domingo, 23 de dezembro de 2007

Virada Multicultural de Valença

Dias 28, 29, 30 e 31 de dezembro/2007 - Shows gratuitos

Dia 28 (sexta-feira): Rock, Clube das Laranjeiras, às 22:00 horas

Dia 29 (sábado): Samba de Mesa, Praça da Bandeira (Grade), a partir das 15:00 horas e Música Popular Brasileira, na Rua Padre Luna com Rua dos Mineiros, às 21:00 horas

Dia 30 (domingo): Forró e Calango, no Mercado Municipal, às 10:00 horas

Dia 31( segunda-feira): Hip-Hop, Clube Laranjeiras, a partir das 17:00 horas e show da Virada Multicultural com a Banda da Virada, no centro, a partir das 22:30 horas, com sensacional queima de fogos.

Realização: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Casas populares e reforma do teatro

Do sítio da Prefeitura Municipal de Valença: www.valenca.rj.gov.br/noticias.htm

Convênio entre Prefeitura e Caixa Econômica Federal para a construção de 35 casas populares no Loteamento Vadinho Fonseca e convênio entre Governo Federal e Prefeitura para a reforma do Teatro Municipal Rosinha de Valença, ambas em fase de licitação.

A primeira obra deverá ter início no mês de janeiro de 2008, com término previsto para cerca de sete meses. “A Caixa disponibilizará R$585 mil e a contrapartida da Prefeitura será de R$498 mil”, disse Walter Tavares, lembrando que as casas, já com beneficiários, terão quarto, sala, cozinha e banheiro, além de espaço para ampliação.

E, a segunda melhoria para o município, contará com participação da União, no valor de R$300 mil e contrapartida da Prefeitura de R$60 mil. O teatro também terá a obra iniciada em janeiro de 2008, com prazo de conclusão de cinco meses. Este importante espaço cultural ganhará reforma geral na iluminação, acústica, telhado e etc.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Ação popular contra a concessão da água em Valença

Sexta–feira, dia sete de dezembro, representantes da sociedade civil organizada entraram com uma ação popular que pretende anular o processo de licitação para concessão da gestão do sistema de água e esgoto em Valença.

As autoras da ação, Clara Pentagna, Marilda Vivas (ambas do Movimento Por Amor à Valença) e Maria Lucia de Mendonça (Presidente do Conselho da Cidade, o ConCidade), resolveram recorrer ao judiciário após terem falhado todas as tentativas de aumento da participação popular na definição da política de saneamento em nossa cidade.

Elas apontam uma série de irregularidades no processo administrativo que corre na prefeitura para a concessão, sendo até mesmo a definição desse modelo, sem a realização prévia de audiências públicas previstas no Plano Diretor Participativo de Valença, uma ameaça ao futuro da água para a população de Valença.

A questão da água tem gerado muita polêmica ao longo de todo este ano e parece que a solução ainda está distante. Após o vencimento do contrato de permissão com a Companhia da Água em janeiro, foi assinado um contrato de emergência com a sociedade Águas de Valença, que deveria valer por 90 dias. Porém, este já foi renovado uma vez por mais 90 dias e outra vez por 180 dias, num total de 360 dias, tempo longo pra perdurar uma situação de emergência. Situação esta que foi criada pela própria prefeitura, que devia ter se planejado mesmo antes de vencer o contrato com a Companhia da Água, no início do ano.

Para contornar essa situação, foi criada uma comissão especial de licitação que deveria conduzir o processo para a escolha da empresa apta a assumir a gestão do sistema de águas e esgotos no município, através do sistema de concessão.

Segundo as autoras da ação, que acompanham de perto o processo de concessão, a condução que o governo Fábio Vieira dá ao tema é desastrosa. Em primeiro lugar, elas apontam o Plano Diretor Participativo de Valença, que foi elaborado com amplo apoio popular, como o marco definidor da política para gestão hídrica no Município. Esta lei foi violada pela 2324/07, aprovada no inicio do ano e que autoriza ao prefeito realizar a concessão. Segundo elas, quem escolhe o modelo de gestão é o povo, através de audiências públicas, como definido na lei do Plano Diretor.

No entanto, a atual fase do processo licitatório viola a própria lei 2324. Esta condiciona a concessão à definição prévia pela Câmara de Vereadores da tarifa a ser aplicada à concessão, o que não foi feito. Esta definição da tarifa pela Câmara teria como base um estudo técnico e financeiro, sem o qual seria impossível se conhecer a situação em que se encontra a distribuição de água e o esgotamento sanitário no município. Nem mesmo este estudo foi realizado.

As autoras acusam ainda o prefeito e toda a comissão especial de licitação de agir de forma autoritária e antidemocrática ao longo de todo o processo de concessão. Elas apontam como exemplos dessa conduta a realização de audiências públicas com a finalidade de “apresentar” o modelo de gestão e a produção de um “plano diretor de saneamento” sem a devida base técnica e econômico-financeira para viabilizar um conhecimento sólido da realidade que se apresentará pra gestão hídrica, seja por uma concessionária, seja diretamente. Para elas, esses atos tinham objetivo de dar aparência de legalidade ao processo, que se desenrola sem observar a opinião da população e os requisitos determinados pela lei.

O processo de licitação está em curso. Os interessados em contratar com a prefeitura a gestão da água já adquiriram cópias do edital e a abertura dos envelopes com as propostas está marcada para o dia três de janeiro de 2008. O vencedor terá o prazo de 30 anos para explorar o setor de distribuição de água e esgoto em todo o município.

A água, fundamental para a vida, preocupa toda a humanidade pela sua escassez certa em um futuro próximo. Em Valença, esse recurso tem seu controle definido sem a participação popular direta ou indiretamente, e com o desrespeito à lei.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Os brancos são mais iguais

O lema fundamental da dominação capitalista e imperialista continua sendo “Civilização ou barbárie”. Civilização para os dominantes e barbárie para todos os outros. Civilização para os brancos, ocidentais, protestantes ou católicos, europeus ocidentais ou estadunidenses. Mas é a cor da pele a bandeira da sua superioridade.

Não por acaso, Hollywood, a maior fábrica de racismo do mundo, promove a criminalização das outras “raças”, sejam índios dos EUA, os africanos, árabes, japoneses, chineses, coreanos, mexicanos ou qualquer outra variante dos não-brancos. O único filme produzido nos EUA contra a potência que promoveu a maior “limpeza étnica” da história da humanidade, a Alemanha, foi realizado por um não-estadunidense, Charles Chaplin, com “O grande ditador”. O clima contra ele ficou tão insuportável que precisou sair às pressas dos EUA, antes mesmo do lançamento do filme.

Hollywood narrou a história do massacre das populações indígenas nos EUA como uma saga da “civilização” resgatando palmo a palmo o território dominado por “peles vermelhas” “traiçoeiros”. Indômitos cowboys, chamados de “mocinhos”, enfrentando os “bandidos” das populações originárias.Recorrentemente, renascem as teorias e as afirmações racistas sobre a suposta inferioridade intelectual dos negros. Bem antes das declarações do prêmio Nobel sobre o tema, surgiu a “teoria dos sinos”, que repetia a mesma ladainha de sempre. Os negros teriam características que os tornam excelentes para as atividades atléticas. Chega-se ao requinte de elaborar mapas da origem dos africanos, pois certas regiões estariam mais adaptadas para a produção de atletas para corridas de longas distâncias, pela resistência, enquanto, outras, produzem os de curta distância, pela rapidez. Este reconhecimento do desempenho atlético é uma espécie de “compensação” à inferioridade intelectual que se lhes quer impor. Um autor que vive recomendando as melhores leituras para todo o mundo, não hesitou em perguntar onde estaria o Shakespeare africano. Um modo de dizer que só está disposto a rever sua tese sobre a inferioridade intelectual e cultural dos africanos quando estes forem capazes de apresentar conquistas intelectuais similares às européias.

A colonização e a escravidão, que parecem fenômenos passageiros, que não deixaram marcas na trajetória nem dos que se enriqueceram, nem dos que se empobreceram com elas, nunca aparecem nos seus preciosos “cálculos” . Colonização e escravidão foram formas de recrutar uma raça inferior para trabalhar para a raça superior, em nome do “progresso” e do “desenvolvimento”. Colonização e escravidão transformam-se em categorias atemporais, que beneficiaram a “humanidade”, a “civilização”, apropriada pelos brancos ocidentais cristãos.Esses raciocínios pseudo-científicos procuram desqualificar as outras etnias e combater algumas conquistas políticas, como é o caso especialmente das cotas. Afinal, de que adianta promover os negros, já que sua inferioridade é genética!

Quando esta concepção ganhou a Califórnia, o resultado foi arrasador para os negros, pois os brancos e os de origem asiática se repartiram entre si as vagas das universidades e os negros foram praticamente excluídos. É uma manobra intelectual para justificar a imposição da hegemonia das idéias dominantes na sociedade mercantilizada dos EUA: os pobres – entre eles os negros - não são produzidos pela estrutura econômica e social capitalista, eles são os “perdedores” de um jogo onde tiveram as mesmas oportunidades que os outros, mas foram vencidos no concurso meritocrático da excelência, da produtividade, do custo-benefício.

Todos são iguais, mas os brancos são os mais iguais, os mais “civilizados”, os mais inteligentes – e mais ricos, mais poderosos, mais beligerantes, os mais agressivos, os mais discriminadores, os mais exploradores.

Emir Sader - Blog do Emir - www.agenciacartamaior.com.br

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Crise no Instituto de Educação

Carta enviada ao SEPE/RJ pelo professor de história Alexandre Fonseca:





Caros companheiros (as):

Venho, por meio deste, informá-los sobre a crise administrativa por que passa o Instituto de Educação Deputado Luiz Pinto, um dos maiores e mais tradicionais educandários da rede pública estadual de Valença, onde atuo como docente, crise esta que se aproxima de um desfecho indesejado e preocupante para todos que acreditam numa educação pública politica e socialmente libertadora.

O IEDLP, em seus mais de quarenta anos de existência, tem uma longa folha de serviços prestados à educação valenciana e fluminense, porém nos últimos anos passa por sérias dificuldades. Parte delas está relacionada a uma crise de paradigmas educacionais: nossa escola notabilizou-se no passado recente por oferecer um ensino de qualidade reconhecido por todos na comunidade, porém combinado a modelos de gestão autoritária e rigidamente disciplinadora e a um certo elitismo social, o que, de certa forma, era concernente ao contexto político da época. Entretanto, as mudanças por que passaram a sociedade nos últimos anos, puseram em cheque este paradigma: de um lado, o aprofundamento das práticas democráticas na sociedade repercutiram no interior da escola, de outro lado o acesso das crianças oriundas das classes populares e da periferia trouxe novas realidades com os quais tivemos dificuldade de lidar. O IEDLP, em parte nostálgico dos velhos tempos, em parte desejoso de se adaptar aos novos, ficou perdido entre o passado e o futuro.

A esta questão, de ordem genérica, deve-se somar outras de natureza diversa: gestões problemáticas, deficiências estruturais e, sobretudo, interferências políticas indevidas no cotidiano escolar. Em 2007, a crise aproximou-se do caos, quando a escola sofreu o processo de municipalização das suas séries iniciais (educação infantil e primeira série do ensino fundamental) e esteve ameaçada de perder o seu histórico prédio anexo.

Graças a uma inédita mobilização de toda a comunidade escolar, da qual participaram este sindicato, professores, alunos e pais, conseguimos obter um acordo com a SEE-RJ e com o governo municipal de Valença, que nos garantiu a manutenção do prédio e a lotação das professoras que, até então, atuavam nas turmas municipalizadas. A partir de então, segundo orientação que nos foi dada pela SEE-RJ, na pessoa da Professora Ana Lopes, um grupo de professores passou a elaborar um projeto de reestruturação pedagógica do IEDLP com a intenção de transformá-lo numa escola pública de referência no Estado do Rio de Janeiro.

Enquanto a crise administrativa se agravava e gerava descontentamento de todos na comunidade escolar, mas também dava margens a manipulações políticas da parte de pessoas interessadas apenas em se apoderar da direção a todo custo, víamos, no projeto que elaborávamos, uma saída verdadeiramente renovadora para o IEDLP, saída esta que, no nosso entender, passava necessariamente por um processo de democratização da escolha e do exercício da gestão em nossa escola. Em outras palavras, o sucesso do projeto do NOVO IEDLP está diretamente e necessariamente vinculado a uma praxis de gestão democrática da escola.

Por este motivo, foi grande a nossa decepção, quando, exatamente no dia em que fizemos a entrega do projeto a SEE-RJ, fomos surpreendidos com a notícia de que a atual direção da escola fora destituída e uma outra equipe já havia sido indicada para o posto. É certo que direção ora destituída fora antes empossada por indicação política em seu primeiro mandato, embora tenha recebido o respaldo da comunidade escolar, quando dois anos depois o governo do estado promoveu uma eleição para diretores através da constituição de uma lista tríplice mediante consulta à comunidade. Também é certo, que em parte, já era do entendimento de grande parte da comunidade escolar do IEDLP que, após cinco anos, é chegada a hora de mudanças.
Porém, nossa expectativa era de que todo o processo de mudança fosse conduzido de baixo para cima, pela própria comunidade escolar. Porque desejávamos que, no decorrer deste processo, pudéssemos não apenas escolher os novos diretores, mas também e sobretudo discutir os problemas da escola e suas possíveis soluções. Enfim pudéssemos refletir sobre QUAL ESCOLA QUEREMOS.

Infelizmente, esta nossa expectativa se vê mais uma vez frustrada pela forma impositiva e antidemocrática como se está procedendo a troca de direções. Pouco interessa quais são os nomes indicados para a direção da escola. Não convém, por razões éticas, julgar de antemão sua capacidade administrativa, embora, por se sujeitarem a este tipo de conchavos políticos, seja de se esperar que não estejam devidamente comprometidos com uma educação democrática e socialmente libertadora. Mas isto não vem ao caso.

Desejo apenas alertar que, neste caso, os fins dificilmente justificarão os meios, isto é, a simples destituição da atual direção e a nomeação de outra, por acordos feitos nos bastidores da (má) política, sem que a comunidade escolar seja consultada, não contribuirá em nada para solucionar a crise do Instituto e, ao contrário, poderá agravá-la, posto que a insatisfação, o desânimo e até a revolta de professores, alunos, pais e responsáveis tendem a aumentar.

Não escrevo aqui, como porta-voz outorgado pela comunidade do IEDLP. Não tenho esta pretensão. Mas, após quase dez anos exercendo docência naquela escola, desenvolvi uma relação multilateral de respeito e afetividade com colegas, pais e principalmente alunos. Com isso, creio que, modestamente, aprendi a sentir as aspirações e desejos coletivos daquele microuniverso que é o IEDLP. E por isso, posso garantir, boa margem de probabilidade, que uma direção indicada de cima para baixo não é que queremos.
Acredito que a democracia ainda é o melhor remédio para as crises. Por isso, peço a atenção do SEPE, que em outros momentos, como o citado acima, já atuou em parceria com a comunidade escolar do IEDLP para pressionar a SEE-RJ para que nos seja dada, de imediato, desde já, a oportunidade de escolhermos democraticamente os nossos próximos gestores e, no bojo da escolha, a possibilidade de debatermos um projeto de escola de qualidade.

Grato por vossa atenção e certo de vossa compreensão,

Agradeço antecipadamente,

Prof. Alexandre Fonseca
matrícula 829237-7

domingo, 16 de dezembro de 2007

Inscrições abertas para curso de Capacitação de Acesso à Terra Urbanizada: Regularização Fundiária e Implementação de Planos Diretores

O Ministério das Cidades, em parceria com a Secretaria de Educação a Distância (SEaD) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realizará o curso de capacitação de Acesso à terra urbanizada: regularização fundiária e implementação de planos diretores, na modalidade à distância. Com duração de três meses e carga horária de 120 horas, o curso, totalmente gratuito, atenderá a 1.000 (um mil) alunos em todo território nacional.

O conteúdo programático do curso - dividido em 12 (doze) aulas – aborda, dentre outros aspectos, a contextualização do processo de urbanização brasileira, os instrumentos do Estatuto da Cidade utilizados para garantir o acesso à terra e os conceitos e a legislação aplicável da regularização fundiária plena.

O início do curso está programado para o mês de março de 2008. As informações serão divulgadas pelas redes da Secretaria Nacional de Programas Urbanos, pelo sítio internet do Ministério das Cidades e no endereço abaixo. Faça já a sua inscrição:
http://www.sead.ufsc.br/institucional/cursoterra.html ou vá direto para o formulário:
http://inscricoes.sead.ufsc.br/cidades/

Mais informações:
planodiretor@cidades.gov.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

VQ 26








Esta é a capa do VQ 26, já em circulação pela cidade. Quem quiser em formato PDF, é só enviar um email solicitando para valencaemquestao@yahoo.com.br






A CPMF já elvis!!!

Governo é derrotado na votação da CPMF. Bem feito, quem mandou andar com Renan Calheiros e cia limitada.




Mas porreta mesmo seria se os nobres senadores agora derrubassem a DRU (estou assistindo TV Senado em plena madruga - esta vida de lobo solitário é soda!)

É ali que tá a sacanagem maior, a DRU é um dispositivo que permite o governo gastar 1/5 do dinheiro nacional naquilo que bem entender. E o Lula gasta, assim como o FHC, pagando Superavit Primário (nome que o FMI achou pra tungar nossa riqueza - uma dívida ilegal, construída em cima de acordos podres que vem do passado e continuam no atual cenário neocolonial, que chamamos inocentemente de "globalização").



Mas o Heraclitão do DEMO já encaminhou que é a favor. Resultado: hunf, num falei: 50 a 18 pela continuação da maldita.

Só o Arthur Virgílio (PSDB) - por oportunismo - e o José Nery (PSOL) - por coerência - encaminharam pelo fim da DRU (Desvinculação das Receitas da União).

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Syngenta fora do Brasil

KENO VIVE!
Na manhã de ontem (10/12), 500 trabalhadores rurais da Via Campesina e do MST ocuparam
fábrica da empresa transnacional Syngenta Seeds, no município de Paulínia, próximo a Campinas, interior de São Paulo, deixando paralisada as operações da unidade de produção de agrotóxicos. O protesto faz parte da campanha "Syngenta Fora do Brasil", lançada por conta do assassinato de Valmir Mota de Oliveira, o Keno, por uma milícia armada, a mando da Syngenta, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná, em 21 de outubro.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A vingança do baiano


Em 1994, fiz com Miss Lilly, a pedido da agência DPZ, o livro São Paulo de Bar em Bar. Visitamos uma centena - um deles, o bar Ca­bral, nos elegantes Jardins. O dono, quando Miss Lilly perguntou sobre a clientela, rela­cionou alguns figurões e arrematou: "Uma coisa eu digo: baiano aqui não entra." Disse com aquele nojo que certos magnatas das classes dominantes devotam ao povo.
Mas por que me lembrei disso? Ah, sim. Em outu­bro, numa esquina paulistana, um "correria" apontou revólver para o apresentador de tevê Luciano Huck e fugiu na moto levando-lhe o Rolex que, segundo as notas que li, vale uns cinco barracas na favela. Huck escreveu na Fo­lhona artigo que causou rebuliço, ao desabafar e cobrar ações das autoridades. Muitos o apoia­ram, e muitos fizeram troça, como dizer que Huck precisou ser assaltado para descobrir a desigualdade que grassa. Na seqüência, a Folhona publicou artigo justo do escritor do Capão Redondo, o colega de hospíoio Ferréz, que resumiu: o correria levou o Rolex que vale várias casas no peda­ço em que ele mora, e Huck ficou com o bem maior, a vida - ou seja, concluiu Ferréz, todos saíram ganhando.
Mas o que tem o bar Cabral a ver com a história? O dono dele era Luciano Huck. Ima­gino então que algum baiano soube da histó­ria que narrei e veio cobrar um Rolex por "da­nos morais".
Mylton SeverianoPublicado originalmente na Revista Caros Amigos (ano XI número 128 novembro 2007, p.11)

sábado, 8 de dezembro de 2007

MST ocupa fazenda em Valença

A Fazenda São Paulo no Município de Valença foi ocupada nessa madrugada (08/12) por cem famílias organizadas pelo MST.

A fazenda tem 1.500 hectares. Na avaliação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), a área foi considerada improdutiva e se encontra na fase final de desapropriação, iniciada em 2003. Este ano o Incra obteve autorização judicial para ‘avaliar’ a fazenda e teve que utilizar da força da Polícia Federal para realizar a avaliação.

A ocupação faz parte da estratégia do MST para acelerar o processo de desapropriação da área que já se encontra no último estágio, só faltando o Poder Judiciário imitir o Incra na posse da área, o que deve acontecer nos próximos dias.

Segundo Luciana Miranda, militante do MST, a ocupação é um ato em solidariedade a D. Luiz Cáppio que se encontra a mais de onze dias em greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco e, ao mesmo tempo, um ato de protesto contra os assassinato do militante da Via Campesina Valmir Mota de Oliveira, o “Keno”, assassinado no Paraná, no mês de Outubro.

— Cada vez que eles tirarem uma vida de um companheiro ou companheira nossa, inúmeras fazendas serão ocupadas. Os trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra não se acovardarão ante a aliança entre o latifúndio e o governo federal.


Ainda segundo Luciana, a fazenda que ficou improdutiva durante muitos anos agora produzirá alimentos de qualidade.

Informações à imprensa:

Contatos:
Luciana Miranda - 2452 – 0456 / 9907 – 9606
Guilherme Gonzaga – 3322 – 4574 / 9904 – 2203

Como chegar ao acampamento:
Após o Distrito de Santa Isabel (Município de Valença) seguir em direção a Parapeúna, entrar à direita na Estrada da Fazenda São Paulo, mais ou menos 15 km após Santa Isabel.

"Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres" - Florestan Fernandes

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Eleições para rede municipal de ensino

Serão realizadas no dia 07 de dezembro, sexta-feira, as eleições para os cargos de diretor e diretor-adjunto de escolas municipais, com mais de cem alunos e que apresentaram chapa para o pleito.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, as chapas vencedoras administrarão as unidades nos anos de 2008 e 2009. A eleição acontecerá das 9:00 às 17:00 horas e das 9:00 às 20:00 horas para as unidades que trabalham com o EJA (Educação de Jovens e Adultos).

São votantes professores, funcionários, alunos do segundo segmento do Ensino Fundamental ( de 5 a 8 série) e pais ou responsáveis. De acordo ainda, com informações da Secretaria, acontecerá eleição nas seguintes escolas:

Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, Escola Municipal Maria da Glória Giffoni, Escola Municipal Fernando de Oliveira Castro, Escola Municipal Henrique de Oliveira Conceição, Escola Municipal Eduardo Leite Pinto, Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves, Escola Municipal de Osório, Escola Municipal Marieta Lopes Ielpo, Escola Municipal João Esteves, Escola Municipal Maria Medianeira, Escola Municipal Associação Balbina Fonseca, Escola Municipal Regina Coeli Amorim, Escola Municipal Maria Ielpo Capobianco, Escola Municipal Marcos Esteves, Colégio Municipal Pedro Paulo.

Fonte: Assessoria de Comunicação da PMV - www.valenca.rj.gov.br

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Isso existe no Brasil?

Fazendeiros e políticos de Juína (MT) impedem visita de ativistas do Greenpeace, da OPAN (Operação Amazônia Nativa) e de jornalistas europeus à Terra Indígena Enawene Nawe. O ocorrido foi no dia 20 de agosto deste ano, há menos de três meses. Absurdo pouco é bobagem.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Inscrições para Pólo Agrícola 2008

Estão abertas as inscrições para o colégio Pólo Agrícola. Seguem as datas, divididas por turmas:

6º e 7º anos (antigas 5ª e 6ªséries) - turmas em horário integral - até 09/12

6ª ano e 1º ano do ensino médio - até 09/12

Demais séries - de 10/12 a 21/12

Horário e local para as inscrições:
Secretaria do Pólo Agrícola de 7:30h às 17h, Chacrinha
(24) 2452-7975

domingo, 2 de dezembro de 2007

Show de suspeitas em Valença**

Câmara pede ao SBT vídeo em que cantor teria denunciado proposta de superfaturamento

Ricardo Villa Verde

Rio - Suposta declaração do cantor Leonardo no programa da Hebe Camargo, no SBT, em setembro, virou motivo de disputa política em Valença, Sul Fluminense. A Câmara de Vereadores da cidade ameaça entrar na Justiça para obter cópia do programa, no qual Leonardo teria denunciado ter recebido e recusado proposta de superfaturar show contratado pela prefeitura.

“Queremos saber se a informação é verdadeira”, disse o presidente da Câmara, Lorenço Capobianco (PPS). Segundo ele, as denúncias são de que o cantor teria dito no programa que estava negociando o show com a prefeitura por R$ 80 mil e teria recebido proposta de apresentar nota com valor maior, superfaturado.



O procurador do município, Adolpho Bezerra de Medeiros Júnior, nega a acusação, garantindo que a prefeitura nunca contratou o cantor. A assessoria de Leonardo não confirmou — mas também não negou — que ele tenha feito a declaração. Informou apenas que solicitou à produtora da Hebe cópia da fita para o cantor rever suas declarações no programa.

Em Valença o assunto virou munição para opositores do prefeito Antônio Fábio Vieira (PP). “É mais um fato de vergonha para a cidade”, critica o vereador Luis Mario Machado (sem partido).

O prefeito vem enfrentando outras denúncias de irregularidades em seu governo. Sexta-feira, oficiais de Justiça estiveram na prefeitura apreendendo documentos a pedido do Ministério Público (MP). O órgão entrou com medida cautelar pedindo busca e apreensão de processos de compras e contratações de serviços feitas pela administração municipal, para investigar suspeitas de pagamentos por notas frias.

O procurador do município, Adolpho Bezerra, nega também essas acusações. Ela disse que o prefeito abriu sindicância interna para também apurar o caso. “Se ficar comprovada participação de servidores municipais, eles serão punidos com rigor”, disse o procurador.

Empresário diz que fez notas frias

As investigações do MP começaram a partir de denúncias do empresário Alexandre Figueira, na qual ele admite ter recebido pagamentos da Prefeitura de Valença por serviços de sonorização, “através de esquema montado para burlar o processo licitatório”. Na denúncia, ele diz ter recebido por locação de ônibus, sem nunca ter prestado o serviço. O empresário também admitiu ter emitido notas frias de sua empresa para pagamentos efetuados pela Secretaria de Saúde.

O dossiê com as denúncias foi enviado também à Câmara. Quinta-feira, porém, por 4 a 3, os vereadores rejeitaram abertura de investigações sobre o caso. “Só nos resta acompanhar as investigações do MP”, lamentou o presidente da Casa, Lorenço Capobianco (PPS), que apoiava a idéia.

** Retirado do sítio do jornal O DIA em 02/12/2007: http://odia.terra.com.br/brasil/htm/show_de_suspeitas_em_valenca_138102.asp

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Visitante nº 1000

Caríssimos botafoguenses. Ah, claro: e demais.

Está chegando a hora!

O visitante nº 1000 do blogue do VQ ganhará um presente muito especial da Rede Jovem Valenciana.

Para isso, deixe um comentário com seu nome e e e-mail, para que possamos entrar em contato e entregar o prêmio.

OBS.: esta promoção é exclusiva para pessoais normais, ou seja, não-membros da Rede Jovem. Brincadeira.

Tenho absoluta certeza de que o(a) vencedor(a) será um(a) torcedor(a) deste grande time alvinegro-glorioso.

E ninguém segura o nosso blogue, assim como não conseguirão impedir os títulos em 2008 do time que está entre os 12 melhores do século!

Drogas: diga não!

Nesta semana tomei uma decisão muito importante na minha vida: resolvi abandonar as drogas. Liguei pro serviço de atendimento e cancelei a minha assinatura do jornal O Globo.






Foi uma decisão muito difícil, tenho que confessar que me habituei acordar pela manhã e ter aquele panfleto debaixo da minha porta. Mas, o que me levou a tomar tal decisão foi, além do entorpecimento diário por informações tendenciosas, o tratamento que o jornal anda dando ao processo de Reformas Constitucionais que acontece nas vizinhas Bolívia e Venezuela.

É muito escroto um país que tendo uma potencialidade imensa como o nosso ainda não tenha resolvido 10% dos seus problemas; onde os poderosos não vão presos; onde a desigualdade mata milhares de pessoas, onde a corrupção graceja; onde as diferenças são estigmatizadas; onde o leite é adulterado e onde as meninas são presas e estupradas... Mas, mais escroto ainda é querer dar palpite na vida do vizinho quando nosso quintal tá todo emporcalhado.

E é isso que a inteligentzia nacional faz: arrota indignação contra as reformas que aqueles índios lá dos Andes querem fazer nas suas vidas. E o estandarte-mor desta ignomínia é a grande imprensa brasileira – personificação histriônica da imbecibilidade nacional.

Darcy Ribeiro, na sua grande obra, nos presenteia com uma concepção de Povo Brasileiro que há muito me fascina. Fruto de uma simbiose entre o ameríndio nativo, o europeu ibérico e os africanos escravos, nossa ontologia ficou marcada por uma saudável mistura e à nossa gente estaria reservado um virtuoso e destacado papel ao romper da modernidade.

Acontece que a grande mídia, a comunicação hegemônica, está destruindo esta visão idílica que Darcy nos deixou de herança. Parece que o consumo contínuo das informações manipuladas entupiu as nossas idéias, como um THC ideológico que se aloja no cérebro e nos torna subservientes e abobados. Taí a “produção cultural” da Rede Globo que não nos deixa mentir; parece que a única “cultura” que temos, nos 8,5 milhões de km2 de Brasil é aquela que se desenrola na zona sul carioca

Deixemos a Venezuela em paz! Deixemos o índio Morales numa boa! Os caras tão tentando mudar uma história de 500 anos de dominação e opressão, com instituições viciadas e massacrantes. E, em nenhum momento a sua população está de fora do processo; pelo contrário, todas as modificações constituintes passarão por referendos e plebiscitos.

Quero ver as Organizações Globos e outros jornalões fazerem a mea culpa sobre o atraso histórico que legaram ao ethos nacional. Quero ver a mídia ir além de apontar as nossas cagadas, mas sim denunciar o motivo da nossa dor de barriga. Apontar o que tá errado é fácil, o difícil é denunciar a razão. E uma coisa eu tenho certeza: a culpa é do sistema que escolhemos! Então, se outro mundo é possível, deixe o coronel perguntar ao seu povo se é isto que eles querem, catzo! E viva Bolívar!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

TVE em Valença

Botafoguenses (aprendemos a sofrer, mas a honra e prazer de torcer por esse time supera tudo) e torcedores de timecos que chorarão por fazer feio na Libertadores em 2008.


O assunto da TVE (TV Educativa - rede pública de televisão) é um assunto recorrente nos debates da Rede Jovem. Porém, nunca corremos atrás pra valer sobre os motivos que fazem com que este excelente canal fique fora do espectro televisivo valenciano.

Gostaria muito de saber os verdadeiros motivos da TVE não mais passar em nosso município. E mais, proponho aqui fazermos uma investigação coletiva, incluindo aí todos aqueles que acessam este blogue, para produzirmos uma boa matéria para a publicação Valença em Questão e, ainda, um movimento pró-TVE em Valença.

Vou começar: pelo que ouvi, a TVE não pega mais porque o espectro está ocupado por outros canais, como Rede Vida e Canção Nova (ambos ligados à Igreja Católica Apostólica Romana). Não tenho informação concreta e, por isto, não afirmo nada. Apenas dou uma agulhada.

E vamos que vamos, porque ninguém será capaz de segurar a campanha pela TVE em Valença em 2008, assim como também será impossível conter o carrossel alvinegro e seus títulos ano que vem.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Dá-lhe Vitão!

Apesar de não ser botafoguense, o cara também é da Rede Jovem e nos representará muito bem!

O Diretório Central dos Estudantes da FAA promove, neste fim de semana, no Campus I, evento multidisciplinar em comemoração aos 40 anos da Instituição.

No dia 22, às 20h e 30min, acontece o Fórum Acadêmico de Políticas Públicas para a Juventude. No dia 23, a programação começa às 14h, com Palestra sobre Gestão em Saúde, com o Dr. Rodrigo Silva. As 19h, uma mesa redonda discutirá a “Criminalização dos redutos espaciais afro-descendentes”, com a participação do Prof. Sidney Pereira da Silva, Diretor do CESVA; de Vitor Monteiro de Castro, Jornalista do Núcleo de Comunicação do Observatório de Favelas e do Deputado Estadual Marcelo Freixo, Coordenador da ONG Justiça Global.

No sábado, dia 24, às 9h, haverá apresentação de Capoeira e mutirão de doação de sangue. À noite, o show com o cantor Leoni, no Clube Coroados, encerra o evento.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Última Flor do Fáscio

Em entrevista publicada na penúltima edição da Caros Amigos, o jornalista Paulo Henrique Amorim referiu-se à revista Veja como a "Última Flor do Fáscio". Em resposta, um leitor da Caros Amigos fez a seguinte paródia à poesia "A ùltima Flor do Lácio" de Olavo Bilac.

Última flor do Fáscio, estulta e banguela ,
que a qualquer um se entrega por dinheiro,
que se oferece lasciva ao estrangeiro,
duma mídia ruim és a pior mazela.
VEJA pela verdade nunca zela,
seus leitores empulha o tempo inteiro,
num estilo crapuloso,
bem rasteiro contra o que é certo está de sentinela.
Um tal Mainardi, que é seu colunista,
do Paulo Francis malfeita paródia,
não consegue esconder que é fascistae outros defeitos,
de uma enorme lista.
Que se o interne, num hospício, em vil custódia,
para sempre longe de nossa vista.

Pedro Ney S. Pereira, Recife – PE


Leia a seguir o original, "Última Flor do Lácio", de Olavo Bilac:

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!"
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Vestibular FAA

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo 2008 da FAA.

As vagas são para os cursos de Medicina Veterinária, Odontologia, Ciências Econômicas, Direito, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Informática.

As inscrições vão até 30 de novembro pelo site www.faa.edu.br e a prova será realizada no dia 2 de dezembro de 2007, das 9h às 13h, no Campus I da FAA.

Outra forma de ingresso é através de aproveitamento de resultados do ENEM 2005, 2006 e 2007.

O Vestibular para o curso de Medicina será no dia 8 de janeiro, pela Fundação Cesgranrio. As inscrições já estão abertas.

Outras informações pelo site www.faa.edu.br ou pelo tel (24) 2453-1888.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Salve a mulatada brasileira, Salve! Salve!

"Dia da Consciência Negra" retrata disputa pela memória histórica
Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, dessa história, que se comemora no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra". Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares, que se transformou em um grande ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade. Para o historiador Flávio Gomes, do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a escolha do 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao 13 de maio: "os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não existisse".

Para a socióloga Antonia Garcia, doutoranda do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é importante que se conquiste o "Dia Nacional da Consciência Negra" "como o dia nacional de todos os brasileiros e brasileiras que lutam por uma sociedade de fato democrática, igualitária, unindo toda a classe trabalhadora num projeto de nação que contemple a diversidade engendrada no nosso processo histórico".


E para celebrar essa data em Valença, haverá uma exposição de fotos no Pavilhão Leoni e uma palestra nesse dia 20/11/07.


http://www.comciencia.br/reportagens/negros/03.shtml

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor." Che Guevara

sábado, 17 de novembro de 2007

Nossa candidata

Carlinha, de Valença/RJ, é forte candidata a ganhar o prêmio máximo de 1 milhão de reais em barras de ouro que valem mais do que dinheiro!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Debates em Valença

Botafoguenses e outros que apenas assistirão as conquistas alvinegro-gloriosas em 2008,

O que acham da Rede Jovem Valenciana, juntamente com seus parceiros, realizar debates públicos com os candidatos à PMV e à Câmara de Vereadores?

Caso concordem, como achariam que poderia acontecer? Quantas vezes? Qual(is) o(s) local(is)?



Particularmente, acharia muito bom ver os candidatos debaterem e apresentar suas idéias e projetos, sempre com as perguntas e observações feitas pela sociedade ali representada.

OBS.: Apesar do nosso ídolo ter ido embora, ninguém irá calar o amor da imensa torcida pelo time das maiores glórias do futebol brasileiro. Saudações alvinegras e que venham os títulos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

"BONITO É QUEM FAZ BONITO, RAPÁ!"

Quem assistiu ao Programa Roda Viva, com Doutor Alegria Patch Adams, teve uma experiência magnífica, uma verdadeira aula sobre como levar uma vida alegre e correta num mundo que cada dia mais se afunda na lama e na crocodilagem. Embora a grande maioria do povo valenciano não receba o sinal da TVE/RJ – por motivos escrotos que nós estamos carecas de saber (eu mais do que vcs!) – ainda assim vale ressaltar o revigorante relato que o médico norte americano nos deu naquela noite de segunda-feira (5/11/07).

Hunter “Patch” Adams até os 40 anos foi um porra-louca sem precedentes (e o é até hoje!), que de repente resolve se internar num hospital psiquiátrico, onde descobriu que queria ser médico. Dois anos depois estava estudando na Virginia Medical University e, embora seu rendimento acadêmico fosse excelente, quase é expulso da faculdade por suas posições “pouco ortodoxas” em relação à Medicina. Tendo como princípios “Alegria, Humor, Amor, Cooperatividade e Criatividade”, ainda em sua época de faculdade iniciou um projeto para tratar os pacientes de forma mais humana, sem os preceitos de “distância profissional” instituído, sendo ele o exemplo vivo de que uma relação mais próxima com o paciente é capaz de fazer a diferença, e que o papel do médico não é simplesmente evitar a morte e sim proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente, tratando a maior das doenças: a indiferença.



Mas o que mais me atraiu na entrevista foi quando perguntado se sua aparência (ele tem mais de 70 anos, cabelo e bigodes compridos, usa um garfo pendurado numa orelha e se veste e comporta como um pinel) não assustava àqueles menos afeitos à sua heterodoxia. O Doutor Alegria respondeu: “não me julgue pela minha aparência e nem pelas minhas roupas, me visto assim justamente para chamar a atenção para aquilo que faço. Julgue-me pelo meu proceder... Bonito é aquele que faz bonito!”.

Como a proposta do VQ desse mês é debater a FAA, que tem feito feio em algumas situações (fechamento de cursos, baixa avaliação, perda de professores...), é justo que lutemos para devolver beleza e excelência ao nosso único centro universitário. É lógico que eu não estou desmerecendo o trabalho daqueles profissionais que ainda lutam para soerguer a FAA, e nem tenho a pretensão de apresentar uma panacéia, mas uma certeza eu tenho: a FAA só vai se tornar autônoma e sustentável novamente se a sociedade se sentir parte dela e parar de vê-la com indiferença e descomprometimento.

E como chegar a isto? Bom, se eu falar em “democratizar o acesso à universidade”, muita gente vai dizer “lá vem ele com o discurso caduco da esquerda – maldito comunista!” Então vou abordar a mesma coisa, mas por ótica diferente: será que a maioria da sociedade valenciana tem condições de pagar por uma faculdade a média R$ 500,00 mensais, durante quatro ou mais anos? É lógico também que a FAA não tem como resolver este problema social sozinha, mas há de se pensar, em estreita parceria com os poderes públicos, uma solução para lá, num momento em que todos os municípios vizinhos têm hoje algum centro universitário.

Poderia falar também sobre o notório problema do aparelhamento político e carreirismo que alguns cavaram na FAA; mas, daí viriam àqueles de novo falar: “- não disse, olhe a influência trotskista da IV Internacional no sectarismo deste escriba comedor de criancinha!”. Então, vou amaciar: será que se permitir à comunidade acadêmica (professores, funcionários e alunos) escolher diretamente os gestores e diretores das unidades, estes representantes não teriam mais compromisso com todos e menos com os poucos que se aproveitam daquela Instituição? O povo só vai achar a FAA “bonita” se ela fizer bonito em relação ao interesse coletivo e não ao enriquecimento e ao privilégio de alguns.



Mas, muita coisa já tem sido feita. Recentemente, os estudantes organizados reergueram a sua entidade central (DCE) e outros diretórios ainda resistem (DALUJA) ao modelo de sociedade do “pensamento único”. Os professores que lá trabalham – em sua grande maioria – também cumprem seus deveres com dignidade e não se furtam ao papel crítico que a atual situação da Fundação nos cobra.

E quanto aos dirigentes e agentes políticos? Estes deveriam ter mais coragem e propor soluções de fato eficientes. Não devemos ter medo de ousar: se a FAA dá prejuízo, que se ponha a Instituição à venda para um centro universitário de maior competência (agora eu embolei a cabeça dos meus detratores classistas, hein?) – A Universidade de Vassouras está logo ali do lado, crescendo que é uma beleza!

Mas bonito mesmo seria se iniciássemos uma campanha em toda Valença para comprarmos a FAA e entregá-la ao seu povo. Já pensaram? Uma campanha de arrecadação (já nos tiram tanto em impostos mesmo!) e depois de conseguido o dinheiro, a gente tornava a FAA uma Universidade Pública! Olha que beleza! Pois é, bonito é quem faz bonito.




* PS: Atualmente, Patch Adams toca a Fundação que criou e que já atendeu de graça mais de 15.000 pessoas sem seguro, nem recursos formais nos EUA, e hoje em dia possui uma lista de cerca de 1.000 médicos que se ofereceram a largar seus consultórios e se juntar à causa de Patch.

link para sua entrevista para a revista Veja(cusp!): http://www.copatch.com/internas/veja.html

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Manifestação de universitários contra Chávez deixam 52 feridos e 35 detidos


Estudantes foram às ruas para rejeitar a violação da autonomia universitária.


Um protesto de estudantes universitários contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, deixou 52 feridos e 35 detidos nesta segunda-feira (5) na cidade de San Cristóbal, informou o canal de notícias Globovisión.
O líder estudantil Yon Goicoechea informou por telefone que mais de 35 estudantes da Universidade de Táchira estão presos no comando local da polícia.
Em meio aos protestos contra a reforma constitucional promovida por Chávez, os estudantes foram às ruas para rejeitar a violação da autonomia universitária, após a repressão policial dentro da Universidade de Táchira.
Segundo Goicoechea, pelo menos 20 estudantes ficaram feridos com tiros de escopeta e golpes de cassetete.
O movimento estudantil confirmou hoje que fará uma passeata nesta quarta-feira até a sede do Supremo Tribunal de Justiça, em Caracas, para exigir o adiamento do referendo sobre a reforma constitucional, previsto para 2 de dezembro.

fonte: G1

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Sonho Real - GOG

Clipe "Sonho Real" do poeta GoG:


video


"A ocupação começou em maio de 2004 em uma área que estava abandonada há anos (Goiânia-GO) e rapidamente agregou cerca de 3 mil famílias. Em setembro, a justiça ordenou a reintegração de posse da área, prorrogada por motivos eleitoreiros até janeiro de 2005. Desde então:

Um Governador que prometeu e não cumpriu
A Justiça que decretou o despejo
Um Prefeito que poderia desapropriar e não o fez
A Polícia que foi lá e efetivou a ação".

ÉPOCA "manipula" imagem para tornar Chávez ameaçador.

O Blog "Faz Caber" (http://fazcaber.globolog.com.br) é especializado em analisar a editoria de arte da "grande" imprensa brasileira.






Olha o comentário do próprio editor de arte desta revista-panfleto sobre a capa de semana passada:


"Para fazer a capa desta semana foi feita uma pesquisa de imagem muito específica. O presidente da Venezuela Hugo Chávez teria que estar com cara ameaçadora. Foi muito difícil, ele tem uma cara gorda e simpática, não dá medo em ninguém. A imagem que mais chegou próximo do objetivo foi a que ele está de boina vermelha olhando para o lado esquerdo. Para deixar a imagem ainda mais forte, o nosso ilustrador Nilson Cardoso fez um trabalho de manipulação na imagem original, até chegar a este resultado final.
O que acham? Façam seus comentários

Marcos Marques - diretor de arte"

Lucro do Itaú em 9 meses supera lucro anual de qualquer banco no Brasil

da Folha Online

Segundo levantamento da consultoria Economática, o lucro do Itaú em nove meses de 2007, de R$ 6,444 bilhões, já supera o lucro anual (em 12 meses) de qualquer banco brasileiro de capital aberto nos últimos 20 anos. Os números do Itaú foram divulgados nesta terça-feira pela instituição.

O maior lucro anual pertencia ao Banco do Brasil, que em 2006 somou, de janeiro a dezembro, R$ 6,224 bilhões --valor ajustado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) até setembro de 2007.

O lucro de R$ 6,444 bilhões divulgado pelo Itaú significa um crescimento de 112,7% em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2006, de R$ 3,029 bilhões. No terceiro trimestre, o lucro do banco ficou em R$ 2,428 bilhões, uma expansão de 14,8% em relação ao segundo trimestre deste ano, quando o lucro foi de R$ 2,115 bilhões.

Até agora, os três maiores bancos que já publicaram seus números dos nove meses de 2007 (Itaú, Bradesco e Santander) já ultrapassam o lucro anual de 2006.

O Bradesco teve lucro de R$ 5,817 bilhões em 2007, ante R$ 5,205 bilhões (janeiro a dezembro de 2006 ajustado pelo IPCA). O Santander anotou R$ 1,309 bilhões nos nove meses de 2007 contra R$ 828 milhões.

O Bradesco é o segundo maior banco por ativos entre os bancos de capital aberto da América Latina e o maior entre bancos privados do continente --o Banco do Brasil atualmente se encontra na liderança geral entre as instituições no país. O Itaú, por sua vez, segundo a Economática, é o quarto maior banco de capital aberto da América Latina, atrás ainda do Santander BR/ABN Brasil.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Cadê a rapeize?

Tem um pessoal aí que ainda não mostrou a cara.... Nem vou dizer que são LARA (que criou um outro blog e num apareceu mais), Clementina (que só aceitou o convite), Letícia (idem), Luiz Fernando Júnior (idem), Breno Slade (idem) e o guerreiro estadunidense do Kansas Comanche (que é mais novo, e ainda está no prazo).

Vamos lá, quero saber quem são vocês... (para ler, selecione a mensagem)

Isso porque, se vocês não escrevem, também podem ter a leitura dificultada

Fã Clube Rebeldes

Botafoguenses e/ou fãs de RBD,

No dia 27/10 estivemos presentes no aniversário de um ano do FC RBD, que aconteceu no Roge Gut´s.

Aos membros, desejamos muitas alegrias e que continuem colaborando conosco.

Segue a foto de parte do grupo.



Só um lembrete: apesar de tudo, ninguém calará meu imenso amor pelo Botafogo de Futebol e Regatas.

Semana de Filosofia da FAA

Botafoguenses (empate com América/RN foi demais!) e outros desesperados,

Segue abaixo a programação da Semana de Filosofia da FAA, organizada pelo Faz+Daluja.

Vale a pena conferir. Um grande abraço.

05/11- Oficinas
Redação Academica- Profª Denise Correa
Piscicomotricidade"Pintura com as mãos"- Profº Carlos Alberto Bessa
Auto-estima- Prfª Marilia Reis
Aula Passeio - Produçao de Texto-Ana Maria Reis (Jornalista - Mestre em Historia)
As Relações Interpessoais no processo educativo- Prfª Aldjane Prata
Origami- Matemática I -Profº Rafael Vassalo

06/11- Oficinas
Cidades Digitais Profª Tânia
O Jogo como estrategia de ensino"- ProfºFrancisco Lacerda
Tecnicas de correção de texto - Profº Marcelo Andrade
Origami - Matematica II- Profº Rafael Vassalo
Oficina pedagogica- Profº Rogerio da Silva Djader
Disciplina e limites na educação - Profº Solonge Silva Ferreira

08/11-Oficina com os Professores Paulo Henrique Duque e Olimpia Maria dos Santos " Caminhos provocativos na leitura do texto" - Das 14:00 as 18:00hs

Programação noturna - 07/11 a 09/11/2007 - Comemoração aos 150 anos de Valença - " Valença em Imagens e palavras".

07/11- Abertura as 19:00hs - Comunidade Afro- Apresentação dos tabuleiros africanos-
Apresentação de videos de Valença
Palestra com Profº Sidney Pereira da Silva "As relações sócio parentais entre os escravos de Valença no seculo XIX".
Apresentação da Escola de Samba Mangueirinha
Apresentação de dança Afro
Degustação dos tabuleiros afro
Mesa debate com: Alcides Pereira da Silva( Mestre Cid), André Luis ( Mestre Leleco), Professora Jania ( Preta), Gustavo (Pizal), Professor Fabinho, Mestre Aylton( BUIÚ), Contra Mestre Antonio Carlos( Soró) e Mestre Carlinhos.

08/11 Abertura as 19:00hs com o Coral da Terceira Idade - Maestro Antonio Carlos
Apresentação de videos de Valença
Palestra com Profº Nelio Freire 40 anos de FAA- "Preparando o cinquentenario"
Palestra com Profº Rabib Floriano- "A influecia Sirio- Libanesa em Valença"
Palestra com Ana Maria Reis - "Lugares de memória da imigraçao Italiana em Valença".

09/11- Abertura com a Banda de Tambores da FAA AS 19:00hs
Apresentação de videos de Valença
Palestra com Profº Raimundo Cesar de Oliveira Mattos-" A importancia da docomentação histórica no processo de construção da memoria coletiva".
Encerramento: Show com a Banda Ariete.

Do dia 07/11 a 09/11- Também estará aberto ao público as seguintes exposições:
Artista Plástica Aparecida Santos - Valença- "Paisagens Urbanas"
Trabalhos de líderes do movimento Negro e da Pastoral Afro Valença
Exposição de periódicos que remetem a Historia de Valença
Livros do Profº Rogerio Djader -
35 painéis - Escarvidão em Valença no sec.XIX;
A importancia da estrutura cafeeira na formação do Municipio- Material cedido pela Secretaria de Cultura de Rio das Flores.
Bannes com imagens do municipio ilustrados com textos elaborados pleo 4º periodo de Historia- FAFIVA- FAA.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Visitante 200

O visitante número 200 ganhará uma cerveja paga por mim.

Deixe aqui o seu nome e, se for macho, pegue a mesma com o Roberto na Casa da Manteiga.

Caso seja fêmea, entre em contato e combinamos.

Saudações alvinegras e parabéns a todos pelo blogue!

Projetos 2008

Botafoguenses e torcedores que não conhecem a glória,

Em 2008 a Rede Jovem voltará com seus projetos, além da publicação Valença em Questão, deste blogue e do Orkut.

Começaremos as reuniões internas do grupo para discutirmos o calendário mínimo de ações.

Porém, já adianto um projeto a vocês: o festival popular que realizamos nos meses de julho, denominado, até hoje, de Festival de Inverno de Valença. Digo assim porque provavelmente este nome mudará.

Apesar de ainda não termos nada no papel, é muito interessante e importante a colaboração de vocês.



Proponho um início: qual o melhor período para a realização deste festival? Já há uma prévia discussão para que ocorra no mês de maio, a fim de contar com uma participação dos universitários.

Agora é com vocês. O que poderia entrar na programação? Qual(is) o(s) local(is)? Quantos dias? Como fazer com que toda sociedade se envolva neste processo?

Contamos muito com vossas participações. A partir de janeiro, apresentaremos nosso projeto mínimo à sociedade para que a discussão se espalhe pelo município.

Um grande abraço a todos e, ano que vem, Carioca, Copa do Brasil, Brasileiro e Sul-Americana terão dono: o glorioso alvinegro Botafogo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

PSOL apresenta programa mínimo para Valença/RJ

Tem início neste sábado, 3/11, às 10h, na Rua dos Mineiros, a apresentação do Programa Mínimo do Partido Socialismo e Liberdade para Valença. O partido decidiu em seu I Encontro, apresentar um programa mínimo de governo, tendo em vistas as eleições municipais de 2008. Este programa contará com diversos eixos temáticos (saúde, educação, meio ambiente, desenvolvimento econômico, etc) e servirá de base para uma proposta política alternativa para a cidade de Valença.

Nesta primeira semana, o tema apresentado será: “Administração Municipal – Valorização dos Servidores Concursados e Fim da Farra dos Cargos Comissionados”, proposta esta que versa, entre outras coisas, pela diminuição do salário do prefeito e demais cargos de confiança. O grupo de trabalho que elaborou esta proposta foi coordenado pelo doutor em Ciências Políticas e professor da UFJF, Paulo Roberto Figueira Leal, o Pabeto.

Quem quiser ler a resolução desta proposta basta clicar no seguinte link: http://img510.imageshack.us/img510/2843/psolpropostas01mo8.jpg

O secretário geral do PSOL em Valença, professor Samir Resende, lembra que o partido optou por apresentar quinzenalmente as propostas, divididas em eixos, para que haja um debate específico durante o período sobre o tema apresentado. Ele lembra ainda que nenhuma destas propostas é definitiva e que somente o debate público dará legitimidade ao programa do PSOL. “Não adianta pensar que somos donos da verdade, a construção política é um exercício coletivo. Não é só o médico que luta por uma saúde melhor, assim como não é o professor sozinho que vai definir o que é melhor na educação, estas são lutas do conjunto da sociedade”, concluiu Samir.

Na próxima quinzena, o PSOL definiu que o tema apresentado será “Educação – uma Ação para Prática da Liberdade” – e o grupo de trabalho constituído para esta tarefa será coordenado pela fração do partido que atua no Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE). As reuniões do PSOL ocorrem todos os domingos, às 10:30, na Rua Araújo Leite, 280

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Qual o tipo de Imposto você gosta? O Itaú e a Rodoviária

Com as tentativas de governo de prorrogar a CPMF mais uma vez observamos vai uma manifestação em nosso país de um movimento muito "curioso" de constetação aos impostos. Com o slogan "xô CPMF" alguns setores da sociedade brasileira, que não seja nenhum espanto o fato de eles serem os setores mais favorecidos economicamente, reclamam, com razão diga-se por sinal, da alta carga tributária que a população brasileira paga em impostos.
Contudo, percebi que há um alvo em preferência em torno dessas reclamações: o Estado. Há dois casos muito particulares que demonstram esse monopólio das criticas: o chamado "ingresso de acompanhantes" da Rodoviária Novo Rio e o saque dos caixas eletrônicos do Itaú fora das agências.
No primeiro caso, se você quiser acompanhar um familiar, um amigo, uma namorada até ao ônibus, você é obrigado a pagar a taxa de 1,50 reais para ter esse "privilégio". O mais interessante é que essa taxa é por pessoa, logo, quanto mais familiares, mais o administrador da rodoviária irá arrecadar. Perguntamos aqui: qual é a justificativa para essa cobrança? Qual é o "custo" dessas pessoas ao acompanhar a pessoa que vai viajar? Dúvidas, dúvidas.....
O segundo caso é mais rídiculo que o primeiro. O banco Itaú, que é um dos bancos com a maior taxa de cobrança para manutenção de conta corrente, "inventou" uma nova cobrança. Se você efetuar um saque nos chamados "quiosques" (caixas eletrônicos fora das agências) você será obrigado a pagar uma "taxa extra" no valor de 1, 40 reais. Isso mesmo, além de pagar mensalmente uma taxa de manutenção da conta, o banco Itaú instituiu essa "nova modalidade de imposto". Também nesse caso, qual seria a justificativa?
Nos dois casos há um consenso: eu nunca vi uma maniefstação contra esses "impostos", pelo menos não, nas chamadas "televisões abertas" (Rede Globo, Bandeirantes, SBT....). No entanto, todas elas parecem ser contra os "impostos do Estado". Interessante é a ausência dentro dos jornais dessas emissoras de qualquer menção a estas conbranças dessas prestatoras de serviço.
A pergunta que fica é a seguinte: qual é o tipo de imposto que você mais gosta? Devemos ficar atentos para não reproduzirmos discursos que escondem os privilégios de algumas empresas. Afinal, o Itaú é "feito para você". Eles se acham muito espertos....

domingo, 28 de outubro de 2007

Darcy Ribeiro

No último dia 26, Darcy Ribeiro completaria 85 anos. Darcy, que morreu de câncer aos 74 anos, em 17 de fevereiro de 1997, era antropólogo (formou-se em Ciências Sociais e fez doutorado na USP, em São Paulo, para onde mudou-se no início dos anos 40, depois de passar por Belo Horizonte e Rio), escritor e, principalmente, um educador.

Como foi relembrado essa semana devido à data de seu aniversário, escutei uma frase dele, que reproduzo abaixo:

Fracassei em tudo o que tentei na vida.
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras e não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracassos são minhas vitórias,
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.


Darcy trabalhou no Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, do Ministério da Educação. Coordenou pesquisas sobre a realidade brasileira para auxiliar os que ditavam a política educacional. No final dos anos 50, ficou obcecado com a idéia de criar a Universidade de Brasília. O sonho virou realidade em 1962, quando o próprio Darcy assumiu a reitoria da UnB. Em 1963, tomou posse no Ministério da Educação. Modernizou a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), obrigando o governo federal a gastar 12,4% de seu orçamento em educação. Quando os militares assumiram o poder, em 1964, o percentual caiu para 4%.

Também foi chefe da Casa Civil de Jango antes de se exilar. Em 1974, em Paris, soube que precisava extirpar o pulmão esquerdo tomado pelo câncer. Tinha 5% de chances de sobreviver, e sobreviveu, após receber autorização dos militares para se operar no Brasil. Só voltaria em definitivo em 1979 com a anistia, aliando-se ao PDT de Leonel Brizola - foi vice-governador do Rio e senado e idealizador dos Cieps.

sábado, 27 de outubro de 2007

A hierarquia da vida no Rio

Em tempos de "Tropa de Elite", vemos a política de segurança do Estado do Rio de Janeiro se afirmar como fascista, contra a pobreza e todos aqueles que "ameacem" a paz da zona sul.

A maneira como Estado exerce suas políticas de segurança pública corroboram a triste situação de uma "cidade partida". E isso não acontece só no Rio não! Varginha, Manoel Congo e manifestação na estrada em Barra do Piraí mostraram isso em nossa região.

Segue abaixo um texto retirado do saite do Observatório de Favelas (www.observatoriodefavelas.org.br) sobre o pronunciamento do nosso secretário de segurança pública.

Saudações alvinegras e contra a política de confrontos e criminalização da pobreza e espaços populares, Estrela Solitária.


A hierarquia da vida no Rio

A declaração do secretário de segurança pública, José Mariano Beltrame, sobre a preocupação da polícia com a migração de traficantes para as favelas da Zona Sul, revela uma hierarquização do valor da vida, segundo Raquel Willadino, coordenadora do Núcleo de Violência e Direitos Humanos do Observatório de Favelas.

“Esta frase indica o atual processo de hierarquização do valor da cidadania e da vida em função da origem social, raça, classe econômica e local de moradia”, afirmou Raquel ao comentar a entrevista do secretário.


Na entrevista, que foi ao ar pela manhã na rádio CBN e na segunda edição do jornal RJTV, nesta terça (23), José Mariano afirma que a migração para a Zona Sul é uma das estratégias dos traficantes para escapar das recentes operações da polícia nas favelas situadas na periferia da cidade. Esta situação preocupa a secretaria de segurança, uma vez que, segundo Beltrame, é mais difícil que as ações da polícia se realizem em favelas da Zona Sul.

“Buscá-los [os traficantes] na Zona Sul, no Dona Marta, no Pavão-Pavãozinho, eu [polícia] estou muito próximo da população. É difícil a polícia ali entrar. Porque um tiro em Copacabana é uma coisa, um tiro na Coréia, no Alemão, é outra. E aí?”, afirmou o secretário.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Margarida Presburger, também criticou a posição do governo, em nota divulgada hoje (23) para a imprensa: “O secretário assumiu publicamente que, para o governo, o morador de classe média da Zona Sul recebe tratamento diferente e tem direitos de cidadania que o trabalhador que mora na favela não tem, quando é obrigado a ficar no fogo cruzado dos policias com os traficantes, tem sua casa invadida por uns e por outros e não tem onde se abrigar”.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

DEU NO GLOBO (23/10/07)




Paulo Roberto Figueira Leal (o nosso Pabeto), citado na coluna do Merval Pereira, edição do jornal O Globo de terça-feira, dia 23/10/07.

"Uma pesquisa feita em 2002 com mais de 80% dos deputados federais por Paulo Roberto Figueira Leal, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ e professor da UFJF, mostra que a transferência de quadros dos movimentos sociais e sindicais para os espaços políticos institucionais ocupados pelo partido já estava delineada e em processo de crescimento antes mesmo de Lula chegar ao poder.

Segundo ele "a conquista do Planalto potencializou o processo, mas evidências anteriores já indicavam que havia um incessante crescimento do aproveitamento, pelos mandatos legislativos ou governos municipais e estaduais ocupados pelo PT, de lideranças oriundas destes movimentos".

"A informação mais elucidativa da grande importância estratégica das bases e de sua valorização na atuação cotidiana dos parlamentares petistas vem da política de contratação dos gabinetes: 61,7% afirmaram ter funcionmários contratados por indicação dos movimentos sociais ou outras organizações - em alguns casos, todos os funcionários foram escolhidos por este critério" - diz Paulo Roberto figueira.

Pergunta da pesquisa: "Em seu gabinete, a política de contratação obedeceu prioritariamente a que critério?" Respostas: indicação de bases eleitorais (movimentos sociais ou outras organizações): 36%; Indicação do partido: 17%; Indicação de tendência interna: 4,2%; Deliberação do coletivo do mandato: 2,1%; Expertise: 2,1%. Alguns deputados marcaram mais de uma opção".


LINK (só para assinantes): http://www.oglobodigital.com.br/flip/?idEdicao=7fabb7274174124d418ff8bdc15b03a1&idCaderno=&page2go=1&idMateria=4&origem=

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Nasceu Lavínia!

Gloriosos e demais,

Recebemos há pouco a feliz notícia de que ontem nasceu Lavínia, filha de Chico Lima e Luciana Miranda.

Desejamos à família toda felicidade do mundo. E, para que Lavínia seja mais feliz ainda, farei o possível para que ela opte por fazer parte da melhor torcida do mundo e do clube das maiores glórias. Os pais, infelizmente, optaram por outro caminho.

Parabéns Chico e Luciana. Bem-vinda Lavínia!

Um grande abraço de toda Rede Jovem Valenciana!

Demonstrativo de gastos da PMV

Botafoguenses e outros que não chegam perto de nossa glória,

Segue abaixo o demonstrativo de despesas realizadas pela PMV de janeiro a julho de 2007 enviado pelo vereador Marinho.


Será que tem vaga pra estagiário nessa OSCIP?

Saudações alvinegras

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Prévia do VQ 26

Botafoguenses e outros,

Segue abaixo um texto do Danilo Neves Vieira Serafim, estudante de Direito, sobre a situação da Faculdade de Direito de Valença.

Na próxima edição, além deste artigo, já contamos com um texto da Marcelle Sales, estudante de História, sobre a conjuntura em que a FAA se encontra. A entrevista provavelmente será com o responsável pela prova do exame da OAB.

Um grande abraço,

Estrela Solitária - de volta com o melhor futebol do Brasil

Onde Está o Direito?

Em Valença já tivemos uma das faculdades de Direito mais respeitadas do Rio de Janeiro. Faculdade que exportou grandes figuras, onde nomes importantes na área jurídica já lecionaram, e que já foi reconhecida como centro de excelência de formação de bacharéis em Direito.

No entanto, vivemos um momento histórico negativo da nossa vida acadêmica e da nossa Faculdade de Direito. Obtivemos resultados vergonhosos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENAD) e no exame da OAB, colocando a FDV como uma das piores faculdades relacionadas pelo Ministério da Educação.


As razões desses resultados são anos e anos de atraso e conservadorismo da direção da FAA e da FDV, pois os cargos de direção da FDV são meramente políticos, o compromisso daqueles que dirigem a faculdade é apenas com quem os indica, deixando os acadêmicos em segundo plano e a mercê da vida profissional que virão a enfrentar fora da academia.

Dentro desse quadro triste e desanimador perguntamos: Qual a solução?


Minha impressão é que a solução só pode ser criada pelos únicos e reais interessados em elevar o nome da faculdade: nós, os alunos, e a sociedade valenciana. Afinal, se dependermos da capacidade de gestão de nossos atuais “manda-chuvas“, cada vez mais estaremos próximos da destruição da FDV. E escrevo isso sem exageros.

Ainda é tempo para que o movimento estudantil se estruture em Valença e combata com muita vontade os desmandos da direção da FAA e da FDV. A verdadeira força só virá do movimento estudantil forte, estruturado pela legitimação não só dos acadêmicos, mas também pela sociedade valenciana e pelos movimentos sociais.


Cabe a nós traçarmos uma jornada de lutas para que consigamos reerguer a FDV, com a apresentação de projetos e com mobilização para construirmos atos para tentarmos resgatar aquela velha faculdade de direito que um dia nossa cidade já teve.

Acredito também que toda a sociedade valenciana tem papel protagonista em lutar por sua faculdade que outrora já deu muito orgulho e alegria para Valença.

Portanto, devemos nos comprometer única e exclusivamente com a FAA e a FDV e nos mostrarmos favoráveis a um novo modelo de faculdade, já que este está fadado ao fracasso e não atende às demandas necessárias para a vida da FDV. Não podemos mais aceitar as mudanças superficiais com que tentam nos ludibriar. Devemos sim lutar por mudanças radicais na estrutura da faculdade e de toda a FAA.

E quanto àquela pergunta do título, não sei bem a resposta, sei apenas onde ele não está.

Danilo Neves Vieira Serafim – estudante de direito e secretário de comunicação do Diretório Central dos Estudantes da FAA

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Aniversário Fã Clube RBD

O Fã Clube Eternamente RBD completa um ano no próximo sábado, 27 de outubro. A comemoração acontece no Roge Guts, a partir das 18 horas. Em email enviado para nós, as fãs convidam "todos os valencianos para esta comemoração!!!".

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Libório novo secretário de Cultura e Turismo

Duas boas notícias hoje (19/10). A edição 25 já está pronta, impressa, e amanhã pela manhã já está nos pontos de distribuição. Outra, melhor ainda, é que Libório Costa, o nosso entrevistado da edição 24 e parceiro da Rede Jovem, é o novo secretário de Cultura e Turismo de nossa cidade. Ele assume na segunda 22.

Abaixo vão trechos da entrevista da edição 24. Pra quem não leu, uma ótima oportunidade. Pra quem leu, bom relembrar o que Libório comentou.


Gestão cultural em Valença
Numa região como Valença onde a questão da memória e do acervo histórico são totalmente vazios, onde nunca existiu uma política de formação de acervo, onde não existe um museu municipal, e onde os que se dizem museus não seriam classificados assim por uma análise técnica, nota-se a falta de uma política da gestão cultural.

O poder público tem que apoiar as demandas que vêm da sociedade, mas tem que elencar as prioridades, se não vira balcão de negócios. Por outro lado, o poder público tem que ter políticas públicas de cultura! Existe, dentro da estrutura da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, um departamento de museologia e acervo (ou coisa assim) e não tem ninguém trabalhando nessa área!

Então, existe um monte de ações a serem implementadas em várias frentes pra formar os acervos da memória valenciana e não existe nenhum trabalho sendo feito, a não ser atitudes isoladas como o pessoal do Diretório Acadêmico de Filosofia da FAA em apoiar o Sr. Sebastião do Museu Ferroviário. Valença está fazendo 200 anos de freguesia, 150 anos de cidade, 165 anos de município e não se vê no horizonte nenhuma preocupação em se trabalhar a memória e identidade! É complicado! Um povo que não preserva sua história, não vive o presente e não constrói o futuro. Se você não tem uma visão crítica do passado pra construir sua identidade no presente, você não irá construir futuro nenhum!

Essa tão falada crise que Valença vive é função de falta de identidade, da falta de reconhecer e valorizar a cultura da população. Na política, predomina a visão coronelista, tratando o povo como gado, não como sujeito de transformação e de objeto da democracia substantiva. E, por outro lado, Valença com um território enorme, uma economia fraca, e uma das piores distribuições do PIB no Estado do Rio, está partida.

Valença está partida entre dois coronéis. Não existe unidade na diversidade. O povo, ao mesmo tempo que é vítima se vitimiza, e acaba criando uma situação de alimentação da sua própria desgraça, pois ele não consegue enxergar que enquanto se contentar em ser objeto da democracia formal, não irá construir sua cidadania, não conseguirá se mobilizar para transformar.

O Paulo Roberto Figueira escreveu sobre a questão da mobilização e que Valença vive uma crise e isso é unânime. Não existe perspectiva no momento: é unânime. A gente chega a conclusão que a velha mobilização é a única saída pra Valença. Mas como mobilizar? Essa é a questão.

Fórum Municipal de Cultura
Estamos vivendo uma revolução silenciosa no Brasil que é provocada pelas políticas públicas do Ministério da Cultura: a rede Cultura Viva, inclusão digital, os Pontos de Cultura. Essas iniciativas - sejam de ONG´s, mídia comunitária, o Hip Hop, a Capoeira – possibilitam as pessoas a construírem suas cidadanias através de ações solidárias. Então, acho que Valença está precisando passar por isso. Vencer essa cultura da cidade partida, da fofoca da Rua dos Mineiros.

Daí entra a questão dos Fóruns - a gestão democrática da cidade – que é um processo em que Valença está atrasada há anos! As pessoas se mobilizam para conquistarem sua cidadania, deixarem de ser objeto para serem sujeito de sua história, aprenderem a falar e serem ouvidas, e formularem políticas para a cidade.

Qualquer governo que assuma o poder tem que entender que eles estão ali para implementarem políticas nas diversas áreas que estejam em ressonância com o que a população quer! Os fóruns são pra isso. Ainda mais numa cidade como a nossa, onde existem alguns Conselhos Municipais, mas a maioria não está instalada, os fóruns servem para esta ligação entre poder público e sociedade. Exemplo seria um Fórum de Educação para aproximar escola e comunidade, ouvir se está se aproximando dos anseios da comunidade, se está atendendo as demandas daquele local.

Numa cidade onde não há equipamentos culturais, as escolas são espaços para trabalhar oficinas artísticas, oficinas de memórias, os jovens entrevistando os mais velhos, recuperar as histórias que estão espalhadas e perdidas pelas periferias, principalmente após o fim da estrada de ferro, quando a população urbana cresceu absurdamente vinda do interior do município, de Santa Rita de Jacutinda, Rio Preto etc. Toda essa cultura rural ainda com traços fortes de afro-descendentes, uma arqueologia humana a ser feita em Valença incrível! O apagamento da história do índio em Valença intencionalmente, encontrar os remanescentes dos Coroados que existem por aí. Tem muito trabalho.

Precisamos criar a cultura da unidade dentro dos seguimentos dos produtores culturais, das bandas de rock, dos mestres de Folia de Reis, do pessoal das escolas de samba, dos grupos de capoeira, artesãos, poetas, seresteiros, pessoal de teatro e por aí vai, e partir para o que une e deixar de lado o que diverge, para montarmos uma rede maior, que é o Fórum Municipal de Cultura e o Conselho Municipal de Cultura.

As pessoas precisam saber o que elas realmente querem e precisam, fazerem seus autodiagnósticos, e daí partirem para a discussão nestes fóruns e cobrarem seus direitos culturais, que estão na Constituição, e formularem políticas públicas de cultura para Valença. Não é apoio nem favor, é direito. Chega de política de evento pra gente bater palma e o artista voltar pra sua cidade.

Onde está o apoio para o surgimento de novos talentos locais. Será que se a Rosinha nascesse hoje ela teria espaços como teve na Rádio Clube de Valença e fazendo programas de auditório? Se ela nascesse hoje ela seria a Rosinha de Valença que foi? Quantos talentos estão espalhados pela cidade e não têm oportunidade de se expressar, de evoluírem nos seus fazeres artísticos.

Valença pode ser um grande centro de indústria criativa, basta querer! O momento de crise é o momento de surgirem as idéias. O Fórum Municipal de Cultura, e os outros fóruns, são os espaços onde as diferentes idéias se unem para a construção de uma plataforma conjunta, que atenda a essa diversidade cultural. Não existe receita de bolo para Valença, o que precisamos é mobilizar para o encontro.

E ai?! Como foram as comemorações dos 150 anos de Valença?

Então turma, como foram as comemorações dos 150 anos de Valença? Eu não posso responder, pois na mesma data estava nos shows (Milton Nascimento, Monobloco, entre outros) de comemoração do aniversário de Vassouras, que cai no mesmo dia daqui.

Alguns me contaram que teve um "baile funk" nas ruas do Monte Douro. Pô, funk é maneiro pra dançar, não tenho nada contra, mas quem ficou chateada foi minha vovozinha que mora lá e teve que passar a manhã seguinte ao "baile" lavando sua calçada mijada. Me falaram também que teve uma "espécie" de Festival no Jardim de Cima, parece que foi muito inspirado nos dois últimos festivais que uma tal Rede Jovem Valenciana construiu em Valença, e que este ano não aconteceu por motivos menores.

Aliás, segundo o boletim oficial da prefeitura, na pag 16 (http://www.valenca.rj.gov.br/leis/Boletins/bo203.pdf), "todos os participantes não representaram nenhum ônus para o município" numa "parceria por amor à Valença".

Legal saber que o municipio não teve nenhuma despesa financeira com o evento, e que Elemento Acústico, Leticia Belluso, Jefferson Baiano e demais artistas que eu gosto muito tocaram de graça para o município. Parabéns pela iniciativa.

Pena, pelo que me falaram, choveu pra caramba no dia. Mas enfim, com esta seca toda, até que foi bom né??!

Enfim, 150 anos é história pra chuchu, espero que daqui a mais 150 (se o mundo não explodir), meus trinetos tenham oportunidade de comemorar a data aqui nestas terras, coisa que eu optei em fazer em Vassouras por uma questão de gosto pessoal na seleção de repertório.

Boa sorte pra nós.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Cinema nos Bairros

Relembrando os tempos de Cinema nos Bairros, que muito provavelmente voltam em 2008...

Fogão Meia Boca

Esse negócio de botafoguenses pra lá, botafoguenses pra cá, tá foda...


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Isso eu já sabia há tempo...

Botafoguenses e outros,

Aproveitando a triste notícia de que Valença está pegando fogo, venho falar do meu Fogão.

A novidade não é novidade. Segundo mais uma pesquisa, desta vez da CNT/Sensus, a torcida alvinegra-gloriosa-triunfante é muito maior que o aglomerado da camisa tricolor mais cafona do mundo: a do Fluminense.


Podemos estar numa situação muito triste ao final deste ano, onde diversos títulos escaparam de nossas mãos. Porém, torcer pelo Botafogo sublima qualquer sofrimento momentâneo e nos glorifica com o orgulho de sua história, honradez e bom futebol.

Afinal, ninguém, e nada, conseguem calar o amor de sua imensa torcida pelo alvinegro de Vavá, Didi, Garrincha, Quarentinha, Nilton Santos, Jairzinho, Zagallo, Heleno, Maurício, Gonçalves, Túlio, Dodô e tantos outros.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Fogo destrói 110 hectares de parque estadual em Valença

Do site G1
Incêndio pode ter sido causado por fazendeiros da região. Quarenta homens combatem as chamas.

O Corpo de Bombeiros combate na tarde desta terça-feira (16) um incêndio no Parque Estadual da Serra da Concórdia, em Valença, na região Sul Fluminense, que devastou mais de 110 hectares (algo como 110 campos de futebol) de mata e pasto, de acordo com as estimativas do Instituto Estadual de Florestas. O fogo está sendo combatido por cerca de 40 homens do IEF e dos bombeiros, com apoio de funcionários do Campo Experimental Santa Mônica, da Embrapa.

Nesta quarta-feira (17) técnicos do IEF e um perito do Instituto Carlos Éboli vão vistoriar a região para verificar se a origem do incêndio ocorreu em fazendas da região. Segundo o IEF, há fazendeiros que recorrem às queimadas para renovação de pasto, mesmo no período de estiagem, o que aumenta os riscos do fogo se alastrar e atingir áreas protegidas. As primeiras estimativas indicam que outras áreas atingidas no entorno do parque podem totalizar outros 100 hectares.

“A destruição de um dos últimos remanescentes expressivos de Mata Atlântica na região do Médio Paraíba é um fato absolutamente lamentável, mas identificaremos os autores deste crime ambiental para que sejam responsabilizados cível e criminalmente” afirmou o presidente do IEF, André Ilha.

O Parque da Serra da Concórdia, com 804 hectares, foi criado em 2002 para a proteção de remanescentes de Mata Atlântica que se regeneraram após a devastação causada pelo cultivo de café e abertura de pastagens no Vale do Paraíba.

domingo, 14 de outubro de 2007

A política dos agradecimentos.....

Resolvi postar esta mensagem para divulgar um fenômeno bem antigo da política valenciana: as placas de "agradecimento" aos políticos pela realização de obras em nossa cidade. Ao passear pelas ruas de nossa cidade, percebo sempre o mesmo esquema: "Associação tal agradece político pela realização de tal feito" ou então uma outra bem pior, utilizada na chegadas de "grandes" políticos em nossa cidade, "O político X agradece a presença do senhor Fulano em nossa cidade". Comecei a pensar sobre o que essas placas querem dizer com essas expressões. Minha explicação para esse fato é a seguinte: A utilização dessas placas servem para "divulgar" para a população a paternidade das obras. É muito comum ouvirmos a expressão "lei do vereador x, lei do vereador y" O que não sabemos que isso não é possível já que, para a aprovação de uma Lei, é necessário a votação de todos os vereadores. Ao ler até está parte, um crítico poderia falar: mas isso que você está falando é uma mera obviedade, já que todos sabem disso. Eu desconfio dessa obviedade. Penso que seria muito interessante investigarmos esses fenômenos das placas de agradecimento partindo da idéia da existência de "currais" eleitores divididos nos bairros da nossa cidade. Acredito também que estas placas são sintomas da privatização da política, de torna-lá uma coisa bem personalista tanto para aqueles que estão dentro da instituição política como para aqueles que já possuem a expectativa de entrar nesse jogo político. Em resumo: esse negócio de ficar "agradecendo" pessoas por elas estarem realizando aquilo que elas se propuseram a fazer é uma coisa ridícula. Como sociedade política temos que observar quais os interesses por detrás dessas Placas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Tropa de elite???

O filme “Tropa de Elite”, desde a distribuição e comercialização de cópias piratas até seu lançamento oficial, vem suscitando debates e polêmicas relacionados aos modos de atuação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro – Bope, e as políticas de segurança pública desenvolvidas no combate ao crime e, em especial, ao tráfico de drogas e de armas nas favelas e espaços populares da cidade.

Dessa forma, procurar-se-á abordar aqui a forma como essa obra expõe, evidencia, relaciona e apresenta os diversos atores sociais envolvidos na trama e no cotidiano real da cidade, buscando ampliar de forma qualificada esse debate.

Partindo do ponto de vista da personagem do Capitão Nascimento, construído pelo diretor a partir de entrevistas com policiais e oficiais do Bope, podemos perceber elementos que nos permitem deduzir uma visão largamente difundida nesse grupamento e na sociedade de modo geral.

Um primeiro objeto de análise diz respeito à forma caricatural como são retratados os movimentos sociais e as Ongs. No filme, a sociedade civil aparece como uma reunião de estudantes e voluntários deslumbrados que, por um lado, realizam trabalhos com crianças, distribuem camisinhas, dentre outras ações de caráter educativo e assistencial, e por outro, servem de cabo eleitoral de candidatos políticos e se aproveitam de sua proximidade com o tráfico de drogas para se transformarem, eles mesmos, numa espécie de filial junto a outros jovens universitários pertencentes à classe média e alta.

Muito pelo contrário, grande parte das organizações da sociedade civil se constituem, na atualidade, como um instrumento de diálogo e articulação entre o poder público, a iniciativa privada, organismos de cooperação internacional e as diversas instituições comunitárias para formulação, proposição, implementação, monitoramento e avaliação de projetos, programas e políticas públicas, exercendo o controle social para a efetivação dos princípios constitucionais democráticos.

No entanto, quando assistimos declarações afirmando que essa abordagem perniciosa do filme condiz com a realidade dos movimentos e organizações sociais, fica evidenciada nestes discursos uma tentativa de desqualificar as instituições e os trabalhos voltados para a defesa e promoção dos direitos humanos, deslegitimar o controle social exercido, e, dessa forma, desmoralizar a própria democracia.

Outro ponto, politicamente lamentável do filme é a forma como se demoniza o usuário de drogas, como o principal financiador e culpado do tráfico e dos crimes a ele vinculados. Enquanto o próprio governador já se posicionou publicamente a favor do debate e da revisão da legislação penal relacionada, quando especialistas de todo o mundo apontam a perversidade e inadequação do enfoque policial do uso de drogas, sendo antes uma questão diretamente implicada no âmbito da Saúde Pública, novamente vemos ressurgir essa categorização maniqueísta e superficial do problema.

De certa forma, o que fornece veracidade ao discurso apresentado pelo policial fictício é o processo de treinamento e formação pelo qual os componentes devem passar para se tornar um ‘caveira’. Treinamento este, apresentado em uma versão talvez até mais branda que a realidade, cujos motes centrais são a exacerbação da cultura militar e a celebração da morte, cantada nos exercícios e reafirmada nas cruzes fincadas a cada abandono dos chamados fracos, que desistem de se tornarem assassinos frios, cruéis e impiedosos em suas incursões e confrontos.

A passagem por esse treinamento, de certa forma, autoriza dizer que toda essa visão simplista, superficial, maniqueísta e beligerante, deriva dos pensamentos de um daqueles formandos. Ponto de vista calcado numa gama de preconceitos e posições preconcebidas, acerca dos estudantes, das universidades e, principalmente, dos moradores das favelas, que não têm voz nem espaço, são rendidos, afrontados, têm suas crianças sob a mira de pistolas e fuzis, suas casas invadidas, enfim, cidadãos que têm seus direitos desrespeitados. Cidadania esta, desconsiderada pela força policial que deveria protegê-la e resguardá-la.

Diante disso, o mais chocante em toda essa polêmica gerada pelo filme é a legitimação e a aceitação pública manifestada pelos espectadores diante do uso de métodos de tortura, humilhação, constrangimento de moradores vistos como suspeitos, truculência exagerada e a propagação da morte por entre as casas, ruas e becos das diversas favelas e espaços populares da cidade.

A seqüência de irregularidades, crimes e violações cometidas pelos oficiais do Bope, espancamentos, torturas, execuções sumárias, invasão de domicílios sem mandato de busca, dentre outros, e sua aprovação pública evidencia que, no Rio de Janeiro, estamos mal. Mal de polícia, estamos mal de segurança pública e, o que é pior, de tão mal, já distorcemos o entendimento do que pode ou não ser considerada uma tropa de elite.

Rodrigo Bodão - www.ombudsmandocapeta.blogspot.com