quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Eleições: Análises, Reflexões e Lutas.

Imponderável. É desta forma que caracterizo o processo eleitoral em Valença em 2008. E os fenômenos que cercam essa “imponderabilidade eleitoral”, que não conseguiu animar, e menos ainda, demonstrar a importância desse momento pra o eleitor é o que será objeto deste texto.

Campanha e poder econômico

Desde o primeiro momento ficou claro que nenhuma das candidaturas vitoriosas em potencial trariam mudanças substantivas a realidade valenciana. O que as diferenciou foi o menor ou maior abuso do poder econômico no decorrer da eleição até as renúncias. Eu, apesar de jovem, não lembro de um rio de dinheiro derramado assim na cidade em eleições passadas, acredito que essa foi recordista em usar e abusar da máquina de cooptação burguesa. Foram milhões gastos em placas, panfletos, carros de som, e, principalmente, em compra de votos.

Também acredito que pela primeira vez na história mostrou-se óbvio ululante que a real disputa que acontece não são entre aquelas máscaras que estão concorrendo oficialmente, mas sim, entre os rostos e os corpos por trás da máscaras. Rostos e corpos externos que buscam tomar e ou permanecer hegemônicos na cidade explorando e expropriando as pessoas em busca de um interminável projeto de poder.

Há de se falar também nos candidatos a câmara municipal, tão pouco debatido, inclusive por nós.

Os grandes nomes, por assim dizer, usaram cada um da máquina que dispunham para conseguirem seus objetivos. Uns usaram única e exclusivamente do poder econômico na compra de votos, outros além da compra de votos usaram o seu sobrenome “famoso” que é de se achar graça ou gracioso talvez, tiveram aqueles que se prendiam nas promessas de um possível cargo comissionado e ainda os que prometiam o “imprometível” com promessas que vão além das prerrogativas inerentes a um cargo do legislativo.

É indispensável analisar as campanhas tanto para prefeito quanto para vereador foram totalmente esvaziadas de programas e propostas realmente concretas, emancipadoras e modificadoras da realidade da população valenciana.

Personalidades Eleitorais

Não querendo ser redundante, mas o sendo, o grande aspecto ou o grande protagonista nessa eleição, como na ampla maioria de cidades brasileiras, foi o abuso do poder econômico, da maquina publica e da compra de votos.

Mas, além do dinheiro e das personagens exteriores com seu projeto de poder, vou tentar abordar as personalidades mais vivas (ou espirituais, como entenderão mais a frente) destas eleições municipais.

Começo por essa personalidade espiritual. O finado ex-prefeito Fernando Pereira Graça que mais uma vez provou ser um fenômeno de votação mesmo do além, e que o ranço coronelista, clientelista, personalista e assistencialista permanece vivo. Conseguiu eleger numa tacada só um filho e um sobrinho usando de um mesmo sofisma. Prática que o manteve, alternadamente com outra força, no poder por um longo inverno que ainda perdura. Pode parecer uma ignomínia de minha parte dizer isto, mas é verdade, o coronel – fantasma ou o fantasma-coronel elegeu 20% da câmara de vereadores de Valença, coisa que outras “forças” vivas não conseguiram. Incrível!

O imponderável aliado a força cooptadora do deputado Picciani e sua vontade de ser a força hegemônica fizeram algumas "vítimas fatais", provavelmente. São as principais "vítimas" o ex-prefeito Luiz Antonio e o PT, além do atual prefeito que teve participação discretíssima durante o processo eleitoral.

O ex-prefeito, apesar do filho deputado, encerrou sua participação na política do município saindo pela porta dos fundos de forma vergonhosa e desprezível. A sua renúncia desconsiderou e desrespeitou o seu eleitorado – que por incrível que pareça ainda existia– demonstrando que o mais importante para ele e o seu grupo político é o projeto de poder para continuar explorando e expropriando a classe trabalhadora da nossa cidade, além da falta de autonomia de idéias e ações na sua vida pública.

Outra "vítima" foi o PT. Que já andava mal das pernas, desde a perda de seus mais históricos e combativos militantes como Paulo Roberto Figueira, Danilo Serafim, Chico Lima, entre outros. Desde então, o PT nunca teve potencial mobilizador, e não esteve e nem está presente nas lutas dos movimentos sociais, nas lutas que buscam a emancipação humana ou algum movimento que busque o horizonte socialista ou lutas sociais. Teve um papel obviamente ridículo e oportunista ao entrar na campanha do adversário e contradizer tudo o que haviam dito, que o adversário era lobista, grileiro de terras, etc. Apesar de ter feito um vereador, que corre o risco de expulsão do PT por não ter se bandiado para a outra campanha, acredito piamente que desta agora o PT/Valença some de vez.

Desta forma Dr. Álvaro e o prefeito eleito Vicente Guedes protagonizaram o “segundo turno” pós renúncias. Essa nova polarização fez com que os investidores externos das campanhas despejassem ainda mais dinheiro para tentar arrebanhar aqueles votos soltos depois das renúncias. Aumentando assim o volume da compra de votos e de tentativas extremas de ganhar a eleição a todo o custo. Tal foi que no dia da eleição alguns candidatos a vereador e também o Dr. Álvaro foram detidos por fazer boca de urna.

A falta de propostas e programas verdadeiros, alijando os valencianos de escolher seu candidato através do programa que rompa com a lógica neoliberal, elege a máscara nova de corpo e rosto bem conhecido, velho e corrompido.

Futuro e Lutas

A eleição de uma câmara amplamente renovada e a eleição do prefeito de máscara nova prova que além do poder econômico sobrepor o programa nas práticas eleitorais, há a ânsia das pessoas, que tem sua força de trabalho tão explorada e expropriada, por mudanças políticas concretas e substanciais que possam emancipá-las humanamente e politicamente. Essa mudanças políticas que certamente não serão apresentadas pela direita neoliberal que é hegemônica na nossa cidade e no resto do Brasil.

É fundamental que formemos uma rede revolucionária orgânica que seja capaz de combater amplamente, fazendo duramente a luta contra-hegemônica. Formada pelos movimentos sociais, partidos da verdadeira esquerda revolucionária (PCB, PSTU, PSOL), e por aqueles e aquelas que não se conformam com essa lógica neoliberal que mata, explora, expropria, empobrece e aliena a classe trabalhadora.

Por isso convoco a todos e a todas para envergar essa bandeira de lutas unificadas para que nos próximos 4 anos e também no longo prazo, lutemos, fiscalizemos, cobremos e combatamos toda essa lógica política nefasta que é visceral em nossa cidade e agora reafirmou seu poder após esta eleição do imponderável.


Danilo Neves Vieira Serafim – estudante de direito

49 comentários:

Rafaella Costa disse...

Texto excelente, um dos melhores textos que eu já li nesse blog.

Só achei que deveria abrir uns parenteses explicativos em alguns casos como nas palavras sofisma, ignomínia, contra-hegemonia... No mais excepcional a matéria

Eu não tenho muito acesso ao blog, existe a possibilidade de voces mandarem esses textos políticos para o meu email?

é rafaellacosta@yahoo.com.br

Obrigada, aguardo este e outos textos tão bons quanto estes no meu email e na proxima edição do jornal.

Felipe Duque (Valença) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Felipe Duque (Valença) disse...

Seria essencial que a esquerda valenciana denunciasse as barbaridades nas próximas eleições.
Belo texto, Danilo!

Anônimo disse...

Sem querer ser o chato, a critica é construtiva.

Qual foi a novidade apresentada no texto?

Quais as resoluçoes praticas propostas no texto?

Uma sugestao, voce não precisa querer se utilizar de palavras rebuscadas para mostrar conhecimento. Muitas vezes voce acabou utilizando palavras que nao se encaixaram muito bem com o sentido do texto.

-------------------------

Felipe a esquerda nao tem que denunciar as barbaridades so das proximas eleiçoes, ela assim como todos em valença tem é que acompanhar todo o processo politico permanentemente. Onde ja se viu, esperar ate as proximas eleiçoes...rs por isso que as coisas nao melhoram!

Danilinho Serafim disse...

1 - Rafaella, posso sim abrir um parentese explicativo no texto e estou estudando a melhor forma de fazer.
Então te encaminho os textos sim, e tenho outro blog também que é só com textos políticos, de formação e conjuntura: é http://caminhocomunista.blogspot.com/
Obrigado pela atenção, um abraço.

2 - É isso mesmo Felipe, mas pra além disso começar uma mobilização dos setores à esquerda desde já. Para nos fortalecermos organicamente como um movimento de lutas uinificado, não só vários movimentos de lutas específicas. Temos que ser organicas e combativos para enfrentar a conjuntura já posta e a que esta por vir.

3 - Anonimo, ainda bem que pra voce não é novidade. E nem é pra ser já que é um balanço, é justamente pra fomentar as discussões.
As resoluções praticas estão proposta no ultimo subtitulo que é o "Futuro e Lutas" que é formação da tal rede revolucionária proposta ou alguma rede de interligação dos movimentos.
Não uso palavras rebuscadas para mostrar conhecimento, pelo contrario. A verdade que algumas palavras se encaixam perfeitamente no contexto que eu objetivo expressar, mas não são rebuscadas algumas são de conceito filosófico, por isso parecem rebuscadas. Mas nesse caso específico todas as palavras contextuam perfeitamente o que eu quis expressar no texto, não vejo nada fora de contexto.
mesmo assim, obrigado pela critica construtiva.

Anônimo disse...

ok.entao vamos la.

discorra mais sobre a criação dessa rede.

Voce acredita mesmo, que ela possa vim a se concretizar? pergunto porque eu tenho 46 anos sempre morei em valença e ja vi varias tentativas de união das esquerdas, porem nenhuma vingou.

Anônimo disse...

Rafaela prefiro não me identificar
e não foi a mim direcionada esta pergunta a sua resposta, mas tomo a liberdade em lhe dar um empurrão:
- Sofismas a meu ver são argumentos
que parte de premissas corretas para conclusões perfeitamente mentirosas, mas irrefutáveis.
As outras certamente se encontra em um bom dicionário. Apenas tome cuidado com invencionises filológicas, expressões ou frases tipo "fi-lo porque qui-lo".
Um abraço e espero ter lhe ajudado de alguma forma.

Danilinho Serafim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Danilinho Serafim disse...

Anonimo, acredito que há possibilidade concreta sim. Pois acredito que existem movimentos à esquerda atuando em Valença de forma isolada (MVQ, MST, Sepe, por exemplo). Existem os partidos de esquerda (PSOL, PCB e PSTU) que com certeza podem contribuir muito mais do que estão fazendo, é importante que façamos essa autocritica de que os partidos da verdadeira esquerda estão parados em Valença. E ainda, mulheres e homens que não estão ligados a nenhum movimento ou partido mas que tem vontade de contribuir por um processo revolucionário permanente.
E a forma de conquistar isso é aprofundar a discussão com esses organismos e com as pessoas interessadas e conseguir traçar um calendário unificado de lutas.
Acredito que seja dessa forma que uniremos a esquerda para enfrentar a conjuntura atual e o que esta por vir.

E se eu não acreditasse não iria propor essa rede, com toda certeza não é só retórica.

Anônimo disse...

E se a nossa social e democrática
Valença for apenas um jogo de espelhos?
Na oposição a briga só existe porque eles afirmam que nós estamos contra eles, quando ninguém desconhece que eles é que estão contra nós.
O Partido Comunista não permite que
qualquer um de seus quadros seja criticado em nenhum jornal. A direita não tem como evitar. A direita tem má consciência. A esquerda nem sabe o que é isso.
Os comunistas têm atrapalhado muito a vida do nosso nó górdio.Quando é hora de desamarrar, amarram. Quando é hora de amarrar, desatam. Os comunistas andam em bandos, emigram inexperadamente, mudam de cor quando convém, comem alpiste, e deliberam o inexequivel. Por essas razões já estão dominando totalmente nossos serviços de reembolso postal. O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando
a roupa não fica boa faz alterações
no cliente.

Como alguém já digitou em um dos blogs: "- Que raio de Democracia é essa em que eu tenho que me manter anônimo!"

Anônimo disse...

Antenor
Voc~e arrebentou a boca do balão anonimo. Meus parabens. Você foi simples, rapido e definitivo.

Felipe, que não é o Duque! disse...

Danilo, apesar de alguma orginalidades, como a análise da eleição em Valença, seu texto está eivado de argumento repetitivos da esquerda dita revolucionária. Há muito abandonei esta posição pro acreditar que a verdadeira liberdade surge através da luta humanista (não humanitária)e por isso me tornei anarquista. Espero que na próxima vez, você discorra de modo mais original, sem chavões dos anos 70.

fael disse...

Danilinho, belo texto!

Quanto a unificação dos movimentos, partidos e pessoas que estão cansados de chegar nas eleições e não ter escolhas, acho que precisamos estabelecer não só um calendário de lutas unificado como um programa mínimo unificado também.

A hora é essa!

Letícia disse...

Danilinho, parabéns pelo texto! E concordo com o Fael, é hora de agir.

Anônimo disse...

Ao MVQ e ao autor do texto, Danilinho Serafim em especial.

Antes de tudo, esse comentário é resultado de uma conversa anterior à leitura desse texto somado à leitura desse que pretende ser uma análise “definitiva” das eleições em nosso Município.

A nós duas o artigo “Eleições: Análises, Reflexões e Lutas” não pareceu muito contundente, embora gostemos muito e reconheçamos o valor de quem o redigiu. Entre os vários equívocos, apontamos um em especial, quando o autor defende que "(...) Desde o primeiro momento ficou claro que nenhuma das candidaturas vitoriosas em potencial trariam mudanças substantivas a realidade valenciana.”

Ao contrário do que pensa o autor, não existe nenhuma “claridade” nesse ponto. Até porque candidaturas não trazem mudanças, substanciais ou relativas; candidaturas sustentam-se no passado político dos proponentes e nos planos de governo. “Planos”. Enfim, uma cruza de “experiência” e “expectativa”, na acepção mais barata de um R. Koselleck.

Em nível de governo, através do qual, sim, pode ser transformada ou não a “realidade valenciana”, a candidatura vitoriosa não pode vir a ser julgada. A análise política séria não se funda em perspectivismo, videntismo, seja lá o que for. Ao contrário, nesse momento de transição, será preciso entre nós - e muito – ponderamento, crítica, cobranças com acompanhamento de ações e auto-crítica por parte da sociedade civil organizada (ou desorganizada, já que o próprio MVQ reconhece não gozar de “organicidade”) para que mudanças sejam efetivadas num futuro – esperamos - próximo.

Parcerias também. Por exemplo, conseguimos há um mês (30 dias!!) sensibilizar a representação feminina do Rotary e a FAA a fim de garantir aos 20 inscritos no programa de alfabetização na Varginha exames oftalmológicos. Até o momento, o MVQ não conseguiu sequer marcar um encontro com as lideranças da Ocupação Gisele Lima, na Varginha, pra organizar a realização das consultas. E, pior, estamos a ponto de perder uma voluntária como a Mônica porque a própria Ocupação e nós não conseguimos nos “organizar” para que os 20 inscritos se beneficiem desse trabalho fundamental.

Será preciso, pra que essa sua idéia, Danilo, de “organicidade” total de esquerda se realize, pequenos passos fundamentais e bem dados. Se não tivermos competência pra garantir à Varginha esse mínimo, meu caro, desculpe-nos, seus argumentos continuarão nos soando falaciosamente.

E não espere que o PCB, PSTU, PSOL e partidos dessa pretensa linha de oposição se sensibilizem com a Varginha ou qualquer outro bairro de periferia. Quando o assunto é “favelização”, no mundo inteiro, se o povo não se organiza, se o povo não interfere, nada muda. A “gente” é povo, quer juntar-se a nós? Independentemente de vocês, estaremos na Varginha no sábado, com chuva e o que for caindo do céu, canivete e o cacete a quatro. E não estaremos lá porque somos MVQ, mas porque somos cidadãs.

Ana Reis, jornalista
Marcelle Sales, estudante de História (FAA)

Anônimo disse...

uhhhhhhhhhh

MORAAAAAAAAAAALLLLLLLL!!!!

Danilinho Serafim disse...

Vamos lá...

1 - Rafaella me desculpe, mas com a discussão esqueci de esclarecer suas dúvidas.
* sofisma = nós marxistas costumamos usar essa palavra para definir um arcabouço de idéias, ações e argumentos inconclusivos, colocado por aqueles que tem o poder hegemonico, que servem pra induzir ao erro de pensamento das pessoas com o objetivo de se ganhar uma disputa a qualquer precço através de uma "ilusão política.
*ignomínia = é uma infâmia.
*contra hegemonia = são as lutas contra o sistema hegemonico, ou seja, luta contra as forças políticas dominantes exploradoras e expropriadoras e contra o modelo neoliberal.
Se tiver mais alguma duvida só perguntar.
Visitou o caminho comunista?

2 - Ao anonimo anti-comunista. Esqueceu de falar que nós comemos criancinhas, que usamos drogas e que somos libertarios sexualmente.

3 - Felipe que não é o Duque:
Ainda bem Felipe, porque se estivesse diferente da esquerda revolucionária aí sim teria algo de errado.
E a luta continua, o adversário é o mesmo, a conjuntura que está diferente.
Parabens, a candidata a vice prefeita do rio pelo PCB é do partido humanista. Continue nessa luta que também é importante.

3 - Fael e Letícia:
Valeu!
Fael tem toda a razão, já passou da hora de nos unirmos e apresentarmos além de um calendário de lutas, um programa mínimo unificado para Valença.

O momento é duro e perigoso, principalmente por conta do Lulismo. Mas a indignação, ansia por mudanças e o esquartejamento da coisa publica e da política nos dá uma grande chance para a luta socialista.

Anônimo disse...

É isso ai, esse pessoal se empolga de mais e ficam nesses discursos falaciosos.

porem nao fazem o que tem que ser feito, ai e facil criticar o mundo todo de estar errado.

deviam se focar em mudar a realidade de esta proxima.Começando pela sua propria casa.

Anônimo disse...

se a conjuntura é outra o modelo de atuação deveria ser outro tambem.

Felipe, que não é o Duque! disse...

Pô Danilo, não confunda o Partido Humanista (PH), que eu nem sei qual é a ideologia dele com as posições humanitárias do anarquismo, que por definição não se organiza em partidos políticos. Na verdade, como foi colocado na 1ª Internacional, os inimigos do anarquismo são aqueles que defendem qualquer forma de governo ('Hay gobierno, soy contra...') não importando se ele é de esquerda ou de direita. Entretanto, preciso esclarecer algo, nada contra a revolução, contra, sim, à pregação de certas alas da esquerda que continuam me lembrando os tempos de Rural. Mas, como vc bem lembrou, temos alguns inimigos em comum e devemos nos unir contra eles, mesmo sabendo que ao final a luta será entre nossas ideologias.
Saudações, do seu camarada, felipe.

Anônimo disse...

chega a ser ate engraçado nao e felipe, continuam usando termos totalmente ultrapassados.

Danilinho Serafim disse...

Felipe que não é o Duque:

Sim, eu entendo. Foi só uma oservação da amplitude do que pode ser chamado Humanismo.

A luta de revolucionários (anarquista e comunistas) são muito proximas, principalmente na atual conjuntura. E melhor que ficarmos no debate ideológico sobre anarquistas , comunistas e anarco-comunistas é por mãos a obra e fazer a auto-critica de que perdemos muito tempo fazendo esse debate, em quanto foi construido um projeto de poder bem estruturado pelo capital que objetiva explorar cada vez mais a classe trabalhadora para se enriquecerem e se manterem como forças hegemonicas eternamente. Acho que estamos mais próximos do que "deles". É hora de unirmos forças.

Obrigado pela oportunidade do debate, parece que o blogue voltou ao normal...

Anonimo:

A conjuntura é outra, mas o medelo de atuação é o mesmo com estrategia e tática diferente.

danilo garcia serafim disse...

Belotext!. É fato que a esquerda revolucionária foi aplasta nestas eleições ,basta ver o quadro geral nacional, mas, isso não significa que a luta classes não exista mais.Enquanto houver opressor e oprimido haverá antagonismo, isso já dizia há 150 anos atrás o velho Marx,1848,1905,1917,1968, de uma forma ou de outra as massas se levantarão, basta estarmos colocados diáriamante no seio das lutas, agora mesmo der 12 a 16 de outubro será uma semana importante,de grandes acontecimentos.Uma hora a onda vira!
Danilo Garcia Serafim

danilo serafim disse...

correção: aplastada! É sempre bom lembrar de outubro! Outros outubros virão!
Danilo Garcia Serafim

Mariana disse...

Ótimo texto!
Realmente acho q é hora (aliás, já passou da hora)de unir as forças. Confesso que acho isso meio utópico, apesar de concordar e achar que "lutar" é "fazer o certo".
Mas acho que esse debate já é um começo pra tentar mobilizar as pessoas.
Espero que isso não acabe!

Jacutinga disse...

Muito feio pessoas do próprio movimento queimar o próprio movimento.. se não faz parte de suas filosofias de vida.. há dois caminhos: 1) mudar dentro, por dentro, contribuindo e respeitando as discordâncias - que é princípio de organização, ou seja, não desqualificar um companheiro por não concordar com ele. 2) Ir embora pra casa ou tentar se organizar de outra forma, o que pode ser bom ou ruim. Ruim porque a probabilidade de esvaziar e desmobilizar a luta é maior.

Enfim menina jornalista e menina que não tem função/formação (a moça que escreveu o texto só colocou ocupação e formação ao lado do nome ana), aprenda que críticas são para debates, são construtivas. Acho que seus hormônios estão em ebulição extrema. Bem vinda ao mundo sectário, onde se fala sozinha, se lê sozinha, escreve sozinha, se bebe sozinha, etc. ou com poucos sectários como vc. Mas acredite esse mundo é muito chato.

Parabéns para vc! Sua incapacidade de debate me fez refletir.

Jacutinga disse...

Então,escrevi e escrevi e não falei do ótimo texto que li. Com análises da conjuntura política do município e afinações com a realidade local. E,experiência militante. Parabéns pelo texto. Aguardo mais textos tão bons quanto esse.

E abraço forte a todos do MVQ, que se preocupam em fazer, não tem medo de errar de refazer, de resgatar, de realizar. Por serem jovens e tão corajosos. Mostram a cara para ganharem um beijo ou ganharem um cuspe, um tapa, um soco.

Ótimo texto rapaz.

Lembrem-se: é tempo de fazer tempo.. diga não a bomba que só traz desilusão (lembrei de Mário Lago)

bjo bjo

Anônimo disse...

Essas criticas feitas por proprios membros do mqv mostra que tem muita gente insatisfeita, so com esse discurso que fica sendo pregado sempre, como uma especie de se lavar as maos.
sera q não e hora de se rever conceitos?

Anônimo disse...

Ao MVQ e ao autor do texto, Danilinho Serafim em especial.

Antes de tudo, esse comentário é resultado de uma conversa anterior à leitura desse texto somado à leitura desse que pretende ser uma análise “definitiva” das eleições em nosso Município.

A nós duas o artigo “Eleições: Análises, Reflexões e Lutas” não pareceu muito contundente, embora gostemos muito e reconheçamos o valor de quem o redigiu. Entre os vários equívocos, apontamos um em especial, quando o autor defende que "(...) Desde o primeiro momento ficou claro que nenhuma das candidaturas vitoriosas em potencial trariam mudanças substantivas a realidade valenciana.”

Ao contrário do que pensa o autor, não existe nenhuma “claridade” nesse ponto. Até porque candidaturas não trazem mudanças, substanciais ou relativas; candidaturas sustentam-se no passado político dos proponentes e nos planos de governo. “Planos”. Enfim, uma cruza de “experiência” e “expectativa”, na acepção mais barata de um R. Koselleck.

Em nível de governo, através do qual, sim, pode ser transformada ou não a “realidade valenciana”, a candidatura vitoriosa não pode vir a ser julgada. A análise política séria não se funda em perspectivismo, videntismo, seja lá o que for. Ao contrário, nesse momento de transição, será preciso entre nós - e muito – ponderamento, crítica, cobranças com acompanhamento de ações e auto-crítica por parte da sociedade civil organizada (ou desorganizada, já que o próprio MVQ reconhece não gozar de “organicidade”) para que mudanças sejam efetivadas num futuro – esperamos - próximo.

Parcerias também. Por exemplo, conseguimos há um mês (30 dias!!) sensibilizar a representação feminina do Rotary e a FAA a fim de garantir aos 20 inscritos no programa de alfabetização na Varginha exames oftalmológicos. Até o momento, o MVQ não conseguiu sequer marcar um encontro com as lideranças da Ocupação Gisele Lima, na Varginha, pra organizar a realização das consultas. E, pior, estamos a ponto de perder uma voluntária como a Mônica porque a própria Ocupação e nós não conseguimos nos “organizar” para que os 20 inscritos se beneficiem desse trabalho fundamental.

Será preciso, pra que essa sua idéia, Danilo, de “organicidade” total de esquerda se realize, pequenos passos fundamentais e bem dados. Se não tivermos competência pra garantir à Varginha esse mínimo, meu caro, desculpe-nos, seus argumentos continuarão nos soando falaciosamente.

E não espere que o PCB, PSTU, PSOL e partidos dessa pretensa linha de oposição se sensibilizem com a Varginha ou qualquer outro bairro de periferia. Quando o assunto é “favelização”, no mundo inteiro, se o povo não se organiza, se o povo não interfere, nada muda. A “gente” é povo, quer juntar-se a nós? Independentemente de vocês, estaremos na Varginha no sábado, com chuva e o que for caindo do céu, canivete e o cacete a quatro. E não estaremos lá porque somos MVQ, mas porque somos cidadãs.

Ana Reis, jornalista
Marcelle Sales, estudante de História (FAA)

ai ai ai que feio...kkk

Jacutinga disse...

É análise que provoca discussão.
Quem tem formação política compreende que existe diferença entre esses conceitos.(análise / discurso). Quem não tem e acha que tem e é arrogante diz que é o discurso de sempre, diz que é utópico.. E ser for qualquer coisa, não tem problema em ser. Ora, é uma análise não é uma lei. Algo a ser seguido e assinado embaixo. As pessoas tem liberdade de se expressar e publicar suas análises.

Rafaella Costa disse...

OI Danilo! Obrigado pela atenção e pelos esclarecimentos.

Queria te dizer que pelo seu texto e seus comentários, conseguiu me conquistar para a revolução...rsrsr
Sério, gostaria de conhecer mais o movimento de voces. E contribuir também, com o que for possível. Não acredito que seja utópico não, é só nos dedicarmos e lutarmos!

Moro no Rio, faço direito na candido mendes, mas sou valenciana e estou quase todo fim de semana aí. Só me comunicarem por email quando tiverem algum encontro, que se eu estiver por aí vou para conhece-los.

Discordo das garotas em 2 pontos, se elas se dizem do Valença em Questão deveriam ter mais cuidado e responsabilidade e levar essa discussão para um forum interno de voces. Estou errada?
O segundo é de todo o resto do comentario delas...rsrs
E parece que as correntes do proximo governo já estão prendendo os pés das 2 garotas.

Me parece que as cíticas ao texto são apenas retórica ou um pretexto, para ensejar as criticas abertas ao movimento.

Ah Danilo, poxa muito bom o seu blog, o caminho comunista. Já salvei nos meu favoritos.

Força na luta cara! Voce com seu texto e suas idéias me convenceu!

Um grande abraço ao Danilinho Serafim e a todos os outros membros do grupo(menos essas duas aí!humpf!)!!!

Rafaella Costa disse...

Danilo,
Voce é filiado em alguns desses partidos, gostaria de me filiar, mas ainda não me aproximei de nenhum o que voce acha?

Jacutinga disse...

Essas pessoas adoram dizer que são cidadãs..

Vc Ana é tão republicana
pode até virar um poema. Poderia começar assim:

"Ana a república te ama"

Cidadão= aquele que não está a margem da sociedade. Aquele que faz parte do contrato social. Das regras, leis, deveres e direitos. Aí esses cidadãos pagam impostos, votam e utilizam os serviços públicos (saúde, educação, etc.).

Porém, existem "cidadãos" (aquele que apenas foram registrados no cartório) que não partilham desse contrato. E é simples definir quem são. São pessoas exploradas, oprimidas e que simplesmente não pagam impostos porque não tem $$ pra pagar. As pessoas da periferia estão excluídas desse processo civilizatório republicano que vc tanto tem orgulho de participar. Você, ou vcs, são tão iluminadas que se colocam superiores a essas pessoas, e pior, conhecendo (sim, uma é jornalista e a outra é estudante de HISTÓRIA) esse DISCURSO - aí sim discurso -civilizatório hierarquicamente que vc/vcs (eu prefiro vc acho que é vc e não vcs) catequizam por lá. Ainda bem que é Só por lá(VARGINHA).

Acredito que o grupo não compartilhe desse republicanismo imbecil. São apenas vocês duas, ou vc, ana.

Danilinho Serafim disse...

Que bom, Rafaella!! Fiquei muito satisfeito com sua vontade de se aproximar. Podemos marcar um papo, com o resto do grupo, quando voce estiver em Valença. É muito imporante para nós mobilizarmos pessoas dispostas como voce, que queiram entrar para realmente para construir e lutar e não para desmobilizar e desconstruir...

Quanto ao partido acho extermamente importante, mas não essencial, estar participando do espaço partidário. Que é uma hipótese revolucionária que ainda não se esgotou.

Eu era do psol, mas por divergencias internar rompi. E estou no momento me aproximando do PCB que é um partido que eu tenho uma afinidade ideológica e historica muito grande. Podemos aprofundar a conversa sobre partido também e voce escolhe o qual é a melhor opção pra voce no momento.

Um grande abraço!

Anônimo disse...

é impressao minha ou esse ou essa jacutinga é alguem do grupo?
porque se esconde?

Anônimo disse...

É realmente Sr. Danilo Serafim o Sr. em relação a partidos e lutas é exatamente como o anônimo das 7:36 descreveu. Vivi a uma época de ditadura e sabe realmente o que acontecia, explico. Os filhos da elite difundiam idéias, colocavam um certo número de jovens da mídia como barreira e quando o bicho pegava a elite que difundia idéias sumia e o pau que nos ficavam comia. Entre partidos e Deus a uma semelhança. Existem milhares mas que se cruzam em um só: o "CAPITAL".

Jacutinga disse...

Não sou do grupo. Sou leitora do VQ assídua. Não pude me calar diante da atitude anti-coletiva e anti-movimento da menina ana e da menina marcelle. Por isso escrevi. E mais, adoro identificar a essência republicana nas pessoas. Essa essência, às vezes, demora ser evidenciada. Mas é um sintoma da natureza de todo "direitoso".

Contraditória essa postagem anterior. Eu pelo menos tenho nome. Meus textos não são apócrifos. Já os dos anônimos, ê ê. Como já postei em outras ocasiões: se os anônimos estivessem na luta a revolução seria agora!!!!

A pergunta sobre quem é quem é a seguinte:

Quem é R. Koselleck?

Fiquei curiosa. Alguém sabe? Procurei na internet informações mas não obtive sucesso. A menina ana poderia dar essa aula para nós. Assim que ela voltar e ler os comentários, aposto que não ficará calada.

Jacutinga - amiga do Tom Zé disse...

Isso tudo me lembrou Tom Zé:

Tô vendo de baixo, pra poder subir..
tô vendo de cima pra poder cair
tô divido pra poder sobrar
desperdiçando pra poder faltar
devagarinho pra poder caber
bem de leve pra não perdoar
tô estudando pra saber ignorar
eu tô aqui comendo para vomitar

Eu tô te explicando pra te confundir,
Eu tô te confundindo pra te esclarecer,
Tô iluminado pra poder cegar,
Tô ficando cego pra poder guiar.

Suavemente pra poder rasgar
com o olho fechado pra te ver melhor
com alegria pra poder chorar
desesperado pra ter paciência
carinhoso pra poder ferir
lentamente pra não atrasar
atrás da vida pra poder morrer
eu tô me despedindo pra poder voltar

Eu tô te explicando pra te confundir,
Eu tô te confundindo pra te esclarecer,
Tô iluminado pra poder cegar,
Tô ficando cego pra poder guiar.

Anônimo disse...

voce nao faz nada jacutinga?
pq se esconde?


eu nao me identifico pq nao tenho interesse de mudar as coisas assim como voce.

Jacutinga disse...

Bem o que eu faço ou deixo de fazer diz respeito a mim e não a você. E se você diz que não interesse de mudar as coisas isso é problema seu e não meu. E mais uma vez, meu nome é Jacutinga. Vim do sertão diretamente para o Valença em Questão.

Letícia disse...

bem-vinda jacutinga!

Jacutinga disse...

Obrigada

Letícia!

Luciane Barbosa disse...

Opa,
que boa análise, queria fazer uma assim da minha cidade. Me ajuda?
rsrsrs

Saudade!

Luciane Barbosa disse...

Letícia, se eu te pedisse para gravar um CD com as músicas que tocavam na festa de sábado passado (e ouvi você dizer que era seu)..
Você gravaria para mim? Acredito que nos encontraremos semana que vem (em Valença, se você estiver). Você me faria essa gentileza, por favor?

beijos
e bom fim de semana

Anônimo disse...

senhor dai nos sapencia para tamanha ignarancia. espresso atraves deste o fazendo de forma embasada porem nao espero que seja comprendido e interpelado. concluindo ainda que jacutinga nao tem nenhum arcabouço intelectual perante os debates aqui discutidos em relação a toda prblematica que estamos inseridos nesse contexto atual de nossa conjuntura politica em valença. desta maneira fica dificil estabelecer discusoes que possam gerar bons frutos para abrir mentes para a pricipal transformaçao que valença ainda na esta preparada para receber. espero que voce leia mais R. Kosellec, e outros autores para poder se embasar melhor nas suas analises frageis e desestruturadas. tenha paciencia de que so com o tempo tera um arcabouço intelectual de acervo moral e didatico para entrar nessas analises mais aprofundadas no que diz respeito a atuais contra culturas, a atual força hegemonica que impera se utilizando de ignorantes que so o fazem propagar seu atual modelo de gestao de um modelo economico fracassado.
e tenho dito
regnas

Anônimo disse...

nao leve a mal nao, .MAS eu so queria saber se esse danilinho, e um que tem o pai mamando no graciosa ou e primo dele.? PELO QUE SEI ESTES SERAFIM ,VIVEM DE MAMADEIRAS>KKKKKKK

Danilinho Serafim disse...

Nem uma nem outra, anonimo, muito pelo contrario. Meu pai é sindicalista histórico e sempre combateu essas forças políticas. E nós não temos nenhum parentesco com eles, ainda bem...

Rafaella Costa disse...

Vamos marcar sim, te mando um email confirmando se eu for no fim de semana.

Abraço

Anônimo disse...

Sra. ou Srta. Jacutinga acima fizeste uma pergunta, lembra-se:
- Quem é R. Rosselek?
Espero poder lhe dar uma pequena informação e ajuda.
Reinhart Kosselek, historiador alemão. Em uma de suas passagens.
"Considerava que a história como a teólogia, a jurisprudência, a poesia e a sua interpretação são formas para se compreender o existêncial e agrega: a história como ciência da história e como arte de sua representação ou narração, são partes do cosmos hermético, projetado por Gadamer.
Através do escutar, do falar e dos textos, também o historiador se move sobre a mesma plataforma sobre
qual se movem as outras fíguras
pragmáticas da hermética gadameriana: o teólogo, jurista, e
o exegeta da poesia."
Vale a pena conferir. Leituras inteligentissimas, um grande historiador.
Agradeço aos Srs. do Blog, mais uma vez, por esse espaço concedido.
JRN.