sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

IDHIOTS E A POLÍTICA VALENCIANA

A política talvez seja a única profissão para a qual não se julga necessária uma preparação. (Robert Louis Stevenson)


Na civilização grega antiga, IDHIOS significa "privado". A palavra IDHIÓTS (ou, do latim, IDIOTA) era usada para designar todo aquele cidadão privado, individualizado e que não tinha o menor interesse pela vida política (a vida da comunidade grega, da POLIS). Era um termo pejorativo, sim! Naquele tempo, a atividade política, ou seja, a participação do povo nas decisões administrativas da cidade era fundamental. Não se admitia o cidadão isolado, mas, antes, nas palavras de Aristóteles, o homem era um animal político! Do aumento do pão às decisões de guerra, tudo se passava uma ampla discussão com a comunidade e o interesse de todos prevalecia sobre os interesses de ou outro cidadão... os gregos chamara isso de democracia.

Hoje temos uma democracia muito mais avançada que a democracia da Grécia antiga, com maior inclusão social e, com certeza, muito mais livre em nossas decisões políticas do que muitos países contemporâneos. Mas ao mesmo tempo, temos muito mais IDHIÓTS. Sábado, dia 5, após a "bombástica" suspensão das eleições de Valença, naquela manhã na rua dos mineiros, uma parte da população descontente, acompanhando candidatos ou vestido de palhaços protestaram, mas, por outro lado, uma enorme quantidade de pessoas que, nas suas atividades cotidianas de compras em mercado, sagrada cervejinha do sábado, passeios no centro, simplesmente andavam de um lado a outro sem se importar com a fala de nenhum dos candidatos. Era como se com lideranças políticas ou sem, a vida continuasse. Ou apenas ouvia alguns minutos de discurso e logo saiam para seus compromissos pessoais.

Durante 1 meses, vimos comícios totalmente vazios ou mascarados pelas bandeiras pagas que se agitavam. Musicas que eram cantadas por alguns como uma moda de axé ou funk, com descaso ou ironia, mas nunca com comprometimento. Por que os IDHIÓTS cresceram tanto?

Não porque a população não tenha seus candidatos, mas porque nada se apresentava de novo, numa contínua repetição de tudo que temos visto durante alguns anos. Os candidatos não mais encerram qualquer exemplo moral. Não há mais nada neles que inspirem aquilo que Hegel, filósofo alemão, chamava de Wolkensgeist, ou seja, o ESPIRITO DO POVO, enfim, aquilo que todos os valencianos querem, almejam, desejam. Aquilo que no fundo nos representa. A falta de firmeza de caráter, percebida pela população através de várias uniões sinistras, levou a todos a mais profunda descrença.

Enquanto eu olhava na TV os protestos na França contra a diminuição de verbas para educação, no Egito contra a implantação de uma política familiar suja e no Líbano, contra o retrocesso que o partido muçulmanos tentava promover através do primeiro ministro, aqui eu via uma população totalmente alheia a qualquer manifestação, de qualquer interesse público, de qualquer forma diálogo com as "lideranças". É como um animal baleado que se entrega à morte por não ter mais esperança na salvação.

Na Grécia antiga os IDHIOTS não eram seguidos, mas o DEMAGOGOS, com seus discursos inflamados, técnicos e esperançosos, lideravam aquela população. Hoje, aqui, estamos órfãos dos Demagogos ao estilo grego.

Nos 25 anos de administração pública municipal os “titulados”, “diplomados”, digníssimos prefeitos e vereadores, mataram gradativamente o espírito político mostrando que a prática do IDHIOTS era o caminho correto. Muitos que aqui moram e são capazes de administrar com eficiência esta cidade nem sequer pensar em trilhas os caminhos da política pois tem vergonha de assumirem cargos públicos nesse estado que aqui se configurou. Para o povo, simplesmente se candidatar se tornou sinônimo de "se arrumar financeiramente"! Essa cultura tem matado líderes. Aqui o talento, que deveria proporcionar riqueza, foi substituído pelo talão (de contra-cheque gordo). Mas se esqueceram que um imbecil com um salário público alto nada mais produz que um burro rico e um povo pobre. E para completar o assassinato, o Tribunal Eleitoral matou a credibilidade que o povo tinha nas instituições judiciária, já que o legislativo e executivo municipal se perdeu desde o fatídico episódio da câmara ter aprovado uma lei orgânica municipal copiada de uma cidade litorânea e nem sequer leram o que estavam aprovando até nas disputas de quem acertava a cabeça de quem com o celular.

O povo valenciano precisa de emprego e acima de tudo, condições para criar postos de trabalho, reforma tributária, melhorias na educação e saúde, quadras esportivas e limpeza pública, mas, acima de tudo, o espírito do povo valenciano quer Respeito, Transparência e Dignidade, coisas que os políticos têm que colocar em suas agendas e projetos e que nascem a partir de suas ações e não de seus discursos ou alianças. Alianças trazem verbas, mas só o caráter é capaz de trazer esperança. Estamos vivendo épocas difíceis, onde recursos financeiros são mais fáceis de encontrar do que ética. Que todos nós possamos sair da condição de IDHIOTS e impedir o último tiro numa cidade que ainda tem pela frente muita história para contar.

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Al Jahara
Historiador-Professor de História

17 comentários:

Anônimo disse...

NOSSO POVO É MUITO PACÍFICO, ORDEIRO E PASSIVO TAMBEM. ENQUANTO TIVER CERVEJA NA PRATELEITA DOS BOTECOS, FUTEBOL PARA DISCUTIR, MULHER BONITA COM BELAS BUNDAS, CARNAVAL COM MUITO CALOR, NINGUEM VAI PEGAR PESADO CONTRA QUALQUER GOVERNO INSTITUIDO. A CORRUPÇÃO DEVERIA SER A FORAM DE REPUDIO PEREMANENTE, MAS A POPULAÇÃO GOSTA DE SACANAGEM E ELEGE OS CORRUPTOS. ENTÃO DEIXA AVIDA NOS LEVAR;

Anônimo disse...

Parabem!
Este texto é muito inteligente e real, retrata a situação do povo valenciano nas suas frustações eabnegações.
O povo tem força, o Egito nos mostra, mas nossas lideranças cada dia mais fraca em atitudes por falta de compromisso e ideal nos deixa nas mãos dos lobos.
Que todos possam ler este texto e não somente ler, mas meditar e vê aonde se encaixa, então verás que os filhos da patria foge a luta.

Marilda disse...

Olá Professor Rabib.
Li com crescente interesse suas considerações. Aliás, tem se tornado compulsório em mim essa crescente busca por manifestações vindas de profissionais ligados à área da educação. Por não saber precisar quem anda ausente desse debate, se os profissionais da área ou se a própria Educação, pergunto-me se um dia, a realidade descrita por Você, terá um fim – ou pelo menos se será, consideravelmente, amenizada.

Entendo que o foco das atenções está direcionado para o lugar errado. O que não quer dizer que eu esteja certa. Mas é como entendo. O foco principal da população deveria ser o Poder Legislativo. É o Legislativo que concentra a prerrogativa de elaborar leis e fiscalizar o Poder Executivo. De forma exageradamente “incorreta” digo que para o Executivo qualquer pessoa, com um mínimo de sensibilidade social, poder de liderança e capacidade administrativa, serve. Para o Legislativo, não. Em períodos eleitorais nos perdemos no fla-flu da escolha de prefeito e votamos em qualquer um para vereador. Os parâmetros para a escolha de um vereador são os piores possíveis. Ouso dizer que o papel a ser exercido por um vereador é totalmente desconhecido de nós, os cidadãos de segunda categoria. E acabamos por encastelar o que de pior existe no Reino de Valença. Saiba que até a data de hoje não há, rigorosamente não há, nenhum indício que indique, por exemplo, que o Poder Executivo Valenciano esta sendo fiscalizado pelo Poder Legislativo desta cidade. Pasme!

Quanto à colocação sobre o “fatídico episódio da câmara ter aprovado uma lei orgânica municipal copiada de uma cidade litorânea e nem sequer leram o que estavam aprovando ....”

Na realidade o fato mencionado diz respeito ao Código Tributário Municipal. Na ocasião como assessora da presidente da Comissão de Justiça e Redação, participei desse processo. Dada a exigüidade de tempo com que a matéria teria que ser analisada a mesma foi dividida em duas partes de modo a cumprir os prazos de tramitação. Um Código tem sua tramitação diferenciada das Leis Ordinárias, por exemplo. No que tocou aos aspectos formais do texto, a presidente da CJR abriu discussão pública sobre os termos da Lei e contou com a assessoria de dois funcionários municipais de carreira, os quais se revelaram diligentes, capacitados e comprometidos com a missão. Imprescindíveis, na verdade. Contudo, a falha apontada por Você, partiu da Comissão de Finanças e Orçamentos, a quem coube analisar os aspectos pertinentes à sua pasta. Não tendo feito isso, ou, talvez confiando que a CJR tivesse adentrado nessa área, deu um parecer favorável, levando a que se aprovasse valores venais para casas situadas à beira mar, evidenciando que o Código havia sido copiado de uma cidade litorânea. Até hoje, o Código vigora sob censura.

Confesso estar parada na frase “Alianças trazem verbas, mas só o caráter é capaz de trazer esperança” dita por Você. Viajo... Penso nas esperanças da população por serviços públicos de qualidade; por políticas públicas que lhes façam justiça; pela segurança de agir e atuar sob a orientação de funcionários públicos zelosos e conscientes da responsabilidade advinda da fé pública que possuem. Esperança, sem medo. Esperança sem dor, não-abstrata.

O Picianni pai, político escolado, sabe da importância desta Comissão. Não é a toa que ele emplacou seu menino de 24 anos, primeira legislatura, na CJR da ALERJ. E, anteriormente, o outro na do Congresso Nacional. Quantos de nós entendemos o real significado disso? O que as escolas ensinam sobre isso?


Controle social - Essa é a condição que entendo existir para que possamos “sair da condição de IDHIOTS e impedir o último tiro numa cidade que ainda tem pela frente muita história para contar.” Caso contrário, as histórias continuarão a se repetir. E a se repetir, a se repetir... cada vez mais por indivíduos que não apresentam nenhuma condição de ocupar uma cadeira no Legislativo.

È preciso que se escreva mais.
Abçs. Marilda.

Magnólia Esteves disse...

Ora , ora,
Na Grécia Antiga qual era a porcentegem da população que era classificada com a denominação "cidadão"? Uma boa idéia seria comparar Valença com a Grécia Antiga para ver qual é a porcentagem de idiotas em cada uma destas cidades. Letrados ou não, servos do centro intelectual ou não, vagabundos e cachaceiros ou não. Valença continua a ser um grande espetáculo bufão. Tanto na política quanto na educação superior como bem aponta esse discurso rocambolesco postado por mais uma marionete pseudo-intelectual. Acordem meus meninos!

Anônimo disse...

Sabia que o Egito ia ser mencionado. O Egito é bancado pelos United States. Dessa forma os States mantém uma casa afinada com Israel, no oriente médio. Segundo a MÌDIA Mubarak levava 2,5 bi de dolares por ano, por conta disso. O povo se mobilizou, morreram, segundo a MÍDIa, umas 300 pessoas. Mubarak saiu e no seu lugar entrou o Comandante Militar...afinado com os States...que vai continuar recebendo a "bufa"...isto se não tiver combinado um racha com o Mubarak...enfim tirou o capeta e entrou o demônio. E 300 pessoas (segundo a MÍDIA) morreram por isso.

Anônimo disse...

Professor Rabib, o Sr. acerta em algumas considerações e erra feio em outras! Dizer que a população não prestou atenção no ato do dia 5 é um verdadeiro absurdo! Tem certeza que o Sr. estava lá? Há muito tempo não viam um ato tão cheio em nossa cidade! E não era só militância paga não! O que podemos notar é que o povo quer eleições e participou do ato. Lamento dizer, mas sua precária visão popular prejudicou todo o conteúdo de seu texto! Coisa de acadêmico!

Anônimo disse...

viva a Magnolia.Vamos deixar de falar dificil,colocar pe´no chao. Em tempo aposto que a vice ja renovou suas flores ,tapetes,etc em seu gabinete.Pois e´o que ela acha de mais importante fazer

outro samurai disse...

DESABAFO...
A UM MÊS QUE O ALTO DO JARDIM VALENÇA(RUA CARLOS LUIZ JANNUZZI) NÃO CAI UMA GOTA DE AGUA(SÓ CAMINHÃO PIPA) E DESDE TERÇA PASSADA AS CAIXAS AQUI ESTÃO VAZIAS E CAMINHÃO PIPA NÃO APARECE.
AO LIGAR PARA O 2453-6068 DA CEDAE, SÓ DA OCUPADO.
E A PREFEITURA DIZ NO JORNAL QUE O SERVIÇO ESTAVA NORMALIZADO DESDE O DIA 11-02 SEXTRA-FEIRA, O QUE É MENTIRA.
AS PESSOAS ESTÃO ABANDONANDO SUAS CASAS, E OUTRAS COMO NÓS AQUI EM CASA VAMOS A CASA DE PARENTES EM OUTROS BAIRROS PRA PODER TOMAR UM BANHO OU ALGO DO GENERO. ATÉ MESMO PARA SE ESCOVAR OS DENTES TEMOS QUE USAR AGUA MINERAL, TEMOS QUE COMER FORA, E DESDE DE QUE A CEDAE ENTROU NUNCA MAIS CAIU AGUA NA CAIXA, SÓ NA CISTERNA, OBRIGANDO A UM GASTO ABUSIVO DE ELETRICIDADE.
TEMOS QUE PASSAR O DIA EM CASA, MESMO SEM AGUA, PARA ESPERAR A POSSIVEL PASSAGEM DO CAMINHÃO PIPA QUE AO FINAL DE MAIS UM DIA DE ESPERA, NAO VEM, AI SAIMOS PRA DORMIR FORA, DEIXANDO NOSSO LAR.
ELES FALAM EM FALTA DE PAGAMENTO DAS CONTAS, MAS QUEM PAGA ESSAS DESPESAS?
E A FALTA DE DIGNIDADE DAS FAMILIAS, PRINCIPALMENTE AQUELAS COM DOENTES EM CASA?
E AO ANDAR PELA CIDADE VEMOS AS BOMBAS TRABALHANDO SEMPRE, MAS AS DAQUI DA PRAÇA ESTÁ SEMPRE DESLIGADA.
SERÁ QUE É PORQUE AQUI NÃO MORA NINGUEM IMPORTANTE PRA ELES, COMO ALGUM VEREADOR?
NOS DIAS EM QUE ACONTECEU AQUELA PALHAÇADA ENTRE CEDAE E PMV, PELO MENOS A BOMBA FOI LIGADA E CAIU AGUA NA CAIXA. SINAL CLARO DA MANOBRA DA AGUA, LOGICO QUE NOS FALTA O PRESTIGIO, PARA NOS DIAS DE AGORA, SE MANTER LIGADA PELO MENOS ALGUMAS HORAS POR DIA.
VER AS PESSOAS CHORANDO(LITERALMENTE) EM CASA DE DESESPERO, POR FALTA D'AGUA, NÃO SENSIBILIZA A ELES?
POR MAIS QUE ALGUEM TENHA SABOTADO A ADUTORA(SEGUNDO O QUE ELES ALEGAM, MAS ACHO QUE É MAIS UMA ARMAÇÃO DELES MESMO), UM MES SEM UMA GOTA DE AGUA NOS CANOS É UM CASO DE A PMV SE PRONUNCIAR E DECRETAR ESTADO DE EMERGENCIA.
MAS SERÁ QUE NA PISCINA DO PREFEITO LA EM RIO DAS FLORES ESTÁ FALTANDO AGUA?
AH LÁ DEVE TER AGUA, POIS NÃO LEVOU A CEDAE PRA LÁ...

Paulo Henrique Nobre disse...

Em 2005 e 2006, acompanhei o grande bum dos movimentos populares valencianos, através do fortalecimento dos Conselhos Municipais: o Conselho da Cidade, da Saúde (que já atuava, mas não tinha grande projeção), de Segurança Pública, de Assistência Social, de Políticas Agrícolas, ede Associações de Moradores, entre outros.
Fiquei muito esperançoso que, a partir da mobilização destes poucos abnegados conselheiros, um crescimento social da participação popular fosse percebida e os políticos tivessem que mudar suas pautas de atuação, para se adequar a uma população politicamente ativa e responsável.
Mas não foi o que aconteceu: aos poucos, através de sucessivas gestões, a classe política foi destruindo a força popular. Hoje, poucos falam dos conselhos, que acabaram sendo esvaziados. Sei que ainda funcionam, mas sem o mesmo brilho e a mesma capacidade de pressionar a classe política como dantes (se estiver errado, por favor, me digam e me mostrem).
Para mim, continua sendo necessária que estas instituições sejam fortalecidas e que atuem independentes da vontade e do dinheiro governamental. O problema que nossas instituições civism populares, passaram mais a ser tranpolim para cargos políticos para certas lideranças, perdendo o foco a que deveriam observar constantemente.
Precisamos acreditar nessas instituições e buscar fortalecê-las, espulsando quem utiliza destas entidades para atender a interesses pessoais. O único jeito tornar o cidadão mais consciente é através das entidades de mobilização civil. Elas são as únicas ferramentas que podem nos reaver a esperança de um povo mas esclarecido e brigador por seus direitos!

Anônimo disse...

Olá paulo. Vivenciamos sim, no Brasil, o desmonte dos Conselhos Municipais de Direitos. Isso sem falar no assalto que alguns grupos politicos promovem para cima de alguns Conselhos, de modo a manter sua hemogemonia por conta da importãncia qe esse conselho tem - saúde, tutelar, educação etc. Os Os conselhos são o principal canal de participação popular com vistas ao controle social e deveriam se manter assim. Podem ser encontrados nas três instâncias de governo (federal, estadual e municipal). "Suas importâncias" podem ser medidas pelo grau de responsabilidade que possuem. V
A importância dos conselhos está no seu papel de fortalecimento da participação democrática da população na formulação e implementação de políticas públicas.

Conselho de Alimentação Escolar

* Controla o dinheiro para a merenda. Parte da verba vem do Governo Federal. A outra parte vem da prefeitura.
* Verifica se o que a prefeitura comprou está chegando nas escolas.
* Analisa a qualidade da merenda comprada.
* Olha se os alimentos estão bem guardados e conservados.


Conselho Municipal de Saúde

* Controla o dinheiro da saúde.
* Acompanha as verbas que chegam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os repasses de programas federais.
* Participa da elaboração das metas para a saúde.
* Controla a execução das ações na saúde.
* Deve se reunir pelo menos uma vez por mês.


Conselho de Controle Social do Bolsa Família

* Controla os recursos do Programa.
* Verifica se as famílias do Programa atendem aos critérios para fazer parte.
* Verifica se o Programa atende com qualidade às famílias que realmente precisam.
* Contribui para a manutenção do Cadastro Único.


Conselho do Fundef

* Acompanha e controla a aplicação dos recursos, quanto chegou e como está sendo gasto. A maior parte da verba do Fundef (60%) é para pagar os salários dos professores que lecionam no ensino fundamental. O restante é para pagar funcionários da escola e para comprar equipamentos escolares (mesas, cadeiras, quadros-negros, etc.).
* Supervisiona anualmente o Censo da Educação.
* Controla também a aplicação dos recursos do programa Recomeço (Educação de Jovens e Adultos) e comunica ao FNDE a ocorrência de irregularidades.


Conselho de Assistência Social

* Acompanha a chegada do dinheiro e a aplicação da verba para os programas de assistência social. Os programas são voltados para as crianças (creches), idosos, portadores de deficiências físicas.
* O conselho aprova o plano de assistência social feito pela prefeitura.

Com tantas responsabilidades há de se entender seu desmonte. Se funcionam vereadores ficam soltos no ar. Se suicidam. Não vão saber o que fazer. Pois a única coisa que fazem é brinda de deus-executivo. Fiscalizar mesmo que é bom, nada.

Os conselhos não funcionando, o povo nn faz pressão sobre eles.

Acho que enrolei um pouco mas vejo sentido no que disse rsrsrs. Bjs. Marilda.

Anônimo disse...

Geraldo Alves: o desmonte nos conselhos municipais de direito

É lamentável presenciar a falta de visão de gestores que tratam a existência de conselhos municipais de direito como se não tivesse utilidade. Como por exemplo, indicando pessoas sem o perfil de atuação exigido para um bom andamento das ações que giram em torno das adequações necessárias para o município conquistar recursos e atualizar-se em relação à legislação.

E mais, o funcionamento de conselhos de direito serve como importante ferramenta na busca de recursos específicos para a melhoria da qualidade de vida da população.

O não funcionamento de importantes conselhos como: o de Desenvolvimento Rural, Turismo, Meio Ambiente, Segurança Pública... retarda ainda mais o amadurecimento de ações conjuntas, na incansável busca de uma sociedade conhecedora de seus direitos e deveres.

Texto: Geraldo Alves, http://jornalgentejovem.blogspot.com

Anônimo disse...

* brincar - a palavra saiu truncada. Marilda.

Anônimo disse...

Boa discussão: Conselhos Municipais. Dos citados, a maioria que "funciona" é conduzida pelo poder executivo.
O Conselho da Cidade??? Nem foi reconhecido pelo governo municipal (Vicente Guedes) ou pelo governo federal (Márcio Fortes). A não ser para captarem recursos, talvez...
A sociedade organizada, de um modo geral, é formada por grupos do eu sozinho.
Acho difícil sairmos da condição de IDHIOTS com as pessoas e mídias sendo facilmente cooptadas e, a maioria, desinteressadas.

Rabib disse...

Fiquei muito feliz que meu texto abriu uma discussão que, ao meu ver, parece muito fértil. Obrigado pelos elogios e críticas aos meus pontos de vista. Marilda, pessoa que admiro profundamente, concordo plenamente que o foco da questão é o legislativo, que procuro acompanhar as discussões pelas atas de reunião, visto que nem sempre posso estar nas reuniões por causa do trabalho. Fiscalizar esse poder parece ser espinha dorsal do problema. Quanto a questão da comparação entre os gregos, eu comparei sim o percentual de cidadãos, os "idhiots" fazem parte desse percentual de 10% de pessoas no território grego que faziam parte do conceito de cidadãos. Quanto a manifestação, não vi realmente nenhum interesse do grande público à respeito do ato de do dia 5, tanto que o assunto foi encerrado 3 ou 4 dias depois e ninguém mais falou nada. Não estou interessado no pequeno grupo que se manifestou, mas minha preocupação é no grande grupo que simplesmente optou por não se manifestar. A pergunta é: por que? É esse sentido que busco, por isso me apoiei nos comentários do Paulo Henrique Nobre e concordo plenamente no processo popular de fiscalização, muito mais eficaz que a manifestação nas ruas. Creio que a idéia dos conselhos populares precisam ser abraças pela população, e o que chamo de população abrange também as áreas fronteiriças e periféricas da cidade.
Quanto ao Anônimo, em seu ultimo post lembrei de um texto de Norbet Elias que fala que a sociedade formou homens que moram em "casas" e vêem o mundo de suas "janelas", sem participar deles. Penso que o individualismo ainda é latente na cidade.

Rabib disse...

Marilda, muito obrigado por suas considerações.

Rabib disse...

E por ultimo, desculpem aos que criticaram o academicismo, essas coisas acontecem mesmo, afinal todos nós somos produtos de nossos meios... E até concordo que a academia (incluindo a UFJF que lecionei por 2 anos) é meio masturbatória (dela para ela mesmo). Mas preciso defender alguns pontos de vista. Em geral, meus textos acadêmicos são publicados em locais acadêmicos, esse texto é planfetário e nunca pretendeu ser rocambolesco, não era o professor que escrevia, mas era o cidadão, pessoa que trabalha como presidente de mesa de recolhimento de votos desde quando as eleições eram no papelzinho e a gente tinha que assinar voto por voto para validá-los. Isso não é academicismo, é experiência acumulada de ver as pessoas depositando esperança nas urnas, aliás, vc já viu o sofrimento de um cidadão que quer votar mas por causa da "maquina eletrônica" joga seu voto fora por despreparo ao usa-la? Isso é uma constante. Quem escreve não é o acadêmico, mas é um cidadão que se vê desrespeitado por pagar altas taxas ao setor público para não ter serviço de qualidade. Que viu gente ofendida no passado pela violência provocada por uma certa "guarda municipal" que mais punia que educava as pessoas. Que na adolescência virou noites no barracão da Escola de Samba do Barroso para tentar manter uma tradição carioca enquanto o axé baiano corroia o que nos deu identidade. que viu carros com propagandas do João 70 parado com as 4 rodas sobre a calçada impedindo o direito dos pedestres andarem no seu próprio espaço. Que no dia 05 (dia da manifestação), parou na faixa de pedestre - perto da entrada do Cruzeiro - com o filho e passou André Correia e não parou, passou Alvaro e não parou e, finalmente, um carro de placa de Juiz de Fora, educadamente parou para que eu pudesse passar naquela faixa de pedestre. Por isso escrevi...

Rabib disse...

Ah, e quem acha que meu texto é acadêmico? Pode até ser, mas já contei 23 blogs e sites que ele foi reproduzido, sendo que oficialmente só enviei para alguns amigos por e-mail, entre eles o do VQ.