sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Valença tem cinco candidatos a prefeito

retirado: site do TRE/RJ

Valença tem cinco candidatos a prefeito

Nesta quinta-feira (19), último dia para partidos e coligações requererem registro de candidatura às eleições suplementares de Valença, cinco candidatos entraram na disputa para prefeito e vice do município. Os candidatos ainda podem fazer o requerimento individual do registro à 111ª ZE até o dia 21 de agosto, desde que tenham sido aprovados em convenção partidária. A eleição suplementar de Valença está marcada para o dia três de outubro, mesma data das eleições gerais deste ano.

João Batista Leite da Cruz (PTdoB) tem como vice Marco Antônio Gomes. Álvaro Cabral da Silva (Coligação Continua pela Vontade do Povo – PR/DEM/PRB) encabeça a chapa que tem Aderly de Oliveira Valente como vice. Pela Coligação Compromisso com Valença (PP/PCdoB/PTB/PV) vem Luiz Fernando Furtado da Graça, que, como presidente da Câmara, está exercendo a função de prefeito em exercício. Completa a chapa o candidato a vice-prefeito Lourenço Gioseffi Jannuzzi. O PSOL lançou Francisco de Paula dos Reis Lima para prefeito e Wilson Pires Gonçalves para vice. Já o PCB traz o candidato Afonso Maria Diniz para prefeito e José Geraldo Mariano para vice.

46 comentários:

Anônimo disse...

E o filipim? quem foi q puxou o tapete desse moço bunitim?

Mulher Atuante disse...

Chico Lima para prefeito já! E eu ouvindo falar que estava difícil a escolha, que não havia nenhum candidato legal, e tal. O Francisco é o único, mas sendo ele quem é e do Partido que é, imagino não ter muitos "recursos" para a sua campanha. Uma lástima. Valença merecia um prefeito com sua integridade, coragem e visão social e política. Gostaria de ver publicada uma entrevista com ele, detalhando sua trajetória e a de seu vice. Abraços!

Danilinho Serafim disse...

Uma candidatura não se resume apenas no caráter do candidato e sim a partir de um programa para a cidade construído de acordo com suas necessidades mais fundamentais e em profundo diálogo com os movimentos sociais e a classe trabalhadora.

Essa candidatura do PSOL não é de longe uma candidatura construída no entorno de um programa nem ao lado dos movimentos sociais, e sim uma proposta eleitoreira.

A classe trabalhadora de Valença continua a espera de uma candidatura que seja a voz de um programa alternativo aos projetos de poder que nos são apresentados.

Porque a candidatura do Chico é uma farsa, para funcionar como cabo-eleitoral. E nada de alternativo nos apresenta além da cara dos canditatos a prefeito e a vice.

Mulher Atuante disse...

Danilinho acho que seria legal fundamentar mais seus argumentos, que por sinal, me preocuparam muito. O que o leva a crer que a candidatura do Chico é para servir de "cabo eleitoral"? E por qual motivo vc acredita que ela não está sendo construída ao lado dos movimentos sociais? Pelo que sei o Chico tem em sua biografia a presença em movimentos sociais, mais recentemente junto ao MST e aos Sem Teto. Então gostaria de entender o que, ao seu ver, desabona o Chico, principalmente em detrimento dos outros que se candidatam. Não conheço seu programa de governo, motivo pelo qual insisto em sugerir que o blog dê a ele um espaço, como já fez com os outros.

Fael disse...

Discordo do amigo Danilinho, pois o Chico representa a luta popular, na medida em que tem o apoio e traz as propostas construídas dentro do movimento popular organizado Gisele Lima - além de questões históricas dos trabalhadores. Além do mais,uma candidatura como a do Chico jamais, na minha opinião, deve ser considerada uma farsa, uma vez que traz para o debate eleitoral as questões que estão na pauta do movimento popular valenciano. Este é o objetivo da candidatura e faremos o possível para que este objetivo, que tem como representação o Chico Lima, seja comquistado.

Danilinho Serafim disse...

Mulher atuante, você não conhece o programa do Chico porque ele não tem um programa. É bem simples, essa candidatura foi construída tem uma ou duas semanas, nesse tempo é impossível que um programa socialista seja construído ainda mais com a efervescência de um debate que é o "lança ou não lança candidato".

Não desabono o histórico militante do Chico até porquê é um companheiro que respeito muito e com certeza passado esse momento de efemeridade eleitoral voltaremos a luta cotidiana juntos.

O problema - e é um grande problema ideológico e de método - é personalizar o debate, o que a mulher atuante, o Fael e todos os defensores dessa candidatura-palanque querem fazer.

O Chico pelo Chico é um militante de valor, mas uma candidatura sem um programa socialista elaborado junto aos movimentos sociais e a classe trabalhadora já nasce desqualificada. È o que faz os partidos da ordem, é o que faz os partidos burgueses.

Lembro-me muito bem que todos diziam que o ex-prefeito Fábio Vieira era um homem de caráter, de história na cidade e etc. - o que eu não duvido - mas o governo foi a tragédia que foi por fundamentalmente não se ter um programa e pela opção de classe que foi feita, lógico.

É bom lembrar que em 2008 tentamos construir uma candidatura e essa candidatura não se deu primeiro porquê não se tinha um programa a se defender, apesar de iniciada uma formulação programática. E ainda, porque alguns dos nomes sugeridos para serem porta-voz desse programa recusaram esse empreitada. E um deles foi o Chico, e o que mudou de lá pra cá? Mudou que o partido NUNCA MAIS se reuniu desde então, e mais nenhuma discussão sobre programa foi travada desde então.

Vocês, leitores, ao longo desse debate perceberão que figuras importantes da esquerda de Valença não apóiam essa candidatura pela falta de construção de um programa e pela forma verticalizada que foi imposta essa candidatura.

Explico: a candidatura do Chico é pura e simplesmente para servir de cabo-eleitoral para a candidatura do Marcelo Freixo – que é meu candidato e de todos nós do VQ, ao contrário do Chico – já que a candidatura do Freixo candidatura não tem suporte financeiro e de militância para atuar no interior. E o que melhor para se fazer campanha do que colar uma candidatura a prefeito as de deputado (Freixo e Chico Alencar)?. A prova disso é que o PSOL tem 50 candidatos a deputados e 3 mandatos ativos no Rio (Freixo, Chico Alencar e Eliomar), e desses todos apenas o mandato do Freixo esteve presente na “convenção” eleitoral que só tinha 2 filiados (isso mesmo, DOIS FILIADOS) e nomeou a candidatura do PSOL do Chico e do Wilson. Será coincidência? Com certeza não!!!

Vale lembrar que hoje não estou no PSOL mas participei ativamente da tentativa de construção do PSOL e nunca o Wilson esteve presente como militante, e nem no SEPE é mais filiado. Foi uma tentativa desesperada de lançar a candidatura a qualquer preço para se ter um palanque para o Freixo e o Alencar em Valença. Quem sabe qual será o espólio eleitoral para os envolvidos nessa candidatura? É aguardar...

E esse debate é de quem acha que uma proposta eleitoral não pode ser personalizada na figura de um candidato e sim que esse candidato deva ser o porta-voz de um programa elaborado pelo partido aliado aos movimentos sociais, contra os que acham que uma candidatura alternativa é a que tem a cara diferente, um certo histórico e uma bandeira partidária com a palavra socialismo escrita.

Danilinho Serafim disse...

Não estou em defesa das outras candidaturas, que com exceção da candidatura do PCB, representam todo o atraso, a miséria e o sofrimento que Valença é para os trabalhadores e trabalhadoras subempregados e desempregados, sem perspectiva e sem horizonte. A crítica é que pensamos em uma candidatura alternativa pensamos numa candidatura que seja construída a partir de um programa para a classe trabalhadora, que seja realmente honesta e comprometida com a proposta socialista para sociedade e não só um personagem que represente a alternatividade por si só.

Eu sempre esperei o momento que uma candidatura que representasse a esquerda e os trabalhadores surgisse, mas com certeza não é essa, essa é só uma vergonha e uma grande decepção!

Capilo disse...

Danilinho, você fala como se fosse o dono da verdade, acusa a candidatura de "cabo eleitoral", sem ao menos ter debatido com o coletivo a candidatura (por opção, já que mesmo fora do partido você foi convidado).

Respeito, como já disse pessoalmente, a sua opinião, de que não deveria haver candidatura nem de ninguém, já que o processo eleitoral faz parte do sistema burguês que você discorda. Mas é leviano de sua parte fazer acusações infundadas, que estão na sua cabeça e você é incapaz de discutir. Sobre tudo que você falou, nos já conversamos, e você falou que realmente isso tudo que você diz - e agora escreve - é ESPECULAÇÃO. Me preocupa agora quando suas especulações são colocadas aqui como verdade.

abs.

Danilinho Serafim disse...

Não sou dono da verdade, só defendo meu posicionamento que está bem claro nos textos anteriores. Não sou dono da verdade mas também não burro nem cego. Deixa de ser especulação quando de todos os parlamentares e candidatos apenas o do Freixo estava presente.

Discuti por email, mas não sou obrigado a ir em convenção fake só pra ser voz dissonante. Não sou mais do partido desde 2008 e a convenção é papel e procedimento partidário, e só tinha dois filiados.

Incapaz é você que ao invés de colocar sua opinião de porque se lançar a candidatura - como fez o Fael, por exemplo, que manteve o bom debate - tenta de forma fraca desqualificar minha intervenção.

Mas quando não existe argumento politizado é isso que acontece, são as limitações da inexperiência.

Inclusive, voce me disse que o mais importante da candidatura do Chico era o apoio e a campanha para o Freixo. Ou não?

Agora, os leitores que vão analisar os posicionamentos tanto o meu quanto do Fael que até agora somos quem está discutindo política.

Anônimo disse...

Vocês falam demais e agem nada. Que tipo de programa de governo vocês querem? Tipo aquele vasto do vicente guedes? E que movimento "permanentemente" organizado existe por aqui?

Anônimo disse...

Lamento profundamente seu posicionamento Danillinho.
Me parace ser de alguem que não acompanhou as lutas constrídas na região sul e em especial en Valença!
Vale dizer que a candidatura não é do Chico mas de pessoas que estam em suas trícheiras matando um leão por dia e acima de tudo querem construir unidade de luta dos trabalhadores que ha muito não se vê em valença.
Quanto ao programa devo dizer que ele vem sendo "parido" por homens e mulheres que lutam todos os dias por sobrevivencia, são os sem terra, sem teto, sem emprego, sem dignidade enfim dos empobrecidos e acima de tudo de todos os indgnados com a politica coronelista que não tiraram suas patas da dignidade dos valencianos.
Quanto a convenção não poderia ter sido mais representativa, pena que vc não quis participar uma vez que foi para além do partido contando com a presença massiva dos Sem Teto. Que foi e que continua sendo uma das mais bonitas representações de rebeldia contra a impunidade em valença. Acho que vc não sebe,mas eles continuam fazendo luta por moradia.
Quem sabe vc acha que nós (Os trabalhadores) devessemos continuar como expectadores e ficar inerte dexando os de sempre decidindo nosso destino?!
Reafirmo que não! Se a campanha pode ser utilizada para expor/ denunciar as mazelas que vivemos aqui em valença e de que temos propostas para o municipio temos que aproveitar o espaço !!!
Luciana Miranda
MST/RJ

Danilinho Serafim disse...

Também lamento que voces estejam personalizando tanto essa candidatura. Essa candidatura tem sido construída há muito pouco tempo pra falar que ela está sendo construída pelos movimentos de luta pela moradia e pela terra. Me soa extremamente demagógico dizer isso.

Na verdade, simplifica um processo muito importante que é o de aglutinar os movimentos sociais no entorno de uma candidatura. Não é só porque os sem-teto estavam presentes na convenção que decidiu o destino eleitoral do PSOL quer dizer que a candidatura os representa. Só a presença massiva dos sem-teta não legitima e nem se torna representativa, outros militantes e setores não estavam.

Coincidentemente ou não só o movimento que vocês conduzem participaram da convenção.

Acredito que eles estão sendo levados a reboque, tomara que não porque são sujeitos protagonistas de qualquer intervenção, seja eleitoral ou não, que a esquerda se propõe a fazer.

Um programa não se é parido, é construído em conjunto com outras frentes do movimento social. Da mesma forma que não se é produzido apenas a partir das lutas cotidianas.

Quando não se tem um programa como base o que está em discussão são as subjetividades dos candidatos. A candidatura não tem um program e isso é um fato.

Quem lança candidatura se legitimando em sujetividades, sejam elas a moral, a ética ou qualquer outra, cumpre o papel da direita que não têm interesse em apresentar um programa consistente em defesa dos trabalhadores. Só a vontade e o histórico é muito subjetivo, Luciana. O que os trabalhadores esperam é um programa construído a partir de suas vontades e necessidades que possa os contemplar e lhes mostrar uma hipótese de emancipação a partir do socialismo.

Quando for "parido" esse programa me enviem por e-mail. Porque aí começamos a discutir política programática e não subjetividades como a direita quer.

Outra coisa é que não é por que sou contrário a essa candidatura pela qual me envergonho é que não conheço ou deixei de apoiar a luta. Como nos escreveu o Pabeto, nosso mestre Yoda, meus inimigos não vocês, são aqueles que expropriam a liberdade e a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras do mundo.

Ao anônimo: É importante que se tenha um programa, mesmo que seja como o dele, porque aí vamos divergir e bater no programa. Isso é debate político, o resto é vida pessoal, é subjetivo.

Danilinho Serafim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Para começar penso que só podemos avaliar,fazer críticas daquilo que conhecemos/participamos eo que houve foi que vc não quis particiar, vc não pode dizer que foi excluido ou preterido vc não quis paticipar, portanto penso que vc não pode fazer tal firmação que fizeste sobre a participação do Giseli Lima e sua afirmação de que são maniplados.
QUEM DISSE PARA VC QUE ELES NÃO PARTICIPAM! VC ESTA AQUI-valença- PARA SABER?
Qdo vc afirma que tem que ser dos trabalhadores, pq vc acha que não esta sendo? vc esta particpando da construção? Acho qu não e por opção!
Definitivamente vc não quer dialogar e digo isso pelo simples fato de vc não saber ouvir,digo ouvir e não escutar!
Pena que vc não tenha consiguido entender a expressão muito usada entre entre os militantes que estão com a dificil tarefa de fazer o que acredito que vc nunca tenha feito que é Trabalho de base. O termo parido é muito utilizado entre nós pois ele significa muito mais do que sentar para colocar em um papel o que devaga na nossa cabeça, "parir" quer dizer que construção é um processo dificil, doloroso( pois não existe nada facil para os trabalhadores) porém muito gratificante. Quando vc encontrar um mulher que já tenha " parido" conversse com ela quem sabe ela podera dizer e fazer vc entender da dor e da alegria de ser portadora de uma nova vida.Quem sabe assim vc podera entender o que eu quis dizer. E não ironizar mais! Falta-lhe argumentos- sabe na politica!!!!
Mas não vou mais me reportar a vc, vou usar essa ferramenta (BLOG) e meu tempo para divugar a campanha. Pois acredito que vc como disse antes , não quer dialogar e ou disputar idéias vc que apenas colocar a sua. Pois bem é um direito seu. Por último uma pergunta: quais são as outras frentes de luta que se organizam como movimento de massa em valença nesse último período?
Danilinho não preciso provar nada para ninguem tão pouco o Chico e o movimento ( vc deveria saber,alias vc sabe e esta jogando com as palavras)não é de exclusividade de ninguem, se ja tivesse orgnizado povo alguma vez na vida vc saberia disso! a luta da qual faço parte sou apenas mais uma!
E para comapanheirada do blog, proponho que nos organizemos nessa frente e ao final poderemos avaliar esse processo e no minimo tiraremos lições, uma primeira ja temos de que não podemos ficar inertes enquanto nossos exploradores continuam tomando a frente de nossas vidas

Bem já que vc desqualificou a participação da ocupação na convenção o que vc esta questionando então? Ha vc vai dizer que manipulamos as pessoas! Só falta essa! Sugiro que vc va la nas casinhas e venha conversar conosco de preferencia em uma reunião pois a net é um bom lugar de apresentar idéias mas disputa-las
dentro da classe não dá para ser somente pela net e é apenas e só praticando a práxis ou mehor formular idéias apartir da base material que podemos de fato construir algo.
Volto a lamentar, pq gostaria de ver vc com este mesmo afinco para questionar os outros candidatos, ou sera que eles são coerentes com o povo?
Saudações!!!
Luciana Miranda

Anônimo disse...

O Marcelo Freixo q vcs falam é o mesmo da lista do TCE?
MARCELO FREIXO LIMA 743.740.797/34
240425-3/99
CAMARA SANTA MARIA MADALENA
PRESTAÇÃO DE CONTAS/RESP. BENS PATRIMONIAIS
19/05/2009

Danilinho Serafim disse...

Não quis participar nem do lançamento da convenção do PSOL, nem do PT, nem do PSDB. E nem por isso vou deixar de criticar essas candidaturas, então não venham com esse argumento limitadíssimo – você(s) pode (m) mais!

Bem, estou aqui colocando meu posicionamento de por que não apóio a candidatura do PSOL em Valença. É simples. Inclusive, é bom que o leitor do blogue entenda que essa é a minha opinião e mais de alguns companheiros que são avessos a essa candidatura.

Esse debate é de quem acredita que não é necessário um programa popular e socialista para se lançar uma candidatura que o simples bradar de que “Somos socialistas, do MST, sabemos e somos organizadores do povo e isso é o bastante.” é suficiente, e de outro lado nós os que não estávamos presente na convenção, por opção, que é o de que uma candidatura, na democracia burguesa, é uma simples portadora de um programa elaborado pelos trabalhadores e trabalhadoras e os movimentos. E tem sim que estar em um papel para orientar a militância.

Não estou participando da construção porque não existe, e se até as eleições aparecer alguma coisa que se possa considerar um programa vai ser meramente eleitoral, já que a candidatura foi lançada antes do programa. Incomoda-me também o fato de em 2008 o Chico não ter aceitado a proposta de ser candidato por estar vinculado a ocupação e o que mudou, hoje não é mais vinculado? Do que eu sei apenas a conjuntura pessoal que foi alterada, mas tudo a partir daí é subjetivo e não me interessa discutir.

Incomoda-me mais ainda o fato desta candidatura estar sendo bancada por gabinete e não por militantes. E além da representação exclusiva de um mandato na convenção, confirmei aqui no rio essa semana – por fonte segura e até acidental - que essa é uma candidatura para ser cabo eleitoral dos mandatos Marcelo Freixo e Chico Alencar.

A ocupação Gisele Lima com certeza é um marco do movimento social em Valença, mas se apropriam como se fosse único e o mais importante. E o SEPE que trava luta desde antes das ocupações, que está discutindo assuntos importantes para a cidade, como o fundo de previdência? O SEPE é fundamental para a construção de um programa socialista pra Valença já que é um movimento que tem 3.000 filiados voluntários (dados do camarada Samir). E o SEPE enquanto instituição está participando enquanto instituição dessa candidatura? Que eu saiba não e pelo contrário, quer se ver bem distante dessa verborragia demagógica onde está fundamentada essa candidatura.

Esse discurso sobre parir me lembra muito um discurso da Heloisa Helena em uma conferência do PSOL em defesa da manutenção da legislação atual que criminaliza o aborto. Muito parecida as falas...

Eu acho sim que pontualmente nesse caso da candidatura do Chico existe uma manobra no movimento de luta pela moradia que você ou vocês coordenam e fazem parte. Porque, é uma afirmação que reitero para vocês desde sempre, essas pessoas carecem de formação política. Da ultima vez que estive na ocupação conversando com alguma das lideranças foi me falado o seguinte: “A situação continua ruim porque estamos conversando com os políticos errados. Temos é que falar com o Wagner Montes porque ele sim daria jeito nisso tudo bem rápido e nós teríamos onde morar.”. Não condeno essa afirmação, mas falta-lhes formação. O que num momento de discussão política os leva a ser manobrados a partir de certos interesses, como nesse caso. É uma pena.

Danilinho Serafim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Danilinho Serafim disse...

A falta de programa faz também existirem certos ataques como “você nunca organizou povo!”, “nunca fez trabalho de base!”, “você não está em Valença e não pode falar nada!”. Acho que não é nem necessário rebater isso tamanha a limitação desses argumentos, contribuo da forma prática ou intelectual que posso para a luta. Mas não estou empregado em movimento social, nem sindical nenhum. Moro no rio, trabalho de 8 às 19, e vou em Valença de 2 em 2 meses ou mais, porquê o ônibus está quarenta reais. Acredito que isso não me desqualifica, pelo contrário isso reafirma minha condição de trabalhador.

Estou questionado a candidatura de vocês com tanto afinco porque de vocês eu espera uma discussão alternativa, fundamentada em um programa. Os outros eu já sei o que representam e o que esperar dessas candidaturas. Uma candidatura do PSOL, ainda mais do Chico, espero e esperamos uma candidatura pra romper com a ordem democrática burguesa, e vocês, assim como o PT, somente estão reproduzindo um discurso personalista e desprogramado que só fortalece a direita.

Anônimo disse...

Danilinho, é realmente muito triste ver sua opinião. Primeiro pq em momento algum vi vc aqui ajudando ou expondo seu ponto de vista. Segundo, vc acha realmente que não existe programa de governo? Percebo que pouco conhece da luta na qual estamos envolvidos. O que vc esta fazendo, com toda certeza, é o que a "Direita" quer. Pq não veio a uma de nossas reuniões, como companheiro de luta, para dizer tudo que esta dizendo? Me leva a pensar, que teu posicionamento parte de algum problema pessoal, pois se é contra a candidatura do Chico, não estaria tão preocupado em querer insinuar coisas sobre o seu caráter-"criador de gado", “conjuntura pessoal alterada”, fala serio. E pior, ridicularizar, subjugar no blog a capacidade política dos Sem Tetos, grupo este que vc diz defender ou melhor ,que contribui intelectualmente.Pq então nunca tentou politiza los? É seu direito não apoiar a candidatura do Chico, mas vir a publico, dizer o que vc sabe que não é verdadeiro é ridículo. Para informação dos leitores, se o SEPE, como afirma o Danilinho, não foi consultado, foi pq desde o inicio seu representante negou-se a participar, mas tanto é que a classe não esta contra, que tínhamos na convenção, a participação de alguns professores. Espero que os leitores realmente leiam e vejam quem é demagogo. Levanta a bandeira da esquerda, não participa de nenhuma reunião, muito menos vem pessoalmente expor seu posicionamento, tenta impor sua opinião em um veículo publico com pré-julgamentos e comentários maldosos . E em continuidade, depois de vários devaneios, diz que após a eleição continuaremos juntos pela luta,como assim? Que luta é a nossa? Afirma que chegamos ao ponto de sermos cabos eleitorais, manipulamos os Sem Tetos. Pois é, tudo o que disse não passa de blasfêmia, não somos cabos eleitorais e muito menos manipulamos qualquer pessoa ou grupo, bem ao contrario de vc que de forma covarde tenta ludibriar a verdade dos fatos. Deixa entender que passamos por cima de tudo e de todos, que perdemos nossos objetivos, o que nem de longe esta ocorrendo. Continuamos, como sempre, e principalmente o Chico, com os nossos objetivos voltados aos trabalhadores , trabalhadoras, desempregados e os demais grupos massacrados por essa burguesia instalada em nossa cidade. Mas entendo pq vc acha que passamos por cima de nossos ideais: não esta aqui participando e lutando. Eu sim, posso te falar dos Sem Tetos, com toda certeza, não vou la fazer social, pelo contrario empenho todo o meu apoio intelectual a todas as lutas deles, assim com aos Sem Terras em nossa região. Com toda certeza a sua luta diária pela sobrevivência não te desqualifica, mas sim a postura a qual esta se prestando.
Leticia Pentagna Avila

Anônimo disse...

Absurda essa cobrança de um "programa do chico"! O candidato é do psol, o programa, obviamente é o do psol, ou não? Se os, até então, dirigentes do partido não apresentaram o programa aos militantes, antes do ingresso ao partido,o problema de método foi da direção!Uma dúvida: Se no ano passado o chico foi indicado a candidato e era um bom nome, o que mudou?

Danilinho Serafim disse...

Refleti sobre responder ou não a postagem da Letícia devido a falta de qualidade política do texto – talvez pela falta de formação -, mas vou prosseguir o debate tentando reconstruir o conteúdo político de mesmo.

Meu ponto de vista está logo acima, que é o de não acreditar numa candidatura que proponha socialista sem um programa socialista formulado pelos trabalhadores para direcionar a atuação do candidato e da militância ao invés de personalizar o debate dizendo que o Chico é o arauto da luta. O debate fundamental taí uma candidatura vai além da personalidade co candidato.

Se existir um programa me enviem por email, porquê aí nós vamos debater – elogiar ou criticar – o conteúdo programático. Eu sei que não existe, pois se o partido organizado e orgânico não conseguiu construir um programa em mais de 4 anos de fundação na cidade não acredito que esse programa seja elaborado de forma legítima em 1 semana.

Não fui as reuniões, pois não moro em Valença, normandy cobra um preço absurdo na passagem, e eu não sou militante profissional e sim de alma e coração, não sou bancado por nenhuma organização. E pra além, mesmo se estivesse não iria pelo mesmo motivo que não fui as reuniões do Fernandinho Graça, do Álvaro, do João Batista na TV: nenhuma dessas candidaturas apresenta um programa em defesa da classe trabalhadora valenciana.

Não tenho problema nenhum com o Chico, nem nunca tive. Mas, mesmo se tivesse minha motivação não decorre do meu gostar ou não pessoalmente de alguém, minha motivação é estritamente política. Eu tive uma formação política muito profunda, o que me permite debater política e deixar as subjetividades para quem não tem conteúdo para debater política. Ressaltei anteriormente o valor militante do Chico, mas a candidatura do PSOL composta pelo Chico e pelo Wilson não tem meu respaldo, de outros companheiros e nem da mais importante instituição de luta de classes de Valença que é o SEPE – que não se negou a participar porque não quis simplesmente, mas por que tem divergência de método e legitimamente acredita que o sindicato e a classe deveriam ter um papel protagonista na construção de um programa socialista para a cidade já que fazem dura luta há décadas na cidade (só porque tinham 2 ou 3 professores presentes não quer dizer que a classe apóia, se for assim os advogados também apóiam a candidatura do Chico?).

Não estou nem ridicularizando nem subjugando ninguém, estou colocando um problema do movimento social brasileiro que é a falta de formação da base e de alguns dirigentes que só reproduzem discurso sem interpretar e analisá-lo. Não os formei porque não me cabe, o movimento que os organiza tem cursos de formação. Se quiserem propor um curso de formação para a militância ficarei satisfeito em contribuir, tal como faço aqui no Rio em outras organizações.

Danilinho Serafim disse...

Eu participei de muitas reuniões, mas não participei mais desde que saí do PSOL e o oportunismo eleitoral não vai excluir nem abafar as divergências irreconciliáveis que tenho com esse partido, mantenho minha coerência. Você pelo visto o efêmero eleitoral te motivou, já que você NUNCA contribuiu e esteve presente em nenhuma reunião do partido quando estávamos discutindo programa e o direcionamento eleitoral. Se não me engano desde que o partido foi fundado você só esteve presente uma vez.

A sua luta não sei qual é. A minha luta é contra o capitalismo, contra a exploração de homens e mulheres, contra a criminalização da miséria, contra a criminalização do aborto, enfim, em favor da revolução socialista que não se dará pela democracia burguesa. Podemos até não mais dividir espaço militante juntos (já que estão transformando uma divergência política em problema pessoal – o velho personalismo), mas reconheço o Chico como um militante socialista e estaremos contra o capitalismo – a sua orientação eu não sei. Mas talvez se eu te indicar algumas leituras você entenda melhor...

Eu não estou tentando ludibriar nada nem ninguém, só estou expondo minhas divergências com relação a candidatura do PSOL – independentemente de quem seja o candidato – e o método pela qual ela foi concebida e construída.

Minha postura é de quem se indigna pelos rumos perigosos que é um partido que se diz socialista e revolucionário tem tomado, não só em Valença, mas pelo Brasil afora. Inclusive, tendo levado até o último instante a possibilidade de apoiar a candidatura de Marina Silva à presidência. Minha postura é de expor a um debate apresentando conteúdo político na esperança que se desenvolva um debate de uma questão chave da esquerda brasileira e que se personifica agora em Valença: de que o quadro político – ou seja, o personagem candidato ou parlamentar – é mais importante que o programa, que é a base da luta? Pra mim não, pra mim a construção programática é o feito mais fundamental de um partido socialista revolucionário para guiar a sua militância e não os deixar à mercê dos arroubos pessoais dos seus quadros dirigentes.

Danilinho Serafim disse...

Ao anônimo: o Brasil é enorme as diretrizes nacionais do partidos são definidas por um programa. As regionais, que são divergentes de região para região, são outras.

Pra valença qual é o programa? Onde está o posicionamento da candidatura em questões chaves da cidade, como o fundo de previdência por exemplo.

Se souber me encaminhe esse programa por email.

ATT

Anônimo disse...

cARAMBA; FOCO DE RESIST~ENCIA.... ISSO É A ANDIDATURA DO cHICO, DO aFONSO dINIZ... o RESTO É FIRULA

Mulher Atuante disse...

Que coisa horrível, rapaz! Vc diz não tentar desqualificar e é só o que você faz. Se arroga ao direito de dizer que um discurso não tem conteúdo político, ao outro lá, o Sem Teto que quer procurar o Wagner Montes, falta formação política... Acho muito contraditório e ignorante da sua parte demontrar que espera de um Sem Teto ou Sem Terra que, por estar na luta, já tenha a sua formação política consolidada. Não! A formação política deles se faz cotidinamente num processo pedagógico muito respeitoso, onde a vivência coletiva ensina tanto quanto os livros. A Luciana poderia explicar melhor, mas falo com a emoção que trago do que aprendi no pequeno período em que convivi com o MST. Ao contrário do que muitos, inclusive que se declaram de esquerda, pensam, o MST é um movimento que germina nas pessoas a consciência política, não os faz meros engolidores e repetidores de teorias de esquerda. E em cada indivíduo o processo tem tempo e formas diferentes. Danilinho tá parecendo meio pernóstico, talvez por sentir certa dor de cotovelo de ter agido como um menino birrento ao sair do PSOL e não permanecer para defender seus pontos de vista. Agora, é complicado, pra transformar tem que estar dentro. O PSOL é o único partido com um programa socialista adequado ao Brasil. Acredito que o Chico tenha condiçoes de representar um programa socialista para Valença, agregando pessoas tanto para construí-lo quanto para executá-lo, seja em um curto, médio ou longo prazo. E ao meu ver personalizar seria ter um "Programa do Chico" em vez de ser o Chico o elemento agregador de construtores do programa.

Anônimo disse...

dor de cotovelo?

p*, tá difícil acompanhar alguma tentativa de debate nesse blog!!

Anônimo disse...

É, tá difícil! O cara denuncia publicamente que o marcelo freixo participou de uma farsa eleitoreira com o chico aqui no município, e ao mesmo tempo declara seu voto ao candidato farsante eleitoreiro.....e ainda defende PCB de Valença como diferente!Haja profundidade política! Trotsky deve estar se contorcendo no túmulo!

Anônimo disse...

Em que essa mulher atuante atua? Experiência curta no mst? De onde?Ou é mais uma lorota?

Danilinho Serafim disse...

Devo votar no Freixo pela importância do mandato para a defesa dos movimentos sociais e pelos direitos humanos. Mas depois disso tudo realmente estou repensando meu voto.

Não defendi o PCB, nem me lembro de citá-lo até porque em Valença o PCB, infelizmente, é uma caricatura.

O que você entende de Trotskismo? Vamos sair do anonimato e botar cara, tá com medo de que?!

À mulher atuante: já que eu estou escrevendo tanto sendo pouco ou mal compreendido por alguns, vou ser sucinto.

Colocar a falta de formação não é desqualificar ninguém, é apontar uma necessidade.

A formação política é cotidiana, mas o cotidiano nas condições materiais que essas pessoas vivem da mesma forma que pode formá-los para a luta pode também aliená-los. E o processo de formação nessa ocupação específica é muitíssimo lento ou quase inexistente, digo isso porque participei de diversos processos e momentos dessa ocupação.

Não tenho dor de cotovelo nenhuma, pelo contrário. Tenho muita tranqüilidade em dizer que meu rompimento com o PSOL foi muito acertado, já que tal partido apresentado um irrefreável processo de degeneração, tal qual aconteceu com o PT, mas sem um milésimo da importância histórica para a luta de classes que o PT teve.

O resto é besteira ou eu já me manifestei anteriormente.

Anônimo disse...

Por mais que o Danilinho tenha esse tom meio arrogante de família, não posso discordar do posicionamento que ele coloca.

Uma figura, por mais que ela represente, não pode impor uma candidatura sem um programa específico pra cidade. Fica muito aberta e sem rumo uma campanha sem programa.

A questão da formação também é pertinente, aquele povo vive em condições tão precárias que se chegar um político oferecendo qualquer coisa pra eles, eles vão por necessidade.

No mais, é um falando que outro milita mais, outro milita menos, que é mais formado, que é menos.e assim o debate que tem sido bom, tirando alguns comentários mais apelativos, se perde.

Mulher Atuante disse...

A Mulher Atuante atua, por exemplo, debatendo aqui no blog. Agora a minha identidade civil eu não revelo a anônimo que a questiona com um tom de "quero saber com quem estou falando" pois são esses que geralmente têm (mesmo que no seu íntimo) a pergunta: "sabe com quem está falando?" O que tive foi uma vivência de apoio ao MST, o que acontece, embora seja tão distante da realidade de alguns que pode até parecer lorota. Mas não. Os movimentos sociais existem e o que muita gente não entende é que os Sem Terra, os Sem Teto são pessoas comuns, humildes, as que realmente têm o direito de reivindicar por terra e moradia. É engraçado como os que se dizem de esquerda, ao terem a expectativa de encontrar entre eles pessoas com um discurso politizado caem num julgamento parecido com os de direita quando imaginam o MST, por exemplo, um grupo de oportunistas treinados quase que como um exército de invasores. E o que pude aprender é que não é nada disso que ocorre. O empoderamento se dá aos poucos entre essas pessoas que, Danilinho, sempre viveram em condições precárias. O que o movimento faz é tirar-lhes da resignação e colocá-los na luta. Mas nem todo Sem Terra e Teto terá perfil de liderança política. Terão sim o potencial de produzir e viver com uma noção de cooperação e coletividade ímpar. E a luta é duríssima. Muitas vezes o ataque vem de quem eles esperam apoio. São discriminados, vivem dificuldades. Mas resistem.

Anônimo disse...

É, alguns dizem aqui que defendem os trabalhadores, mas, na verdade, agem como patrões,os agredindo e menosprezando. Sugiro um texto bem legal de Trotsky: A moral deles e a nossa. Lá os arrogantes podem aprender a ficar do lado de cá da trincheira, ou ir pro outro lado de uma vez!Enquanto houverem "líderes de esquerda" assim, a massa vai preferir a direita mesmo,que é mais simpática!

Danilinho Serafim disse...

Recomendo, ainda, um outro texto do Trótsky chamado o "Ultimatismo Burocrático", que elucida tanto a questão de formação, quanto o respeito ao partido e ao programa como instrumentos revolucionários. O inverso do que ocorre com o lançamento dessa candidatura psolista.

Segue um trecho do texto:

"A classe tomada em si não é senão matéria de exploração. O papel próprio do proletariado começa no momento em que, de uma classe social em si, se torna uma classe política para si. Isto só se pode produzir por intermédio do Partido e seu programa. O Partido é o órgão histórico com o auxílio do qual a classe operária adquire a sua consciência. Dizer-se: “A classe está acima do Partido”, — é o mesmo que afirmar-se: a classe em estado bruto está acima da classe em vias de adquirir a sua consciência. Não só isto é falso, como é reacionário. Para justificar a necessidade da frente única, não há nenhuma necessidade de recorrer-se a esta teoria vulgar."

Danilinho Serafim disse...

“A identidade em princípio dos interesses do proletariado e das tarefas do Partido Comunista não significa nem que o proletariado em seu conjunto tenha desde já consciência dos seus interesses, nem que o Partido os formule, em todas as circunstâncias, de um modo justo. A própria necessidade do Partido decorre, precisamente, do fato de que o proletariado não nasce com a compreensão já feita dos seus interesses históricos. A tarefa do Partido consiste, na experiência da luta, em aprender a demonstrar ao proletariado o seu direito a dirigi-lo. Entretanto, a burocracia stalinista considera que se pode, muito simplesmente, exigir do proletariado a subordinação, baseada no passaporte do Partido e sua direção.”

Anônimo disse...

Então, de nada adianta a leitura de nossos mestres, se não for para aplicá-la no chão de uma fábrica, de uma escola, acampamento.....É lá que conhecemos o nível das consciências,e, partimos destas para começar a tentar elevá-las. A leitura é fundamental, o partido revolucionário também, mas, o mais importante é estar inserido na classe. Ao invés de criticar quem, minimamente quer fazer isso, é se colocar junto para ajudar. É pensar no caráter de classe de cada candidatura e escolher o lado.

Danilinho Serafim disse...

A não ser que nenhuma dessas candidaturas represente o lado dos trabalhadores, nem minima e nem maximamente.

Tal candidatura é um ultimato da burocracia do psol, que impôs entre o partido e a classe uma cerca de ultimatismo. Trótsky afirmou que "A experiência só pode tomar um caráter revolucionário por meio da atração de milhões de homens à luta."


....


E não é só dentro das escolas, fábricas e acampamentos se dá a inserção na luta de classes. Mas, em todos os espaços onde exista a exploração de homens e mulheres.

Anônimo disse...

Então, tá! Enquanto fica aí teclando, olha de vez em quando pela janela prá ver se já formou-se um exército de milhares de explorados aí na tua porta, clamando por tuas orientações! Enquanto isso, dá-lhe dilma, serra, fernandinhos e fernandões......

Anônimo disse...

"Quem tem uma esquerda como essa não precisa de direita" (Leonel Brizola). Mesmo sem ser brizolista, às vezes acho que a falecida raposa gaúcha tinha lá suas razões.

Anônimo disse...

não sou de esquerda e nem me acho de direita, sou uma pessoa comum, que tem o privilégio de ter acesso a internet, ao contrário imagino de milhares, aqui nesta cidade.Está discussão de vcs que se dizem de esquerda, no mínimo prejudica o candidato.pois eu mesma, fico em dúvida, afinal, neste candidato eu fico insegura e tentarei olhar os outros.é uma pena que num momento deste não tenha nenhuma candidata mulher! E vc mulher atuante... por que não participa?gostaria de conhecê-la melhor!....profissionalmente falando, é lógine né?

Anônimo disse...

Não vi até agora ninguém da familia do Danilinho se manifestar, para ele ser chamado de arrogante de família, será que lá são todos arrogantes,metidos a besta?.Eu por exemplo voto no Dr. Álvaro e no Aderli. Acho vcs muito metidinhos, acham que entendem de tudo!
professor Mario Luiz

Mulher Atuante disse...

Há várias maneiras de participar. A política partidária é uma delas e eu participo, não mais em Valença, pois infelizmente a cidade se tornou inviável para mim. É uma pena, mas muitas vezes a luta pelo pão, pelo livro e até pelo direito a ferramentas como internet, modifica a forma como gostaríamos de nos dedicar aos movimentos sociais e políticos. Mas pode acreditar, caro anônimo, que as necessidades de Valença, assim como as do Brasil, não serão supridas pelo gênero (sexo) de seus representantes. Sugiro que conheça o Programa, não só de governo, mas o Programa que representa a essência do PSOL. Acho que vai gostar e entender porque defendo a candidatura do Chico para prefeito e do Plínio para presidente. Sugiro ainda que, se vc encontrar identidade com esse Partido,aproxime-se, filie-se a ele e ajude a construir um programa de governo para Valença pautado pela visão socialista do partido. Aproxime-se do candidato, ele criou uma página no Facebook, pode servir como um primeiro contato. É uma pessoa que soube "endurecer sem perder a ternura", portanto acredito que vá poder, sem arrogãncia, esclarecer suas dúvidas. Abraços a todos!

Chico Lima 50 disse...

Conheçam o blog, e por lá podemos também dialogar.

http://chicolima50.blogspot.com

abraços,
Chico Lima

Anônimo disse...

À guisa de uma introdução rasteira, apenas para marcar meu lugar de fala, escrevo como quem não se interessa pela vida particular dos envolvidos nesse debate mas atenta ao modo particular com o qual cada um “constrói” ou “pare” seu programa de vida militante ou político-ideológico.

A meu ver, pelo que sei e defendo como da ordem da política, por si só a inexistência de uma discussão programática para o município e sua viabilização já desqualificam uma proposição de candidatura como queriam e fizeram parte dos que aqui vieram comentar, inclusive anonimamente. O P-Sol de Valença, em 2008, pelo que sei e entendi à época, desistiu de lançar candidato não somente por não ter fechado um programa, mas porque seus militantes mais experientes declinaram da proposição de candidatura, entre os quais, o próprio Chico Lima (essas informações eu as tenho informalmente). Tudo bem, o Chico, tem hoje todo o direito de ter se arrependido e de embarcar na extemporaneidade do presente pleito. Entretanto, considero essa candidatura como uma decisão desesperada e inconsistente, porque, pelo que sei, desde 2008 o P-Sol não se reúne para debater sequer as questões em que o próprio Chico esteve envolvido como advogado, ou seja, a reforma agrária através dos assentamentos regionais do MST e o problema da habitação no município pelo ato político de ocupação e resistência dos Sem-Teto nas casinhas da Varginha. Dessa maneira, a candidatura se faz sobre QUEM é o Chico e QUEM está a seu lado, e não em cima de um programa partidário sustentado no diálogo fortemente consolidado com as classes trabalhadoras. Assim como o companheiro Danilo, sou crítica a esse método político-partidário porque acreditamos que essa é uma prática alienante e de burocratização das ações militantes de esquerda. A meu ver, essa campanha expressa a interiorização de um processo no qual o P-Sol nacional se meteu e que agora não pode reverter, pois dele carece para a manutenção dos poucos cargos políticos que sustenta.

Aqui, também como crítica a uma das justificativas do Chico para nessa se meter compartilhadas via email com o grupo, preciso assinalar que NÃO quero NÃO devo acreditar que a esquerda possa aglutinar gente ou bem menos formar politicamente o povo em campanhas: a meu ver, pleito é espaço-tempo do efêmero e do oportunismo quando a perfomance camufla a inconsistência programática de uma legenda. E o pior é que essa sempre foi ação comum entre os de direita, não devia / não deve se transformar em discurso de esquerda. É lamentável e muito empobrecedor à luta.

Por fim, se a questão é personalista, QUEM é Wilson?

Ana Reis

Anônimo disse...

De um lado a Ana Reis é casada com o Danilinho, do outro a Luciana é casada com o Chico. Parece que nas casas deles se tem briga não é por política. Que bom!

Eu quando soube da candidatura do Chico fiquei muito esperançosa de alguma coisa diferente, sempre olhei o que eu achava que melhoria a vida de tantos que sentem o peso do seu trabalho ser explorado por poucos. Fui eleitora do Lula sempre, menos na ultima que votei na Heloísa, pena ela não concorrer de novo. Em nossa querida Valença sempre esperei por um candidato que mostrasse um caminho diferente desses mesmos de sempre. Primeiro foi o Vicente, que achei que poderia mudar algo e agora o Chico.

Agora com esses comentários, passei a estar do lado do que o Danilinho insistia em esclarecer como aconteceu essa candidatura e o que acarreta a falta do programa. Se a candidatura não tem um programa, onde vou poder ler o que os candidatos pensam pra Valença? Como posso compará-los? Como vou defende-los para meus colegas e família? Só a história não é o bastante porque o Lula por exemplo, entre outros muitos, rasgou sua biografia pelo poder. Já cometi esse erro antes.

Parabéns a vocês do blogue em proporcionarem um debate onde a gente possa ver todos os lados da moeda. Que bom, pois cometeria o mesmo engano que já cometi.

Dessa vez não votarei no Chico devido a falta de programa e nem um programa as pressas me contemplaria. Mas, até a próxima talvez tenha um programa que uma tudo que precisamos pra nossa linda mas esquecida Valença.

Anônimo disse...

iiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!! Quem é esse vice , misterioso? Tem alguma lance que deveriámos ficar sabendo???

Anônimo disse...

Vocês falam e escrevem muito bem, mas fazem nada!!!!!!! E ainda atrapalham quem se dispõe a fazer.