terça-feira, 4 de novembro de 2008

MVQ apóia ação contra a exploração sexual de crianças e adolescentes

O MVQ apóia e convida todos os leitores a aderirem a ação intitulada “Rompa o Silêncio!”, promovida pelo UNICEF, que tem como objetivo incentivar as pessoas a apoiar medidas de combate a exploração sexual de crianças e adolescentes e a denunciar casos de violação.

Esta é uma ação de mobilização para colher assinaturas de pessoas que desejam contribuir com os esforços de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.

As pessoas interessadas podem incluir seu nome no abaixo-assinado on-line, acessando o site http://www.unicef.org.br/, ou acessando diretamente o link http://www.euapoiounicef.com.br/

Além de deixar sua assinatura, o internauta poderá ser um agente multiplicador da ação ao convidar, por meio do site, outras pessoas para que participem da iniciativa.

As assinaturas farão parte de um documento que será entregue às autoridades presentes no III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O evento será realizado entre os dias 25 e 28 de novembro no Rio de Janeiro. No congresso, espera-se a participação de três mil delegados, representando 150 países.

O III Congresso Mundial é uma realização do UNICEF, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e das Relações Exteriores.

Também participam da coordenação do congresso a Articulação Internacional contra Prostituição, Pornografia e Tráfico de Crianças e Adolescentes (ECPAT) e o Grupo de ONGs para a Convenção sobre os Direitos da Criança (NGO Group for the CRC).

2 comentários:

Samir Resende disse...

ÍNTEGRA DO TEXTO PUBLICADO NO JORNAL O GLOBO:

Na contramão do progresso
(João Luiz Mauad)


Tramita na Câmara dos Deputados, com apoio amplo das centrais sindicais, o projeto de lei no7.663/06, de autoria do deputado Daniel Almeida (PCdoBBA), que reduz a jornada máxima de trabalho no país, das atuais 44, para 40 horas semanais. De acordo com seus patrocinadores, a nova lei deverá gerar mais empregos, além de aumentar a segurança dos trabalhadores.

Infelizmente, os resultados práticos - a longo prazo - dessa lei tendem a ser bem diferentes do planejado, prejudicando justamente aqueles a quem se pretende beneficiar.


Conta a lenda que um empresário ocidental, em viagem à China comunista, deparou-se com um grupo de centenas de homens que construíam uma barragem de terra, munidos exclusivamente de pás e enxadas. Antevendo uma oportunidade de negócio, ele comentou com o oficial chinês que o acompanhava que apenas um operário, de posse de uma moderna máquina escavadeira, poderia executar toda aquela empreitada num tempo bem mais curto. A resposta do astuto oficial - mal escondendo um sorriso sarcástico no canto dos lábios - foi: "Sim, mas imagine todo o desemprego que isso acarretaria." Sem nada dizer, porque estúpido não era, o empresário pensou: "Se são empregos que desejam, melhor seria que lhes tirassem as pás e dessem colheres." O raciocínio do chinês é o mesmo que infesta a mente de muitos dos nossos socialistas, para quem o trabalho é um fim em si mesmo e não um meio para a obtenção do verdadeiro fim, que é o aumento do bem-estar geral pelo gradativo aumento do poder de consumo de cada indivíduo.


A curto prazo e em âmbito localizado, a introdução de novas máquinas e equipamentos realmente provoca algum desemprego. No entanto, a longo prazo, os benefícios gerados pelo avanço tecnológico são inegáveis.


Durante a Revolução Industrial, a descoberta de novas técnicas e máquinas, tanto na agricultura quanto na indústria, colocou em disponibilidade uma quantidade enorme de pessoas. Num primeiro momento, o desemprego foi tão impressionante que chocou diversos historiadores e economistas de então, alguns deles donos de uma retórica contundente e sofisticada, com o K a r l M a r x , p a r a quem toda a riqueza produzida pelo novo modelo, por ele apelidado de capitalista, davase às custas da miséria da maioria.


A História se encarregou de demonstrar o equívoco daquela análise.


Marx não previu que todo o contingente de desempregados migraria para outras atividades e provocaria uma onda de prosperidade sem precedentes. Não anteviu que o progresso necessita de gente com tempo e força disponíveis para produzir novos bens e serviços, afinal, ninguém é capaz de plantar batatas e pesquisar física quântica ao mesmo tempo.


Na medida que a agricultura e a indústria se tornam mais eficientes e produtivas, a renda per capita aumenta e, com ela, a demanda por serviços, setor que nos países mais desenvolvidos já é responsável pela grande maioria dos empregos. A melhor notícia, no entanto, é que o trabalho braçal vai sendo paulatinamente substituído pelo cerebral.


Além disso, o aumento da produtividade e, conseqüentemente, do tempo disponível possibilita que parcelas sempre crescentes da população tenham acesso à educação, à cultura e ao lazer, antes privilégios de uns poucos.


O raciocínio por trás dos pseudobenefícios da redução compulsória das horas trabalhadas está calcado na mesma idéia estúpida dos comunistas chineses, acima descrita. Ao reduzir em 10% a jornada máxima permitida, pretende-se colocar 11 homens para fazer o trabalho que hoje é feito por 10. Ao enxergar apenas o resultado aparente, seus idealizadores nem imaginam que, a longo prazo, essa política está na contramão do progresso.


Aos parlamentares que decidirão o destino desse projeto retrógrado, fica aqui uma sugestão. Leiam Frédéric Bastiat, economista liberal francês, do século XIV, que ensinava: "Na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Entre esses, só o primeiro é imediato. Manifesta-se simultaneamente com a sua causa. É visível. Os outros só aparecem depois e não são visíveis. Podemos nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los. (...) Entre um bom e um mau economista existe uma diferença: o último se detém no efeito que se vê; o primeiro leva em conta tanto o efeito que se vê quanto aqueles que se devem prever."

João Luiz Mauad é adiministrador de empresas.

Samir Resende disse...

OPS!! POSTEI NO LUGAR ERRADO!