor de Operações Estratégicas - DETEC / SOE/RJ, responsáveis pela realização do Fumacê no estado do Rio, solicitando apoio urgente para o município.

As operações começam hoje dia 14 nos bairros Parque Pentagna, Benfica, Torres Homem e Jardim Angelina, a partir das 17 horas.

Segundo a Vigilância em Saúde e de acordo com dados epidemiológicos não há nenhum caso de dengue hemorrágica em nosso município. Porém, não está descartada a chance de ocorrência, visto que o vírus que está circulando é o denv-01, o tipo mais facilitador para o desenvolvimento do quadro hemorrágico da doença.

Sulaine agente de endemias da Vigilância em Saúde comentou que “os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta. O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal”, concluiu.

No momento o município conta com um total de 271 casos notificados e investigados, 67confirmados, 104 descartados (negativos) e 100 aguardando resultado.

Fonte: Folha do Interior

quinta-feira, 8 de março de 2012

Saúde de Valença em 3º lugar?

A capa do Jornal Local dessa semana estampa a seguinte manchete:

Saúde de Valença e de Rio das Flores entre as melhores do Estado...
Municípios ficaram entre os primeiros do RJ segundo avaliação do Ministério da Saúde

Mesmo não tendo acesso à notícia completa, dá pra saber que se trata da avaliação divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde, o documento “Notas dos indicadores do Índice de Desempenho do SUS (IDSUS 2011)”. No documento, Valença está em terceiro lugar, atrás apenas de Piraí (1º) e Rio das Flores (2º).

Ao divulgar sua capa no Facebook, diversos foram os comentários no perfil do Jornal Local “criticando” a notícia. Isso tudo é um indicativo da má qualidade da saúde em todo o Estado do Rio, já que a situação em Valença não é das melhores – e ainda assim está em terceiro em qualidade no Estado.

Fazendo uma análise ampliada a partir dos dados, vemos que a situação de Valença nem é tão boa assim. No Brasil, Valença está em 545º (de 5.560 municípios). Se pegarmos os dados específicos de “alta e média complexidade, emergência e urgência”, que talvez sejam os serviços mais utilizados pela população, Valença sai de terceira para 40ª no Estado do Rio. No ranking nacional, cai para o 3.682º lugar.

O que não podemos deixar é que esses dados mascarem a realidade da situação da saúde em Valença, que com o fechamento do Hospital Geral provavelmente ainda piorou.

Para acessar o Índice de Desempenho do SUS, CLIQUE AQUI

Programação Cine Glória (9 a 15/03)

CADA UM TEM A GÊMEA QUE MERECE
Classificação: 10 anos
Gênero: Comédia
Horários: 19h15* - Dublado / Sala 1
*Não haverá sessão na sala 1 segunda-feira

OS DESCENDENTES - Vencedor de 1 Oscar
Classificação: 12 anos
Gênero: Comédia, Drama
Horários: 21h20* - Legendado / Sala 1
Não haverá sessão na sala 1 segunda-feira

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (3D) - Vencedor de 5 Oscars.
Classificação: Livre
Gênero: Aventura, Drama, Família
Horários: 17h00* e 21h30* – Dublado / Sala 2
*Não haverá sessão na sala 2 terça-feira

MOTOQUEIRO FANTASMA 2 ESPÍRITO DE VINGANÇA (3D)

Classificação: 12 anos
Gênero: Ação, Fantasia
Horários: 19h30* - Dublado / Sala 2
*Não haverá sessão na sala 2 terça-feira

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Estado da Guanabara

*  Texto enviado pelo advogado João Ricardo de Freitas

Timidamente, na calada da blogosfera ou em alguma coluna perdida da "grande" imprensa, começamos a perceber matérias que versam acerca do conluio que a mídia firmou com o governo fluminense e carioca. Somente agora, entre blogs e jornais, em sua maioria independentes ou de pouca circulação, se tem debatido acerca da falta de transparência, por parte dos órgãos de comunicação do Estado e Município, e da quase unânime ausência de críticas, por parte da "imprensa oficial" aos tão festejados investimentos, projetos e obras para a copa e olimpíadas, e do imenso legado de benefícios (sim, o governo prevê tais resultados com absoluta certeza) que transformarão a cidade do Rio em uma cidade mundial, de vanguarda e todo o resto que já decoramos, mesmo que sem querer, de tanto nos bombardearem com as boas novas que chegam de transatlântico ao porto maravilha.

Em meio a tanta propaganda deturpada e tendenciosa, é incrivelmente absurdo a ausência de notícia envolvendo um aspecto extremamente importante do Estado do Rio de janeiro, qual seja: O próprio Estado do Rio.

Por mais que a cidade do Rio seja uma bela cidade e seja a capital do Estado e grande força econômica não só deste, como do próprio país, é de saltar aos olhos a falta de projetos que visam a integração e o desenvolvimento do Estado como um todo, aproveitando a diversidade e o potencial econômico que uma integração traria para o próprio Estado, englobando não só a cidade maravilhosa, mas todo o Estado.

Tão horrível quanto abandono do governo estadual para com o interior do Estado, perdendo uma oportunidade de integração que nunca mais terá, é o silêncio não só da mídia, mas sim o da própria população, sendo que esta mesma população foi crucial para a reeleição do Sérgio Cabral.

Na região dos lagos, teve um delegado que disse que a violência por lá estava insuportável, por causa da migração de traficantes de favelas pacificadas, na região serrana, mais de um ano após o maior desastre natural do país, os atingidos pela tragédia ainda não ganharam as casas populares prometidas pelo governador Sérgio Cabral, sendo que na data do desastre este governador se encontrava em Paris, como de costume, e isto é o que a mídia mancomunada com o governo traz a tona, o que não vira notícia, como é o caso do fechamento do hospital geral em Valença, que recebia verba estadual, somente os abandonados ficam sabendo, virando notícia tão somente nos poucos blogs de pessoas que se arriscam escrevendo, pois agora com essa moda de assassinar blogueiros, escrever a respeito desta gente virou risco. Nesta linha de raciocínio, imaginem quantas Valenças estão sem hospital em nosso Estado...

Mas não se preocupe muito, não ainda, pois este abandono se arrastará até 2016, quando a concentração de investimentos será maior ainda na cidade do Rio de Janeiro, mas pense bem, caro leitor cidadão, que a intenção de tal crítica não é a pretensão de igualar os níveis de investimentos que a cidade do Rio recebe com os que o interior recebe, isso não teria sentido algum, contudo, o que se pede para refletir, é o que qualquer administrador público com um mínimo responsabilidade e competência faria, a integração econômica em todo o estado, aproveitando os investimentos da copa e olimpíadas para planejar a economia do estado inteiro, a curto, médio e longo prazo.

Ao que tudo indica, o governador Sérgio Cabral governa o Estado da Guanabara, e não o Estado do Rio de janeiro. Mas a falta de tempo não é desculpa para tal descaso, pois se o governador passasse metade do tempo que passa em Paris em cidades como Valença, Macaé e até mesmo algumas na região metropolitana do Rio, verá que algumas destas cidades parecem vilarejos mexicanos do Sec. XIX, governadas por caudilhos que apoiam este mesmo governo estadual que nos abandonou.

O que nos resta? Sair do senso comum e migrar para o senso crítico, e parar de comprar esta ideia que estão vendendo de Rio 2014 e Rio 2016 e começar a pensar no Estado do Rio de Janeiro e seus 92 municípios.





Lançamento do livro 'A Imprensa Valenciana'

No sábado dia 17 de março, o jornalista e editor do Jornal Local Gustavo Abruzzini lança seu livro "Imprensa Valenciana: do provincianismo dos barões e coronéis, ao engatinhar do profissionalismo do século XXI". O livro, que conta com apoio do Jornal Local e da Secretaria de Cultura do Estado, será lançado no Pavilhão Leoni, a partir das 18:30h, quando o autor fará a noite de autógrafos da obra.

Abaixo o release de lançamento do livro

Imprensa Valenciana, o livro

Projeto rende livro com descobertas inéditas sobre história de Valença, além de fortes indícios da revelação de textos de importante romancista brasileiro, em jornais valencianos

O livro Imprensa Valenciana – Do provincianismo da era de barões e coronéis ao engatinhar do profissionalismo do século XXI - será lançado no sábado, dia 17 de março de 2012, às 18h30min, no Pavilhão Leoni (Praça Padre Gomes Leal, s/nº - ao lado da Catedral de Nossa Senhora da Glória), em Valença. É fruto de projeto do jornalista Gustavo Abruzzini de Barros, contemplado por edital da Secretaria de Cultura do Estado, nas áreas do Livro e da Leitura, denominado Memória da Imprensa Fluminense, com o objetivo de incentivar a localização dos periódicos editados nos municípios do interior, bem como a integração cultural e a pesquisa. O projeto, superando expectativas, gerou uma obra não só abrangente, com o registro comprobatório da existência, em 180 anos da atividade, de mais de duzentos títulos, como também revelador, de como se estruturava a imprensa do século XIX, até nossos dias.

Como bom memorialista que já se revelara com seus livros anteriores, o jornalista Gustavo Abruzzini de Barros, desta vez, foi mais além, desvendando nuances nunca antes levantadas na historiografia valenciana. Na história da imprensa praticada na Valença do século XIX, ele descobre a tensa rivalidade que existia entre os conservadores barões do café e os liberais forjados, sobretudo, pela forte colônia portuguesa e o movimento de sociedades, dentre as quais, a Maçonaria. No final da década de cinqüenta, já no século XX, a pesquisa descobriu a estréia do jovem estudante Sérgio Chapelin no jornalismo impresso.

Mas a grande surpresa, ou ousadia do autor, está no capítulo “Outra Suspeita”. Intrigado por um texto encontrado num jornal publicado em Valença, na segunda metade do século XIX, o espírito do jornalista foi a fundo e, da desconfiança inicial que pudesse estar diante de inéditos de Machado de Assis, acaba dirigindo suas suspeitas para outro grande escritor brasileiro que, possivelmente, tinha, adormecido em páginas esquecidas de jornal publicado em Valença, um romance e uma poesia.


Gustavo Abruzzini de Barros (nascido em Valença, RJ, em 1965) é autor dos livros: “O Poder do Sonho – A História da Associação Balbina Fonseca (Editora Valença, 1998)” e “Os Milionários do Subúrbio – História do Monte D’Ouro Futebol Clube (com Oscar Magalhães, 2005)”. Jornalista formado pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), iniciou sua carreira no diário carioca Tribuna da Imprensa. Em seguida, foi assessor de imprensa do Centro Cultural Candido Mendes e da Fundação Educacional Dom André Arcoverde. Em 2001, é nomeado assessor de Comunicação Social da Prefeitura de Valença e, após este mandato, lança, em novembro de 2006, o Jornal Local onde, desde então, acumula as funções de editor responsável e executivo.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Programação Cine Glória (2 a 8/03)

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (3D) – Vencedor de 5 Oscars.
Classificação: Livre
Gênero: Aventura, Drama, Família
Horários: 17h00* e 19h00* – Dublado / Sala 2
*Não haverá sessão na sala 2 terça-feira
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MOTOQUEIRO FANTASMA 2 ESPÍRITO DE VINGANÇA (3D)
Classificação: 12 anos
Gênero: Ação, Fantasia
Horários: 21h00* – Dublado / Sala 2
*Não haverá sessão na sala 2 terça-feira
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OS DESCENDENTES – Vencedor de 1 Oscar
Classificação: 12 anos
Gênero: Comédia, Drama
Horários: 18h30* – Legendado / Sala 1
Não haverá sessão na sala 1 segunda-feira
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MILLENNIUM – 0S HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES – Vencedor de 1 Oscar
Classificação: 16 anos
Gênero: Suspense, Drama
Horários: 20h45* – Dublado / Sala 1
*Não haverá sessão na sala 1 segunda-feira

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mais informações: www.cinegloria.com.br

Feliz Aniversário para Cidade do Samba

The City of Samba from Jarbas Agnelli on Vimeo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Caminhada na Serra da Concórdia dia 4 de março

No próximo domingo, dia 4 de março, acontece a 7º Caminhada na Natureza de Valença. Promovida pela Federação Internacional de Esportes Populares, Anda Brasil – Circuitos de caminhadas na natureza e ONG Salve a Serra, a caminhada percorrerá o circuito da Serra da Concórdia.

De acordo com os organizadores o percurso é de 12 quilômetros e de baixa dificuldade, com estradas de terra, leves subidas e trilhas na floresta. O ponto de partida será em São Francisco, no restaurante Fogão de Lenha, na Estrada Barra do Piraí-Valença, das 8 às 9 horas. A participação é gratuita.

Mais informações: 24_2453-8210 ou pelo email santuariodaconcordia@uol.com.br

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Jogados no mundo



Texto excelente retirado do blog Catatau

Respeitando as variações, funciona mais ou menos assim: em período eleitoral ou próximo, de repente aparecem políticos e solenidades. Às vezes não precisa aparecer mais do que falatório. Prometem a construção de tantas casas populares, diz-se que muito dinheiro foi liberado…

Então chegam as máquinas e começa a obra geral. Mas por algum motivo, a dita “prática” não corresponde às expectativas e planejamentos: a obra não perdura e, de algumas ou muitas casas, fica só o esqueleto, tudo inacabado.

Nenhum burocrata examinou a aberração de uma obra ter começado e não terminado. E se alguma fiscalização chegou a visitar o lugar, o resultado foi o mesmo de tantas outras país afora: nulo.

Então chegam os pequenos bandidos, traficantes e afins. Polícia? Dependendo o lugar, eventualmente se diz que apareceu uma viatura. Mas tudo permanece ali como está, ao Deus dará, como se uma força cósmica obrigasse a cada um aceitar tal condição (“afinal é o Brasil”, “as coisas são assim mesmo”…). O monumento à aberração comum permanece a céu aberto.

Passam-se os anos. Mas então ocorre algo diferente, inesperado: famílias tentam ocupar as plantas abandonadas, construir ali moradias, às vezes articulando – malgrado o descaso público – verdadeiros bairros.

Resultado? Mais ou menos hora, depois de algum jogo burocrático em obscuros corredores, muito rapidamente toda a série de descasos (burocratas, fiscais, poderes públicos etc.) se converte em violência: os moradores devem sair dali, caso contrário a polícia deve desapropriar o terreno, expulsar os moradores, garantir a “legalidade”.

Antes da ocupação, em termos de comunidade humana cada membro das famílias é um semi-animal, pois não tem direitos básicos (o da moradia, por exemplo) garantidos. Está simplesmente jogado no mundo.

Mas depois da ocupação tudo muda: o direito de alguém deve se cumprir, mas certamente não o dos moradores. Como num relampejo, de repente os moradores são recolocados no jogo social, possuindo agora “direitos”, mas como antagonistas: se um processo jurídico se faz entre cidadãos, aí estão os moradores movidos enquanto cidadãos, pois estão sob acusação por outra entidade jurídica que não os quer ali.

Aí chega a polícia e os expulsa. E saindo das casas eles saem de novo do jogo: estão de novo jogados no mundo.

E não é que isso acontece quase todo dia?

Rede estadual de educação fará paralisação nesta terça feira

Iniciando a campanha salarial de 2012, o SEPE (sindicato estadual dos profissionais da educação) aprovou em assembléia a paralisação de 24 para o dia 28/02. Os professores querem um reajuste de 36% e a incorporação de todas as parcelas do programa Nova Escola.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Programação Cine Glória (24/02 a 01/03)

MOTOQUEIRO FANTASMA 2 ESPÍRITO DE VINGANÇA (3D)
Classificação: 12 anos
Gênero: Ação, Fantasia
Horários: 19h30 e 21h20 - Dublado / Sala 2

STAR WARS EPISÓDIO 1 A AMEAÇA FANTASMA (3D)
Classificação: Livre
Gênero: Ação Ficção ciêntifica
Horários: 17h00 - Dublado / Sala 2

MILLENNIUM - 0S HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (5 indicações ao Oscar 2012)
Classificação: 16 anos
Gênero: Suspense
Horários: 19h00 - Dublado / Sala 1


A FILHA DO MAL
Classificação: 14 anos
Gênero: Terror
Horários: 22h00 - Legendado / Sala 1

Mais informações, acesse www.cinegloria.com.br

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mutações – Elogio à Preguiça




Franklin Leopoldo e Silva

Tema: Rousseau e os devaneios do caminhante solitário

A conferência começa pelas visões antigas e modernas do trabalho, antes de se apresentar a reflexão sobre as Revêries – Os devaneios de um caminhante solitário, de Rousseau. Nessa obra, as categorias cartesianas são subvertidas: em vez da unidade, a pluralidade; em vez do ponto de partida, os pontos de passagem; em vez da ordem metódica, a divagação; em vez da objetividade, a mais absoluta imanência do sujeito a si mesmo.


Jorge Coli

Tema: Sexo, preguiça, bonheur

A conferência tratará de algumas relações entre preguiça e sexo, algo sobre o paraíso que há no ventre feminino (recordando os quadros que exaltam o sexo e o ventre femininos, como a conhecida tela A origem do mundo, de Courbet, que reproduz uma vagina). Em sequência, também será analisada a novela de Maurice Pons, Rosa ou Le bonheur des hommes.



Maria Rita Kehl

Tema: Boêmia e malandragem: a preguiça na cadência do samba

No texto “Dialética da malandragem”, Antonio Candido sugere que a preguiça (no sentido da ‘malandragem’) é uma forma de resistência à exploração do trabalho. Contudo, o tema da preguiça não será tratado na palestra a partir da literatura, mas sim do samba, ritmo que se tornou expressão da vida dos negros, dos favelados, dos vagabundos e desempregados da cidade do Rio de Janeiro.



Luiz Alberto Oliveira

Tema: Sobre inércia e estabilidade

A partir da década de 1960, na esteira das proposições experimentais da contracultura e da revisão dos pressupostos modernos, coletivos híbridos de arquitetos, artistas e pensadores da cultura formularam propostas transgressivas que, de modo radical, se colocavam em forte oposição ao pragmatismo produtivo e alienado da sociedade. Nesse contexto serão analisados trabalhos de artistas como Hélio Oiticica e Gordon Matta-Clark, e mais recentemente, Hector Zamora.



Marcelo Jasmin

Tema: A moderna experiência do progresso

Quais são as transformações ocorridas no mundo ocidental a partir da constituição da disciplina capitalista do trabalho, com a consequente mudança do conceito de “progresso”? Essas transformações envolveram um sem número de aspectos da vida cotidiana das pessoas, tanto dos camponeses quanto dos habitantes do espaço urbano que viram as suas cidades crescer, em ritmo acelerado, com a implantação de manufaturas e indústrias.



Arthur Nestrovski e José Miguel Wisnik

Tema: Utopia de Itapuã

Nem exatamente show, nem propriamente aula, mas uma mistura original das duas coisas: reunindo os talentos musicais, literários e acadêmicos do compositor, cantor e pianista (e professor da USP) Zé Miguel Wisnik – reconhecido como um dos nomes de ponta da música brasileira – e do compositor, violonista, crítico e escritor (e diretor artístico da Osesp) Arthur Nestrovski, o espetáculo traz uma seleção de canções, de Wisnik e outros autores (incluindo o próprio Nestrovski), entremeadas de conversas sobre vários assuntos. Da formação do cancioneiro brasileiro ao artesanato de letra e música; das potências transformadoras da bossa-nova e do tropicalismo ao debate sobre a “morte da canção”, Wisnik e Nestrovski cantam e contam a nossa música, situada por eles no contexto da cultura brasileira hoje.




João Carlos Salles

Tema: Sobre a virtude da lentidão

Ao operar extensa crítica ao desmedido otimismo de nosso tempo em relação ao progresso e à ciência, Wittgenstein irá falar do trabalho filosófico em termos de negatividade, conservadorismo, pessimismo. Na palestra será, assim, investigado em que medida o pensamento de Wittgenstein, ao confrontar-se com a civilização ocidental, opera um essencial e necessário exercício de crítica filosófica, para a qual não é absurdo pensar a ideia de progresso como uma grande armadilha.




Francis Wolff


A apologia grega da preguiça

A apologia à preguiça no pensamento antigo permite pôr fim a um falso conceito, o do trabalho. A questão será examinada a partir da afirmação de que o trabalho não é um valor, o que afasta a ideia da preguiça como um vício. Dessa maneira, a condenação moral que hoje paira sobre a preguiça não subsiste no pensamento grego, que a vê como repouso, ócio, disponibilidade, independência, liberdade.

Depois da conferência do prof. Francis Wolff serão lançados os livros Mutações – a invenção das crenças (Edições Sesc-SP) e Uma cerveja no dilúvio, de Afonso Henriques Neto, (Rio de Janeiro: 7 Letras, 2011).



Francisco de Oliveira


Que preguiça

De um ponto de vista marxista pode-se dizer que a venda da força de trabalho ao capital é o que de fato escraviza o homem. Assim, há que se elogiar o preguiçoso, na medida em que ele nada quer com quem pode e deseja comprar sua força de trabalho. O preguiçoso não será aquele que não trabalha, mas quem não trabalha para o capital. Desse modo, o mais autêntico preguiçoso será o criador, o artista, o cientista, aqueles que operam nas margens do capital, contribuindo para desgastá-lo.



Marilena Chaui

Sobre o direito à preguiça

Ao ócio feliz do Paraíso segue-se o sofrimento do trabalho como pena imposta pela justiça divina a toda a humanidade. O laço que ata preguiça e pecado é um nó invisível que prende imagens sociais de escárnio, condenação e medo. Na conferência serão repassados os caminhos históricos que de um lado transformaram a preguiça em dos sete pecados capitais, e de outro desenvolveram a necessidade de uma extrema valorização do trabalho.




José Raimundo Maia Neto


Sócrates, Montaigne e Machado


A ociosidade, no sentido do distanciamento do pragmatismo da vida cotidiana (vida ativa), é frequentemente vista como condição para o exercício pleno do pensamento (vida contemplativa). Em tempos e registros discursivos diferentes, Sócrates, Montaigne e Machado de Assis iluminam aspectos centrais desta temática.


Sergio Paulo Rouanet


Preguiça e ócio na ética iluminista

As categorias de vida ativa e ociosidade têm longa trajetória na modernidade. A primeira abrange as esferas da política e a do trabalho, cujas figuras típicas são o cidadão e o operário. Já a ociosidade abrange as esferas dos que não participam da vida pública, dos que não têm ou perderam sua ocupação e a dos ociosos propriamente ditos. Essas categorias serão vistas dentro do contexto histórico da Ilustração.



Jean-pierre Dupuy


O tempo que nos resta


A questão proposta por Alexis de Tocqueville em relação ao espírito cada vez mais inquieto do cidadão norte-americano em meio ao mais amplo bem-estar material é o ponto de partida da conferência. Assim, devemos pensar o paradoxo do tempo que “se acelera” angustiosamente na modernidade e a previsão do crescimento da produtividade do trabalho que prometia uma sociedade de tempo livre, com livre espaço para o lazer ou mesmo para a preguiça.



Olgária Matos

Tema: Educação para a preguiça

É preciso entender o campo conceitual em que se inscreve a preguiça na contemporaneidade. A preguiça atualiza a questão clássica dos “cuidados de si” e da necessidade de uma “educação para a preguiça”. Da preguiça como prostração, que sofre o vazio do tempo, à preguiça como tranquilidade da alma, buscar-se-á a ideia do preguiçoso como o artesão do vazio.



Francisco Bosco

Tema: O leitor preguiçoso

A conferência terá como pano de fundo a utilização da nomenclatura de Roland Barthes em torno das diferenças entre “textos literários de prazer” e “textos literários de gozo”. Os primeiros – também ditos “clássicos”, ou “legíveis” – proporcionam uma leitura fluente, veloz, desimpedida. Por sua vez, os “textos de gozo” – chamados de “modernos” ou de “vanguarda” -, exigem leitura “aplicada”, em que a lentidão se torna obrigatória.





Vladimir Safatle

Tema: O esgotamento da ética do trabalho

Na conferência serão examinados sinais de esgotamento de certos processos no campo do que se convencionou chamar de “ética do trabalho” nas últimas décadas do séc. XX, com seus desdobramentos psíquicos. Serão revistos os clássicos trabalhos de Max Weber e os impactos sofridos pelo capitalismo após as revoltas de maio de 1968, sendo assim analisadas certas mutações ocorridas, como o novo entendimento da noção de “trabalho alienado”.





Antonio Cicero

Tema: Poesia e preguiça

A partir da palavra de poetas do porte de T. S. Eliot e Baudelaire, e do teórico musical Auguste Barbereau, a conferência discorrerá sobre a constituição de um pensamento poético como oposição ao juízo prático ou cognitivo, uma vez que não é possível fazer um poema – nem é possível fruí-lo – apenas com o intelecto. A esse pensamento poético corresponderá certo estado de preguiça fecunda, uma vez que a poesia irá sempre se comprazer em esbanjar o tempo do poeta e do leitor do poema.





José Miguel Wisnik

Tema: Ócio, labor e obra

Alguns aspectos do romance Macunaíma, de Mário de Andrade, serão analisados para chegar aos textos filosóficos finais de Oswald de Andrade, em que encontramos o horizonte afirmativo de uma conciliação da técnica com o ócio. O contraponto entre os dois autores modernistas brasileiros terá como pano de fundo as reflexões de Hannah Arendt sobre o labor e o trabalho.