sábado, 15 de novembro de 2008

Dois anos de Jornal Local

Há pouco mais de uma semana, o Jornal Local completou dois anos de existência. Em comemoração a esta data, entrevistamos – por email – o editor do Local, Gustavo Abruzzini. Abaixo a entrevista.

Dois anos do Local, quais as principais dificuldades encontradas?
Foram, seguramente, a estrutura limitada por conta da escassez de recursos para investimentos, sempre necessários, e, por outro lado, dobrar a desconfiança dos valencianos já tão descrentes do produto jornal. Durante décadas, com raras exceções, o produto jornal, em Valença e região, foi desvalorizado por conta de práticas e projetos voltados à política rasteira, manipuladora e sem vergonha. Daí nossa aposta em resgatar o produto jornal, respeitando-o como tal, reintroduzindo suas características essenciais, como venda em banca ou por assinatura, e foco em notícia, serviço e entretenimento.

Como avalia o Local, sua evolução ao longo desses dois anos, sua importância para Valença?
Nossa evolução do ponto de vista comercial tem sido lenta, porém consistente. Hoje estamos fazendo circular, por praticamente toda a cidade, com grande receptividade e pouco encalhe, um produto que é identificado como de grande importância para a cidade. A proposta de buscar ser o mais profissional possível, apesar de nossa tímida capacidade estrutural, passadas as desconfianças iniciais, nos permitem afirmar que hoje o jornal ocupa lugar de destaque na consideração do valenciano consciente e crítico. Diante do cenário de total pessimismo na área do jornalismo local, quando começamos, só de cumprirmos a missão de sermos noticiaristas, informando e esclarecendo com o mínimo de ética, bom senso e responsabilidade, nos pautando com independência, já causou impacto favorável que se confirmou, ainda mais, quando perpassamos por uma eleição municipal ilesos às patrulhas ideológicas que a todo momento queriam nos decifrar ligados a alguma candidatura. Não conseguiram e o jornal ficou mais conhecido e popular.

Gostaria que comentasse a participação da sociedade no Local. Nas últimas edições tenho visto uma participação relativamente grande de cartas e contribuições de textos.
No começo, confesso que me decepcionei com a pouca participação dos leitores. Mas hoje percebo que à medida que foram conhecendo e confiando mais no Jornal Local, percebendo nosso compromisso maior com o leitor, as manifestações começaram a surgir mais variadas e com temas os mais diversos. E esta participação consideramos tão importante que fazemos questão que toda e qualquer colaboração desta natureza tenha lugar garantido em nossas edições. Não há restrição, nem mesmo quando batem em nós mesmos, seja no dia-a-dia, seja através de carta. Publicamos tudo, o leitor julga.

Essa participação também me parece relativa, já que algumas pessoas "colaboram" muito, e algumas questões acabam não sendo discutidas (que não fazem parte dos interesses dessa minoria que contribui). Há alguma perspectiva de cobertura dessas demandas sociais com a equipe atual (infelizmente reduzida)?
O jornal está aberto a todos, indistintamente, e permanecerá assim enquanto eu estiver à frente dele. Não tenho, neste momento, a preocupação em direcionar o jornal para o aprofundamento de debates e discussões que queiram consertar Valença. Acho que seria pretensão demais, com apenas dois anos, sem estrutura ideal e dificuldades financeiras latentes, chamar para o modesto Jornal Local esta responsabilidade. Nossa missão, ainda é, nesta nova alvorada do jornalismo profissional, em Valença, conquistar mais leitores, oferecer mais noticiário fidedigno, mais e mais prestação de serviços, mais parcerias comerciais e mais entretenimento para todas as faixas etárias. Acho que ainda estamos em construção e nesta curta caminhada o que aprendemos é que para subir seguro é preciso subir degrau por degrau. Ou seja, perspectivas ainda não há, mas acho que naturalmente chegaremos lá com a maturidade necessária para não metermos os pés pelas mãos.

Há algum projeto para o futuro próximo em relação ao jornal?
Vamos partir para melhorar nossa comunicação digital. Refaremos nosso site e a idéia é disponibilizar o jornal na internet. Além disso, estamos investindo no aumento da distribuição do jornal que já está em praticamente todos os bairros de Valença. Faltam ainda São Francisco, Passagem, João Dias e Osório, além dos distritos de Pentagna, Parapeúna e Santa Isabel. Queremos também lançar, talvez ainda este ano, um caderno de classificados, já em estudo, e novas seções no jornal voltadas para os públicos infantil e juvenil. Queremos ser parceiros do novo cinema e dos grandes eventos culturais do município. Há outros projetos e idéias de marketing que pretendemos implementar para tornar o jornal mais conhecido, mas que ainda estão em gestação.

2 comentários:

vera disse...

Olá

Gostaria de saber se o jornal já está com o site no ar.
Aguardo,
obrigada
Renata Mattos.

Anônimo disse...

Boa tarde, venho por meio deste fazer denuncia sobre situações ocorridas com os trabalhadores da área da saúde de valença-rj.
A saúde, que estava sobre gestão da Cruz vermelha, na data de ontem vem sofrendo sérios problemas, o que acarreta em perda dos direitos constitucionais e trabalhistas dos profissionais da área de saúde deste município.
Ocorre que a secretaria municipal de saúde tem um contrato com a cruz vermelha, e a atual gestão, numa tentativa desenfrenhada de arrecadar verbas, não sei se para o erário público ou se para o próprio bolso, vem tentando romper esse contrato com a cruz vermelha, para que assim a gestão das verbas públicas para a saúde venha ser administrada pelo pessoal da prefeitura de valença.
Na data de ontem, tivemos uma reunião com o Sr. TIAGO JOSÉ, que nunca trabalhou ou sequer tem capacidade ou formação para administrar um órgão público, mas como é um puxa saco do José Rogério presidente da FAA, vem dando as cartas por aki, bom mas o que interessa é o conteúdo da reunião com todos os funcionários da saúde.
Nessa reunião presidida pelo Sr. Tiago, ele fez vários documentos, declarações uma para cada funcionário, que estavam vinculados diretamente com a cruz vermelha, tendo suas CTPS devidamente anotadas pela cruz vermelha, bom essa declarações eram para que os funcionários as assinassem, pois seu conteúdo era de que cada funcionário estaria pedindo demissão da cruz vermelha, abrindo mão assim de todos os seus direitos trabalhistas, onde segundo o mesmo não haveria qq demissão, os funcionários passariam a ser contratados da prefeitura, o que por certo já estariam perdendo seus direitos trabalhistas, e mais o Sr. Tiago ameaçou a todos dizendo, "QUE QUEM NÃO ASSINASSE O PAPEL, NÃO PRECISARIA COMPARECER MAIS A SEUS POSTOS DE TRABALHO, POIS JÁ ESTARIAM DEMITIDOS E COM OUTRA PESSOA TRABALHANDO EM SEUS LUGAREs.
Por medo de perderem seus empregos, e passarem fome, todos assinaram e hj já começou as demissões.
Peço que tomem as providencias cabíveis a essa forma arcaíca e ditatorial que estamos sendo tratados!
Este e-mail será enviado a todas as autoridades do ministério público e poder judiciário, bem como a todos os meios de imprensa, seja escrita ou televisa.
Ciente de vossas providencias, agradeço por toda a atenção.