terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

RETROSPECTIVA VALENÇA DE CARA NOVA

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Taí, aproveitando este tópico do Orkut (clique aqui), vai uma retrospectiva destes últimos 14 meses do "novo" em Valença.

1) Escolha da CEDAE sem ouvir a população e a Câmara dos Vereadores:

http://blogdovq.blogspot.com/2009/10/saiba-quanto-cedae-ira-cobrar-pela-sua.html

http://blogdovq.blogspot.com/2009/10/prefeitura-coloca-hidrometros-na-cidade.html

2) Regime próprio de Previdência: O fundo sem fundos!

http://blogdovq.blogspot.com/2009/07/o-fundo-sem-fundos.html

3) Boicote à atuação do Conselho e não realização da Conferência da Cidade:

http://blogdovq.blogspot.com/2009/12/4-conferencia-das-cidades-legado.html

4) Educação e o não cumprimento do compromisso eleitoral com o SEPE:

http://blogdovq.blogspot.com/2009/06/prefeito-diz-que-vai-pagar-trienio-e.html

http://blogdovq.blogspot.com/2008/08/compromisso-de-valena-pela-educao.html

5) A Conferência "Democrática" de Cultura:

http://vozesflumineiras.ning.com/forum/topics/i-conferencia-de-cultura

6) Democracia nas casas da Varginha:

http://blogdovq.blogspot.com/2009/12/ha-mais-de-tres-anos-situacao-das.html

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Gestão Democrática e Transparência.


Quando foi eleito, estas eram duas das principais "bandeiras" do prefeito Vicente Guedes e da vice Dilma Dantas. Bobo aquele que acreditou.

Além de boicotar os conselhos municipais que não "rezam" na cartilha, nem o Boletim Oficial do Município é mais publicado na Internet, como era prática no governo anterior.

A última edição que está disponível no sítio da prefeitura (www.valenca.rj.gov.br) é datada de 4 DE AGOSTO DO ANO PASSADO! Ou seja, há mais de 6 MESES que a sociedade não tem acesso aos atos da PMV, por este instrumento barato e ecologicamente correto que é a Internet!

Será que é pra sociedade não ficar sabendo que a farra dos cargos comissionados continua? Ou tá faltando dinheiro pra pagar um webmaster digitalizar as edições?

Espero que com esse caminhão de dinheiro que tá vindo pra Valença, sobre uma beiradinha pra mostrar à população pra onde está indo o nosso dinheiro.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

CPI DO TCE ENVIARÁ INFORMAÇÕES SOBRE GRACIOSA AO MINISTÉRIO PÚBLICO

A CPI do TCE vai enviar ao Ministério Público do Estado do Rio documentos e informações levantadas sobre o conselheiro José Gomes Graciosa. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (03/02) durante reunião da comissão.

O MP pediu à CPI que encaminhasse os dados logo após abrir um inquérito para investigar possível evolução patrimonial incompatível com as rendas do conselheiro, que é ex-presidente do tribunal. De acordo com a presidente da comissão, deputada Cidinha Campos (PDT), não faltarão subsídios para que o Ministério Público possa fazer a apuração. “Vamos enviar os documentos e também o relatório, que será concluído até março. A investigação do MP é uma grande vitória e chama atenção para o nosso trabalho. Queremos acelerar o processo deles com o envio dos dados já coletados”, afirmou a parlamentar.

De acordo com o inquérito do MP, documentos obtidos pelo jornal “O Estado de Minas Gerais” mostram que o patrimônio de Graciosa teria aumentado de R$ 660 mil para R$ 3 milhões, entre 2000 e 2006. Ainda segundo o documento, “de acordo com (...) corretores de imóveis da cidade do Rio de Janeiro, o patrimônio do ex-presidente do TCE estaria no patamar de R$ 6 milhões”.

A presidente da CPI destacou que o objetivo da comissão é não apenas apurar as irregularidades e punir os responsáveis, mas também deixar proposições para a melhora do TCE. “Desde que começamos a CPI, muitas coisas que apontamos como erradas já puderam ter correção”, frisou a parlamentar. O relator da comissão, deputado João Pedro (DEM), que terá 15 dias após o término da CPI - no dia 2 de março - para apresentar o relatório final, ressaltou que o viés político não pode se sobrepor ao trabalho técnico do tribunal e que o documento pretende sugerir propostas que tornem o TCE mais eficiente. “O trabalho deve ser exercido de forma rápida e eficaz, sem muita burocracia”, frisou.

Na reunião desta quarta, o secretário-geral de Controle Externo do TCE, Ricardo Ewerton Britto dos Santos, admitiu existir desvio de função no tribunal, mas disse que todos os processos são acompanhados por um analista. Segundo a presidente da CPI, existem cerca de 100 processos relativos a desvios de função no tribunal. “São funcionários de ensino fundamental e médio exercendo atividade de ensino superior e outros de ensino superior que exercem funções de cargos de ensino médio e fundamental. Como isso é possível?”, questionou a parlamentar.

Ainda de acordo com informações do funcionário, que entrou para o TCE em 1993 através de concurso público, existem, aproximadamente, 900 vagas no tribunal a serem ocupadas por concurso. “O ideal seria que os concursos fossem feitos a cada dois anos, para oxigenar o corpo técnico e não de uma vez só”, afirmou. O ex-vereador do município de Valença e atual assessor técnico de Graciosa, Roberto Silva Machado, também depôs à CPI e disse ser amigo do conselheiro há mais de 45 anos, mas negou ter recebido qualquer valor em dinheiro dele, motivo pelo qual teria sido convocado.

Membro da CPI, o deputado André Corrêa (PPS) sugeriu que fosse criada uma comissão especial após a conclusão dos trabalhos da CPI. “Constatamos a existência de processos que demoram 17 anos e viram instrumento de pressão política, funcionários requisitados de forma irregular e outros problemas que não podem continuar a existir”, ressaltou.

Quem quiser fazer denúncias envolvendo o tribunal poderá entrar em contato com o Disque Fraude TCE (0800 282 8890), um serviço telefônico gratuito da CPI.

Fonte: sítio da Alerj

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Parece que foi hoje

Pronunciamento

(Do Sr. Deputado Chico Alencar, PSOL/RJ)

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados e todo(a)s o(a)s que assistem a esta sessão ou nela trabalham:

Parece que foi hoje. O escritor Luis Fernando Veríssimo, em artigo na revista “Caros Amigos”, ressalta a perpetuação de duas figuras simbólicas no cenário brasileiro: os sem-terra e os sem-vergonha. Detalhe importante: o texto é de outubro de... 2000, em plena ‘era FHC’, há quase uma década. Os sem-terra, espera-se que sejam extintos pela realização da Reforma Agrária. Os sem-vergonha, espera-se que sejam extintos – ou pelo menos tenham sua influência reduzida na política brasileira – pela realização de reformas políticas e eleitorais, que garanta o financiamento público exclusivo de campanha, o fortalecimento dos partidos políticos, que vede a participação nas eleições de candidatos corruptos e que torne o processo eleitoral mais democrático. O Governo Lula, apesar de sua “retórica reformista”, prefere se apequenar nas articulações com a bancada ruralista e com a bancada fisiológica no Congresso, impedindo qualquer avanço democrático.

“Duas Histórias de Sucesso

As duas maiores histórias de sucesso no Brasil de hoje são a do Movimento dos Sem-Terra e a da – como chamá-la? – cultura da mão dupla (uma mão lava a outra, uma mão molha a outra, uma mão jura que não sabia o que a outra estava fazendo) que se desenvolveu à sombra da pseudo-social-democracia em flor no poder, e da qual só nos deixam ter vislumbres a cada investigação de escândalo abordada. Pode parecer cruel comparar os despossuídos do MST com os beneficiários de arranjos, conchavos e lobbies ao contrário de Brasília, mas o MST é, sim, um sucesso e, como os sem-vergonha, também deve seu sucesso a uma forma de pré-absolvição.

Nenhum outro movimento social se organizou e se mobilizou como o dos sem-terra no Brasil recente e, se alguma coisa foi feita em matéria de reforma agrária nestes últimos anos, foi devido à sua pressão. Com os sindicatos acuados pela crise e a oposição esmagada ou enrolada pela ‘base de sustentação’ do governo, o MST conta com a determinação dos que não têm nada a perder e a evidente justiça da sua causa – cujo argumento mais óbvio e indiscutível é a simples existência de uma "causa" fundiária num país deste tamanho – e é hoje a única força de contestação conseqüente à situação. Fora um banho de sangue, que pegaria muito mal lá fora, o governo não tem muitas outras maneiras de lidar com o problema do que já faz, que é ceder aos poucos e protelar o que pode. Já que nem o problema nem o MST irão embora e uma reforma agrária mesmo, como a prometida, parece estar fora da questão.

O sucesso dos espertos impunes em Brasília se deve a uma decisão tácita de que este governo não pode ser perturbado por questões menores, como a ética, quando tantos interesses maiores dependem da sua absolvição, apesar das provas em contrário. Como a justiça da sua briga garante a razão dos sem-terra, a conveniência política da sua impunidade garante o sossego dos sem-vergonhas.

E, no fim, os dois sucessos derivam de dois fracassos. A falta de uma política agrícola e de uma política industrial no caso dos excluídos sublevados e a falta de uma mudança nos hábitos da República, apesar de toda a retórica reformista, no caso dos incluídos corruptos.”

Esse texto “atualíssimo” foi escrito, repito, em pleno governo FHC. A realidade retratada é a mesma do Governo Lula. As bases do atraso da sociedade brasileira permanecem intocadas.

O PSOL tem lutado, junto aos movimentos sociais do campo e da cidade, para que a Reforma Agrária se torne realidade. E realizado todos os esforços para que a democracia brasileira se torne mais republicana. Ontem mesmo, enviamos ao TSE manifesto de solidariedade, que transcrevo, às iniciativas que visam tornar mais transparentes as doações feitas aos candidatos no período eleitoral.

“Nós, parlamentares do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), manifestamos nosso total apoio às iniciativas do Tribunal Superior Eleitoral que visam tornar mais transparentes as doações feitas aos candidatos no período eleitoral.

Compartilhamos desta preocupação com o TSE e em 2009 apresentamos proposição – PL 6186 – tornando obrigatório que os partidos declarem a procedência dos recursos repassados aos candidatos.

O Brasil vive uma crescente “democracia empresarial”, com “eleições de negócios", em que os partidos se tornam, com poucas exceções, ajuntamentos de interesses difusos para fruir das benesses do poder.

Ao eleitor, a quem de direito cabe decidir o resultado das eleições, tem sido negado o direito às informações necessárias para a boa escolha dos seus representantes. As empresas têm utilizado brechas para incidir de forma oculta no processo eleitoral, privilegiado setores políticos com os quais tenham maior afinidade ou interesses em comum. São essas brechas: 1 – as doações feitas aos partidos e repassadas aos candidatos; 2 – doações aos comitês de arrecadação; 3 – doações aos partidos, que utilizam este recurso com gastos rotineiros, economizando dinheiro do Fundo Partidário para ser enviado ao candidato; 4 – doações feitas por associações setoriais, sem que o nome das empresas doadoras seja registrado.

As preocupações do TSE, que esperamos sejam transformadas em resolução, garantirão transparência plena, vinculando cada recurso recebido pelo candidato com a empresa que o doou. Precisamos dar passos importantes na construção de uma democracia republicana. O Brasil necessita de eleições limpas, com discussão de projetos e soluções para os problemas que afligem nossa população, e financiamento austero e visível das campanhas.”


Agradeço a atenção,

Sala das Sessões, 04 de fevereiro de 2010.

Chico Alencar

Deputado Federal, PSOL/RJ

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Nós, os professores hipopótamos

Começou hoje (03/02/2010) no centro de eventos da FAA, a abertura do ano letivo municipal. Os professores da rede municipal de ensino foram reunidos para a palestra ministrada pelo senhor Serrano Freire com o título “Seja o professor que você gostaria de ter”.

O palestrante realizou sua conferência de forma didática e bastante organizada. O conteúdo da palestra motivacional, nas palavras do autor, era demonstrar a importância do professor desenvolver sua auto-estima. Geralmente, segundo Serrano Freire, os professores estabelecem uma concepção muito negativa sobre a sua profissão. Geralmente, eles só reclamam dos alunos e dos seus salários.

Para Serrano, é preciso virar o jogo contra o desânimo. Para isso é necessário tornar as aulas mais interessantes assim como tornar o contato entre o professor e aluno mais estimulante. Pode ser através de técnicas de relaxamento, de variações no tom de voz, de brincadeiras em sala de aula. Uma série de competências necessárias para a construção do professor do século XXI.

O ponto central da palestra de Serrano Freire: o desenvolvimento das novas competências individuais dos professores é a solução para a melhoria da educação. Não existiria nenhum tipo de problema (seja ele social, político, cultural ou econômico) capaz de resistir às novas capacidades do professor. Tentei colocar em prática os ensinamentos dados pelo palestrante pensando num problema que aflige a maioria dos professores.

Um professor de um município que tem como salário base o valor de R$ 487,39 centavos e trabalha numa escola do interior. O professor percebe que a estrada que leva até a sua escola não possui asfaltamento. Observa que o esgoto está a céu aberto. Qual a competência motivacional necessária para o tal professor?

Nosso professor chega à sala de aula e lá estão os seus alunos. O professor ao tentar ler a situação da turma observa que: alguns alunos não tomaram banho, outros estão dormindo em sala de aula e ainda há aqueles que estão morrendo de fome. Durante o recreio, nosso mestre escuta histórias sobre espancamentos, estupros, problemas de alcoolismo e drogas. A faculdade de licenciatura não preparou o seu profissional para enfrentar nenhum desses problemas. Nosso professor fica perdido, sem saber o que fazer.

Eis que a Secretaria Municipal de Educação de Valença convida o professor para uma palestra. Num gesto otimista, o professor acredita que o tema será algo relevante para a sua prática docente. Será uma palestra sobre violência nas escolas, sobre a desestruturação familiar, sobre a falta de infra-estrutura nas escolas. Nada disso. Elas contrataram uma palestra motivacional...

Palestra motivacional é a forma encontrada para as empresas de demonstrar que o buraco não é tão ruim como parece. Tudo é uma questão de superação individual. O clichê da palestra motivacional é aquele que fala que todos são especiais. A lenda é famosa: dos bilhões e bilhões de espermatozóides, você, caro ouvinte conseguiu nascer...

Durante o decorrer da palestra uma questão martelou minha cabeça: será que o nosso palestrante já entrou numa sala de aula? Ele me diz com toda a desenvoltura que o professor é capaz de melhorar a educação. No entanto, não vejo como a minha atuação docente pode fazer o que é de responsabilidade do poder público realizar. De que maneira a minha prática pode fazer com que as crianças se alimentem, que os vícios dos pais desapareçam ou que a rua seja asfaltada?

Confesso que não fiquei até o encerramento da palestra. O meu limite foi ultrapassado quando o palestrante convidou todos os professores a começarem a dançar ao som de uma música americana e usando o data show para reproduzir um hipopótamo dançando. Segundo ele, isso era uma atividade para superar o medo que impede o pleno desenvolvimento das novas competências. Um sentimento oceânico de vergonha alheia foi o resultado daquele espetáculo terrível. Parecia que eu tinha entrado num episódio bizarro dos Teletubbies ou que estava visitando a Bobolândia. Quatro anos de esforço na Universidade e vários livros para que, no final das coisas, observar os professores municipais valencianos se sujeitarem a virar massa de manobra. É triste perceber que a nossa secretaria não tem a mínima idéia das carências de seu professor. Eu tenho saudades de um outro Freire... Como chegamos a tal ponto?


Projeto propõe a criação do Tribunal Estadual de Contas dos Municípios

Os deputados André Corrêa (PPS), Cidinha Campos e Paulo Ramos (PDT), Marcelo Freixo (PSol) e Gilberto Palmares (PT), autores do projeto de emenda constitucional (PEC) 60/2010, convocam para entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (03/02). Na oportunidade, eles vão detalhar a proposta, que sugere a criação do Tribunal Estadual de Contas dos Municípios (TECM). O TECM assumiria parte das atribuições do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), dividindo com o TCE o seu atual orçamento e corpo técnico, sem aumento de despesas ou criação de cargos.


A proposta está publicada hoje (03/02), no Diário Oficial do Poder Legislativo.

Local da coletiva: Sala da Presidência (Palácio Tiradentes - Rua Dom Manoel, s/nº, Praça XV).
Horário: 14h30

Veja o Projeto e a justificativa
 
Trechos justificativa:

"Entre as novas regras a serem aprovadas, deverão constar a exigência de tramitação eletrônica de todos os atos administrativos internos, a disponibilização da lista de todos os cargos funcionais efetivos e comissionados, assim como a divulgação de todos os atos administrativos, acompanhamento on-line das sessões plenárias, entre outros dispositivos que não estão descritos nesta emenda pelo fato de não caberem juridicamente em texto constitucional."


"Acreditamos que esses controles sociais, somados à boa escolha dos conselheiros e o estabelecimento de punições claras, não permitirão que esse novo órgão se transforme no que o TCE-RJ se transformou ao longo dos anos. E que esse exemplo de transparência do TECM estimule seu tribunal-irmão e órgãos da administração pública a adotar medidas semelhantes, impondo a essas instituições, que representam a sociedade, a agir da forma que hoje a sociedade exige."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Atenção professores da Rede Estadual:

Orientações curriculares para 2010:


http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/orientacoes.asp


Clique em cima da sua disciplina!

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CEFET em Valença. Será que agora vai??

Segunda-feira, 01 de fevereiro de 2010 - 15:24 Nesta segunda feira, 1º de fevereiro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugura, de forma simultânea, 78 unidades federais de educação profissional. Todas as regiões do país serão contempladas. Com as 63 escolas entregues desde o início do governo, ocorre a duplicação do número de unidades da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A cerimônia será realizada no Brasília Alvorada Hotel, em Brasília, e transmitida para todo o país pelas emissoras TVMEC e NBR, a partir das 17h.

As novas escolas resultam da política de expansão da rede federal, implantada em 2005. Outras 99 estão em obras e devem ficar prontas até o fim do ano. O número total de escolas de educação profissional chegará, então, a 380, com mais de 500 mil vagas. Até 2002, a rede contava com 140 escolas. Os investimentos ultrapassam a casa de R$ 1,1 bilhão.

Rio de Janeiro - Oito escolas de educação profissional serão inauguradas no Rio de Janeiro nesta segunda-feira, dia 1º. A implantação das unidades de Realengo, São Gonçalo, Arraial do Cabo, Engenheiro Paulo de Frontain, Quissamã, Itaperuna, Valença e Itaguaí, exigiu investimentos de mais de R$ 9,5 milhões. Hoje, elas atendem 2.830 estudantes, mas esse número deve chegar a 9,6 mil alunos.

Outras nove escolas já foram construídas nos municípios de Guarús, Cabo Frio, Nova Iguaçu, Nova Friburgo, Petrópolis, Paracambi, Duque de Caxias, Volta Redonda, e no bairro de Maria da Graça. Há no estado dois institutos federais, com 21 campi no total. Além dessas unidades, há ainda o Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Cefet) e o colégio técnico da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De todas essas escolas, 17 resultam da expansão da rede federal.

Cada nova escola tem investimentos de cerca de R$ 5 milhões em infraestrutura, mobiliário e equipamentos e deve contratar, por concurso público, 60 professores e 40 técnicos administrativos. Até o fim do ano, o número de escolas federais de educação profissional sairá de oito em 2005 para um total de 25.

Fonte: Portal do MEC

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ZIRIGUIDUM! TELECO-TECO!

Carnaval 2010 – Secretaria de Cultura e Turismo divulga programação oficial da folia!

A abertura do Carnaval em Valença será no dia 11/02, QUINTA-FEIRA, às 20h com o Carnaval Antigo de Conservatória, realizando um desfile de Carros Antigos e com o Bloco da 3ª idade e a Banda Rancho Carnavalesco. Às 24h, haverá um show com o Grupo Nosso Sentimento.


Na SEXTA-FEIRA, às 10h: desfile do Bloco do CAPS. Às 21h, é a vez do Bloco das Piranhas e Bloco da Paz. Meia-noite o show é por conta da banda Bonde do Forró.

No SÁBADO, de 11h às 13h – Samba de Raiz com o Grupo Pelo Telefone na Rua dos Mineiros. Às 17h, Som com DJ na Rua Padre Luna. O desfile de blocos na Av. Nilo Peçanha começa às 20h30. E o grande show da noite é com o Grupo Swing e Simpatia.

DOMINGO à meia-noite tem show com o Jorginho do Império. Além do Samba de Raiz na Rua dos Mineiros e o som eletrônico na Padre Luna. Às 20h30 tem Desfile das Escolas de Samba na Av. Nilo Peçanha.


SEGUNDA e TERÇA-FEIRA tem Baile infantil nos Clubes. E o grande show da segunda-feira de Carnaval é com o sambista Arlindo Cruz. Antes do show, às 20h30, tem desfile de Blocos na Av. Nilo Peçanha.

A TERÇA-FEIRA gorda tem o Grupo Pelo Telefone, de 11h As 13h, fazendo mais uma roda de samba de raiz na Rua dos Mineiros, baile infantil nos clubes às 15h. No fim da tarde, tem som com DJ na Rua Padre Luna. O Desfile das Escolas de Samba Campeãs do carnaval 2010 acontece às 20h30 e a Banda Via Show sobe ao palco à meia-noite, fazendo o último show do Carnaval na sede do município.

DISTRITOS


A festa segue pelos distritos: em Parapeúna, o destaque fica por conta da Banda Lima Santos que abre o Carnaval na quinta-feira, dia 11/02. E no domingo tem o Desfile da Escola de Samba Unidos de Parapeúna.

Pentagna recebe as bandas Reluz (sexta, sábado e domingo) e Rancho Carnavalesco Progresso (domingo, segunda e terça).

Em Juparanã, quem comanda a festa é a Banda Bahia & Cia nos dias 12, 13, 14 e 16 de fevereiro. Na segunda-feira tem show da Banda Reluz.


Santa Isabel terá Baile Popular com a Banda Santtorini de sábado à terça-feira.


Em Conservatória haverá desfile de blocos todos os dias e shows com a Banda Aladim.

domingo, 31 de janeiro de 2010

CPI DO TCE VOLTA A REALIZAR REUNIÕES EM 2010 NA QUARTA E NA QUINTA

A CPI criada para investigar fatos relativos a denúncias de corrupção contra conselheiros do TCE-RJ já indiciados pela Polícia Federal realizará reunião nesta quarta-feira (03/12), às 10h, na sala 316 do Palácio Tiradentes.

Os convocados serão o funcionário do TCE Ricardo Everton Brito dos Santos e o funcionário público do município de Valença Roberto Silva Machado, que faltou a uma reunião e, em seguida, assinou um termo de compromisso para estar presente nesta data.

A CPI, que no ano passado ouviu 68 depoentes em 37 reuniões ordinárias, duas extraordinárias e uma diligência, também vai se reunir nesta quinta-feira (04/01), às 10h, também na sala 316 do Palácio Tiradentes. Na ocasião, serão ouvidos os presidentes da Fundação Getúlio Vargas e da Fundação Universitária José Bonifácio, Carlos Ivan Simonsen Leal e Carlos Nilo Godin Pamplona, respectivamente.

Quem quiser fazer denúncias envolvendo o tribunal poderá entrar em contato com o Disque Fraude TCE (0800 282 8890), um serviço telefônico gratuito da CPI.

Fonte: sítio da Alerj

sábado, 30 de janeiro de 2010

Polícia Federal estoura caça-níqueis em Valença

Nesta quarta-feira (27) foi deflagrada, em Volta Redonda, a operação “Roleta Russa 4” com intuito de apreender máquinas caça-níqueis em Valença (RJ). Segundo informações da Polícia Federal, foram cumpridos onze mandados de apreensão expedidos pela Vara Federal de Barra do Piraí-RJ, que resultaram na apreensão de um total de 38 máquinas nos locais dos mandados e mais 71 máquinas em cinco pontos através de “denúncias” de populares, resultando em uma apreensão final de 109 máquinas.

A delegada de Polícia Federal, Carla Dolinski, informou que foram presas seis pessoas em flagrante, responsáveis pela guarda e recebimento de parte do lucro com a utilização das máquinas em seus bares e estabelecimentos comerciais.

A perícia constatou que a totalidade das máquinas apreendidas, estavam em bom estado e que eram de origem estrangeira de importação proibida, o que ensejou a prisão em flagrante de seus possuidores.

Havia dentro das máquinas um total de R$ 3 mil em notas pequenas.


Fonte e foto: sítio do Jornal Local

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sérgio Cabral SUSPEITO de governar para benefício de Luciano Huck .

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Decreto de Cabral favoreceu cliente de sua mulher em Angra

Escritório defende Luciano Huck, que teve obra embargada no município

Alfredo Junqueira, Felipe Werneck

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RIO
Alvo de ação civil pública movida pelo município de Angra dos Reis em outubro de 2007 por supostos danos ambientais e construções irregulares em sua casa de veraneio, o apresentador de TV Luciano Huck é representado pelo escritório de direito do qual é sócia a primeira-dama do Rio, Adriana Ancelmo Cabral. Seu marido, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), editou, em junho do ano passado, o Decreto 41.921, que alterava a legislação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Tamoios, na Baía de Ilha Grande. A medida, cuja constitucionalidade é questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República, beneficiaria proprietários de residências consideradas irregulares na região ? caso de Huck e sua casa na Ilha das Palmeiras.

Ambientalistas contrários às mudanças determinadas por Cabral se referem ao decreto como "Lei Luciano Huck". Na Ação 2007.003.020046-8, que tramita na 2ª Vara Cível de Angra, o apresentador é representado por dois integrantes do escritório Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados. O município obteve liminar, em maio de 2008, que obrigou Huck a paralisar as obras em sua casa, que incluíam a construção de bangalôs, decks, garagem de barcos e muro para criação de praia artificial, "o que pode ocasionar danos ambientais irreversíveis, assim como agravar os já existentes" ? conforme despacho do juiz Ivan Pereira Mirancos Junior.

Desde domingo, o Estado vem mostrando a atuação da primeira-dama e de seu escritório de advocacia em ações judiciais, como a defesa do Metrô Rio e do grupo Facility, um dos maiores fornecedores do governo Cabral.

Procurado, o governo do Estado indicou Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para comentar o caso. Cabral e Adriana estão em Londres, na Inglaterra, e não foram localizados. Em nota, o Inea informou que a licença ambiental para a casa de Luciano Huck foi concedida em junho de 2004 e o Estado "desconhece a existência de ação do município de Angra contra o apresentador e os motivos que fizeram com que o município movesse a ação citada". Segundo o Inea, Huck nunca fez pedido ao Estado com base no decreto.

O polêmico Decreto 41.921 teria sido originalmente elaborado na Secretaria da Casa Civil, e não por órgãos ambientais do Estado do Rio ? segundo servidores que atuam no setor. Segundo o Inea, a informação não é verdadeira. "O decreto foi elaborado pela Secretaria do Ambiente e encaminhado à Casa Civil unicamente para a assinatura do governador e publicação."

Segundo o coordenador-geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sapê), o decreto não beneficia apenas o apresentador. "Em termos gerais, o decreto beneficiaria não só o Luciano Huck, mas grandes empreendimentos que não são regularizáveis pela legislação atual", afirmou.

Segundo o procurador-geral de Angra, André Gomes Pereira, todo processo de regularização que menciona o decreto é suspenso. "A gente tem uma resposta padrão informando que não haveria decisão enquanto não houvesse decisão na Ação Direta de Inconstitucionalidade em tramitação no STF", explicou Pereira.

Por sua assessoria, Luciano Huck informou que o escritório da primeira-dama "atua há vários anos como correspondente de Lilla, Huck, Otranto, Camargo Advogados", seus advogados em São Paulo, desde antes da gestão Cabral. "Não tínhamos conhecimento, até o momento, de que a primeira-dama do Rio de Janeiro era sócia desse escritório", informou a assessoria. O advogado Sérgio Coelho não quis comentar o caso e informou apenas que representa Huck e seus sócios desde 2002.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Luciano Huck contrata escritório de mulher de Cabral e ganha de presente decreto do governador que libera sua casa em Angra

(clique na imagem abaixo para ler)

(Jornal o Estado de SP)


Mais um caso escandaloso envolve o governador Sérgio Cabral e sua mulher Adriana Ancelmo. É mais uma situação em que um cliente do escritório de sua mulher é beneficiado pelo governador Sérgio Cabral. Desta vez o envolve o apresentador da TV GLOBO, Luciano Huck.


O artista tem uma mansão em Angra dos Reis, que foi construída de forma irregular e por isso responde processo movido pela prefeitura do município. Luciano Huck contratou o escritório de advocacia da mulher de Sérgio Cabral e “coincidentemente”, o governador assinou um decreto que liberou as construções em Angra dos Reis e na Ilha Grande. O decreto de Cabral é uma aberração tão grande, que ambientalistas o apelidaram de “Lei Luciano Huck”, porque beneficiou o apresentador.


Hoje, o jornal Estado de S.Paulo publica a denuncia gravíssima. Mais uma denúncia que envolve negócios particulares da mulher de Sérgio Cabral com decisões tomadas pelo governador, que beneficiaram os clientes da esposa.


Os jornais do Rio continuam ignorando o assunto. O Ministério Público estranhamente, diante de tantas evidências, denúncias e fatos comprovados, até agora não se manifestou. O deputado Alessandro Molon (PT) vai pedir uma CPI para apurar a situação do Metrô, que é cliente da mulher de Cabral e teve sua concessão prorrogada por mais 20 anos pelo governador.


Eu disse ontem no blog, que só tinha aparecido a ponta do iceberg. Pois, aguardem que a situação é inusitada. Agora, começa a se entender porque o escritório da mulher Adriana Ancelmo cresceu tanto, desde que o seu marido Sérgio Cabral assumiu o governo. Quem precisa de contratos, de decretos, de autorizações do governador encontrou o melhor caminho, que vem sendo contratar o escritório de sua mulher.


Será que ninguém vai ter coragem de tomar uma providência?

Nível do Rio Paraíba do Sul pode subir ainda mais hoje (28/01)

Por Dicler de Mello e Souza, do jornal Extra


RIO - A Represa do Funil, que armazena água do Rio Paraíba do Sul, abriu um dos seus vertedouros - comporta utilizada quando o volume está acima da capacidade do reservatório - ontem por volta das 23h40m. Com isso, foi aumentada em 100 metros cúbicos por segundo a vazão da represa. Na manhã desta quinta-feira, às 7h, o nível da reservatória era de 82,42%. De acordo com Furnas Central Elétrica, a represa está recebendo 659 metros cúbicos por segundo e libera 459 metros por segundo. Essa operação de abertura deverá aumentar ainda mais o nível do Rio Paraíba, o que deverá ser sentido por volta das 11h40. Ontem, o nível do rio já estava acima de 2,45 metros. Na tarde da quarta-feira, era 79% a ocupação de água da represa. A direção do Funil considera crítico quando esse número chega a 80%. Nesta situação, a água da represa tem que ser liberada por motivo de segurança.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Turistas italianos presos em Valença por estelionato

Dois turistas italianos foram presos em Valença, no Sul Fluminense, acusados de aplicarem golpe em um comerciante da cidade. De acordo com a polícias, eles apresentaram para a vítima telefones celulares que estavam dentro de uma bolsa e pediam R$ 800 para vender os aparelhos. No entanto, depois que o comerciante pagou a quantia, eles entregaram outra bolsa com um quilo de sal.

Franco Della Torre, de 38 anos, e Raffaele Moliterno, de 27, chegaram a fugir em um carro alugado, mas acabaram presos por policias militares de Barra do Piraí (10º BPM), na estrada que liga Valença a Rio Preto (MG).

Eles foram autuados por estelionato e deverão ser levados nesta quarta-feira (27) para a sede da Polinter, no Rio.

Com informações do site do jornal O Globo

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

No Rio de Janeiro, tá tudo dominado!


EXECUTIVO:



- Mulher do governador Sérgio Cabral (PMDB) é advogada da empresa que administra o METRÔ RIO em ações contra o próprio governo do estado. (CLIQUE AQUI - Blog do Ricardo Gama).

JUDICIÁRIO:

- Conselho Nacional de Justiça afasta Roberto Wider, Corregedor* da justiça estadual por envolvimento com empresário acusado de tráfico de influência e favorecimento em sentenças (CLIQUE AQUI - Jornal O Globo).

LEGISLATIVO:

- Dom Delio Leal (PMDB/RJ), deputado que o outro DOM trouxe à Valença pra pedir teu voto, foi o único contra a investigação pela CPI (CLIQUE AQUI - Jornal O Globo).


* Corregedor é aquele que tema função de fiscalizar a justiça, ou seja, é a raposa tomando conta do galinheiro, rsrs.

Valença também sofre com as chuvas

Depois da chuva que caiu na madrugada de domingo para segunda-feira deixando vários estragos na cidade, Valença já está em situação de controle. Foi o que informou o coordenador da Defesa Civil do Município, Luiz Carlos Alves Ferreira.

Segundo ele, a Defesa Civil está verificando os pontos que sofreram alagamento junto a uma equipe da Vigilância Epidemiológica, pois a preocupação das autoridades agora é com a possível aparição de doenças em decorrência dos alagamentos.

- Em todos os locais onde o Rio Paraíba invadiu há possibilidade de aparecimento de casos de leptospirose. O que estamos fazendo hoje é orientando as pessoas que caso algum sintoma apareça procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima de sua casa- afirmou.

O coordenador disse que os locais que mais sofreram com os alagamentos foram o distrito de Barão de Juparanã, na área rural da cidade e o bairro de Fátima, área central do município. Já os deslizamentos de terra foram registrados nos bairros São José das Palmeiras, Aparecida, Parque de Pentagna e Laranjeiras.

Uma casa foi interditada no bairro Laranjeiras por apresentar risco de deslizamento, mas no local não havia moradores.

A situação na Estrada que liga Valença ao distrito de Conservatória está normal, já que segundo a Defesa Civil, a empresa responsável pela pavimentação da via está realizando a manutenção da estrada neste ponto.

Fonte: sítio do jornal Diário do Vale

Barra do Piraí está entre as cidades mais afetadas pelas chuvas

Na manhã desta terça-feira, os municípios de Belford Roxo, Paraíba do Sul e Barra do Piraí informaram ocorrências mais graves em função da forte chuva que atingiu vários pontos do estado ontem. Segundo a Coordenação da Defesa Civil estadual, em Belford Roxo, os deslizamentos de terra nos bairros Shangrilá Rosa e Sangrilá Barro deixaram 19 desalojados. Em Paraíba do Sul, 86 moradores ficaram desabrigados. Em Barra do Piraí, são 95 desabrigados.


O coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Marco Vinícius Rossi, constatou que o Rio Paraíba do Sul está acima do nível normal. Segundo ele, que sobrevoou a região, em Barra Mansa e Barra do Piraí há vários pontos alagados.

Cerca de 60 militares estão envolvidas no atendimento às vitimas nestas cidades.

Do jornal Extra

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cefet - a saga continua...

O Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) - Valença foi anunciado mais uma vez. Desta vez, o gabinete do prefeito Vicente Guedes foi o cenário para o encontro que reuniu o deputado estadual Jorge Bittar (PT); o diretor geral do Cefet/RJ, professor Miguel Badenes; o presidente da Fundação Educacional Dom André Arcoverde (FAA), doutor José Rogério Moura de Almeida Filho; além de assessores e secretários das instituições envolvidas.

O encontro aconteceu na manhã de quarta-feira (20/01) e coube ao professor Miguel Badenes explicar como se dará a implantação dos cursos federais no antigo ITERP. Segundo ele, está previsto o anúncio do Cefet Valença pelo presidente Lula, no dia 1º de fevereiro.

Fonte e foto: sítio do Jornal Local

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

E assim começa a indiferença

E assim começa a indiferença

Um homem estava esperando o ônibus para trabalhar. Do outro lado da rua uma família revirava o lixo do supermercado para fazer o seu café da manhã. Eram 4 pessoas: um pai, uma mãe, um filho e filha.

Ônibus atrasado, o homem começou a observar a família. Percebeu então que havia uma padrão na forma como a família retirava alimentos do lixo. Primeiramente, eram os pais investigavam o lixo e depois as crianças. Para quem observava, aquilo era um sinal que os pais tentavam proteger seus filhos selecionando aquilo que no lixo poderia não ser apropriado para os seus descendentes.

Do lixo saiu uma surpresa para os filhos. O pai entregou a sacola para eles e os mesmos acharam um pacote de Danoninho. A cara de felicidade dos filhos tinha a grandeza da surpresa do observador. Logo, ele concluiu que os pais tinham feito uma surpresa ao não pegarem o Danoninho deixando-os descobrirem por si só o que a contingência tinha preparado para eles.

Nesse dia o homem não foi trabalhar. Voltou para a casa e pegou a Bíblia e achou que Jesus tinha concordado com ele no aspecto da miséria. Foi até a instituição que se dizia representante de Deus na terra e interpelou o padre sobre a condição daquela família. O padre então foi para o departamento de Assistência social da igreja e abriu uma lista. Dezenas, centenas, milhares de pessoas estavam na situação da família descrita pelo homem. O padre disse que a Igreja recebe cada vez mais solicitações de ajuda e que a família em questão entraria numa lista de espera para ser ajudada.

A Igreja não foi a salvação do nosso homem. Ele voltou para a casa e olhou a sua biblioteca. Sempre soube que havia um tal de socialismo e um tal de Karl Marx que destrinchara o funcionamento do sistema capitalista. Sendo um leitor ávido, o homem compreendeu que a miséria não era uma situação de erro do sistema. Era uma característica inerente dela própria. Miséria ocasionada pela impossibilidade do proletariado de se transformar em força produtiva. Agora ele sabia disso, mas não sabia como mudar a situação.

Soube então que havia uma revista do super-homem em que o tema consistia no combate a pobreza: o Supermann conclui que é capaz de acabar com a fome em todo o mundo. O homem lendo o super-homem frustrou-se ao saber que nem o mais poderoso poderia acabar com o problema. Revoltado pela sua incapacidade de pensar numa solução coletiva, o homem procurou questionar o comportamento de cada amigo seu em relação à pobreza. Sempre que perguntava a seus amigos sobre o problema, uma situação se repetia: os amigos olhavam bem para a cara do homem e perguntava se ele estava de sacanagem ao perguntar uma coisa dessas. Estamos todos aqui felizes e contentes e você vem perguntar sobre uma coisa que sempre existiu. Olhe os fatos, sempre existiu a fome.

Como última tentativa, nosso homem tentou pensar então contra os fatos. Voltou-se então para Rousseau um dos primeiros pensadores a imaginar aquilo que não existia. Se a desigualdade entre os homens é tão óbvia, pensaremos então na igualdade de todos. Se a miséria é um companheira de todas épocas, pensaremos uma sociedade em que a miséria seja abolida.

No dia seguinte o homem voltou a sua rotina. No caminho para o ponto de ônibus deparou-se com a família. Sabiamente, ao perceber que a família olhava para ele, nosso homem desviou o olhar mirando ao horizonte. Todas as discussões sobre a miséria e a fome tinham sumido da cabeça dele. Olhar para o horizonte tornou-se uma metáfora para as pessoas que enxergam o futuro. Hoje, nosso homem olha para o horizonte como forma de não olhar o presente. E assim começa a indiferença de uns para com os outros.

"Numa cidade muito longe, muito longe daqui. Que tem problemas que parecem os problemas daqui"

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CEDAE ganha dinheiro fácil e ilegal no Morro Dona Marta, manda contas para moradores, mas não fornece água.

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Vídeo feito no dia 21-01-2010 onde moradores estao REVOLTADOS por estarem recebendo contas da CEDAE para pagar, mesmo estando há mais de 3 meses sem ter água.



Contas da CEDAE sendo que foram enviadas aos moradores do Morro Dona Marta mesmo estando sem água há mais de 3 meses.




A "pacificação" do Sérgio Cabral feita no Morro Dona Marta não só "beneficiou" os moradores, mas também e muito a CEDAE!!!

Os moradores do Morro Dona Marta estão revoltados com a CEDAE, alegam que estão há mais de 3 meses sem água, mas receberam a primeira conta da CEDAE para pagar, algumas no valor de R$ 8 reais, outras até no valor de R$ 120 reais.

O pior, os moradores dizem que nunca foram procurados pela CEDAE para nada, simplesmente a conta de água "chegou" grampeada com a conta da luz (LIGHT), fazendo com que eles acreditem que foi a LIGHT que forneceu os dados dos moradores para a CEDAE, sem nehum tipo de autorização.

Outro detalhe que corrobora que a LIGHT tenha fornecido o seu cadastro ILEGALMENTE para a CEDAE, foi que apenas as pessoas cadastradas na LIGHT, receberam contas de água.

Isto chega a ser CRIME, uma empresa cobrar por um serviço que não presta.

Como a CEDAE obteve os nomes, CPF's e endereços dos moradores, se nunca eles tiveram contato com a empresa ?

A CEDAE sabe cobrar, mas não fornece água, e nem atende os moradores, e não dá nehuma explicação, por exemplo, como foi calculado os valores cobrados, já que não existem hidrômetros instalados.

Uma "reunião" marcada pela CEDAE com os moradores para ser realizada no dia 20/01/2010, a empresa não compareceu, deixando os moradores esperando, um TOTAL desrespeito e descaso.

Outro detalhe, além da CEDAE não fornecer a água "vendida", a empresa nunca instalou um "cano" sequer no Morro Dona Marta.

Onde está o governador Sérgio Cabral ?.

Cadê o Ministério Público e demais autoridades ?

Ao que parece, por trás das UPP's - Unidades de Polícia Pacificadora existem muitos mistérios, contas sendo cobradas pela CEDAE sem fornecer água, além de diversas empresas, por exemplo, de TV a cabo que estão entrando na comunidade e faturando alto !!!

E ai Sérgio Cabral o que Sr. tem a dizer ?

Vai "puxar orelha" de mais alguém !

Retirado do Blog do RICARDO GAMA

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Lula, filho do PT, adota o Brasil do PMDB

“Lula, o filho do Brasil” conta a história do presidente do País sem mostrar sua carreira política. Vai direto do sindicalista ao estadista que abraça o Brasil do PMDB.

“Você sabe quem é esse homem, mas não conhece sua história”. Este é a frase estampada nos cartazes do filme de Fábio Barreto. E que história conta a produção sobre Lula da Silva?

Até uns 15 anos atrás, a resposta era clara. A maioria da população considerava Lula um sindicalista radical, grevista, presidente de um partido de baderneiros. Podia ser também um ignorante, analfabeto, nordestino da ralé, fantoche na mão de subversivos. Mas, antes de tudo, Lula era a cara do PT.

Este Lula praticamente não aparece no filme de Barreto. A criação e a trajetória do PT são ignoradas. Com isso, 23 anos de história política do País são apagados. E sem esse elemento, a produção vira mito, relato de auto-ajuda, roteiro de novela, conto de Natal. No entanto, o filme acaba trazendo implícitas as atuais opções políticas de Lula.

O filme mostra o início da carreira pública de Lula. Eleito para uma diretoria de pelegos no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o filho de dona Lindu começou sua vida sindical sem enfrentar a ditadura de 64. Mas, com sua grande inteligência e faro políticos, sentiu que vivia um momento histórico decisivo. A agonia do regime dos generais se aproximava. As decisões tomadas naquele momento definiriam quem iria dirigir o trem da história e quem seria atropelado por ele.

A maior e mais corajosa decisão de Lula foi dizer sim à proposta de criar e presidir um novo partido de oposição. Uma organização formada por militantes católicos de base, sindicalistas, grupos que combateram a ditadura clandestinamente e milhares de jovens. E que afirmava claramente sua opção pelo socialismo.

A fundação do PT desagradou a oposição oficial da época. Eram os políticos tradicionais e engravatados do MDB. Os doutores Tancredo, Ulysses, Fernando Henrique e alguns outros, queriam os trabalhadores e estudantes sob suas ordens. E com certeza viam em Lula apenas uma liderança intuitiva, de segundo escalão, pronta a obedecer seus chefes diplomados.

O PT era uma panela de pressão que fervia sobre o fogo das lutas sindicais e populares. Lula mal conseguia manter a temperatura do partido longe do ponto de explosão. Suas posições políticas pessoais sempre foram bastante moderadas. Ele e seu grupo eram favoráveis a alianças mais amplas, a tratar com menos hostilidade patrões e governos e a afastar o partido de posições radicais.

Se dependesse de Lula e seus aliados, o PT teria se tornado um partido da ordem muito mais cedo. Para a sorte dele, as bases do PT não deixaram. Somente assim, Lula viria a se destacar como alguém que não se deixava enganar pelos politiqueiros. Somente assim, o PT foi se credenciando como partido coerente, duro em suas posições, classista e sem medo da cara feia da extrema direita.

A própria figura de Lula colaborava para manter a radicalidade do PT. Ele representa tudo o que a classe dominante brasileira mais odeia. Um pernambucano do sertão, sem diploma universitário, falando errado, incendiando assembléias e comícios. E essa rejeição contaminou os trabalhadores e pobres em geral durante muito tempo. Acostumado a doutores, o povo não queria um operário no poder.

A classe dominante brasileira também ajudou a tornar o PT radical. Se não era a repressão dos militares, era o jogo sujo da oposição do MDB que tornava difícil o caminho da moderação.

Basta lembrar das Diretas Já. Foi o PT que iniciou esse movimento. Rapidamente, multidões encheram as ruas e praças das grandes cidades para exigir eleições diretas para presidente. O MDB não perdeu tempo. Assumiu a direção do movimento e o usou para barganhar uma saída honrosa para a ditadura.

Com isso, o golpe fatal contra o regime dos generais seria dado no Colégio Eleitoral. Longe das ruas e sob controle das classes dominantes. O PT se recusou a participar desse acórdão entre as elites. Foi chamado de obscuro, infantil, incendiário. Mas, ampliava seu patrimônio de coerência e respeito à vontade popular.

Com o fim da ditadura, a vitória de Collor e 10 anos de ataques neoliberais, finalmente o PT começou a trilhar o caminho que Lula sempre defendeu. Por dentro do sistema, fazendo alianças, moderando o discurso, procurando o diálogo com empresários e latifundiários, aceitando medidas neoliberais como um mal menor.

A crise do neoliberalismo no final dos anos 1990 abriu a “janela de oportunidade” que Lula e a maioria da direção do PT souberam aproveitar. Todo o patrimônio de lutas e resistência do PT foi colocado a serviço da vitória nas eleições presidenciais. Com a vitória em 2002, Lula voltava a fazer política por dentro do sistema. Tal como fazia no ABC até ser obrigado a convocar greves contra o regime e não apenas por melhores salários.

O PT foi definhando durante o governo Lula. Não como estrutura. Esta está mais forte do que nunca. Mas como partido de luta e organização com vocação socialista. Para a população, o PT é cada vez mais a caricatura criada pela grande mídia. É o “partido dos aloprados corruptos, dos barbudos agarrados a seus cargos, dos esbanjadores do dinheiro público”.

Tudo isso para quê? Os números oficiais dizem que a renda dos mais pobres aumentou. No entanto, isso vinha acontecendo desde o final da década de 90. O capitalismo não vive só de miséria. Em certos casos, precisa desenvolver um mercado interno mínimo para gerar seus lucros. É possível que seja isso que venha acontecendo há mais de 10 anos no Brasil.

O governo Lula parece ter acelerado esse processo. A melhor maneira de fazer isso é aumentar a renda entre os mais pobres. Por isso, o governo petista foi o que melhor colocou em prática programas sociais. Mas, gente do próprio PT admite que a divisão do bolo tem sido feita entre os que vivem de salário.

A minoria que vive da exploração do trabalho alheio continua intocável. Grande parte da riqueza produzida pelos trabalhadores permanece sob controle de uma elite que representa 1% da população brasileira.

As melhoras econômicas do povo jamais colocaram sob ameaça aqueles que o exploram há mais de 500 anos. A classe dominante agradece penhorada. É o que mostra a lista de patrocinadores do filme sobre a vida de Lula. São milhões de reais da OAS, Odebrecht, Vale, Camargo Corrêa, Oi, Volkswagen. Enormes empresas generosamente amamentadas pelo Estado brasileiro.

Antes, a estrela do PT radicalizava Lula, mesmo contra a vontade dele. Hoje, Lula amaciou o PT sob sua sombra de estadista conciliador. E a candidatura petista para 2010 vem embrulhada numa aliança com o PMDB, o mais fisiológico dos partidos.

Tudo isso é muito complexo para caber num texto sobre cinema. Mas, o filme de Barreto foi explícito demais ao apagar o PT da vida de Lula. Dá graves sinais sobre o que pode acontecer na política nacional em 2010.

Tudo indica que as eleições presidenciais devem se dividir entre duas grandes opções. Ambas, muito tranqüilas para a burguesia. De um lado, o PMDB mandando no País, com o PT enfeitando o trono. Do outro lado, toda a porcaria tucana querendo voltar ao poder. Lula está fazendo tudo para que a primeira opção vença, mas já disse que não ficaria muito triste se perdesse a parada.

Afinal, o Brasil atual é o país dos sonhos daquele Lula enfiado na direção pelega dos metalúrgicos do ABC. Um paraíso do grande capital, em que a explosão de lucros para os de cima faz sobrar migalhas suficientes para os debaixo. É coerente com uma frase que Lula costumava dizer e está presente no filme de Barreto: “Não vou chamar de inimigo quem paga meu salário”. A conseqüência maior dessa política é a manutenção da injustiça e da exploração para a grande maioria dos outros filhos do Brasil.

Retirado do Blog MÍDIA VIGIADA

Câmara de Valença devolve R$ 1 milhão à prefeitura

A Câmara Municipal de Valença devolveu à prefeitura R$ 1 milhão de sobra orçamentária de 2009.

Entre os investimentos feitos pela prefeitura com a verba devolvida pela Câmara estão o pagamento do 13º salário dos servidores públicos; a compra de cinco geladeiras e uma centrífuga para o Hemocentro no Hospital Escola - desativado desde setembro de 2008 -; aquisição de uma ambulância para atender a região central do município; repasses à Irmandade da Santa Casa, à Apae e ao Cimme, e outros.

Os recursos também foram usados para reforma de praças no bairro de Osório; melhorias no distrito de Barão de Juparanã, incluindo a reforma de quadra poliesportiva e manutenção de estrada; construção de creche no bairro Jardim Valença; e ainda para a Secretaria Municipal de Serviços Públicos, destinados à manutenção e conservação de estradas do município.

As atividades legislativas serão retomadas em 1º de fevereiro.

Fonte: sítio do Diário do Vale

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Jornal Local na internet

O Jornal Local, publicação semanal de nossa cidade, está com uma página na internet, que há tempos estava fora do ar. Nem todo o conteúdo das edições impressas ficam disponíveis, mas dá pra se ter uma ideia do sumário da edição. Não consegui ainda verificar se a atualização do site se dá na mesma quinta-feira em que o jornal vai para as bancas, ou se tem um prazo para entrar no ar, isso porque recebo o jornal no Rio, o que acarreta alguns dias (às vezes muitos, por conta dos Correios) de atraso.

Mas vai a dica, mais uma opção de informação do nosso dia a dia, além das colunas que o jornal circula semanalmente.

http://www.local.jor.br

Jornalixo (mais um) da Revista VEJA


O mais recente ataque ao MST produziu uma pérola. A revista VEJA afirma que em 1996 o movimento “sacrificou dezenove de seus membros em um confronto com a polícia paraense em Eldorado dos Carajás”. Atenção, historiadores: apaguem o Massacre de Eldorado de Carajás, uma das maiores atrocidades cometidas no final do século passado. O que houve, na verdade, foi um bando de sem-terras dançando na frente das balas disparadas pela polícia. Balas que, por culpa exclusiva do MST, mataram 19 pessoas.
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http://danielthame.blogspot.com/2009/12/ora-veja.html
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Como não podem defender abertamente o assassinato como política de segurança pública, o excremento semanal diz que a culpa é das vítimas.
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Agora vejam o que a própria VEJA escreveu no ano da chacina (1996):

Uma perícia realizada pelo legista Nelson Massini, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, informa que nem todos os dezenove mortos perderam a vida no confronto.
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Em sua análise, pelo menos dez deles – mais da metade das vítimas – foram chacinados.
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Três morreram com balas na cabeça, em tiros a curta distância: um na nuca, um no olho direito, o outro na cabeça. É a prova clara de que houve execução. "Execução sumária", explica o professor Massini. "Tiros de precisão. Houve excessos e foi brutal."
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Outros sete tiveram seus corpos retalhados a golpes de foice e estavam estraçalhados.
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O perito anotou: esmagamento de crânio, costas abertas, braços quebrados, mutilações. Pelos ferimentos, é possível reconstituir como algumas mortes ocorreram.
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As vítimas já estavam dominadas, sem condições para se defender ou reagir, desarmadas, quando foram atacadas com "golpes cortantes".

Mais um pouco do laudo da perícia:



Uma das imagens mostra que o batalhão da PM de Marabá se posiciona entre os sem terra e o agonizante Amâncio. O grupo avança e arremessa paus e pedras na polícia. Em seguida, um policial dispara um revólver. Dois segundos depois um tiro é disparado por um sem terra. Essa sequência é importantíssima porque derruba a versão de que os sem terra dispararam primeiro. Depois que os sem terra rompem o bloqueio da PM e alcançam os companheiros feridos, a fita registra dezenas de pessoas feridas e muita gritaria.
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FONTE:http://www.dhnet.org.br/dados/relatorios/dh/br/jglobal/redesocial/redesocial_2001/cap3_massacre.htm



[Plano Nacional de Direitos Humanos]

PNDH 3 é fiel à Constituição, diz Sepúlveda Pertence



Em entrevista à Carta Maior, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, defende o 3° Plano Nacional de Direitos Humanos e critica a ignorância de quem não leu o plano e o “propósito, mal dissimulado, de fazer da objeção global ao plano uma bandeira da campanha eleitoral que se avizinha”. Para Pertence, “o Plano é fiel à Constituição. Não apenas ao que dela já se implementou, mas principalmente, ao arrojado projeto de um Brasil futuro, que nela se delineou, e que falta muito para realizar”.

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Porquê existe polícia:

DEUS é Carioca!


Algo INACREDITÁVEL aconteceu com os trens da Supervia, um trem simplesmente saiu DISPARADO sem maquinista com as portas abertas, passou por 5 estações em alta velocidade, e só parou depois que a empresa cortou a energia elétrica.

domingo, 17 de janeiro de 2010

As ideias demoníacas dos direitos humanos

Poucas vezes uma iniciativa foi tão atacada pela direita e suas corporações de mídia quanto o Programa Nacional de Direitos Humanos. Mas não sem razão. Uma proposta como, por exemplo, a cobrança de impostos sobre grandes fortunas é realmente de arrepiar os cabelos de quem sempre os deitou sobre a riqueza nacional – ainda que esta medida esteja prevista na Constituição Federal e seja adotada pelos países que mais progrediram no mundo.

Propor um maior controle sobre a esculhambação e as mutretas que envolvem as concessões de rádio e tv só pode ser um escândalo para aqueles que fazem fortuna ao se arvorarem proprietários do espectro eletromagnético que pertence a todo o povo brasileiro.

Fiscalizar os latifúndios num país em que 1% de senhores feudais controla quase metade das terras só pode ser comparado à criação de um “demônio”, no dizer da senadora Kátia Abreu, do DEM, partido que tem suas raízes na golpista UDN.

Deve mesmo ser demoníaca a ideia de garantir direitos aos gays, lésbicas, travestis e toda essa gente que ofende pelo único pecado de ser diferente. Assim como só pode ser obra do capeta a proposta de ampliar a participação direta do povo via plebiscitos, referendos, leis e vetos populares. Por que as massas deveriam decidir diretamente os seus destinos, se sempre, desde o genocídio inaugural, são vistas como mão-de-obra barata e mal qualificada?

Poucas vezes na história desse país uma iniciativa de um governo foi tão bombardeada pela mídia, tanto em intensidade quanto na sua duração. Há pelo menos 15 dias rádios, jornais e tvs de todo o país partem para o ataque escancarado daqueles que defendem uma proposta democrática para o Brasil.

Para isso, omitem informações, descontextualizam fatos e até mesmo mentem. Um bom exemplo é a surrada versão de que o que se pretende com a Comissão da Verdade é rever a Lei de Anistia. Mentira. O que existe é uma solicitação da OAB ao Supremo Tribunal Federal sobre dispositivos de interpretação contraditória. A Constituição Federal, por exemplo, considera que a prática da tortura não pode ser objeto de graça ou anistia. Tratados internacionais estabelecem que crimes de lesa-humanidade, como a tortura, são imprescritíveis. Comissões de Verdade funcionaram ou funcionam muito bem em outros países, e isto é sistematicamente escondido por meios de comunicação.

Mas não é só isso. O fato de a Secretaria de Direitos Humanos só aparecer nas corporações de mídia nesse contexto é, por si só, bastante revelador dos propósitos das corporações de mídia. É como se não houvesse políticas públicas de defesa dos direitos das crianças e adolescentes, de pessoas com deficiência, idosos, LGBT, além dos programas de proteção a pessoas ameaçadas, combate ao trabalho escravo e até uma Ouvidoria-geral da cidadania. Iniciativas que poderiam ser potencializadas pela visibilidade que lhe negam.

E assim funciona a velha lógica do sistema: os ataques da direita identificam os demônios para que sejam esconjurados por sua mídia. Mas até que isso tem sua serventia. Revela a urgência da democratização dos meios de comunicação de massa e deixa os inimigos da democracia completamente expostos – todos com cara de santo, naturalmente.


Marcelo Salles, jornalista, é coordenador da Caros Amigos no Rio de Janeiro e editor do www.fazendomedia.com

Fonte: Carta Maior

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Chinezinho e Pólo Agrícola: Veja a atuação do seu vereador

Na edição número 167 do terceiro ano de circulaçao do Jornal Local, o prefeito Vicente Guedes admitiu o seu erro no caso da doação do terreno do colégio Pólo Agrícola para a empresa Chinezinho.
Nas palavras do prefeito: Onde erramos, também temos que chegar e falar. Ali foi um erro que eu assumo, porque quando fui informado que a Prefeitura tinha àquela área, eu desconhecia que ali havia um convênio cedendo para o Estado (Pólo Agrícola), e como era uma área que está ociosa, foi onde houve a divergência do Luiz Sergio (ex-secretário). Eu entendi que aquela empresa, indo para aquele local seria até oportuno para o colégio. Mas depois de passar toda aquela tormenta tive uma conversa com a diretora do Pólo Agrícola e então viabilizamos, estrategicamente, outra situação para a implantação definitiva da Chinezinho. O que podemos assegurar é que lá, ela não vai se instalar.
A questão que se coloca agora é o que fazer com a área doada (cerca de 100 mil metros quadrados) que foi aprovada pela Câmara dos Vereadores de Valença através da Lei ordinária número 28/09? Será que os vereadores que aprovaram a doação também pedirão desculpas?
A entrevista possibilitou voltarmos ao tema olhando o posicionamento de cada vereador sobre a questão. Vejamos o voto de cada representante
Felipe Farias: Votou a favor da doação
Salvador de Souza: Votou a favor da doação
Zan: Votou a favor da doação
Pedro Graça: Votou a favor da doação
Paulinho da Farmácia: Votou a favor da doação
Naldo: Votou a favor da doação
Celsinho do Bar: Votou a favor da doação
Carlinhos de Osório: Votou a favor da doação
José Otávio: Votou contra a doação
Fernandinho Graça: contra a doação
Alguns posicionamentos na tribuna da Câmara sobre o caso. Atenção para o negrito!
Ata da Sessão 22/06/2009
Naldo: Comentou sobre o Projeto de doação da área pertencente ao Colégio Pólo Agrícola, deixando claro que são 242 mil metros quadrados e que os Vereadores aprovaram a mensagem doando apenas 100 mil metros quadrados, restando muita área para o colégio, e muitas pessoas foram contra.Disse que a empresa Chinezinho irá trazer mais de duzentos empregos para Valença, não podendo ser contra essa matéria.
Dodô: Comentou que a área do Pólo Agrícola tem mais de vinte e cinco anos e nada foi feito até o momento, que o projeto tramitou na Câmara Municipal e, em cima da hora, um grupo pediu para que os Vereadores não votassem essa matéria às pressas. Disse que o projeto foi analisado e que nada mudará no Colégio Pólo Agrícola, e que jamais votaria qualquer matéria que prejudicasse a vinda de empresas para nossa cidade, não dizendo que quem votou contra, teria votado contra emprego. Acredita no Prefeito Vicente Guedes, que quando enviou essa mensagem para esta Casa, sabia o que estava fazendo.
Felipe Farias: Vê que votou com consciência e foi além, já que o espaço é muito grande, porque não se fazer uma parceria com o setor privado para disponibilizar um transporte para levar as pessoas ao Colégio Pólo Agrícola e, sendo a empresa Chinezinho ligada à questão de alimentos, as pessoas ligadas ao colégio poderiam produzir para a fábrica.
José Otávio: Disse que impor, exigir, gritar e ofender a quem nem participa do Plenário é demonstrar desequilíbrio frente a uma diversidade, a uma crítica. Reitera que não é contra a empresa Chinezinho, mas como o projeto foi tramitado, pois um Vereador disse que o projeto foi exaustivamente discutido, sendo mentira, os pareceres foram feitos e sequer estudados, inclusive o da Comissão de Justiça e Redação, na qual é o Presidente, não participando desse parecer, sendo um desrespeito. Disse que estará na inauguração da empresa Chinezinho, mesmo tendo votado contra o projeto, porque não está aqui para seguir cabeça de ninguém e está torcendo para que essa votação seja “tão consciente” como foi o da Previdência Própria, porque não se pode doar o que já tem dono, achando que pelo menos pudesse ter sido negociado, conversado.
Ata da Sessão 29/06/2009
Zan: Vereador Luiz Antonio continua sua fala comentando sobre a questão da doação do terreno do Colégio Pólo Agrícola, disse que essa matéria gerou uma controvérsia e não entende porque, pois nossa cidade precisa de empregos, gerando progresso, gerando desenvolvimento, sendo inaceitável que determinadas categorias da sociedade discutam sobre esse assunto. Disse que quem discutiu na Tribuna não leu a mensagem enviada pelo próprio Pólo Agrícola, onde está frisado que a qualquer momento o município pode revogar, desde que tenha necessidade do uso da terra.

A realidade e a lei

Por Marcelo Freixo, Deputado Estadual (Psol-RJ), retirado do site do Marcelo Freixo

Esse é um debate fundamental: sobre o avanço legal inquestionável verificado no Brasil a partir da Constituição Cidadã, a Constituição de 88. E há pontos importantes a se destacar, no que diz respeito a essa reflexão sobre os vinte anos desse avanço legal. O grande problema é quando será possível transformar o avanço legal em algo real. Quando é que o Brasil real vai existir, nascer. Quando é que a lei vai sair do papel e se tornar realidade na vida de todas as pessoas, de todos os territórios. Esse é o desafio.

No legal, a gente já avançou muito. Como deputado na Assembleia, posso falar com muita tranquilidade: não precisamos de muitas novas leis, o que precisamos é de criar mecanismos concretos para que as leis saiam do papel e possam valer para todos, e não só para alguns. Esse é o principal debate da Segurança Pública, inclusive. A primeira reflexão sobre a Constituição e a Segurança Pública de hoje se refere ao grau de mobilização que a sociedade tinha na época da Constituinte.

O que aconteceu no Brasil em 84, 85 e 86, foi uma renovação das utopias. Aumentou o nível de participação das pessoas na política, o nível de expectativa das pessoas em relação ao campo político. Houve as Diretas já, o Movimento Sem-Terra recém-criado, todos os espaços de luta, o crescente movimento sindical. Mas se olhamos para hoje, vemos que esse enorme esforço por um avanço legal não se transformou em movimentos de manutenção da mobilização popular.

Hoje nós temos um grande problema. Temos uma sociedade absolutamente despolitizada, uma sociedade desmobilizada, uma sociedade descrente, com inúmeras razões para isso. E o problema são os efeitos sobre isso para a própria sociedade. Não se ganha com isso. Perde-se muito. E aí surge, sem dúvida, uma grande preocupação, afinal, nenhuma mudança mais concreta, mais estrutural, pode acontecer no Brasil com essa sociedade desmobilizada. E na área de Segurança Pública essa mobilização se transformar em um grande tema público é a única saída possível.

Segurança pública não é caso de polícia. Segurança pública é caso de relação Estado-sociedade. Não se trata de um debate sobre polícia. É um equívoco restringir esse debate à discussão sobre qual a polícia que temos. A polícia é um capítulo no debate da segurança pública, nada mais do que isso. Uma sociedade segura não é uma sociedade que tem muitos policiais. A sociedade que precisa, aliás, de muitos policiais é porque não está segura. Uma sociedade segura não é a que tem muita gente presa. Se fosse assim, o Brasil já seria um mar de segurança pública.

Uma sociedade segura é aquela que desenvolve a capacidade da cultura de direitos. E isso não se faz com armas, não se faz com instrumentos de controle, pelo contrário, quanto mais se investe nisso é porque mais se busca segurança e mais se perde liberdade, que é o grande desafio que esse modelo de desenvolvimento nos traz. Qual é nossa escolha entre segurança e liberdade? Até que ponto a gente vai continuar opondo esses dois conceitos como inconciliáveis? Então, são reflexões do que levou a sociedade a estar mais desmobilizada e os efeitos que isso tem sobre a segurança pública de hoje. Os efeitos são visíveis: grades, câmeras, instrumentos de proteção particular em número e diversidade cada vez maior. Tudo isso se transformando na ideia de que a segurança pública se faz de forma privada. Esse, evidentemente, é um grande equívoco de nossa parte.

Outra reflexão necessária se refere ao papel que os setores progressistas desempenham. Hoje, o debate sobre segurança pública é um debate muito forte na esquerda, nos setores mais progressistas, mas isso tem muito pouco tempo que ocorre. Na época da própria Constituinte, na época dos grandes avanços legais que o Brasil teve, tinha muito pouca gente dos setores mais progressistas que priorizava o debate sobre segurança.

Avançamos muito em relação à preocupação em torno da Reforma Agrária, da Educação e da Saúde. Muito corretamente. Mas havia muito pouca preocupação, na década de 80, com a segurança pública, que não era então a principal pauta. Por isso, avançamos pouco, em termos legais. Basta ver a estrutura da própria polícia. Ainda esbarramos em problemas constitucionais, que não conseguimos superar. Não fomos derrotados só pelo forte corporativismo que existe na Segurança Pública. Fomos derrotados pela fragilidade dos setores progressistas, que não olhavam para a segurança como algo que deveria avançar mais do que avançou.

Esse contexto mudou. Mudou também porque a realidade nos impôs essa mudança, porque o que aconteceu na década de 90 se refere a mais um ponto de reflexão que proponho. A década de 90 foi implacável. O que aconteceu no Brasil na década de 90? Foi quando tivemos um determinado modelo vitorioso, de desemprego estrutural. Só para para se ter uma ideia, dados do Dieese, de 1989, ano da primeira eleição direta para a Presidência da República, davam conta de que o tempo médio do desemprego era de 15 semanas. Em 2000, ou seja, passada exatamente a década de 90, o tempo médio de desemprego chega a 40 semanas.

A década de 90 foi uma década crucial para a consolidação de um determinado modelo, um modelo que diz o seguinte: tem uma parte de brasileiros que não serve ao sistema, que não presta para nada, que não é mais exército de reservas. Então tem uma parte de invisíveis, indesejados, desdentados que precisa ser destituída de existência. A década de 90 nos apresentou um Brasil que não é para todos. Tem uma parte desse Brasil que precisa sumir, precisa ser invisível.

E não por acaso ocorre um genocídio nas áreas pobres da cidade. Segundo dados oficiais, houve mais de 16 mil assassinatos nos últimos dois anos, cerca de três mil autos de resistência no período e mais de 12 mil desaparecimentos. Morrem os pobres, principalmente os homens jovens e negros, moradores das favelas.

Isso acontece todos os dias no Rio de Janeiro! Mas de forma invisível. Eu me refiro à relação entre mídia e violência. Olhem o título da matéria do jornal O Globo: “Madrugada em claro ao som de tiros e explosões”. Algum mistério? Isso podia constar na editoria “Mundo” ou “Rio”. Subtítulo: “Vizinhos dos morros não conseguem dormir e, ao amanhecer, ficam com medo de sair à rua”. Qual o problema dessa matéria? Por que só os vizinhos dos morros têm problema? O morro não tem. O morro não tem problema, o morro é o problema.

Daí a brilhante ideia dos muros, sensacional! É cercar os morros e o Rio não tem mais problemas. Quanto maior o muro, melhor. E aí depois basta dizer que é por causa da mata. E fingir que acredita.

Em outra matéria, “A vida num bueiro”, abre-se uma página inteira sobre um grupo de garotos que morava e vivia dentro de um bueiro, no Rio de Janeiro, Ipanema. É no subtítulo que mora o pecado: “Banhistas são surpreendidos por menores que saem drogados do buraco no calçadão”. O problema é que eles saem, esse é o grande problema de Ipanema. Eles saem, não ficam no bueiro, porque se ficassem não dava nem notinha no Ancelmo Góis. Mas eles saem e aí dá matéria de página inteira. São um problema para os banhistas. Nada que um choque de ordem não resolva.

Em um encontro com o prefeito Eduardo Paes disse a ele que espero pela coragem do choque de ordem abandonar os meninos pobres das ruas e chegar às vans que que significam crime organizado no transporte alternativo. Mas um dia o choque de ordem chega lá, basta só um pouquinho mais de coragem do prefeito, mas vai chegar.

Essa realidade da Segurança Pública tem, na década de 90, um marco. Nesse campo, a questão da população carcerária é um tema muito caro a todos nós. A década de 90, de 1995 a 2006, a população carcerária brasileira cresceu 170%. Um exército de invisíveis. E parte da nossa sociedade acha que, quanto mais gente presa houver, melhor.

O Brasil já é a quarta população carcerária do mundo. Só perde para os libertários norte-americanos, para a China e para a Rússia. Há hoje quase 500 mil presos no Brasil. E a população carcerária brasileira cresce, em média, 10% ao ano, enquanto a população brasileira avança 1,4% ao ano. Trata-se de um dado muito interessante e curioso porque a ideia de que o Brasil é o país da impunidade, isso vale para um determinado setor da sociedade. Para esses lugares, sem dúvida alguma é o país da impunidade, mas não é verdade que o Brasil é o país da impunidade para o conjunto do território e das pessoas. O Brasil é o país da punição e da punição letal.

Houve 17 homicídios em Copacabana e Leme, em 2004. Um número elevadíssimo. Em Rocha Miranda e Acari, no mesmo ano, houve 617 homicídios. Sabíamos disso? Não, porque isso não virou informação, porque não é importante, porque a vida das pessoas vale menos e vale se tem endereço. A soberania e a dignidade têm endereço.

Esse é o debate necessário, de que Rio de Janeiro e de que Brasil estamos construindo. Quais são os protagonismos que vamos determinar. A história do Rio de Janeiro é também a história das suas favelas. Por isso é inaceitável o debate sobre os muros. O que a gente precisa é de mais liberdade, mais participação, mais envolvimento dessas pessoas e não da ampliação da sua segregação.

É um crime histórico imaginar que o Rio tem saída sem as suas favelas. É uma tolice, inclusive. O melhor instrumento para a proteção da Mata Atlântica são os moradores da favela, desde que o Estado faça o seu dever de casa, desde que o Poder Público faça o seu dever de casa, mas não faz, mas não quer fazer, não é feito para isso.

O grande debate da Segurança Pública, hoje, é o debate da ordem. “Quem vai manter a ordem, quem vai criar desordem”. E que ordem está sendo mantida? Quais são os instrumentos do Estado para a garantia de um determinado modelo da segurança pública? É o “caveirão” de um lado, o governo Cabral, que na sua campanha disse que não se fazia segurança com “caveirão”, mas acabou de comprar mais dez. São dez “caveirões” novos.

Participei de um debate em Madri e mostrei a imagem do “caveirão” do Bope entrando numa favela. E aí aparecia aquele carro blindado, preto, grande, com o símbolo do Bope — aquela caveira — e eu não falei nada, só mostrei. Ouvia-se, com a tradução: “Sai da frente, vim buscar a sua alma”. E o barulho de tiro para todo lado. Abri o debate com essa imagem. Sem falar nada, todos comentaram: “Mas não é possível a polícia não conseguir achar um carro desse”. Tive de explicar que não era o carro dos criminosos, que o carro era da polícia. Não acreditaram! Um carro preto, uma caveira, atirando para todo lado, ofendendo as pessoas. Não acreditaram que é a polícia que faz isso! Não, não é a polícia, mas o Estado que faz isso. Faz em endereços determinados.

Os autos de resistência exigem também uma enorme reflexão. O que é isso? Qualquer pessoa que a polícia mata, o registro na delegacia não é de homicídio, mas de auto de resistência. Em 2000, tivemos 427 autos de resistência no ano. Em 2005, foram 1.098. Em 2006, 1.063. Em 2007, 1.330 pessoas mortas pela polícia. Registrados oficialmente, diga-se de passagem, em 2008, 1187. Isso significa que, de muito tempo pra cá a polícia mata mais de três pessoas, por dia. Qual é o lugar do mundo onde esse é um dado aceitável? Onde é possível imaginar que a polícia vá matar três pessoas por dia, oficialmente, sem contar o número de desaparecidos, que é enorme. O que o nome diz? Auto de resistência. Qualquer pessoa que a polícia mata, a culpa é de quem morreu, porque reagiu. O policial é a vítima e por isso não ocorre investigação.

Então, nós temos uma estrutura de Estado voltada para o modelo de segurança calcado num discurso que é o mais perigoso que houve no Rio de Janeiro. O discurso da ordem. Como se o Rio de Janeiro não precisasse de mudanças, como se o Rio de Janeiro não precisasse de novos protagonistas, como se o Rio de Janeiro não tivesse que fazer, por exemplo, um debate sobre território, soberania, dignidade e governança. Esse é um debate que cabe ao Poder Público e que só vai ser feito à luz do nosso interesse se existir mobilidade para isso, se existir organização para isso, se existir uma luta que eu chamo hoje de pedagógica.

Nós precisamos transformar esse olhar. Precisamos fazer nascer uma cultura sobre segurança pública que não seja um debate de polícia, mas por uma sociedade segura, uma sociedade que desenvolva a capacidade da nossa segurança atrelada à nossa liberdade. É fundamental que a gente desenvolva hoje uma cultura de direito com novos protagonistas para rediscutir a relação “Estado–território”. Ou então vamos continuar enfrentando a lógica das milícias, a lógica do varejo da droga, onde todos os avanços legais valem para um território, não valem para outro, onde os tribunais são outros, a justiça tem outros códigos, as leis têm outras formas, o tempo é outro, a velocidade é outra. E nós vamos achar que isso é normal, porque isso não nos atinge, porque isso é a realidade dos outros.

Então, é preciso repactuar a nossa expectativa de res publica, a gente tem que repactuar e começar fazendo isso no conceito de cidade, qual é a cidade que a gente quer e para quem vão se destinar os nossos desejos e utopias de cidadania e esse é o debate da segurança que eu proponho.

Montadoras contratam 1400 no Sul Fluminense

As duas grandes montadoras do Rio anunciaram ontem novas contratações no Sul Fluminense. A PSA Peogeout Citröen e a MAN Latin American irão criar, cada uma, 700 vagas.

Com estimativa de crescimento de 30% nas vendas, o presidente da Peugeot Citroën para a América Latina, Vincent Rambaud, se mostrou otimista, já que em 2009 o crescimento foi de apenas 1,5%. Segundo Rambaud, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros durante a crise "foi o que se fez de mais inteligente no mundo" e revelou preocupação com o final do benefício, previsto para março.

Já a MAN Latin American, empresa que adquiriu a Volkswagen Ônibus e Caminhões em 2008, anunciou em cerimônia no Rio, o aumento de 30% na sua produção da fábrica de Resende. "Nós vamos passar de uma capacidadde que hoje varia de 50 a 55 mil caminhões por ano, para 72 mil, disse o presidente da empresa Roberto Cortes.

Com informações do jornal O Globo e do site do Sidney Resende

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

MPE pede cassação de Vicente Guedes

O Ministério Público Eleitoral (MPE) no Rio de Janeiro entrou com recurso, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que seja declarada a inelegibilidade e a conseqüente cassação do prefeito de Valença, Vicente de Paula de Souza Guedes, e sua vice Dilma Dantas Moreira Mazzeo, eleitos em 2008.


De acordo com a acusação, Vicente Guedes foi prefeito durante dois mandatos consecutivos no município de Rio das Flores, entre 2000 e 2004 e 2004 e 2008, o que o tornaria inelegível para o cargo de prefeito em Valença. A Constituição Federal veda a reeleição para um terceiro mandato do Executivo na mesma entidade política (art. 14).

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) decidiu pela não cassação do prefeito, por entender que não houve impugnação à transferência do domicílio eleitoral de Vicente Guedes nem do registro de candidatura. Entendeu, ainda, que no momento do pedido de registro dos candidatos, a jurisprudência do TSE não determinava obstáculos para que o prefeito de uma localidade pudesse ser candidato em outro município.

Em dezembro de 2008, porém, o TSE mudou a jurisprudência, ao considerar que, de acordo com a Constituição Federal, somente é possível a eleição para prefeito por duas vezes consecutivas. Após isso, apenas é permitida a candidatura a outro cargo, ou a mandato legislativo, ou a de governador ou de presidente da República, não mais de prefeito.

De acordo com o MPE, essa nova jurisprudência não deve ser aplicada apenas a fatos ocorridos depois de dezembro de 2008, mas deve retroagir para garantir o princípio da isonomia. Além da cassação, o MPE pede a convocação de novas eleições no município de Valença.

O recurso será analisado pelo ministro Felix Fischer.

Processo relacionado: Respe 4198006

Retirado do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Batizado e Troca de Cordéis

domingo, 10 de janeiro de 2010

Canção Nova pede ouro pra construir igreja



Na falta de um benemérito como o nosso "São José", o canal de TV católico "Canção Nova" pede pro fiel enviar até dente de ouro pra construção de igreja!

sábado, 9 de janeiro de 2010

E a educação só melhora.....

Concurso para o magistério estadual. Referências bibliográficas para a prova de História. Está escrito assim:

HOBSBAUM, Eric. A Era das Revoluções: 1789/1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
HOBSBAUM, Eric. A Era dos Extremos: o breve século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
HOBSBAUM, Eric. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1979.
HOBSBAUM, Eric. A Era dos Impérios 1875-1914. Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1989.

Acesse a página do concurso e baixe o edital.

O grau de profissionalismo do concurso estadual é um espanto... Que Hobsbawm nos perdoe...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Arruda, o bom cristão do DEMo!

Ontem (7/01/09), o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do partido dos "Democratas", pivô do "mensalão dos panetones" pediu desculpas pelos seus "pecados":



E não é a primeira vez! Em 2001, à época no PSDB e lider do governo FHC, este ilibado cidadão foi acusado de violar o painel do Senado na votação da cassação de Luiz Estevão, com Antônio Carlos Magalhães.

O então senador Luiz Estevão (PMDB) rivalizava com o então senador José Roberto Arruda (PSDB) na política do DF e tinha antipatia do hoje finado senador Antônio Carlos Magalhães (PFL) desde a morte do seu filho, o deputado Luís Eduardo Magalhães.

Acusado de desviar verbas públicas, Luiz Estevão foi julgado e cassado pelo Senado Federal em 28 de junho de 2000 com 52 votos a favor, 18 votos contrários e 10 abstenções. Na época Arruda era líder do governo FHC e ACM presidente do Senado.

Na véspera da votação, a diretora do Prodasen, setor de informática do Senado Federal, Dra. Regina Célia Borges, foi ao apartamento do senador Arruda, que queria lhe fazer uma consulta pessoalmente. No encontro, Arruda pergunta se era possível saber o voto de cada senador na votação supostamente secreta que ocorreria no dia seguinte. Regina Borges nega esta possibilidade, mas depois de consultar outro técnico, Heitor Ledur, descobre ser possível.

No dia seguinte, a votação ocorre normalmente, de forma nominal pelo painel do Senado Federal. O técnico Heitor Ledur retira a lista com o nome de todos os senadores e como cada um votou.

A Dra. Regina Célia entrega a lista a Domingos Lamoglia, assessor do gabinete de Arruda, que a entrega ao chefe. De posse da lista, Arruda vai ao gabinete de ACM, onde conferem os votos e o cumprimento dos acordos feitos para viabilizar a cassação.

Meses depois, no dia 19 de fevereiro de 2001, Antônio Carlos Magalhães resolve visitar três procuradores, Eliana Torelly, Guilherme Schelb e Luiz Francisco de Souza. Este último gravou a conversa. Sem saber que estava sendo gravado, ACM afirma que a senadora Heloísa Helena teria votado contra a cassação de Luiz Estevão e que sabia como cada senador votara.

A conversa é publicada pela revista IstoÉ na semana seguinte e o escândalo torna-se inevitável.

No dia 18 de abril daquele ano, logo depois de ser envolvido no escândalo, Arruda sobe à tribuna para negar com veemência qualquer participação ou conhecimento sobre a fraude. "Chega de leviandade!", brada. Fala em honra, em seus filhos e em Deus. Depois do discurso ele comenta, "matei a pau", achando que o caso logo se encerraria e ele sairia ileso.

No dia seguinte, 19, Regina Célia Borges presta depoimento ao Conselho de Ética transmitido ao vivo pela TV Senado. Regina confessa a culpa pela violação e confirma que obteve a lista dos votos a pedido de Arruda e por ordem de ACM. "Tenho plena consciência do futuro que me espera. Meu único caminho agora é falar apenas a verdade", disse.

Mesmo sem mostrar qualquer prova, a ex-diretora do Prodasen convence a todos de que fala a verdade. "Se essa mulher estiver mentindo, é a melhor atriz do mundo", afirmou o senador Amir Lando, do PMDB de Rondônia, logo depois o depoimento de Regina.

Arruda volta à tribuna no dia 23 de abril e confessa sua participação. Chora, se faz de vítima e tentar mostra o acontecimento como uma simples falha de comunicação. Disse que apenas perguntou se seria possível, mas não ordenou a tiragem da lista.

O conselho de ética aprovou relatório do senador Roberto Saturnino Braga por 10 a 5 pedindo a cassação dos mandatos de ambos os senadores no dia 23 de maio. No dia seguinte, 24, Arruda renuncia ao mandato para fugir da cassação.

Pelas regras atuais, como o pedido de cassação já havia sido aprovado no conselho de ética, a renúncia faria ele perder os direitos políticos por oito anos começando a contar do fim da legislatura, isto é, até hoje ele não poderia concorrer a eleições.



E VIVA A INTERNET!!!



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

[Tragédia em Angra] - Sergio Cabral é um Fanfarrão!




“O que aconteceu aqui foi a crônica de uma tragédia anunciada. (...) Não se pode brincar com o solo. Com a natureza não se brinca.” - Sérgio Cabral

Tem toda a razão o governador. Pena que suas últimas atitudes tenham sido o oposto do que prega. Ao contrário do que afirmou o governador na Ilha Grande no último dia 02, após a tragédia que matou dezenas de pessoas, seu último movimento foi o de afrouxar as regras de proteção ambiental na região da Ilha Grande, que fica na Área de Proteção Ambiental de Tamoios (APA-Tamoios), em vez de torná-las mais rígidas. Foi isso o que o governador fez ao baixar o decreto n. 41.921 (leia anexo abaixo), em 19 de junho do ano passado. Um decreto prejudicial à preservação ambiental e à proteção da vida humana, como a tragédia do dia 01 de janeiro deixou evidente...

Veja o vídeo do pronunciamento de Molon, na sessão plenária do dia 22 de outubro de 2009, sobre o decreto do governador Sérgio Cabral.



Cabral deu aval para construção de imóveis em encostas de Angra


Embora o governador do Rio, Sérgio Cabral, tenha defendido a “radicalização” contra a ocupação desordenada das encostas de Angra dos Reis, moradores e ambientalistas de Ilha Grande recolhem, há quatro meses, assinaturas contra um decreto de Cabral que abriu brecha para novos imóveis na região. O Decreto n° 41.921/09, publicado em junho de 2009, autoriza a construção em áreas não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios, que inclui um faixa de mais de 80 quilômetros do litoral de Angra, a face da Ilha Grande voltada para o continente e as mais de 90 ilhas da baía. A pousada Sankay e outras sete casas soterradas, na tragédia que matou 29 pessoas, ficam na região...

Leia a íntegra da matéria do jornal Estado de São Paulo aqui.



- Para ler a matéria de hoje na íntegra

CLIQUE AQUI

- Para ler a matéria de segunda-feira (04/01) CLIQUE AQUI

- Para ler a matéria do jornal Estado de São Paulo de ontem (05/01) CLIQUE AQUI

- Para conhecer o projeto de Molon CLIQUE AQUI

- Para saber mais sobre a Audiência Pública realizada em novembro na ALERJ, CLIQUE AQUI

- Para assistir ao pronunciamento de Molon na Alerj sobre o absurdo do decreto 41.921 CLIQUE AQUI



Embora o governador do Rio, Sérgio Cabral, tenha defendido a “radicalização” contra a ocupação desordenada das encostas de Angra dos Reis, moradores e ambientalistas de Ilha Grande recolhem, há quatro meses, assinaturas contra um decreto de Cabral que abriu brecha para novos imóveis na região. O Decreto n° 41.921/09, publicado em junho de 2009, autoriza a construção em áreas não edificáveis da Área de Proteção Ambiental (APA) Tamoios, que inclui um faixa de mais de 80 quilômetros do litoral de Angra, a face da Ilha Grande voltada para o continente e as mais de 90 ilhas da baía. A pousada Sankay e outras sete casas soterradas, na tragédia que matou 29 pessoas, ficam na região.

Segundo o decreto – que, para ambientalistas, atende à especulação imobiliária – -, residências e empreendimentos turísticos poderão ser construídos em áreas da chamada zona de conservação de vida silvestre que já tenham sido degradadas, limitando-se a 10% do terreno. Até então, só era licenciada a expansão de imóveis construídos antes de 1994, quando a APA foi regulamentada. Donos dos terrenos vazios não podiam construir. O decreto foi publicado sem debate com líderes locais ou órgãos consultivos. Com as críticas, o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) comprometeu-se em não conceder licenças com base no decreto, mas ambientalistas querem a sua revogação.

“O governador demonstra desapreço pela área ambiental. Estimula a especulação imobiliária e dará cabo das poucas e bem preservadas áreas que compõem a Baía da Ilha Grande”, diz um manifesto que busca assinaturas na internet. Segundo o presidente do Comitê de Defesa da Ilha Grande, Alexandre Oliveira e Silva, o documento já tem 6 mil assinaturas.

“O decreto entrega à especulação imobiliária o filé mignon da Ilha Grande. Qualquer um sabe que não é difícil, ainda mais quando se tem boas relações com quem licencia, apresentar laudo de que o terreno já foi degradado”, afirma Silva. “Acho que ele (Cabral) está mordendo a língua, sendo demagogo. A pousada atingida fica nessa área, que é toda parecida geologicamente. Há risco.”

SUSPENSÃO

O deputado estadual Alessandro Molon (PT) propôs um projeto de lei que suspende o decreto. “Alteração de zoneamento ambiental tem de passar pelo Legislativo. O projeto tramita devagar, talvez a tragédia sensibilize a Assembleia”, disse Molon, que estranhou a veemência de Cabral. “O rigor que ele pregou foi o que não teve ao baixar esse decreto.” O Ministério Público Federal avalia questionar a constitucionalidade do decreto.

Procurada, a assessoria de Cabral informou que só a Secretaria de Estado do Meio-Ambiente falaria sobre o decreto. A secretária Marilene Ramos disse que a legislação anterior limitava ampliações a 50% da construção existente, desde que não ultrapasse os 20% do terreno. “Essa regra acabou ensejando a falsificação de documentos sobre o tamanho. Por isso, reduzimos a área edificada a 10%. Referindo-se ao decreto como “famigerado”, ela afirmou que o ato não trata de áreas de risco e encostas. “Queremos seguir com o licenciamento das construções que já existem, o que não é o caso da Sankay nem do Morro Carioca. Misturar as duas coisas é de um oportunismo nefasto”.

O diretor de Áreas Protegidas do Inea, André Ilha, informou que uma reunião ontem definiu que o decreto não será revogado, mas substituído por um plano de manejo, que será debatido e terá áreas definidas por critérios ambientais e de risco.

Autores: Alexandre Rodrigues e Clarissa Thomé

ANÁLISE – por Alexandre Rodrigues (jornalista)

Reação de Cabral reforça contradições

A reação do governador Sérgio Cabral (PMDB) ao drama de Angra dos Reis foi marcada por erros de avaliação e incontinência verbal. Embora tenha informado que passara o réveillon em sua casa de veraneio num condomínio de luxo de Mangaratiba, a menos de 60 Km do cenário da tragédia, não esticou até lá no primeiro dia. Deixou para o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que chegou ao local ainda pela manhã.

O cochilo de Cabral ajudou a consolidar a idéia recorrente no Rio de que o vice é o principal executivo do governo.

Ao pôr os pés na lama da destruição no segundo dia, Cabral falou demais. Chamado a examinar as causas do deslizamento, gerou expectativas difíceis de cumprir. Bradou que “orçamento não é problema” para a obrigação de dar casas dignas a quem vive nos morros de Angra, mas não apresentou iniciativas nesse sentido de seu governo, que já conta três anos.

Distribuiu culpas denunciando o “populismo dos governantes”, alfinetando antecessores como o casal Garotinho, a quem conduziu ao PMDB e sustentou como presidente da Assembleia. Também respingou nos políticos de Angra, administrada nos últimos anos por seu partido e pelo PT. Um dos ex-prefeitos da cidade é o deputado federal Luiz Sérgio, que acaba de assumir a presidência regional do PT com a missão de conduzir um partido dividido à chapa de reeleição de Cabral.

O governador quer ser o candidato único do presidente Lula para se reeleger com tranqüilidade, mas precisa ajudar.

Fonte: O Estado de São Paulo


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Desgovernador Sérgio Cabral não paga os servidores, e ainda coloca a CULPA neles.

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O Desgovernador Sérgio Cabral acaba de deixar 80mil servidores sem o seu dinheiro das férias, e pasmem, quando pagar, diz que pagará em duas parcelas !!!

E como sempre, o nosso desgovernador Sérgio Cabral que nunca assume a culpa de suas cagadas e incompetências, resolveu desta vez, colocar a culpa nos próprios servidores, conforme matéria do Jornal O Dia, abaixo.

Segundo a Seplag, o atraso se deve ao grande volume de servidores de férias neste mês. Neste grupo estão, principalmente, profissionais que trabalham em escolas e descansam durante janeiro.

Coitado do servidor fica sem o seu dinheiro, e ainda leva a CULPA !!!

Esse é o desgoverno do Sérgio Cabral, que soma forças para ferrar a vida do povo !!!


Retirado do Blog do Ricardo Gama

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Beleza. Mas e a conta?

Segue abaixo informe da Assessoria de Comunicação da PMV sobre relatório da CEDAE que detalha os investimentos a serem feitos em todo o município:

Relatório da CEDAE detalha aplicação de recursos e melhorias no serviço de água.

O sistema de abastecimento de água em Valença foi implantado na década de 50, e a última ampliação realizada no final da década de 70. Atualmente, o sistema consiste da captação de água no Rio das Flores, com elevatória de água bruta com vazão de 180 litros/segundo.

Em 2010 a CEDAE realizará investimentos em torno de R$ 53 milhões para melhoria no sistema de abastecimento de Valença.

SEDE:
As propostas da CEDAE são a ampliação da estação de elevatória com instalação de quatro conjuntos motor-bomba com capacidade de 100 l/s. A Estação de Tratamento de Água (ETA), que antes tinha uma vazão de 180 l/s, agora passará a ter 312 l/s. Também será construído um leito para secagem, estocagem e destinação final do lodo.

Outra grande melhoria prevista é a construção de um reservatório apoiado de concreto armado, com capacidade de 5.000 m ³ . Ainda serão executadas 18.620 padronizações de cavaletes e a rede distribuidora terá o fornecimento e assentamento de 25.000m de tubo.

As benfeitorias também se estendem aos distritos. Segue resumo das principais ações que serão realizadas:


CONSERVATÓRIA:
Será construído uma estação elevatória com instalação de dois conjuntos motor-bombas com capacidade de 40 l/s; e também de uma Estação de Tratamento de Água com vazão também de 40 l/s.

Assim como em Valença, haverá a construção de um leito para secagem do lodo e ainda o fornecimento e assentamento de água tratada de 571m em tubulação de PVC.

Outra melhoria é a construção de um reservatório semi-enterrado em concreto armado, com duas câmaras e capacidade de 1.000 m³ .


SANTA ISABEL:
Santa Isabel atualmente é abastecida na maior parte por águas captadas em um manancial superficial de nascente e em um poço artesiano. Os mananciais existentes são insuficientes para abastecer o distrito.

A CEDAE propõe a implantação de uma captação superficial e elevatória de água bruta no rio São Fernando em local selecionado próximo ao centro de massa da região consumidora. Também está prevista a implantação adjacente à captação de uma estação de tratamento de água compacta e a implantação de uma estação elevatória de água tratada também no mesmo local. Além de uma linha de recalque de água tratada, um reservatório apoiado situado em cota favorável e a implantação de uma nova rede de distribuição.

A Estação de Tratamento de Água (ETA) prevista para o projeto em Santa Isabel , deverá tratar 35m³/h, o que corresponde a uma unidade de pequeno porte, e deverá ser do tipo ETA compacta de fabricação industrial, representando uma economia em tempo na implantação do projeto.

O Sistema de tratamento de lodo da ETA será feito pelo processo da Ambiental Bag que vem recentemente sendo usado com sucesso pela CEDAE em pequenas estações de tratamento.


PENTAGNA:
O tipo de manancial utilizado para a captação de água é superficial de nascentes. A capacidade de produção da ETA é de 3 l/s. A rede de distribuição existente apresenta estado de conservação precário e insuficiência no que se refere ao abastecimento das demandas, tendo muitos trechos construídos com materiais fora dos padrões.

A proposta de melhoria inclui pintura das unidades de tratamento (ETA), aquisição de tanques, um novo projeto para atender a população futura e toda a tubulação existente será descartada por não atender às normas de abastecimento de água.

Apesar de compatível com a demanda atual a ETA receberá algumas reformas.


PARAPEÚNA:
O sistema possui um reservatório com capacidade para 122.000 litros em boas condições de conservação. Mas a rede de abastecimento, segundo avaliação da CEDAE é precária e insuficiente, tornando necessária a implantação de um novo sistema de abastecimento capaz de garantir com qualidade e eficiência o abastecimento de água da população ali residente.

Pela proposta, a estação de tratamento e parte da rede de distribuição existentes serão aproveitados. Para a ETA, serão realizadas reformas emergenciais.

Já existe um reservatório de água tratada junto da ETA com capacidade de 122 m³ e deverá ser implantado um novo reservatório com capacidade de 200m³.


JUPARANÃ:
O novo sistema proposto consiste em abandonar praticamente todo o sistema existente, pois este, além de estar em mal estado de conservação, não atendem às normas de abastecimento de água, e suas unidades não estão preparadas para receber a vazão do projeto calculada. As unidades da ETA não atendem às normas de dimensionamento e serão abandonadas. A casa de química deverá ser reformada e ampliada para comportar laboratório, bancada e equipamentos para o preparo e aplicação de produtos químicos e local de estoque.



Todo município contará com Programa de Educação Ambiental, que tem como objetivo repassar informações necessárias, tendo como foco contribuir para a reflexão acerca das questões relativas ao Meio Ambiente, Saúde, Saneamento e Preservação dos equipamentos implantados , possibilitando assim, a formação de hábitos e mudanças de atitudes, através de um processo educativo e informativo junto à população beneficiária dos serviços.

Atualmente em Valença, a população atendida é de aproximadamente 78 mil habitantes e os recursos aplicados para execução da primeira fase da obra em pauta com previsão para início em abril, envolverá o montante de R$ 30.168.732,99.


Assessoria de Comunicação PMV
(24) 2452-5075

domingo, 3 de janeiro de 2010

CRISTOY

Depois dizem que com Religião não se brinca.

O bom desse brinquedo é que se o seu filho o quebrar, em 3 dias ele se conserta sozinho.

Segundo a embalagem o boneco é " totalmente articulado", ou seja, não é como aqueles bonecos que você compra e ficam pregadões, sem se moverem.

A embalagem ainda diz: "Ouça Jesus Falar". Certamente ele ensina os mandamentos de Deus como: "Não farás pra ti imagem alguma do que está nos céus.." ou então "Vinde a mim as criancinhas... por apenas R$ 49,90!"

Sim. Jesus, o Filho de Deus custa R$ 49,90! O que comprova que Judas nunca foi um bom judeu, pois o vendeu por apenas 30 moedas.

E enquanto a Hasbro cobra R$ 70,00 no Max Stell, um boneco que precisa de uma lancha de R$ 40,00 pra fazer uma operação oceânica, a Tales of Glory (fabricante de Jesus) cobra apenas R$ 49,90 num boneco que não precisa de acessório nenhum pra caminhar sobre as águas. Pense nisso na hora de presentear.

Falando no preço do brinquedo ainda, não sei quanto custa os outros apóstolos da coleção, mas o boneco de seu arqui-inimigo com certeza está 16,70 mais caro que Jesus, o Filho de Deus. Faça as contas agora na calculadora do Windows e veja o resultado.

Mas eu ainda acho que o Falcon e os Comandos em Ação são brinquedos mais cristãos que esse aí. Eles sim são verdadeiras réplicas dos cristãos que conhecemos: fazem guerras, atiram... essas coisas...


Retirado do Blog do Danilo Gentili

sábado, 2 de janeiro de 2010

Boris, isso é uma vergonha

A edição de 31 de dezembro de 2009 do Jornal da Band exibiu, em suas saídas de bloco, mensagens de pessoas comuns desejando um feliz 2010 para os telespectadores. Tudo correu bem até que chegou a vez de simpáticos garis fazerem seus votos de um ano novo melhor.

Sem perceber que seu microfone estava aberto, o âncora Boris Casoy fez comentários inadequados sobre os garis contando com a “claque” da colega de bancada, a jornalista Millena Machado.

“Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros! O mais baixo da escala do trabalho…”, disse Casoy, antes de ser interrompido por uma voz que gritou “Deu pau! Deu pau!” (abaixo).



E aí? Será que vai para o “Top Five” do CQC?

Ah! O pedido de desculpas do Boris Casoy está AQUI.

Retirado do Kibeloco

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Um novo ano pra Valença

O Valença em Questão deseja para nossa cidade um 2010 de ótimas notícias para todos - todos mesmo!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Fátima Bernades" de Portugal leva dura de advogado ao vivo




O advogado e jornalista português António Marinho Pinto, presidente da Ordem dos Advogados de lá, desanca a apresentadora Manuela Moura Guedes, âncora do Jornal Nacional, da TVI, a mais assistida TV de Portugal. Um bate-boca antológico.

Estamos precisando de mais "lavações de roupa suja" como essa no Brasil!


Veja a íntegra da entrevista:







Tapando o sol com a peneira: atuação legislativa em Valença durante o ano de 2009

O conteúdo do texto a seguir é bem claro: o legislativo de nosso município sonha em ser o poder executivo. Em outras palavras, ao invés de criar boas leis e de fiscalizar o poder executivo, o Legislativo valenciano, mediante requerimentos e indicações, tenta mostrar serviço em áreas de exercício do poder executivo.


Antes de mais nada, é bom que se diga que existe uma brecha no regimento interno da Câmara dos vereadores de Valença que permite centenas de indicações e requerimentos por parte dos nossos representantes.

Imaginem a seguinte situação: uma rua que não foi capinada há meses. Numa cidade onde funciona a separação dos poderes, qualquer cidadão sabe que o responsável pela capina é uma secretaria específica dentro do poder executivo. Logicamente, o tal cidadão se dirigiria para o poder executivo para cobrar o que lhe é de sua competência.


Situação diferente ocorre na cidade de Valença: o problema de falta de capina chega à secretaria da prefeitura, muito provavelmente, através de uma indicação ou requerimento de um vereador.


Qual seria o interesse dos nossos representantes em fazer tamanha “gentileza” para com a população? É simples imaginar que os nossos representantes aumentam o seu prestígio político ao tomarem para si a responsabilidade que não são deles. Aumenta o prestígio político da seguinte forma: cortar o mato das ruas é uma responsabilidade da prefeitura. É independente da pessoa que vai reclamar. O indivíduo pode ser rico, pobre, magro, gordo etc. Nada muda o fato da prefeitura ser a responsável. O vereador pode utilizar isso para passar a imagem de uma pessoa comprometida com o bairro em questão. Na verdade, o vereador cria um laço de dependência que é nocivo para a divisão dos poderes. Fica a impressão que a capinagem fora obra do vereador em questão.


O artigo 141 do regimento interno da Câmara define indicação da seguinte forma: Indicação é a proposição em que o Vereador sugere medida de interesse público aos poderes competentes. Já o artigo 143 do mesmo regimento define requerimento nos seguintes termos: Requerimento é todo aquele pedido verba ou escrito, feito ao Presidente da Câmara ou por seu intermédio, sobre qualquer assunto, por Vereador ou Comissão.


Poderiam argumentar que a letra da lei garante à separação dos poderes. As indicações são apenas sugestões e não tem caráter de obrigatoriedade. No entanto, as práticas políticas ultrapassam, geralmente, a letra da lei. A questão que queremos colocar é a seguinte situação: os requerimentos e as indicações ultrapassam a produção de leis e o exercício de fiscalização do poder Executivo. O problema está quando o nosso poder legislativo privilegia o uso da indicações e requerimentos. Isso cria situações bizarras como, por exemplo, a ocorrida na sessão do dia 02/09/2009 com a entrada da indicação número 359 do vereador Felipe Farias cujo teor é lembrar ao poder executivo as indicações que o vereador fez e que não foram realizadas. Em resumo, o vereador criou a indicação da indicação. Como já vimos que a indicação é uma sugestão, e não obrigatoriedade, não devemos deixar que os vereadores continuem criando laços de dependência que podem se transformar num assistencialismo sem substância. Ainda sou de opinião que o bom vereador é aquele que produz boas leis e fiscaliza o executivo.

Vereador Felipe Farias

Sessão do dia 16/03/2009

Indicação do vereador solicitando ao Deputado federal Luiz Sérgio a construção de uma quadra esportiva no bairro Monte D’ouro. Em sua fala na tribuna, o vereador disse que já existe uma emenda aprovada no Orçamento Geral da União no ano de 2009 no valor de 300.000 mil reais para o município de Valença. O vereador não citou prazo para o começo das obras.

Sessão do dia 22/06/2009

O vereador usou a tribuna para comentar a visita do Deputado federal Luiz Sérgio ao terreno onde será construída a quadra poliesportiva do Bairro Monte D’ouro. Na ata não consta um prazo para o começo das obras.

Sessão do dia 17/08/2009

O vereador usou a tribuna para falar sobre a vinda do CEFET para Valença. Disse que serão realizadas audiências públicas e que, provavelmente, no primeiro semestre de 2010 ocorrerão cursos aplicados em parceria com a FAA.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Exercício de contra-informação número 1.000

Hoje temos um assunto interessante para o debate. O jornal O Globo publicou editorial, nesta terça-feira 29 de dezembro de 2009, ecoando o histerismo sionista anti-Irã que domina os oligopólios midiáticos mundiais, na esteira dos interesses dos lobbies armamentistas e do radicalismo conservador que vive pendurado no assunto.

Acho curioso que a preocupação de nossa mídia com as violações de direitos humanos no Irã não se repitam quando se trata de nossa própria população. Que eu saiba, o Brasil viola muito mais os direitos humanos que o Irã. Ah, ativistas iranianos são estuprados na cadeia? Ora, aqui tivemos uma menina de 15 anos estuprada na cela por dezenas de homens, com conhecimento da juíza, da delegada e da promotora pública. Centenas, quiçá milhares de presos são estuprados nas cadeias brasileiras, todos os dias. Crianças vagam pelas ruas das grandes cidades, esfomeadas, destruídas pelo uso de crack e nenhum prefeito ou governador pensa em construir centros de infância e adolescência em proporções aceitáveis. O governador de São Paulo, que revelou ser um dos mais ferozes sionistas anti-Irã do Brasil, parece não ligar para as milhares de famílias que passaram pela humilhação de viver na lama e no esgoto por semanas. Outras milhares de pessoas são mortas mensalmente no Brasil pelas forças de segurança em mãos de governadores, mas a preocupação de Serra, claro, é com os iranianos.

Bem, confiram o editorial. Volto em seguida.


DEU EM O GLOBO
Ventos de Teerã (Editorial)

Na entrevista concedida ao GLOBO e publicada na sexta-feira 25, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, aproveitou para reafirmar a defesa brasileira de seu novo aliado preferencial, o Irã de Mahmoud Ahmadinejad.

Por uma dessas trapaças do destino — mas que não pode ser creditada ao azar —, logo no domingo o regime dos aiatolás protetores do radical presidente iraniano, reeleito numa eleição fraudada, começou a desfechar nova onda de repressão à oposição interna, a mais violenta desde as manifestações ocorridas depois de anunciada a vitória contestada de Mahmoud Ahmadinejad.

Como o Irã foi tomado por uma atmosfera política inflamável, qualquer fagulha ameaça deflagrar explosões incontroláveis. A nova leva de protestos começou dias antes, com a morte de um dos clérigos dissidentes, o aiatolá Hossein Ali Montazeri.

E, ao manter a repressão nas ruas em um importante feriado religioso, o regime jogou mais combustível neste incêndio. Ler a entrevista do chanceler brasileiro enquanto se acompanha o noticiário de Teerã é esclarecedor, para se ter medida dos riscos que a diplomacia brasileira corre ao abrir um guarda-chuva sobre uma ditadura teocrática metida numa aventura nuclear — tudo em nome de um antiamericanismo de ocasião, provavelmente para Brasília, em período eleitoral, afagar frações aliadas mais à esquerda.

A perigosa aventura de Ahmadinejad, sob a proteção do aiatolá Ali Khamenei, é defendida por Amorim com o malandramente falso e cândido argumento de que quem tem arsenais deste teor não pode criticar o Irã (EUA, Rússia etc.).

O argumento cabe no figurino ideológico bolivariano do caudilho Hugo Chávez.

Uma coisa são nações que saíram da Guerra Fria com estes arsenais, mas que participam dos fóruns que tratam do assunto, e negociam acordos de redução no número de ogivas; outra, um país subjugado por uma ditadura de fanáticos religiosos, à margem de qualquer respeito à diplomacia multilateral.

Caso a situação política interna no Irã rume para a ruptura institucional, desaguando num massacre interno, o Brasil irá à ONU defender aiatolás corruptos, sanguinários, fanáticos e sua guarda pretoriana?

A julgar pelo silêncio de Amorim, na entrevista ao GLOBO, quando perguntado sobre a leniência brasileira com relação a Cuba, é provável que isto ocorra, infelizmente.

Aliás, é o que o Itamaraty tem feito quando se abstém de condenar nas Nações Unidas governos marginais como o do Sudão, em busca de votos para conseguir um assento no Conselho de Segurança.

Essa clivagem ideológica acentuada da diplomacia apenas sabota o projeto do próprio governo de elevar o status do país como parceiro global confiável. Os terceiro-mundistas, bolivarianos e defensores de Ahmadinejad estacionaram um poderoso carro-bomba dentro deste projeto.


Repetirei pela milésima vez. Não gosto do Irã. Nem de seu presidente, nem de sua cultura. Tenho horror a seus preconceitos contra mulheres e gays e desprezo profundamente a mistura que fazem de política com religião. No entanto, possuo noções da história iraniana e indigna-me que a mídia ocidental passe a hostilizar o país sem levá-la em consideração. O Irã foi o país que viveu uma das piores guerras "simétricas" (ou seja, entre países com poder bélico similares) das últimas décadas. Sadam Husseim, com dinheiro e armas de americanos e ingleses atacou o Irã e matou mais de um milhão de iranianos na década de 80. A Inglaterra emprestou armas químicas. Os EUA emprestaram armas biológicas ao Iraque, fazendo do Irã cobaia dessas novas armas.

Isso foi nos anos 80, ou seja, ainda está quente na cabeça dos iranianos. Outra coisa que pegou pesado no Irã foi a ditadura sanguinária de Reza Pahlavi, apoiada por americanos e britânicos, que durou de 1953 a 1979. Nunca interessou ao Ocidente um oriente médio democrático, porque somente a partir de regimes fortemente oligárquicos, as petrolíferas ocidentais poderiam realizar contratos notoriamente viciados, que não beneficiam as populações árabes: somente as famílias reais, de um lado, e grandes empresas anglo-saxônicas, de outro, desfrutariam das benesses do petróleo.

Qual o objetivo deste esforço platinado em transformar a questão do Irã num ato de antiamericanismo da política externa brasileira? Todo o racionalismo diplomático da decisão brasileira de manter um diálogo aberto e não hostil ao Irã é convertido num diatribe ideológica de trotskistas enlouquecidos. O fato de Celso Amorim estar recebendo fartos elogios por sua ousadia e independência, e não apenas da esquerda mundial, mas também de importantes setores pragmáticos e moderados do conservadorismo, apenas comprova que a solução iraniana não passa por esse linchamento midiático agressivo e desproporcional. Violações muito mais terríveis são vistas em dezenas de outros países, para começar na Arábia Saudita. A invasão do Iraque foi outra medida que desestabilizou severamente todo o oriente médio, dando força aos islamistas radicais. Não faz sentido agora os americanos e as mídias hipócritas ajudarem a desestabilizar ainda mais e botar a culpa de tudo no Ahmadinejad. O Irã não é paraíso, todos sabem, mas os macacos devem olhar seus próprios rabos.

Quanto às instalações nucleares do Irã, é ridícula e desrespeitosa a fórmula apresentada pelos países ocidentais, de obrigá-lo a enriquecer urânio na Europa e na Rússia. Também é ridículo negar o direito do Irã em investir em energia nuclear, visto que a dependência excessiva do petróleo fragiliza perigosamente a sociedade iraniana, pois suas jazidas podem se esgotar ou diminuir sensivelmente em menos de 50 anos, delineando um vazio econômico terrível para a economia do país. É lógico que o Irã tem que investir em energias alternativas, e à falta de hidrelétricas, é natural que ele procure desenvolver uma tecnologia farta e livremente usada na Europa e nos Estados Unidos.

Os defensores da democracia deveriam voltar suas baterias para a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Kwait, dentre outras monarquias totalitárias que, além de violar sistematicamente os direitos humanos e políticos de seus cidadãos, não possuem sistemas democráticos para eleger seus governantes. O Irã tem. O Irã vota em seus presidentes e em seus parlamentares. Mal ou bem, o Irã é uma referência democrática para o oriente médio. Ao desestabilizar a democracia iraniana, o Ocidente envia um sinal para as monarquias árabes: "não democratizem, porque senão iremos fazer o mesmo que fazemos no Irã; iremos usar os conflitos domésticos, normais e necessários numa democracia vibrante, onde a maioria dos jovens estudam em universidades, para desestabilizá-los e eleger governantes em linha com nossos interesses".

Retirado do interessante blog (coluna ao lado) Óleo do Diabo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vereador José Reinaldo Alves Bastos (Naldo)

Sessão 4/03/2009

Requerimento ao Governador Sergio Cabral solicitando reforma da extinta estação da Rede ferroviária Federal sediado em Barão de Juparanã.

Sessão 09/03/2009

Requerimento ao Secretário de Estado e Habitação Leonardo Picciani solicitando projeto de construção de casas populares em Barão de Juparanã. Filho do Picciani como secretario, que Deus nos perdoe...

Vereador José Otávio Conceição Soares

O vereador não utilizou indicações ou requerimentos para pedir “benfeitorias” aos deputados.

Vereador Paulo Celso Alves (Celsinho do Bar)

Sessão 16/02/2009

O vereador usou a tribuna para comunicar que o Vice-Governador Luiz Fernando Pezão prometeu o calçamento do Bairro da Passagem. O bairro da Passagem não saí da cabeça dos políticos valencianos...

Vereador Luiz Antonio R. Assumpção Filho (Zan)

O vereador Zan não utilizou indicações ou requerimentos para pedir “benfeitorias” aos deputados.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Vereador Luiz Fernando Furtado da Graça

Sessão do dia 23/03/2009

Requerimento do vereador pedindo uma UTI-móvel ao deputado Hugo Leal junto ao governo do Estado.
Requerimento do vereador pedindo ao deputado Hugo Leal junto com o governo do Estado a pavimentação e a captação das águas pluviais no Bairro Santa Lúcia.
Requerimento do vereador pedindo ao deputado Hugo Leal junto ao governo do Estado a construção de uma quadra poli-esportiva no bairro da Serra da Glória. Três requerimentos numa mesma sessão para o mesmo deputado garantem ao nosso vereador o título de maior pedinte, por sessão legislativa, em Valença.

Sessão do dia 30/03/2009

Requerimento do vereador pedindo ao deputado estadual Wagner Montes 5 viaturas policiais, com tração, sendo uma para cada distrito.

Sessão do dia 16/11/2009

Requerimento do vereador para que seja incluída uma emenda na Lei do Orçamento Anual para construção de uma quadra poli-esportiva no Bairro Chacrinha.

Vereador João Carlos Modesto (Carlinhos de Osório)

Sessão do dia 30/03/2009

O vereador João Carlos Modesto usou a tribuna para falar sobre a sua indicação conjunta com vereador Paulo Jorge César acerca da construção de uma creche entre os Bairros João Bonito e Ponte Funda. Disse que o “sonho” será concretizado através de uma emenda de 200 mil reais feita pelo deputado André Correa no orçamento estadual. O vereador disse ter certeza que a creche sairá ainda em 2009.

Sessão do dia 22/06/2009

Durante o seu tempo na tribuna o vereador comunicou que o Prefeito Vicente Guedes está conseguindo verba para o bairro da Passagem. O vereador não citou prazo para a chegada da verba.

Sessão do dia 04/11/2009

Carlinhos de Osório disse que a empresa Salinas gerará, em janeiro de 2010, cerca de 200 em pregos.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Vereador Pedro Paulo Magalhães Graça

Sessão do dia 18/02/2009

O vereador usou a tribuna para falar sobre duas “chegadas”: a de um Ginásio no bairro Parapeúna e de uma verba no valor de 1 milhão e setecentos mil, através de uma emenda do senador Paulo Duque. A ata da sessão não diz nada referente ao prazo de chegada de ambas as notícias.
Sessão do dia 08/04/2009

Indicação do vereador ao Deputado estadual Nelson Gonçalves solicitando o fornecimento de uma ambulância para o distrito de Parapeúna.

Sessão do dia 03/06/2009

O vereador usou a tribuna para comunicar o recebimento de um telefonema do prefeito de Valença dizendo que o asfalto de Parapeúna recomeçará amanhã [04/06/2009]

Sessão do dia 03/08/2009

Usou a tribuna para agradecer o prefeito de Valença pelos 3 km de asfalto de Parapeúna já estando quase finalizado. Também disse ter certeza que o prefeito conseguirá o asfalto para o Bairro da Passagem.

Sessão do dia 17/08/2009

O vereador usou a tribuna para falar dos convênios da prefeitura: A chegada de 12 milhões de reais através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (PADEM). Segundo o vereador, o dinheiro será investido em 4 áreas:
a revitalização do Mercado Municipal;
a construção de um galpão industrial em Barão de Juparanã;
a reforma da Escola Municipal Maria Medianeira em Conservatória;
e a modernização do cadastro imobiliário municipal.
Os 12 milhões serão ainda destinados a outros empreendimentos: construção de unidades habitacionais, implantação de indústrias, construção de quadras poliesportivas e a compra de novos veículos para as secretarias.
Disse também que o convênio com a CEDAE trará investimentos da ordem de 46 milhões de reais.
O programa de aceleração do crescimento (PAC) trará 11 milhões de reais para a construção da infra-estrutura e macrodrenagem dos bairros da Passagem, Osório, Santa Lúcia e Morada do Sol.
Recursos na faixa de 20 milhões de reais do Fundo Nacional de Habitação e Interesse Social servirão para a infra-estrutura do distrito de Santa Isabel e do loteamento Duque de Caxias em Juparanã. A Ata da sessão não consta de nenhuma data para o início de nenhum investimento citado pelo vereador.
Sessão 05/10/2009

Pedro Graça divulgou na tribuna o recebimento de 2 notas de empenho: a primeira do Deputado Deley para reforma e modernização da quadra poliesportiva do João Dias no valor de 195 mil reais; a segunda nota do Deputado Edmilson Valentim no valor de 487 mil reais para a construção das quadras no bairro do Canteiro e no bairro da Aparecida.

Sessão 25/11/2009

Pedro Graça relatou o recebimento de um fax do Prefeito com informações sobre a emenda 257 do senador Paulo Duque no valor de 1 milhão e seiscentos mil reais para a construção da Praça da Juventude em Parapeúna. Disse também que no dia 1 de dezembro será assinado um investimento de 16 milhões de reais. A ata da sessão não informa sobre o destino do investimento dos 16 milhões. É interessante ler a ata já que o vereador informa que a Praça da Juventude terá o nome da esposa do senador Paulo Duque. Homenagens privadas com dinheiro público. Saudades do tempo em que as mulheres eram homenageadas com rosas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Vereador Salvador De Souza

Sessão do dia 16/02/2009

O vereador falou na tribuna sobre a chegada de 2 ambulâncias com o apóio do Deputado Délio Leal.

Sessão do dia 03/03/2009

Indicação ao Deputado Délio Leal para que consiga 3 km de asfalto para recapear as seguintes ruas do Bairro Jardim Valença:
Carlos Jannuzzi,
Alberto Moufron
Presidente Kenedy
Dr. Sucena
Marieta Lopes
Nélio Ramos
Kirke Ielpo,
Nilo Silva Graciosa
Herval Franck
América Faria Machado
Maria Helena Capobianco

Sessão do dia: 04/03/2009

O vereador usou a tribuna para atualizar a notícia da ambulância. Disse que chegará 1 van para transportar pacientes ao Rio de Janeiro e também uma ambulância.
Percebam que depois de 16 dias o que seriam 2 ambulâncias se transformaram numa van e numa ambulância.

Sessão do dia 30/03/2009

O vereador usou a tribuna para dizer que pediu ao deputado Délio Leal uma ambulância e o asfaltamento das ruas do Jardim Valença. Observem o que antes eram 2 ambulâncias, transformaram-se numa ambulância e numa van. Agora, a chegada da van não fora mencionada pelo vereador.

Sessão do dia 06/05/2009

Usou a tribuna para comunicar que será construída uma creche no Jardim Valença. O vereador não citou nenhum prazo para a realização da obra.

Sessão do dia 25/05/2009

Através do requerimento número 86/09, o vereador pede ao Deputado Federal Hugo Leal as seguintes realizações:
Cobertura da quadra de esportes do Bairro Jardim Valença com a construção de banheiros
1km de asfalto para a Rua Francisco Borges Castanheiro, situada no Bairro Água Fria
1km de asfalto para a Rua 27 de Novembro, situada no Bairro Santa Cruz
5km de asfalto para as ruas do Bairro Vale Verde

Sessão do dia 01/06/2009

Através do requerimento número 91/09, o vereador pede ao Deputado Federal Hugo Leal
5km de asfalto para o Bairro Novo Horizonte

Sessão do dia 09/09/2009

O vereador usou a tribuna para que falar que se reuniu com o prefeito Vicente Guedes e que o triênio será descongelado a partir de 2010.

Introdução: Fiscalizando nossos vereadores



Dizem que o brasileiro não possui memória. Eleições chegam e passam e a população esquece de fiscalizar nossos representantes. Na verdade, nem sabemos direito o que os nossos 10 representantes do Legislativo fazem. Em nossa cidade, nós não temos nem memória nem história. Há muitos anos atrás fui conhecer o famoso bairro da Passagem. Fiquei impressionado pela total falta de estrutura no local. Mais impressionado ainda era que o bairro da Passagem não era, como podemos pensar, excluído da política valenciana. Na verdade, o bairro era discurso fácil para os possíveis candidatos aos cargos de vereadores, prefeitos e até Governadores. Muitos já prometeram, por exemplo, o asfaltamento do bairro. Ouso dizer até que não é possível ser politiqueiro sem prometer benefícios para a população da Passagem.


No entanto, o fato é que a Passagem continua sofrendo com os velhos problemas de sempre. O esquecimento é um combustível necessário para o aparecimento daquela condição de politicagem vista na postagem “Nossos vereadores são políticos”. Existe até um velho sábio que diz que a condição do historiador é fazer com que as pessoas se lembrem de coisas que são desagradáveis para aqueles que estão por cima da sociedade.


O que vamos propor aqui é um exercício de memória. Pegamos os discursos, indicações e requerimentos feitos pelos nossos representantes ao longo do ano de 2009 com o objetivo de divulgar as promessas feitas pelos nossos políticos. Privilegiamos a divulgação dos atos, a interpretação deles já seria um trabalho historiográfico que, no momento, não nos é possível escrever.

Começaremos com o nosso vereador Salvador de Souza (Dodô)

FDV melhora na avaliação do MEC

"A supervisão dos cursos de direito teve início em 2007. Os cursos que tiveram resultados insatisfatórios nos processos de avaliação do Ministério tiveram prazo para sanear suas deficiências e melhorar a qualidade do ensino. Agora, após mais de um ano de prazo, 14 processos de supervisão estão sendo encerrados com as medidas punitivas cabíveis a cada um", explicou a secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci.

O balanço da supervisão prevê o arquivamento dos processos relativos a cinco faculdades: Faculdades Integradas Tapajós de Santarém (PA), Centro Universitário do Maranhão de São Luís (MA), Centro de Ensino Superior de Valença (RJ), Universidade Ribeirão Preto de Guarujá (SP) e Universidade Santo Amaro de São Paulo (SP). De acordo com o parecer da comissão de especialistas, as instituições adotaram as medidas previstas nos termos assinados. Elas terão, assim, de manter a redução inicial de vagas determinada no início da verificação.

A supervisão das faculdades de Direito, que registra 75 cursos com termos de saneamento de deficiências assinados, já representou a redução de 21.160 vagas, o que equivale a 47% das 45.178 inicialmente oferecidas.

Com informações do MEC

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

A polícia de Nashville, no estado americano do Tennessee, está à caça do Bom Velhinho. Um homem vestido de Papai Noel assaltou uma agência do banco SunTrust na manhã de terça-feira (22).

As imagens foram captadas pelo sistema de segurança do banco. (Foto: Metropolitan Nashville Police Department/AP Photo)


O assaltante apontou uma pistola para a funcionária do caixa, exigindo dinheiro. O valor roubado não foi informado pela polícia. Após o roubo, Papai Noel escapou. Sem trenó ou renas, mas em um carro de tamanho médio e cor cinza.

Fonte: G1


Está aí a prova de que o sistema capitalista não é sustentável. Até o seu maior símbolo está tendo que ir "às compras"!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Justiça" desocupa 4 casas no bairro da Varginha, (15/12/09 - fotos)





Fotos e Matéria retiradas da página da Radio Cultura AM de Valença/RJ


CLIQUE AQUI!!!


Para quem não viu as fotos da "desocupação" das 4 casas "invadidas" por famílias sem-teto do movimento popular Gisele Lima.

Belas fotos tiradas pelo Reporter Cultura. Até a Comandante do 10º Batalhão da PM/RJ, tenente-coronel Kátia apareceu por lá. Isso é muito bom, para que as autoridades possam ver como é trágica a realidade do nosso povo e que segurança pública por aqui, infelizmente, não é só café-da manhã com o conselho e bate-papo na rádio oficial.

Minhas sinceras condolências a estes moradores que parece que estão na rua (alguns se arrumaram com a solidariedade de vizinhos, outros engrossão as fileiras do MST e aparecerão como terroristas pro "bocó" do Willian Bonner, em horário nobre.)


2009, mais uma "viagem redonda".

A feição de 2009 ficará gravada no calendário da história pelas tintas fortes da crise. O cataclismo que abala as estruturas da ordem mundial atravessou o ano espalhando o seu ímpeto destrutivo pelos quatro cantos do planeta. Aqui no Brasil, apesar da superfície pantanosa dos acontecimentos políticos, o ano foi de reboliço geral no fundo das estruturas.
No bojo da crise mundial - e determinado pelos fluxos que dela procedem - o capitalismo brasileiro, principalmente no seu vértice dominante, viveu em 2009 uma verdadeira metamorfose. As megafusões, incorporações, aquisições de empresas configuram um processo ainda em curso de alteração profunda dos mecanismos onde repousa o poder real em nossa sociedade. Estamos vivendo mais um rearranjo no interior das elites dominantes, onde os chamados "pontos fortes" se tornaram ainda mais fortes, na lógica tradicional da restauração oligárquica.

Apenas a título de ilustração ligeira, vale citar alguns exemplos entre tantos. O processo de concentração do capital financeiro, onde cinco grandes bancos já dominam 80% do mercado, foi acelerado ainda mais pela estranhíssima fusão do Itaú com o Unibanco. Na telefonia privatizada, a fusão da Oi com a Brasil Telecom foi um parto cesariano que alterou as relações de poder neste setor já oligopolizado. Na petroquímica, a Braskem, do Grupo Odebrecht, cresceu rapidamente com a incorporação de grupos menores e o beneplácito da Petrobrás, cada vez mais operando na lógica do mix público-privado. A formação da Brasil Foods, resultante da fusão da Sadia com a arqui-rival Perdigão, muda o formato do controle sobre o mercado de alimentos industrializados. Ainda na área da alimentação, a aquisição da Seara pelo grupo Marfrig e a fusão dos grupos Bertin e JBS-Friboi são elos da mesma cadeia de mudanças de elevado impacto sobre o funcionamento do mercado interno e as exportações. No setor do papel e celulose, a fusão entre a Votorantim e a Aracruz cumpre a mesma trajetória e destino.

Há um nexo que articula os elos desta corrente de acontecimentos e, ao mesmo tempo, define mudanças substanciais na dinâmica de funcionamento do capitalismo brasileiro. Em todos e cada um dos eventos brutais de concentração de poder, nos nomeados no parágrafo acima e nos demais não listados, há o dedo do governo e a utilização dos mais poderosos aparatos do Estado na facilitação da operação rearranjo do poder oligárquico. Mudanças, às vezes na calada, da legislação infraconstitucional de controle antitruste, vista grossa das instituições encarregadas de tal controle, interferência na composição das agencias reguladores, manipulação dos fundos de pensão e financiamento direto do BNDES, entre outros, são alguns dos mecanismos utilizados no processo. Sem falar na interferência direta do presidente em pessoa, pragmático do poder e vocacionado para tratativas do gênero.

Alias, não é por acaso que uma figura como Delfin Neto, sempre alerta na defesa dos interesses estratégicos do conservadorismo, tenha dito que o Lula, no ano de 2009, "salvou o capitalismo brasileiro". E, como reiterou o sociólogo Werneck Vianna, o presidente hoje lidera uma "comunidade fraterna sob comando grão-burguês". Depois da farra neoliberal, o febril ativismo dos potentados (agronegócio, casta financeira, barões da privatização, grandes empreiteiras e oligarquias políticas) prepara o terreno para emergência de mais um surto, agora, do "neodesenvolvimentismo".

"A viagem redonda" é o título do último capítulo do livro de Raymundo Faoro, Os Donos do Poder, onde se afirma que, no Brasil, "o poder - a soberania nominalmente popular - tem donos que não emanam da nação, da sociedade, da plebe ignara e pobre. O chefe não é um delegado, mas um gestor de negócios, gestor de negócio e não mandatário". Nada mais atual. O invólucro político do lulismo florescente restaura o domínio oligárquico e o padrão prussiano da política como emanação do Estado. A euforia no coral dos contentes indica a emergência de mais um "choque de capitalismo", em tudo semelhante aos surtos anteriores: autoritário, excludente, conservador.

Léo Lince é sociólogo e mestre em ciência polític

Retirado do Blog do PSOL de Juiz de Fora/MG

Cirurgia salva vida de jovem baleado

Rio - Aos 50 anos, a professora aposentada Ofélia Kopke vai fazer neste Natal “a melhor rabanada” da sua vida. Mãe do estudante da PUC Rodrigo Kopke da Silva Almeida, baleado na cabeça há 18 dias, ela não esconde a alegria com a recuperação do filho, que chegou ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, com 90% de risco de morte.

O valenciado Rodrigo Kopke se recupera bem depois de passar por uma complicada cirurgia

Texto: Pâmela Oliveira (O Dia) - Veja a íntegra AQUI
Foto: Paulo Alvadia/Agência O Dia




O jovem, ferido ao reagir a assalto quando saía da faculdade, recebeu alta do Centro de Tratamento Intensivo quinta-feira, e a expectativa é que possa passar o Natal fora do hospital. A experiência dos médicos no atendimento a baleados e a opção por uma cirurgia que fora do País é indicada como último recurso mudou a história da família. O cineasta Fábio Barreto, 52, que sofreu acidente de carro sábado, também foi operado no Miguel Couto com a mesma técnica, na madrugada de  domingo. Ele permanece internado em estado grave
no Hospital Copa D’Or.

“A recuperação do Rodrigo foi surpreendente. A indicação clássica seria a limpeza do orifício de entrada do projétil e a sua retirada. Mas a equipe optou por fazer também a descompressão do hemisfério direito do cérebro, que foi atravessado pela bala. Nos antecipamos ao problema porque sabíamos que o cérebro teria um grande edema e que a pressão intracraniana aumentaria muito”, conta o chefe do serviço de Neurocirurgia do Miguel Couto, Ruy Monteiro. “Segundo a literatura mundial, casos como o do Rodrigo têm mortalidade de 90%”, ressalta.

O neurocirurgião explica que com a cirurgia, em que a parte direita do crânio foi retirada, o inchaço do cérebro decorrente do tiro teria para onde se expandir sem comprimir a região do tronco cerebral, responsável por funções vitais, como os batimentos cardíacos e a respiração. “A recuperação dele foi fantástica. É muito gratificante esse resultado, ver a felicidade da família”, comemora o neurocirurgião Diogo Freitas, um dos três médicos que participaram da cirurgia do jovem.

PRIMEIRO CONSELHO: REZAR
A mãe de Rodrigo lembra que quando chegou ao Miguel Couto, na noite do dia 4, ouviu dos médicos que deveria rezar pelo filho. “Disseram que o caso dele era muito grave e que eu devia rezar. Rezei muito. Acho que Deus segurou na mão dos médicos e meu filho foi salvo. O presente que ganhei não se vende em loja alguma e não tem dinheiro que pague. Ganhei meu filho único de volta”, conta a mãe.

Quinta-feira, o sofrimento de Ofélia foi interrompido por Rodrigo. “Ele saiu do CTI, tirou o respirador artificial e a primeira coisa que falou foi: ‘mãe’. Depois de tudo isso eu não poderia ter presente maior. Não tive cabeça para comprar nada, mas vou fazer rabanadas para ele no Natal. Ele adora rabanada. Vai ser um Natal muito feliz.”

O estudante, que não lembra nada do que ocorreu no dia em que foi baleado, na Gávea, já fez outros pedidos: além das rabanadas, quer brigadeiro. E espera ansioso a hora de voltar para casa. “A casa da gente é a casa da gente. Minha mãe não gosta de cozinhar, mas quero comer a comida dela. Não tenho dúvidas de que ela vai fazer a melhor rabanada do mundo”, afirma Rodrigo, que soube após sair do CTI que seu time, o Botafogo, escapou do rebaixamento.

Luiz Carlos Carvalho, padrinho do estudante de Relações Internacionais, conta que após a cirurgia um dos médicos disse tinha uma opção. “Ele disse que podia ‘arriscar ou arriscar’. E deu certo. O médico contou que Rodrigo estava milagrosamente bem”. Luiz revelou que Rodrigo recebeu visita de uma pessoa especial: a senhora que o viu caído e chamou os bombeiros. “Temos que agradecer a muita gente”, conclui Luiz.

Mãe e filho se falavam na hora do assalto
Rodrigo falava no celular com a mãe quando foi abordado pelo assaltante. “Ele saiu da faculdade e disse que tentaria pegar o ônibus das 20h30 para Valença (cidade do Interior do Rio de onde é a família). De repente, notei que ele ficou nervoso e desligou o celular”, conta Ofélia. Horas depois, ela soube que ele tinha sido baleado e estava no hospital. “Não tive coragem de perguntar onde tinha sido o tiro. Só soube quando cheguei ao Rio. O atendimento que ele vem recebendo mudou tudo o que eu pensava sobre o serviço público”, elogia.

O estudante será operado para a colocação da parte direita do crânio em até 30 dias. “Gostaria que ele fosse atendido pela mesma equipe”, pede Ofélia.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Nossos vereadores são políticos?


[Vereador Naldo] Disse que apesar de ter a impunidade parlamentar da Tribuna, jamais falou alguma coisa que fosse mentira, que sempre foi verdadeiro em suas palavras. Solicitou que isso ficasse registrado em ata.[1]

Poucas coisas são unanimidades: uma delas é o desgosto com a política. Dizem por aí que não tem jeito: a política define do salário do professor à qualidade do serviço de água numa cidade. Falam até que aqueles que não gostam de política são governados por aqueles que gostam.

Interessante notar que em Valença acontece uma situação curiosa: nossos vereadores não gostam da política. Só assim é possível a fala vereador Carlinhos de Osório: “Criticou o Sr. Valney, coordenador de transporte da saúde, pois tem que atender bem a população e não fazer política”[2]. Eu fico tentando entender como um político pode criticar uma pessoa por fazer política. Pode-se imaginar qual seria a concepção de política do nosso vereador. Observamos também que o vereador ZAN exprime seu entendimento sobre política: “O Vereador Luiz Antonio (Zan) encerra dizendo que se o Presidente do DCE está inadimplente é porque precisa e não tem bolsa, porque na FAA tem bolsa para quem tem conchavo com a política[3]”.

O que podemos esperar de políticos que não gostam da política?A nossa condição de eleitores nos leva a procurar uma distinção entre política e politicagem. A política como o campo em que resolvemos os conflitos de interesses e onde, atenção vereadores, o interesse público é superior, embora não antagônico, ao interesse privado.

Um exemplo hipotético para examinarmos nosso conceito: numa cidade qualquer uma empresa de ônibus proíbe a passagem de estudantes para chamar atenção sobre o não pagamento das passagens pela prefeitura. Como um sujeito político agiria? Não é estranho pensar que se uma criança não tem o meio de transporte para se chegar à escola, o direito de estudar ficou vulnerabilizado. Não existem contra argumentos que justifiquem/legitimem a proibição sobre os alunos. O interesse da empresa é menor frente ao direito da educação. Infelizmente, o sujeito politiqueiro não só ficaria do lado da empresa, mas tentaria convencer aos outros que está também do lado dos estudantes. Diria quantos anos tem a empresa, quantos funcionários ela emprega e tudo o mais o que a imaginação permitir. Só não faria a pergunta fundamental: “A qualidade do serviço da empresa imaginária é bom?”. O politiqueiro não pode falar isso porque todos sabem que ele não anda de ônibus graças ao belo salário que nós damos a eles e porque não pode negar o óbvio. Há também o temor de trazer para si a insatisfação com o dono da empresa. Assim ele sempre tenta parecer ser superior ao conflito de interesses.

O que devemos entender que a politicagem não são pessoas. São práticas políticas. Não é apenas suficiente combater os politiqueiros temos que entender e lutar contra as práticas da politicagem. Quem sabe assim elegeremos pessoas que nos possam servir de referência através de citações que demonstrem o espírito público de nossos representantes. Chegará o dia?!



[1] Ata da Câmara Municipal de Valença. Data: 06/04/2009. Página 3. Veja Aqui

[2] Ata da Câmara Municipal de Valença. Data: 08/06/2009. Página 5. Veja Aqui

[3] Ata da Câmara Municipal de Valença. Data 02/09/2009. Página 7. Veja Aqui

sábado, 19 de dezembro de 2009

YES, WE CRÉU!!






Antes tarde do que nunca...

Saudações rubro-negras, especialmente à turma do chororô que já se manifestou por aqui.

É hexacampeão p*&$%¨&orra!!!

Eleições 2010 - Análise Livre.

Dois fatos: pesquisa nova e "renúncia" de Aécio (PSDB)




Saiu mais uma pesquisa pra presidente na mídia nacional. Mas o caro eleitor não deve ter inocência: ela não quer dizer nada, pois, além de pesquisa ser um retrato do momento, os institutos, a começar pelo Ibope, estão sobre sérias suspeição nos últimos tempos. Assim como aqui na cidade-feudo, as pesquisas nacionais também são todas "encomendadas". Quem não lembra de um ex-prefeito de Valença que costumava soltar pesquisas em papeluxos apócrifos com dados surreais? Aí veio a eleição e ele créu. Lá na superestrutura do executivo também é assim.

Hoje, segundo as pesquisas, o presidente eleito seria o Serra, mas, duvido que o PSDB convença as massas com esse discurso e essa cara de vampiro. Tive um professor meu na faculdade, emérito cientista político de nome Rubem Barboza, que dizia, na brincadeira, que "o Brasil nunca vai eleger um presidente careca" e olha que o prof. rubinho era filiado ao PSDB! Concordo com ele, não na forma, mas no conteúdo. Os tucanos não exalam nenhuma confiança, pelo contrário, flatulam odores no mínimo mal cheirosos, haja vista que são aliados de primeira hora dos DEMos de Arruda e dos mensaleiros de Brasília.

Outro fato novo é a "renúncia" (que de renúncia não tem nada) da candidatura Aécio Neves a presidente. Nunca vi alguem divulgar uma carta de renúncia que contem um plano de governo! Aécio, como bom mineiro, sabe que "politica é igual nuvem, vc olha ela tá de um jeito, vc olha de novo tá de outro." Pensando assim, resolveu encurralar Serra, na tentativa de fritá-lo perante a opinião pública, pra ver se a candidatura caí no colo dele.
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Mas, para o conservadorismo ortodoxo de tucanos e demos ganhar essa parada, vai ser muito difícil. Não tenho dúvida que o PT nestes 8 anos de governo montou a maior máquina empresarial-corporativa da história política brasileira, só estão fora dessa barca as empresas de mídia; e com a assunsão de Lula, o Magnífico, ao trono do imaginário popular, é bem provavél que ele eleja qualquer "poste" pra presidente do Brasil. Provável, mas não certo, pois a ungida pelo imperador apresenta sérias dificuldades carismáticas.
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Depois da eleição de Obama nos EUA, o PT e aliados vão usar e abusar do politicamente correto, e já até contrataram o marqueteiro do Obama pra campanha. Mas, quem falou pra eles que o Brasil é um país politicamento correto? A Dilma vai até ganhar, mas justo por ser uma mulher emancipada vai ser uma "mala" pesada pro Lula carregar neste Brasil arcaico e patriarcal que, infelizmente, ainda somos.
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Não duvido muito se um desses mauricinhos qualquer - do campo aliado de Lula (Oi Ciro!) ou até mesmo do conservadorismo engomado (Oi Aécio!) for candidato, eles não endureçam a parada. A Marina Silva não conta, é tipo o Botafogo: todo mundo tem como segundo time, mas não ganha de ninguém!
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A única coisa que eu sinto é que, com a finitude iminente de grande parte, ou da totalidade - dos recursos naturais, as contradições e batalhas pela sobrevivência e conforto vão se ampliar e o abismo estamental da sociedade vai ficar cada vez mais profundo. Espero estar equivocado, mas ao assistir no Congresso Nacional PT e PCdoB votarem junto com a bancada ruralista pela permissão do aumento da exploração das florestas por empresas internacionais, e ainda ver o debate interditado sobre o aumento dos índices de produtividade do latifúndio brasileiro, eu, que gostaria de estar enganado neste sentimento, não consigo acreditar no contrário. Lamentável!@@@@@


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Jogo beneficente

No dia 19 de dezembro, às 11 horas, acontecerá no campo do Monte D’Ouro Futebol Clube um jogo em benefício da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Valença (Hospital Geral José Fonseca).

O evento contará com as presenças dos jogadores Mádson (do Santos), Jonilson (do Atlético Mineiro), Claudemir e Gerson (do América), Pará do Botafogo, Dougas Silva (ex-Flamengo) e Beto (ex-Botafogo e Flamengo).

O ingresso será a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão entregues à Santa Casa da Misericórdia de Valença. Durante o jogo haverá sorteio de bonés e camisas.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ocupação Gisele Lima: a omissão continua

Há mais de três anos a situação das pessoas que estão nas casas populares da Varginha estão com suas vidas indefinidas. O poder público pouco fez. Das 100 casas, 200 foram sorteados, 100 para os terrenos e 100 para das casas (os sorteios se deram nos governos de Luis Antônio e Fernando Graça). Um outro grupo, que não tinha onde morar e não necessariamente havia sido "sorteado" para receber as casas, resolveu se mobilizar e ocuparam o espaço que não estava sendo utilizado. Essa ocupação serviu para o poder público reiniciar as obras. Obras terminadas, os interessados (alguns proprietários de casa foram sorteados) começaram um processo de reintegração de posse, para "exigirem" seus direitos.

Ontem, dia 15 de dezembro, quatro casas foram "reintegradas". As pessoas que estavam neles foram simplesmente retiradas e não têm onde morar. A coordenadora da Ocupação Gisele Lima Luciana Miranda, nos enviou ontem o email abaixo, como forma de desabafo pelas injustiças que tem presenciado. Abaixo o email na íntegra:

É de deixar todo mundo indignado com o posicionamento da prefeitura de valença. Hoje, dia 15 de dezembro, está acontecendo a reintegração de 4 dasas na varginha.

E a prefeitura não se manifestou no sentido de ajudar as familias que a partir de hoje não têm onde morar. Contam somente (e felizmente) com a solidariedade de amigos e companheiros da ocupação Gisele Lima. Segundo informações que obtivemos dos responsaveis em executar a reintegração de posse, a prefeitura, na figura da secretária de Assistência Social Clara Pentagna, "não tem nada a ver com isso" disse a secretária.

Ora, como não! Estamos falando de Valencianos. Mais do que munícipes, essas familias são composta por seres humanos que deveriam ser tratados como tal. Mas parece que tanto para a secretária quanto para o prefeito essas familias são apenas estorvos. São a pedra no sapato deles, pois teimam em questionar e denunciar o pouco caso com os trabalhadores valencianos.

Com certeza esse episódio deprimemte de hoje estará em alguns meios de comunicação do munícipio nas páginas policiais. E mais uma vez o povo levará a fama de que são "violentos e baderneiros", pois a polícia esteve presente!!!!

Sei que pouco adianta escrever, mas mesmo assim escrevo como um desabafo sobre o pouco caso dos nossos governantes em relação ao povo que trabalha, que sustentam entre muitas coisas seus pomposos salários e seus privilégios enquanto representates do povo (ou pelos menos era isso que deveriam ser!).

Não sou contra as pessoas e familias que serão colocadas nas casas. É um direito deles. O que deve ser questionado é a falta de compromisso dos sucessivos governos da cidade com os Sem-teto de valença.


Queremos saber:
Qual o planejamento para construção de casa populares?
Quanto de recurso (dinheiro) será investido para contrução de casas?
Qual será fonte que finaciará a construção de casas?
A prefeitura tem o levantamento e ou cadastro das familias a serem beneficiadas com a construção de casas?
A prefeitura tem esse projeto, ele está pelo menos no papel? Se existe esse plano, apresente-o para a população!

O POVO QUER SABER!!!
NÃO SOMOS APENAS MASSA DE MANOBRAS ELEITORAIS!!!!
É IMPOSSÍVEL TERMOS PAZ QUANDO NÃO SE TEM PÃO, MORADIA, SAÚDE E EDUCAÇÃO!!!

Mais uma vez devo manisfestar meu repúdio à omissão da prefeitura e também questionar o posicionamento ideológico do judiciário quando se trata de mover ações contra qualquer tipo de organização dos trabalhadores. Sem falar na falta de sensibilidade dos magistrados em retirar à força as familias que lá estavam e por não se preocuparem para onde elas irão a partir de agora, já que foram expulsas!

É apenas um desabafo de alguem que está cansada de ver essa triste história se repetir!!!!

Luciana Miranda

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

[Começou a Confecom] - Tocando pandeiro pra maluco sambar?!

Teve início ontem a 1ª Conferencia Nacional de Comunicação, em Brasília/DF, convocada pelo governo Lula e um clamor antigo dos movimentos sociais que ainda acreditam ser Possível vivermos num Novo Mundo de justiça social e igualdade de direitos (será?)

Acontece que, em tempos de tirania da informação e do dinheiro, estes movimentos mal sobrevivem nas grandes cidades e algumas capitais do país. No resto do Brasil, em milhares de municípios-feudos como o nosso, é muito dificil levantar bandeiras progressistas ou até racionalmente humanísticas sem ser tachado de comunista(anticristo*), veado* ou maconheiro*. Não necessariamente nessa ordem.



A ditadura da "midiatrix" impõe a asfixia e impede que Alternativas livres surjam na Cultura Local e coloca para Valença a Questão que não quer calar: não estamos nós, colonizados, "batendo pandeiro pra maluco sambar"? Ou seja, será que estamos referendando por meio de fóruns oficiais controlados as políticas civilizatórias que deveriam nascer livremente do ventre de um povo e nas entranhas do humanismo universal? Em Valença, só nos últimos meses tivemos dois exemplos distintos desta dificil e vigiada"obstetrícia social": As Conferências de Cultura e Cidades.

Aos mais entusiasmados e otimistas, peço fraternalmente que respondam a pergunta com novos fatos, argumentos, exemplos e histórias vencedoras de nossa recente evolução social e pública. Aos anônimos e paus-mandados de plantão, eu peço também fraternalmente uma oração e um Feliz Natal e 2010 de Muita Luz!!!

PS: Não espere ver melhores informações sobre esta importante Conferência Nacional no Jornal da Globo, muito menos na Veja, no Jornal da Band ou da Record. Além de terem abandonado a preparação do evento, estas empresas avaliam que o debate na Confecom está muito "ideologizado". Ideologizado com um pensamento diferente dos seus, que não querem abrir mão de suas privadas concessões públicas e exorbitante lucro financeiro.

*** é óbvio que este vocabulário é um gracejo pra amenizar uma tragédia, pois a realidade concreta dos maiores lutadores pela mudança no mundo é o pau, a cadeia ou a "paz" dos cemitérios! Vide Jesus, Chê, Martin Luther, Antônio Conselheiro e etc. Um claro flagrante de assédio moral e preconceito. Lamentável!!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Teatro no Cine Glória - Hoje!

Nesta segunda-feira, dia 14 de dezembro, às 18:30h, no CineGlória, apresentação da peça "Meninas.com".

Uma comédia adolescente sobre um final de semana em Valença.
Entrada: R$5,00

Direção: Tato Teixeira

domingo, 13 de dezembro de 2009

O Homem e o Fenômeno Religioso



Me lembrei do primeiro período da faculdade...



http://www.malvados.com.br/escoladavida/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Brasília, 9 de Dezembro de 2009

Coronel Comandante da PM do Distrito Federal (de cabelos brancos!)
decide revidar como "homem" à provocação de estudante:

Violência Policial no ato Fora Arruda from Raul Cardoso on Vimeo.


Tomou uma rodo-banda em que quase quebrou a dentadura!


Enquanto isso, na cueca do mensaleiro...

E haja Habeas Corpus...

Durante a reunião desta quinta [10/12] a CPI aprovou um convite ao conselheiro Marco Antônio de Alencar para prestar informações à comissão sobre os contratos firmados entre a Escola de Contas do TCE e algumas instituições durante a presidência do conselheiro José Gomes Graciosa, quando Alencar era vice-presidente do tribunal e responsável pela escola. “Ele não está entre os conselheiros investigados pela Polícia Federal e pela CPI e acredito que ele possa vir, sem problemas, apenas esclarecer alguns contratos”, explicou Cidinha.

A decisão pelo convite foi tomada após o depoimento do ex-secretário de Planejamento e ainda funcionário do tribunal Horácio de Almeida Amaral. Ele contou que a maioria dos convênios feitos com fundações que, para a CPI, têm valores e razões questionáveis, foi firmada através da escola. Amaral disse que como secretário era responsável pela Coordenação de Orçamento e de Controle e Qualidade e pelo Núcleo de Estudos Socioeconômicos.

De acordo com a CPI, os filhos de Amaral, Ricardo Montello Amaral e Roberta Montello Amaral, e a sua nora, Graziele Amaral, que também trabalham no TCE com Graciosa, receberam, durante os últimos dez anos, cerca de R$ 1,5 milhão da verba de R$ 48 mil mensais de direito de cada gabinete. Amaral compareceu à CPI com um advogado e com um habeas corpus para não precisar depor, mas preferiu colaborar com a comissão, prestando informações em uma reunião fechada. Metade do depoimento de Amaral ocorreu em sessão secreta, apenas com a presença dos membros da CPI, assessores e o advogado. Segundo a deputada Cidinha Campos, ele deu informações importantes, mas que serão mantidas em sigilo.

Outra pessoa relevante para as investigações da comissão foi recebida na reunião desta quinta e também contou com um habeas corpus para manter-se calada: Rosinete Policarpo da Costa, que é casada com José Antônio Sanches de Azevedo. Segundo a comissão, Rosinete e seu marido são sócios em algumas empresas e aparecem em diversas transações de imóveis com o conselheiro Graciosa. A deputada Cidinha Campos perguntou à funcionária do TCE como entrou numa sociedade com o marido em duas empresas que custaram R$ 2 milhões cada, mas a depoente negou-se a responder. Ela apenas disse que era requisitada da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) e que, atualmente, recebia cerca de R$ 10 mil.

Segundo informações da comissão, ela recebia R$ 22 mil e passou a receber R$ 4,5 mil na gestão de Nolasco. No entanto, Rosinete foi devolvida à Emusa e, no mês seguinte, voltou ao TCE, recebendo mais de R$ 10 mil. “Se eu fosse o juiz que concedeu o habeas corpus a esta pessoa, ficaria envergonhado. Como a Justiça protege uma farsa ao invés de colaborar com a verdade? A Justiça cala a nossa boca quando dá esta concessão a uma pessoa que está envolvida até a medula com o conselheiro Graciosa”, criticou a parlamentar. “Depois o povo fica desacreditado e não é à toa. A gente faz nosso trabalho e, no final, a Justiça não colabora", desabafou a pedetista.

Retirado do sítio da Alerj

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

[Rotina] Polícia bate em estudante no DF, enquanto políticos continuam soltos com a cueca cheia de dinheiro!





Leia a matéria completa clicando AQUI

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Crack chega ao Sul Fluminense deixando rastro de dependência

RIO - A Polícia Federal identificou durante investigação que o crack já está deixando um rastro de dependência na região Sul Fluminense. Há quatro meses os federais identificaram e prenderam 52 pessoas envolvidas com o tráfico em cidades como Resende, Volta Redonda e Barra Mansa, com ramificações na Baixada Flumininse e no Rio. Na semana passada mais duas prisões foram realizadas e na manhã desta terça-feira, operação conjunta das delegacias federais de Volta Redonda e Angra dos Reis, chegaram a mais uma prisão.

O traficante - cujo nome não foi divulgado - atuava em Angra dos Reis, teve a prisão decretada pela Justiça Federal e fugiu para Barra Mansa. Os bandidos de lá estão recebendo droga de São Paulo, distribuindo para os municípios de Volta Redonda e Resende, além de abastecerem também os municípios da Baixada Fluminense.

- Infelizmente o crack chegou ao Sul Fluminense e já deixa um rastro de dependentes. Muito por conta da Rodovia Presidente Dutra, usada como rota por traficantes de São Paulo e do Rio - afirmou o delegado federal Breno Adami Zandonadi, da Delegacia de Volta Redonda.

A região do Sul Fluminense é uma das seis do Rio de Janeiro, fazendo fronteira com os estados de São Paulo e Minas Gerais. Na região vivem cerca de um milhão de habitantes, segundo o IBGE. São componentes dessa região os seguintes municípios: Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Itatiaia, Parati, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende, Rio Claro, Rio das Flores, Valença e Volta Redonda.

Fonte: sítio do jornal O Globo

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

choque de ordem


Charge de Amarildo

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mais uma do Gueminho!

drops chupados

UE FOI, ACABOU O HUMOR?
  • Estão caindo de pau no Robin Williams porque ele disse que o Brasil ganhou as Olimpíadas de 2016 por ter levado 50 stripers e meio quilo de pó. Gente, foi uma piada, ou tem que botar legenda?

    Todo mundo sabe que a comitiva do Brasil estava cheia de drogas: Lula, Sérgio Cabral, Paulo Coelho e cia.

    Depois, quem insiste em vender a imagem do Brasil com mulher pelada? Somos nós mesmos. Aqui é um dos paraísos sexuais do turismo.

    E a Globo ainda cometeu a grosseria de "lembrar" que Robin Williams já esteve internado em clínica para desintoxicação. Isso sim é um comentário de mau gosto.

    Veja mais.

Tira Gosto*

* Retirado do Blog do Gueminho, de Juiz de Fora/MG

furia

Não sei se as dificuldades financeiras da Prefeitura [de JF - PSDB] acabaram, mas não entendo porque o serviço de manutenção de capina, canteiros e buracos está tão precário. A prefeitura mandou muita gente embora? O quadro de funcionários não é mais o mesmo? Ou a chefia ainda não pegou ritmo?

A lei é igual para todos, mas isso não inclui os bancos. Eles são uma instituição inatingível. Criam suas próprias leis e não há poder que os faça descer do cume.

Qualquer carro que pare na avenida é multado, mas os carros fortes dos bancos estacionam o tempo que quiserem, na hora que quiserem, tumultuando a vida de toda uma cidade.

Lei municipal obriga que o atendimento não possa demorar mais que 15 minutos, mas você espera uma hora na fila e ninguém defende seu direito.

O Itaú do [Edifício] Stella Central não tem caixa preferencial. Alguns outros têm um único caixa que demora mais que o atendimento comum. E os pobres idosos e deficientes e grávidas que se fodam. E nenhuma fiscalização vê isso.

Enquanto milhares de pessoas perdem seu tempo em filas, vários postos de atendimento estão vazios. E eu continuo sem respostas para três perguntas:

1. Por que os bancos - com o lucro absurdo que têm - não contratam mais funcionários, atendendo melhor o público e oferecendo mais empregos?

2. Por que os bancários - quando fazem graves - não incluem em sua pauta de reivindicações, melhor atendimento ao consumidor?

3. Por que os bancos não abrem das 9 às 18h, horário comum ao comércio?

Pior que tudo isso só o atendimento das operadoras de telefonia.

Ontem comecei meu calvário para resolver um problema.

Falei com - não é força de expressão - 12 atendentes até que percebi que estava num círculo viciado. Consegui três respostas diferentes para a questão.

Por fim, resolvi confiar num que me disse: "Você tem que ir à loja, porque só lá resolvem isso".

Fui à loja e fiquei meia hora - não é força de expressão - assistindo constrangido o embaraço da atendente em tentar encontrar no sistema a solução.

Desisti e fui a outra loja e obtive a seguinte resposta: "Esse problema só pode ser resolvido por telefone".

"Mas", disse eu "o atendente me disse que era só na loja!"

"Ele estava com preguiça de te atender", concluiu.

À noite, tentei falar novamente pelo tele-atendimento, mas a ligação sempre caía quando era transferida para "um de nossos atendentes".

A única que me ouviu foi aquela que fala assim: "não entendi".

"- Não chuta mais no gol!"

Taí, pros flamenguistas que estavam pedindo postagem sobre o Hexa, um vídeo pra exercitamos a leitura labial. 25 min. do segundo tempo, substituição no time do Grêmio, 2 x1 pro Fra e chegam "instruções" do banco de reserva gaúcho: (sem som)



Bem que eu notei que o Grêmio chegava na intermediária e tocava a bola pra trás.... Enfim, isto é o poder do Flamengo, Atlético Mineiro que o diga...




Transparência e Democracia...

Desde o dia 4 de Agosto de 2009 que a P.M.V. não publica em seu ´saite´ oficial (www.valenca.rj.gov.br) os Boletins do Município.


Falta de atualização não é, pois toda semana, no mesmo espaço, tem notícias novas e propaganda das ações da prefeitura e secretárias.


Ou seja, há mais de 4 meses que é negligenciada a informação pública em Valença num dos meios mais baratos e democráticos de comunicação: a Internet.
Lamentável!!!!!!!

Ps: Já na Câmara de Vereadores a coisa é diferente, a última ata de sessão é de 25/11/09. Parabéns é o cacete, não fazem mais do que obrigação :p :P :P

domingo, 6 de dezembro de 2009

Concidade - Reunião Ordinária 8/12

CIRCULAR 12/2009 - ConCidade Valença - RJ

Prezados Conselheiros e Interessados,

O Conselho Municipal da Cidade - Valença - RJ convida para a próxima Assembleia Ordinária que ocorrerá na terça-feira, dia 08/12, com início às 19 horas no auditório da Santa Casa de Misericórdia de Valença, quando trataremos do Relatório da 4ª Conferência Municipal da Cidade - Valença - RJ, da revisão da legislação do ConCidade-Valença-RJ, aporvação da Ata 11/2009 e decidiremos sobre as próximas ações e eleições.

Seguem anexos:
- Projeto de lei do ConCidade-Valença-RJ
- Sugestões do Procurador Municipal para lei, em mensagem eletrônica enviada pelo vereador Felipe Farias;
- Mensagem recebida de Reforma Urbana Sul-Fluminense
- Ata ConCidade 2009-11

Aproveitamos para informar:

- 06/12 - Reforma Urbana Sul-Fluminense - Oficina Planos Diretores Participativos (anexo) - contato: reformaurbanasulflu@gamail.com

- 07/12 - 10 horas - no auditório da 10º BPM (tel. 24-24454222) o Maj. PM. Wellington Antonio de Oliveira convida todos os proprietários de Sítios e/ou Fazendas, principalmente os de áreas críticas em que já ocorreram roubos e furtos, para uma palestra e reunião visando soluções conjuntas para a incidência de tais delitos;

- 09/12 - Dia Internacional de Combate à Corrupção

- 11/12 -18 horas - Assembleia Ondinária do Conselho de Defesa do Meio Ambiente na Casa Léa Pentagna

- 15/12 - 19 horas - reunião do ConGeral-Valença-RJ no auditório da Santa Casa de Misericórdia de Valença.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A César o que é de César

José Arbex Jr. - Caros Amigos

Quando comecei a ler o já famoso texto de César Benjamin: “Os filhos do Brasil”, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em 27 de novembro, fiquei orgulhoso de ser da esquerda. E mais ainda: de ter compartilhado com o autor do texto alguns momentos emocionantes de nossa luta comum, como o final da marcha do MST para Brasília, em 1997, quando me encontrei pessoalmente com ele, pela primeira vez. Os parágrafos iniciais do texto são primorosos. Muito bem escritos, compõem uma narrativa densa, sedutora, que vai criando no leitor uma vontade de querer saber mais sobre uma história que nunca foi contada direito: a história da ditadura militar, dos porões, das torturas, das prisões, dos seres humanos condenados à ignomínia. Benjamin soube retratar com grande humanidade os seus companheiros temporários de cela. Resgatou-lhes a história, a identidade, a face profundamente humana.

Mas aí, veio a facada, o golpe inesperado, a decepção, a tristeza profunda. Benjamin relatou, no mesmo texto, uma conversa supostamente mantida com Luís Inácio Lula da Silva, em São Paulo, em 1994, durante a campanha à Presidência do Brasil. Lula teria “confessado”, então, entre amigos, que, na prisão, tentou seduzir, sem sucesso, um militante de uma organização de esquerda. Benjamin faz uma comparação entre o assédio descrito por Lula e o temor que ele mesmo, Benjamin, sentiu, quando preso, de ser “currado” por outros detentos.

Não entendi nada. Li de novo, reli, tentei buscar alguma ironia oculta, algo que justificasse, no plano do próprio texto, o absolutamente injustificável paralelo entre estupradores que pululam nas prisões brasileiras – em geral, seres humanos reduzidos a condições quase completamente animalescas pelo próprio sistema carcerário, e/ou por uma vida anterior mergulhada na mais profunda miséria econômica, ideológica e afetiva – e Lula, que não estuprou ninguém, mas que, supostamente, comentou ter sentido o desejo de manter relações sexuais com um companheiro de cela que não cedeu aos seus desejos. Não quis acreditar que alguém dotado com os recursos intelectuais de Benjamin, adquiridos ao longo de sua longa história de luta pela liberdade e pela dignidade humana, pudesse cair em um pântano tão sórdido e profundo. Mas não encontrei nada no texto de Benjamin que permitisse uma interpretação positiva. Ou melhor: encontrei “o” nada: o vazio absoluto; vazio de sentido, o vazio da total falta de perspectivas, o vazio de um rancor desmedido.

(Antes de prosseguir, esclareço logo: não sou e nunca fui “lulista”; não sou mais, já fui petista; não simpatizo com a maioria das medidas de governo adotadas por Lula, e por isso sou totalmente favorável à crítica de esquerda ao seu governo. Mais precisamente, creio que Lula pode e deve ser criticado por aquilo que fez, mas acho muito estranho ele ser atacado por aquilo que NÃO praticou.)

Vamos agora considerar, por um segundo, que Lula realmente fez o que supostamente disse ter feito. Isto é, que em dado momento tentou seduzir – seduzir, note bem, não estuprar -- o colega de cela. E daí? O que se pode concluir disso? Qual seria, nesse caso, o crime de Lula? O exercício, o desejo da homossexualidade? Estaremos, então, diante de um texto homofóbico?

Ainda segundo o próprio Benjamin, como já observado, Lula teria comentado o caso numa roda de amigos. Estamos, então, diante de um gravíssimo precedente, aberto pelo próprio Benjamin. De hoje em diante, todos teremos que suspeitar dos nossos amigos, teremos que nos policiar para que nossas palavras não sejam, eventualmente, atiradas contra nós por algum “traíra”, algum “dedo duro”, algum “cagueta”, algum Judas, algum oportunista que resolva tirar proveito de uma situação de cumplicidade. Revivemos, então, a era da delação (Premiada? Que o prêmio, no caso, teria sido pago a Benjamin?), a era da intriga, da fofoca, da futrica, da artimanha, da safadeza. Que vergonha! (Isso tudo me faz lembrar a famosa oração de Marco Antônio, no brilhante texto de Shakespeare: “Poderoso César, terás então descido a tão baixo nível?”).

Benjamin utilizou a imprensa dos patrões para atacar um expoente do movimento de esquerda do Brasil. Claro, claro, claro: sempre se pode alegar que Lula não é de esquerda, como ele mesmo já disse e como eu, pessoalmente, avalio. Mas há um abismo entre considerações de caráter individual, feitas por indivíduos privados e isolados, ou mesmo por grupos e seitas, e a realidade política concreta, historicamente determinada pela luta de classes. No contexto brasileiro, em que as alternativas concretas ao governo Lula (e à sua imagem refratada Dilma Rousseff) são figuras sinistras como as de José Serra e Aécio Neves, Lula surge como um expoente à esquerda do espectro político, com algumas conseqüências importantes para a luta de classes na América Latina: por exemplo, a condução exemplar do governo brasileiro no caso de Honduras (embora feiamente chamuscada pelo desastre no Haiti), a recusa em avalizar o acordo das bases militares estadunidenses com a Colômbia e a denúncia permanente do bloqueio de Cuba. Para não mencionar o fato de que a figura de Lula, malgré lui même, inspira movimentos de resistência ao capital em todo o mundo. Disso não se conclui, automaticamente, que a esquerda deva, necessariamente, apoiar o governo Lula, ou mesmo apostar na eleição de Dilma. Ao contrário, deve aproveitar as contradições, os paradoxos e as ambigüidades para fortalecer o seu próprio campo. Mas Benjamin preferiu fortalecer as correntes representadas pelo jornal dos campos Elíseos.

Não por acaso, a Folha de S. Paulo cedeu o espaço todo pedido por Benjamin. Cederia mais, se necessário fosse. Benjamin conhece a teoria marxista e sabe, com Gramsci, que a mídia dos patrões é o verdadeiro organizador coletivo, é o grande partido do capital. Triste é o fato de ele ter arregaçado as mangas para trabalhar por tal partido. E pior: Benjamin sabe que o falso paralelo que tentou traçar entre os predadores das prisões da ditadura e o prisioneiro Lula seria muito mais verdadeiro se, no lugar de Lula, ele colocasse os donos dos jornais para os quais hoje escreve.

Todo o encanto produzido pelos primeiros parágrafos do texto de César Benjamin foi transformado em fel a partir do momento em que se instaurou a delação, o oportunismo, o absurdo. Lula não estuprou o seu companheiro de cela, mas Benjamin violentou, com alto grau de sadomasoquismo, a própria consciência e uma história repleta de glórias. Requiescate in pace.

Fonte: sítio da Agência Carta Maior

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Acham que somos otários? [2]

Esclarecimentos referente à nota da PMV sobre a ilegalidade do ConCidade-Valença-RJ e da 4ª Conferência Municipal da Cidade de Valença-RJ, publicada no Jornal Local de 03/12/2009, pág. 05 (ao final).

À Assessora de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Valença-RJ
Patrícia de Aquino Rocha

Prezada,

A assessoria de comunicação de uma Prefeitura visa estabelecer um bom relacionamento entre a administração, os meios de comunicação e a sociedade, fornecendo informações precisas sobre as atividades produtivas, iniciativas sociais e políticas, adotando um posicionamento ético e transparente.

Para esclarecer, o que também já foi publicado:

- Consta do texto da Portaria 670/2008, a destituição, a partir de 30 de dezembro de 2008, de “todos os membros designados para constituir COMISSÕES, COMITÊS, CONSELHOS, CREDENCIAMENTOS E OUTROS, em todos os setores da Prefeitura Municipal de Valença”, sem que tenha sido feita qualquer menção acerca dos membros dos Conselhos Municipais, cuja natureza é de órgãos auxiliares do Poder Executivo, com regimento interno próprio. Referida portaria, portanto, apenas destituiu as comissões, comitês, conselhos e credenciamentos dos setores internos da Prefeitura Municipal, procedimento este comum no fim do mandato ou por conveniência e oportunidade do Ente Público.

- A convocação da Conferência no Município de Valença atendeu à Resolução Normativa nº 10 do Conselho Nacional das Cidades publicada no DOU de 03/08/09 seção 01 nº 146 pág. 78, Art. 40 “§ 2º Caso o Executivo não a convoque até o prazo estabelecido, o legislativo ou entidades representativas em nível municipal ou regional de, no mínimo, quatro dos segmentos, conforme estabelecidos no art. 17, poderão fazê-la, no prazo do dia 1º ao dia 31 de outubro de 2009, divulgando-a pelo meio de comunicação local”. Foi resolvida por presentes na Assembleia Ordinária do mês de outubro do ConCidade-Valença-RJ, representantes: do Poder Judiciário; Associação de Moradores do Cruzeiro; Associação dos Moradores de Parapeúna; Associação dos Moradores e Amigos de Pentagna; Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia-RJ; Associação de Engenheiros e Arquitetos de Valença; Associação de Produtores Orgânicos de Valença; SalveaSerra Grupo de Proteção Ambiental da Serra da Concórdia; Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação-RJ, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Valença; Partido Comunista Brasileiro e Associação dos Amigos da Biblioteca D. Pedro II. Aderiram à preparação: Associação de Defesa Ambiental Coropós, Rotary Club de Valença, Parque Estadual da Serra da Concórdia e Movimento Rede FluMineira.

Atenciosamente,
Ana Vaz
Presidente do ConCidade-Valença-RJ

Nota da Prefeitura publicada no Jornal Local de hoje:

Acham que somos otários?

Vêm falar de diálogo com os profissionais após obrigá-los a trabalhar aos sábados até o Natal, sendo que já trabalharam no início do ano? Mudaram quantas vezes o calendário escolar pra tentar mascarar este erro da SME?!

Com a palavra os profe