quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Concidade e a máscara governista

Por Ana Reis e Danilinho Serafim*

Ontem, no Concidade, despencou a máscara governista daqueles que, muito pretensamente, se consideram representantes da população junto às ações e aos desmandos dos nossos administradores e legisladores. Após a plenária, a conclusão mais plausível retirada daquela sessão foi a de que não se deve esperar coerência e determinação de um instrumento “democrático” e “popular” que não se sustente numa forte base político-ideológica. Na reunião de ontem, esteve muito claro o quanto é frágil o papel de um conselho municipal quando o posicionamento político e o comprometimento ideológico encontram-se submetidos à fé cega na governabilidade meramente tecnicista. Mais, quando de maneira apática se aceita que exista uma classe incorruptível e incontestável nesse país composta por consultores em engenharia e gestão pública, os quais, através dos propalados projetos terceirizados e licitações amparadas por nosso ineficiente direito administrativo, que defende os interesses de grandes empresas e das máfias institucionais do capital internacional, mantém cargos, funções e empregos de acordo com o modelo de “progresso econômico” esquadrinhado pelo Ministério das Cidades, que, nada mais é que uma ferramenta de conformação social.

O papo ontem no Concidade, como não poderia deixar de ser, foi a “contratação anunciada” da CEDAE para o gerenciamento da água e saneamento da cidade, uma empresa de capital misto dominada por gangsters da política fluminense. Ideologicamente imunizados, politicamente comprometidos com as elites e os setores eleitoreiros, os vereadores Felipe Farias (PT) e Lui“Zan”tônio (PSC) permaneceram durante a plenária reiterando o discurso de que as informações sobre a contratação da CEDAE são oficiosas, não passando de boato na Rua dos Mineiros e fuxico de corredor. A quem eles queriam enganar? Até em canal de TV e durante a capacitação por que passam os professores municipais, nessas duas últimas semanas, o Sr. Prefeito já anunciou a vinda pra cá da CEDAE, sem que ao menos as determinações do plano diretor participativo fossem respeitadas, entre as quais, a consulta popular no tocante à forma de gerenciamento da água. Em suma, se nem o Concidade altamente governista Vicente Guedes pretende ouvir, imaginem o que serão esses 4 ou 8 anos de governo quando os temas não somente da água e do saneamento, mas da habitação e soberania popular estiverem em pauta e em consonância com os ideais defendidos pelos movimentos sociais?

Mas, como tudo em Valença, além de muito grave, a última reunião do Concidade foi também risível. Só pra começar bem a noite, foi distribuída uma carta-renúncia assinada pela até então presidenta da entidade. Maria Lucia, que tanto perseguiu o ex-prefeito em ações que estavam em desacordo com o plano diretor, foi também das mais aguerridas militantes na campanha Valença de Cara Nova. Militou “enquanto” cidadã, gozando do pleno direito de se expressar publicamente e apoiar aquele que considerava a melhor opção política para a cidade – argumentos esses que sustentaram seu mea culpa durante a reunião do Concidade nos 14 de outubro último. Naquela mesma noite, no entanto, “enquanto” presidenta, anunciou o convite que ela mesma fizera ao prefeitável, caso fosse eleito, de ser recepcionado no Rotary Clube pelo Concidade. Convite aceito, deu-se o beija mão de Vicente Guedes, duas semanas depois, selando com empáfia o perfil governista, elitista e aburguesado do conselho municipal. Função eleitoreira cumprida, Maria Lucia não teve honestidade de se pronunciar à frente do conselho e explicar os “motivos justos” que alega ter para se desligar da presidência. Resta agora saber, “enquanto” ex-presidenta, conselheira estrategicamente afastada do Concidade por 90 dias e possivelmente “enquanto” funcionária pública comissionada, como levará adiante Maria Lúcia o debate sobre a contratação ilícita e autoritária da CEDAE.

Na onda do “enquanto”, Ana Vaz, “enquanto” presidenta interina do Concidade, perguntou ao vereador Felipe, que se intimidou a tomar posição “enquanto” legislador frente à obviedade da contratação da CEDAE, sua opinião sobre qual modelo de gestão da água e saneamento ele considerava ideal não “enquanto” homem público, mas “enquanto” cidadão. Como parece ser de seu costume, o vereador do PT não soube se posicionar, demonstrando que assimilou com vontade a postura recuada, reformista e cooptada do partido que representa. Mas, sejamos justos, esse tipo de pergunta não procede e, portanto, não merece resposta. Assim como não merecíamos ouvir a incoerência do vereador Zan que, “enquanto” cidadão, considera a gestão da água pelo Estado a ideal – o que é óbvio, já que privatizar os serviços públicos essenciais é transformá-los em negócio de interesses espúrios do capital -, mas, que, “enquanto” político, durante um debate na Câmara, caso um técnico o garantisse que o melhor ou ideal modo de gerenciar um bem tão essencial quanto a água fosse outro, através de licitação a empresas privadas ou de capital misto, ele, “enquanto” representante da população no legislativo, abriria mão de suas convicções. Ora, ou os nossos vereadores “enquanto” cidadãos são perfeitos idiotas ou “enquanto” homens públicos, manipuláveis ou altamente corruptíveis.

É bom ficar atento a esse disparate, a essa falta de coerência que vem caracterizando as assembléias do conselho municipal. Essa história de “enquanto” isso, “enquanto” aquilo, é argumento de quem não sustenta ações e discurso através de histórico político coerente e formação ideológica firme ou de quem tem formulação ideológica deslocada das necessidades dos setores populares, voltada exclusivamente para se manter “enquanto” classe dominante e para atender os interesses próprios dessa elite tecnocrata e burguesa valenciana representada pelos seus conselheiros assentados nas cadeiras do Concidade. Além de eleger déspotas, a postura do “enquanto” é aquela que mais atende à política do Estado que impõe modelos de governabilidade que atendam aos interesses da burocracia e do capital. O geoprocessamento referenciado é um pequeno exemplo de que o emergencial para o Estado de classe é a ação técnica e não as demandas da classe trabalhadora que tem a vida posta em risco diariamente principalmente nessa época de temporais. Nas entrelinhas dos projetos governistas, existem muitas outras fórmulas e estratégias de reter e prover recursos mediante controle e alienação social e criminalização dos setores populares. Mas para esse tipo de leitura, é preciso uma análise ulterior à técnica, isto é, ancorada na visão ideológica do tamanho do Estado e sua atuação.

Ontem no Concidade, como não interpretar como ato falho da atual presidenta a proposta de votação apressada entre os gatos pingados que compunham a plenária, o modelo de gestão municipal da água e do saneamento, uma vez que existe um plano diretor que prevê consulta popular? O que houve, além de flagrante despreparo foi um rompante inconsciente contra o próprio discurso que os planos diretores empenham porque não são mais que a reprodução dos modelos criados pelos órgãos governamentais que alimentam a falsa democracia social e a alienação política de nossos representantes, seja nos conselhos, na Câmara Municipal ou no Administrativo.

Na reunião que aconteceu no auditório da Santa Casa, apenas para ilustrar, quando o pau começou a pegar, quando um ambientalista começou a cobrar hombridade e tal do prefeito com relação à contratação da CEDAE, muito rapidamente um jovem, mudo e inexpressivo Secretário Municipal de Saúde atendeu o celular, levantou-se sem despedir e saiu assim, à francesa, sem dar qualquer opinião fosse “enquanto” governo, “enquanto” profissional da saúde ou “enquanto” cidadão. Falta de educação ou mais um caso de alienação política entre os atuais comissionados?... fica aqui a dúvida, até porque o assunto em questão, água e saneamento não têm nada a ver com os de sua responsabilidade, não é mesmo?

18 comentários:

Anônimo disse...

parabens pelo comentario.

eu ja achava mt estranho ano passado toda a manifestação q esse gruo vinha fazendo contra a antiga administraçao. Sabia q tinha algum interesse por tras

e nao demorou mt a ver qual era o interesse

Samir Resende disse...

Belíssimo texto! Parabéns!

só pra ilustrar como funcionam as coisas no atual sistema político, reproduzo aqui, artigo do jornalista Rodrigo Vianna, falando sobre o escândalo da terceirização da merenda, na cidade de SP

Aqui no RJ, Sérgio Caral já anunciou a mesma coisa. Reparem como são repugnantes estes políticos:
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"sexta-feira, 06 de fevereiro de 2009 às 16:05

A denúncia de fraude, envolvendo a merenda escolar em São Paulo, é de embrulhar o estômago.

Aliás, as duas são de embrulhar o estômago: a fraude e a merenda em si, - a julgar pelas imagens mostradas pelo “Jornal da Record”. As cenas mostram que, na maior cidade do país, gasta-se muito para oferecer refeições de baixa qualidade.

E por que se gasta muito?

Isso é o mais surpreendente nessa história. Prestem atenção, por favor, leitores, porque aqui temos um caso quase inacreditável.

Em 2007, a própria Prefeitura de São Paulo contratou a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), para que fizesse uma avaliação técnica do programa de merenda. Uma das questões estudadas: a Prefeitura deveria, ou não, terceirizar todo o serviço de merenda?

A resposta da FIPE, em abril de 2007, foi: não! Se toda merenda de São Paulo fosse terceirizada, o programa custaria 71% a mais!

Na página 3 do relatório entregue à Prefeitura, a FIPE afirma, com todas as letras: "o Programa de Merenda Escolar da Prefeitura do Município de São Paulo deve ampliar a Merenda Direta em detrimento da Terceirizada." (grifo meu, RV)

Uma das economistas da FIPE disse ao Ministério Público que recebeu da Prefeitura "recomendações" para que o relatório fosse alterado. Hum...

Advinhem o que a Prefeitura de Kassab fez? Em maio de 2007, desconsiderou o relatório da FIPE, chamou licitação e ampliou a terceirização: ou seja, aumentou o número de escolas atendidas por fornecedores particulares.

O que aconteceu, então?

As investigações conduzidas até aqui pelo correto promotor Silvio Marques (o mesmo que investigou Maluf e Pitta) mostram que pode ter havido um grande acerto entre as empresas fornecedoras.

Há gravações. Nojentas. Os empresários, reunidos num hotel em frente à Prefeitura, combinam o preço. Dão risada, brincam com a comida das crianças.

E mais: pelo menos 3 funcionários da Prefeitura – diretamente envolvidos com a licitação da merenda – foram trabalhar depois nas empresas que fornecem merenda. Simples assim!

Tudo foi mostrado, em primeira mão, pelo “Jornal da Record”, em reportagens de Vinicius Costa - com produção de Luiz Malavolta e Paulo T, e edição de Rogério Olmo.

A “Folha” http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u499856.shtml e o “Estadão” http://www.estadao.com.br/geral/not_ger318745,0.htm também estão acompanhando o caso.

A “TV Globo”, ao que parece, não se interessou muito pela denúncia. Por que, hem?

Outra pergunta: a fraude teria começado logo depois que Kassab assumiu definitivamente a Prefeitura, no lugar de Serra; o atual governador teria deixado alguma ordem, indicando que a terceirização deveria ocorrer de qualquer jeito? Era um acerto prévio? Por que a Prefeitura gastou quase um milhão para ouvir a opinião da FIPE, e depois desconsiderou o relatório?

Vejam, não estou acusando. Estou apenas testando hipóteses, seguindo o que faz uma conhecida escola jornalística do Jardim Botânico, no Rio (eles só testam hipóteses no plano federal, mas eu vou utilizar o método na esfera municipal).

Ah, mas isso pode acontecer, né? Fraudes ocorrem o tempo todo, e o Prefeito não pode controlar tudo, certo?

Ora, como defender essa tese, diante do estudo preliminar da FIPE, que apontava os riscos da terceirização? Quem deu ordem para desconsiderá-lo?

O caso deixou o promotor Sílvio Marques boquiaberto. Mas, se conheço bem o doutor Sílvio, ele não é de ficar de boca aberta muito tempo. Já está investigando.

Kassab e seu parceiro Serra não terão sossego nesse caso. A “Merenda de Serra/Kassab” pode se transformar no equivalente da “Máfia dos Fiscais” de Pitta/Maluf.

A diferença é que, dessa vez, os prejudicados diretos seriam milhares de crianças. É de virar o estômago.

Em tempo: Kassab dizs que não sabia de nada, e que vai colaborar com o Ministério Público nas investigações.

Ah, bom!

Felipe disse...

Ei pessoal, outra hora falo do post. Esse comentário é só para avisar ao Felipe Duque que eu não sou o Felipe vereador e nem sou parente dele. O Samir talvez se lembre de mim: eu sou aquele professor de Biologia e ciências do Daura e do Theodorico que tinha problemas cardíacos.

Libório disse...

"Enquanto" cidadão valenciano, independente, livre pensador e observador, gostaria de louvar o texto.

Os últimos acontecimentos do Concidade mostram como a cidadania e a cultura política valenciana ainda tem muito o que evoluir.

Existem diversas associações legítimas, com existência jurídica em diversos segmentos da sociedade civil.

Na minha modesta opinião, falta representatividade, diversidade e substância na maioria delas.

Está na hora, das máscaras caírem e e da população como um todo, deixar de ser objeto e passar a ser sujeito das transformações sociais.

Maiorias silenciosas, vaquinhas de presépio e exércitos de baba ovo não nos levarão a lugar nenhum diferente do que já estamos.

Anônimo disse...

o concidade so tinha interesse eleitoreiro.

so agora as pessoas acreditam no que eu ja vinha falando a muito tempo.


quem eles achavam q eram para achar q estavam representando a populaçao.

quero saber agora se eles nao vao propor as audiencias publicas, para saber se a populaçao concorda com a cedae administrando nossa agua

todos vendidos, principalmente essa que pediu licença da presidencia e nao explicou o motivo! TAva na cara q ela eh uma vicentina e nao teve coragem de assumir a mesma postura q tinha no governo passado

Fael disse...

Muito bom texto. Li o texto no jornal Local e senti a falta de uma análise dos acontecimentos. O texto deste post além de informar o que aconteceu de principal na reunião do concidade ontem, também fez uma análise destes acontecimentos. parabéns Danilinho e Ana!

Anônimo disse...

legal... legal... quantos do concidade tem cargo na PMV, quantos do movimento "por |Amor a valença" tem ? Nossa se vendem mesmo ahahaha e opor quanto ?
Tinhamos que publicar o nome de todos os cargos comissionados e quanto estão recebendo, pois o boato é que os secretários estão recebendo 4.600,00 por mes ja pensou ....
Nossa vamos fazer umas contas quantos secretários são ? Pois parece que aumentou né...
Vamos divulgar nomes e remuneralção e principalmente qual a função publica de cada um pois o dindin é nosso...hahahaha

Nicolas disse...

Olá pessoal

Li o texto e confesso que me apovorei com a sede de sangue desses dois, Senti falta de alguma coisa a mais para substituir tudo o que vocês tentaram demolir. E ai? Qual é a sugestão de vocês dois? Mataram todo mundo? "matamos". EW daí? Sugerem o que para colocalr no lugar? Sabem, pelo menos, a hostória da criação do Concidade? Efetivamente, respondam. o que vocês já fizeram? Cafezinho e bolinho? Só isso é muito pouco. Baggios caras pálidas. Esse país ainda vai mudar radicalmente por conta das ações de vocês. Fico feliz em saber que meus filhos herdarão um país melhor e redenrão homenagens justas a vocês dois, Ana e Danilo. Ah, Danilo sim. Danilinho é muito ruim. Coloca voc~e um pouco mais para o lado da sombra. E isso não é justo com aqules que que possuem brilho próprio. Sabendo que estão ai a defender os interesses da minoria, durmo mais tranqüilo. Abraços, cavaleiros da justiça. Nicolas

Anônimo disse...

ACREDITO QUE AS PESSOAS QUE ESCREVERAM ESSE TEXTO TÊM ATÉ A INTENÇÃO DE AJUDAR VALENÇA, SÓ QUE “DE BOAS INTENÇÕES O INFERNO TÁ CHEIO”. A VERDADE É QUE MUITOS MORADORES DE VALENÇA, COMO OS DO PARQUE PENTAGNA, SERRA DA GLÓRIA, DUDU LOPES ENTRE OUTROS, AO LONGO DOS ANOS VÊM SOFRENDO COM UMA FALTA DE ÁGUA EM SUAS CASAS E QUE CAUSAM TRANSTORNOS INCOMENSURÁVEIS, E QUEM JÁ FICOU SEM ÁGUA PARA TOMAR UM BANHO, FAZER COMIDA, LAVAR ROUPAS SABE DE QUE ESTOU FALANDO, SABE COMO É HORRÍVEL TER QUE CARREGAR ÁGUA DE MINA, DA CASA DO VIZINHO E POR AÍ VAI.
O PREFEITO TEM A OBRIGAÇÃO DE NÃO PERMITIR QUE ESSAS COISAS CONTINUEM ACONTECENDO, POIS É ELE QUE VAI SER COBRADO PELOS MORADORES DESSES BAIRROS E NÃO ESSAS PESSOAS QUE ESCREVEM O QUE VEM EM SUAS CABECINHAS.
ADMIRO A CORAGEM DAS PESSOAS QUE ESCREVERAM ESSE TEXTO, POIS, ESTÃO SUJEITOS A SOFREREM PROCESSOS CRIMINAIS E CÍVEIS, ACUSANDO UMA EMPRESA PÚBLICA DE SER CONTROLADA POR GANGSTERS, DIZENDO QUE OS VEREADORES DE VALENÇA OU SÃO PERFEITOS IDIOTAS OU PESSOAS MANIPULÁVEIS OU ALTAMENTE CORRUPTIVEIS. EU SINCERAMENTE NÃO TERIA ESSA CORAGEM

Mafalda disse...

quem sai na chuva, sai é pra se queimar. veradores e redatores. ativistas e militantes. cidadãos e homens públicos. opressores e oprimidos. basta escolher o lugar que estiver mais ao gosto do freguês. ou do patrão.

Danilinho Serafim disse...

Bom, sabemos que a opressão e a repressão contra nós, que fizemos opção de classe, opção pela classe trabalhadora, de lutar como oprimido contra o opressor, será de diversas formas. Será através da criminalização, será atraves da censura, pela violencia de "milícias" e até pelo aparelho repressor do Estado. E estamos aí na luta que é legítima, mas que incomoda e amendronta quem está no papel de e fez opção de opressor.
Continuaremos na luta por uma sociedade mais justa com os mecanismos e instrumentos que possuímos como o jornal Valença em questão e o blog do vq sem temer represálias já que nossa opinião é reservada legalmente como direito constitucional pra além disso não deixaremos de nos expressar e lutar pois temos um papel a cumprir e responsabilidades como militantes que fizeram opção de lutar ao lado d@s trabalhador@S.

Saudações Comunistas!

Em tempo: Caro Nicolou, se voce observar o texto com atenção perceberá que nosso posicionamento ficou bem claro. Defendemos que agua, esgotos e demais serviço de carater publico e essenciais devam ser geridos pelo Estado. Sabemos da "história" da criação do COncidade tambem. Não fazemos bolinho e cafezinho, mas não preciso justificar e apresentar meu histórico de militancia aqui pra voce. Tenho mais o que fazer.
Danilinho porque meu pai tem o nome identico ao meu, e eu não tenho junior nem filho, e pela assinatura textual não dá pra diferenciar. Não preocupo com brilho, até porque quem brilha é vagalume.

Aninha Reis disse...

Aos desavisados, antes bem antes de ajudar a escrever esse artigo, que tem por tese que o Concidade, aliás, qualquer conselho municipal de qualquer cidade, estado, nesse país ou em qualquer outro, tem natureza governista quando não composto por representantes de movimentos sociais isentos do poder local ou de emergências políticas, por grupos de empresários, latifundiários, por cidadãos de expressão e técnicos de “notório saber” que fizeram opção de classe orientada à opressão popular etc. Não somente analisei a documentação que chegou às minhas mãos relativa à história do Concidade em Valença, mas estudei e analisei a proposta governamental do Ministério das Cidades. Um conselho com esse perfil, descaracterizado em sua demanda e representação, hierarquizado em sua composição e omisso com relação às posturas político-ideológicas dos seus representantes, é sim uma ferramenta governista de conformação social. Falsa democracia. Quem quiser que rebata a tese com argumentos e sem se esconder por detrás de heterônimos, como é fetiche nesse blogue.

Aliás, o blogue do VQ, até onde sei, está aberto às considerações de todos os citados no texto: Ana Vaz, Maria Lucia, Marilda Vivas (subentendida), os vereadores que hoje são os representantes do legislativo no Concidade, Felipe Farias e Zan, o Secretário de Saúde, diretores da CEDAE, cúpula política fluminense no poder, Vicente Guedes e seus colegas de Governo.

Ass.: a sobrinha da Ana Reis “da Caixa”, aposentada após 30 anos de serviço e hoje comissionada do governo Vicente Guedes. Aninha escreve à sombra mesmo, pq sol na cara só em dia de marcha.

Ana Maria Reis de Faria disse...

Escrever na correria que exige a internet é uma M.. Devo corrigir a última postagem, quando afirmei: "Um conselho com esse perfil, descaracterizado em sua demanda e representação, hierarquizado em sua composição e omisso com relação às posturas político-ideológicas dos seus representantes, é sim uma ferramenta governista de conformação social."

Na verdade, o que houve no Concidade - Valença foi um caso de omissão "com relação às posturas político-partidárias", eleitoreiras, de alguns dos seus representantes ou integrantes, conselheiros ou colaboradores de plantão.

Inclusive, faz-se de interesse registrar que fiquei sabendo em conversa na Rua dos Mineiros que alguns do conselho, antes de serem surpreendidos com a carta-renúncia de Maria Lucia, promoveriam "execração pública" da figura em questão. Se isso realmente tivesse ocorrido na última reunião do Concidade, seria a primeira a me levantar e exigir vergonha na cara e coerência desse povo. Ora, como aqueles que um dia publicamente concordaram com sua presidenta fazendo campanha pró-Vicente Guedes podem, meses depois, sabem os deuses e os orixás por que motivo, enveredarem por esse discurso frouxo, em falsa defesa da ética e da transparência no conselho?

Palhaçada!

Marilda Vivas disse...

Oi Ana. Aqui é Marilda Vivas, aquela que está "subentendida" em seu artigo. Li com visível interesse a matéria “O ConCidade” e a máscara governista publicada neste blog. É visível que estou presente nas entrelinhas deste texto. Como não podia deixar de ser, imprimi o texto, fiz observações nas suas margens e, desde então, tenho mastigado tudo com o rigoroso cuidado que o texto está a exigir – tanto pelo teor do conteúdo quanto por ser da lavra de quem o escreve.

Já conversamos pessoalmente a esse respeito e penso ser interessante que questões dessa natureza continuem restritas ao campo das idéias. É saudável e ajuda a sociedade a avançar e a consolidar, cada vez mais, uma democracia participativa. Parto do princípio de que não há nada mais desejável do que a participação de todos os cidadãos nas decisões do governo. Não há, rigorosamente, nada que nos impeça, "enquanto cidadãos" (rsrs)de contribuir para a construção do poder - e, nem todos os que assim pensam e, de alguma forma agem nesse sentido, se locupletam desse poder. Ao meu ver a democracia representativa já nasceu falida e, hoje, mais ainda, pois deixa passar ao largo "a vontade autônoma do cidadão". Se nos conselhos municipais, nas associações de bairros e congêneres a gente acaba por reproduzir algumas excrescências presentes na democracia representativa é porque ainda estamos arraigados ao pensamento de que o voto popular é o limite, quando na verdade não é. A soberania popular vai um pouco (ou muito) além.

Vejo, ainda, que Vocês atiram para todos os lados e fazem, sem dó ou piedade (rsrs), um grande e implacável juízo de valor, inclusive sobre pessoas com as quais, me parece, mantêm pouco ou nenhum contato. Não deveriam. Ler a história de formação do ConCidade ou mesmo do Ministério das Cidades não me parece ser aval suficiente para alguns de seus disparos. Na realidade desrespeita-se a história pessoal de muitos de nós, colaboradores ou não.

No meu caso específico, como colaboradora de plantão, busco, sobretudo, o exercício direto e pessoal nos atos do governo, como meio de manifestar legitamente minha cidadania. Como disse pessoalmente, tudo está ai para ser melhorado, aprimorado, construído. Se o ConCidade, na sua concepção, ou melhor dito, na forma como está "construído" deixa a desejar, por que não aprimorá-lo?? O que falta, afinal, para que ele seja um canal onde o cidadão possa efetivamente reivindicar e avançar nas suas conquistas?? Trazer isso para o campo das discussões penso ser interessante. O que Você acha? Tem alguma sugestão. Mesmo que seja para implodir tudo por considerar que o que ali está é uma m____, penso ser legítimo. Apenas ue se pensa em alguma para colocar no lugar, pois entendo que esses fóruns são importantes para a consolidadação da democracia participativa. Fico por aqui, Ana, jornalista que respeito e pessoa de quem muito gosto. Marilda Vivas.

Anônimo disse...

gente,
to boiando;;;
quem é ana ou aninha reis?
tia sobrinha?
help

Carlos Henrique disse...

a ana é tia da aninha, que é sobrinha da ana...

ficou meio confuso mesmo, mas pelo que eu entendi, a Aninha Reis que comenta é a mesma Ana Maria Reis de Faria (deduzo isso porque ela corrige o que estava escrito anteriormente).

Agora ela é sobrinha de uma outra Ana Reis (aposentada da CEF), que é comissionada do governo Vicente Guedes.

Acho que é isso.

Ana Maria Reis de Faria disse...

assino como "ana reis" há muito mas fora de valença, cidade onde hoje resido mas nunca atuei profissionalmente. nessa mesma cidade, ao contrário, trabalhou uma vida inteira a minha tia, também "ana reis", que manteve contato com praticamente toda população valenciana como funcionária da caixa econômica, desde a década de 70.

assim como o companheiro danilo, que tem o nome idêntico ao do pai,"danilo serafim" tenho dentro e às vezes fora de valença, a dificuldade de assinar um texto ou participar de alguma ação de maneira que as pessoas não confundam as duas figuras: “tia” e “sobrinha”.

...mais, nesses comentários, talvez tenha ficado esquisito a você "anônimo" que não conhece a história e nem reparou n deboche que está por detrás de quem, em um comentário anterior ao seu, “desaprova” a assinatura “danilinho” no lugar de “danilo”.

a brincadeira que fiz e que, perdoe-me, não surtiu o efeito esperado, teve originalmente uma dupla utilidade: desvincular a imagem da “sobrinha” da “tia”, até porque sou crítica de determinadas ações que o atual governo realiza e ela, minha tia, é comissionada da mesma administração, evitando assim aborrecimentos, além de ironizar quem inadvertidamente se ocupa com a forma como assinamos, procurando quem sabe um desvio da discussão que deveria ser tomada, dada a sua abrangência e gravidade.

abraços, até.

bruninho no diminutivo tb!! disse...

E Brincadeira!!!!!!!!

e NAO E que esse senhor "vereador" cujo partido PT nao processou os dois que publicaram essa materia, pois e um mane desse tenta calar a voz do povo? cade a liberdade de expressão? esqueci em Valença isso nao ocorre. Mais como ia dizendo esse senhor que e conhecido com um homen educado, simples que fala com todos na rua tenta caar o povo mais avizo a ele, processe um dois... mais, será dificil processar 100 que são a favor e se calar a voz de 2 lembre-se tera que calar voz de mais 98. Dificil então!
Mais se formos falar de pessoas que mamam na teta da prefeitura ou seja do dinheiro nosso. putz ficaremos dias, horas a falar
tem ate um bicinho que mama tb, então qualquer outra pessoa mamar e facil e so bater palma quando o todo poderoso e Dono da CIDADE, estiver po aqui! Como mamãe dizia: "Filho nunca esqueça de desligar o celular durante a aula"
sera que em reunião isto serve tb?

Abraços e viva a liberdade de expressão