segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Frei Betto: Peço desculpas*

Gostaria de manifestar minhas desculpas a todos que confiaram em mim. Acreditaram em meu suposto poder de multiplicar fortunas. Depositaram em minhas mãos o fruto de anos de trabalho, de economias familiares, o capital de seus empreendimentos. Peço desculpas a quem assiste às suas economias evaporarem pelas chaminés virtuais das Bolsas de Valores, bem como àqueles que se encontram asfixiados pela inadimplência, os juros altos, a escassez de crédito, a proximidade da recessão.

Sei que nas últimas décadas extrapolei meus próprios limites. Fiz a opinião pública acreditar que o meu êxito seria proporcional à minha liberdade. Reduzi todos os valores ao cassino global das bolsas, convenci parte da humanidade de que eu seria capaz de operar o milagre de fazer brotar dinheiro do próprio dinheiro.

Peço desculpas por ter enganado a tantos em tão pouco tempo e pela quebradeira que se desencadeará neste mundo globalizado. Fechadas as torneiras do crédito, as empresas padecerão a sede de capital; obrigadas a reduzir a produção, farão o mesmo com o número de trabalhadores. Países exportadores, como o Brasil, terão menos clientes; portanto, menos dinheiro e precisarão repensar suas políticas econômicas.

Peço desculpas aos contribuintes dos países ricos que vêem seus impostos servirem de bóia de salvamento de bancos e financeiras, fortuna que deveria ser aplicada em direitos sociais. Eu, o mercado, peço desculpas por haver cometido tantos pecados e, agora, transferir a vocês o ônus da penitência. Sei que sou cínico e ganancioso. Só me resta suplicar ao Estado que tenha piedade de mim. Não ouso pedir perdão a Deus, cujo lugar almejei ocupar.

* Frei Betto é autor do livro Cartas da Prisão. Texto retirado do sítio do jornal O Dia em 27/10/2008

27 comentários:

Diga não ao liberalismo disse...

Parabéns Frei Beto, essa situação é memo um absurdo. Eles lucram muito em tempos de crescimento econômico mundial e recebem todo o apoio financeiro em tempos de turbulência mundial.

Tudo isso por uma única razão: o mercado livre é o fundamento em que está sustentado o sistema capitalista; portanto, se ele sofrer qualquer turbulência, para manter o sistema teremos que sustentá-lo.

a pergunta é: precisamos dele para viver com dignidade? Precisamos sustentá-lo para nos manter sustentados?

Anônimo disse...

Desde que o mundo “descobriu-se” capitalista – e os patrícios têm tudo a ver com isso, quando colonizaram a Índia, a África e o Brasil e deixaram-se colonizar pelos investidores holandeses e britânicos – as Coroas, nações e estados subsidiam a lógica mercantil. Nunca houve mercado livre e sim, um Leviatã transvestido de Liberal, por detrás, opressor e manipulador. E todas as crises desse sistema foram seguradas a mão de ferro por ditadores e grandes estadistas. A maior ironia da história do capitalismo funda-se na sua crítica ao comunismo (em ideal) e ao socialismo (como experiência mal aproveitada pelo homem do século XX) - os liberais criticam a estatização da economia e a estatização de todos os setores, como a educação e a saúde. No entanto, são eles que mais injetam dinheiro público para que o capital especulativo permaneça existindo em favor de poucos. Essa crise, as grandes crises todas do mundo capitalista descoberto por esse homem “esperto” da Modernidade, antes de serem vividas profundamente, são prorrogadas, adiadas, catapultadas nas mãos dos próximos governantes e dos próximos regimes de governo... um dia isso terá um fim? Por favor, socorram-me os cientistas políticos que passarem por aqui!

Anônimo disse...

Liberalismo é muito mais do que somente o livre mercado. O principal pilar do liberalismo é a defesa da liberdade individual de cada pessoa.

Porem como perguntou o amigo acima, se nesse momento de crise o estado nao "sustentar", ou melhor entrar com dinheiro publico para tentar socorrer a crise, não vao ser so as megas empresas que vão ser atingidas, mas todo o mundo, como estamos vendo.
Por isso essa crise esta sendo benefica para que todos se concientizem que o mercado financeiro não pode atuar sem nenhuma regulamentaçao.

Mas como tudo tem um lado bom, essa crise tambem tem suas vantagens se formos olhar que com toda essa turbulencia o consumo esta diminuindo drasticamente, logo a produçao de produtos tambem diminuiu e isso tem feito com que o nosso planeta tenha tido uma grande diminuição da poluiçao. Entao vamos comemorar essa diminuiçao do consumo, o planeta agradece.

diga não ao liberalismo disse...

É essa liberdade individual que fundamenta o direito de cada indivíduo (no caso, só os que tem capital) a produzir o que quiser, independentemente de ser o mais necessário para a sociedade.

O grande erro dos primeiros liberais foi crer que aquilo que iria gerar mais lucro e, portanto, ser objeto de desejo dos donos do capital era o mais necessário para a sociedade; hoje não nos falta exemplo de produtos que geram mais lucro, embora não sejam de extrema necessidade da sociedade (a produção de soja vai para o gado europeu enquanto o mercado interno brasileiro mal consome esse produto e seus derivados).

Se essa liberdade individual fundamenta um sistema que restringe a liberdade humana aos donos do capital, cabe perguntarmos: é esta liberdade que queremos?

Anônimo disse...

que papo bom!
realmente o liberalismo não se limita à idéia de mercado defendida pelo sistema, mas são sempre válidas essas questões mais abrangentes. tentando responder à última questão - não eu não quero essa liberdade individualizante com o progressivo esfacelamento do sentido público das nossas vidas. muito bom ver o consumismo despencar e os poluentes em menor quantidade no planeta. mas não esqueçamos da macro economia: com essa estatização do mundo, com o emissionismo de valores, as especulações em baixa que não cessam do dia pra noite, etc etc, essa crise ainda não nos abateu da maneira mais trágica. ass.: melinda pratz

Anônimo disse...

boa discussao.

Realmente melinda a crise ainda não chegou de verdade, so poderemos ter uma ideia real dela em 2009.

Esses pontos levantados pelo "diga não ao liberalismo" sao muito importantes, e inclusive eu vejo que as suas principais criticas estao ligadas a esse Neoliberalismo que veio surgindo timidamente com o fim da segunda guerra, assumindo força e o controle em todo o mundo a partir dos anos 90.

Esse modelo de liberalismo não é o ideal, assim como o modelo de socialismo implantado pela uniao sovietica tambem nao foi o correto.

Eu penso que o sistema capitalista é o sistema que mais justo em relação a trabalho e meritos individuais, porem esse capitalismo selvagem que vemos eu tambem abomino completamente onde não sao respeitados deveres e direitos, onde não vemos nenhuma regulamentação do estado, onde oportunistas enriquecem atraves de especulações sem um minimo de trabalho, esse sistema de neoliberalismo sim tem que ser combatido fortemente.

Muito boa tambem a questao levantada aqui sobre o meio ambiente,ja vi alguns estudiosos, e até artigos do greenpeace de como essa baixa do consumo diminui drasticamente o impacto ambiental.

cordialmente
Artur

diga não ao liberalismo disse...

Bem, eu tb tenho gostado bastante das discussões aqui travadas. Tratarei agora aqui de um outro aspecto da discussão que aqui foi levantada: o aspecto ambiental.

Com certeza quando há uma crise financeira esta gera uma baixa no consumo, pois isso é a sua consequência. Portanto, evidentemente que o meio ambiente terá um fôlego, já que boa parte de nosso consumo se baseia na destruição indiscriminada deste. Mas não creio que devemos ficar felizes com isso, afinal, nenhuma crise é eterna e o capitalismo (a história nos mostra)se supera através destas crises.

Ou seja, se nós não mudarmos nossa idéia de desenvolvimento econômico as crises não poderão conter a devastação do meio ambiente. Creio que devemos nos utilizar da crise, que é um momento em que pensamos no nosso desenvolvimento econômico, para estabelecermos um novo tipo de desenvolvimento.

Melinda Pratz disse...

Repetindo a última colocação postada: "Creio que devemos nos utilizar da crise, que é um momento em que pensamos no nosso desenvolvimento econômico, para estabelecermos um novo tipo de desenvolvimento."

Concordo, reescrevendo: devemos nos servir desse momento de exposição total do sistema capitalista e seu frágil mercado nas mídias – convencionais ou alternativas – mas sem esquecer que toda crise, como nos mostra a história, aparece maquiada por nossos governantes com a única finalidade de deslocar a discussão sobre a emergência de um novo e transformador modelo de desenvolvimento.

Acredita-se, briga-se, defende-se com muita propriedade a transformação do modelo de desenvolvimento econômico que privilegie a promoção social.

Mas são em pequenas ações, bem localizadas e de maneira continuada que conseguiremos transformar a realidade e iniciar um diálogo vigoroso na direção de uma nova sociedade (de consumo controlado e sustentável? ou o homem do século XXI está pronto a uma nova novíssima realidade, a “socialista”, enfim?)

Luciane Barbosa disse...

Discordo da discussão, com certeza pela minha formação e pelas minhas escolhas, mas não me abstenho do debate (e espero que o espaço do debate continue existindo com o respeito às divergências). O sistema através da educação formal e não formal tentou vigiar e adestrar meu corpo e minha mente, mas não conseguiu e não vai conseguir. Certo vez li um texto de Frei Betto, 'O Aquário negro' (in: Aquário Negro), que mexeu muito comigo e é da década de 80. Essa leitura como muitas outras determinaram minhas escolhas e meus posicionamentos, em relação ao poder instituinte e ao poder instituído. Recomendo a busca, naquele tempo de não cooptação do partido dos trabalhadores, Frei Betto escrevia coisas muito interessantes, como muitos cristãos socialistas (Paulo Freire faz falta).

Quero dizer também, que não existe desenvolvimento sustentável, não existe produção sustentável. Pelo simples motivo do capital não ser sustentável. Ele próprio se consome. Explorando a natureza, e a população. Onde nesse sistemas estão divididos em recursos naturais e recursos humanos, ou seja, onde houver exploração haverá capitalismo. O que estamos assistindo nesse momento (mundialmente) é mais uma conta que está endereçada aos pobres.

"Que os ricos paguem pela crise"

Aproveito o espaço para citar Allende. Depois, com mais tempo irei buscar uma análise mais "ortodoxa".

Abraço a todos.

"Por isso penso que o homem do século XXI deve ser um homem com uma concepção distinta, com outra escala de valores, um homem que não seja movido essencial e fundamentalmente pelo dinheiro, um homem que pense que existe para a fortuna uma medida diferente,na qual a inteligência seja a rande força criadora. Quero dizer que tenho confiança no homem, mas é no homem humanizado, no homem fraterno e não no que vive da exploração dos outros." (Salvador Allende: Allende por Allende - Archivos de Allende - fundação Allende)

Melinda Pratz disse...

luciane, as divergências serão sempre bem-vindas enquanto existir ou resistir tolerância e desejo de embate entre nós. só não entendi onde há a divergência? até o momento, nesse diálogo, ninguém defendeu posicionamentos ideológicos ou de formação de um "possível desenvolvimento sustentável" ou menos de uma "sociedade de produção sustentável"... o que postei por último no comentário foi uma blague ou provocação. mas é preciso ter humor pra compreender.

... espera aí! ou você está discordando de que o momento de crise é favorável às mudanças?... então é um tipo de “comunista”* bem pouco ortodoxa (como será sua próxima postagem, assim espero), descrente do evolucionismo que o engendrou. a crise aqui debatida é endereçada a todos nós, como as altas dos impostos: quem mais ganha menos paga, quem menos recebe, mais encargos!... mas todos estamos apanhando!

se o momento de crise for bem aproveitado, em salas de aula, nas faculdades, nos cursos de pós-graduação, dentro dos movimentos sociais, ongs, oscips, conselhos municipais, no âmbito dos ministérios das cidades e outras pastas, associações de bairro e nas próximas administrações e câmaras municipais, apesar do endereçamento cruel e desumano aos de classe sociais e econômicas mais carentes, observaremos uma melhora nas condições de cobrança por uma sociedade, por que não, mais “desenvolvida” – de consumo ainda, mas na direção da transformação que todos nós de esquerda (?) desejamos.

* visitei o seu blogue caminho comunista... encontrei um cara também super bacana como você e o danilo (esse eu não conheço, com você já tive o prazer de dialogar por aqui), que fez uma análise interessante sobre o modismo ou não das leituras marxistas no ambiente acadêmico: http://mateus-boni.blogspot.com/; o texto chama-se “sobre o marxismo e a psicanálise”.

vamos trocando idéias... divergentes ou não, sempre enriquecedoras.

Jacutinga disse...

Não devemos ficar felizes com a crise! Quem paga é o oprimido e não o opressor. Esse debate tem cheiro republicano.

O capitalismo jamais se autodestruirá. Alguns pensam que Marx referiu-se ao capitalismo como um sistema em excesso que tende a acabar por se autodestruir, o que é equivocado. Esse é mais um discurso da socialdemocracia que tenta reinventar o sistema esgarçando e oprimindo ao máximo e fabricando discursos de responsabilidade social e de desenvolvimento sustentável (comprando terras para fundar áreas de proteção ambiental privadas coorporativas). Ele afirma que toda a forma de capitalismo (qualquer uma, em excesso, em falta, na medida certa, de forma "justa" - ops. foi o republicano acima que citou) tem contradições que pressupõem em sua destruição, mas isso só será possível através da conscientização da classe trabalhadora e, internacionalmente. Portanto, de que lado estamos? - Socialismo ou Barbárie?


Só pra variar:


De volta às estantes O Capital, de Karl Marx, volta à moda em meio à crise financeira.

Publicada em 16/10/2008 às 23h47m
O Globo.

BERLIM - Duas décadas após a queda do muro de Berlim, a crise financeira global provocou uma corrida às livrarias alemãs pelo clássico "O Capital", livro de 1967, em que Karl Marx analisa o modo de produção do capitalismo e que serviu de base para a ideologia marxista. Como indica a reportagem do Globo, nesta sexta-feira, Joern Schuetrumpf, responsável pela editora Karl-Dietz, de Berlim, que edita a obra de Marx, disse ao jornal alemão "Neue Ruhr Zeitung" que as vendas do primeiro volume da obra triplicaram desde o ano passado, chegando a 1.500 exemplares este ano. Para o mês de dezembro, a editora espera um aumento da demanda, considerando que algumas das teorias escritas pelo filósofo - entre as quais aquela que afirma que o capitalismo em excesso acaba por se autodestruir - estão mais atuais do que nunca.
O próprio governo alemão pode ter contribuído para o fenômeno de vendas de Marx nas livrarias, já que no fim de setembro o ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrueck, declarou ao jornal "Der Spiegel" que "tudo o que está acontecendo mostra que algumas partes da teoria marxista não estavam tão erradas".
Confira a íntegra da reportagem no Globo Digital (conteúdo exclusivo para assinantes)

obs. esse senhor, Joern Schuetrumpf, nunca leu Marx, ou leu e não assimilou, ou - na minha opinião - está do outro lado.

avoado disse...

o que é o republicanismo ou ser republicanista diante dessa crise? estava acompanhando o debate até então sem manifestar opinião, mas, acho que tá tudo mto confuso. continuo sem opinião no direcionamento que se segue. se bem que melinda pratz tem nome de assessora e amiga confidente de sara palin, rsrs

Anônimo disse...

caaaaaaaaaaaaaaaaalma jacutinga, cadê teu “zé” pra te acalmar??? até o momento estava interessante o debate aí vem você com esse pé na porta!!!!!!!!!!!!!!! guarda essa tua raiva pro levante, bicha! a gente precisa de força de reserva ou da massa excedente pra guerra civil! (cadê ela heimn? ou será que a massa excedente virou massa de manobra dos movimentos sociais??) hauhauhau!!!!!!!!

Luciane Barbosa disse...

Não entendi. Não escrevi que há problema em divergência. Não divergi somente da melinda pratz. A divergência para mim é desde o texto.


- melinda: "se o momento de crise for bem aproveitado, em salas de aula, nas faculdades, nos cursos de pós-graduação, dentro dos movimentos sociais, ongs, oscips, conselhos municipais, no âmbito dos ministérios das cidades e outras pastas, associações de bairro e nas próximas administrações e câmaras municipais, apesar do endereçamento cruel e desumano aos de classe sociais e econômicas mais carentes, observaremos uma melhora nas condições de cobrança por uma sociedade, por que não, mais “desenvolvida” – de consumo ainda, mas na direção da transformação que todos nós de esquerda (?) desejamos." - não seria ao contrário? Carentes? Carente de quê? Observaremos uma melhoria nas condições de cobrança? De cima para baixo? Cobrança da parte de quem e para quem? Como assim: "mais “desenvolvida” – de consumo ainda, mas na direção da transformação que todos nós de esquerda (?) desejamos" - qual direção? a da socialdemocracia? Confesso que não entendi.

- essa parte aqui eu também não entendi: "* visitei o seu blogue caminho comunista... encontrei um cara também super bacana como você e o danilo (esse eu não conheço, com você já tive o prazer de dialogar por aqui), que fez uma análise interessante sobre o modismo ou não das leituras marxistas no ambiente acadêmico: http://mateus-boni.blogspot.com/; o texto chama-se “sobre o marxismo e a psicanálise”. - Você disse que dialogou com quem? O blog é nosso - meu e do danilo. E visitarei a sua sugestão.

Abraços

Jacutinga disse...

Não é que melinda pratz se parece muito com a menina ana... aquela que ama a república e que os governos a amam, mas só os republicanos.

menina-ana disse...

gente do céu!! como me odeia e me persegue essa mulher jacutinga! estou a sofrer, a penar, vou morrer com isso!

acabo de chegar do rio, cansada, destruída, mal tratada por aquela republicanista da viação normandy [só pra tirar onda: ontem a gamboa tava cheia de nego bonito que só, o samba comendo, a cerveja gelada, o que me destruiu ainda mais...] bom, vamos ao que interessa: agora mesmo chegando em minha terra, valença, ligando meu computador e abrindo minha caixa postal que está lotada, pedi ao caríssimo administrador do blogue pela lista interna do vq pra me dar um help (ops, qq estangeirismo me denunciaria ainda mais) eliminando os comentários em excesso de gente que, diferentemente de mim, não tem o que fazer uma tarde inteira, qd, não tão surpreendida assim, novamente dou com os comentários sempre classudos e instigantes de mulher jacutinga.

mesmo cansada, raciocínio falho, acabei aprendendo alguma coisa do tipo cultura de rádio relógio: republicanos ou republicanistas – se liga avoado - são atualmente os maiores inimigos do planeta, da galáxia, do universo, eu diria, são os maiores poluentes, consumidores, revanchistas, comediantes, farsantes, são tudo de ruim, donos do capital, especuladores do mercado financeiro, celebridades, modelos-atrizes-dançarinas e seus machinhos bombados, são as canções melancólicas de ana carolina, é a trupe cansada – não mais que eu! – da regina duarte, ana maria braga e ivete sangalo.

é, é tanta cultura que não me furtarei a dispensar tamanha coerência intelectual num pé de página num desses textos chatíssimos que sou obrigada a redigir como exigência curricular na plataforma lattes (ah, sim, os acadêmicos também devem ser todos, sem exceção, republicanistas, ainda mais pra quem não goza de formação, titulação e essas outras bobagens do mundo tecnocrata burguês como sempre repete um amigo aqui do vq)

como vou demorar pelo menos uma semana pra voltar aqui, eu espero que melinda pratz e cia se deliciem com a aula-espetáculo de mulher jacutinga que vai com certeza divertir a todos às minhas custas. afinal, ela tem tempo pra isso, eu não.

abraços, até, menina-ana.

menina-ana disse...

eu esqueci de fazer uma ressalva, das celebridades, de todas, só uma não é republicanista: a madona. a popstar tem tanto ódio à candidatura mccain que eu até pensei que jacutinga fosse ela.

diga não ao liberalismo disse...

Bem, acho que a discussão está perdendo um pouco o foco.

Discutíamos sobre a crise mundial que está por vir (quer dizer, já veio, mas ainda não foi sentida com toda intensidade). Falávamos, então, do problema do liberalismo (neoliberalismo, se preferirem), que consiste no fato de que sempre gerará crises e que para superá-la é necessário subsidiar aqueles que foram responsáveis por ela (os donos do capital).

Concordamos que este é um sistema perfeito para quem vive da exploração alheia. Afinal, se o sistema gira em torno dos exploradores, para mantermos o sistema em momentos de crise precisamos (os Estados representando, nós, sociedade global)sutentá-los.

Daí, começamos a falar da necessidade de um novo sistema econômico. Começou, então, pra mim, aí a divergênica, luciane. Pois eu sugeri isso sem especificar no que estava pensando. Agora digo.

Eu não estava pensando em um sistema em que haveria liberdade econômica, mas bastante regulamentada pelo Estado. Eu estava pensando em um sistema de economia planificada, isto é, em que os indivíduos (os que tem capital, claro) não poderiam decidir ao bel prazer o que iria produzir; mas que teria a produção atrelada ao plano desenvolvido pelo Estado. Este plano privilegiaria, logicamente, os interesses de subsistência da sociedade, primeiramente.

Ou seja, a produção das coisas estaria sobre o poder do Estado (não do indivíduo - capitalista), o qual, de forma planejada, promoveria a produção dos bens que fosse de interesse de toda a coletividade.

O problema disso é atrelar (politicamente falando) o plano do Estado aos interesses da coletividade. A partir daqui, confesso, aceito sugestões.

OBS: a devastação do meio ambiente não é de interesse da coletividade.

Jacutinga disse...

Gente, não é porque as eleições estadunidenses estão em alta que o ser republicano se resume a isso.

Que bom que a Ana voltou. Estava com saudades!

- "OBS: a devastação do meio ambiente não é de interesse da coletividade."

Bem, num sistema explorador e imperialista isso é inevitável.

E Ana, por acaso ocê me chamou de desocupada? Bem, não me importa. O que me importa é que daquela vez que você escreveu aquele post no texto sobre as eleições, você foi tão infeliz que felizmente não pude suportar.

Feliz currículo lattes pra ocê!

Anônimo disse...

que bom que vc tá de volta jacutinga! Tava morrendo de saudades!

Melinda Pratiz disse...

Luciane, não se irrite com a forma intimista como me expresso aqui. Eu escrevi que lhe conhecia ou dei a enteder isso porque havia postado comentários seguidamente aos seus no texto do autor Sanger Regnas, sobre o caso Eloá nesse mesmo blogue e com o Danilo, da equipe do Caminho Comunista, eu não havia trocado idéias ainda. Também eu aproximei o trabalho de vocês dois ao que desenvolve o blogueiro Mateus porque ele me pareceu alguém também lúcido e com propostas que de alguma maneira se pareciam às suas. Conheci o blogue do Mateus no Mídia Independente, nele o autor fazia uma consideração muito interessante a respeito das Brigatte Rosse, na Itália. Acho que vale a pena sim dar uma olhada no que escreve esse rapaz. Apesar de ainda ler Foucault, eu concordo com esse texto que eu lhe indiquei sobre os modismos em torno do historiador de Vigiar e Punir e do sempre citado e pouco compreendido Nietzsche. De soslaio, Mateus consegue dar o recado sobre o que pensa e compreende em Marx.

Sobre o fato de ser republicana ou social-democrata, Jacutinga, eu não vejo grande problema nisso. Até porque considero tudo isso um elogio face à vida que levava antes de me transformar nessa espiã desocupada que percorre os blogues que considero minimamente inteligentes.

Abraços da Melinda.

Psiu.: ainda bem que o debate foi retomado pelo harmonioso mas não em cima do muro “diga não ao liberalismo”...

pra jacutinga responder disse...

vc escreveu: "Gente, não é porque as eleições estadunidenses estão em alta que o ser republicano se resume a isso."

tá tudo bem já suspeitava mas dá pra explicar o que é ser republicano como forma pejorativa, negativa ou pelo menos pejorativa de se posicionar politicamente?

Anônimo disse...

pqp, qnd parece que um texto vai gerar um bom debate aparece umas marias lavadeiras para fofocar.

continuando o debate:

Qual o partido do Frei Beto? Ahh sim...

ocupado disse...

menina ana, não está gostando do debate, não precisa se manifestar. Chamar os comentaristas aqui, que estão tentando travar uma discussão, de desocupados é dose. Sugiro que descanse (como toda semana) até segunda (só treabalha terça, é isso mesmo?). Num fala bobagem.
E voltemos ao debate:

Frei Betto era PT, mas perdeu as esperanças com o governo Lula. Ele tem umlivro, A Mosca Azul, que conta um pouco como foi essa trajetória dele como assessor do presidente.

Luciane Barbosa disse...

Trouxe esse texto, como havia comentado. Ótima análise. Não é o Plínio pai, mas é bom à beça. Chamo atenção para o último parágrafo, pois responde muitas perguntas e contribui para as análises dos comentários anteriores.

Retirado do Correio da Cidadania. Se não quiserem ler aqui, deixo o link (é mais interessante visitar:

www.correiocidadania.com.br/content/view/2510/9/



Potências imperialistas mostram sua impotência diante da escalada da crise


Escrito por Plínio de Arruda Sampaio Jr.
28-Out-2008


A crise financeira que eclodiu com a intensidade de um furacão tropical nas últimas semanas gerou um estado de absoluta incerteza em relação ao futuro da ordem global. A desconfiança na solidez das instituições financeiras, provocada pela quebra em cadeia de bancos que até há pouco pareciam inabaláveis, desencadeou um colapso generalizado do crédito que tende a desorganizar o sistema capitalista mundial. Ao expor a extraordinária fragilidade do sistema monetário internacional e os precários fundamentos que sustentam a globalização dos negócios, a crise pôs por terra os parâmetros que balizavam os cálculos capitalistas, deixando o mundo sob a ameaça de uma depressão sem precedentes.



A origem dos problemas encontra-se no processo de liberalização que solapou as restrições institucionais que impunham limites à atuação do capital financeiro, com o objetivo de minimizar os impactos perversos da livre concorrência sobre a economia popular. Ao levar ao paroxismo a liberdade de movimento dos capitais e a desregulamentação dos mercados financeiros, os Estados Unidos e os organismos financeiros internacionais criaram condições ideais para o pleno desenvolvimento da especulação produtiva e financeira em escala global.



O neoliberalismo premiou os especuladores mais ousados, desencadeando uma concorrência desenfreada pelo lucro fácil que só poderia terminar em catástrofe. O resultado era previsível: a valorização do capital fictício descolou-se completamente da valorização produtiva e a acumulação produtiva descolou-se completamente da capacidade de consumo da sociedade. Em poucas palavras, o mundo encontra-se diante de uma clássica crise de superprodução, cuja solução demandará uma brutal queima de capital, produtivo e financeiro, com tudo o que vem junto: desemprego, crise social e instabilidade política.



Em relação às inúmeras turbulências que marcaram a conturbada trajetória das finanças internacionais na era neoliberal, há pelo menos duas mudanças significativas no caráter da crise atual, ambas convergindo para a configuração de uma crise geral – um fenômeno estrutural que terá repercussões de longo alcance.



Em primeiro lugar, a profundidade e a extensão dos desequilíbrios que precisam ser digeridos superam as crises anteriores em todas as suas dimensões e só são comparáveis à hecatombe que desarticulou o sistema monetário internacional nos anos 30. Como todas as economias nacionais estão fortemente interconectadas entre si e fortemente dependentes do que ocorre na economia norte-americana, não há como conter o processo de disseminação da crise sem subverter os alicerces da ordem econômica internacional montada nas últimas quatro décadas, sob a batuta dos próprios Estados Unidos.



Em segundo lugar, a impotência do poder político para lidar com a situação não permite que se vislumbre uma solução rápida e indolor para o impasse da economia mundial. A superação dos entraves que bloqueiam a acumulação de capital exige uma ação coordenada, de caráter transnacional, envolvendo todas as dimensões da vida econômica - financeira, monetária, comercial e produtiva -, cuja possibilidade de concretização, até o momento, sequer foi cogitada. Os Estados Unidos, que deveriam liderar este processo, têm se revelado totalmente impotentes para enfrentar a situação e não há o menor indício de que alguma outra potência imperialista possa assumir o seu papel.



Enganam-se os que imaginam que a recente atuação conjunta dos governos dos países desenvolvidos para salvar os bancos seja um sintoma de que o poder público começa a sair da inércia. Por enquanto os Estados têm se restringido a uma atuação reativa, sempre atrás dos acontecimentos, comandada pela histeria desesperada dos "mercados" – eufemismo para designar os interesses do capital financeiro.



Não é impossível que o esforço para "administrar" a crise protele o desmoronamento dos mercados financeiros por mais algum tempo, dando para muitos a impressão de que os problemas poderão ser contornados sem maiores traumatismos. Ainda que a possibilidade de um colapso espetacular do sistema monetário internacional não possa ser descartada, o mais provável é que o desdobramento da crise se arraste por tempo indefinido, alternando momentos de pânico com momentos de relativo alívio, numa lenta agonia.



O fato é que a economia mundial está a léguas de qualquer tipo de ação "reguladora", capaz de pôr ordem na anarquia da iniciativa privada e de conter o caráter ultra-regressivo do padrão de acumulação neoliberal – as causas últimas da crise. Os que confundem a estatização do sistema financeiro em curso com a volta da regulação de tipo keynesiana tomam a nuvem por Juno, pois não é o Estado que está comandando o capital, mas exatamente o contrário, o grande capital que está comandando o Estado.



Em nome da necessidade inquestionável de evitar uma crise sistêmica da economia mundial, de efeitos potenciais catastróficos, a ação dos Estados capitalistas está promovendo o maior ataque à economia popular de que se tem notícia na história. Os recursos que até ontem faltavam para financiar as políticas públicas, agora sobram para socorrer os bancos, sem que nada garanta, diga-se de passagem, que o cataclismo seja evitado. Para se aquilatar a magnitude de riqueza transferida para o grande capital, basta lembrar que, no intervalo de poucas semanas, os maiores bancos do mundo receberam um montante de recursos públicos equivalente a vários PIBs anuais do Brasil.



Além da ausência de uma potência hegemônica em condições de liderar a reorganização do sistema capitalista mundial, a crise atual apresenta outra importante diferença em relação ao contexto histórico da crise do liberalismo que marcou toda a primeira metade do século XX. A complexa teia de relações comerciais e produtivas que unifica o sistema capitalista mundial bloqueia a possibilidade de soluções "nacionais" para a crise global.



Iludem-se, portanto, aqueles que apostam na eventualidade de um retorno a Keynes. As bases objetivas e subjetivas que davam sustentação ao arcabouço de política econômica baseado em um regime central de acumulação encontram-se pura e simplesmente corroídas. O grau de socialização das forças produtivas já alcançado pelo desenvolvimento capitalista não comporta a possibilidade de um recuo "nacional", pois isto implicaria grande perda de eficiência econômica (devido à menor economia de escala), representando uma inusitada regressão na divisão social do trabalho. Além disso, o controle absoluto do Estado capitalista pelos grandes conglomerados internacionais torna muito pouco provável a possibilidade de um recuo protecionista, pois o grau de internacionalização do capital é incompatível com o espaço econômico nacional como horizonte de sua reprodução ampliada.



Sabe-se pela tumultuada história do capitalismo que, enquanto não houver uma alternativa a este regime, de uma ou de outra maneira, mais tempo menos tempo, com maior ou menor sacrifício, as condições para a retomada da acumulação de capital serão restauradas um dia. Qualquer que seja o caminho para a superação da crise, uma coisa é certa. Na ausência de forças capazes de deter a fúria especulativa do grande capital, o capitalismo tende a ficar ainda mais regressivo e predatório, pois é gigantesco o volume de capital sobreacumulado que precisa ser digerido antes que as condições para a reprodução ampliada do capital sejam restabelecidas. E, pelas tendências em curso, tudo se encaminha para uma socialização dos prejuízos sem precedentes em escala global. No caso da crise do liberalismo, que desarticulou a divisão internacional do trabalho que gravitava em torno da economia inglesa, o mundo teve de passar por duas guerras mundiais, duas revoluções socialistas e uma depressão de longa duração antes que o sistema capitalista mundial fosse reorganizado – um processo que durou cerca de meio século.



Ao contrário do que ocorreu nas inúmeras turbulências que marcaram a era neoliberal, desta vez a população norte-americana não será poupada de sacrifícios. Instigados pela ortodoxia neoliberal e pela grande mídia a acreditarem que o mundo havia entrado em uma era de prosperidade sem fim, trabalhadores e aposentados apostaram suas poupanças suadas – e muitos endividaram além de suas posses - na esperança de ganhos patrimoniais meteóricos. Os que não pularam fora da ciranda especulativa a tempo, acabaram com o mico na mão e, agora, se encontram na iminência de ficarem sem casa, sem aposentadoria e sem emprego. É bem pouco provável que aceitem a nova situação docilmente.



Elo fraco do sistema capitalista mundial e zona de influência dos Estados Unidos, a América Latina sentirá o impacto da crise de maneira redobrada. A crise será transmitida pelos processos históricos tradicionais - queda do comércio internacional, contração dos preços das commodities, paralisia dos fluxos de crédito e investimentos, fuga de capitais, crises fiscais e financeiras, forte instabilidade da moeda - bem como por processos novos -, paralisação do fluxo de remessas dos imigrantes, exacerbação dos obstáculos das economias desenvolvidas à imigração, intensificação do racismo contra os povos do chamado terceiro mundo, inversão do fluxo de imigrações. Se não houver uma pronta reação dos países da região, centralizando o câmbio e desatrelando o sistema de financiamento interno do mercado financeiro internacional, os efeitos serão fulminantes.



A forma imediata assumida pela crise não deve destoar do padrão conhecido, combinando estrangulamento cambial, desorganização das finanças, instabilidade monetária, estagnação econômica, quebra de empresas e ampliação do desemprego. Instaurado o caos econômico, as pressões do imperialismo para despejar o ônus da crise nas economias da região serão cada vez maiores. Ao encerrar o efêmero ciclo de crescimento que tinha interrompido três décadas de estagnação, a ordem econômica internacional recolocará toda a periferia latino-americana na rotina de Sísifo do ajuste econômico permanente. O novo marco histórico tende a acelerar o processo de reversão neocolonial em curso.



A crise do ciclo expansivo neoliberal aprofundará a barbárie capitalista. Abre-se um período de grandes convulsões sociais e acirramento das rivalidades entre os Estados nacionais. Nos marcos da ordem burguesa, o futuro é sombrio. Mais do que nunca, o regime do capital virá acompanhado de crescente instabilidade econômica, absoluta irracionalidade na utilização da riqueza, gritantes desigualdades sociais, escalada da prepotência imperialista e inexorável comprometimento da democracia.



Plínio de Arruda Sampaio Jr., economista, é professor do Instituto de Economia da UNICAMP.

Danilinho Serafim disse...

Depois de um tempo afastado do blog e da via internáutica por uma semana, por conta de uma placa-mãe queimada, percebo que está sendo travado um debate interessante aqui. Apesar de poucas analises, de muita intimismo e de direcionamentos particulares no debate. Mas vamos lá:

O texto do Frei Betto, tem um grande equívoco quando assume o mercado como culpado, causador, ou seja lá o que ele quis dizer, pela crise. Na verdade o mercado, vai existir tanto nessa sociedade capitalista, tanto numa sociedade socialista. A diferença é a forma que os modelos tratam o mercado.

Na verdade, o ideário neoliberal é o culpado pela crise. O capitalismo é o culpado pela crise. A especulação financeira, imobiliária e etc é culpada pela crise.

Temos que analisar a crise de um contexto político amplo,maior, do que analisar só o mercado. Como diria Trotky, temos que observar como o imperialismo, crises de governo, partidos políticos e, mais importante, a consciência e a combatividade da classe trabalhadora se relacionam com a crise econômica.

A crise nada mais é que o resultado da natureza exploradora do capitalismo.

A crise desconstrói os mitos impostos pelo sistema capitalista no seu ideário neoliberal. As boboseiras do livre mercado, do desenvolvimento sustentavel vão todas por água abaixo nessa crise. A crise elucida para todos e todas o esfacelamento desse sistema financeio desregulado.

Passei o olho em alguns comentarios e vi diversas vezes a proclamação do 'desenvolvimento sustentavel'. Isso não existe. Nesse sistema o que existe é explorado e explorador, é a luta de classes, nada será sustentavel enquanto houver explorados. Não existe desenvolvimento sustentavel porque o proprio sistema capitalista e o ideário neoliberal não se sustenta, por si só contrapõe tudo que se entenda como sustentabilidade. Ora bolas!

A crise em pauta é a financeira. Mas e ambiental?E o aquecimento global? Tudo isso prova a insustentatabilidade dentro do modelo capitalista e a improbabilidade de desenvolvimento economico sem a exploração do humana e dos recursos naturais dentro desse sistema.

Tanto não se sustenta que o tão propagado Estado mínimo, teve que, hipocritamente, ser colocado de lado e utilizar o Estado para salvador os especuladores falidos.

Mas a crise, esta só no começo. Ainda virão mais quedas e mais quebras. Tende a se espalhar e ir, enfim, para economia real(fora da especulação, causando recessão, desemprego e uma série de desarranjos principalmente para a classe trabalhadora. Desarranjos estes em forma de ofensiva aumentando a exploração e desprovindo a classe trabalhador de seus direitos. Com a cantilena enfadonha que são contribuições indispensáveis para o salvamento geral, que quando na verdade que só será salva a elite burguesa tecnocrata e seu sistema de exploração.

Mas nesa conjuntura que a hegemonia se enfraquece, e o idela socialista se fortalece para afirmar o seu projeto de emancipação política. A necessidade da alternativa socialista se prova com essa crise como única capaz de salvar o mundo da barbarie.

Pra concluir, a crise remonta uma velha máxima capitalista e das classes dominantes que justifica toda essa minha argumentação. Que é a seguinte:

"Quando a economia vai bem, privatizam-se os lucros, quando a economia vai mal, socializam-se os prejuízos."

Saudações comunistas a tod@s!

Em tempo: Prazer Melinda Pratz(se é que já não me conhece), eu sou o Danilo do blog caminho comunista.

Em tempo2: Incansável a perseguição de Jacutinga com a Ana (por falar nisso, vida boa hein...) ta na hora de desparticularizar o debate para o proprio crescimento de conteúdo do blog. o que acham?

Em tempo3: Cirurgica a intervenção de mulher Jacutinga quando sai do simplismo de que o republicanismo estadunidense é a base do ideário republicano. Longe dissoo republicanismo é aquele ideário que acredita na democracia como está dada e que é por esta democracia que alguma mudança acontecerá, se não acontecer também tudo bem porque o deles já esta garantido como explorador. tem muito mais aos poucos vai sendo ilustrado...

Anônimo disse...

Engraçado, quando eu era criança o futuro ia ser radioso, o futuro e seu sistema ia ser limpo, o futuro e seu sistema ia ser feliz, o futuro e o sistema ia até ter televisão, que seria uma maravilha. Agora meu futuro passado vivem a ameaça da bomba, a ameaça da fome, a ameaça da superpopulação e da poluição. É não se fazem mais sistemas nem mais futuros como antigamente. E a culpa é de quem?
- Acredito que a culpa seja de Deus. Veja bem, Deus criou o trigo, depois inventou o pão. Mas até hoje o homem come o pão que o Diabo amassou com o rabo.
- O mal dos sitemas no mundo é que Deus envelheceu e o Diabo evoluiu. E quem os criou a margem do Capitalismo e do Escravismo foi o próprio homem. O mundo é mal, dizem que Deus foi quem criou o Mundo então Deus é o Diabo.
A última linha dita por Padre Esteban lhe custou o Sacerdocio.
Não gosto das analises de Frei Betto e nem de Leonardo Boffe.
O texto não condiz com a pessoa.
Renato Russo em um clipe no youtube interpreta "GENTE HUMILDE" de Chico Buarque, assistam-no por favor e depois voltem ao debate. Façam uma comparação entre este texto e o clipe.
JRN