quarta-feira, 30 de abril de 2008

I Conferência Nacional de Juventude

Hoje terminou a I Conferência Nacional de Juventude, em Brasília (que começou no domingo dia 27 de abril). Dela, foram deliberadas 22 prioridades, que listo abaixo. Mais informações sobre a Conferência em www.juventude.gov.br/conferencia.

Prioridades da Conferência Nacional de Juventude
1
Jovens negros e negr
as
Reconhecimento e aplicação, pelo poder público, transformando em políticas públicas de juventude as resoluções do 1º Encontro Nacional de Juventude Negra (ENJUNE), priorizando as mesmas como diretrizes étnico/raciais de/para/com as juventudes.
634 Votos
2
Educação básica – elevação da escolaridade

Destinar parte da verba da educação no ensino básico para o modelo integral e pedagógico do CIEP’s ( Centros In­tegrados de Educação Pública).
547 Votos
3
Fortalecimento institucional

Aprovação pelo Congresso Nacional do marco legal da juventude: regime de urgência da PEC n.º 138-B/2003, Plano Nacional de Juventude e Estatuto dos Direitos da Juventude PL 27/2007.
531 Votos
4
Meio Ambiente
Criar uma política nacional de juventude e meio ambiente que inclua o “Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente”, institucionalizado em PPA (Plano Plurianual), com a participação dos jovens nos processos de construção, execução, avaliação e decisão, bem como da Agenda 21 da Juventude que fortaleça os movimentos juvenis no enfrentamento da grave crise ambiental global e planetária, com a construção de sociedades sustentáveis.
521 Votos
5
Esporte
Ampliar e qualificar os programas e projetos de esporte, em todas as esferas públicas, enquanto políticas de Estado, tais como os programas Esporte e Lazer da Cidade, Bolsa Atleta e Segundo Tempo com núcleos nas escolas, universidades e comunidades, democratizando o acesso ao esporte e ao lazer a jovens, articulados com outros programas existentes.
520 Votos
6
Juventude do campo
Garantir o acesso à terra ao jovem e à jovem rural, na faixa etária de 16 a 32 anos, independente do estado civil, por meio da reforma agrária, priorizando este segmento nas metas do Programa de Reforma Agrária do Governo Federal, atendendo a sua diversidade de identidades sociais, e, em especial aos remanescentes de trabalho escravo. É fundamental a revisão dos índices de produtividade e o estabelecimento do limite da propriedade para 35 módulos fiscais.
515 Votos
7
Trabalho
Reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários, conforme campanha nacional unificada promovida pelas centrais sindicais.
471 Votos
8
Educação Superior
Defendemos que a ampliação do investimento em educação é fator imprescindível para construirmos uma educação de qualidade para todos e todas e que consiga contribuir para o desenvolvimento do País. Para tanto, defendemos o investimento de 10% do PIB em educação. Para atingir este percentual reivindicamos o fim da desvinculação das receitas da união (DRU) e a derrubada dos vetos ao PNE (Plano Nacional de Educação). Reivindicamos que 14% dos recursos destinado as universidades federais seja destinado exclusivamente à assistência estudantil por meio da criação de uma rubrica específica. Defendemos também a ampliação dos recursos em assistência estudantil para estudantes do PROUNI e para estudantes de baixa renda de universidades privadas. Garantir a transparência e democracia na aplicação dos recursos.
455 Votos
9
Cultura

Criação, em todos os municípios, de espaços culturais públicos, descentralizados, com gestão compartilhada e financiamento direto do estado, que atendam às especificidades dos jovens e que tenham programação permanente e de qualidade. Os espaços, sejam eles construções novas, desapropriações de imóveis desocupados ou organizações da sociedade civil já estabelecidas, devem ter condições de abrigar as mais diversas manifestações artísticas e culturais, possibilitando o aprendizado, a fruição e a apresentação da produção cultural da juventude. Reconhecer e incentivar o hip hop como manifestação cultural e artística.
453 Votos
10
Política e Participação
Criar o Sistema Nacional de Juventude, composto por Órgãos de Juventude (Secretarias/coordenadorias e outros) nas três esferas do Governo, com dotação orçamentária específica; Conselhos de Juventude eleitos democraticamente, com caráter deliberativo, com a garantia de recursos financeiros, físicos e humanos; Fundos Nacional, estaduais e municipais de Juventude, com acompanhamento e controle social, ficando condicionado o repasse de verbas federais de programas de projetos de juventude à adesão dos estados e municípios a esse Sistema.
428 Votos
11
Jovens mulheres

Implementar políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto.
378 Votos
12
Segurança
Contra a redução da maioridade penal, pela aplicação efetiva do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA
365 Votos
13
Política e participação

Garantir uma ampla reforma política que, além do financiamento público de campanha, assegure a participação massiva da Juventude nos partidos políticos, com garantia de cota mínima de 15% para jovens de 18 a 29 anos nas coligações, com respeito ao recorte étnico-racial e garantindo a paridade de gênero; Mudança na faixa-etária da elegibilidade garantindo como idade mínima de 18 anos para vereador, prefeito, deputados estaduais, distritais e federais e 27 anos para senador, governador e presidente da República.
360 Votos
14
Outros temas
Fim da obrigatoriedade do serviço militar, e criação de programas alternativos de serviços sociais não obrigatórios.
336 Votos
15
Fortaleci-mento institucional
Criar o Sistema Nacional de Políticas Públicas de Juventude que confira status de Ministério à Secretaria Nacional de Juventude, exigindo que a adesão de estados e municípios seja condicionada à existência de órgão gestor específico e respectivo conselho de juventude. A partir de dezembro de 2009, os recursos do Fundo Nacional de Juventude, do ProJovem e demais programas de juventude, apenas continuarão a ser repassados aos estados e municípios que aderirem ao Sistema.
313 Votos

16
Povos e comunidades tradicionais
Assegurar os direitos dos povos e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, ciganos, comunidades de terreiros, pescadores artesanais, caiçaras, faxinalenses, pomeranos, pantaneiros, quebradeiras de coco babaçu, caboclos, mestiços, agroextrativistas, seringueiros, fundos de pasto, dentre outros que buscam ser reconhecidos), em especial da juventude, preservando suas culturas, línguas e costumes, combatendo todas as práticas exploratórias e discriminatórias quanto a seus territórios, integrantes, saberes, práticas culturais e religiosas tradicionais.
303 Votos
17
Cultura
Estabelecimento de políticas públicas culturais permanentes direcionadas à juventude, tendo ética, estética e economia como pilares, em gestão compartilhada com a sociedade civil, a exemplo dos Pontos de Cultura, que possibilitem o acesso a recursos de maneira desburocratizada, levando em consideração a diversidade cultural de cada região e o diálogo intergeracional. Criação de um mecanismo específico de apoio e incentivo financeiro aos jovens (bolsas) para formação e capacitação como artistas, animadores e agentes culturais multiplicadores.
283 Votos
18
Cidadania GLBT
Incentivar e garantir a SENASP/MJ a incluir em todas as esferas dos cursos de formação dos operadores/as de segurança pública e privada em nível nacional, estadual e municipal no atendimento e abordagem e no aprendizado ao respeito à livre orientação afetivo-sexual e de identidade de gênero com ampliação do DECRADI – Delegacia de Crimes Raciais e Intolerância.
280 Votos
19
Jovens com deficiência
Ratificação imediata da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU como emenda constitucional.
239 Votos
20
Jovem do Campo
Garantia de políticas públicas integradas que promovam a geração de trabalho e renda para o jovem e a jovem do campo, com participação da juventude na sua elaboração e gestão. Assegurando o acesso a terra, à capacitação e ao desenvolvimento de tecnologia sustentável apropriada à agricultura familiar e camponesa voltada para a mudança de matriz tecnológica. Transformar o Pronaf Jovem em uma linha de crédito para produção agrícola e não agrícola.
274 Votos
21
Segurança
Assegurar, no âmbito das Políticas Públicas de Segurança, prioridade às ações de prevenção, promoção da cidadania e controle social, reforçando a pratica do policiamento comunitário, priorizando áreas com altas taxas de violência, promovendo a melhoria da infra-estrutura local, adequadas condições de trabalho policial, remuneração digna e a formação nas áreas de Direitos Humanos e Mediação de Conflitos, conforme as diretrizes apontadas pelo PRONASCI.
277 Votos
22
Cultura
Estabelecimento de cotas de exibição e programação de 50% para a produção cultural Brasileira, sendo 15% produção independente e 20% produção regional em todos os meios de comunicação (TV aberta e paga, rádios e cinemas). Valorização dos artistas locais garantindo a preferência nas apresentações e prioridade no pagamento. Entender os cineclubes como espaços privilegiados de democratização do áudio visual.
247 Votos

Cinema na Varginha

Sábado, dia 3 de maio, o Cineclube Sem Tela e o Movimento Valença em Questão realizam a volta do Cinema nos Bairros. A partir das 18 horas, os moradores do bairro Varginha, na quadra da Escola do bairro, vão assistir a duas sessões, uma infantil seguida de outra voltada para os adultos.


A escolha do local se dá também pela parceria do movimento Valença em Questão com os moradores da ocupação Gisele Lima, que na sua localidade não têm nenhuma atividade próximade entretenimento. Uma das propostas é despertar um novo olhar sobre os movimentos populares na cidade de Valença.

Estão todos convidados para as sessões, que são gratuitas ecom direito a pipocade graça.

O evento é uma parceria do Valença em Questão com o Observatório de Favelas, instituição do Rio de Janeiro que trabalha com comunicação, direitos humanos e desenvolvimento territorial.

Mais informações: (21) 8187 7533 -Vitor

terça-feira, 29 de abril de 2008

Resumo de livros pra você ser "hype" - (Postagem não seria!)

Pra vc que quer dar aquele ráipe literário mas não tem paciência pra ler aqueles livros chatérrimos(rsrs), eis a solução!

1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse. 1.200 paginas.

Resumo:

Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.

Fim.

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2) Marcel Proust: À La recherche du temps perdu. (Em Busca o Tempo Perdido). Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.

Resumo:

Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486, vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1.344, vol. VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol.VII) onde estão todos muito velhinhos e pronto.

Fim.

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3) Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitania.

Resumo:

Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas.

Fim.

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4) Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.

Resumo:

Uma dona-de-casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.

Fim.

5) William Shakespeare: Romeo and Juliet. Londres, Oxford Press.

Resumo:

Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então, um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero.

Fim

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6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press.

Resumo:

Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo,quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que, entretanto, se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado.

Fim

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7) Sófocles: Édipo-Rei ? tragédia grega. Várias edições.

Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.

Fim.

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8) William Shakespeare: Othelo.

Resumo:

Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho.

Fim.


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quarta-feira, 16 de abril de 2008

CLUBE DO BALANÇO

NÃO SABE O QUE FAZER NA VÉSPERA DO FERIADO (22/4)???



VAI FICAR EM CASA COM ESSA CARA DE BUNDÃO(ONA) ???



... OU VAI FICAR ROENDO PÃO VELHO NA FRENTE DA TV???



É RUIM, HEIN GAROTO???



EU VOU É REQUEBRAR E ENCONTRAR OS AMIGOS NO CLUBE DO BALANÇO, NOS FENIANOS, A PARTIR DAS 22HS.

É A FESTA DE 3 ANOS DO JORNAL VALENÇA EM QUESTÃO, COMEMORANDO MAIS UM ANO DE CRISE FINANCEIRA!!! ENTRADA R$ 5 CRU-CRU PRA TODO MUNDO.

VAMOS LÁ PESSOAL!!! PARA QUE O NOSSO JORNAL NÃO PRECISE SE VENDER NEM PRO LUIS ANTÔNIO E NEM PRO VICENTE GUEDES (rsrsrs)

sábado, 12 de abril de 2008

Café, Cachaça e Chorinho

A Secretaria de Cultura e Turismo de Valença estará promovendo, de 19 a 21 de abril o evento Café, Cachaça e Chorinho, com shows, palestras, artesanato e praça de alimentação.

O local desta grande festa será a Praça Visconde do Rio Preto (Jardim e Cima).

PROGRAMA

SÁBADO DIA 19

20:00 - No auditório do colégio Estadual Theodorico Fonseca palestra com o Historiador Alberto da Costa e Silva com o tema “ Antigos Impérios Africanos”.

Alberto da Costa e Silva, diplomata, historiador, poeta, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras onde ocupa a cadeira de nº 09, é considerado o maior africanólogo da América Latina, eleito em 2007 “homem de Idéias”, é coordenador geral das festividades do bicentenário da chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro, autor dos livros A Lança e a Enxada e Um Rio Chamado Atlântico, entre outros.

21:30 – Apresentação do grupo de choro Chapéu de Palha do Rio de Janeiro

Da camaradagem e do convívio de músicos que atuavam no antigo "PROJETO SEIS E MEIA" do Teatro João Caetano, nasceu a idéia da criação de um conjunto musical.Com o incentivo de Hermínio Belo de Carvalho, que na época, dirigia e coordenava o projeto, formou-se o GRUPO CHAPÉU DE PALHA em janeiro de 1977.
O Grupo permanece em atividade, sob a direção de seu fundador Valdir de Paula e Silva (Valdir 7 Cordas), atualmente cavaquinista e arranjador do grupo, além de arregimentador de músicos e cantores.
O Grupo, além da qualidade musical, pode ser considerado como "de época", uma vez que se traja no estilo "malandro dos anos trinta", muito em voga nos dias de hoje.
O repertório acompanha a temática, tendo por base o samba gafieirado e o chorinho, sem desprezar o maxixe, a polca, a valsa e o samba de raiz. Detalhe: o grupo canta também.
Com vários discos gravados, o Grupo tem participado de programas de rádio e TV, além de shows e projetos culturais em todo o país e mesmo no exterior (Nova York, 1977, Festival de Verão no Central Park).


DOMINGO DIA 20

21:30 – Apresentação do Grupo Boca no Trombone de Valença/RJ.

Formado por músicos de Valença, entre eles: Paulinho Lima, Paulo Ribeiro e Marcinho


SEGUNDA-FEIRA DIA 21

20:00 – Apresentação do Maestro Antônio Carlos e seus convidados,

Grupo especialmente formado para este evento destacando-se o valenciano Antônio Rocha, Maurício Carrilho, Luciana Rabello; entre outros.


Nos dias 19 e 20, 30 minutos antes de cada show, haverá a apresentação da Academia de Dança de Salão Clébio e Beth com coreografias de choro.


MOSTRA DE CURTAS-METRAGENS
Domingo dia 20 ás 19:30
Segunda-Feira ás 18:30
Filmes Programados: O Futuro da Terra (A Questão Agrária Brasileira)
MST 20 Anos (A trajetória da maior organização Popular do país)
Alguém Falou em Racismo?
Grupo de Capoeira Angola

Durante os dias do evento, à partir das 10:00 estará funcionando a praça de alimentação, a feira de artesanato, os estandes de fabricantes de cachaça e na Tenda-Auditório as projeções de fotos de Valença do século XIX, XX e XXI.

sábado, 5 de abril de 2008

Kareca

É com certo atraso que vimos comunicar a morte do artista valenciano Kareca.

Tivemos a oportunidade de trabalhar juntos no II Festival de Inverno de Valença, quando confeccionou os troféus para o Festival Gastronômico. Aliás, ficaram demais!

Nossas orações e agradecimentos a este artista e cidadão valenciano.

Rede Jovem Valenciana

terça-feira, 1 de abril de 2008

Aprovado Aumento + Abono p/ Educação de Valença



Foi aprovado ontem, 31/3/08, em regime de urgência na sessão da Câmara do Vereadores, o abono mensal de R$ 100,00 + o aumento salarial da categoria (4,5%), pelo placar de 8 votos a 0 (zero).

O SEPE agradece o empenho da categoria, que lotou a assistência do plenário, e ao entendimento dos vereadores que acreditaram na luta pelo resgate e valorização do ofício de educar.

LEMBRAMOS QUE O AUMENTO É TANTO PARA PROFESSOR, QUANTO PARA FUNCIONÁRIOS.

Saudações sindicais!!!

sábado, 29 de março de 2008

BNDES se compromete a criar “cláusula socioambiental”

Manifestação com 300 pessoas na sede do banco protesta contra o financiamento às monoculturas da soja, da cana e do eucalipto. Direção do BNDES promete aprofundar debate sobre o apoio à agricultura familiar. Movimentos preparam uma Adin contra a lei que facilita a silvicultura no RJ.

Maurício Thuswohl - Carta Maior

RIO DE JANEIRO – Uma manifestação com cerca de 300 trabalhadores rurais e militantes dos movimentos sociais fluminense, mineiro e capixaba ocupou na quarta-feira (26) a entrada da sede do BNDES no Rio de Janeiro para protestar contra a política de financiamento do banco. Representantes de organizações como o MST, a Contag, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e a Rede Alerta Contra o Deserto Verde, entre outras, divulgaram durante a manifestação uma carta aberta ao BNDES, na qual criticam a concessão de dinheiro público para financiar as monoculturas da soja, da cana e do eucalipto que “contribuem para a destruição da Mata Atlântica, do Cerrado e da Amazônia”.

Uma comissão com oito representantes dos movimentos sociais foi recebida pelo diretor de Inclusão Social do BNDES, Élvio Gaspar, e pelo superintendente de Responsabilidade Social e Ambiental do banco, Ricardo Henriques. Após ouvir de seus interlocutores que diversas empresas financiadas pelo banco contribuem para a exclusão social e para a degradação do meio ambiente, os dirigentes do BNDES se comprometeram a trabalhar para a criação de uma “cláusula socioambiental” que esteja presente em todos os contratos firmados. Essa cláusula seria feita nos moldes da Cláusula Social, criada pelo banco no ano passado para impedir o financiamento a empresas envolvidas em denúncias de racismo, preconceito de gênero, trabalho escravo e trabalho infantil.

A direção do banco se comprometeu a criar um grupo de trabalho para elaborar a “cláusula socioambiental” ainda este ano. A promessa agradou aos movimentos: “Avançamos na discussão sobre a criação de um mecanismo que impeça o financiamento a projetos ou empresas que agridam o meio ambiente. A cláusula socioambiental deverá ser usada tanto previamente quanto durante a execução dos contratos, que poderão ser interrompidos”, afirma Sérgio Ricardo de Lima, que é dirigente da Rede Alerta Contra o Deserto Verde no Rio e integrou a comissão recebida pela direção do BNDES.

Outro ponto levado ao conhecimento do BNDES foi o repúdio dos movimentos sociais ao eventual financiamento de R$ 1 bilhão à empresa Aracruz Celulose para que esta se instale no Rio de Janeiro. A direção do banco, no entanto, afirmou que até agora nenhum pedido de financiamento feito pela Aracruz chegou ao conhecimento do Conselho de Crédito do banco: “Nós procuramos mostrar ao BNDES que, se financiar a Aracruz e os conhecidos danos sociais e ambientais trazidos pela empresa, o banco viverá uma profunda contradição entre a política socioambiental divulgada publicamente e sua prática”, conta Sérgio Ricardo.

A mobilização contra a Aracruz chegará também à Justiça. Nos próximos dias, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Contag, com o apoio das demais organizações, será protocolada no Tribunal Regional Federal (TRF) para tentar anular a lei, aprovada em junho do ano passado pelos deputados do Rio de Janeiro, que criou regras para facilitar a introdução da silvicultura nas regiões Norte e Noroeste do estado.

Uma nova reunião entre os representantes dos movimentos sociais e a direção do BNDES foi marcada para o dia 4 de abril. Até lá, o banco pretende consolidar algumas propostas para a construção de uma agenda de financiamento para pequenos projetos ligados à agricultura familiar, além de avançar na discussão sobre a criação da “cláusula socioambiental”.

A abertura do diálogo com o banco foi comemorada pelos movimentos: “Percebe-se uma mudança na cultura do BNDES, fato que já possibilitou a criação da Cláusula Social no ano passado. Não se muda a posição de um gigante de uma hora pra outra, mas o canal de diálogo está aberto. Nesse sentido, o resultado da manifestação foi muito positivo”, avalia Sérgio Ricardo.

Veja as reivindicações feitas pelos movimentos sociais na carta aberta enviada ao BNDES:
- A abertura de linha permanente de investimento do BNDES em agricultura familiar com cronograma definido, para financiamento e apoio a projetos e políticas públicas, tais como:
- Construção de agroindústrias de pequeno e médio porte sob gestão dos assentamentos e agricultores familiares organizados em associações e cooperativas de produção;
- Investimentos em pesquisa e tecnologia na área de agroecologia; e fortalecimento da assistência técnica rural de caráter público;
- Implantação de programas de fomento ao ensino rural e estruturação de escolas agrícolas agroecológicas nos principais municípios predominantemente agrícolas.
- Apoio ao cooperativismo agrícola e a implantação de empreendimentos cooperados.- Desenvolvimento de programas de recuperação das áreas degradadas e das matas ciliares (principalmente aquelas degradadas por projetos industriais financiados pelo próprio BNDES);
- Investimentos em infra-estrutura para a produção agrícola de gêneros alimentícios saudáveis;
- Apoio à construção de micro-usinas para produção de agrocombustíveis a partir do óleo vegetal, dentro da diversidade da produção, visando à soberania energética para os agricultores;
- Financiamento de projetos e programas destinados à reconversão das terras indígenas que foram retomadas por decisão da Justiça Federal da Aracruz Celulose, em Aracruz (ES) com base em sistemas produtivos agroflorestais, do cooperativismo e da Economia Solidária;
- Realização de Auditorias socioambientais independentes (a serem realizadas por universidades e centros de pesquisa públicos, etc) em todos os empreendimentos financiados pelo BNDES, com garantia de ampla divulgação destes estudos e compromisso de reparação dos impactos provocados, bem como seu envio para tomada de providências por parte dos Ministérios Públicos Estadual e Federal (Procuradoria Geral da República);
- Exige-se que o BNDES se comprometa a realizar audiências públicas com a população dos territórios e nos municípios e regiões onde se prevê a implantação de grandes projetos privados financiados ou em via de financiamento pelo Banco.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Educadores do município terão aumento e abono salarial

Reunidos na prefeitura no dia 24 de março, a direção do SEPE-Valença e as secretarias municipais de Educação e Administração definiram um acordo para a campanha salarial da categoria no ano de 2008.

Ficou acertado que todos os profissionais de educação da rede municipal (professores e funcionários) terão um abono de R$ 100,00 já no mês de abril, e um aumento de 5% em todos os vencimentos, referentes às perdas inflacionárias do ano de 2007 (data base), também antecipado para abril. A proposta inicial do SEPE era um aumento real nos salários que incidisse em todos os níveis do plano de carreira aprovado em 2007, mas a PMV alegou não haver viabilidade econômica para que isso ocorresse.

Triênios
Segundo o secretário de Administração, David Nogueira, são prioridades da PMV a área de educação e valorização dos servidores públicos. A direção do SEPE interpelou o secretário sobre os triênios congelados há quase uma década. David respondeu que a prefeitura vai encaminhar ainda este ano a proposta orçamentária para 2009 e nela estará previsto o descongelamento da primeira parcela dos triênios, ficando a cargo do próximo governo a continuidade desta política.

sábado, 22 de março de 2008

Um ano de ocupação Gisele Lima

Hoje foi dia de feijoada na ocupação Gisele Lima, no seio do bairro Varginha. Mas o quê há para se comemorar?

Quem tem (teve ou queira ter) a oportunidade de caminhar por aquele espaço , hoje contrastado entre solo rachado pelo sol com um lamaçal causado pelas últimas chuvas, pode e deve ficar com algumas perguntas na cabeça. Eu sempre fico, porém, hoje, foi bem diferente.

Foi minha 5ª ou 6ª visita à ocupação. E o sentimento, desta vez, não foi o de revolta. Fiquei feliz e em paz de espírito por ver e estar na ocupação Gisele Lima!

Opa, peraí! Alegria de ver aquelas casas inacabadas, abandonadas pelo descaso das "políticas públicas de habitação de nossa cidade e estado"? Como ficar em paz de espírito ao ver - aliás, não ver - saneamento básico, lazer, educação, infra-estrutura?

Estava feliz por saber que aquelas pessoas estão felizes. "Vamos pessoal, hoje comemoramos um ano de ocupação Gisele Lima!". "Olha a feijoada! Vamos nos unir mais uma vez!". "Estas são nossas casas, ninguém vai tirar! É muito melhor aqui do que onde eu estava antes de conhecer os sem-teto!".

Que força tem aquelas pessoas! Que poder de luta e organização! Quanta humildade, determinação e esperança! Num determinado local mostrei a um amigo um barraco construído com as capas plásticas que embrulham os colchões nos quais dormimos. Do lado, uma casa inteira de pau-a-pique relembrando o nordeste. Ele relembrou o acampamento Manoel Congo, na Fazenda do Vargas, onde já tinha visto aquelas cenas. Continuamos a caminhar, em silêncio, até que um pouco à frente vimos uma família inteira preparando as bandeirinhas (feitas de jornais e revistas) para enfeitar a quadra da Varginha para a festa que começaria mais tarde. Aquela cena marcou.

Naquele momento compreendi o motivo da festa. Hoje, 22 de março de 2008, os homens, as mulheres e as crianças da ocupação Gisele Lima comemoram a oportunidade que muitos nunca tiveram: ter uma casa e a chance de recomeçarem suas vidas.

Como foi bom comer aquele feijão com um arroz feito na hora (aliás, três pratos muito bem servidos! Tinha que ter voltado correndo pra continuar na dieta. Que dieta?).

Como foi bom ver aquela bandeira do MST, vermelha, imponente, representando a luta daquelas pessoas com os rostos sofridos, as mãos calejadas, mas o sorriso nos rostos. E aquela bandeira representa também a nossa luta, que se soma aos sem-terra e sem-teto, para tentarmos mostrar a sociedade um novo jeito de se viver, produzir, consumir, preservar, pensar e agir.

Parabéns à ocupação Gisele Lima! Parabéns a todos os homens e mulheres que constroem a cada dia o sonho de uma nova sociedade, justa, ecológica, fraterna, enfim, socialista, como mesmo dizem. Parabéns às crianças que ali moram e já sabem da luta que irão travar (e que já travam).

Que dia, que tarde! E, apesar do aniversário ser deles, quem ganhou o presente fomos nós: uma bela feijoada, uma tarde de bom papo e 4 quilos de quiabo orgânico, da melhor qualidade, produzido no acampamento Manoel Congo.

Comemoremos todos a oportunidade de termos em Valença um movimento que lute e organize nossa sociedade por causas verdadeiramente populares. Um viva à ocupação Gisele Lima e a todo MST!
"Um passo à frente e já não estamos no mesmo lugar." - Chico Science

sábado, 15 de março de 2008

Uma pena

Estava assistindo Soletrando, dentro de um programa da rede Globo de televisão. Programinha, a meu ver, péssimo. Coloca crianças disputando. Logo elas, responsáveis pelo nosso futuro. E o pior, as que perdem ficam lá, expostas, chorando a derrota. Outra coisa é que soletrar não quer dizer nada em relação ao aprendizado. E as crianças que erram, erram bobeiras. Um hífen aqui, um acento acolá. Coisas que qualquer um erraria.

Bom, mas aí me fez lembrar meus tempos de escola. Mais especificamente do Benjamim Guimarães, onde estudei até a oitava série (saí porque na época não tinha o ensino médio). Sempre orgulhoso do Benjamin.

Aí ontem recebi o jornal Local. E está lá, nos Parangolés do Gustavo, que na reunião no clube dos Democráticos de partidários do Luiz Antônio, os colégios Benjamin Guimarães e Rodrigues Silva levaram faixas agradecendo às futuras reformas nas escolas. Agradecendo a Leonardo Picciani. Como bem lembrou Gustavo, Leonardo é deputado e não secretário de Educação.

E mesmo se ele fosse secretário de Estado, nada mais que sua obrigação pensar na educação e possibilitar o mínimo de qualidade para as escolas. Não apenas essas duas, que fique claro. Outra lembrança de Gustavo é que as obras estão sendo anunciadas há mais de 5 anos e até agora nada.

Fora a decepção com a minha escola querida, fica essa imagem triste da nossa cidade, difícil de mudar: essa política de nomes, avessa a projetos, sempre procurando atender a interesses específicos, avessa à coletividade. Uma pena.

segunda-feira, 10 de março de 2008

A memória da água

Telê Santana era técnico do São Paulo e Faustão, na época repórter de campo da turma de Osmar Santos na Rádio Globo, acompanhava o mestre durante o dia todo da decisão da Copa Libertadores.

Depois de uma vitória suada, o então radialista comentou com o técnico nos vestiários, apontando para os jogadores no chuveiro:

– Eles podem lavar a alma com a sensação de dever cumprido!

Ao que Telê acrescentou, falando mais alto com as mãos em concha para os jogadores ouvirem:

– Mas quando eu jogava no Fluminense, pra passar sabão eu desligava o chuveirooooo!

É… além disso, quando eu e Telê éramos crianças, fosse nas Gerais, fosse no recôncavo da Bahia, o cara só tomava banho quente quando estava doente.

A própria torneira, esse recurso magnífico da civilização, eu só conheci já adolescente, em Salvador. Abrir uma torneira pela primeira vez foi uma emoção inesquecível: um jorro de água, ali, imediato-farto-ininterrupto, uma fonte trazida para dentro de casa e, torcendo duas vezes para a direita, pronto: a fonte voltava para o nascedouro, no pé de alguma montanha distante; a casa, normal, como se nada tivesse acontecido. Olha, a gente podia ser ridículo aos 13 anos, mas era levado a pensar profundamente nas coisas que a modernidade engendra.

Quando cheguei a São Paulo em 1965, para fazer Arena Conta Bahia, eu e Caetano nos hospedamos num hotel da avenida Rio Branco e na hora do banho fiquei surpreso porque o chuveiro não tinha água normal, quer dizer, água fria.

– Rapaz, eu não estou doente, pra tomar banho quente.

Mesmo em Salvador, durante o colégio e a universidade, morando na pensão de Iolanda, a temperatura da água era a do encanamento. Na infância mesmo, nem encanamento.

Certa manhã meu pai me encontrou lavando o rosto numa pequena bacia de água morna e falou, rincalhão:

– Meu filho, agora que você está resfriado, pode ser. Quando sarar, volte para a água fria. Não é por gastar lenha, é que com água morna todo dia você fica muito fraco, acaba virando um menino amarelo!

Meu pai não era de fazer economia à custa de nossos pequenos confortos, mas naquele tempo a vida diária era permeada por um respeito tácito para com o universo e a finitude de seus recursos.

Creio que o tom da voz de Telê Santana tinha mais a ver com aquele mundo-universo-integrado do meu pai. Esse sentimento tem voltado muito ao meu coração nos dias de hoje.

Entre os confortos fantásticos da vida moderna há coisas soberbas como a luz elétrica, o carro com ar refrigerado, o sorvete; e me causa profunda admiração o pão quente encontrado na padaria de manhã cedo, todos os dias da semana, chova ou faça sol. Se Nabucodonosor comesse um pão tão bom como o que se come hoje, se ele tivesse um luxo desses lá na Babilônia, talvez não fosse tão fissurado em conquistas e guerras.

Água potável também a gente encontra hoje em todo lugar. Passar sede é quase uma expressão esquecida, mas antigamente muito levada em conta pois uma pessoa poderia fazer uma viagem de mês e meio pelas brenhas do sertão imenso, passando simplesmente a água e pão.

Atualmente, a vida comum mais proverbial é cheia de prazeres e confortos.

Quanto a mim, já uso água quente até pra lavar as mãos, a qualquer momento, em hotéis, na casa alheia, na minha casa. Desfrutamos essa fartura com total indiferença.

Vai ver por isso é que as vozes do ponta-direita do Fluminense e de meu pai, Éverton, voltaram a soar, como sinos de Combray, depois de muitos anos de uma vida voraz e dissipada.

A tal torneira de água quente, por exemplo, é sempre mais quente do que se pode suportar. E o danado do aquecedor elétrico, lá debaixo da pia, só pode ser regulado pelo volume de água que a gente faz correr. Ah… eu me sentia muito mal de ver toda aquela aguaria jogada fora e lá me voltavam as vozes do pai e do ponta-direita.

Ocorreu-me fazer um cálculo e concluir que, com os dois banhos diários – sem desligar o chuveiro pra passar sabão –, mais as descargas do vaso sanitário, mais a lavagem da roupa, mais o cozimento de duas refeições, mais saciar a sede, assim pelo alto e esquecendo vários itens, eu consumia cerca de seis latas de água por dia. O que daria 120 litros. Nossa! Imaginei visualmente um tanque de 120 litros no meio da sala e me assustei.

Bem, a recomendação de Telê Santana era difícil de seguir porque, em São Paulo, fechar o chuveiro pra passar sabão dá um frio danado. Mas verifiquei que com a janela do banheiro fechada, fechando também a porta e a cortina do box, o ambiente se mantém morno por tempo suficiente pra passar sabão e até cantar uma boa Traviata.

Já para a torneira de lavar as mãos, depois de alguns estudos, vi que a melhor solução era abri-la um tempo para esquentar e fechá-la de repente para interromper o aquecedor. Como o próprio recipiente dela guarda uma quantidade razoável de água aquecida, é fácil tirar o sabão deixando escorrer bem devagar essa água que, com a interrupção anterior do jorro, permanece morna lá dentro. O novo cálculo me deu uma diferença de 60 litros: a metade.

Puxa! Afinal de contas, nós somos uma espécie que sabe fazer cálculos, o que pode afastar bastante certas arrogâncias. O fato é que agora sinto muita alegria toda vez que me lembro do meu pai ou do ponta-direita.
Tom Zé
Revista Piauí

domingo, 9 de março de 2008

8 de março é dia de lutar!

A mulher Sem Terra é duplamente oprimida, pela exploração do capital e por ser mulher. Não enfrentam somente as privações sobre seu próprio corpo impostas pela sociedade capitalista machista, mas também a dura caminhada pela sobrevivência na luta pela terra que lhes pertence e pela terra que é hoje devastada pela ambição produtivista imposta pelo capitalismo.

É por sabermos dessa condição que temos o 8 de março como dia de luta contra a opressão da mulher e do sistema que agudiza tal opressão. É nessa data também que apresentamos, principalmente, a pauta nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no que diz respeito ao modelo agrícola. Isso porque são sobretudo as mulheres quem sofrem o impacto do atual modelo agroexportador baseado na pilhagem da natureza e no sufocamento da produção camponesa por conta das grandes transnacionais.

É nesse momento que mulheres Sem Terra de todo o país mobilizam-se para o enfrentamento com o agronegócio, buscando mostrar à sociedade a existência de um projeto alternativo de agricultura, baseado na produção camponesa em pequenas propriedades que respeitem a biodiversidade, além de um projeto alternativo de sociedade, livre de critérios produtivistas e da cega lógica capitalista que torna impossível condições igualitárias para homens e mulheres.


8 de março é dia de lutar!

Entre o fim de fevereiro e o começo de março as mulheres socialistas do início do século XX na Rússia, na Europa e nos Estados Unidos celebravam seu dia de luta a partir de acontecimentos importantes: greves, manifestações, enfrentamentos.

Em plena Guerra Mundial, em 1917, na Rússia, as mulheres socialistas realizaram seu Dia da Mulher no dia 23 de fevereiro, pelo calendário russo. No calendário ocidental, a data correspondia ao dia 8 de março. Neste dia, em Petrogrado, um grande número de mulheres operárias, na maioria tecelãs e costureiras, contrariando a posição do Partido, que achava que aquele não era o momento oportuno para qualquer greve, saíram às ruas em manifestação; foi o estopim do começo da primeira fase da Revolução Russa, conhecida depois como a Revolução de Fevereiro.

Ao longo dos anos, o 8 de março foi se tornando um dia de valorização do fútil, da beleza, do comércio, da confraternização, porém cultivamos o princípio de sua criação como um momento em que as mulheres vão às ruas para se manifestar, fazer suas reivindicações.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Queremos a LAST FM de volta!

isso aki tá uma ditadura, mandaram a LAST FM pro paredón, parece até Cuba (rsrsrs)


Queremos a LAST FM de volta!!!


quinta-feira, 6 de março de 2008

Normandy do Triangulo Ltda.

Numa edição do jornal Local, Leila, uma leitora, escreveu uma carta, contando problemas com a Normandy, que hoje praticamente monopoliza as linhas intermunicipais em Valença (Rio, Niterói, Barra Mansa e Volta Redonda). Ela elogia um grupo de trabalhadores da CSN, que exigiram e (com muito custo!) conseguiram que a empresa reservasse um carro extra para a ida para Valença, véspera de carnaval.

A leitora comprou passagem para às 20:35h. O carro, que sairia às 18:50 chegou à rodoviária às 20:40h, com uma hora e meia de atraso. Ou seja, chegou depois do horário do próximo ônibus. O próximo chegou às 21:10h,junto com um ônibus extra. Essa a vitória dos trabalhadores: conseguir um ônibus extra.

Para quem não está acostumado a viajar de ônibus, pode parecer uma história incomum, que só deve ter acontecido esta vez. Ô. Já viajei muito do Rio pra Valença e já fiquei mais de quatro horas na rodoviária, em épocas de feriados, esperando ônibus. Coisa de irritar. Você paga mais caro num ônibus que sai as quatro (isso chegando na rodoviária à uma da tarde pensando em viajar às duas) e deixa de comprar o das 18h, que era mais barato. Moral da história? Nesse caso específico, o ônibus do meu horário saiu junto com o das seis e o das cinco, às 11 da noite.

Felizmente tenho andado pouco de ônibus. Felizmente porque esses problemas eram constantes, e porque a passagem era absurdamente cara. Não fosse isso, seria vantagem

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Entrevista com Libório Costa, ex-secretario de Cultura e Turismo de Valença

Na próxima edição do VQ,que fica pronta no dia 7 de março, entra uma entrevista feita com Libório. Nela conversamos principalmente sobre sua saída, pouco entendida por muitos, da secretaria. Na edição do jornal Local do dia 28 de fevereiro, Wilson Fort, ex sub-secretário, atual secretário e quem convidou o ex-secretário para o cargo, diz que a saída de Libório provavelmente (?) foi pela “dificuldade de colocar em prática o que tinha planejado, diante da pouca estrutura (...) de Valença (..)”. na entrevista, Libório desmistifica essa versão, difundida pela cidade. Abaixo um trecho da entrevista inédita.

“A dificuldade administrativa eu já sabia que ia passar. Esse foi um desafio que eu assumi, e não foi isso que me fez sair da secretaria. O que me motivou a entregar o cargo na sexta-feira, véspera de carnaval, não foram as questões de verba, condições de trabalho. Isso tudo foi complicado, fatores estressantes (nas três semanas anteriores ao carnaval, o telefone da secretaria não tocava, não falava, o celular cortado, sem Internet. Fazer produção sem meios de comunicação... O meu celular pessoal passou a ser o telefone da secretaria, que cortaram por falta de pagamentos)".


Outro esclarecimento dado na entrevista, é em relação a uma nota, também veiculado no Local: "Ao que parece a exoneração da sercretário Libório Costa gerou cisão da amizade dele com seu sub-secretário Wilson Forte". Libório esclare:

"Outra coisa que quero deixar claro é que, ao contrário do que foi noticiado por aí, que a minha amizade com o Wilson Fort foi rompida, eu nunca fui amigo dele. O conheci quando ele foi na minha casa me convidar para ser secretário de cultura. Não tinha nenhum envolvimento com ele, nunca escrevi para o Deus tá Vendo. Tinha críticas profundas ao Deus tá Vendo de anos, que foram colocadas de lado para não ser um radical e não julgar a pessoa pelo que os outros falam".

Muito mais nos espera no VQ 29. Aguardem...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Papo de boteco

Muitos vêem os botequins apenas como locais de maus costumes, verdadeiros antros da perdição humana. Porém, estas pessoas não percebem que estes estabelecimentos são legítimas referências da cultura popular, onde se é possível aliar entretenimento com a degustação de bebidas e comidas variadas. Quem nunca bebeu uma batida de jambo pra abrir o apetite e depois se deliciou com uma moela à mineira acompanhada de uma cerveja geladíssima e uns sambas de Cartola, Paulinho da Viola e João Nogueira, não sabe o que está perdendo!

Mas, além disso, em cidades onde não existe uma estrutura de aparelhos e agendas culturais suficientes para atender as demandas da população, os botequins significam um importante centro de resistência ao ímpeto do mundo globalizado em tornar as pessoas tristes, “prozaquianas”, egocêntricas e dependentes de livros de auto-ajuda. É costumeiro ouvir pelas ruas de Valença a frase: “em Valença a única coisa que cresce é o número de farmácias”.

Assim, em espaços de confraternização, como a Rua dos Mineiros, não podemos admitir que os locais destinados ao lazer cedam lugar a drogarias, igrejas, sapatarias e lojas de material de construção. A Rua dos Mineiros, em sua origem, era justamente um local de passagem e reunião obrigatória das tropas mineiras que demandavam a corte do Rio de Janeiro. Sempre foi um local de encontro, bate-papo, diversão, e assim deve continuar.

O recente fechamento da Padaria Carvalho causou um baque em muita gente e entristeceu nossa Rua. Os casarios antigos sufocados por modernas e horríveis construções descaracterizam e retiram sua beleza, somando-se ainda a esses problemas a questão da fiação aérea (faz dois anos que ouvi de um engenheiro eletricista sobre um projeto para o cabeamento subterrâneo da Rua dos Mineiros. Torço muito!).

Agora foi o bar do Fred (que retornou para o lado da boa e velha Casa da Manteiga) que provavelmente virará uma loja de materiais de construção. É preciso frear essa transformação e dialogar com esses empreendedores sobre sua importância para a Rua. O entretenimento é um dos maiores geradores de renda e emprego no mundo. Precisamos, urgentemente, definir um plano de ações para revitalizar este espaço e seu entorno (Jardim de Baixo, Jardim de Cima, casarios antigos etc) e torná-los, definitivamente, o coração cultural, turístico e artístico da cidade de Valença. Para isso, nada melhor do que assembléias e fóruns municipais para discutirmos as melhores políticas públicas e como de fato executá-las.

Só com planejamento e boa vontade é que conseguiremos tornar a Rua dos Mineiros uma referência em espaço público de interação social. Imaginem uma Rua dos Mineiros com seus prédios tendo as fachadas com as características originais; tendo bares com uma bela infra-estrutura e organizando festivais de comida e bebida de boteco; com um comércio vendendo artigos típicos da região; com cabeamento subterrâneo. Enfim, uma Rua dos Mineiros que respire cultura popular e valorize nossa terra e gente. Isso é possível, basta querermos e exigir que isso seja discutido com a população! Mas, claro, regado a uma boa cerveja gelada, uma pinguinha bem envelhecida e um belo peito de boi com batata calabresa! Servido?

Bebeto
cafo83@yahoo.com.br

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Novo professor

Agora é oficial. Rafael Monteiro começa a ministrar aulas no Theodrico Fonseca na próxima quarta, de filosofia.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Olha aí!

A Prefeitura Municipal de Valença está convocando os candidatos aprovados no concurso de 2000, edital 001/1999, de acordo com o cargo e classificação abaixo, para comparecem ao Departamento de Recursos Humanos, até o dia 07 de março de 2008, portando os documentos e exames médicos pedidos, a fim de serem nomeados e tomarem posse nos respectivos cargos efetivos. Ficam ainda notificados que o não comparecimento no referido prazo implicará na vacância do cargo por presunção absoluta de desistência da vaga.

CARGO CLASSIFICAÇÃO
Agente Educador II ---------------------- do nº 447 ao nº 557 inclusive
Almoxarife -------------------------------- do nº 006 a nº 007 inclusive
Analista de Sistemas -------------------------- nº 004
Assistente Administrativo --------------------- nº 002
Assistente Social ----------------------------- nº 004 e 005
Auxiliar de Serviços Gerais --------------------- do nº 339 ao nº 379 inclusive
Dentista ---------------------------------------- do nº 043 ao nº 047 inclusive
Dentista Periodontista ------------------------- nº 002
Eletricista -------------------------------------- nº 005 e 006
Enfermeiro ------------------------------------ nº 012
Fisioterapeuta ------------------------------- do nº 005 ao nº 019 inclusive
Fonoaudiólogo ------------------------------ do nº 009 ao nº 011 inclusive
Mecânico de Auto de Caminhão ------------ nº 006 e 007
Motorista ----------------------------------- do nº 029 ao nº 036 inclusive
Motorista de Caminhão acima 8 toneladas --- nº 011
Nutricionista ------------------------------- do nº 003 ao nº 004 inclusive
Porteiro --------------------------------- do nº 004 ao 006 inclusive
Soldador -------------------------------- nº 003
Técnico em Enfermagem ---------------- do nº 003 ao nº 008 inclusive
Telefonista ---------------------------- ---------- nº 012

Maiores informações e documentos necessários entrar em contato com o Departamento de Recursos Humanos, que fica no Centro Administrativo Municipal, Rua Dr. Figueiredo, nº 320, Centro, segundo andar; ou pelo telefone 2453-2615 ramais 208 ou 255; ou ainda através do e-mail administracao@valenca.rj.gov.br

Será?

Promessa de fim de déficit de professor até março.

* Quem garante é a nova secretária de Educação, que admitiu ainda não saber quantos alunos estão sem aula. Segundo sindicato, são 100 mil.

Carol Medeiros

Rio - “Eu acredito que até o fim deste mês nós vamos zerar o déficit de professores na rede estadual. Estou otimista que em março já teremos todos os alunos em sala de aula”. A promessa é da nova secretária estadual de Educação, Tereza Porto, que assumiu terça-feira.

Em entrevista coletiva ontem, ela se disse otimista em relação à carência de docentes, o calcanhar-de-Aquiles da gestão do governador Sérgio Cabral. Mesmo afirmando que o setor é uma de suas prioridades, ele ainda não acabou com a crise, que chegou a deixar 400 mil alunos ociosos no ano passado. Hoje, 100 mil estudantes ainda encaram esse problema, em São Gonçalo e na Baixada, segundo estimativa do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe).

Tereza reconheceu não saber quantos estão sem aula neste início de ano letivo, nem quantos ficaram sem reposição das lições perdidas em 2007. Também não garantiu aumento de salários aos professores, apesar de reconhecer que “uma educação de qualidade é feita de salários dignos”.

"Não é uma decisão da secretaria, e sim do governo. Não podemos nos comprometer com aumento sem avaliar a situação financeira do estado”, explicou, negando existir má vontade política em solucionar o problema, conforme afirmou Nelson Maculan ao deixar o cargo. No dia da sua exoneração, o ex-secretário não conseguiu homologar a convocação dos 3.948 concursados. A alegação era de que havia erros na lista enviada pela Fesp (Fundação Escola de Serviço Público) e recursos pendentes. Mas no dia seguinte, na posse de Tereza, os aprovados foram chamados.

Treinamento a distância

Tereza garantiu que já no fim de março os profissionais de Educação começam a participar de cursos de qualificação. Na segunda-feira, os 31 mil laptops comprados pelo governo começam a ser distribuídos aos mestres de Ensino Médio.

Com os computadores virá um DVD de treinamento com 4 cursos a distância: Informática Básica, para aprender a usar o equipamento; Aplicativos, com editores de texto e planilhas; Navegando na Web, sobre pesquisas em Educação; e Transformando a Tecnologia, com dicas para usá-la como ferramenta pedagógica.

Numa segunda fase do projeto, que custou R$ 54 milhões aos cofres públicos, os notebooks serão enviados aos 6.400 novos professores que estão sendo chamados, aos 10 mil docentes do Ensino Fundamental e aos 1.600 diretores de escolas.

Sabatina na Alerj

Na quarta-feira, a secretária participa de Audiência Pública da Comissão de Educação, na Alerj. Tereza Porto será questionada sobre as condições precárias de várias unidades educacionais, verificadas em visita feita ontem pelo presidente da Comissão, o deputado Comte Bittencourt (PPS), a colégios de São Gonçalo e Niterói.

* Retirado do saite do jornal O Dia em 23/02/08