segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Justiça determina suspensão do Enem 2010. O MEC irá recorrer

Retirado do site UOL educação

A juíza Carla de Almeida Miranda Maia da 7ª Vara Federal acatou argumento do MPF (Ministério Público Federal) e determinou a imediata suspensão do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010. A Justiça acatou argumento de que o erro da impressão das provas - o caderno de provas - apresentava questões divididas entre o cabeçalho de Ciência e Natureza e de Ciências Humanas, levou prejuízo para os candidatos.

A disponibilização do requerimento àqueles estudantes prejudicados pela prova correspondente ao caderno amarelo e a intenção de realizar novas provas para os que reclamarem administrativamente não resolve o problema. Novas provas poriam em desigualdade todos os candidatos remanescentes, afirmou a decisão da juíza.

Segundo o procurador da República Oscar Costa Filho, a decisão "vem trazer segurança e estabilidade a todos que enfrentam essa comoção nacional". A decisão tem efeito em todo o Brasil.

Opinião do MEC sobre sobre decisão

Em resposta à decisão da Justiça Federal de determinar o cancelamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010, o MEC (Ministério da Educação) informa que a "igualdade de condições dos concorrentes está assegurada pela utilização da TRI-Teoria de Resposta ao Item". A juíza Carla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará, publicou a determinação nesta segunda-feira (8).

O ministério espera que a juíza reconsidere a decisão do cancelamento. Caso isso não ocorra, irá recorrer do cancelamento. O MEC argumenta que a TRI "permite a comparabilidade no tempo" e cita como exemplo provas aplicadas em momentos distintos em 2009: uma ocorreu em virtude das inundações ocorridas no Espírito Santo; outra, foi aplicada em presídios.

"Com a TRI, o conjunto de modelos matemáticos usados no Enem permite que os exames tenham o mesmo grau de dificuldade. Testadas antes da prova, as questões ganham um peso que varia de acordo com o desempenho dos estudantes nos pré-testes — quanto mais alunos acertam uma determinada pergunta, menor o peso que ela terá na prova porque o grau de dificuldade é supostamente menor", diz a nota.

Ainda segundo a nota, "a aplicação da teoria da resposta ao item é frequente nas avaliações em testes de múltipla escolha aplicados em diversos países. No Brasil, a TRI é usada desde 1995 nas provas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mede o desempenho de estudantes do ensino fundamental e médio. Em 2009, foi usada pelo Enem com o objetivo de garantir a comparação das notas do exame daquele ano com os seguintes".

Entenda o caso

Estudantes identificaram problemas nos cadernos de provas e nos gabaritos do Enem, que foi aplicado nos dias 6 e 7 de novembro. Nos cadernos amarelos, havia questões repetidas e faltantes. Já nas folhas de resposta, os cabeçalhos dos testes de ciências da natureza e ciências humanas vieram trocados.

2 comentários:

Franklin Couto disse...

Na moral...Da até vergonha!!!!

Anônimo disse...

A que ponto chega a falta de consciência em nosso país. Milhares de pessoas querendo que a prova do Enem seja reaplicada para todos, não por mais democracia e justiça; mas para terem uma nova oportunidade de se “darem bem” no Exame Nacional do Ensino Médio, isso porque muitos vestibulandos, por despreparo, não obtiveram bom desempenho no exame, independente, das falhas que tenham ocorrido.
Reaplicar a prova em todo o país seria uma medida de extrema falta de consideração com os indivíduos que já fizeram o exame e não tiveram problemas decorrentes das falhas técnicas de impressão de uma pequena porcentagem das provas aplicadas.
Além disso, a “segunda chance” do Enem para o Brasil inteiro, custaria uma fortuna para os cofres públicos, os quais não iriam receber, novamente, o pagamento de inscrições para financiar a aplicação de novas provas.
Ao observarmos, sensatamente, a possibilidade de reaplicação do Enem para todo a nação, concluímos que é evidente a falta de necessidade que isso ocorra; pois além da prova que deve ser aplicada apenas para os cearenses, ter o mesmo nível de cobrança do teste ocorrido neste final de semana, o sistema de exames do Enem possui o TRI (Teoria de Resposta ao Item), o qual impossibilita a desvantagem para alunos que precisem fazer provas diferentes das aplicadas nos dias seis e sete de novembro. A medida mais justa e correta a ser tomada pela justiça do nosso país é reaplicação, optativa, do Enem para os alunos prejudicados no estado do Ceará, que são, apenas, os que saíram com o caderno de provas na cor amarela.
Ass: Vestibulando Indiguinado